sexta-feira, 29 de abril de 2011

Destaques dos Jornais 29/04/2011

Folha de São Paulo

"Enrique Iglesias é consagrado no Prêmio Billboard de Música Latina".

Folha - Enrique Iglesias é consagrado no Prêmio Billboard de Música Latina

DE SÃO PAULO

O cantor espanhol Enrique Iglesias foi o maior vencedor do Prêmio Billboard de Música Latina, realizado na noite de quinta-feira em Miami, nos Estados Unidos, ao levar para casa nove prêmios, entre elas a de "Artista Latino do Ano".
Além de Iglesias, a noite consagrou a colombiana Shakira, com seis prêmios, o americano Prince Royce e o grupo dominicano-americano Aventura, ambos com quatro.
Iglesias, que partia com 14 indicações, levou entre outros, os prêmios de "Tema do Ano" e "Colaboração do Ano" por "Cuando Me Enamoro", que gravou em dueto com o dominicano Juan Luis Guerra, e "Disco do Ano" por "Euphoria".
Já Shakira venceu os prêmios "Latin Pop Airplay, Artista do Ano", "Artista Solo" e "Artista Feminina do Ano" nas categorias "Hot Latin Songs" e "Top Latin Albums".
A colombiana também levou o "Social 50, Artista Latino do Ano", que reconhece o cantor mais ativo nas redes sociais da internet.
Seu álbum "Sale El Sol" foi reconhecido como "Latin Digital Albums, Disco do Ano", enquanto sua canção "Waka Waka (This Time For África)" foi eleita o download "Digital Latino do Ano".
O cantor Prince Royce, por sua vez, foi agraciado nas categorias "Artista Latino do Ano, Estreia", levando a láurea de "Artista Latino do Ano, Solo" tanto no "Tropical Airplay" quanto no "Tropical Albums", enquanto seu álbum homônimo levou o prêmio "Tropical Albums, Disco do Ano".
O grupo dominicano-americano Aventura foi escolhido "Grupo do Ano" nas categorias "Tropical Airplay" e "Tropical Album", enquanto sua canção "El Malo" levou o "Tropical Airplay, Tema do Ano".
A banda também venceu o "Prêmio Teu Mundo", ao receber o maior número de votos dos fãs no Telemundo.com.
O trio mexicano Camila, que recebera dez indicações ficou com três prêmios, assim como Juan Luis Guerra e o porto-riquenho Daddy Yankee.
Entre os artistas que receberam dois Prêmios Billboard de Música Latina, destaque para a Banda El Recodo e Larry Hernández.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Destaques dos Jornais 28/04/2011

Estado de São Paulo

"Ensaio de Orquestra".

"Música, emoção e dor em Mahler".

Folha de São Paulo

"Mãe de Elton John diz que não está interessada em conhecer neto".

"Miley Cyrus não quer álcool e refrigerantes em seu camarim".

Estadão - Ensaio de Orquestra

O Estado de S. Paulo

"Não, não, não." O maestro abaixa os braços e, com o gesto, interrompe os violinos durante o ensaio na manhã de terça-feira na Sala São Paulo. "Não façam essa passagem convencionalmente, como se estivessem em um conservatório." São 12 notas, carregadas de tensão e desespero, divididas entre os primeiros e segundos violinos. "Olhem para mim, sigam o meu braço." As notas voltam a soar; violoncelos, contrabaixos e violas se juntam à massa sonora. E os braços do maestro, então, se abrem. "É como se uma janela se abrisse", diz ele, sem que a execução se interrompa. "Preciso que vocês me ajudem a empurrar essa janela."
São apenas três compassos - e o fato de que em poucas notas possam existir tantos significados é testemunha da riqueza expressiva da obra e de seu compositor. Ao longo de 2011, se lembram os 100 anos da morte do austríaco Gustav Mahler; e poucas homenagens são tão especiais - e complicadas - como a execução de sua Sinfonia n.º 9, atração dos concertos desta semana da Osesp, de hoje a sábado, com regência do maestro Isaac Karabtchevsky, que hoje a partir das 19h30 também participa de conversa com o público na série Música na Cabeça.
"A questão é que, em especial no adágio que encerra a sinfonia, você tem que chorar cada nota", diz o maestro, pouco depois, durante o intervalo para o almoço. "Ele é o movimento mais curto em notas, mas o mais longo em intensidade", explica. Karabtchevsky, aos 76 anos, é nosso grande especialista na obra do compositor; encontra rival talvez apenas no trabalho de John Neschling, último a fazer a peça com a orquestra, em 2009. No começo do mês, fez uma elogiadíssima Sinfonia n.º 2 do compositor com a Sinfônica de Heliópolis. Mahler, por sua vez, é o novo Beethoven - ao menos no que diz respeito à maneira como orquestras usam a interpretação de suas sinfonias como atestado de maturidade. Por tudo isso, os concertos desta semana da Osesp são aguardados com expectativa.
"Mais, mais, mais." De volta ao palco da sala, o berro do maestro pede intensidade maior na interpretação. "Cada nota é como a batida do coração do compositor, um coração, ele acabara de descobrir, com um grave problema, que o levaria à morte." A música recomeça mas, em seguida, é interrompida. "Vocês precisam ficar arrepiados quando tocam, senão não faz sentido."

Estadão - Música, emoção e dor em Mahler

O Estado de S. Paulo

O ensaio começa às 10 da manhã de terça-feira na Sala São Paulo. No palco, o inspetor pede silêncio. E o spalla Claudio Cruz dá ordem para que comece a afinação. Logo em seguida, chega, sorridente, o maestro Isaac Karabtchevsky. Abre a partitura, olha para os músicos. "Do começo."
A primeira interrupção vem 15 minutos depois, uma pequena correção no andamento. "Um, dois, três", repete o maestro; pede mais expressividade aos violoncelos, mais força aos tímpanos; corrige uma sequência das flautas. As palavras são poucas - e precisas. E, no fim da manhã, a orquestra já repassou praticamente toda a sinfonia, deixando o palco, para o almoço, no meio do adágio final.
À tarde, é a ele que maestro e músicos retornam. "Não há muito o que dizer, não é preciso falar, vocês sabem disso", recomeça Karabtchevsky. "Mas vou pedir apenas que se lembrem: nesse movimento, tudo é reflexo da vizinhança da morte. Ouçam as batidas do coração de Mahler, leiam a música como reflexo de sua condição física", completa, antes da música recomeçar. Depois do adágio, o ensaio volta ao começo da sinfonia. Hora de corrigir passagens específicas.
"No final das contas, o adágio é o pedaço mais trabalhoso, no qual acabamos gastando mais tempo. É um movimento dilacerado, até porque Mahler está dilacerado nesse ponto de sua vida. A proximidade da morte dá um peso grande à música. E, ao mesmo tempo, há uma certa placidez desconcertante", diz Karabtchevsky ao Estado. "É essa a janela que se abre, essa visão apaziguadora em meio à dor. Já vi muitos colegas interpretando essa passagem de acordo com o manual." Ele canta as notas. "Mas, quando você ouve com cuidado, fica difícil conceber esse tipo de leitura. No quarto movimento da Nona, você precisa chorar a cada nota." Karabtchevsky está falando de passagens como os primeiros compassos do adágio, em que pede que os músicos ajam livremente perante o que está escrito na partitura. E é em momentos como esse que se dá o diálogo do compositor com o intérprete.
NO DOMINGO, DUAS ESTREIAS
A Osesp inaugura no domingo, às 17h, sua série de câmara com duas estreias: o Concertino de Nailor Azevedo, o Proveta, com solos de Flávio Gabriel; e o arranjo para cordas do Quarteto nº 2 de Janácek, feito por Terje Tonnesen. A entrada é franca.

OSESP - Sala São Paulo. Pça Júlio Prestes, 16, tel. 3223-3966. Hoje e amanhã, 21h; sáb., 16h30. R$ 24 / R$ 135 (hoje, 10h, ensaio aberto, R$ 10)




Folha - Mãe de Elton John diz que não está interessada em conhecer neto

DE SÃO PAULO

A mãe do cantor Elton John, Sheila Farebrother, 86, declarou que não tem vontade de conhecer o neto e que, no ano passado, nem estava ciente dos planos do filho de ter um herdeiro.
"Não tenho nenhum interesse especial em conhecê-lo. Você tem que perguntar a eles", disse a avó de Zachary, que nasceu em dezembro do ano passado.
Em entrevista ao jornal "The Sun", Farebrother contou que há três anos está totalmente afastada do filho famoso. "Eu não quero falar sobre o que provocou isso. É um assunto doloroso. Meu filho me cortou da vida dele."
Segundo o jornal, o causa da separação de mãe e filho foi um comentário ofensivo feito por ela sobre marido de Elton John, David Furnish. Farebrother não confirmou essa informação, dizendo apenas que foi "alguma coisa assim, mas não exatamente".
Ela confirmou, no entanto, que o filho segue cuidando dela financeiramente.

Folha - Miley Cyrus não quer álcool e refrigerantes em seu camarim

DE SÃO PAULO

A cantora Miley Cyrus, 18, não quer nem refrigerante nem álcool em seu camarim nos shows que fará nos dias 13, no Rio, e 14, em São Paulo. Para beber, Cyrus quer apenas chás e sucos.
A informação é da coluna de Mônica Bergamo publicada nesta quinta-feira na Folha e cuja íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Destaques dos Jornais 27/04/2011

Estado de São Paulo

"Beastie Boys volta a atacar".

"Muddy Waters Jr. faz show em São Paulo nesta quarta".

Folha de São Paulo

"Com indie retrô, Vaccines é uma das apostas deste ano".

"Eric Clapton faz show no Brasil em outubro".

Estadão - Beastie Boys volta a atacar

O Estado de S.Paulo

REUTERS/Ray Stubblebine Adam Horovitz, do Beastie BoysFaz um quarto de século que três branquelas bocas-sujas deixaram de ser uma banda de hardcore fuleira para assumirem um dos papéis mais cruciais na história da música pop recente: ensinar para moleques bem nascidos como eles qual era a graça daquele novo gênero chamado hip hop. E 25 anos depois de mudarem o curso da música moderna com o disco Licensed to Ill, o trio nova-iorquino volta a reafirmar sua importância com o autorreferente Hot Sauce Committee Part Two, seu oitavo disco.
A história do novo disco abre no início de 2009, quando o grupo começou a mostrar algumas faixas novas em shows e festivais após o bem-sucedido álbum instrumental The Mix Up, de 2007. Mas Hot Sauce Committee tem um prefácio a curto prazo, quando o grupo anunciou que o lançamento do disco seria simultâneo ao lançamento do média-metragem Fight For Your Right Revisited. No filme, os Beastie Boys são interpretados pelos atores Danny McBride, Elijah Wood e Seth Rogen e revivem seus dias de arruaça, em 1986. Até que encontram outros Beastie Boys, vividos por Jack Black, Will Ferrel e John C. Reily, que os desafiam para um concurso de break que acaba de forma tristemente infame, bem ao estilo das grosserias originais do grupo.
O filme de meia hora serviu não apenas como aperitivo para o disco, como foi lançado online poucas horas antes do disco vazar na internet, no fim de semana passado (seu lançamento "oficial" chega às lojas estrangeiras no início de maio). A reação do trio ao vazamento foi exemplar - e antes de eles mesmos deixarem o disco inteiro para ouvir em streaming em seu site oficial (o trio também anunciou a audição do novo disco direto do Madison Square Garden, no sábado passado. E transmitiu ao vivo, do meio da quadra do ginásio, o disco sendo tocado em um velho aparelho de som portátil, típico dos rappers dos anos 80. Além do boombox, alguém fantasiado de gorila dava as caras na transmissão, vez por outra.
Mas o excesso de referências e de citações à própria carreira em todo o material promocional do disco se contrapõe à linha direta adotada pelo grupo no novo disco. Segunda parte de um disco cuja primeira parte foi adiada após o câncer de um de seus MCs (Adam Yauch, o MCA) ter sido diagnosticado e curado, o novo disco é primo de Hello Nasty, do fim dos anos 90, em que voltavam ao hip hop old skool sem abandonar o humor e as visitas a gêneros diferentes. Nas e Santigold temperam Hot Sauce com participações incisivas e precisas, convidados mínimos da nova edição de um clube que já tem 25 anos de história.

Longa vida aos Beastie Boys!

Estadão - Muddy Waters Jr. faz show em São Paulo nesta quarta

Estadão.com.br

SÃO PAULO - A alma de Muddy Waters e o autêntico blues de Chicago estavam lá. A espera de mais de três horas - em plena segunda-feira, 25 - para a atração principal da noite não espantou o público, que ocupava uma pequena parte do segundo andar da Galeria do Rock, no centro da capital paulista. Larry Williams, ou Mud Morganfield, como é conhecido, encerrou o 1º Galeria do Rock Fest com a classe e a elegância de um autêntico bluesman, tal qual foi seu velho pai, Muddy Waters (1915-1983).
Natália Russo/AEPresença de Mud e a semelhança com o pai fascinam o público Dois anos depois da última visita ao Brasil (em 2009, quando veio divulgar o lançamento do disco Fall Water Fall), Mud Morganfield volta ao País para duas apresentações. Nesta quarta-feira, 27, o bluesman de Chicago e os brasileiros da Igor Prado Blues Band fazem o segundo e último show durante a rápida passagem por São Paulo, no Bourbon Street, em Moema. O pianista Donny Nichilo, que já acompanhou Buddy Guy e Stevie Ray Vaughan, completa o time.
Hoochie Coochie Man, Got My Mojo Working ou Mannish Boy. As canções eternizadas na voz de Muddy Waters levaram o público ao delírio no show de anteontem. A semelhança de Muddy Jr. com o pai - voz, gestos e porte físico - fez a plateia uivar. Aos 56 anos e com dez filhos, Larry Williams esteve com o blues a vida toda.
Quando tinha mais ou menos 12 anos, ganhou do pai uma bateria no Natal, que durou até ele descobrir o contrabaixo, instrumento que usa até hoje para escrever parte de suas composições. Depois de ter trabalhado como caminhoneiro durante um tempo, "algo entre cinco e dez anos, não sei exatamente", Williams voltou a se dedicar à música - mais precisamente ao blues e, dentro dele, à obra do pai Muddy Waters.
"Nem todos os irmãos quiseram seguir a carreira de blues", disse em entrevista ao estadão.com.br (veja mais abaixo). Um dos irmãos, o guitarrista Big Bill Morganfield, ajuda a dar continuidade ao legado do 'chefe de Chicago'. "Eu lembro que papai ficava pouco em casa, sempre na estrada, e às vezes bravo. Hoje eu vejo que era tudo por nós, ele fazia do blues o nosso sustento", relata Mud Morganfield.
Galeria do Rock. Além da estrela internacional, o 1º Galeria do Rock Fest promoveu quatro bandas escolhidas - via twitter e facebook - pelo público. Apresentadas pelo DJ e músico Theo Werneck, cada uma teve direito a pouco mais de 20 minutos de show.
Entre uma banda e outra, Ana Paula Lopes, a única representante do jazz no festival, subiu ao palco acompanhada por um trio formado por piano, baixo acústico e bateria. A apresentação inspirada em Billie Holiday dispersou o público por alguns momentos, em parte pela duração do show - de aproximadamente uma hora - e um pouco pelo repertório pretensioso, cuja interpretação poderia ter sido mais consistente. Entre os iniciantes, a boa surpresa veio com o power trio The Suman Brothers - o blues mais pegado, com riffs de guitarra já evoluídos para o rock empolgaram a plateia na segunda metade do festival, ansiosa para a chegada de Muddy Waters Jr.
A transmissão ao vivo pela internet, prometida no cartaz de divulgação do evento, não pôde ser cumprida devido a um problema de conexão. Segundo a assessoria da Galeria, não foi possível conseguir internet com conexão superior a 4MB para a região, o mínimo requerido para o bom funcionamento do streaming. Apesar do espaço pouco convencional para o show, a acústica e a regulagem do som não deixaram a desejar, e foram elogiadas por Mud Morganfield: "Estava fantástico. Dava pra ouvir tudo com uma limpeza cristalina".
Segundo os organizadores do Galeria do Rock Fest, a ideia é levar adiante os festivais, com diferentes gêneros a cada edição. Antonio de Souza Neto, o Toninho da Galeria, torce para que existam mesmo "próximas vezes". O problema, porém, é financeiro: "Nós mostramos bons resultados. Agora, precisamos de um retorno, alguém que invista no projeto", ressaltou.
Hoje à noite, Mud Morganfield, Donny Nichilo e a Igor Prado Blues Band se apresentam na casa de shows Bourbon Street, em Moema. Muddy Jr. e Igor Prado conversaram com a reportagem do estadão.com.br sobre as apresentações em São Paulo, o blues de Chicago e o blues do Brasil. Veja abaixo alguns trechos da entrevista.

Como foi se apresentar em um lugar como a Galeria?
Diferente! Estou acostumado a tocar para um público mais velho. Lá, as pessoas eram muito mais novas, e responderam bem ao som. O blues de Chicago, que nós tocamos, é dos anos 40, 50, nem um pouco moderno. Eles estavam todos empolgados com as bandas anteriores, mais puxadas para o rock'n'roll. Fiquei preocupado em chegar com aquele som tradicional, 'não vai haver tanta empolgação', pensei. Mas foi realmente demais.

Quando você toca as canções do seu pai, o público enlouquece.
Eu tenho minhas músicas, que gravei com grandes caras de Chicago. Mas, antes de vir pra cá, perguntei ao Igor (Prado) o que o público gostaria de ouvir. Ele me disse que certamente os clássicos de Muddy Waters. Foi o que trouxemos. E todos amaram.

Qual é a sua relação com a música dele hoje?
Para quem já viu meu pai vivo, ouvir a mim é uma tentativa de voltar àqueles tempos. Mas o ponto principal é fazer aqueles que só ouviram falar de Muddy Waters imaginar como seria se ele estivesse aqui.

Você foi criado pela sua mãe?
É, basicamente, sim. Porque meu pai era...'a hoochie coochie man', 'a rolling stone', sabe? Sempre que precisei de algo, ele esteve ali, nunca me deixou na mão. Mas, naturalmente, ele vivia o blues, ficava fora por tempos. E quando aparecia, precisava descansar, é claro.

E sua banda aqui no Brasil, como está?
Mud: A Igor Prado Blues Band é fantástica. Você pede e eles tocam - samba, jazz, swing e, definitivamente, eles sabem tocar o blues.

Igor: É um prazer enorme. Não apenas tocar, mas também o bate-papo, a troca de experiências com Mud.

Mud: Eles são meus amigos. Qualquer hora que for chamado, contanto que eu não tenha shows marcados, pode ter certeza que venho ao Brasil de novo.

Mud Morganfield, Igor Prado Blues Band e Donny Nichilo
Bourbon Street
Rua dos Chanés, 127 - Moema
R$ 38 (serviço de manobrista: R$ 13)
(11) 5095-6100

Folha - Com indie retrô, Vaccines é uma das apostas deste ano

DE SÃO PAULO

Vacuna é o espanhol para vacina. E também a palavra que definiu o nome da última "melhor banda de todos os tempos da última semana".
"Queríamos algo a ver com gangues. Chegamos a comprar um livro sobre gângsteres de Nova York para ver se encontrávamos um nome, mas não deu certo. O vocalista fazia aula de espanhol e um dia viu a tradução para vacinas [vacunas] e gostamos", explicou o guitarrista Freddie Cowan à Folha.
A banda em questão é a inglesa The Vaccines, que há meses vem sacudindo o mundo da música. O grupo já ganhou a alcunha de "novo Strokes" e foi chamado, aiai, de "a grande salvação do rock".
Formado por dois amigos de infância, Cowan e o vocalista Justin Young, o grupo tinha tudo nas mãos para se tornar tão importante quanto foram os nova-iorquinos de "Last Nite": influência, visual e um ar "cool".
"Toda década tem seu fenômeno cultural e eles [Strokes] foram o dos anos 2000. Eles tiveram muita influência, mas nós somos outra banda", diz Cowan.

ANTECEDENTES

Entre suas influências, o Vaccines cita exatamente as mesmas que consagraram a banda punk Ramones nos anos 1970: o rock dos anos 1950 e 1960, grupos de garotas como The Ronettes e The Crystals e a própria cena punk dos anos 1970 e 1980.
"Não soamos como os Ramones. Eles foram uma das melhores bandas de todos os tempos. Ouvimos o que eles ouviam e eles também faziam músicas simples e bem diretas. Temos intenções semelhantes", diz.
Some esses fatores a uma atitude rebelde e a garotos bonitinhos e a fórmula do sucesso estava garantida. Mas, então, o inesperado (ou o óbvio), aconteceu.
Quando os garotos de 20 e poucos anos lançaram, em março, o seu primeiro disco, "What Did You Expect From The Vaccines?" (o que você esperava do Vaccines?), restou um gosto amargo. Esperava-se mais.
Como publicou o jornal inglês "The Guardian", o problema do Vaccines é ter recebido mais atenção do que o seu indie retrô merece.
Mas, a julgar pelo título do disco, talvez os próprios saibam disso.

Folha - Eric Clapton faz show no Brasil em outubro

DE SÃO PAULO

O músico inglês Eric Clapton vem ao Brasil em outubro. Ele se apresenta no dia 6 em Porto Alegre, no dia 9 no Rio e no dia 12 em São Paulo.
A informação é da coluna de Mônica Bergamo publicada nesta quarta-feira na Folha e cuja íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Destaques dos Jornais 26/04/2011

Folha de São Paulo

"Roberto Carlos vai a missa de 7º dia da enteada".

Folha - Roberto Carlos vai a missa de 7º dia da enteada

DE SÃO PAULO

Roberto Carlos foi, na noite desta segunda-feira, à missa de 7º dia de sua enteada, Ana Paula Braga. Ela morreu na madrugada do último dia 16 após ter uma parada cardíaca.
Ana Paula era filha do primeiro casamento de Nice Braga, primeira mulher de Roberto Carlos.
O cantor vestia azul claro e não usou óculos escuros durante a cerimônia. Ao deixar a igreja, ele acenou para os fotógrafos presentes no local.
A missa foi celebrada na Paróquia Assunção de Nossa Senhora, em São Paulo, e foi acompanhada por familiares e amigos do cantor, entre eles o padre Antônio Maria e o humorista Tom Cavalcante.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Destaques dos Jornais 25/04/2011

Folha de São Paulo

"Veja shows confirmados para este ano em SP".

"Jack Johnson faz turnê no Brasil e doa lucro para ONGs".

Folha - Veja shows confirmados para este ano em SP

DE SÃO PAULO

Em 2011, a cidade recebe shows internacionais para todos os públicos e idades.

Veja a cobertura completa dos shows que acontecem em SP.

Em maio, Jack Johnson será a atração principal do festival Natura Nós, em São Paulo. O mês também terá a estrela adolescente Miley Cyrus e veteranos como Helloween e Ian Anderson.

Veja abaixo outras atrações já confirmadas para este ano.

*
ABRIL

Kool & The Gang
QUANDO 28 de abril, às 22h
QUANTO de R$ 100 a R$ 300
ONDE HSBC Brasil (r. Bragança Paulista, 1281, Vila Cruzeiro, tel.: 0/xx/11/2163-2120)

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MAIO

Helloween e Stratovarius
QUANDO 6 de maio, às 22h
QUANTO de R$ 100 a R$ 300
ONDE Credicard Hall (av. das Nações Unidas, 17955; tel.: 0/ xx/ 11 2846-6010)

John Fogerty
QUANDO 10 e 11 de maio
QUANTO de R$ 250 a R$ 450
ONDE Credicard Hall (av. das Nações Unidas, 17955; tel.: 0/ xx/ 11 2846-6010)

Sublime With Rome
QUANDO 13 de maio, às 22h
QUANTO de R$ 120 a R$ 200
ONDE Via Funchal (r. Funchal, 65; tel.: 0/ xx/ 11 3846-2300)

Miley Cyrus
QUANDO 14 de maio
QUANTO de R$ 340 a R$ 700
ONDE Arena Anhembi (av. Olavo Fontoura, 1209)

Ian Anderson
QUANDO 14 de maio, às 22h
QUANTO de R$ 100 a R$ 400
ONDE Credicard Hall (av. das Nações Unidas, 17955; tel.: 0/ xx/ 11 2846-6010)

The Cult
QUANDO 14 de maio, às 22h
QUANTO de R$ 120 a R$ 360
ONDE HSBC Brasil (r. Bragança Paulista, 1281, Vila Cruzeiro, tel.: 0/xx/11/2163-2120)

Mötley Crüe e Buckcherry
QUANDO 17 de maio, às 21h30
QUANTO de R$ 90 a R$ 350
ONDE Credicard Hall (av. das Nações Unidas, 17955; tel.: 0/ xx/ 11 2846-6010)

Natura Nós com Jack Johnson, Jamie Cullum, Laura Marling e outros
QUANDO 21 e 22 de maio
QUANTO de R$ 180 (pista) a R$ 450 (pista premium)
ONDE Chácara do Jockey

Village People
QUANDO 27 de maio, às 22h
QUANTO de R$ 80 a R$ 280
ONDE HSBC Brasil (r. Bragança Paulista, 1281, Vila Cruzeiro, tel.: 0/xx/11/2163-2120)

Urban Music Festival com John Legend & The Roots e Cee Lo Green
QUANDO 29 de maio
QUANTO 1º lote: R$ 100; 2º lote: R$ 160
ONDE Arena Anhembi (av. Olavo Fontoura, 1209)

Festival Cultura Inglesa com Gang of Four
QUANDO 29 de maio
QUANTO grátis
ONDE Parque da Independência

Dulce María
QUANDO 30 de maio, às 20h
QUANTO de R$ 120 a R$ 500
ONDE Via Funchal (r. Funchal, 65; tel.: 0/ xx/ 11 3846-2300)

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JUNHO

Alice Cooper
QUANDO 2 de junho, às 21h30
QUANTO de R$ 100 a R$ 400
ONDE Credicard Hall (av. das Nações Unidas, 17955; tel.: 0/ xx/ 11 2846-6010)

Slayer
QUANDO 9 de junho, às 22h
QUANTO de R$ 150 a R$ 250
ONDE Via Funchal (r. Funchal, 65; tel.: 0/ xx/ 11 3846-2300)

Cut Copy
QUANDO 10 de junho, às 22h
QUANTO de R$ 160 a R$ 250
ONDE HSBC Brasil (r. Bragança Paulista, 1281, Vila Cruzeiro, tel.: 0/xx/11/2163-2120)

BMW Jazz Festival com Sharon Jones & The Dap-Kings
QUANDO 10 a 12 de junho
QUANTO não divulgado
ONDE Auditório Ibirapuera (Av. Pedro Álvares Cabral)

Billy Paul
QUANDO 12 de junho, às 22h
QUANTO de R$ 80 a R$ 240
ONDE HSBC Brasil (r. Bragança Paulista, 1281, Vila Cruzeiro, tel.: 0/xx/11/2163-2120)

Scott Stapp do Creed
QUANDO 12 de junho, às 20h
QUANTO de R$ 140 a R$ 250
ONDE Credicard Hall (av. das Nações Unidas, 17955; tel.: 0/ xx/ 11 2846-6010)

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JULHO

Danzig
QUANDO 16 de julho, às 22h
QUANTO de R$ 120 a R$ 280
ONDE HSBC Brasil (r. Bragança Paulista, 1281, Vila Cruzeiro, tel.: 0/xx/11/2163-2120)

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AGOSTO

Black Label Society
QUANDO 13 de agosto, às 22h
QUANTO de R$ 120 a R$ 360
ONDE HSBC Brasil (r. Bragança Paulista, 1281, Vila Cruzeiro, tel.: 0/xx/11/2163-2120)

Never Shout Never + Hey Monday
QUANDO 27 de agosto, às 22h
QUANTO de R$ 120 a R$ 200
ONDE Via Funchal (r. Funchal, 65; tel.: 0/ xx/ 11 3846-2300)
_
NOVEMBRO

Planeta Terra (com Strokes, The Vaccines e outras atrações)
QUANDO 5 de novembro
QUANTO não divulgado
ONDE não divulgado

Folha - Jack Johnson faz turnê no Brasil e doa lucro para ONGs

DE SÃO PAULO

"How many times have you heard someone say if I had his money I could do things my way/ But little they know that's so hard to find one rich man in ten with a satisfied mind"
O trecho acima é da música "A Satisfied Mind", gravada por Johnny Cash, e faz parte da badalada trilha sonora do filme "Kill Bill", de Quentin Tarantino.
Quer dizer, em tradução livre: "Quantas vezes você ouviu alguém dizer: 'Se eu tivesse dinheiro, faria tudo de meu jeito'/ Mal sabem eles que é muito difícil encontrar um homem rico com uma mente satisfeita."
Jack Johnson cantou esse trechinho da música em entrevista à Folha para responder por que doará todo o lucro dos oito shows que fará no Brasil para ONGs que ensinam música, arte e surfe.
"Não preciso desse dinheiro; consigo manter minha família e minha banda com a venda de CDs".
O músico havaiano de 35 anos deu entrevista de sua casa no Havaí, semanas antes de embarcar para uma turnê por oito cidades brasileiras. O primeiro show acontece em São Paulo em 21 de maio, no Festival Natura Nós.
Ele vem acompanhado dos mesmos três músicos com quem toca desde seu primeiro disco, "Brushfire Fairytales", de 2001.
"Sou eu e os mesmos três caras desde que comecei, uns dez anos atrás, tocando em bares para 16 pessoas que não prestavam atenção", lembra Johnson, que teve seus dois últimos discos em primeiro lugar nas paradas norte-americana e inglesa.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Destaques dos Jornais 20/04/2011

Estado de São Paulo

"Jazz e pop sem crise".

Folha de São Paulo

"Banda U2 quer voltar ao Brasil para a Copa de 2014".

"Radiohead dá aos fãs músicas novas para download gratuito".

"Rebecca Black bate recorde na web e supera Justin Bieber".

Estadão - Jazz e pop sem crise

O Estado de S. Paulo

O dilema do crossover não tira o sono de Jamie Cullum. Em cinco discos (o próximo está no forno) o pianista e cantor inglês, dono de um mélange de pop e jazz, transita sem crise entre fronteiras estilísticas, desenvolvendo uma mistura mais pop que Diana Krall, menos jazz que Esperanza Spaulding. O equivalente a uma Norah Jones para a moçada. Cullum, que vem ao Brasil em maio para o festival Natura Nós, sabe tocar piano. Tem um vocabulário de jazz considerável e não tem medo de engatar o bebop no pop rock. Durante o processo de gravação de seu novo disco, o pianista falou ao Estado sobre sua identidade híbrida e seus gostos musicais.

você é um jazzman que virou pop star ou um aspirante a pop star que virou jazzman?

Tenho de escolher? Sou um músico de jazz que cresceu ouvindo pop, rock e hip-hop. Para mim, não há necessidade de separar os estilos. Obviamente, como compositor, compreendo quando as pessoas me colocam em uma categoria fixa. Mas há tantos elementos do jazz no hip-hop, na música de grupos como o A Tribe Called Quest e na dos Roots. Há tantos elementos do rock na música de Herbie Hancock e Miles Davis, assim como as harmonias jazzísticas estão presentes nas composições de cantores como Jeff Buckley e Nick Drake, de grupos como o Steely Dan, o R.E.M. e outras bandas de rock. Na minha cabeça, tudo se encaixa perfeitamente. E passei os últimos 15 anos da minha vida feliz por não ter de separar as coisas.

Mesmo assim, o seu estilo pianístico tem uma influência consideravelmente assimilada de Horace Silver e outros mestres. Você passou muito tempo estudando-os?

Horace é um ótimo exemplo. O que me levou à música dele e de outros foi a habilidade que tinham de tocar diferente toda vez que interpretavam a mesma peça. Tinha participado de bandas de rock até então, e sempre ensaiava milhares de vezes para tocar as músicas do mesmo jeito. Mas a possibilidade conversar com os músicos no palco e reproduzir o que eu sentia no momento me ganhou. O primeiro solo que transcrevi foi o de Wynton Kelly em Freddie Freeloader, do disco Kind of Blue, de Miles Davis. Qualquer um que esteja interessado em tocar piano jazz deveria começar com este disco.

Existe preconceito dos músicos de jazz por você misturar a linguagem com música pop?

Isso sempre acontece antes de eles tocarem comigo. Eles sempre acham que vai ser uma coisa e acaba sendo outra. O meu amor pela música é sincero, e minha disciplina para conhecer o jazz cada vez mais, também. Eu tenho muito a aprender, mas passei muito tempo aprendendo esta música, então posso dizer que sou verdadeiro.

Como surgiu esse amor?

Eu morava no Reino Unido com os meus pais. Estudava e descobri o jazz aos poucos. Procurei pessoas que tinham o mesmo interesse e aos 16 anos comecei a trabalhar como músico. Eu tocava em bandas de rock por prazer, mas percebi que poderia ganhar a vida tocando em barzinhos. Quando me formei, recebi uma oferta para tocar em uma banda de cruzeiro, navegando pelo Caribe e as Ilhas Gregas. Tinha 20 anos de idade, sabe? Livre, leve e solteiro. E fui conhecer o mundo.

Em que ponto de sua carreira você começou a sentir-se confortável com o estilo híbrido?

Provavelmente depois dos meus dois primeiros discos. Um conselho que sempre dou a jovens músicos quando eles me perguntam como fazer para encontrar a própria voz é "gravem um disco". Só me encontrei mesmo depois do quarto álbum. Esse amadurecimento artístico é parte do que faz as coisas se manterem frescas e interessantes. Ouvir um artista crescer, desenvolver seu próprio estilo é, para mim, algo fascinante.

Você tem um programa de jazz semanal na BBC Radio 2 e é conhecido por ser rato de sebos. Possui muita música brasileira na coleção?

A última vez que estive no Brasil, comprei um vinil do Bossa Três. Excelente. Também comprei alguns discos do Milton nos anos 70, algumas coisas do Gil e dos Mutantes. Mas gosto de coisas novas também, como a Roberta Sá, que cantará no festival.

Folha - Banda U2 quer voltar ao Brasil para a Copa de 2014

DE SÃO PAULO

A banda U2 quer voltar a se apresentar no Brasil na Copa do Mundo de 2014. Bono já mostrou interesse em fazer um show na praia de Copacabana.
A informação é da coluna de Mônica Bergamo publicada nesta terça-feira na Folha e cuja íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL.
Vocalista Bono Vox e o guitarrista The Edge durante a apresentação da banda U2 da turnê 360º, no estádio do Morumbi; banda pode voltar durante a Copa

Folha - Radiohead dá aos fãs músicas novas para download gratuito

DE SÃO PAULO

O Radiohead está dando aos seus fãs duas faixas novas no que eles estão chamando de agradecimento. As faixas, "The Butcher" e "Supercollider", podem ser baixadas gratuitamente por todos que compraram o álbum mais recente da banda, "The King of Limbs".
As músicas foram lançadas inicialmente em vinil em uma edição limitada de duas mil cópias para comemorar o Record Store Day, no último sábado.
"É um agradecimento por vocês nos apoiarem tanto no que fazemos", disse a banda em um comunicado enviado por email aos fãs.
"The Butcher" foi gravada durante as sessões que deram origem a "The Kings of Limbs", mas a banda afirma que não conseguiu fazer com que ela se encaixasse no álbum. Já "Supercollider" terminou de ser gravada apenas no mês passado.
As músicas podem ser baixadas no site oficial do Radiohead. É preciso ter cadastro no site.

Folha - Rebecca Black bate recorde na web e supera Justin Bieber

DE SÃO PAULO

A frase que inicia a canção "Friday" (sexta-feira) só poderia ser cantada por uma menina de 13 anos: "Eu acordo às 7h da manhã. Preciso comer cereal, pegar o ônibus e encontrar meus amigos".
Normal. O espanto é que tenha batido um recorde de 100 milhões de visualizações no YouTube em um mês.
A garota da vez, a nova moda passageira da internet, o último "novo preto" chama-se Rebecca Black, uma legítima patricinha californiana, que mora com os pais em Orange County, uma das regiões mais ricas dos EUA.
Os 100 milhões de visualizações são um número altíssimo para os padrões dos chamados virais -- vídeos que se propagam rapidamente na rede. Quem detinha o recorde era "Baby", do teen Justin Bieber, 17.
A diferença é que ele levou o dobro do tempo para chegar ao mesmo número e já era um astro quando lançou seu vídeo.
Já Rebecca Black nem sequer tinha um compacto lançado. Nunca fez um show na vida. Fez o vídeo por diversão, depois que ganhou de sua mãe US$ 4.000 (cerca de R$ 6.400) para que gravasse em uma produtora destinada a "pequenos talentos musicais", a Ark Music Factory.
A gravadora é comandada pelos produtores Patrice Wilson e Clarence Jey, que também compõem as pérolas gravadas por crianças como Black. Todas com as mesmas características: melodias pegajosas, vídeos toscos e muito Auto-Tune_ programa de computador que "conserta" a voz do "cantor".
"Nós damos a elas o vídeo, a música, fotos, consultoria de imagem, tudo", diz o produtor Patrice Wilson.
No caso de "Friday", deu muito certo. Há duas semanas, a revista "Billboard" estimava que Black faturasse US$ 27 mil por semana com publicidade, vendas no iTunes, "ringtones" etc. Só com as visualizações, ela faturou mais de US$ 100.000 (cerca de R$ 160 mil).
E a garota, no melhor estilo "celebrity", avisou que não vai manter o dinheiro. Ela disse à revista de fofocas "US Magazine" que vai doar todo seu lucro para as vítimas do terremoto no Japão.

CHORO

A grandeza de Black não é unanimidade. Até agora, "Friday" recebeu muito mais críticas ruins do que boas. A versão americana do site Yahoo! chamou a canção de "a pior de todos os tempos".
"Quando eu li os comentários maldosos, chorei. Não acho que eu seja a pior cantora", declarou Rebecca ao "Good Morning America".
Outro fator que ajudou a aumentar o sucesso de Black foi o grande número de paródias, versões e remixes, todos eles de gozação, é claro.
"Cantada" por Bob Dylan, em estilo emo, punk ou dubstep, e com todos os outros dias da semana, além da sexta-feira, "Friday" virou a festa dos comediantes norte-americanos, como Kyle Cease e o apresentador Conan O'Brien, e apareceu até no "Saturday Night Live".
O próximo vídeo de Black vai se chamar "LOL" (sigla em inglês que significa "rindo alto"). E, se depender da internet, ela deve continuar rindo. E bem alto.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Destaques dos Jornais 19/04/2011

Estado de São Paulo

"Festival em SP anuncia The Strokes e Toro Y Moi".

"Wagner Tiso Trio abre Instrumental Sesc Brasil de maio".

Folha de São Paulo

"Banda Kiss começa a gravar novo álbum de estúdio".

Estadão - Festival em SP anuncia The Strokes e Toro Y Moi

AE - Agência Estado

A organização do festival Planeta Terra confirmou ontem que a edição deste ano, marcada para o dia 5 de novembro, terá apresentações das bandas The Strokes, The Vaccines e do músico Toro Y Moi. Os Strokes lançaram este ano seu quarto álbum, "Angles". O último disco do grupo havia sido "First Impressions Of Earth", de 2006. O Vaccines se formou no ano passado, em Londres, e lançou recentemente seu disco de estreia "What Did You Expect From the Vaccines?". Toro Y Moi tem dois álbuns, sendo o último deles "Underneath the Pine" (2011). Os ingressos para a quinta edição do festival começam a ser vendidos em maio. Os valores ainda serão divulgados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão - Wagner Tiso Trio abre Instrumental Sesc Brasil de maio

AE - Agência Estado

Wagner Tiso, Márcio Malard e Victor Biglione formam o trio de piano, violoncelo e guitarra que abre a programação de maio do Instrumental SESC Brasil, no dia 2, informa a assessoria de imprensa do Sesc. O trio tocará temas do Clube da Esquina e de compositores como Gilberto Gil, Chico Buarque, Ataulfo Alves, Tom Jobim e Villa Lobos. Até o final do mês, sempre às segundas, estão no palco Teatro Anchieta, do Sesc Consolação, Flávio Bala (dia 9), Martinez JazzFunk (dia 16), Na Gaveta (dia 23) e Lílian Carmona Band (dia 30).
No dia 2, estarão no repertório do Wagner Tiso Trio as músicas Sonho de carnaval (Chico Buarque), Pavana (G. Faure), 7-Tempos (Wagner Tiso), Doce de coco (Jacob do Bandolim), Na cadência do samba (Ataulfo Alves), Só danço samba" (Tom e Vinicius), Samba de uma nota só (N. Mendonça e Tom), Altumm leaves (F. Prevert), Cravo e canela (M. Nascimento e R. Bastos), Medley (Gilberto Gil), Aquarela do Brasil (Ari Barroso), Os cafezais sem fim (Wagner Tiso), Choro de mãe (Wagner Tiso), Vento bravo (Edu Lobo) e Vera cruz (Milton Nascimento).
No dia 9, subirá ao palco Flávio Bala. De acordo com texto de divulgação, ele começou sua carreira nos anos 80, estudou na Berklee College of Music em Boston, transferindo-se em para Los Angeles, onde exerceu sua profissão por mais dois anos e meio. Estudou com saxofonista como: Bob Sheppard, Phill Sobel e Moacir Santos. "Sua contribuição à música internacional está impressa, tendo uma concepção de acid jazz, toques brasileiros e melodias ousadas", informa o Sesc.
No dia 16 acontecerá o show do Martinez JazzFunk, grupo instrumental paulistano que mistura jazz, rock, funk, gipsy e boogaloo. "Os temas são na sua maioria compostos pelo guitarrista Rafael Martinez, que iniciou o projeto em 2003 juntamente com Nandinho Thomaz na bateria e a pegada funk de Daniel Xingu no baixo. Em 2007 incorporou a cozinha original e finalmente no mesmo ano formou o atual quarteto com o vibrafonista Beto Montag, recém-chegado do Canadá com o seu raro instrumento incrementado por pedais de guitarra."
O grupo apresentará o show "Brasilidade Urbana", composto por músicas do CD independente "Martinez" (2009) e composições mais recentes do segundo CD (em fase de gravação). "Os temas refletem o espírito das noites do centro, baixo-Augusta e Vila Madalena e são bordados pelas inspiradas melodias do saxofonista e flautista Marcelo Monteiro, o quinto elemento da banda. As influências vêm desde Wes Montgomery, Grant Green, John Scofield, Herbie Hancock, Eumir Deodato, Miles Davis, Jimi Hendrix, Frank Zappa, Jeff Beck até o rock experimental dos grupos Radiohead, Can e Tortoise."
No dia 23 de maio será a vez do "Na Gaveta", com arranjos feitos especialmente para o grupo Big Band Na Gaveta. A big foi formada no ano de 2005, desenvolvendo um trabalho que "explora ao máximo a capacidade e peculiaridade de cada músico e desenvolvendo uma linguagem uniforme e inovadora."
"Um dos objetivos da Big Band Na Gaveta - composta por músicos de Campinas e região que se uniram para pesquisar uma nova sonoridade dentro dessa peculiar formação instrumental - é inovar nos arranjos e composições inéditas, mostrando um trabalho de composição instrumental moderno, que mescla elementos da música popular e erudita, tanto na exploração de texturas musicais quanto na forma e estrutura das composições."
No dia 30 será a vez da Lílian Carmona Band, que leva o nome da baterista Lilian Carmona, que apresenta sua nova banda instrumental em turnê nacional. "No atual cenário da música instrumental, os grupos tendem a uma formação menor e a buscar como meta o virtuosismo técnico. Lilian Carmona inicia um movimento no caminho inverso, optando por uma banda com 10 integrantes, sendo dois teclados, baixo, guitarra e cinco sopros. Admiradora de grandes orquestras, Lilian explora em seus arranjos a expressividade artística por meio de elaboradas harmonias e combinações sonoras somadas a dinâmicas e ao balanço rítmico."

Instrumental SESC Brasil

Segundas, às 19h.

Teatro Anchieta do SESC Consolação

Rua Doutor Vila Nova, 245

Fone: 3234-3000

Grátis.

Retirada de ingressos com uma hora de antecedência na bilheteria.

Os shows são gravados pelo SESCTV e exibidos em programas inéditos às segundas, às 22h, com reprises durante a semana (consulte a grade de programação no site www.sesctv.org.br.

Folha - Banda Kiss começa a gravar novo álbum de estúdio

DE SÃO PAULO

O Kiss começou a gravar um novo álbum, revelou o baixista Gene Simmons pelo Twitter.
"Fui para o estúdio hoje para o primeiro dia do novo álbum de estúdio. Temos alguma coisas boas", escreveu no microblog no fim da semana passada.
O último trabalho de inéditas do Kiss, "Sonic Boom", foi lançado em outubro de 2009.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Destaqes dos Jornais 18/04/2011

estado de São Paulo

"Carta de Lennon xingando McCartney deve alcançar R$ 100 mil em leilão".

Folha de São Paulo

"Festival confirma vinda do Strokes ao Brasil em novembro".

"Sonorização problemática faz Sepultura atropelar orquestra".

Estadão - Carta de Lennon xingando McCartney deve alcançar R$ 100 mil em leilão

BBCBrasil

Uma carta assinada por John Lennon cheia de ofensas a Paul McCartney e sua então mulher, Linda, vai a leilão nos Estados Unidos em maio, e a expectativa é de que alcance o equivalente a R$ 100 mil.
O documento, datado de 1971, é uma resposta de Lennon a uma carta dirigida a ele e assinada por Linda, e trata dos bastidores da separação dos Beatles e do tratamento dado pelos integrantes da banda e pelo casal McCartney a Yoko Ono.
No texto, o ex-beatle afirma: ''Estava me perguntando que fã dos Beatles irritadiça e de meia idade a tinha escrito. Resisti em olhar a última página para descobrir. (...) Que diabos, foi Linda!''.
Lennon afirma ainda: ''Eu espero que você perceba as merdas que vocês e os 'meus amigos gentis e altruístas' lançaram sobre mim e sobre Yoko desde que nós estamos juntos. Por vezes pode ter sido um pouco mais sutil ou será que eu deveria dizer mais 'classe média', mas não com frequência. Nós dois superamos isso algumas vezes e perdoamos vocês dois. Portanto, é o mínimo que vocês podem fazer por nós, pessoas tão nobres''.
O Beatle comenta ainda as restrições que teve ao título entregue pela rainha Elizabeth 2ª aos Beatles, que ele acabou devolvendo em 1969, em protesto contra a política externa britânica.
''Quando indagado sobre o que eu achava a respeito do MBE (Member of the Order of the British Empire, Membro da Ordem do Império Britânico, como o título é chamado), eu lhes disse da melhor maneira que eu pude, pelo que eu me recordo. E eu me recordo de sentir um certo constrangimento''.
''Não tenho vergonha dos Beatles (eu comecei isso tudo), mas sim de algumas das merdas que a gente teve que aguentar para torná-los tão grandes. Pensei que todos nos sentíssimos da mesma maneira com pequenas variações - obviamente estava errado".

'Mudamos o mundo'

Lennon comenta ainda o papel dos Beatles no cenário artístico mundial e ironiza uma suposta presunção do antigo parceiro em relação à visão dele sobre a dimensão da banda.
''Você realmente acha que a maior parte da arte atual surgiu por causa dos Beatles? Não acredito que você seja tão maluco, Paul. Você acredita nisso? Quando parar de acreditar, talvez você acorde! Nós não dizíamos sempre que éramos parte do movimento e não o movimento todo? Claro, nós mudamos o mundo. Mas tente seguir em frente. SALTE DO DISCO DE OURO E VOE!''
Ele conclui comentando a sua saída da banda e a decisão de não ter declarado publicamente que estava deixando o grupo.
''Por fim, sobre não ter dito para ninguém que eu havia deixado os Beatles - Paul e (o empresário Allen) Klein passaram o dia me dizendo que era melhor eu não dizer nada a ninguém - Pedindo que eu não dissesse nada porque iria 'ferir os Beatles' (...). Portanto, ponha isso na sua pequena mente pervertida, Sra. McCartney, os babacas me pediram para ficar calado.
Ao se despedir, ele ainda faz mais um ataque à mulher de McCartney, lembrando da cisão que se criou na banda sobre quem seria o nome certo para empresariar o grupo. Lennon, Ringo Starr e George Harrison optaram pelo americano Allen Klein, ao passo que Paul acabou sendo preterido ao defender que seu sogro administrasse os negócios dos Beatles.
''Claro, o aspecto financeiro é importante - para todos nós - especialmente após todas as merdinhas que surgiram com a sua insana família/sogros e DEUS TE AJUDE A ESCAPAR, PAUL - vejo você em dois anos - espero que você tenha escapado até lá''.
Ele assina a carta com os dizeres ''apesar de tudo, amor a vocês dois, de nós dois''. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Folha - Festival confirma vinda do Strokes ao Brasil em novembro

DE SÃO PAULO

O festival Planeta Terra anunciou oficialmente suas primeira atrações nesta segunda-feira. O principal nome do evento, por enquanto, é banda Strokes, que está lançando um novo álbum após anos de hiato.
O festival também confirmou a vinda da banda estreante The Vaccines e do músico Toro Y Moi.
O evento, que chega este ano à sua quinta edição, será realizado no dia 5 de novembro. A venda de ingressos terá início em maio.

Folha - Sonorização problemática faz Sepultura atropelar orquestra

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O "encontro de gêneros" prometido pelo maestro Jamil Maluf acabou em atropelamento. O Sepultura passou por cima da Orquestra Experimental de Repertório na apresentação conjunta no palco da Luz, na Virada Cultural, sábado à meia-noite.
Não que não houvesse boa vontade de ambas as partes. Quando a cortina se abriu, os integrantes da sinfônica saudaram a plateia com o sinal característico dos metaleiros, dedos em forma de chifres.
Embora os fãs da banda demonstrassem impaciência, atirando cadeiras na direção do regente durante a obra inicial do espetáculo --a abertura da ópera "Os Mestres Cantores de Nuremberg", de Wagner, de dez minutos de duração--, o guitarrista Andreas Kisser saudou a orquestra com um entusiástico "vocês são foda!".
O problema foi a sonorização, que, se amplificou magnificamente o som do Sepultura, relegou a sinfônica a um plano excessivamente secundário.
O baixo de Paulo Jr. soava mais que o naipe orquestral de contrabaixos. Os repiques de bateria de Jean Dolabella encobriam os metais, e os solos de Kisser faziam parecer que não havia violinos.
A ocasião funcionou como um show do Sepultura, com o público urrando com o vocal de Derrick Green, balançando a cabeça e formando pirâmides humanas.
O espetáculo trouxe ainda "Ludwig Van", uma brincadeira com os temas da "Nona Sinfonia", de Beethoven, na qual a plateia, espontaneamente, começou a cantar a "Ode à Alegria" em uníssono com um solo de Kisser.
Foi o momento mais belo da noite, e um sinal do que talvez poderia ter acontecido com uma amplificação minimamente equilibrada.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Destaques dos Jornais 15/04/2011

Estado de São Paulo

"Coadjuvantes no maior show da Terra".

"Piano em que Paul McCartney compôs 'Yesterday' é vendido por 126 mil libras".

Folha de São Paulo

"Forte gripe quase levou Bono a hospital antes de show em SP".

Estadão - Coadjuvantes no maior show da Terra

Jotabê Medeiros

Chris Wolstenholme era o cara que, no Morumbi lotado, antes do Muse tocar Knights of Cydonia, última música do seu set, pegava sua gaitinha e fazia uma homenagem a Ennio Morricone, ensaiando uma introdução de Man with a Harmonica.
Mônica Bento/AEGrupo se prepara para gravar o sucessor do álbum 'The Resistance'
Wolsthenholme é o baixista da banda britânica Muse. Tem 32 anos, 5 filhos, uma casa de classe média em Dublin e, desde janeiro de 1999, faz turnês pelo mundo e torce para que terminem antes do Natal. "Gosto de passar os feriados em casa, com as crianças", disse Chris, falando ao Estado pouco antes de sua última apresentação na abertura do U2, anteontem.

Você vai fazer seu último concerto esta noite no maior concerto de rock de todos. Como se sentiu dentro disso? Esta tour tem o tamanho real do rock?

Eu acho que o U2 é um caso à parte. Quero dizer: em termos de tocar ao vivo, acho que não há ninguém maior que eles. Talvez apenas os Stones tenham feito frente a eles. A outra coisa é que eles vêm tocando juntos, e ininterruptamente, há um longo período de tempo. A maioria das bandas, às vezes, tornam-se, com o passar do tempo, apenas nostálgicas. Não é o caso do U2. A música que fazem hoje é ainda moderna, e sempre estão renovando seu som com o que há de mais moderno. São relevantes ainda. E olhe para a plateia deles: há crianças, adolescentes, senhores de idade. É um mix humano. É um prazer adicional tocar para o público deles, porque não é apenas um tipo de pessoa. Eles ultrapassaram barreiras de tempo.

Você, como baixista, como analisa a performance de Adam Clayton, do U2, considerado um dos melhores do mundo? Ele é um ídolo para você?

Há alguma coisa de similar entre nós e o U2, que é o fato de sermos bandas básicas. Só há uma guitarra em cada grupo. Isso dá ao baixista um papel mais relevante na condução. Às vezes há bandas com dois guitarristas, às vezes até três. E o baixista acaba fazendo apenas marcação de ritmo. O que acho bacana sobre Adam é que ele é cheio de groove, e age como uma moldura, ajuda The Edge a atingir o máximo de sua performance. É muito parecido com o que nós fazemos. Matt se sente mais livre para solar ao máximo.

No sábado, Bono comparou vocês aos grupos Cream e a Jimi Hendrix. O que achou?

(Risos) Não conheço muito o Cream, para ser honesto. Mas é óbvio que Jimi Hendrix... Mesmo quem não foi influenciado por ele, acabou sendo influenciado por uma banda que foi influenciada por ele. Aquela disposição de Hendrix, de tocar de forma livre, a improvisação, isso é muito especial. Todos aqui amamos Jimi. Mudou o jeito das pessoas tocarem a guitarra, o instrumento se tornou uma extensão do instrumentista.

E agora, que tudo acabou, você vai sentir falta desse circo?

É claro. Nossa turnê atual, The Resistance, é uma das mais longas, já dura 18 meses. Depois do Brasil, vamos para a Rússia. Íamos parar há alguns meses, mas aí veio a oportunidade de abrir para o U2 e aceitamos, porque não tínhamos vindo para a América do Sul com nosso último álbum. E vamos no embalo: faremos mais dois festivais nos Estados Unidos e depois encerramos com shows em casa, nos festivais de Reading e Leeds. O problema é que tivemos de parar de trabalhar no nosso novo disco. Essa sensação de prog-rock que você sentiu no álbum, ou a presença de um som parecido com o Queen, isso decorre do fato de que nós quisemos deixar nossas influências predominarem. Não sei como será o próximo disco. Às vezes, temos algumas ideias, mas quando vamos ao estúdio elas se tornam mais e mais experimentais. Não sei o que virá.

Estadão - Piano em que Paul McCartney compôs 'Yesterday' é vendido por 126 mil libras

EFE

LONDRES - O piano no qual o ex-beatle Paul McCartney compôs Yesterday, uma das músicas mais emblemáticas da história, foi vendido nesta quinta-feira, 14, em um leilão em Londres por 126 mil libras (R$ 325.790).
O piano, um Eavestaff de estilo art deco adquirido em 1926 pela família da cantora britânica Alma Cogan, tinha lance inicial de 125 mil libras no leilão organizado pela Fame Bureau.
O instrumento, que também foi tocado por Sammy Davis Jr. e Mick Jagger durante a década de 1960, ficava na casa de Cogan no bairro londrino de Kensington.
Na época, a residência era bastante conhecida pelas reuniões culturais e festas que eram realizadas no local.
Segundo o relato do próprio Paul, o músico foi à mansão após sonhar em uma noite de 1964 com a melodia que acabaria convertendo-se em Yesterday.
Na casa de Cogan, o ex-beatle interpretou pela primeira vez a canção com a intenção de que sua amiga confirmasse que se tratava de uma melodia original, já que temia que tivesse sonhado com uma música já conhecida.
"Levei algum tempo para me certificar que (a canção) não pertencia a ninguém, e finalmente a reivindiquei como minha. Em princípio não sabia que letra colocar", explicou o músico britânico em sua biografia Paul McCartney - Many Years From Now".
Yesterday foi lançada pelos Beatles em 1965 como parte do álbum Help.

Folha - Forte gripe quase levou Bono a hospital antes de show em SP

DE SÃO PAULO

O cantor Bono, vocalista do U2, quase foi parar no hospital anteontem após pegar uma forte gripe.
Bono se joga em baladas e fica rouco
Bono e The Edge cantam com Ronaldo em clube
U2 se despede do Brasil com show "que ficará para sempre"
Acompanhe as notícias sobre shows em SP
O músico passou mal na terça-feira e acordou abatido na quarta, dia do último show da banda em São Paulo. Cogitou-se levá-lo para o hospital Albert Einstein, mas o cantor foi medicado no hotel e seguiu para o show no Morumbi.
A informação é da coluna Mônica Bergamo, publicada na Folha desta sexta-feira (15). A íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Destaques dos Jornais 13/04/2011

Folha de São Paulo

"Bono se joga em baladas e fica rouco para terceiro show".

"Dona Ivone Lara, dama do samba, completa 90 anos".

"Vocalista do The Killers diz que já é hora de gravar novo disco".

Folha - Bono se joga em baladas e fica rouco para terceiro show

DE SÃO PAULO

O cantor Bono, vocalista do U2, deve se apresentar rouco no terceiro show da turnê 360º em São Paulo. O show acontece hoje no estádio do Morumbi.
Equipe de Bono pediu foto com Lula em encontro
Pirotecnia quase estraga show do U2, mas repertório salva
U2 inicia 2º show com "Even Better Than the Real Thing"
Acompanhe as notícias sobre shows em SP
Apesar da rouquidão, o cantor se jogou em baladas e jantares em seus dois dias de folga em SP. Quem teve contato com ele, no entanto, garante que o problema é imperceptível para leigos.
A informação é da coluna Mônica Bergamo, publicada na Folha desta quarta-feira (13). A íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL.

Folha - Dona Ivone Lara, dama do samba, completa 90 anos

DO RIO

Grande dama do samba no Brasil, Dona Ivone Lara completa hoje 90 anos com um certo desalento em relação à profissão.
Depois de enfrentar desafios como a perda dos pais ainda criança, a luta contra o preconceito ao ser a primeira mulher a compor um samba-enredo e se firmar como nome expressivo na música brasileira, ela se queixa de um desrespeito do mercado fonográfico.
Dona Ivone diz que seus discos não são mais promovidos pelas gravadoras e têm distribuição restrita.
No último trimestre, diz ter recebido R$ 74 reais em direitos autorais pelas músicas executadas no exterior, enquanto está sempre sendo convidada para shows na França, Japão e Alemanha.
Com cerca de 15 canções inéditas, feitas nos últimos anos com seu principal parceiro, Delcio Carvalho, 72, ela não se anima em gravá-las. "Não apareceu nenhuma boa proposta", diz.
O lamento parte de uma compositora reconhecida nacional e internacionalmente. Suas músicas já foram gravadas por Gilberto Gil, Maria Bethânia e Caetano Veloso.
Composições como "Acreditar" ("A vida foi em frente e você simplesmente não viu que ficou pra trás...") e "Alguém me Avisou" ("Eu vim de lá, eu vim de lá pequenininho...") são presença obrigatória nas rodas de samba.
Para Paulinho da Viola, o que a diferencia é um estilo próprio. "Em termos melódicos, a música é maravilhosa, algo que qualquer grande compositor gostaria de fazer. É uma honra tê-la no cenário musical brasileiro."
Dona Ivone geralmente cria as melodias e seus parceiros fazem as letras. Hermínio Bello de Carvalho diz que certa vez lhe entregou alguns versos e em uma hora já estava pronta a música "Mas Quem Disse que Eu te Esqueço", inclusive com ajustes na letra que ele fez.
"Ela é compositora, instrumentista, e uma tremenda passista. Tudo isto a qualifica para ser a primeira-dama do samba", diz o músico.
Hoje, mesmo com dificuldade de locomoção após ter fraturado o fêmur e se recuperando de uma depressão depois da morte do filho, em 2008, ainda faz shows.
Em parte, esta atividade tem a ver com questões financeiras, já que apenas a aposentadoria como funcionária pública e os direitos autorais não lhe garantem sustento pleno.
Mas também tem a ver com sua incrível vitalidade. "Não me sinto cansada, pelo contrário, se eu não fizer nada é que fico chateada com isto, fico até triste."

Folha - Vocalista do The Killers diz que já é hora de gravar novo disco

DA EFE

O vocalista da banda americana The Killers, Brandon Flowers, afirmou na terça-feira que já é hora de o grupo indie voltar ao estúdio para gravar um novo disco e disse que isso deve acontecer em maio.
"Terminamos a última turnê em fevereiro do ano passado, portanto já é hora", declarou o músico em entrevista à imprensa na Cidade do México, onde nesta segunda-feira à noite fez um show solo.
O novo disco anunciado pelo vocalista seria o quinto trabalho dos Killers, após o último "Day & Age", promovido pela banda em turnê de um ano e meio.
Impecavelmente barbeado, Flowers concedeu entrevista aos jornalistas para falar, no entanto, sobre seus shows no México e sobre seu primeiro disco solo, "Flamingo", lançado no ano passado.
"Fui recebido de braços abertos, me senti muito bem", comentou Flowers sobre os shows que fez na Cidade do México e em Guadalajara. "Sei que as pessoas me conhecem pelo The Killers, mas elas pareciam adorar minhas músicas", assinalou o vocalista sobre seu álbum, em que faz um som mais melódico e agressivo do que com a banda.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Destaques dos Jornais 12/04/2011

Folha de São Paulo

"Pré-venda para show de Paul McCartney está encerrada, diz site".

Folha - Pré-venda para show de Paul McCartney está encerrada, diz site

DE SÃO PAULO

A pré-venda de ingressos para a apresentação que Paul McCartney fará no Rio já está encerrada, informa o site Ingresso.com. A venda exclusiva para cartões Bradesco e para membros do fã-clube começou à 0h de hoje.
O show do ex-beatle será realizado no dia 22 de maio no estádio João Havelange, o Engenhão.
A venda para o público geral terá início às 9h da próxima quinta-feira (14).
Os ingressos custam R$ 700 (pista prime), R$ 340 (setor inferior leste e oeste), R$ 300 (pista), R$ 180 (setor superior leste e oeste) e R$ 150 (PNE - setor inferior leste e oeste). Os quatro primeiros setores terão meia-entrada.
O show carioca faz parte da turnê 'Up and Coming', que em 2010 passou por São Paulo e Porto Alegre no ano passado

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Destaques dos Jornais 11/04/2011

Folha de São Paulo

"Ozzy Osbourne deve mais de R$ 2,5 milhões em impostos".

"Sem visto, rapper Lil Wayne tem que cancelar show na Europa".

Jornal da Tarde

"U2 hipnotiza o Morumbi".

Folha - Ozzy Osbourne deve mais de R$ 2,5 milhões em impostos

DE SÃO PAULO

Ozzy Osbourne, que passou recentemente pelo Brasil para uma série de shows, pode perder uma mansão nos Estados Unidos por conta de uma dívida. Segundo o jornal "Daily Mail", Ozzy e sua mulher Sharon devem mais de R$ 2,5 milhões em impostos ao governo americano.
A publicação afirma que a família Osbourne não paga impostos há dois anos e está sendo cobrada.
Caso a dívida não seja resolvida nos próximos dias, o governo pode tomar como pagamento uma das propriedades de Osbourne. O músico possui sete casas nos país.
No último sábado, Sharon Osbourne escreveu em seu Twitter, em tom amargo, que "não se pode confiar em ninguém além de você mesmo". "Minha culpa... lição aprendida", termina a mensagem.

Folha - Sem visto, rapper Lil Wayne tem que cancelar show na Europa

DE SÃO PAULO

O rapper norte-americano Lil Wayne teve de cancelar uma série de shows que faria na Europa.
Ele deveria se apresentar no Live at the Marquee, na Irlanda, além de em outros festivais no verão europeu.
O motivo, segundo o britânico "Guardian", é que ele não conseguiu visto para entrar no Reino Unido.
O jornal diz que o histórico criminal do cantor contou na hora de ter seu pedido de entrada recusado.
Lil Wayne já foi preso diversas vezes por envolvimento com drogas e porte de armas.
O empresário do músico disse que ele pretende tentar voltar ao Reino Unido no segundo semestre.

JT- U2 hipnotiza o Morumbi

Jornal da Tarde

A cena se tornou comum no Morumbi, na noite de anteontem. Logo que entravam, as pessoas abriam a boca diante da gigantesca estrutura erguida no centro do gramado do estádio. O palco montado pelo U2 para sua turnê, apelidado de “the claw” (a garra, em português), surpreendeu todos. São quatro grandes patas metálicas, como se fossem de uma aranha, que se encontram no alto, unidas por outra estrutura, que atinge incríveis 46 metros de altura – o que equivale a um prédio de 15 andares. No centro disso, o palco, com pontes móveis que levam para uma pista circular, pela qual Bono, The Edge e companhia podem zanzar durante a apresentação. Acima disso, um telão circular, igualmente imponente.
Pouco antes do U2 entrar naquela estrutura, os alto-falantes do Morumbi tocaram a introdução, com trecho do samba Trem das Onze Space Oddity, de David Bowie. Às 21h43, as luzes se apagaram. O Morumbi tremeu literalmente. O telão de LED circular mostrava, em (claro!), Bono (voz), The Edge (guitarra), Adam Clayton (baixo) e Larry Mullen Jr. (bateria) caminhando para o palco, sob aplausos do estádio já lotado.
A trupe irlandesa começou com Even Better Than The Real Thingdo álbum Achtung Babyde 1991. Poucos conheciam a letra da música, que está longe de ser um dos clássicos da banda. Mas a beleza do palco, o telão magistral, e a vibração de Bono e companhia contagiavam. Foi assim nas primeiras cinco músicas, entre elas, I Will Follow, Mysterious Ways. Depois disso, só vieram os clássicos, com Elevation Until the End of the World, I Still Haven’t Found What I’m Looking For Beautiful Day. Com 35 anos de estrada, o U2 tem hits para horas de apresentação.
A performance de Bono é um show à parte. Simpático, ele agradeceu aos 88 mil presentes. “Hoje é dia dos paulistanos comerem pizza”, disse, arrancando risos gerais. Na apresentação da banda, cada membro era comparado a um sabor do tradicional jantar de sábado. Bono disse ser uma com peperoni. Adam Clayton ganhou o exótico sabor de banana. Já The Edge seria uma pizza de jaca e Mullen Jr., uma sem queijo, sem tomate e sem molho. “Ele é somente uma pizza bonitinha”, brincou o vocalista.
Bono chamou, ainda, uma menina no palco, como fez em 2006, na segunda passagem por aqui. Desta vez, ele não a beijou e, sim, entregou à moça uma folha de papel e pediu para que ela lesse no microfone. Era um trecho de Carinhoso, de Braguinha e Pixinguinha. Seria brega, se não viesse de Bono.
Tragédia no Realengo
Mais adiante, vieram as açucaradas Walk On One, até que a introdução de Help, dos Beatles, pegou todos de surpresa, antes que Where the Streets Have no Name fosse iniciada. With or Without You foi cantada em coro do início ao fim. Começou, então, a linda Moment of Surrender, dedicada por Bono à tragédia no Realengo, ocorrida no Rio de Janeiro.
No telão, subiram os nomes de todas as crianças assassinadas. Nada de luzes coloridas vindas do palco. O vocalista queria um momento de reflexão, de luto. E, olhando para os lados, o difícil era encontrar quem não estivesse, no mínimo, com os olhos marejados. Às 23h53, o U2 deixou o palco. Os refletores do estádio se acenderam e, só então, os 88 mil conseguiram sair do transe, desgrudar os olhos do palco e, enfim, fechar a boca.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Destaques dos Jornais 07/04/2011

Estado de São Paulo

"Cantora country Chely Wright fica noiva de ativista gay".

Folha de São Paulo

"Ainda na carona do Guns N' Roses, Slash faz show em São Paulo".

Estadão - Cantora country Chely Wright fica noiva de ativista gay

REUTERS

A cantora country Chely Wright, que surpreendeu os fãs ao assumir sua homossexualidade no ano passado, ficou noiva de uma ativista dos direitos gays, informou na quarta-feira a revista People.
Wright, de 40 anos, e a noiva Lauren Blitzer, uma ativista dos gays, bissexuais e transexuais, planejam se casar em Connecticut em agosto.
Connecticut é um dos cinco Estados norte-americanos que legalizou o casamento de pessoas do mesmo sexo.
Em 1995, Wright foi eleita a melhor nova vocalista pela Academia de Música Country. Entre seus maiores sucessos estão "Shut Up and Drive" e "Single White Female", que lideraram as paradas country em 1999.

Folha - Ainda na carona do Guns N' Roses, Slash faz show em São Paulo

DE SÃO PAULO

Slash não é seu nome verdadeiro, é claro, mas o que surpreende muita gente é saber que o guitarrista de uma das maiores bandas do rock americano nasceu em Londres, e não nos EUA.
O britânico Saul Hudson, 45, apresenta hoje, em São Paulo, a turnê de seu homônimo álbum solo, lançado no ano passado.
A imagem de Slash no palco tocando uma guitarra Les Paul, sem camisa e com o cabelão cobrindo o rosto, entrou para a galeria de ícones do rock depois de quase uma década no Guns N' Roses, a banda mais popular do planeta no início dos anos 1990.
Depois de brigar com o cantor Axl Rose, Slash deixou a banda e partiu para outras duas: Snake Pit, que durou pouco, e Velvet Revolver, atualmente inativa porque procura novo vocalista.
Para o álbum solo, Slash colecionou participações de amigos, incluindo os integrantes da formação clássica do Guns: Izzy Stradlin, Duff McKagan e Steven Adler. Todos, menos Axl, óbvio.
Nos vocais, cada faixa conta com um convidado diferente. Alguns totalmente roqueiros, como Iggy Pop, Ozzy Osbourne, Kid Rock e Myles Kennedy (vocalista que o acompanha na turnê).
Mas há uma participação inusitada da bonitona cantora Fergie, do Black Eyed Peas, justamente na música que mais fez sucesso, "Beautiful Dangerous".
Leia os principais trechos da entrevista de Slash à Folha, concedida por e-mail.

Folha - Como foi trabalhar com tantos vocalistas?

Slash - Ótimo. Tive a felicidade de ter comigo gente talentosa e inspirada, mas também pessoas muito fáceis de trabalhar. Eu escrevia uma música, aí pensava em quem poderia cantá-la e então esse vocalista escrevia a letra.
Sua colaboração com Fergie é a que causa maior repercussão. Muitos fãs de rock pesado ouviram pela primeira vez um disco com ela cantando ao comprar o seu. Como você a convidou?
Eu tinha escrito umas músicas para um filme e o riff de "Beautifil Dangerous" estava nesse material. Eu conheci Fergie há uns três anos e sempre achei que a voz dela era perfeita para cantar rock. Fiz uma demo, ela levou numa turnê e trabalhou a letra. Na hora de gravar, foi a faixa mais tranquila no estúdio. Ela chegou, colocou a voz e pronto.
O clipe da canção é um hit no YouTube. Quem o idealizou?
Fergie. Ela me disse que tinha a ideia de um roteiro com uma garota que persegue um sujeito. Aí fomos criando os detalhes, foi divertida a ideia de ela me drogar depois de um show e me amarrar na cama. Afinal, é Fergie.
Como você escolhe o repertório da turnê? Só material solo ou tem coisas do Guns N' Roses ou do Velvet Revolver?
Não vou dar a você o set list completo, porque sempre mudo alguma coisa. Tem de tudo, Guns, Velvet Revolver, Snake Pit, o disco solo e talvez covers.
Uma curiosidade: alguém ainda chama você de Saul?
Só quem não me conhece ou quem quer dar tirar uma onda para chamar minha atenção.

SLASH
QUANDO hoje, às 21h30
ONDE HSBC Brasil (r. Bragança Paulista, 1281; tel.0/xx/11/5646-2151)
QUANTO de R$ 180 a R$ 360
CLASSIFICAÇÃO 14 anos

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Destaques dos Jornais 06/04/2011

Folha de São Paulo

"David Bowie vai relançar música de 1975 para remix no iPhone".

"Produtora confirma show de Paul McCartney no Rio".

"Human League toca hoje em SP e diz que quer ver brasileiros dançarem".

"Cauby Peixoto faz 80 com DVD, três álbuns e uma cinebiografia".

Folha - David Bowie vai relançar música de 1975 para remix no iPhone

DE SÃO PAULO

David Bowie relançará no dia 6 de junho o single "Golden Years", de 1975, em forma de aplicativo para iPhone, que permitirá aos fãs remixarem a faixa. A informação é do site Music Radar.
As variações poderão ser feitas removendo ou alterando o volume de oito elementos da canção: vocais, guitarra de 12 cordas, baixo, bateria, guitarra, harmônio, percussão e backing vocals.
A função "Shake to mix" permitirá gerar um remix aleatório ao chacoalhar o aparelho.
O resultado poderá ser exportado para MP3 e compartilhado com amigos.
Bowie já havia lançado um aplicativo comemorativo de 40 anos de "Space Oddity" com as mesmas funções. O programa custa US$ 1,99 (cerca de R$ 3,20) na App Store, loja virtual de aplicativos da Apple.

Folha - Produtora confirma show de Paul McCartney no Rio

DE SÃO PAULO

A produtora Planmusic confirmou a volta de Paul McCatney ao Brasil. O ex-beatle, que esteve no país em novembro do ano passado para shows em Porto Alegre e São Paulo, desta vez irá se apresentar no Rio de Janeiro.
Os detalhes da apresentação serão anunciados em entrevista coletiva nesta quinta-feira pela manhã.
Em março, a PLanmusic já dava como certa a volta do músico ao país em maio. O local da apresentação ainda não foi revelado.

Folha - Human League toca hoje em SP e diz que quer ver brasileiros dançarem

DE SÃO PAULO

Desde o início dos anos 1980, quando surgiu como um dos mais bem-sucedidos grupos da new wave inglesa, o Human League é reconhecido como aquele que tem "o cara, a morena e a loira". E é esse trio que se apresenta esta noite em São Paulo, no Via Funchal.
Joanne Catherall, a "morena", hoje com 48 anos, falou por telefone à Folha de sua casa em Sheffield (Inglaterra) e se mostrou animada com a chance de pôr os brasileiros para dançar. A banda já esteve aqui em 2006, para um show curto dentro de um festival eletrônico.
"Agora vamos tocar nosso set completo, com todos os sucessos e músicas novas", conta Joanne. Embora ela e sua melhor amiga, a "loira" Susan Ann Sulley, sejam imediatamente identificadas como a imagem do Human League, a dupla não estava na formação inicial, em 1977. Entraram para a banda no episódio que o folclore pop chama de "Crazy Daisy Story".
Na origem uma banda de synthpop, o sucesso custava a vir. Philip Oakey, cantor e mentor do Human League, o "cara", quis então mudar radicalmente o grupo, contratando vocalistas de apoio e adotando outros instrumentos além dos teclados.
Ele viu Joanne e Susan dançando no clube Crazy Daisy, em Sheffield, e na hora convidou as duas para a empreitada. "Ele nem nos ouviu cantar, o que foi bom, porque não cantávamos nada", lembra Joanne, aos risos. As duas eram menores de idade, e Oakey teve de falar com os pais delas para levá-las em turnê.
O resto virou história. "Don't You Want Me", "Love Action", "Louise", "Lebanon", enfim, um hit atrás do outro. "Fizemos boa música depois, mas entendo que o público queria ouvir esses sucessos. Cantamos com prazer", diz Joanne.
Entre essa boa música está o álbum "Secrets", de 2001, que teve o azar de ser lançado por uma gravadora que faliu nas semanas seguintes. A cantora lamenta muito: "Tivemos com ele nossas melhores críticas, mas depois o álbum não estava nas lojas e acabou esquecido". O Human League lançou este ano "Credo", ainda sem previsão de sair no Brasil.
Apesar de cantar os hits antigos numa boa, Joanne não gosta quando tentam classificar um show do grupo como "o retorno dos anos 1980". "Retorno? Ora, nós nunca paramos de gravar e nos apresentar. Não há retorno porque nunca fomos embora", diz a inglesa, com veemência.
Depois do problema com a gravadora no início da década passada, ela, Oakey e Susan assumiram de vez as rédeas da "empresa" Human League, controlando gravações e turnês. "Hoje, nós somos o grupo, os outros músicos são apenas contratados para gravar e fazer shows."
A banda se apresenta muito na Europa e nos Estados Unidos. Grava pouco, até porque Joanne revela não gostar muito do estúdio. "Meu Deus! Quem gosta de ficar num lugar fechado, cantando os mesmo versos dezenas de vezes? Eu quero é cantar no palco, vendo as pessoas dançarem. Quero ver os brasileiros dançarem!"

Folha - Cauby Peixoto faz 80 com DVD, três álbuns e uma cinebiografia

DE SÃO PAULO

Na dúvida entre "Caubeatles" e "Caubytles", Cauby Peixoto escolheu a segunda opção para batizar um dos três álbuns que lança neste ano, em que comemora (declarados) 80 anos de vida e 60 de carreira fonográfica.
É mais Cauby do que Beatles --exatamente como o intérprete quer que seja. Afinal, ele se lembra, já era "um astro veterano da música" quando os quatro meninos ingleses estavam apenas nascendo para o estrelato.
Para esse trabalho, escolheu basicamente o repertório romântico de John Lennon e Paul McCartney: "Help", "Let it Be", "Hey Jude", "Michelle" e "Yesterday".
Já colocou voz em metade das faixas. Está decorando as letras das que ainda faltam. "Para 'Help', me inspirei na versão da Tina Turner, que é mais meu estilo. 'I Love Her' virou um bolero", diz. "Funcionou. Modéstia à parte, eu canto muito bem."
O disco vai fazer parte da caixa "Cauby - O Mito" (nome escolhido pelo próprio cantor), que sai no meio do ano pela Lua Music e também inclui um álbum no formato voz e violão e um pacote de CD e DVD ao vivo, a ser gravado neste fim de semana, no Teatro Fecap (SP).
Nos shows, que vão gerar também especial para o Canal Brasil, Cauby recebe convidados como Angela Maria, Agnaldo Rayol, Fafá de Belém e Agnaldo Timóteo.
"Sugeri vários outros nomes, mas ele não aceitou de jeito nenhum", diz Thiago Marques Luiz, que dirige os três trabalhos. "Ele quer só os amigos e mais ninguém."
Cauby se explica: "Eles me respeitam, sabem que canto muito bem. Por isso o mito".

DOCUMENTÁRIO

A personalidade do "mito" está sendo esmiuçada no filme "Cauby - Começaria Tudo Outra Vez", de Nelson Hoinneff (o mesmo que fez os documentários de Chacrinha e Paulo Francis). O filme está quase pronto e deve estrear no segundo semestre.
Hoinneff conta que conviveu com o personagem por um ano --em casa e nos shows. Captou cerca de 200 horas de imagens, somadas a outras tantas obtidas em arquivos de TV, cinema e no acervo pessoal de Cauby.
"Ele é um enigma, não fala nada sobre a vida pessoal", diz. "Quando entramos no assunto sexualidade, ele escapa para a música: 'Meus amores são minhas fãs'. Nem a idade dele é uma certeza."
Segundo o diretor, há controvérsias sobre os atuais 80 anos. "Alguns dizem 81, outros 82. É assim em todas as coisas. Tudo tem várias versões. Ele não é monolítico."
Enquanto espera os lançamentos, Cauby segue em temporada no Bar Brahma às segundas-feiras. E, assim que sai do palco, corre de volta para casa. "Não gosto de perder as novelas", diz.
Em seus planos para os próximos anos, estão mais três álbuns. Um dedicado ao repertório de Nat "King" Cole, outro de clássicos do jazz, e um de canções italianas.

"Eu sou muito romântico."

CAUBY PEIXOTO
QUANDO sáb., às 21h; dom., às 19h
ONDE Teatro Fecap (av. Liberdade, 532, tel. 0/xx/11/4003-1212)
QUANTO R$ 80
CLASSIFICAÇÃO livre

terça-feira, 5 de abril de 2011

Destaques dos Jornais 05/04/2011

Estado de São Paulo

"Cypress Hill e Deftones dividem palco no Credicard Hall em São Paulo".

Folha de São Paulo

"Ana Carolina e Natalie Cole chegam a SP em abril; veja roteiro".

"Keith Jarrett traz a São Paulo show guiado pela improvisação".

"Nelson Freire cancela dois concertos com a OSB".

"Shakira diz que América Latina não deve se conformar com migalhas".

Estadão - Cypress Hill e Deftones dividem palco no Credicard Hall em São Paulo

Estadão.com.br

SÃO PAULO - Na madrugada desta segunda para terça-feira, 5, a Lei Antifumo de São Paulo não estava valendo na pista do Credicard Hall. Quando os rappers norte-americanos do Cypress Hill subiram ao palco, por volta das 22h, a fumaça de cigarro e maconha impregnou a pista da casa de show.
Não obstante, logo nas primeiras músicas (mas longe das câmeras, que só clicaram as primeiras três músicas), o vocalista B-Real acendeu um cigarro, levando o público, fumante ou não fumante, ao delírio. Tudo isso ao som das batidas hip-hop com sotaque latino do grupo californiano, que está na ativa desde 1988.
O show dos rappers da Califórnia atrasou, o que fez com que muitos deixassem o local por volta da 0h, para aproveitarem o transporte público para voltarem para casa. Mas isso não diminuiu a empolgação e a fumaça no Credicard Hall.
O Deftones subiu ao palco por volta das 23h30 e, sem firulas, animando muito o público da casa, que minutos antes tinha passado por considerável sofrimento ao tentar comprar qualquer coisa nos abarrotados e lentos bares, ou nas quilométricas filas para o banheiro.
A banda era a principal atração da noite e foi fundada também no final dos anos 80, na Califórnia. Alcançou fama internacional em 1997 com os singles My Own Summer (Shove It) e Be Quiet and Drive (Far Away), aproveitando a nascente onda do New Metal (que veria a ser a nova onda do rock no ano seguinte).
Depois de mais de 20 anos, o Deftones amadureceu o seu som, que sempre teve algo de muito particular, apesar da avalanche de clichês que vieram ser conhecidos como "metal alternativo", com dezenas de bandas sendo fortemente influenciadas por eles, como: Tool, Korn, Alice in Chains e Sepultura.
Logo nas primeiras músicas, é visível a singularidade dos californianos, que estão numa zona cinza delimitada por The Smiths, Björk, Nirvana e Sepultura. O guitarrista, que em outras ocasiões se declarou fortemente influenciado por bandas de death metal como Morbid Angel, e um vocalista com um timbre agudo, ácido e energético. Considerando as devidas proporções, é como se a new age Enya conseguisse uma vaga em uma banda de hardcore.
O público era muito bom para uma madrugada de segunda-feira e cantou junto. Os membros da banda, principalmente o vocalista Chino Moreno, 37, não pararam no palco, se desdobrando em pulos e gritos.
A banda também prestou uma homenagem ao ex-baixista Chi Cheng, que em 2008 sofreu um acidente de carro e, desde então, está em estado semi-vegetativo. Um fã que se acotovelava na beira do palco entregou uma camiseta com o rosto do ex-membro da banda para Moreno, que em um intervalo entre as músicas disse que "todos ainda rezam por ele".
Apesar de qualidade sofrível do som do Credicard Hall, que tem pontos surdos e muita reverberação, principalmente no setor mais caro, a pista premium, a casa estava lotada e o público foi fiel. São duas bandas americanas veteranas, que nunca foram necessariamente do mainstream, mas margearam e superaram com inteligência e personalidade - cada uma a seu modo - as tênues tendências do rock do meio dos anos 90.

Folha - Ana Carolina e Natalie Cole chegam a SP em abril; veja roteiro

DE SÃO PAULO

Até o fim de abril, os palcos da cidade de São Paulo recebem uma série de músicos nacionais e estrangeiros. The National, Roxette, Natalie Cole, Motörhead e Slash dividem a atenção do público com artistas "da casa", como Ana Carolina, Luiza Possi, Leonardo e Fábio Junior, entre outros. Saiba mais sobre as apresentações, divididas por casas de shows e datas:

CITIBANK HALL

The National (5/4)
- R$ 140 (pista) a R$ 300 (camarote)
A banda, liderada pelo barítono Matt Berninger, toca pela segunda vez no Brasil em show único. O público poderá conhecer mais do aclamado disco "High Violet".

Ana Carolina (8, 9, 10, 15, 16 e 17/4)
- R$ 80 (mesa setor 3) a R$ 180 (camarote)
Serão seis apresentações do projeto "Ensaio de Cores", no qual, além de mostrar grandes sucessos, a artista também destaca sua paixão pela pintura e coloca à venda algumas de suas telas.

Luiza Possi (29/4)
- R$ 50 (mesa setor 3) a R$ 150 (mesa VIP e camarote)
A cantora garante 12 músicas inéditas na gravação de seu DVD. As participações confirmadas são de sua mãe, Zizi Possi, e de Ivete Sangalo.

CREDICARD HALL

Daniel (8 e 9/4)
- R$ 50 (plateia superior 1, 2 e 3) a R$ 150 (camarote e mesa VIP)
O cantor romântico mostra novo espetáculo com canções inéditas, que estarão no próximo disco, que deve ser lançado ainda no primeiro semestre deste ano.

Roxette (14 e 19/4)
- Ingressos esgotados
Formado por Marie Fredriksson e Per Gessle, o grupo ficou famoso nos anos 1990, com hits como "Listen to Your Heart" e "It Must Have Been Love".

Jorge & Mateus (21/4)
- R$ 50 (plateia superior 3) a R$ 250 (camarote 1)
A dupla, que em outubro embarca para a terceira turnê internacional, mostra seu show "Aí Já Era" em apresentação única em São Paulo.

Leonardo (23/4)
- R$ 50 (plateia superior 1, 2 e 3) a R$ 180 (mesa setor VIP)
Com mais de 32 milhões de discos vendidos, o cantor aproveita o show para lançar seu 15º CD solo, "Alucinação".

Fábio Junior (29 e 30/4)
- R$ 60 (plateia superior 1, 2 e 3) a R$ 220 (mesa VIP)
O cantor estreia seu show "Íntimo" em duas apresentações, que também prometem reunir uma série de sucessos românticos.

HSBC BRASIL

"Isa TKM", apresentam a turnê "Isa Forever" no HSBC Brasil, em 16 de abril
Slash (7/4)
- R$ 220 (pista)
O guitarrista mostra ao público seu primeiro CD solo pós-Guns n'Roses, além de sucessos do grupo. Só restam ingressos para a pista.

Beth Carvalho (15/4)
- R$ 70 (setor 3) a R$ 140 (setor VIP e camarote)
A cantora, afastada há um ano e meio dos palcos, comanda uma roda de samba com sucessos que marcaram seus 45 anos de carreira.

Isa Forever (16/4)
- R$ 150 (setor 3) a R$ 340 (camarote)
Com abertura de Manu Gavassi, o show reúne Reinaldo Peche e Maria Gabriela (o Alex e a Isa das séries "Isa TKM" e "Isa TK+").

VIA FUNCHAL

The Human League (6/4)
- R$ 120 (pista) a R$ 200 (camarote)
Formada em 1977, a banda de rock inglês lança o disco "Credo", nono da carreira, e mostra canções antigas, como "Heart
Like a Wheel".

Bee Gees Greatest Hits Tour by Robin Gibb (9 e 10/4)
- R$ 450 (pista) a R$ 750 (camarote)
O cantor e compositor inglês interpreta os principais clássicos do grupo, do qual fez parte junto com os irmãos Barry e Maurice Gibb.

Natalie Cole (15/4)
- R$ 170 (mezanino lateral) a R$ 400 (plateia VIP)
A cantora, ganhadora de nove Grammy, traz a São Paulo a turnê "An Evening with Natalie Cole", com sucessos de sua carreira.

Motörhead (16/4)
- R$ 140 (pista) a R$ 250 (camarote e pista premium)
Com 20 discos lançados, a banda --liderada desde 1975 por Lemmy Kilmister-- retorna ao Brasil com o show "The Wörld Is Yours".

3OH!3 (20/4)
- R$ 120 (pista) a R$ 200 (camarote)
A dupla, formada por Sean Foreman e Nathaniel Motte, lançou o primeiro álbum em 2007 e já vendeu mais de 2,6 milhões de cópias.

Folha - Keith Jarrett traz a São Paulo show guiado pela improvisação

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Nem o próprio Keith Jarrett sabe o que vai acontecer quando subir amanhã ao palco da Sala São Paulo para uma apresentação solo.
"Eu poderia dar dicas se tivesse alguma ideia, mas mesmo quando chego ao palco ainda não sei", disse o pianista norte-americano de 65 anos à Folha, por telefone, de sua propriedade rural no Estado de Nova Jersey (EUA).
"A única coisa que posso dizer é que, por uns dias, tento absorver os sentimentos do local", contou.
"Quando mudo de país, a música muda automaticamente. Tudo influencia: a língua, as cores da sala, a comida dos bastidores, como a audiência se comporta quando entro, quando ando no palco, enquanto toco."
Internacionalmente aclamado como um dos maiores improvisadores que já existiram, Jarrett faz de cada apresentação solo a ocasião em que compõe, ao vivo, música inteiramente nova.
"Muita gente acha que é mais fácil, porque venho fazendo isso há muito tempo. Na verdade, com o tempo, vai ficando mais difícil, porque meu princípio é nunca tocar o mesmo concerto. Tento sempre encontrar algo que nunca fiz", explica.
O pianista, que tem uma abordagem "física" e bem peculiar do instrumento, costuma cantarolar e se contorcer durante suas famosas apresentações.
Nem os problemas de saúde, que o forçaram a um afastamento temporário do teclado no final da década de 1990, restringiram esse tipo de movimentação.
"Meu médico me apoia", diz. "Mas tenho andado com uns problemas nas costas, então não sei como vai ser aí em São Paulo."
Com gravações respeitadas no terreno da música erudita, ele chegou a dizer que se afastaria dessa área devido ao excesso de "nervosismo e perfeccionismo".
Porém estuda diariamente as sonatas de Scarlatti (1685-1757) e as "Variações Goldberg", de Bach (1685-1750) e, ao conversar com a Folha, ouvia tomadas de seu próximo CD, com as sonatas para violino e teclado de Bach, em parceria com a violinista Michelle Makarski.
No mês que vem, faz duas apresentações no Japão, especialmente importantes do ponto de vista pessoal.
"Em outubro, conheci por lá uma pessoa que se tornou minha namorada", conta.
"Nosso noticiário aqui é bem melhor do que o deles, então eu fico o tempo todo a informando sobre o que está acontecendo em seu país."

KEITH JARRETT
QUANDO amanhã, às 21h
ONDE Sala São Paulo (pça. Júlio Prestes, 16; tel. 0/xx/11/3223-3966)
QUANTO de R$ 350 a R$ 400
CLASSIFICAÇÃO livre

Folha - Nelson Freire cancela dois concertos com a OSB

DO RIO

O pianista Nelson Freire cancelou duas apresentações que faria com a OSB (Orquestra Sinfônica Brasileira) em agosto. A decisão, informada à direção da orquestra ontem, foi tomada em solidariedade aos músicos que foram demitidos após se recusar a participar de audições de avaliação em março.
Freire era uma das grandes estrelas da temporada 2011 da OSB. Nos dois concertos, o pianista seria regido por Roberto Minczuk, titular da orquestra e pivô da crise com os músicos.
Esse é o segundo desfalque sofrido pela programação. No final de semana, a Fosb (Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira), responsável pela orquestra, foi informada dos cancelamentos da pianista Cristina Ortiz e do maestro Roberto Tibiriçá.
A Fosb informou que entrará em contato com os artistas e só se pronunciará depois disso.

Folha - Shakira diz que América Latina não deve se conformar com migalhas

DA EFE

A cantora colombiana Shakira pediu que os latino-americanos deixem para trás a mentalidade conformista vigente mesmo séculos após a colonização e que não se conformem com as migalhas que "nos atiram".
Em entrevista à emissora mexicana Televisa, a cantora, que se apresentou no México no sábado, afirmou que está decidida a se somar aos esforços para erradicar "as cadeias de pobreza no mundo", e assegurou que "é mentira que o que nasce pobre tem que morrer pobre".
"Isso é uma mentira da colonização que tivemos que engolir durante muitos séculos", assinalou ao avaliar que "a forma de erradicar a pobreza é a educação".
Por isso, indicou, trabalha na Fundação Alas, um movimento para promover a educação avançada, para que os governos incluam o tema em suas agendas e para que a educação se torne uma prioridade.
"Se uma criança começa bem sua vida, continuará bem", assegurou a artista.
Shakira assegurou que embora tenha acesso a muitas coisas, isso não a afasta da oportunidade de trabalhar pelos sonhos de muitos outros.
Quanto à sua música, a cantora explicou que seu novo álbum, "Sale el Sol", recupera o ritmo do merengue que marcou sua infância em Barranquilla, no norte da Colômbia, onde as pessoas são muito felizes.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Destaques dos Jornais 04/04/2011

Folha de São Paulo

"Deftones apresenta novo CD hoje em São Paulo".

Folha - Deftones apresenta novo CD hoje em São Paulo

DE SÃO PAULO

Aproveitando a viagem ao Chile para o festival Lollapalooza, a banda americana de rock pesado Deftones vem ao Brasil pela quarta vez. O show de hoje à noite em São Paulo divulga seu sexto álbum, "Diamond Eyes".
Segundo Chino Moreno, vocalista e fundador da banda, é um disco "urgente, gravado em apenas quatro meses, para matar nossa fome de um novo trabalho".
Tanta vontade tem justificativa. A banda entrou no estúdio em 2008 para gravar um disco que teria o nome "Eros". As gravações atravessaram alguns meses e, no meio do trabalho, o baixista Chi Cheng sofreu um grave acidente de carro, permanecendo meses em coma. Hoje, ele precisa de cuidados intensivos e luta contra sequelas neurológicas.
"Acompanhamos a evolução dele e achamos melhor deixar aquele disco guardado, esperando por Chi", contou o vocalista à Folha, por telefone, de Sacramento, cidade natal da banda.
"Partimos para um disco totalmente novo, com ajuda de Sergio Vega, amigo antigo da cena metal da Califórnia", explica Moreno. Vega, ex-baixista do Quicksand, esteve com a banda na visita ao Brasil em 2009, mas agora está oficialmente no grupo.

INFLUÊNCIAS

Moreno rejeita encaixar a banda sob algum rótulo. "Chamam a gente de tudo: metal alternativo, nu metal, metal latino, umas bobagens assim. Faço música usando muitas influências diferentes. Como gosto de coisas pesadas, a banda soa pesada."
Uma prova do ecletismo do grupo é seu próximo projeto, um disco de covers que deve sair em edição limitada, "umas 5.000 cópias". Terá músicas de bandas bem diferentes, dos americanos do Lynyrd Skynyrd aos ingleses The Cure e The Smiths.
"As pessoas se surpreendem quando digo que uma das minhas bandas favoritas é o Depeche Mode. Não acreditam que eu gosto de pop inglês", diz Moreno.
Parece difícil encontrar alguma coisa de Depeche Mode no som do Deftones, não? "Tem alguma coisa, sim, mas é preciso procurar bem. É como tempero na comida, você coloca só um pouquinho e já muda o gosto, entende?"

DEFTONES & CYPRESS HILL
QUANDO hoje, às 21h30
ONDE Credicard Hall (av. das Nações Unidas, 17.955; tel.0/xx/11/2846-6000)
QUANTO de R$ 90 a R$ 250
CLASSIFICAÇÃO 14 anos

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Destaques dos Jornais 01/04/2011

Estado de São Paulo

"Boys Like Girls faz apresentação única em São Paulo".

Folha de São Paulo

"Baterista do AC/DC escapa de condenação por posse de maconha".

Estadão - Boys Like Girls faz apresentação única em São Paulo

Estadão.com.br

A banda Boys Like Girls volta ao Brasil e faz única apresentação em São Paulo,no HSBC Brasil, apresentando show da turnê Love Drunk. A banda, nascida em Boston, EUA, em 2005, tem influência de nomes como The Strokes, Jimmy Eat World,The Academy Is… e Dashboard Confessional.
Venderam mais de 3 milhões de singles digitais, 1,5 milhão de cópias de The Great Escape, 900 mil de Hero/Heroine e 600 mil de Thunder agora se preparam para lançar o terceiro disco da carreira.
Eleita "Artista do ano" em 2007 pela Spin.com, a banda passou a se apresentar com Good Charlotte, Avril Lavigne, The Maine, Metro Station, The All-American Rejects, Motion City Soundtrack e The Format, entre muitas outras bandas da cena rock mundial. Estas e outras memórias estão no DVD Readbetweenthelines, lançado em 2008.

Boys Like Girls

02 de Abril de 2011, sábado

20h00

HSBC Brasil

Rua Bragança Paulista, 1281 - Chácara Santo Antonio

Informações e compra de ingressos:

Ingresso rápido

Folha - Baterista do AC/DC escapa de condenação por posse de maconha

DA EFE

Um tribunal neozelandês perdoou a condenação imposta ao baterista da banda de rock AC/DC, Phil Rudd, por considerar que a decisão anterior interferiria nas turnês internacionais do músico de origem australiana, informou a imprensa local nesta sexta-feira.
Rudd, cujo nome legal é Phillip Hugh Witschke, compareceu à Corte de Tauranga para solicitar a eliminação da condenação, já que o delito, considerado de menor gravidade na Nova Zelândia, prejudica sua carreira, porque alguns países não permitiam sua entrada, segundo o jornal "New Zealand Herald".
A droga foi encontrada pela polícia em outubro do ano passado durante uma batida em uma festa organizada pelo baterista na cidade de Tauranga, na costa leste da Ilha do Norte, para onde Rudd se mudou recentemente.
A juíza Alayne Wills, que em dezembro condenou Rudd a pagar multa de 250 dólares neozelandeses (133 euros) pela posse de 25 gramas de maconha, assinalou em sua sentença que o músico teria problemas de visto em três países para onde a lendária banda australiana viaja regularmente.
Rudd escapou da condenação, mas deverá pagar 1.500 dólares neozelandeses (803 euros) para cobrir as despesas judiciais referentes à acusação.
Rudd, que fez parte do AC/DC entre 1975 e 1983 e desde 1994 até o presente, foi incluído junto com outros membros da banda no Salão da Fama do Rock, na cidade americana de Cleveland, em 2003.