Estado de São Paulo
"Noel Rosa e Cartola, os bambas do samba".
Folha de São Paulo
"Cantora Pink quer dar nome de uísque a bebê".
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Estadão - Noel Rosa e Cartola, os bambas do samba
O Estado de S. Paulo
A encíclica do samba reza que as obras de dois pilares da música popular brasileira sejam lembradas hoje. O centenário de Noel Rosa comemora-se apenas no dia 11 de dezembro, mas nesta terça-feira - mesmo dia em que se completam 30 anos da morte de Cartola -, as composições do Poeta da Vila serão homenageadas em releituras de um projeto no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB-SP).
Confira notícia sobre morte de Cartola na página do 'Estado'
Embora contemporâneos, eles revolucionaram o cancioneiro nacional em períodos diferentes. É bem verdade que se conheceram, conviveram e até compuseram juntos no início da década de 1930, mas cada um seguia seu caminho, naturalmente, por serem de origens distintas.
Ao passo que Cartola vivia no morro de Mangueira, em meio a trabalhadores pobres, no fim dos anos 1920, desfilando com o Grupo dos Arengueiros (no sentido de bagunceiros e arruaceiros), Noel vinha de uma família de classe média, foi aluno do colégio de padres São Bento, um ginásio de elite que o levaria posteriormente a estudar Medicina.
A formação diferente influenciou diretamente no estilo das composições dos dois. Noel de Medeiros Rosa sabia jogar com as palavras em seu conjunto Bando dos Tangarás e Angenor de Oliveira, o Cartola, criava sambas pela malandragem, com a mesma mentalidade de subúrbio dos autores do Estácio. "Não se pode ignorar essa diferença de classe. O Noel nunca fez samba-enredo, como o Cartola, que compôs os primeiros da Mangueira, e ele trabalhou em cima de temas da classe média que são atuais até hoje. Há um samba dele (com Vadico), Pra Que Mentir, que se o Chico Buarque assinasse todo mundo diria que é dele", diz o jornalista e pesquisador José Ramos Tinhorão.
É importante a ressalva de que a primeira fase de Cartola era marcada por grande simplicidade, com sambas rasteiros. As maravilhas que o eternizariam como um dos maiores compositores da música popular brasileira viriam em sua retomada, a partir dos anos 1970. "Se você ouve as letras da primeira fase e compara com as da volta, vai pensar que foram feitas por outra pessoa. Ele conviveu com o Sérgio Porto, mas não foi fazer nenhum curso, tinha uma sofisticação natural, um exemplo raro, voltou como um poeta", diz Tinhorão.
Encontros inusitados do centenário de Noel
Na música, seguindo a máxima dos parnasianos, ainda hoje muita gente que não tem conteúdo abusa da forma. Até o início dos anos 1930, grande parte das composições brasileiras era marcada justamente por um rebuscamento exagerado. O quadro começou a mudar quando o coloquialismo deu um chega pra lá nos rococós e, temas, como o amor - e verdadeiras crônicas sociais, com descrições dos tipos da época -, passaram a ser tratados com uma linguagem mais simples e objetiva.
Muitos contribuíram com grande parcela, como os compositores do Estácio, entre eles, Ismael Silva, Bide, Mano Edgard e Brancura, além de Marçal, Sinhô e Joubert de Carvalho - muitos revelados ao público pelas vozes de Francisco Alves, Mario Reis e Carmen Miranda, na Era de Ouro do rádio. Inegavelmente, o nome de maior destaque foi Noel Rosa, responsável por fazer com que o samba do subúrbio e do morro vestisse o summer mais simples e elegante descesse aos salões da alta sociedade.
O centenário de nascimento dele é comemorado no dia 11 de dezembro, mas as homenagens a um dos nomes mais importantes da música popular brasileira tiveram início ainda no começo do ano. Depois do merecido tributo prestado pela Vila Isabel, no carnaval, com o enredo Noel: A Presença do Poeta da Vila, outros eventos pipocaram pelo País em 2010 e agora o compositor é lembrado em uma série de shows no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo.
Com curadoria de Luís Filipe de Lima, o projeto Noel Rosa - Um Novo Século é realizado com shows sempre às terças e teve início na semana passada, com apresentação de Jards Macalé e a banda performática carioca Brasov.
As misturas são sempre inusitadas e, nesta terça, será a vez de Paulo Miklos ser acompanhado pelo Quinteto em Branco e Preto. Depois, a série segue com Marina de La Riva e o pianista Benjamin Taubkin (7/12) e uma grande turma de talentos formada por Kassin, Moreno Veloso, Domenico Lancelotti, Pedro Sá e o próprio Luís Filipe de Lima (14/12). "A ideia foi reunir intérpretes menos próximos da matriz e da órbita imediata do Noel. Queremos mostrar que a obra dele está muito viva, com grande poder de comunicação até hoje. Homenageá-lo no centenário é praticamente uma obrigação cívica", diz Luís Filipe.
A curadoria, seguramente, está em boas mãos, já que a ligação dele com a obra de Noel existe há tempos. Além de se aproximar dos temas do compositor de Vila Isabel desde os tempos em que começou a estudar música, Luís Filipe foi o responsável pela direção musical da peça Noel Rosa - O Poeta da Vila e Seus Amores (1999), assinou a trilha do filme Noel - O Poeta da Vila (2006) e, com a de agora, já dirigiu 11 séries no CCBB, em homenagens a Lamartine Babo, Ismael Silva, Carmen Miranda, entre outros nomes.
Nas quatro apresentações, a intenção não é traçar um panorama biográfico e histórico sobre vida e obra de Noel com um espírito didático. A única exceção, que aparecerá no show de Marina de La Riva e Benjamin Taubkin, é um trecho em que é ressaltada a qualidade de Noel como melodista, com toda a influência exercida sobre o poeta por meio das parcerias com outro gênio, que também completaria 100 anos em 2010, mas infelizmente é pouco lembrado do público, o pianista e compositor Osvaldo Gogliano, o Vadico.
A principal preocupação foi não repetir o repertório, tarefa difícil diante de um cardápio de mais de 300 canções compostas em uma vida de 26 anos, interrompida pela tuberculose. "Eu conheço o Noel desde antes de formar os Titãs. Quando recebi o convite pensei em me orientar pelas gravações antigas, que são as que eu mais gosto. A princípio, pensei em cantar as canções mais obscuras do Noel, mas acabei equilibrando o repertório, tinha que saborear os clássicos, ele foi um grande hitmaker", conta Paulo Miklos.
Clássicos. Os clássicos a que ele se refere, presentes na apresentação da próxima terça, são, por exemplo, Fita Amarela, Com Que Roupa?, Feitio de Oração, Tarzan, o Filho do Alfaiate, Tipo Zero, Positivismo, Onde Está a Honestidade, Palpite Infeliz, Último Desejo, As Pastorinhas, entre outros.
A parceria de Miklos com o Quinteto em Branco e Preto não é nenhuma novidade. O cantor e compositor se encantou com o grupo de São Paulo no ano passado, quando foi acompanhado pelos rapazes ao aparecer cantando em uma churrascaria no premiado filme É Proibido Fumar. A partir dali, ele ficou maravilhado com o talento de Magnu Sousá, Maurílio de Oliveira e companhia e foi conhecer a fundo aquele universo musical, frequentando inclusive o reduto do Samba da Vela.
Aproveitando o novo encontro com o quinteto, Miklos convidou Alex Miranda, da Trator Filmes, e vai registrar as apresentações pensando em fazer um documentário. "O Noel é o centro da história e tem o registro do encontro com o quinteto. Ainda não está claro na minha cabeça o que isso vai virar, mas eu não gostaria de fazer algo biográfico, histórico, chato. Quero registrar isso com uma visão artística, mais aberta", conta Miklos.
Noel Rosa - Um Novo Século. CCBB. Rua Álvares Penteado, 112, Centro, 3113-3651. 3ª, 13h e 19h30. R$ 6. Até 14/12.
Trinta anos da morte de Cartola e seu eterno legado
De quase todos parceiros e amigos que conviveram com ele, a pergunta é a mesma: "Já faz tanto tempo assim? Meu Deus." A resposta é sim. Hoje, completam-se 30 anos da morte de Angenor de Oliveira, o mestre Cartola, e o espanto das pessoas próximas ao sambista é natural. A obra do fundador da Estação Primeira de Mangueira é tão atemporal que nem parece que ele se foi há três décadas.
Com um legado intangível não apenas para o samba, mas para a música brasileira em geral, ele teve temas regravados por uma lista infindável de artistas respeitados, como Elis Regina, Paulinho da Viola, Jair Rodrigues, Nelson Gonçalves, Zeca Pagodinho, Eumir Deodato, Joel Nascimento, Ney Matogrosso, Cazuza, Beth Carvalho, entre tantos outros.
Hoje ele tem muito mais reconhecimento do que em vida. Para se ter uma ideia, durante um período de sua carreira, sempre com seus típicos óculos escuros, praticamente anônimo, servia cafezinho no Ministério da Indústria e Comércio. Viveu um período de ostracismo no meio da década de 70, até voltar à tona com um sucesso arrebatador. "Em 74, ele estava sumido, muita gente pensava que ele tinha morrido. Eu fui até o morro da Mangueira, na casa dele, e perguntei se tinha músicas inéditas que eu queria gravar. Ele me mostrou inéditas como As Rosas Não Falam, O Mundo É Um Moinho e Corra e Olha o Céu. Eu gravei e logo depois saiu o disco dele com esses sucessos. Tivemos uma relação de pai e filha. O Cartola dizia que eu era a melhor intérprete das músicas dele", lembra Beth Carvalho.
Outro a ter uma convivência estreita com o sambista, "de padrinho e afilhado", foi o poeta, compositor e produtor Hermínio Bello de Carvalho. "Eu o conheci em 1962 e vi o Zicartola nascer. Era uma tentativa de amigos e admiradores de Carola e Zica de fazê-los sair da pobreza em que viviam. Minha amizade com o casal se estreitou, e fui convidado para ser o padrinho de casamento dos dois. Eu fui um ouvinte privilegiado de algumas inéditas feitas por ele, como Acontece, Autonomia, As Rosas Não Falam e O Mundo É Um Moinho", lembra o parceiro de Cartola e Carlos Cachaça na antológica Alvorada.
"Quando ele morreu, Zica fez chegar às minhas mãos o ‘anel de sambista’ que Cartola sempre usava e deixou com a instrução de que me fosse entregue. Hoje está, de empréstimo, na sede do Centro Cultural Cartola", recorda Hermínio.
Aliás, foi ele quem levou Paulinho da Viola ao bar e o apresentou a Cartola, em 1964. "Certa vez, em um programa de televisão, perguntaram a ele quem poderia ser seu sucessor. Ele disse que era eu. Para mim, foi uma honraria, não estou à altura de ser sucessor do Cartola. É voz corrente que ele era uma pessoa especial, com toda a obra que deixou, com muito lirismo e poesia. Eu agradeço muito ao Cartola por todo apoio, generosidade e incentivo que me deu", diz Paulinho da Viola.
O círculo de amizades não parou por ali e foi também no Zicartola que Paulinho conheceu Elton Medeiros, com quem faria belos sambas e que já era parceiro de Cartola em temas imortalizados até hoje, como O Sol Nascerá (A Sorrir) e Peito Vazio. "Eu me considero um aluno do Cartola. Já que a vida é feita de música, ele me ensinou a viver. Aprendi muito com ele, que deixou como legado o exemplo de como se construir uma música brasileira de qualidade. Isso tudo o transformou em um imortal do samba", diz Elton Medeiros.
A encíclica do samba reza que as obras de dois pilares da música popular brasileira sejam lembradas hoje. O centenário de Noel Rosa comemora-se apenas no dia 11 de dezembro, mas nesta terça-feira - mesmo dia em que se completam 30 anos da morte de Cartola -, as composições do Poeta da Vila serão homenageadas em releituras de um projeto no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB-SP).
Confira notícia sobre morte de Cartola na página do 'Estado'
Embora contemporâneos, eles revolucionaram o cancioneiro nacional em períodos diferentes. É bem verdade que se conheceram, conviveram e até compuseram juntos no início da década de 1930, mas cada um seguia seu caminho, naturalmente, por serem de origens distintas.
Ao passo que Cartola vivia no morro de Mangueira, em meio a trabalhadores pobres, no fim dos anos 1920, desfilando com o Grupo dos Arengueiros (no sentido de bagunceiros e arruaceiros), Noel vinha de uma família de classe média, foi aluno do colégio de padres São Bento, um ginásio de elite que o levaria posteriormente a estudar Medicina.
A formação diferente influenciou diretamente no estilo das composições dos dois. Noel de Medeiros Rosa sabia jogar com as palavras em seu conjunto Bando dos Tangarás e Angenor de Oliveira, o Cartola, criava sambas pela malandragem, com a mesma mentalidade de subúrbio dos autores do Estácio. "Não se pode ignorar essa diferença de classe. O Noel nunca fez samba-enredo, como o Cartola, que compôs os primeiros da Mangueira, e ele trabalhou em cima de temas da classe média que são atuais até hoje. Há um samba dele (com Vadico), Pra Que Mentir, que se o Chico Buarque assinasse todo mundo diria que é dele", diz o jornalista e pesquisador José Ramos Tinhorão.
É importante a ressalva de que a primeira fase de Cartola era marcada por grande simplicidade, com sambas rasteiros. As maravilhas que o eternizariam como um dos maiores compositores da música popular brasileira viriam em sua retomada, a partir dos anos 1970. "Se você ouve as letras da primeira fase e compara com as da volta, vai pensar que foram feitas por outra pessoa. Ele conviveu com o Sérgio Porto, mas não foi fazer nenhum curso, tinha uma sofisticação natural, um exemplo raro, voltou como um poeta", diz Tinhorão.
Encontros inusitados do centenário de Noel
Na música, seguindo a máxima dos parnasianos, ainda hoje muita gente que não tem conteúdo abusa da forma. Até o início dos anos 1930, grande parte das composições brasileiras era marcada justamente por um rebuscamento exagerado. O quadro começou a mudar quando o coloquialismo deu um chega pra lá nos rococós e, temas, como o amor - e verdadeiras crônicas sociais, com descrições dos tipos da época -, passaram a ser tratados com uma linguagem mais simples e objetiva.
Muitos contribuíram com grande parcela, como os compositores do Estácio, entre eles, Ismael Silva, Bide, Mano Edgard e Brancura, além de Marçal, Sinhô e Joubert de Carvalho - muitos revelados ao público pelas vozes de Francisco Alves, Mario Reis e Carmen Miranda, na Era de Ouro do rádio. Inegavelmente, o nome de maior destaque foi Noel Rosa, responsável por fazer com que o samba do subúrbio e do morro vestisse o summer mais simples e elegante descesse aos salões da alta sociedade.
O centenário de nascimento dele é comemorado no dia 11 de dezembro, mas as homenagens a um dos nomes mais importantes da música popular brasileira tiveram início ainda no começo do ano. Depois do merecido tributo prestado pela Vila Isabel, no carnaval, com o enredo Noel: A Presença do Poeta da Vila, outros eventos pipocaram pelo País em 2010 e agora o compositor é lembrado em uma série de shows no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo.
Com curadoria de Luís Filipe de Lima, o projeto Noel Rosa - Um Novo Século é realizado com shows sempre às terças e teve início na semana passada, com apresentação de Jards Macalé e a banda performática carioca Brasov.
As misturas são sempre inusitadas e, nesta terça, será a vez de Paulo Miklos ser acompanhado pelo Quinteto em Branco e Preto. Depois, a série segue com Marina de La Riva e o pianista Benjamin Taubkin (7/12) e uma grande turma de talentos formada por Kassin, Moreno Veloso, Domenico Lancelotti, Pedro Sá e o próprio Luís Filipe de Lima (14/12). "A ideia foi reunir intérpretes menos próximos da matriz e da órbita imediata do Noel. Queremos mostrar que a obra dele está muito viva, com grande poder de comunicação até hoje. Homenageá-lo no centenário é praticamente uma obrigação cívica", diz Luís Filipe.
A curadoria, seguramente, está em boas mãos, já que a ligação dele com a obra de Noel existe há tempos. Além de se aproximar dos temas do compositor de Vila Isabel desde os tempos em que começou a estudar música, Luís Filipe foi o responsável pela direção musical da peça Noel Rosa - O Poeta da Vila e Seus Amores (1999), assinou a trilha do filme Noel - O Poeta da Vila (2006) e, com a de agora, já dirigiu 11 séries no CCBB, em homenagens a Lamartine Babo, Ismael Silva, Carmen Miranda, entre outros nomes.
Nas quatro apresentações, a intenção não é traçar um panorama biográfico e histórico sobre vida e obra de Noel com um espírito didático. A única exceção, que aparecerá no show de Marina de La Riva e Benjamin Taubkin, é um trecho em que é ressaltada a qualidade de Noel como melodista, com toda a influência exercida sobre o poeta por meio das parcerias com outro gênio, que também completaria 100 anos em 2010, mas infelizmente é pouco lembrado do público, o pianista e compositor Osvaldo Gogliano, o Vadico.
A principal preocupação foi não repetir o repertório, tarefa difícil diante de um cardápio de mais de 300 canções compostas em uma vida de 26 anos, interrompida pela tuberculose. "Eu conheço o Noel desde antes de formar os Titãs. Quando recebi o convite pensei em me orientar pelas gravações antigas, que são as que eu mais gosto. A princípio, pensei em cantar as canções mais obscuras do Noel, mas acabei equilibrando o repertório, tinha que saborear os clássicos, ele foi um grande hitmaker", conta Paulo Miklos.
Clássicos. Os clássicos a que ele se refere, presentes na apresentação da próxima terça, são, por exemplo, Fita Amarela, Com Que Roupa?, Feitio de Oração, Tarzan, o Filho do Alfaiate, Tipo Zero, Positivismo, Onde Está a Honestidade, Palpite Infeliz, Último Desejo, As Pastorinhas, entre outros.
A parceria de Miklos com o Quinteto em Branco e Preto não é nenhuma novidade. O cantor e compositor se encantou com o grupo de São Paulo no ano passado, quando foi acompanhado pelos rapazes ao aparecer cantando em uma churrascaria no premiado filme É Proibido Fumar. A partir dali, ele ficou maravilhado com o talento de Magnu Sousá, Maurílio de Oliveira e companhia e foi conhecer a fundo aquele universo musical, frequentando inclusive o reduto do Samba da Vela.
Aproveitando o novo encontro com o quinteto, Miklos convidou Alex Miranda, da Trator Filmes, e vai registrar as apresentações pensando em fazer um documentário. "O Noel é o centro da história e tem o registro do encontro com o quinteto. Ainda não está claro na minha cabeça o que isso vai virar, mas eu não gostaria de fazer algo biográfico, histórico, chato. Quero registrar isso com uma visão artística, mais aberta", conta Miklos.
Noel Rosa - Um Novo Século. CCBB. Rua Álvares Penteado, 112, Centro, 3113-3651. 3ª, 13h e 19h30. R$ 6. Até 14/12.
Trinta anos da morte de Cartola e seu eterno legado
De quase todos parceiros e amigos que conviveram com ele, a pergunta é a mesma: "Já faz tanto tempo assim? Meu Deus." A resposta é sim. Hoje, completam-se 30 anos da morte de Angenor de Oliveira, o mestre Cartola, e o espanto das pessoas próximas ao sambista é natural. A obra do fundador da Estação Primeira de Mangueira é tão atemporal que nem parece que ele se foi há três décadas.
Com um legado intangível não apenas para o samba, mas para a música brasileira em geral, ele teve temas regravados por uma lista infindável de artistas respeitados, como Elis Regina, Paulinho da Viola, Jair Rodrigues, Nelson Gonçalves, Zeca Pagodinho, Eumir Deodato, Joel Nascimento, Ney Matogrosso, Cazuza, Beth Carvalho, entre tantos outros.
Hoje ele tem muito mais reconhecimento do que em vida. Para se ter uma ideia, durante um período de sua carreira, sempre com seus típicos óculos escuros, praticamente anônimo, servia cafezinho no Ministério da Indústria e Comércio. Viveu um período de ostracismo no meio da década de 70, até voltar à tona com um sucesso arrebatador. "Em 74, ele estava sumido, muita gente pensava que ele tinha morrido. Eu fui até o morro da Mangueira, na casa dele, e perguntei se tinha músicas inéditas que eu queria gravar. Ele me mostrou inéditas como As Rosas Não Falam, O Mundo É Um Moinho e Corra e Olha o Céu. Eu gravei e logo depois saiu o disco dele com esses sucessos. Tivemos uma relação de pai e filha. O Cartola dizia que eu era a melhor intérprete das músicas dele", lembra Beth Carvalho.
Outro a ter uma convivência estreita com o sambista, "de padrinho e afilhado", foi o poeta, compositor e produtor Hermínio Bello de Carvalho. "Eu o conheci em 1962 e vi o Zicartola nascer. Era uma tentativa de amigos e admiradores de Carola e Zica de fazê-los sair da pobreza em que viviam. Minha amizade com o casal se estreitou, e fui convidado para ser o padrinho de casamento dos dois. Eu fui um ouvinte privilegiado de algumas inéditas feitas por ele, como Acontece, Autonomia, As Rosas Não Falam e O Mundo É Um Moinho", lembra o parceiro de Cartola e Carlos Cachaça na antológica Alvorada.
"Quando ele morreu, Zica fez chegar às minhas mãos o ‘anel de sambista’ que Cartola sempre usava e deixou com a instrução de que me fosse entregue. Hoje está, de empréstimo, na sede do Centro Cultural Cartola", recorda Hermínio.
Aliás, foi ele quem levou Paulinho da Viola ao bar e o apresentou a Cartola, em 1964. "Certa vez, em um programa de televisão, perguntaram a ele quem poderia ser seu sucessor. Ele disse que era eu. Para mim, foi uma honraria, não estou à altura de ser sucessor do Cartola. É voz corrente que ele era uma pessoa especial, com toda a obra que deixou, com muito lirismo e poesia. Eu agradeço muito ao Cartola por todo apoio, generosidade e incentivo que me deu", diz Paulinho da Viola.
O círculo de amizades não parou por ali e foi também no Zicartola que Paulinho conheceu Elton Medeiros, com quem faria belos sambas e que já era parceiro de Cartola em temas imortalizados até hoje, como O Sol Nascerá (A Sorrir) e Peito Vazio. "Eu me considero um aluno do Cartola. Já que a vida é feita de música, ele me ensinou a viver. Aprendi muito com ele, que deixou como legado o exemplo de como se construir uma música brasileira de qualidade. Isso tudo o transformou em um imortal do samba", diz Elton Medeiros.
Folha - Cantora Pink quer dar nome de uísque a bebê
DE SÃO PAULO
A cantora Pink, grávida de quatro meses, disse em entrevista a um programa de televisão que está pensando em dar o nome da marca de uísque Jameson ao seu bebê.
Embora Pink não saiba o sexo do bebê, ela diz que dará o nome tanto se for menina como menino.
"O nome do meu pai é James, e meu irmão é Jason", explicou Pink. "[Meu marido, Carey Hart, e eu] somos irlandeses, gostamos de uísque. Não tem segredo".
A cantora Pink, grávida de quatro meses, disse em entrevista a um programa de televisão que está pensando em dar o nome da marca de uísque Jameson ao seu bebê.
Embora Pink não saiba o sexo do bebê, ela diz que dará o nome tanto se for menina como menino.
"O nome do meu pai é James, e meu irmão é Jason", explicou Pink. "[Meu marido, Carey Hart, e eu] somos irlandeses, gostamos de uísque. Não tem segredo".
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Destaques dos Jornais 29/11/2010
Estado de São Paulo
"Dom Salvador apresenta CD inédito no Copa Fest, no Rio".
Folha de São Paulo
"Segunda edição do Choro Jazz Jericoacoara espalha música pela areia".
"Carlinhos Brown lança dois novos discos de samba e pop".
Jornal da Tarde
"30 anos sem Cartola não impede inspiração".
"Gadú diz não ter nenhum tipo de preconceito".
Jornal do Brasil
"Morre aos 84 anos o ator canadense Leslie Nielsen".
"Dom Salvador apresenta CD inédito no Copa Fest, no Rio".
Folha de São Paulo
"Segunda edição do Choro Jazz Jericoacoara espalha música pela areia".
"Carlinhos Brown lança dois novos discos de samba e pop".
Jornal da Tarde
"30 anos sem Cartola não impede inspiração".
"Gadú diz não ter nenhum tipo de preconceito".
Jornal do Brasil
"Morre aos 84 anos o ator canadense Leslie Nielsen".
Estadão - Dom Salvador apresenta CD inédito no Copa Fest, no Rio
AE - Agência Estado
Na virada da década de 1940 para a de 50, o quarteto As Irmãs Silva - anônimo na história da música brasileira até hoje - levava a vida em Rio Claro, no interior de São Paulo, cantando temas entoados pelos Anjos do Inferno, Quatro Ases e Um Coringa e pelo Bando da Lua. Elas e Paulo, que atacava no saxofone e depois no contrabaixo, influenciaram e descobriram que o irmão Salvador da Silva Filho levava jeito batucando na mesa. Foi o bastante para ele sair no carnaval e na rádio tocando repique. Depois, ainda foi ter aulas de bateria com o professor Emilio, que partiu para São Carlos, deixando o garoto sem um tutor musical. Ao léu nas baquetas, a opção foi aprender piano, mesmo sem ter o instrumento em casa.
Neste fim de semana, no Copa Fest, com quase meio século consagrado no meio musical como Dom Salvador, o início de sua vida musical na percussão mostrou-se novamente fundamental no tipo de som que ele faz ainda hoje. Aos 72 anos, em um show de mais de duas horas, Dom Salvador atestou ser um rei do ritmo, desfilando suas melodias e harmonias batucando no piano.
Radicado em Nova York desde 1973 , fazia 45 anos desde a última vez que Dom Salvador havia tocado no Copacabana Palace. Na ocasião, o show marcava a despedida do amigo e baterista Dom Um Romão para os Estados Unidos. É difícil imaginar, mas o encontro conseguiu reunir Elis Regina, Jorge Ben, César Camargo Mariano, Paulo Moura, J.T. Meirelles e o Copa 5, Tenório Jr., o Zimbo e o Tamba Trio, além de outros músicos da pesada. Até o início dos anos 1970, Dom Salvador já tinha tocado ao lado de toda essa turma e muito mais, carregando consigo o orgulho de ter participado do último disco gravado por Pixinguinha.
Com tanta bagagem, impressiona que ainda hoje Dom Salvador mantenha uma simplicidade latente. Tem até vergonha de, durante o show, ter de anunciar ao público que na saída haverá venda de seu disco. "Fica meio estranho eu ficar me vendendo, falando de mim", diz em conversa com os músicos de sua banda.
No show, iniciado na noite de sábado e que invadiu a madrugada de ontem, acompanhado de seu competente sexteto, Dom Salvador tocou músicas já conhecidas de sua carreira - como "Salvation Army", com direito a introdução em piano solo com "Trenzinho Caipira", de Villa-Lobos, e a destacada e pegada "Gafieira" -, além de mostrar os temas de seu mais novo disco, "The Art of Samba Jazz", ainda nem lançado nos Estados Unidos e ouvido em primeira mão pelo Estado.
No álbum, regravações da própria "Gafieira" e "Depois da Chuva", registradas anteriormente no LP "Rio Claro Suíte"; "Moeda, Reza e Cor", do clássico "Som, Sangue e Raça" (1971), com o conjunto Abolição e também "Dom Salvador" (1969), e "Meu Fraco É Café Forte", do disco "Rio 65 Trio" (formação lendária com ele no piano, Edison Machado, na bateria, e Sérgio Barrozo, no baixo), além de outro belos temas, como "Indian River" e "Para Elis", em homenagem a Elis Regina. "Compus essa música em 1968. Ia dar para o Agostinho dos Santos, mas nem tinha letra. Eu trabalhei com a Elis no Rio, que chegou a me mandar uma carta me convidando para acompanhá-la no Fino da Bossa, e sempre tive vontade de homenageá-la", diz Dom Salvador. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Na virada da década de 1940 para a de 50, o quarteto As Irmãs Silva - anônimo na história da música brasileira até hoje - levava a vida em Rio Claro, no interior de São Paulo, cantando temas entoados pelos Anjos do Inferno, Quatro Ases e Um Coringa e pelo Bando da Lua. Elas e Paulo, que atacava no saxofone e depois no contrabaixo, influenciaram e descobriram que o irmão Salvador da Silva Filho levava jeito batucando na mesa. Foi o bastante para ele sair no carnaval e na rádio tocando repique. Depois, ainda foi ter aulas de bateria com o professor Emilio, que partiu para São Carlos, deixando o garoto sem um tutor musical. Ao léu nas baquetas, a opção foi aprender piano, mesmo sem ter o instrumento em casa.
Neste fim de semana, no Copa Fest, com quase meio século consagrado no meio musical como Dom Salvador, o início de sua vida musical na percussão mostrou-se novamente fundamental no tipo de som que ele faz ainda hoje. Aos 72 anos, em um show de mais de duas horas, Dom Salvador atestou ser um rei do ritmo, desfilando suas melodias e harmonias batucando no piano.
Radicado em Nova York desde 1973 , fazia 45 anos desde a última vez que Dom Salvador havia tocado no Copacabana Palace. Na ocasião, o show marcava a despedida do amigo e baterista Dom Um Romão para os Estados Unidos. É difícil imaginar, mas o encontro conseguiu reunir Elis Regina, Jorge Ben, César Camargo Mariano, Paulo Moura, J.T. Meirelles e o Copa 5, Tenório Jr., o Zimbo e o Tamba Trio, além de outros músicos da pesada. Até o início dos anos 1970, Dom Salvador já tinha tocado ao lado de toda essa turma e muito mais, carregando consigo o orgulho de ter participado do último disco gravado por Pixinguinha.
Com tanta bagagem, impressiona que ainda hoje Dom Salvador mantenha uma simplicidade latente. Tem até vergonha de, durante o show, ter de anunciar ao público que na saída haverá venda de seu disco. "Fica meio estranho eu ficar me vendendo, falando de mim", diz em conversa com os músicos de sua banda.
No show, iniciado na noite de sábado e que invadiu a madrugada de ontem, acompanhado de seu competente sexteto, Dom Salvador tocou músicas já conhecidas de sua carreira - como "Salvation Army", com direito a introdução em piano solo com "Trenzinho Caipira", de Villa-Lobos, e a destacada e pegada "Gafieira" -, além de mostrar os temas de seu mais novo disco, "The Art of Samba Jazz", ainda nem lançado nos Estados Unidos e ouvido em primeira mão pelo Estado.
No álbum, regravações da própria "Gafieira" e "Depois da Chuva", registradas anteriormente no LP "Rio Claro Suíte"; "Moeda, Reza e Cor", do clássico "Som, Sangue e Raça" (1971), com o conjunto Abolição e também "Dom Salvador" (1969), e "Meu Fraco É Café Forte", do disco "Rio 65 Trio" (formação lendária com ele no piano, Edison Machado, na bateria, e Sérgio Barrozo, no baixo), além de outro belos temas, como "Indian River" e "Para Elis", em homenagem a Elis Regina. "Compus essa música em 1968. Ia dar para o Agostinho dos Santos, mas nem tinha letra. Eu trabalhei com a Elis no Rio, que chegou a me mandar uma carta me convidando para acompanhá-la no Fino da Bossa, e sempre tive vontade de homenageá-la", diz Dom Salvador. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Folha - Segunda edição do Choro Jazz Jericoacoara espalha música pela areia
PARA A FOLHA
A vila de pescadores de Jericoacoara ou Jeri, assim alcunhada por seus moradores e fiéis frequentadores, terá cinco dias de shows, workshops e "canjas", com atrações imperdíveis, de graça.
O local, que fica no ponto mais setentrional da costa cearense, a 300 km de Fortaleza é uma APA (Área de Proteção Ambiental) situada no entorno do Parque Nacional de Jericoacoara. Seu acesso, por terra, só é possível utilizando-se veículos com tração nas quatro rodas, dada às condições da indefinida e mutante estrada de 20 km, entre dunas.
Com a expectativa de receber mais de 500 pessoas para o evento, medidas foram adotadas para garantir que o local não sofra impacto ambiental ou traga risco à população e aos seus muitos visitantes --na maioria estrangeiros.
"Haverá recipientes coletores para o lixo, banheiros químicos, ambulância e segurança suficiente para atender a todos", garantiu José Osmar Fonteles, secretário de Turismo e Meio Ambiente da Prefeitura de Jijoca de Jericoacoara, em entrevista à Folha, por telefone.
Idealizador e produtor do festival, o gaúcho Antonio Ivan Santos da Silva, 47, conhecido como "Capucho", disse à Folha, que "não tem sentido cobrar da população por isso".
"A música deve ser servida de graça, em Jeri, já que estão nos emprestando sua beleza natural como palco."
Por isso, não cobrará ingresso para nenhuma das atividades do evento orçado em R$ 448 mil para a sua realização.
O primeiro show será de Giuliano Eriston, 13, guitarrista, morador de Jeri, que despontou no evento passado ao participar de "canjas" que aconteceram nos bares, depois dos shows, ao lado de mestres como Arismar do Espírito Santo, Toninho Horta e o baixista Sisão Machado.
"Ele foi convidado a participar desta edição, como atração, por ser extremamente musical e ter atitude", explicou o produtor.
No time de craques e com muito mais experiência, está o polivalente acordeonista e compositor francês Richard Galliano, 59, apaixonado pela música brasileira, jazz, Bach (1685- 1750) e Sivuca (1930-2006) de quem foi amigo. Galliano pede a quem for escutá-lo que faça silêncio.
"Meu show é solo. Preciso disso", explicou, em entrevista à Folha, por telefone, de Ierevan, capital da Armênia, onde passou com sua turnê mundial. O músico prometeu interpretar algumas de suas composições como "Tango Pour Claude", "New York Tango", além de "Odeon", de Ernesto Nazareth (1863-1934), "Libertango", de Astor Piazzolla (1921-1992) e alguns standards de jazz escolhidos na hora.
"Canjas" musicais, nos bares e restaurantes da beira da praia, onde músicos se reúnem e tocam a vontade, estão garantidas no término dos shows.
Com um time de músicos virtuoses improvisando como este, impossível será recolher todas as notas musicais executadas, que devem ficar espalhadas pelas areias e arredores de Jeri, durante milênios. Estas jamais irão se decompor.
O jornalista CARLOS BOZZO JUNIOR viajou a convite da organização do festival
PROGRAMAÇÃO
Dia 30/11
Giuliano Eriston (CE) - 20h
Moderna Tradição (SP) - 21h.
Banda Mantiqueira (SP) - 23h
Dia 1/12
Trio Curupira (SP) - 21h
Manasses (CE) - 23h
Dia 2/12
Richard Galliano (França) - 21h
Rudy y Nini Flores com participação de Luiz Carlos Borges (Argentina/RS) - 23h
Dia 3/12
Dory Caymmi e Renato Braz (RJ/SP) - 21h
Joyce Moreno participação especial de Theo de Barros - 23h
Dia 4/12
Yamandú Costa (RS) - 21h
Hermeto Pascoal (AL) - 23h
OFICINAS/WORKSHOPS
Prática de Conjunto e Guitarra - Oficina com Arismar do Espírito Santo
Violão - Oficina com Maurício Carrilho
Violão - Oficina com Alessandro Penezzi
Piano - Oficina com André Marques
Composição - Oficina com Celso Viáfora
Sax - Oficina com Marcelo Bernardes
Panorama da MPB - Oficina com Pedro Aragão
Flauta - Oficina com Toninho Carrasqueira
Percussão - Oficina com Cleber Almeida
Bateria - Oficina com Márcio Bahia
A vila de pescadores de Jericoacoara ou Jeri, assim alcunhada por seus moradores e fiéis frequentadores, terá cinco dias de shows, workshops e "canjas", com atrações imperdíveis, de graça.
O local, que fica no ponto mais setentrional da costa cearense, a 300 km de Fortaleza é uma APA (Área de Proteção Ambiental) situada no entorno do Parque Nacional de Jericoacoara. Seu acesso, por terra, só é possível utilizando-se veículos com tração nas quatro rodas, dada às condições da indefinida e mutante estrada de 20 km, entre dunas.
Com a expectativa de receber mais de 500 pessoas para o evento, medidas foram adotadas para garantir que o local não sofra impacto ambiental ou traga risco à população e aos seus muitos visitantes --na maioria estrangeiros.
"Haverá recipientes coletores para o lixo, banheiros químicos, ambulância e segurança suficiente para atender a todos", garantiu José Osmar Fonteles, secretário de Turismo e Meio Ambiente da Prefeitura de Jijoca de Jericoacoara, em entrevista à Folha, por telefone.
Idealizador e produtor do festival, o gaúcho Antonio Ivan Santos da Silva, 47, conhecido como "Capucho", disse à Folha, que "não tem sentido cobrar da população por isso".
"A música deve ser servida de graça, em Jeri, já que estão nos emprestando sua beleza natural como palco."
Por isso, não cobrará ingresso para nenhuma das atividades do evento orçado em R$ 448 mil para a sua realização.
O primeiro show será de Giuliano Eriston, 13, guitarrista, morador de Jeri, que despontou no evento passado ao participar de "canjas" que aconteceram nos bares, depois dos shows, ao lado de mestres como Arismar do Espírito Santo, Toninho Horta e o baixista Sisão Machado.
"Ele foi convidado a participar desta edição, como atração, por ser extremamente musical e ter atitude", explicou o produtor.
No time de craques e com muito mais experiência, está o polivalente acordeonista e compositor francês Richard Galliano, 59, apaixonado pela música brasileira, jazz, Bach (1685- 1750) e Sivuca (1930-2006) de quem foi amigo. Galliano pede a quem for escutá-lo que faça silêncio.
"Meu show é solo. Preciso disso", explicou, em entrevista à Folha, por telefone, de Ierevan, capital da Armênia, onde passou com sua turnê mundial. O músico prometeu interpretar algumas de suas composições como "Tango Pour Claude", "New York Tango", além de "Odeon", de Ernesto Nazareth (1863-1934), "Libertango", de Astor Piazzolla (1921-1992) e alguns standards de jazz escolhidos na hora.
"Canjas" musicais, nos bares e restaurantes da beira da praia, onde músicos se reúnem e tocam a vontade, estão garantidas no término dos shows.
Com um time de músicos virtuoses improvisando como este, impossível será recolher todas as notas musicais executadas, que devem ficar espalhadas pelas areias e arredores de Jeri, durante milênios. Estas jamais irão se decompor.
O jornalista CARLOS BOZZO JUNIOR viajou a convite da organização do festival
PROGRAMAÇÃO
Dia 30/11
Giuliano Eriston (CE) - 20h
Moderna Tradição (SP) - 21h.
Banda Mantiqueira (SP) - 23h
Dia 1/12
Trio Curupira (SP) - 21h
Manasses (CE) - 23h
Dia 2/12
Richard Galliano (França) - 21h
Rudy y Nini Flores com participação de Luiz Carlos Borges (Argentina/RS) - 23h
Dia 3/12
Dory Caymmi e Renato Braz (RJ/SP) - 21h
Joyce Moreno participação especial de Theo de Barros - 23h
Dia 4/12
Yamandú Costa (RS) - 21h
Hermeto Pascoal (AL) - 23h
OFICINAS/WORKSHOPS
Prática de Conjunto e Guitarra - Oficina com Arismar do Espírito Santo
Violão - Oficina com Maurício Carrilho
Violão - Oficina com Alessandro Penezzi
Piano - Oficina com André Marques
Composição - Oficina com Celso Viáfora
Sax - Oficina com Marcelo Bernardes
Panorama da MPB - Oficina com Pedro Aragão
Flauta - Oficina com Toninho Carrasqueira
Percussão - Oficina com Cleber Almeida
Bateria - Oficina com Márcio Bahia
Folha - Carlinhos Brown lança dois novos discos de samba e pop
DE SÃO PAULO
Tal qual fez, em 2006, sua colega de Tribalistas Marisa Monte, o profuso Carlinhos Brown coloca na praça dois álbuns simultâneos --um deles, talhado sob preceitos da tradição do samba; outro, guiado pela excitação pop.
Ouça trechos das músicas "Centro da saudade" e "Mãos Denhas" ( do álbum "Diminuto") e "Agora I Love You" e "Desde" (do álbum "Adobró"):
"Diminuto" e "Adobró" foram produzidos em apenas quatro meses. Suas 20 faixas, pinçadas de uma pré-seleção de 120 inéditas do compositor. Ele afirma que tem, no baú, mais de 500 prontas.
"Eu não escolho a música que passa por mim --ela me escolhe. Estou fazendo uma música pesada, saio para tomar água e volto com uma música suave", diz. "A gente tem dois ouvidos, é estéreo, não temos um sentimento só para colocar para fora."
Transitando também pelo pagode à Originais do Samba, "Diminuto" percorre a raiz de Candeia, Monsueto, Batatinha, Caymmi. Há parceria com os Tribalistas Marisa e Arnaldo Antunes e participação de Chico Buarque (lendo o texto "Suor Caseiro", do próprio Brown).
"Adobró" é a voz sincrética do percussionista que ele sempre foi, misturando linguagem iorubá, o nosso português e o de Angola --o que o compositor define como "uma saudade das festas de infância, que eram trilingues, eram as minhas raves".
Há inglês também. Muito. Como sempre, vem costurado aos outros idiomas pelo fio sonoro, sensorial.
Na faixa "Tantinho", por exemplo, tudo se mistura. Intercalado entre versos em português, o refrão cola iorubá e inglês: "Decundé Odá/ Odara, Odara, Thiririri, Yara/ Oh, Oh Yeah!".
Essa maneira um tanto nonsense com que Brown constrói desde sempre suas letras já virou sua marca. A inconsciência, ele diz, comanda todo trabalho. "Escrevo como se tivesse tocando timbau. Percussão, não se pensa. Se pensar, esfria. Escrita também tem disso", diz.
Para ele, as palavras não precisam existir no dicionário para fazer sentido. "São imagens melódicas e rítmicas que acessam outras coisas no nosso pensamento. E trazem prazer. O acaso se encarrega, dentro da melodia, de que cada ouvinte encontre seus sentidos pessoais."
DIMINUTO e ADOBRÓ
ARTISTA Carlinhos Brown
LANÇAMENTO Candyall Music/Sony
QUANTO R$ 24,90 (cada disco)
Tal qual fez, em 2006, sua colega de Tribalistas Marisa Monte, o profuso Carlinhos Brown coloca na praça dois álbuns simultâneos --um deles, talhado sob preceitos da tradição do samba; outro, guiado pela excitação pop.
Ouça trechos das músicas "Centro da saudade" e "Mãos Denhas" ( do álbum "Diminuto") e "Agora I Love You" e "Desde" (do álbum "Adobró"):
"Diminuto" e "Adobró" foram produzidos em apenas quatro meses. Suas 20 faixas, pinçadas de uma pré-seleção de 120 inéditas do compositor. Ele afirma que tem, no baú, mais de 500 prontas.
"Eu não escolho a música que passa por mim --ela me escolhe. Estou fazendo uma música pesada, saio para tomar água e volto com uma música suave", diz. "A gente tem dois ouvidos, é estéreo, não temos um sentimento só para colocar para fora."
Transitando também pelo pagode à Originais do Samba, "Diminuto" percorre a raiz de Candeia, Monsueto, Batatinha, Caymmi. Há parceria com os Tribalistas Marisa e Arnaldo Antunes e participação de Chico Buarque (lendo o texto "Suor Caseiro", do próprio Brown).
"Adobró" é a voz sincrética do percussionista que ele sempre foi, misturando linguagem iorubá, o nosso português e o de Angola --o que o compositor define como "uma saudade das festas de infância, que eram trilingues, eram as minhas raves".
Há inglês também. Muito. Como sempre, vem costurado aos outros idiomas pelo fio sonoro, sensorial.
Na faixa "Tantinho", por exemplo, tudo se mistura. Intercalado entre versos em português, o refrão cola iorubá e inglês: "Decundé Odá/ Odara, Odara, Thiririri, Yara/ Oh, Oh Yeah!".
Essa maneira um tanto nonsense com que Brown constrói desde sempre suas letras já virou sua marca. A inconsciência, ele diz, comanda todo trabalho. "Escrevo como se tivesse tocando timbau. Percussão, não se pensa. Se pensar, esfria. Escrita também tem disso", diz.
Para ele, as palavras não precisam existir no dicionário para fazer sentido. "São imagens melódicas e rítmicas que acessam outras coisas no nosso pensamento. E trazem prazer. O acaso se encarrega, dentro da melodia, de que cada ouvinte encontre seus sentidos pessoais."
DIMINUTO e ADOBRÓ
ARTISTA Carlinhos Brown
LANÇAMENTO Candyall Music/Sony
QUANTO R$ 24,90 (cada disco)
JT - 30 anos sem Cartola não impede inspiração
Jornal da Tarde
Cartola só estudou até o primário, viveu na pobreza, no Morro da Mangueira, no Rio de Janeiro, e trabalhou, entre outras coisas, como servente de pedreiro. Nada disso o impediu de entrar para a história da música brasileira como um de seus maiores expoentes, autor de versos tão geniais quanto sublimes de As Rosas Não Falam.
Amanhã, completa-se 30 anos da morte do compositor que até hoje continua inspirando músicos das mais diferentes vertentes, desde o rock até o mangue-beat, passando, é claro, pelo samba. Otto, Paulo Miklos (do Titãs) e Max de Castro (filho de Wilson Simonal): donos de estilos tão diferentes, todos eles se dizem influenciados pela obra de Cartola e destacam a importância do sambista para a cultura nacional.
“Cartola faz parte dos arquitetos da música brasileira. Ele ajudou a fazer a ligação do morro com o asfalto”, diz Max de Castro, que compôs junto com o ex-baterista do O Rappa, Marcelo Yuka, a música Os Óculos Escuros de Cartola, em homenagem ao sambista e a todos os grandes compositores da música brasileira.
Batizado de Agenor de Oliveira, o músico recebeu o apelido de Cartola porque na época em que trabalhava como pedreiro, usava chapéu-coco para evitar que caísse cimento no cabelo. O apelido, no entanto, ficou. Até porque o sambista, por mais pobre que fosse, sempre foi reconhecido como uma pessoa que se trajava muito bem.
“Tenho uma recordação de Cartola como um homem bem vestido, sempre de óculos escuros e fumando um cigarro”, diz Max de Castro. Os óculos, Cartola usava para disfarçar uma deformação que tinha no nariz. “Tinha 12 anos quando comecei a ouvir Cartola e Nelson Cavaquinho. Eles são meus pais inspiradores”, lembra o pernambucano Otto. “É uma poesia num grau indiscutível”, completa.
Para Otto, as músicas favoritas de Cartola são O Mundo É Um Moinho, Acontece e Alvorada. “Elas são fenomenais. Até fiz uma música em homenagem a Cartola, batizada de Café Preto”, revela.
Pobreza
Cartola viveu boa parte da vida na pobreza e sua história é digna de filme. Em 1928, aos 20 anos, fundou junto com Carlos Cachaça e Zé Espinguela, a Estação Primeira de Mangueira, uma das mais tradicionais escolas de samba do Rio de Janeiro. Na década de 50, compôs para alguns músicos, mas nunca ganhou dinheiro.
Passou a beber e quase ficou viciado. Nesse período, passou a trabalhar como vigia e lavador de carros, até ser redescoberto pelo jornalista Sérgio Porto (o Stanislaw Ponte Preta). Nessa época, o músico era dado como desaparecido pelos amigos.
A descoberta de Porto colocou Cartola de volta sob os holofotes. Alguns anos depois, em parceria com sua segunda mulher, a Dona Zica, fundou o restaurante Zicartola, que virou um marco na história do samba. O local se tornou ponto de encontro de sambistas e compositores.
A relativa boa vida só viria na década de 70, quando gravou seu primeiro disco, Cartola, em 1974. “Eu adoro Cartola”, admite o músico Paulo Miklos, do Titãs. Filho de mãe carioca e pai paulista, ele lembra que, quando criança, costumava passar suas férias no Rio de Janeiro. Época em que entrou em contato com o samba e com o carnaval de rua – o que era diferente de São Paulo, pois aqui a folia ficava nos clubes.
As lembranças dos festivais na TV também são marcantes em sua memória. Das pessoas torcendo, se manifestando passionalmente em relação ao melhor artista. “Foi quando meus pais começaram a me dar os primeiros discos”, conta o músico.
Miklos tinha uns 8 anos quando descobriu a música popular brasileira e, junto com ela, a obra de Cartola. “Lembro muito dele na interpretação de Chico Buarque, Maria Bethânia. Em As Rosas não Falam, Cazuza botou seu coração ao cantá-la”, garante.
Mas foi no samba, principalmente, que Cartola arrebanhou mais seguidores. Nomes como Jorge Aragão, Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Dudu Nobre e Martinho da Vila praticamente cresceram ouvindo o músico. “Cartola é pop. Suas letras sobreviveram ao tempo. É diferente de Noel Rosa, por exemplo, que tem letras mais datadas. Acho que é por isso que Cartola continua vivo e influenciando gerações”, diz Max de Castro.
Cartola só estudou até o primário, viveu na pobreza, no Morro da Mangueira, no Rio de Janeiro, e trabalhou, entre outras coisas, como servente de pedreiro. Nada disso o impediu de entrar para a história da música brasileira como um de seus maiores expoentes, autor de versos tão geniais quanto sublimes de As Rosas Não Falam.
Amanhã, completa-se 30 anos da morte do compositor que até hoje continua inspirando músicos das mais diferentes vertentes, desde o rock até o mangue-beat, passando, é claro, pelo samba. Otto, Paulo Miklos (do Titãs) e Max de Castro (filho de Wilson Simonal): donos de estilos tão diferentes, todos eles se dizem influenciados pela obra de Cartola e destacam a importância do sambista para a cultura nacional.
“Cartola faz parte dos arquitetos da música brasileira. Ele ajudou a fazer a ligação do morro com o asfalto”, diz Max de Castro, que compôs junto com o ex-baterista do O Rappa, Marcelo Yuka, a música Os Óculos Escuros de Cartola, em homenagem ao sambista e a todos os grandes compositores da música brasileira.
Batizado de Agenor de Oliveira, o músico recebeu o apelido de Cartola porque na época em que trabalhava como pedreiro, usava chapéu-coco para evitar que caísse cimento no cabelo. O apelido, no entanto, ficou. Até porque o sambista, por mais pobre que fosse, sempre foi reconhecido como uma pessoa que se trajava muito bem.
“Tenho uma recordação de Cartola como um homem bem vestido, sempre de óculos escuros e fumando um cigarro”, diz Max de Castro. Os óculos, Cartola usava para disfarçar uma deformação que tinha no nariz. “Tinha 12 anos quando comecei a ouvir Cartola e Nelson Cavaquinho. Eles são meus pais inspiradores”, lembra o pernambucano Otto. “É uma poesia num grau indiscutível”, completa.
Para Otto, as músicas favoritas de Cartola são O Mundo É Um Moinho, Acontece e Alvorada. “Elas são fenomenais. Até fiz uma música em homenagem a Cartola, batizada de Café Preto”, revela.
Pobreza
Cartola viveu boa parte da vida na pobreza e sua história é digna de filme. Em 1928, aos 20 anos, fundou junto com Carlos Cachaça e Zé Espinguela, a Estação Primeira de Mangueira, uma das mais tradicionais escolas de samba do Rio de Janeiro. Na década de 50, compôs para alguns músicos, mas nunca ganhou dinheiro.
Passou a beber e quase ficou viciado. Nesse período, passou a trabalhar como vigia e lavador de carros, até ser redescoberto pelo jornalista Sérgio Porto (o Stanislaw Ponte Preta). Nessa época, o músico era dado como desaparecido pelos amigos.
A descoberta de Porto colocou Cartola de volta sob os holofotes. Alguns anos depois, em parceria com sua segunda mulher, a Dona Zica, fundou o restaurante Zicartola, que virou um marco na história do samba. O local se tornou ponto de encontro de sambistas e compositores.
A relativa boa vida só viria na década de 70, quando gravou seu primeiro disco, Cartola, em 1974. “Eu adoro Cartola”, admite o músico Paulo Miklos, do Titãs. Filho de mãe carioca e pai paulista, ele lembra que, quando criança, costumava passar suas férias no Rio de Janeiro. Época em que entrou em contato com o samba e com o carnaval de rua – o que era diferente de São Paulo, pois aqui a folia ficava nos clubes.
As lembranças dos festivais na TV também são marcantes em sua memória. Das pessoas torcendo, se manifestando passionalmente em relação ao melhor artista. “Foi quando meus pais começaram a me dar os primeiros discos”, conta o músico.
Miklos tinha uns 8 anos quando descobriu a música popular brasileira e, junto com ela, a obra de Cartola. “Lembro muito dele na interpretação de Chico Buarque, Maria Bethânia. Em As Rosas não Falam, Cazuza botou seu coração ao cantá-la”, garante.
Mas foi no samba, principalmente, que Cartola arrebanhou mais seguidores. Nomes como Jorge Aragão, Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Dudu Nobre e Martinho da Vila praticamente cresceram ouvindo o músico. “Cartola é pop. Suas letras sobreviveram ao tempo. É diferente de Noel Rosa, por exemplo, que tem letras mais datadas. Acho que é por isso que Cartola continua vivo e influenciando gerações”, diz Max de Castro.
JT - Gadú diz não ter nenhum tipo de preconceito
Jornal da Tarde
Há quatro anos, um apartamento de um quarto, próximo ao metrô São Judas, zona sul de São Paulo, casa de Mayra Duarte, era o ponto de encontro de amigos. De lá pra cá, ela mudou. Trocou de Estado, de vista, de nome. Não de amigos. “Não deixo ninguém pra trás”, diz.
Hoje, aos 24 anos, ela mora no Rio de Janeiro, com uma bela vista para a Lagoa Rodrigo de Freitas. A Mayra que tocava em bares pela capital paulista, agora faz shows com Caetano Veloso. O nome também mudou. Hoje, a moça atende por Maria Gadú. Lançando o primeiro DVD, Multishow Ao Vivo (R$ 34,90), um ano após o disco de estreia, ela convidou uma penca de amigos para participar da gravação.
A Mayra – ou Maria – gosta disso. Mistura um jeito moleque com estilo protetora. Em entrevista, porém, demora a se soltar e evita assuntos polêmicos. Confira:
Você parece tímida. Já se acostumou a dar entrevistas?
Quando as perguntas não são invasivas, fico de boa. Mas perguntam as mesmas coisas: “O que é Shimbalaiê?” Todo mundo já sabe que eu não sei o que quer dizer!
Mas o sucesso veio por conta da música ‘Shimbalaiê, né?
Sim. Uma música num veículo imenso, de abrangência nacional, num horário em que 90% da população está assistindo (na trilha sonora da novela Viver a Vida, da TV Globo). Eu tinha 10 anos quando fiz essa canção. Não dá para justificar minha atitude.
Seus amigos chamam você por Má, de Mayra, seu verdadeiro nome. Por que virou Maria?
Ah, porque o nome quem deu foi o meu pai. Não foi uma escolha minha. Acho que todo mundo tem o livre arbítrio de escolher o próprio nome. Sou contra essa coisa do pai dar um nome e você ter de conviver com ele a vida inteira.
Como é a sua vida no Rio? Tem tempo de ir à praia?
Não gosto de ficar conversando na areia. A casa fica cheia de areia, tudo cheio de areia. O cabelo cheio de areia. Me irrita! (risos).
Você também está em turnê com o Caetano Veloso. Como foi isso?
Há 2 anos, quando eu tocava aqui no Rio, em barzinhos, o Caetano foi ver. Sempre nos encontrávamos. Convidaram a gente para fazer uma inauguração da Globo. Pensei: “Puta que pariu, foda pra caralho!” Eu e ele estamos em turnê. Eu achei ruim, né? (risos).
Fãs suas imitam até seu estilo de se vestir. Tem essa preocupação de não se expor?
Não sou assim. Não uso drogas, não fico doidona na rua, não bebo, não caio, não brigo.
Quem são teus ídolos?
Todos. Gosto de música.
De Lady Gaga a Lou Reed?
Lady Gaga eu não gosto muito. Não gosto das letras. Não acho que muda a minha vida, não. Mas eu gosto de Calypso, de Belo…
E quando conheceu o trabalho da Marisa Monte?
Ouvia as músicas da minha avó, clássica e Nelson Gonçalves. Com a minha mãe, era Maria Bethânia, Chico… Ouvia também Sandy & Júnior. Conheci a Marisa Monte aos 11 anos. E me apaixonei.
Você já tinha o cabelo curto?
Velho, tive todos os cabelos que você pode imaginar: dread, rastafári, pintei de rosa, laranja, azul. Curto, longo. Raspei três vezes.
É comum as pessoas ligarem o seu nome ao tema da homossexualidade. Isso lhe irrita?
Não.
O que você fala sobre o assunto?
Eu não falo nada. Só digo: “Por que você precisa saber? Está dando em cima de mim? ” (risos). Mas normalmente as pessoas não me perguntam esse tipo de coisa.
Você tem problemas em dizer se é ou não é homossexual?
Isso não é um ponto principal. Não é um marco pra mim, nem tem que ser para ninguém. Eu gosto de pessoas, velho! Não tenho preconceito com nada. Eu sou muito livre. Respeito muito o tempo. Não preciso pontuar isso para ninguém, porque eu não pontuo para mim. Entende? É por isso que eu não tenho o que responder sobre esse assunto.
E filhos? Tem vontade de ter?
Ah, eu tenho. Não sei quando, nem em que circunstância. Acho a coisa do cuidar do outro sagrada.
Você canta algumas músicas em francês. Sabe falar a língua?
Um pouco. Meu pai é francês. O Marc (pai de consideração).
É dele o sobrenome Aygadoux. Como mudou para Gadú?
Ninguém sabe como escreve essa porra, velho! É uma coisa muito da fonética francesa. De uma mistura do latim com alguma coisa. Gadú é mais simples.
Falam muito das novas vozes femininas da MPB. Das antigas, quem você curte?
De tudo. Mas não só do Brasil. Do mundo. São sete mulheres para cada homem no mundo. A primeira grande permissão da mulher foi no espaço musical.
Você fala da conquista das mulheres. É feminista?
Não. Eu sou humanista. Acho que todo mundo tem de ficar bem. Eu brigo pelo direito do ser humano. É um direito do homem ter uma mulher mais presente em todas as áreas. Não é um órgão genital que vai mudar a história.
E política, você curte?
Adoro. Sou partidária, pelo bem do povo. Nem de direita, nem esquerda. Tudo tem dois lados.
Você é a favor ou contra a legalização da maconha?
Eu não fumo maconha. Então, não sei falar melhor sobre esse assunto. O lance do tráfico é que mais pega. A maconha talvez seja a droga que menos agrida, mas não sou a pessoa pra falar disso.
E o aborto?
Sou a favor do livre arbítrio, bicho. Só quem passa por isso que vai poder decidir. Não é a Igreja, nem ninguém, sabe.
Tem alguma religião?
Sou messiânica. Sou fã de Meishu-Sama, enfim, da filosofia messiânica que é: o bom, o bem e o belo.
Acredita em Deus?
Não sei quem é, mas acredito. Acho que Jesus foi um grande cara. Essa coisa do altruísmo, do respeito que ele teve. Não acredito no que a Igreja Católica levou para o outro lado, da poda. Jesus era altruísta, mega libertador. Quer? Coloca na cabeça e faz. Faça o que quiser fazer. Todo mundo é irmão, velho. Cocô todo mundo faz, saca? Somos todos iguais.
Há quatro anos, um apartamento de um quarto, próximo ao metrô São Judas, zona sul de São Paulo, casa de Mayra Duarte, era o ponto de encontro de amigos. De lá pra cá, ela mudou. Trocou de Estado, de vista, de nome. Não de amigos. “Não deixo ninguém pra trás”, diz.
Hoje, aos 24 anos, ela mora no Rio de Janeiro, com uma bela vista para a Lagoa Rodrigo de Freitas. A Mayra que tocava em bares pela capital paulista, agora faz shows com Caetano Veloso. O nome também mudou. Hoje, a moça atende por Maria Gadú. Lançando o primeiro DVD, Multishow Ao Vivo (R$ 34,90), um ano após o disco de estreia, ela convidou uma penca de amigos para participar da gravação.
A Mayra – ou Maria – gosta disso. Mistura um jeito moleque com estilo protetora. Em entrevista, porém, demora a se soltar e evita assuntos polêmicos. Confira:
Você parece tímida. Já se acostumou a dar entrevistas?
Quando as perguntas não são invasivas, fico de boa. Mas perguntam as mesmas coisas: “O que é Shimbalaiê?” Todo mundo já sabe que eu não sei o que quer dizer!
Mas o sucesso veio por conta da música ‘Shimbalaiê, né?
Sim. Uma música num veículo imenso, de abrangência nacional, num horário em que 90% da população está assistindo (na trilha sonora da novela Viver a Vida, da TV Globo). Eu tinha 10 anos quando fiz essa canção. Não dá para justificar minha atitude.
Seus amigos chamam você por Má, de Mayra, seu verdadeiro nome. Por que virou Maria?
Ah, porque o nome quem deu foi o meu pai. Não foi uma escolha minha. Acho que todo mundo tem o livre arbítrio de escolher o próprio nome. Sou contra essa coisa do pai dar um nome e você ter de conviver com ele a vida inteira.
Como é a sua vida no Rio? Tem tempo de ir à praia?
Não gosto de ficar conversando na areia. A casa fica cheia de areia, tudo cheio de areia. O cabelo cheio de areia. Me irrita! (risos).
Você também está em turnê com o Caetano Veloso. Como foi isso?
Há 2 anos, quando eu tocava aqui no Rio, em barzinhos, o Caetano foi ver. Sempre nos encontrávamos. Convidaram a gente para fazer uma inauguração da Globo. Pensei: “Puta que pariu, foda pra caralho!” Eu e ele estamos em turnê. Eu achei ruim, né? (risos).
Fãs suas imitam até seu estilo de se vestir. Tem essa preocupação de não se expor?
Não sou assim. Não uso drogas, não fico doidona na rua, não bebo, não caio, não brigo.
Quem são teus ídolos?
Todos. Gosto de música.
De Lady Gaga a Lou Reed?
Lady Gaga eu não gosto muito. Não gosto das letras. Não acho que muda a minha vida, não. Mas eu gosto de Calypso, de Belo…
E quando conheceu o trabalho da Marisa Monte?
Ouvia as músicas da minha avó, clássica e Nelson Gonçalves. Com a minha mãe, era Maria Bethânia, Chico… Ouvia também Sandy & Júnior. Conheci a Marisa Monte aos 11 anos. E me apaixonei.
Você já tinha o cabelo curto?
Velho, tive todos os cabelos que você pode imaginar: dread, rastafári, pintei de rosa, laranja, azul. Curto, longo. Raspei três vezes.
É comum as pessoas ligarem o seu nome ao tema da homossexualidade. Isso lhe irrita?
Não.
O que você fala sobre o assunto?
Eu não falo nada. Só digo: “Por que você precisa saber? Está dando em cima de mim? ” (risos). Mas normalmente as pessoas não me perguntam esse tipo de coisa.
Você tem problemas em dizer se é ou não é homossexual?
Isso não é um ponto principal. Não é um marco pra mim, nem tem que ser para ninguém. Eu gosto de pessoas, velho! Não tenho preconceito com nada. Eu sou muito livre. Respeito muito o tempo. Não preciso pontuar isso para ninguém, porque eu não pontuo para mim. Entende? É por isso que eu não tenho o que responder sobre esse assunto.
E filhos? Tem vontade de ter?
Ah, eu tenho. Não sei quando, nem em que circunstância. Acho a coisa do cuidar do outro sagrada.
Você canta algumas músicas em francês. Sabe falar a língua?
Um pouco. Meu pai é francês. O Marc (pai de consideração).
É dele o sobrenome Aygadoux. Como mudou para Gadú?
Ninguém sabe como escreve essa porra, velho! É uma coisa muito da fonética francesa. De uma mistura do latim com alguma coisa. Gadú é mais simples.
Falam muito das novas vozes femininas da MPB. Das antigas, quem você curte?
De tudo. Mas não só do Brasil. Do mundo. São sete mulheres para cada homem no mundo. A primeira grande permissão da mulher foi no espaço musical.
Você fala da conquista das mulheres. É feminista?
Não. Eu sou humanista. Acho que todo mundo tem de ficar bem. Eu brigo pelo direito do ser humano. É um direito do homem ter uma mulher mais presente em todas as áreas. Não é um órgão genital que vai mudar a história.
E política, você curte?
Adoro. Sou partidária, pelo bem do povo. Nem de direita, nem esquerda. Tudo tem dois lados.
Você é a favor ou contra a legalização da maconha?
Eu não fumo maconha. Então, não sei falar melhor sobre esse assunto. O lance do tráfico é que mais pega. A maconha talvez seja a droga que menos agrida, mas não sou a pessoa pra falar disso.
E o aborto?
Sou a favor do livre arbítrio, bicho. Só quem passa por isso que vai poder decidir. Não é a Igreja, nem ninguém, sabe.
Tem alguma religião?
Sou messiânica. Sou fã de Meishu-Sama, enfim, da filosofia messiânica que é: o bom, o bem e o belo.
Acredita em Deus?
Não sei quem é, mas acredito. Acho que Jesus foi um grande cara. Essa coisa do altruísmo, do respeito que ele teve. Não acredito no que a Igreja Católica levou para o outro lado, da poda. Jesus era altruísta, mega libertador. Quer? Coloca na cabeça e faz. Faça o que quiser fazer. Todo mundo é irmão, velho. Cocô todo mundo faz, saca? Somos todos iguais.
JB - Morre aos 84 anos o ator canadense Leslie Nielsen
Jornal do Brasil
MIAMI - Morreu o ator e comediante canadense Leslie Nielsen. Ele estava internado há cerca de duas semanas em um hospital na Flórida (EUA) e morreu devido a complicações causadas por uma pneumonia, segundo informou na noite deste domingo a rádio canadense CJOB.
Doug Nielsen, sobrinho do ator, informou à emissora que o estado do artista havia "piorado muito" nas últimas 48 horas. Leslie Nielsen tinha 84 anos e fez mais de 100 filmes e centenas de programas de televisão ao longo de sua carreira. Chegou a Hollywood em meados da década de 50 após aparecer em dezenas de dramas para televisão em Nova York.
Entre alguns de seus trabalhos dramáticos mais conhecidos estão "O planeta proibido" (1956) e "O destino do Poseidon" (1972). Mas o sucesso veio com "Apertem os cintos, o piloto sumiu!" (1980), de Jim Abrahams e dos irmãos Jerry e David Zucker.
Posteriormente, fez outras comédias como "Corra que a polícia vem aí", "Corra que a polícia vem aí 2½", "Corra que a polícia vem aí 33?", "Drácula – morto, mas feliz", "Todo mundo em pânico 3" e "Todo mundo em pânico 4".
MIAMI - Morreu o ator e comediante canadense Leslie Nielsen. Ele estava internado há cerca de duas semanas em um hospital na Flórida (EUA) e morreu devido a complicações causadas por uma pneumonia, segundo informou na noite deste domingo a rádio canadense CJOB.
Doug Nielsen, sobrinho do ator, informou à emissora que o estado do artista havia "piorado muito" nas últimas 48 horas. Leslie Nielsen tinha 84 anos e fez mais de 100 filmes e centenas de programas de televisão ao longo de sua carreira. Chegou a Hollywood em meados da década de 50 após aparecer em dezenas de dramas para televisão em Nova York.
Entre alguns de seus trabalhos dramáticos mais conhecidos estão "O planeta proibido" (1956) e "O destino do Poseidon" (1972). Mas o sucesso veio com "Apertem os cintos, o piloto sumiu!" (1980), de Jim Abrahams e dos irmãos Jerry e David Zucker.
Posteriormente, fez outras comédias como "Corra que a polícia vem aí", "Corra que a polícia vem aí 2½", "Corra que a polícia vem aí 33?", "Drácula – morto, mas feliz", "Todo mundo em pânico 3" e "Todo mundo em pânico 4".
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Destaques dos Jornais 26/11/2010
Estado de São Paulo
"Pai de Michael Jackson está no Brasil para lançar livro".
Folha de São Paulo
"Minivirada cultural começa amanhã em São Paulo".
"Prodigy e Sex Pistols lideram lista de músicas mais polêmicas".
"Chico Buarque não tem intenção de devolver Prêmio Jabuti".
"Pai de Michael Jackson está no Brasil para lançar livro".
Folha de São Paulo
"Minivirada cultural começa amanhã em São Paulo".
"Prodigy e Sex Pistols lideram lista de músicas mais polêmicas".
"Chico Buarque não tem intenção de devolver Prêmio Jabuti".
Estadão - Pai de Michael Jackson está no Brasil para lançar livro
AE - Agência Estado
A morte de Michael Jackson, o maior astro pop do mundo, acaba de ganhar mais um capítulo. Ontem, o pai do músico, Joe Jackson, afirmou que seu filho foi assassinado pela mesma conspiração internacional que matou o ex-presidente dos Estados Unidos John Kennedy, em 1963, e o ativista dos direitos civis Martin Luther King, em 1968. A declaração foi dada durante uma entrevista coletiva, no hotel Grand Hyatt, em São Paulo. Joe Jackson está no País para divulgar o livro "O Que Realmente Aconteceu a Michael Jackson", de autoria do produtor dos Jackson Five, Leonard Rowe, amigo da família há mais de 40 anos. A obra chegará às livrarias brasileiras na semana que vem, pela Mundo Editorial.
"Tive o privilégio de conviver com Michael Jackson fora dos palcos", diz Rowe, que não aponta apenas o médico Conrad Murray como responsável pela morte do artista. Murray aplicou uma dose letal de anestésicos em Jackson no dia 25 de julho do ano passado. Para Rowe, também são culpado pelo que ele considera um assassinato a produtora AEG, responsável pelos shows que o astro faria em Londres, além de seu advogado e o empresário. Na obra, o autor levanta documentos que, segundo ele, provam que o testamento de Michael é falso e que ele foi enganado pelas pessoas que o cercavam. "O médico, o advogado e o empresário eram pagos pela AEG. Eles não queriam o bem de Michael. Só pensavam nos lucros", completa o produtor.
Nos Estados Unidos, a primeira edição do livro vendeu 1 milhão de exemplares em 4 meses. Questionado sobre quanto ganharia com os lucros dos direitos autorais, o pai de Jackson respondeu que a única coisa que ele espera ganhar é justiça. Joe Jackson não escreveu o livro, mas participou ativamente da obra, dando declarações, conseguindo documentos e ajudando na divulgação. "A mídia diz que nossa família quer lucrar com a morte de Michael. Mas não fala das outras pessoas que não deveriam lucrar com a morte dele e estão lucrando", disse Rowe. "A família de Elvis e John Lennon lucram com a herança deles. O correto é a família Jackson também lucrar. A mídia está confundindo o público", completou o produtor e autor do livro.
Segundo Joe, seu filho foi isolado dos familiares pela produtora AEG, num momento em que ele estava fragilizado e deprimido. "Meu filho poderia estar vivo se tivesse sido internado para se desintoxicar. O tipo de medicamento que ele tomava nunca poderia ter sido ministrado sem a presença de um anestesista", disse Joe Jackson. "Murray recebia US$ 150 mil por mês da AEG para cuidar de Michael. O círculo estava fechado ao redor do meu filho". Depois dos Estados Unidos, o Brasil é o primeiro país onde o livro será lançado. As informações são do Jornal da Tarde.
A morte de Michael Jackson, o maior astro pop do mundo, acaba de ganhar mais um capítulo. Ontem, o pai do músico, Joe Jackson, afirmou que seu filho foi assassinado pela mesma conspiração internacional que matou o ex-presidente dos Estados Unidos John Kennedy, em 1963, e o ativista dos direitos civis Martin Luther King, em 1968. A declaração foi dada durante uma entrevista coletiva, no hotel Grand Hyatt, em São Paulo. Joe Jackson está no País para divulgar o livro "O Que Realmente Aconteceu a Michael Jackson", de autoria do produtor dos Jackson Five, Leonard Rowe, amigo da família há mais de 40 anos. A obra chegará às livrarias brasileiras na semana que vem, pela Mundo Editorial.
"Tive o privilégio de conviver com Michael Jackson fora dos palcos", diz Rowe, que não aponta apenas o médico Conrad Murray como responsável pela morte do artista. Murray aplicou uma dose letal de anestésicos em Jackson no dia 25 de julho do ano passado. Para Rowe, também são culpado pelo que ele considera um assassinato a produtora AEG, responsável pelos shows que o astro faria em Londres, além de seu advogado e o empresário. Na obra, o autor levanta documentos que, segundo ele, provam que o testamento de Michael é falso e que ele foi enganado pelas pessoas que o cercavam. "O médico, o advogado e o empresário eram pagos pela AEG. Eles não queriam o bem de Michael. Só pensavam nos lucros", completa o produtor.
Nos Estados Unidos, a primeira edição do livro vendeu 1 milhão de exemplares em 4 meses. Questionado sobre quanto ganharia com os lucros dos direitos autorais, o pai de Jackson respondeu que a única coisa que ele espera ganhar é justiça. Joe Jackson não escreveu o livro, mas participou ativamente da obra, dando declarações, conseguindo documentos e ajudando na divulgação. "A mídia diz que nossa família quer lucrar com a morte de Michael. Mas não fala das outras pessoas que não deveriam lucrar com a morte dele e estão lucrando", disse Rowe. "A família de Elvis e John Lennon lucram com a herança deles. O correto é a família Jackson também lucrar. A mídia está confundindo o público", completou o produtor e autor do livro.
Segundo Joe, seu filho foi isolado dos familiares pela produtora AEG, num momento em que ele estava fragilizado e deprimido. "Meu filho poderia estar vivo se tivesse sido internado para se desintoxicar. O tipo de medicamento que ele tomava nunca poderia ter sido ministrado sem a presença de um anestesista", disse Joe Jackson. "Murray recebia US$ 150 mil por mês da AEG para cuidar de Michael. O círculo estava fechado ao redor do meu filho". Depois dos Estados Unidos, o Brasil é o primeiro país onde o livro será lançado. As informações são do Jornal da Tarde.
Folha - Minivirada cultural começa amanhã em São Paulo
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Começa amanhã, às 9h, a terceira edição do Vira Cultura, uma minivirada cultural que acontece no Conjunto Nacional, até as 20h de domingo. Serão 35 horas ininterruptas (e gratuitas) de programação com minishows, balada, cinema e teatro.
No sábado, o ator Lázaro Ramos conversa com o público e autografa seu livro infantil "A Velha Sentada", às 15h, na Livraria Cultura. Simultaneamente, o humorista e apresentador da MTV Marcelo Adnet apresenta show de comédia stand-up no teatro Eva Herz.
A partir das 17h, os autores Daniel Galera, Michel Laub, Luciana Saddi e Ronaldo Bressane leem trechos de seus livros para o público.
Os cantores Nina Becker e Lobão apresentam pocket show à noite, às 21h e às 22h30, respectivamente. Após as apresentações, ambos irão autografar seus álbuns. À meia-noite, a banda Movéis Coloniais de Acaju mostra suas músicas.
Também às 21h de amanhã, acontece a pré-estreia de "Ex Isto", do diretor mineiro Cao Guimarães, que adaptou para o cinema o livro "Catatau", do poeta Paulo Leminski (1944-1989).
Os amantes do vinil terão um espaço próprio. Colecionadores, como Carlos Eduardo Miranda, produtor musical e jurado do "Qual É o Seu Talento?", do SBT, e a DJ Claudia Assef, selecionaram faixas dos próprios acervos para mostrar em discotecagem, a partir das 13h.
DOMINGO
Os destaques da programação são os minishows com Zeca Baleiro e Pato Fu --que apresenta versão reduzida de "Música de Brinquedo", álbum infantil lançado neste ano, a partir das 16h.
Ao mesmo tempo, Paulo Tiefenthaler, apresentador do programa "Larica Total" do Canal Brasil, faz um bate-papo com o público sobre gastronomia e humor.
Ao longo do fim de semana, grafiteiros pintarão painéis do lado de fora do prédio. O Live Painting Street Art está programado para sábado e domingo, das 14h às 19h.
-
Loja principal
SÁBADO
9h - Invasão circense com Fractons
10h - Recital de abertura com Coros Infantil e Juvenil da Osesp
15h - Sessão de autógrafos com Lázaro Ramos - Livro "A Velha sentada"
20h30 - Atividade fã-clube: Desfile de lolitas com Harajuku Lovers
21h - Sessão de autógrafos Roberta Campos - CD "Varrendo a Lua"
22h - Sessão de autógrafos Nina Becker - CDs "Azul" e "Vermelho"
23h - Atividade fã-clubes: Cosplay de "Valkyrie Profile 2:Silmeria"
23h30 - Sessão de autógrafos Lobão - CD "De 91 a 2001" e livro "50 Anos a Mil"
DOMINGO
0h30 - Atividade fã-clube: Dança Yosakoi Soran com Grupo Ishin
2h - Atividade fã-clube: Cosplay de "One Piece"
3h - Atividade fã-clube: Cosplay de "Angel Sanctuary"
15h - Sarau "Imagem e Ação - As reviravoltas do Amor"
17h - Sessão de autógrafos com Pato Fu: CD "Música de Brinquedo"
18h - Sessão de autógrafos com Zeca Baleiro: CDs "Concertos" e "Trilhas" e livro "Bala na Agulha"
19h - Encerramento: Meninos do Morumbi
Loja de Artes
SÁBADO
12h30 - Oficina de criação de flores com material reciclado com Cooperaacs
14h - Contação de história "A Viagem do Papelzinho Quadrado" com Cia. Sábia Cenas
17h - Leitura de trechos com os autotres Daniel Galera, Luciana Saddi Michel Laub e mediação de Ronaldo Bressane
19h - Debate: "Atores em outras frentes da produção cinematografica" com Marco Ricca, Charly Braun, Helena Ignez, Paulo Tiefenthaler e mediação de José Wilker
21h - Debate: "A inserção da street art no universo da arte contemporânea" com Binho, Tinho, Baixo Ribeiro, Sylvia Furegatti, Ramon Martins e mediação do repórter da Folha Fabio Cypriano
23h - Atividade fã-clube: Figurinhas Mágicas
DOMINGO
1h - Atividade fã-clube: Sala de videogames
9h - Contação de história "Romeu e Julieta" com Rodrigo Libânio
12h - Contação de história "Um Samba no Bixiga" com Cia. Prosa dos Ventos
14h - Bate-bapo com os capistas Benício e Kiko Farkas, com mediação de Thiago Melo e participação de Maria Emília Bender e José Carlos Honório
15h30 - Debate: "As transformações no processo de edição literária em tempos de internet e e-readers" com Cassiano Elek, Matinas Suzuki, Maria Amélia Mello, Pascoal Soto e mediação de Flávio Moura
17h - Debate sobre Literatura Policial com Marçal Aquino, Paulo Lins, Rogério de Campos e mediação de Sérgio Miguez
Teatro Eva Herz
SÁBADO
11h - Teatro Infantil "Os Três Porquinhos" com. Cia Le Plat du Jour
12h30 - Pocket show com Adriano Grineberg e Diego Martins
13h30 - Bate-papo sobre HQ com autor francês Hervé Bourhis e mediação de Edgard Scandurra
15h00 - Stand up comedy com Marcelo Adnet
17h00 - Peça de teatro adulto: "Comunicação a uma Academia", com Clube Noir
18h30 - Entre Estantes & Panelas - A Gastronomia de Pensar: "Palavras de Chocolate" com Alex Atala, João Carlos Dória e os convidados Diego Badaró e Frederick Shilling
20h - Pocket show com Roberta Campos
21h - Pocket show com Nina Becker
22h30 - Pocket show com Lobão
DOMINGO
0h - Pocket show com Moveis Coloniais de Acaju
1h30 - Pocket show com The Name
2h30 - Pocket show com Mini Box Lunar
3h30 - Pocket show com Retrofoguetes
4h30 - Pocket show de pop japonês com J-Squad
10h - Teatro de bonecos com Broadway Delivery
12h - Dr. Jairo Bouer discute: "Sexo e internet: será que rola?"
14h - Dança-teatro "Banksy Bang"
16h - Pocket show com Pato Fu
17h - Pocket show com Zeca Baleiro
Espaço Conjunto Nacional
SÁBADO
12h - Invasão do samba com a bateria da Escola Camisa Verde e Branco
14h - Live Painting com Flip, Ramon Martins e Thais Ueda + Workshop de Graffiti com Binho e Tinho
DOMINGO
14h - Live Painting com Flip, Ramon Martins e Thais Ueda + Workshop de Graffiti com Binho e Tinho
Espaço Vinil
SÁBADO
13h - Discotecagem colecionador: Cláudia Assef
14h - Discotecagem colecionador: Carlos Eduardo Miranda
15h30 - Debate "Novas Maneiras de Projetar a Carreira de um Músico" com Ana Butler, Carlos Eduardo Miranda, Lucas Santtana, Rafael Rossatto e mediação de Lúcio Ribeiro
17h - Batalha de Videoclipe: Gabriel Barros e Teo Poppovic
18h - Discotecagem colecionador: Tibira
19h - Demonstração Turntablist: DJ Nuts
20h - Batalha de videoclipe: Carlos Farinha e Denise DahDah
21h - Atividade fã-clube: Concurso de Cosplay
DOMINGO
1h - DJ set festa "Baile Veneno"
2h - DJ set fest "Chaka Hotnightz"
3h - DJ set festa "Gente Bonita"
4h - DJ set festa "Balada Mixta"
5h - DJ set festa "Boom Boom"
6h - DJ set festa "Funhell"
13h - Discotecagem colecionador: Paulão
14h - Batalha de videoclipe: Luiz Roque e Fernando Perez
15h - Discotecagem colecionador: Rodrigo Brandão
16h - Demonstração MPC: Nego Moçambique
17h - Batalha de videoclipe: Rafael Grampá e Julio Andrade
18h - Discotecagem colecionador: Hugo Frasa
Cine Livraria Cultura (Sala 1)
SÁBADO
21h - Pré-estréia do filme nacional "Ex Isto", de Cao Guimarães
22h30 - Debate sobre o filme "Ex Isto" com Beto Guimarães, José Miguel, Maurício Arruda Mendonça e mediação de Arthur Dantas
DOMINGO
0h - Sessão da Mostra: "Tio Boonmee, que Pode Recordar Suas Vidas Passadas"
2h - Sessão da Mostra: "A Rede Social"
4h - Sessão da Mostra: "Deixa Ela Entrar"
6h - Sessão da Mostra: "O Garoto de Liverpool"
8h - Sessão da Mostra: "O Estranho Caso de Angélica"
10h - Filme animação "A Bela e a Fera"
12h - Filme animação "Fantasia" + Curta comemoração de 70 anos do filme
Cine Livaria Cultura (Sala 2)
SÁBADO
11h00 - Dr. Drauzio Varella discute e exibe o curta documental "A Cidade e o Corpo"
21h00 - Sessão de curtas mudos com trilha ao vivo da banda Frame Circus
22h30 - Filme documentário "Terra Deu, Terra Come", de Rodrigo Siqueira
DOMINGO
0h - Sessão do festival convidado Cine Ceará
2h - Sessão do festival convidado Cine PE Festival do Audiovisual
3h30 - Sessão festival convidado FANTASPOA
5h30 - Sessão festival convidado Festival Internacional de Filmes Curtíssimos
7h30 - Sessão filme fã-clube: "EVANGELION 1.11: Você (não) está só"
9h30 - Sessão da Mostra: "Memórias de Xangai"
11h30 - Sessão da Mostra: "As Quatro Voltas"
13h - Sessão da Mostra: "O Mágico"
Loja Cia das Letras
SÁBADO
10h - Sessão de autógrafos com Blandina Franco e José Carlos Lollo - livro "Quem soltou o PUM?"
11h - Contação de histórias do livro "Quem soltou o PUM" com Kiara Terra
16h - Sessão de autógrafos com Marcelo Ferroni - Livro "Método prático da guerrilha"
18h - Sarau de poesia com Fabrício Corsaletti, Alberto Martins, Antonio Franceschi e Eucanaã Ferraz
20h - Sessão de autógrafos com Lourenço Mutarelli - Livro "Nada me faltará"
DOMINGO
11h30 - Contação de histórias do livro "Ynari, a menina das cinco tranças" com Kiara Terra
14h - Oficina de recorte de papel com Renata Bueno e Mariana Zanetti
15h - Sessão de autógrafos com Renata Bueno e Mariana Zanetti - Livro "Nome, sobrenome e apelido"
17h30 - Teatro infantil "Macacos me Mordam"
Espaço Gastronomia
SÁBADO
11h - Bate-papo "O Produto Antes da Receita" com Raphael Despirite
15h - Bate-papo "A Comida e Cultura do dia-a-dia" com Heloisa Bacellar e a colunista da Folha Nina Horta
20h - Bate-papo "História e Cultura do Coquetel" com Marcio Silva
DOMINGO
10h - Bate-papo "Dos banquetes das novelas para dentro de casa" com Tatá Cury
12h - Bate-papo "Horta Urbana: Cultivo de Ervas e Temperos em Pequenos Espaços" com Sabrina e Silvia Jeha
16h - Bate-papo "Gastronomia com humor: Larica Total" com Paulo Tiefenthaler
Academia Bio Ritmo
SÁBADO
11h30 - Aula Xtend (pilates + ballet clássico) com acompanhamento do DJ Gonzo
16h00 - Aula de street dance com acompanhamento do rapper Emicida e Grupo de Performance Floorrockings Crew
DOMINGO
11h00 - Aula de yoga com cartas e acompanhamento do flautista Alexandre Basa e do violonista Gustavo Veiga
13h00 - Aula de samba com acompanhamento da bateria da Escola Camisa Verde e Branco
15h00 - Aula bio anti-stress com acompanhamento do citarista Marsicano
Loja da Editora Record
SÁBADO
11h - Sessão de autógrafos com Marcia Tiburi - livro "Filosofia Brincante"
14h -Bate-papo com Miriam Goldenberg sobre o livro "Intimidade"
21H - Encontro sobrenatural com lançamento do livro "Diários do vampiro-O retorno- Anoitecer"
DOMINGO
11h - Oficina Perigosinho: "O Livro Perigoso para Garotos"
15h - Bate-papo e Sessão de autógrafos com Eduardo Spohr (Livro "A Batalha do Apocalipse") e Rafael Draccon (Livro "Dragões de Éter")
VIRA CULTURA
QUANDO amanhã, a partir das 9h, até as 20h de domingo
ONDE Conjunto Nacional (av. Paulista, 2.073, tel. 0/xx/11/3170-4033)
QUANTO grátis
CLASSIFICAÇÃO ver no site do evento
Começa amanhã, às 9h, a terceira edição do Vira Cultura, uma minivirada cultural que acontece no Conjunto Nacional, até as 20h de domingo. Serão 35 horas ininterruptas (e gratuitas) de programação com minishows, balada, cinema e teatro.
No sábado, o ator Lázaro Ramos conversa com o público e autografa seu livro infantil "A Velha Sentada", às 15h, na Livraria Cultura. Simultaneamente, o humorista e apresentador da MTV Marcelo Adnet apresenta show de comédia stand-up no teatro Eva Herz.
A partir das 17h, os autores Daniel Galera, Michel Laub, Luciana Saddi e Ronaldo Bressane leem trechos de seus livros para o público.
Os cantores Nina Becker e Lobão apresentam pocket show à noite, às 21h e às 22h30, respectivamente. Após as apresentações, ambos irão autografar seus álbuns. À meia-noite, a banda Movéis Coloniais de Acaju mostra suas músicas.
Também às 21h de amanhã, acontece a pré-estreia de "Ex Isto", do diretor mineiro Cao Guimarães, que adaptou para o cinema o livro "Catatau", do poeta Paulo Leminski (1944-1989).
Os amantes do vinil terão um espaço próprio. Colecionadores, como Carlos Eduardo Miranda, produtor musical e jurado do "Qual É o Seu Talento?", do SBT, e a DJ Claudia Assef, selecionaram faixas dos próprios acervos para mostrar em discotecagem, a partir das 13h.
DOMINGO
Os destaques da programação são os minishows com Zeca Baleiro e Pato Fu --que apresenta versão reduzida de "Música de Brinquedo", álbum infantil lançado neste ano, a partir das 16h.
Ao mesmo tempo, Paulo Tiefenthaler, apresentador do programa "Larica Total" do Canal Brasil, faz um bate-papo com o público sobre gastronomia e humor.
Ao longo do fim de semana, grafiteiros pintarão painéis do lado de fora do prédio. O Live Painting Street Art está programado para sábado e domingo, das 14h às 19h.
-
Loja principal
SÁBADO
9h - Invasão circense com Fractons
10h - Recital de abertura com Coros Infantil e Juvenil da Osesp
15h - Sessão de autógrafos com Lázaro Ramos - Livro "A Velha sentada"
20h30 - Atividade fã-clube: Desfile de lolitas com Harajuku Lovers
21h - Sessão de autógrafos Roberta Campos - CD "Varrendo a Lua"
22h - Sessão de autógrafos Nina Becker - CDs "Azul" e "Vermelho"
23h - Atividade fã-clubes: Cosplay de "Valkyrie Profile 2:Silmeria"
23h30 - Sessão de autógrafos Lobão - CD "De 91 a 2001" e livro "50 Anos a Mil"
DOMINGO
0h30 - Atividade fã-clube: Dança Yosakoi Soran com Grupo Ishin
2h - Atividade fã-clube: Cosplay de "One Piece"
3h - Atividade fã-clube: Cosplay de "Angel Sanctuary"
15h - Sarau "Imagem e Ação - As reviravoltas do Amor"
17h - Sessão de autógrafos com Pato Fu: CD "Música de Brinquedo"
18h - Sessão de autógrafos com Zeca Baleiro: CDs "Concertos" e "Trilhas" e livro "Bala na Agulha"
19h - Encerramento: Meninos do Morumbi
Loja de Artes
SÁBADO
12h30 - Oficina de criação de flores com material reciclado com Cooperaacs
14h - Contação de história "A Viagem do Papelzinho Quadrado" com Cia. Sábia Cenas
17h - Leitura de trechos com os autotres Daniel Galera, Luciana Saddi Michel Laub e mediação de Ronaldo Bressane
19h - Debate: "Atores em outras frentes da produção cinematografica" com Marco Ricca, Charly Braun, Helena Ignez, Paulo Tiefenthaler e mediação de José Wilker
21h - Debate: "A inserção da street art no universo da arte contemporânea" com Binho, Tinho, Baixo Ribeiro, Sylvia Furegatti, Ramon Martins e mediação do repórter da Folha Fabio Cypriano
23h - Atividade fã-clube: Figurinhas Mágicas
DOMINGO
1h - Atividade fã-clube: Sala de videogames
9h - Contação de história "Romeu e Julieta" com Rodrigo Libânio
12h - Contação de história "Um Samba no Bixiga" com Cia. Prosa dos Ventos
14h - Bate-bapo com os capistas Benício e Kiko Farkas, com mediação de Thiago Melo e participação de Maria Emília Bender e José Carlos Honório
15h30 - Debate: "As transformações no processo de edição literária em tempos de internet e e-readers" com Cassiano Elek, Matinas Suzuki, Maria Amélia Mello, Pascoal Soto e mediação de Flávio Moura
17h - Debate sobre Literatura Policial com Marçal Aquino, Paulo Lins, Rogério de Campos e mediação de Sérgio Miguez
Teatro Eva Herz
SÁBADO
11h - Teatro Infantil "Os Três Porquinhos" com. Cia Le Plat du Jour
12h30 - Pocket show com Adriano Grineberg e Diego Martins
13h30 - Bate-papo sobre HQ com autor francês Hervé Bourhis e mediação de Edgard Scandurra
15h00 - Stand up comedy com Marcelo Adnet
17h00 - Peça de teatro adulto: "Comunicação a uma Academia", com Clube Noir
18h30 - Entre Estantes & Panelas - A Gastronomia de Pensar: "Palavras de Chocolate" com Alex Atala, João Carlos Dória e os convidados Diego Badaró e Frederick Shilling
20h - Pocket show com Roberta Campos
21h - Pocket show com Nina Becker
22h30 - Pocket show com Lobão
DOMINGO
0h - Pocket show com Moveis Coloniais de Acaju
1h30 - Pocket show com The Name
2h30 - Pocket show com Mini Box Lunar
3h30 - Pocket show com Retrofoguetes
4h30 - Pocket show de pop japonês com J-Squad
10h - Teatro de bonecos com Broadway Delivery
12h - Dr. Jairo Bouer discute: "Sexo e internet: será que rola?"
14h - Dança-teatro "Banksy Bang"
16h - Pocket show com Pato Fu
17h - Pocket show com Zeca Baleiro
Espaço Conjunto Nacional
SÁBADO
12h - Invasão do samba com a bateria da Escola Camisa Verde e Branco
14h - Live Painting com Flip, Ramon Martins e Thais Ueda + Workshop de Graffiti com Binho e Tinho
DOMINGO
14h - Live Painting com Flip, Ramon Martins e Thais Ueda + Workshop de Graffiti com Binho e Tinho
Espaço Vinil
SÁBADO
13h - Discotecagem colecionador: Cláudia Assef
14h - Discotecagem colecionador: Carlos Eduardo Miranda
15h30 - Debate "Novas Maneiras de Projetar a Carreira de um Músico" com Ana Butler, Carlos Eduardo Miranda, Lucas Santtana, Rafael Rossatto e mediação de Lúcio Ribeiro
17h - Batalha de Videoclipe: Gabriel Barros e Teo Poppovic
18h - Discotecagem colecionador: Tibira
19h - Demonstração Turntablist: DJ Nuts
20h - Batalha de videoclipe: Carlos Farinha e Denise DahDah
21h - Atividade fã-clube: Concurso de Cosplay
DOMINGO
1h - DJ set festa "Baile Veneno"
2h - DJ set fest "Chaka Hotnightz"
3h - DJ set festa "Gente Bonita"
4h - DJ set festa "Balada Mixta"
5h - DJ set festa "Boom Boom"
6h - DJ set festa "Funhell"
13h - Discotecagem colecionador: Paulão
14h - Batalha de videoclipe: Luiz Roque e Fernando Perez
15h - Discotecagem colecionador: Rodrigo Brandão
16h - Demonstração MPC: Nego Moçambique
17h - Batalha de videoclipe: Rafael Grampá e Julio Andrade
18h - Discotecagem colecionador: Hugo Frasa
Cine Livraria Cultura (Sala 1)
SÁBADO
21h - Pré-estréia do filme nacional "Ex Isto", de Cao Guimarães
22h30 - Debate sobre o filme "Ex Isto" com Beto Guimarães, José Miguel, Maurício Arruda Mendonça e mediação de Arthur Dantas
DOMINGO
0h - Sessão da Mostra: "Tio Boonmee, que Pode Recordar Suas Vidas Passadas"
2h - Sessão da Mostra: "A Rede Social"
4h - Sessão da Mostra: "Deixa Ela Entrar"
6h - Sessão da Mostra: "O Garoto de Liverpool"
8h - Sessão da Mostra: "O Estranho Caso de Angélica"
10h - Filme animação "A Bela e a Fera"
12h - Filme animação "Fantasia" + Curta comemoração de 70 anos do filme
Cine Livaria Cultura (Sala 2)
SÁBADO
11h00 - Dr. Drauzio Varella discute e exibe o curta documental "A Cidade e o Corpo"
21h00 - Sessão de curtas mudos com trilha ao vivo da banda Frame Circus
22h30 - Filme documentário "Terra Deu, Terra Come", de Rodrigo Siqueira
DOMINGO
0h - Sessão do festival convidado Cine Ceará
2h - Sessão do festival convidado Cine PE Festival do Audiovisual
3h30 - Sessão festival convidado FANTASPOA
5h30 - Sessão festival convidado Festival Internacional de Filmes Curtíssimos
7h30 - Sessão filme fã-clube: "EVANGELION 1.11: Você (não) está só"
9h30 - Sessão da Mostra: "Memórias de Xangai"
11h30 - Sessão da Mostra: "As Quatro Voltas"
13h - Sessão da Mostra: "O Mágico"
Loja Cia das Letras
SÁBADO
10h - Sessão de autógrafos com Blandina Franco e José Carlos Lollo - livro "Quem soltou o PUM?"
11h - Contação de histórias do livro "Quem soltou o PUM" com Kiara Terra
16h - Sessão de autógrafos com Marcelo Ferroni - Livro "Método prático da guerrilha"
18h - Sarau de poesia com Fabrício Corsaletti, Alberto Martins, Antonio Franceschi e Eucanaã Ferraz
20h - Sessão de autógrafos com Lourenço Mutarelli - Livro "Nada me faltará"
DOMINGO
11h30 - Contação de histórias do livro "Ynari, a menina das cinco tranças" com Kiara Terra
14h - Oficina de recorte de papel com Renata Bueno e Mariana Zanetti
15h - Sessão de autógrafos com Renata Bueno e Mariana Zanetti - Livro "Nome, sobrenome e apelido"
17h30 - Teatro infantil "Macacos me Mordam"
Espaço Gastronomia
SÁBADO
11h - Bate-papo "O Produto Antes da Receita" com Raphael Despirite
15h - Bate-papo "A Comida e Cultura do dia-a-dia" com Heloisa Bacellar e a colunista da Folha Nina Horta
20h - Bate-papo "História e Cultura do Coquetel" com Marcio Silva
DOMINGO
10h - Bate-papo "Dos banquetes das novelas para dentro de casa" com Tatá Cury
12h - Bate-papo "Horta Urbana: Cultivo de Ervas e Temperos em Pequenos Espaços" com Sabrina e Silvia Jeha
16h - Bate-papo "Gastronomia com humor: Larica Total" com Paulo Tiefenthaler
Academia Bio Ritmo
SÁBADO
11h30 - Aula Xtend (pilates + ballet clássico) com acompanhamento do DJ Gonzo
16h00 - Aula de street dance com acompanhamento do rapper Emicida e Grupo de Performance Floorrockings Crew
DOMINGO
11h00 - Aula de yoga com cartas e acompanhamento do flautista Alexandre Basa e do violonista Gustavo Veiga
13h00 - Aula de samba com acompanhamento da bateria da Escola Camisa Verde e Branco
15h00 - Aula bio anti-stress com acompanhamento do citarista Marsicano
Loja da Editora Record
SÁBADO
11h - Sessão de autógrafos com Marcia Tiburi - livro "Filosofia Brincante"
14h -Bate-papo com Miriam Goldenberg sobre o livro "Intimidade"
21H - Encontro sobrenatural com lançamento do livro "Diários do vampiro-O retorno- Anoitecer"
DOMINGO
11h - Oficina Perigosinho: "O Livro Perigoso para Garotos"
15h - Bate-papo e Sessão de autógrafos com Eduardo Spohr (Livro "A Batalha do Apocalipse") e Rafael Draccon (Livro "Dragões de Éter")
VIRA CULTURA
QUANDO amanhã, a partir das 9h, até as 20h de domingo
ONDE Conjunto Nacional (av. Paulista, 2.073, tel. 0/xx/11/3170-4033)
QUANTO grátis
CLASSIFICAÇÃO ver no site do evento
Folha - Prodigy e Sex Pistols lideram lista de músicas mais polêmicas
DE SÃO PAULO
A música "Smack My Bitch Up" da banda Prodigy foi eleita em uma votação na Inglaterra a música mais polêmica de todos os tempos.
A faixa de 1997 repete diversas vezes o verso "smack my bitch up" (espancar minha vadia, em tradução livre). Quando lançada, ela foi banida da rede BBC e a banda foi acusada de misoginia.
No segunda lugar da lista ficou o clássico punk "God Save the Queen", dos Sex Pistols, graças a versos como "deus salve a rainha / ela não é um ser humano". Em terceiro vem a sexualmente explícita "Relax" da banda Frankie Goes To Hollywood.
A lista foi escolhida em votação popular conduzida pela empresa PRS for Music. Confira abaixo as dez mais votadas:
1. The Prodigy - "Smack My Bitch Up"
2. The Sex Pistols - "God Save The Queen"
3. Frankie Goes To Hollywood - "Relax"
4. Eminem - "Kim"
5. Rage Against The Machine - "Killing In The Name"
6. The Shamen - "Ebeneezer Goode"
7. Ozzy Osbourne - "Suicide Solution"
8. Marilyn Manson - "Get You Gunn"
9. Slayer - "Angel Of Death"
10. XTC - "Dear God"
A música "Smack My Bitch Up" da banda Prodigy foi eleita em uma votação na Inglaterra a música mais polêmica de todos os tempos.
A faixa de 1997 repete diversas vezes o verso "smack my bitch up" (espancar minha vadia, em tradução livre). Quando lançada, ela foi banida da rede BBC e a banda foi acusada de misoginia.
No segunda lugar da lista ficou o clássico punk "God Save the Queen", dos Sex Pistols, graças a versos como "deus salve a rainha / ela não é um ser humano". Em terceiro vem a sexualmente explícita "Relax" da banda Frankie Goes To Hollywood.
A lista foi escolhida em votação popular conduzida pela empresa PRS for Music. Confira abaixo as dez mais votadas:
1. The Prodigy - "Smack My Bitch Up"
2. The Sex Pistols - "God Save The Queen"
3. Frankie Goes To Hollywood - "Relax"
4. Eminem - "Kim"
5. Rage Against The Machine - "Killing In The Name"
6. The Shamen - "Ebeneezer Goode"
7. Ozzy Osbourne - "Suicide Solution"
8. Marilyn Manson - "Get You Gunn"
9. Slayer - "Angel Of Death"
10. XTC - "Dear God"
Folha - Chico Buarque não tem intenção de devolver Prêmio Jabuti
DE SÃO PAULO
O cantor, compositor e escritor Chico Buarque não pretende devolver o Prêmio Jabuti, que ele recebeu no começo do mês.
"Chico está em Paris e obviamente não tem nada a ver com essa polêmica", diz a assessoria de imprensa dele.
Nesta semana, veio à tona que um grupo de manifestantes pede, por meio de um abaixo-assinado na internet, que ele faça isso.
Um outro grupo, também na rede, diz que ele deve manter a premiação.
"Ele escreve e compõe, não cria prêmios nem as regras que os orientam", diz sua assessoria.
A informação é da coluna Mônica Bergamo, publicada na Folha desta sexta-feira (25). A íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL.
O cantor, compositor e escritor Chico Buarque não pretende devolver o Prêmio Jabuti, que ele recebeu no começo do mês.
"Chico está em Paris e obviamente não tem nada a ver com essa polêmica", diz a assessoria de imprensa dele.
Nesta semana, veio à tona que um grupo de manifestantes pede, por meio de um abaixo-assinado na internet, que ele faça isso.
Um outro grupo, também na rede, diz que ele deve manter a premiação.
"Ele escreve e compõe, não cria prêmios nem as regras que os orientam", diz sua assessoria.
A informação é da coluna Mônica Bergamo, publicada na Folha desta sexta-feira (25). A íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Destaques dos Jornais 25/11/2010
Folha de São Paulo
"Claudia Leitte diz que não escutou público gritando nome de Ivete em show".
Jornal do Brasil
"Ingressos para show de Amy Winehouse em SC estão esgotados".
"Shakira ironiza boato de suposto affair com jogador espanhol".
"Disco que Lennon autografou para assassino vale R$ 1,4 milhão".
"Claudia Leitte diz que não escutou público gritando nome de Ivete em show".
Jornal do Brasil
"Ingressos para show de Amy Winehouse em SC estão esgotados".
"Shakira ironiza boato de suposto affair com jogador espanhol".
"Disco que Lennon autografou para assassino vale R$ 1,4 milhão".
Folha - Claudia Leitte diz que não escutou público gritando nome de Ivete em show
DE SÃO PAULO
Claudia Leitte diz que "não escutei, nem vi" o público gritar "Ivete! Ivete!" durante o show dela em Pato Branco (PR) na semana passada.
Um vídeo publicado no YouTube mostra a cantora fazendo um desabafo após ser vaiada pela plateia.
"Isso acaba caindo sobre mim pelo fato de eu estar muito em voga", avaliou. "Vem o Carnaval, é verão, tenho um peso maior, mas não foi nada. Eles só vaiaram por causa do atraso [de 1h30] do show."
A informação é da coluna Mônica Bergamo, publicada na Folha desta quarta-feira (24). A íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL
Claudia Leitte diz que "não escutei, nem vi" o público gritar "Ivete! Ivete!" durante o show dela em Pato Branco (PR) na semana passada.
Um vídeo publicado no YouTube mostra a cantora fazendo um desabafo após ser vaiada pela plateia.
"Isso acaba caindo sobre mim pelo fato de eu estar muito em voga", avaliou. "Vem o Carnaval, é verão, tenho um peso maior, mas não foi nada. Eles só vaiaram por causa do atraso [de 1h30] do show."
A informação é da coluna Mônica Bergamo, publicada na Folha desta quarta-feira (24). A íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL
JB - Ingressos para show de Amy Winehouse em SC estão esgotados
Do Terra
FLORIANÓPOLIS - Os ingressos do segundo lote para o show da cantora Amy Winehouse em Florianópolis, em Santa Catarina, estão esgotados. O terceiro lote de entradas para o show, que acontece no dia 8 de janeiro, custará entre R$ 160 e R$ 600.
FLORIANÓPOLIS - Os ingressos do segundo lote para o show da cantora Amy Winehouse em Florianópolis, em Santa Catarina, estão esgotados. O terceiro lote de entradas para o show, que acontece no dia 8 de janeiro, custará entre R$ 160 e R$ 600.
JB - Shakira ironiza boato de suposto affair com jogador espanhol
Do Terra
BARCELONA - A cantora Shakira, que se apresentou em Barcelona na noite desta quarta-feira, conversou com a imprensa instantes antes de subir ao palco e aproveitou para desmentir o boato de um suposto affair com o jogador da seleção espanhola Gerard Piqué.
De acordo com o jornal Sport.es, um dos jornalistas que estava na coletiva perguntou à cantora sobre o boato e ela, que estava na companhia de seu noivo, o argentino Alejandro de la Rúa, disse: "isso sim é um 'waka-rumor'", brincou a cantora, fazendo trocadilho com sua música Waka-Waka.
BARCELONA - A cantora Shakira, que se apresentou em Barcelona na noite desta quarta-feira, conversou com a imprensa instantes antes de subir ao palco e aproveitou para desmentir o boato de um suposto affair com o jogador da seleção espanhola Gerard Piqué.
De acordo com o jornal Sport.es, um dos jornalistas que estava na coletiva perguntou à cantora sobre o boato e ela, que estava na companhia de seu noivo, o argentino Alejandro de la Rúa, disse: "isso sim é um 'waka-rumor'", brincou a cantora, fazendo trocadilho com sua música Waka-Waka.
JB - Disco que Lennon autografou para assassino vale R$ 1,4 milhão
Do Terra
NOVA YORK - A cópia do disco 'Double Fantasy', que o ex-Beatle John Lennon autografou para Mark David Chapman em 8 de dezembro de 1980, horas antes de Chapman matar Lennon na frente do edifico Dakota, em Nova York, está à venda por US$ 850 mil (cerca de R$ 1,4 milhão), informa o tabloide New York Post.
O disco está sendo negociado pelo atual dono, que não quer ser identificado por temer ameaças, através do negociador de autógrafos Gary Zimmet. "Este álbum é o mais extraordinário artefato da história do rock and roll", afirmou Zimet. Após Chapman ter baleado Lennon, um funcionário achou o disco e o entregou à polícia, como prova. Zimet conseguiu o disco e o vendeu em 1999 ao atual e anônimo dono.
NOVA YORK - A cópia do disco 'Double Fantasy', que o ex-Beatle John Lennon autografou para Mark David Chapman em 8 de dezembro de 1980, horas antes de Chapman matar Lennon na frente do edifico Dakota, em Nova York, está à venda por US$ 850 mil (cerca de R$ 1,4 milhão), informa o tabloide New York Post.
O disco está sendo negociado pelo atual dono, que não quer ser identificado por temer ameaças, através do negociador de autógrafos Gary Zimmet. "Este álbum é o mais extraordinário artefato da história do rock and roll", afirmou Zimet. Após Chapman ter baleado Lennon, um funcionário achou o disco e o entregou à polícia, como prova. Zimet conseguiu o disco e o vendeu em 1999 ao atual e anônimo dono.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Destaques dos Jornais 24/11/2010
Estado de São Paulo
"Paul McCartney vai embora e deixa boas lembranças".
Folha de São Paulo
"Guitarrista Jeff Beck, Buzzcocks e banda alemã tocam quarta e quinta em SP".
"Rei Roberto Carlos cantará com Exaltasamba em especial da Globo".
Jornal do Brasil
"Sertanejos se destacam em premiação de música digital".
"Paul McCartney vai embora e deixa boas lembranças".
Folha de São Paulo
"Guitarrista Jeff Beck, Buzzcocks e banda alemã tocam quarta e quinta em SP".
"Rei Roberto Carlos cantará com Exaltasamba em especial da Globo".
Jornal do Brasil
"Sertanejos se destacam em premiação de música digital".
Estadão - Paul McCartney vai embora e deixa boas lembranças
AE - Agência Estado
O ex-beatle Paul McCartney e sua banda deixaram ontem o hotel onde se hospedavam, no Morumbi, em São Paulo. Embarcaram ainda pela manhã na direção do Reino Unido, segundo confirmou sua assessoria. Com o ex-beatle, foi embora uma entourage de 110 pessoas, a equipe responsável pela montagem da "Up and Coming Tour", que encantou São Paulo em duas apresentações no Morumbi.
O cantor, de 68 anos, apresentou-se para cerca de 178 mil pessoas no País em três shows, nos Estádios do Beira-Rio (Porto Alegre) e do Morumbi (São Paulo). Centenas de personalidades foram ao Morumbi ver o concerto. "McCartney em grande forma, mais de duas horas, sem parar. Temos idade parecida, e ele mostra enorme energia e prazer no que faz. Como eu", brincou o ex-candidato à presidência José Serra, em mensagem no Twitter.
O site do ex-beatle ainda não traz informações sobre qual será o próximo concerto pelo mundo. "São Paulo, nunca esquecerei seus lindos sorrisos e lágrimas... e 60 mil balões brancos", escreveu no Twitter, ontem, o guitarrista de Paul, Brian Ray. Ele também comemorava o fato de ter vendido em São Paulo (após ter sido autorizado por Paul) todas as cópias de seu mais recente CD solo, "This Way Up".
Turnê - Ao todo, McCartney ficou 17 dias na América do Sul. Além dos shows, deixou uma imagem de simpatia e elegância. Blogs e sites ainda exibem fotos de seu passeio de bicicleta (andou pela Rua Tabapuã, no Itaim-Bibi, e foi até o Parque do Povo, no sábado).
Sua última reverência ao Brasil, no show de segunda-feira, foi à música brasileira, cantarolando o hit "Chove, Chuva", de Jorge Ben Jor - o grupo Black Eyed Peas também demonstrou afeto pela canção em seu show recente no Rio de Janeiro, tocando-a com o próprio Ben Jor. A turnê "Up and Coming Tour" teve 29 apresentações pelo mundo desde março. Paul também fez um show de surpresa em Nova York, em um talk-show. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
O ex-beatle Paul McCartney e sua banda deixaram ontem o hotel onde se hospedavam, no Morumbi, em São Paulo. Embarcaram ainda pela manhã na direção do Reino Unido, segundo confirmou sua assessoria. Com o ex-beatle, foi embora uma entourage de 110 pessoas, a equipe responsável pela montagem da "Up and Coming Tour", que encantou São Paulo em duas apresentações no Morumbi.
O cantor, de 68 anos, apresentou-se para cerca de 178 mil pessoas no País em três shows, nos Estádios do Beira-Rio (Porto Alegre) e do Morumbi (São Paulo). Centenas de personalidades foram ao Morumbi ver o concerto. "McCartney em grande forma, mais de duas horas, sem parar. Temos idade parecida, e ele mostra enorme energia e prazer no que faz. Como eu", brincou o ex-candidato à presidência José Serra, em mensagem no Twitter.
O site do ex-beatle ainda não traz informações sobre qual será o próximo concerto pelo mundo. "São Paulo, nunca esquecerei seus lindos sorrisos e lágrimas... e 60 mil balões brancos", escreveu no Twitter, ontem, o guitarrista de Paul, Brian Ray. Ele também comemorava o fato de ter vendido em São Paulo (após ter sido autorizado por Paul) todas as cópias de seu mais recente CD solo, "This Way Up".
Turnê - Ao todo, McCartney ficou 17 dias na América do Sul. Além dos shows, deixou uma imagem de simpatia e elegância. Blogs e sites ainda exibem fotos de seu passeio de bicicleta (andou pela Rua Tabapuã, no Itaim-Bibi, e foi até o Parque do Povo, no sábado).
Sua última reverência ao Brasil, no show de segunda-feira, foi à música brasileira, cantarolando o hit "Chove, Chuva", de Jorge Ben Jor - o grupo Black Eyed Peas também demonstrou afeto pela canção em seu show recente no Rio de Janeiro, tocando-a com o próprio Ben Jor. A turnê "Up and Coming Tour" teve 29 apresentações pelo mundo desde março. Paul também fez um show de surpresa em Nova York, em um talk-show. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Folha - Guitarrista Jeff Beck, Buzzcocks e banda alemã tocam quarta e quinta em SP
DE SÃO PAULO
São Paulo recebe diversos artistas estrangeiros nesta quarta (24) e quinta-feira (25), incluindo o guitarrista norte-americano Jeff Beck, a orquestra Preservation Hall Jazz Band e as bandas Buzzcocks e The Adolescentes, que tocam juntas --além da banda alemã Señor Coconut y Su Orchestra. Veja o roteiro:
QUARTA (24)
Kurt Brunus
O americano que toca teclado, trompete, percussão e canta, faz show de r&b, com rap e reggae.
Bourbon Street Music Club - r. dos Chanés, 127, Indianópolis, zona sul, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/5095-6100. 400 lugares. 22h30. 90 min. Proibido para menores de 18 anos. Couv. art.: R$ 38 (p/ os dias 9 e 10) e R$ 45 (p/ os dias 12, 13, 19 e 20).
Preservation Hall Jazz Band
A orquestra, fundada em 1961, tem a missão de nutrir e promover o jazz tradicional de Nova Orleans. Ela apresenta o concerto "Bourbon Street Parade - Um Autêntico Desfile dos Grandes Hits do Jazz Tradicional de Nova Orleans".
Informe-se sobre o evento
QUINTA (25)
Buzzcocks e The Adolescents
A banda inglesa Buzzcocks divide o palco com os americanos do The Adolescents pela primeira vez. A noite de punk rock terá o último show do Buzzcocks da turnê mundial de "Another Bites", e a primeira apresentação do The Adolescents no Brasil, contando com sua formação original.
Informe-se sobre o evento
Instituto e Convidados
O show comemora os cinco anos da noite Seleta Coletiva no Studio SP, que apresentou diversos artistas e bandas relacionadas ao universo musical do Instituto. Participam da noite Emicida, Kamu, Curumin, Anelis Assumpção e Kiko Dinucci.
Informe-se sobre o evento
Jeff Beck
Influente guitarrista da história do rock, o britânico se apresenta ao lado de sua banda e toca músicas do disco mais recente, "Emotion & Commotion", que tem gravações inéditas e versões, incluindo homenagens a Jeff Buckley, ao filme "O Mágico de Oz" e Screamin' Jay Hawkins
Informe-se sobre o evento
Señor Coconut y Su Orchestra
A banda do alemão Uwe Schmidt faz versões latinas, da salsa ao merengue, para nomes do universo pop, como Kraftwerk, Daft Punk, Michael Jackson e Deep Purple, entre outros.
Informe-se sobre o evento
São Paulo recebe diversos artistas estrangeiros nesta quarta (24) e quinta-feira (25), incluindo o guitarrista norte-americano Jeff Beck, a orquestra Preservation Hall Jazz Band e as bandas Buzzcocks e The Adolescentes, que tocam juntas --além da banda alemã Señor Coconut y Su Orchestra. Veja o roteiro:
QUARTA (24)
Kurt Brunus
O americano que toca teclado, trompete, percussão e canta, faz show de r&b, com rap e reggae.
Bourbon Street Music Club - r. dos Chanés, 127, Indianópolis, zona sul, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/5095-6100. 400 lugares. 22h30. 90 min. Proibido para menores de 18 anos. Couv. art.: R$ 38 (p/ os dias 9 e 10) e R$ 45 (p/ os dias 12, 13, 19 e 20).
Preservation Hall Jazz Band
A orquestra, fundada em 1961, tem a missão de nutrir e promover o jazz tradicional de Nova Orleans. Ela apresenta o concerto "Bourbon Street Parade - Um Autêntico Desfile dos Grandes Hits do Jazz Tradicional de Nova Orleans".
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QUINTA (25)
Buzzcocks e The Adolescents
A banda inglesa Buzzcocks divide o palco com os americanos do The Adolescents pela primeira vez. A noite de punk rock terá o último show do Buzzcocks da turnê mundial de "Another Bites", e a primeira apresentação do The Adolescents no Brasil, contando com sua formação original.
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Instituto e Convidados
O show comemora os cinco anos da noite Seleta Coletiva no Studio SP, que apresentou diversos artistas e bandas relacionadas ao universo musical do Instituto. Participam da noite Emicida, Kamu, Curumin, Anelis Assumpção e Kiko Dinucci.
Informe-se sobre o evento
Jeff Beck
Influente guitarrista da história do rock, o britânico se apresenta ao lado de sua banda e toca músicas do disco mais recente, "Emotion & Commotion", que tem gravações inéditas e versões, incluindo homenagens a Jeff Buckley, ao filme "O Mágico de Oz" e Screamin' Jay Hawkins
Informe-se sobre o evento
Señor Coconut y Su Orchestra
A banda do alemão Uwe Schmidt faz versões latinas, da salsa ao merengue, para nomes do universo pop, como Kraftwerk, Daft Punk, Michael Jackson e Deep Purple, entre outros.
Informe-se sobre o evento
Folha - Rei Roberto Carlos cantará com Exaltasamba em especial da Globo
da Folha
O grupo de pagode Exaltasamba será uma das atrações do especial de fim de ano do cantor Roberto Carlos, na Globo. A dupla sertaneja Bruno & Marrone, a cantora Paula Fernandes e a bateria da escola Beija-Flor também se apresentarão ao lado do Rei. O show será exibido ao vivo, no dia 25 de dezembro, direto da praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro.
O grupo de pagode Exaltasamba será uma das atrações do especial de fim de ano do cantor Roberto Carlos, na Globo. A dupla sertaneja Bruno & Marrone, a cantora Paula Fernandes e a bateria da escola Beija-Flor também se apresentarão ao lado do Rei. O show será exibido ao vivo, no dia 25 de dezembro, direto da praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro.
JB - Sertanejos se destacam em premiação de música digital
Do Terra
RIO - A música sertaneja mostrou a sua força no 1º Prêmio de Música Digital, que aconteceu na noite desta terça-feira, no palco do Teatro Oi Casa Grande, no Rio de Janeiro. Das treze categorias que premiavam artistas e músicas, quatro foram levados por representantes do sertanejo universitário. A canção Meteoro, interpretada por Luan Santana, levou o prêmio de Música do Ano, na categoria Voto Popular.
O evento, que contou com uma apresentação ao vivo por Skype de Gilberto Gil, e com shows "analógicos" de Milton Nascimento com Tulipa Ruiz e Roberta Campos, de Otto com Céu, da banda Restart e do Pato Fu, teve algumas curiosidades. Diferente dos outros prêmios de música, neste, os nomes dos vencedores não estavam em um envelope. Para saber quem ganhou em cada categoria, o apresentador deveria clicar em uma tela de plasma. Nany, uma apresentadora digital, ia enumerando as categorias a serem premiadas.
Foram três grandes categorias: Vendas, Voto Popular e Reconhecimento.
Na categoria vendas, Pitty, com Me Adora, ganhou o prêmio de Música de Rock Mais Vendida. Valeu, do Exaltasamba, foi a Música de Samba e Pagode Mais Vendida. A Música Mais Vendida de Pop foi Borboletas, da dupla sertaneja Victor e Léo e Desabafo do Marcelo D2 se saiu melhor na categoria Música Urbana. Chora, me liga, interpretada por João Bosco e Vinícius, foi a vencedora dentre as músicas regionais e Maria Gadú com a sua canção Shimbalaiê foi a que se saiu melhor em MPB. Dentre as religiosas, a vencedora foi Faz um Milagre em Mim, de Régis Daneze. Halo, da Beyoncé, foi a Mais Vendida Internacional e Mais Vendida do Ano. Meteoro, de Luan Santana, foi a mais vendida na categoria Sertaneja.
Na categoria Voto Popular, além de Meteoro, interpretada por Luan Santana, a banda Restart ganhou como Artista Revelação e Móveis Coloniais de Acaju foram os Artistas do Ano.
Na última categoria, Reconhecimento, o Terra Sonora venceu o prêmio de Marca Mais Engajada Digitalmente. Os mineiros da banda Skank foram considerados os Artistas Mais Engajados Digitalmente, por suas realizações na web.
Dentre os apresentadores do prêmio, destacaram-se o vocalista da banda Jota Quest, Rogério Flausino, Carlinhos Brown, Milton Nascimento, Margareth Menezes, Ivete Sangalo e Martinho da Vila.
RIO - A música sertaneja mostrou a sua força no 1º Prêmio de Música Digital, que aconteceu na noite desta terça-feira, no palco do Teatro Oi Casa Grande, no Rio de Janeiro. Das treze categorias que premiavam artistas e músicas, quatro foram levados por representantes do sertanejo universitário. A canção Meteoro, interpretada por Luan Santana, levou o prêmio de Música do Ano, na categoria Voto Popular.
O evento, que contou com uma apresentação ao vivo por Skype de Gilberto Gil, e com shows "analógicos" de Milton Nascimento com Tulipa Ruiz e Roberta Campos, de Otto com Céu, da banda Restart e do Pato Fu, teve algumas curiosidades. Diferente dos outros prêmios de música, neste, os nomes dos vencedores não estavam em um envelope. Para saber quem ganhou em cada categoria, o apresentador deveria clicar em uma tela de plasma. Nany, uma apresentadora digital, ia enumerando as categorias a serem premiadas.
Foram três grandes categorias: Vendas, Voto Popular e Reconhecimento.
Na categoria vendas, Pitty, com Me Adora, ganhou o prêmio de Música de Rock Mais Vendida. Valeu, do Exaltasamba, foi a Música de Samba e Pagode Mais Vendida. A Música Mais Vendida de Pop foi Borboletas, da dupla sertaneja Victor e Léo e Desabafo do Marcelo D2 se saiu melhor na categoria Música Urbana. Chora, me liga, interpretada por João Bosco e Vinícius, foi a vencedora dentre as músicas regionais e Maria Gadú com a sua canção Shimbalaiê foi a que se saiu melhor em MPB. Dentre as religiosas, a vencedora foi Faz um Milagre em Mim, de Régis Daneze. Halo, da Beyoncé, foi a Mais Vendida Internacional e Mais Vendida do Ano. Meteoro, de Luan Santana, foi a mais vendida na categoria Sertaneja.
Na categoria Voto Popular, além de Meteoro, interpretada por Luan Santana, a banda Restart ganhou como Artista Revelação e Móveis Coloniais de Acaju foram os Artistas do Ano.
Na última categoria, Reconhecimento, o Terra Sonora venceu o prêmio de Marca Mais Engajada Digitalmente. Os mineiros da banda Skank foram considerados os Artistas Mais Engajados Digitalmente, por suas realizações na web.
Dentre os apresentadores do prêmio, destacaram-se o vocalista da banda Jota Quest, Rogério Flausino, Carlinhos Brown, Milton Nascimento, Margareth Menezes, Ivete Sangalo e Martinho da Vila.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Destaques dos Jornais 23/11/2010
Estado de São Paulo
"Temporal muda script do 2º show de Paul McCartney".
Folha de São Paulo
"Lou Reed quis saber quem era Roberto Carlos".
"Paul McCartney encerra passagem pelo Brasil com fãs no palco".
Jornal do Brasil
"Na despedida de McCartney, Scissor Sisters faz noite colorida em SP".
"Paul muda repertório e abre último show no Brasil com clássico"
"Temporal muda script do 2º show de Paul McCartney".
Folha de São Paulo
"Lou Reed quis saber quem era Roberto Carlos".
"Paul McCartney encerra passagem pelo Brasil com fãs no palco".
Jornal do Brasil
"Na despedida de McCartney, Scissor Sisters faz noite colorida em SP".
"Paul muda repertório e abre último show no Brasil com clássico"
Estadão - Temporal muda script do 2º show de Paul McCartney
AE - Agência Estado
Nem tudo começou como manda o script. O ex-beatle Paul McCartney primeiro traiu a tal pontualidade britânica que tem marcado suas apresentações pelo mundo e começou o segundo e último show em São Paulo, ontem, no Estádio do Morumbi, na zona sul, com 13 minutos de atraso, às 21h43. Era uma colher de chá aos fãs que não chegavam ao estádio por causa da chuva e do trânsito. A apresentação foi diferente da primeira.
Mas tudo parecia estrategicamente pensado. Quando Paul surgiu no palco, de paletó vinho e cheio de brilho, a chuva tinha quase parado, o público já tirava as capas de chuva e o som não poderia estar melhor. Diferentemente da abertura de domingo, com "Venus and Mars", chegou com "Magical Mistery Tour". Depois emendou "Jet", hit do grupo Wings nos anos 70. E aí fez uma referência à música brasileira. "Boua notche São Paulo, boua notche Brasil. Tudo bem na chuva?", disse, ainda que já não estivesse mais chovendo. E emendou um inesperado e gingado "Chove, chuva", em referência à música de Jorge Ben Jor. E parte da plateia respondeu "chove sem parar". Seguiram-se hits como "Got to Get You Into My Life" e "Let Me Roll It".
Depois de "My Love", ele tocou "I?m Looking Through You", e, em seguida, "Two Of Us", duas músicas que não havia tocado no primeiro show na capital. Ele voltou a falar muito em português e improvisou uma música em que a única letra era "São Paulo". De novo, o momento mais emocionante da apresentação foi "Hey Jude", com as 64 mil pessoas que lotavam o estádio cantando em coro. A previsão era de que o show durasse três horas.
Muitos fãs do ex-beatle foram ao Morumbi ontem pela segunda vez para acompanhar mais uma noite de rock. "Uma vez só não é o suficiente. Ontem, ele não tocou Magical Mistery Tour. Hoje ele abriu o show com essa", comemorava Malone Cunha, que veio de Belém. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Nem tudo começou como manda o script. O ex-beatle Paul McCartney primeiro traiu a tal pontualidade britânica que tem marcado suas apresentações pelo mundo e começou o segundo e último show em São Paulo, ontem, no Estádio do Morumbi, na zona sul, com 13 minutos de atraso, às 21h43. Era uma colher de chá aos fãs que não chegavam ao estádio por causa da chuva e do trânsito. A apresentação foi diferente da primeira.
Mas tudo parecia estrategicamente pensado. Quando Paul surgiu no palco, de paletó vinho e cheio de brilho, a chuva tinha quase parado, o público já tirava as capas de chuva e o som não poderia estar melhor. Diferentemente da abertura de domingo, com "Venus and Mars", chegou com "Magical Mistery Tour". Depois emendou "Jet", hit do grupo Wings nos anos 70. E aí fez uma referência à música brasileira. "Boua notche São Paulo, boua notche Brasil. Tudo bem na chuva?", disse, ainda que já não estivesse mais chovendo. E emendou um inesperado e gingado "Chove, chuva", em referência à música de Jorge Ben Jor. E parte da plateia respondeu "chove sem parar". Seguiram-se hits como "Got to Get You Into My Life" e "Let Me Roll It".
Depois de "My Love", ele tocou "I?m Looking Through You", e, em seguida, "Two Of Us", duas músicas que não havia tocado no primeiro show na capital. Ele voltou a falar muito em português e improvisou uma música em que a única letra era "São Paulo". De novo, o momento mais emocionante da apresentação foi "Hey Jude", com as 64 mil pessoas que lotavam o estádio cantando em coro. A previsão era de que o show durasse três horas.
Muitos fãs do ex-beatle foram ao Morumbi ontem pela segunda vez para acompanhar mais uma noite de rock. "Uma vez só não é o suficiente. Ontem, ele não tocou Magical Mistery Tour. Hoje ele abriu o show com essa", comemorava Malone Cunha, que veio de Belém. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Folha - Lou Reed quis saber quem era Roberto Carlos
DE SÃO PAULO
Durante sua passagem por São Paulo, o cantor Lou Reed circulou livremente e atendeu a alguns pedidos de autógrafos.
O cantor viu a capa da Ilustrada do domingo passado (22), que trazia fotos dos três grandes shows que ocorreriam naquele dia em São Paulo.
Além da dele, havia apresentações de Paul McCartney e de Roberto Carlos.
Ele perguntou ao amigo que lhe mostrou o jornal quem era o brasileiro.
A informação é dos repórteres Diógenes Campanha e Lígia Mesquita, da coluna Mônica Bergamo, publicada na Folha desta terça-feira (23). A íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL.
Durante sua passagem por São Paulo, o cantor Lou Reed circulou livremente e atendeu a alguns pedidos de autógrafos.
O cantor viu a capa da Ilustrada do domingo passado (22), que trazia fotos dos três grandes shows que ocorreriam naquele dia em São Paulo.
Além da dele, havia apresentações de Paul McCartney e de Roberto Carlos.
Ele perguntou ao amigo que lhe mostrou o jornal quem era o brasileiro.
A informação é dos repórteres Diógenes Campanha e Lígia Mesquita, da coluna Mônica Bergamo, publicada na Folha desta terça-feira (23). A íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL.
Folha - Paul McCartney encerra passagem pelo Brasil com fãs no palco
DE SÃO PAULO
O cantor Paul McCartney acabou o segundo show da turnê "Up and Coming", no Estádio do Morumbi, em São Paulo, às 0h30.
A jovem Elisa Delfino, 18, que subiu ao palco em Porto Alegre e em São Paulo, exibe tatuagem que ela fez com autógrafo
Perto de terminar a apresentação, ele chamou algumas fãs para o palco. "Tem algumas pessoas com cartazes pedindo para eu assinar o braço delas. Então vou fazer isso pela última vez", avisou.
Quando as moças subiram ao palco, ele percebeu que eram as mesmas que já haviam tatuado a assinatura do ex-beatle após ele autografar o braço delas no show de Porto Alegre.
Durante a apresentação, McCartney fez quatro mudanças em relação ao repertório apresentado no show de domingo (21) no Estádio do Morumbi.
Além de "Magical Mistery Tour", que abriu a apresentação de hoje no lugar de "Venus and Mars/Rock Show", foram mudadas mais duas músicas, além da introdução de uma terceira.
"Got to Get You Into my Life" substituiu a canção "Drive My Car", enquanto "I'm Looking Through You" entrou no lugar de "I've Just Seen A Face".
Já a canção "Bluebird" entrou entre "Here Today" e "Dance Tonight".
Outra mudança com relação ao show de ontem foi no figurino: ele usou o mesmo paletó roxo usado no show de Porto Alegre.
Paul também não aparentou estar mancando ou ter se ferido depois do tombo sofrido no final do show de domingo. Ele teve outro tropeço no final da apresentação de segunda, mas não chegou a cair.
O público não desanimou mesmo com a chuva que caiu durante o espetáculo. "Tudo bem 'in the rain [na chuva]'?", perguntou o cantor em determinado momento.
Com o show, o ex-beatle encerra sua passagem pelo Brasil. No site oficial do ex-beatle, não há datas de novos shows do cantor agendadas.
Veja as músicas que já tocaram no show desta segunda:
"Magical Mistery Tour"
"Jet"
"All My Loving"
"Letting Go"
"Got to Get You Into my Life"
"Highway"
"Let Me Roll It / Foxy Lady (Jimi Hendrix cover)"
"The Long and Winding Road"
"Nineteen Hundred and Eighty-Five"
"Let 'Em In"
"My Love"
"I'm Looking Through You"
"Two of Us"
"Blackbird"
"Here Today"
"Blue Bird"
"Dance Tonight"
"Mrs Vandebilt"
"Eleanor Rigby"
"Something"
"Sing the Changes"
"Band on the Run"
"Ob-La-Di, Ob-La-Da"
"Back in the U.S.S.R."
"I've Got a Feeling"
"Paperback Writer"
"A Day in the Life/Give Peace a Chance"
"Let It Be"
"Live and Let Die"
"Hey Jude"
1º bis
"Day Tripper"
"Lady Madonna"
"Get Back"
2º bis
"Yesterday"
"Helter Skelter"
"Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band/The End"
O cantor Paul McCartney acabou o segundo show da turnê "Up and Coming", no Estádio do Morumbi, em São Paulo, às 0h30.
A jovem Elisa Delfino, 18, que subiu ao palco em Porto Alegre e em São Paulo, exibe tatuagem que ela fez com autógrafo
Perto de terminar a apresentação, ele chamou algumas fãs para o palco. "Tem algumas pessoas com cartazes pedindo para eu assinar o braço delas. Então vou fazer isso pela última vez", avisou.
Quando as moças subiram ao palco, ele percebeu que eram as mesmas que já haviam tatuado a assinatura do ex-beatle após ele autografar o braço delas no show de Porto Alegre.
Durante a apresentação, McCartney fez quatro mudanças em relação ao repertório apresentado no show de domingo (21) no Estádio do Morumbi.
Além de "Magical Mistery Tour", que abriu a apresentação de hoje no lugar de "Venus and Mars/Rock Show", foram mudadas mais duas músicas, além da introdução de uma terceira.
"Got to Get You Into my Life" substituiu a canção "Drive My Car", enquanto "I'm Looking Through You" entrou no lugar de "I've Just Seen A Face".
Já a canção "Bluebird" entrou entre "Here Today" e "Dance Tonight".
Outra mudança com relação ao show de ontem foi no figurino: ele usou o mesmo paletó roxo usado no show de Porto Alegre.
Paul também não aparentou estar mancando ou ter se ferido depois do tombo sofrido no final do show de domingo. Ele teve outro tropeço no final da apresentação de segunda, mas não chegou a cair.
O público não desanimou mesmo com a chuva que caiu durante o espetáculo. "Tudo bem 'in the rain [na chuva]'?", perguntou o cantor em determinado momento.
Com o show, o ex-beatle encerra sua passagem pelo Brasil. No site oficial do ex-beatle, não há datas de novos shows do cantor agendadas.
Veja as músicas que já tocaram no show desta segunda:
"Magical Mistery Tour"
"Jet"
"All My Loving"
"Letting Go"
"Got to Get You Into my Life"
"Highway"
"Let Me Roll It / Foxy Lady (Jimi Hendrix cover)"
"The Long and Winding Road"
"Nineteen Hundred and Eighty-Five"
"Let 'Em In"
"My Love"
"I'm Looking Through You"
"Two of Us"
"Blackbird"
"Here Today"
"Blue Bird"
"Dance Tonight"
"Mrs Vandebilt"
"Eleanor Rigby"
"Something"
"Sing the Changes"
"Band on the Run"
"Ob-La-Di, Ob-La-Da"
"Back in the U.S.S.R."
"I've Got a Feeling"
"Paperback Writer"
"A Day in the Life/Give Peace a Chance"
"Let It Be"
"Live and Let Die"
"Hey Jude"
1º bis
"Day Tripper"
"Lady Madonna"
"Get Back"
2º bis
"Yesterday"
"Helter Skelter"
"Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band/The End"
JB - Paul muda repertório e abre último show no Brasil com clássico
do Terra
SÃO PAULO - Paul McCartney se despediu dos fãs brasileiros na noite desta segunda-feira, 22, com um show para mais de 60 mil pessoas no Estádio do Morumbi, em São Paulo, na terceira e última apresentação da turnê Up and Coming Tour no País. O ex-beatle subiu ao palco às 21h45 e iniciou o repertório de 37 músicas com a clássica Magical Mystery Tour, lançada pelo quarteto de Liverpool em 1967.
A chuva forte, que marcou a espera do público desde o final da tarde, começou a parar logo na primeira sequência, que teve os sucessos Jet e Letting Go, dos Wings, All My Loving e Got To Get You Into My Life, dos Beatles, e Highway, do seu projeto eletrônico com o pseudônimo Fireman.
Outras músicas dos Wings, banda formada por Paul após o fim dos Beatles, animaram os fãs ainda na primeira metade do show, com destaque para Mrs Vanderbilt, Band On The Run, Let 'Em In, My Love e Nineteen Hundred and Eighty-Five. O sucesso Let Me Roll It foi seguido de Foxy Lady, do Jimi Hendrix Experience, com Paul McCartney na guitarra comandando uma performance frenética no palco.
Paul muda repertório e abre último show no Brasil com clássico. Foto: ReproduçãoA lista de sucessos do músico britânico teve ainda outras três novidades com relação aos primeiros shows, com a inclusão de I'm Looking Through You, Two Of Us e Bluebird no repertório. Das canções mais recentes da carreira, Paul embalou o público com Dance Tonight, lançada em 2007, e com Sing The Changes, do disco Electric Arguments lançado pelo Fireman em 2008.
Em momento de grande emoção para os fãs de Beatles, Paul homenageou John Lennon, assassinado em 1980, com a música Here Today. O amigo George Harrison foi lembrado com a canção Something, composta pelo beatle caçula em 1969 para o disco Abbey Road. As imagens no telão dos ex-integrantes da maior banda de rock da história levaram às lágrimas muitos admiradores presentes.
A parte final das quase três horas de show foi dominada por alguns dos maiores clássicos dos Beatles, momento em que o público pode cantar alto Blackbird, Eleanor Rigby, Ob-La-Di, Ob-La-Da, Let It Be, Paperback Writer, I¿ve Got a Feeling e A Day In The Life. Em Live and Let Die, as já tradicionais explosões no palco seguidas de show de fogos encantaram a plateia em meio aos acordes nervosos de Paul no piano.
SÃO PAULO - Paul McCartney se despediu dos fãs brasileiros na noite desta segunda-feira, 22, com um show para mais de 60 mil pessoas no Estádio do Morumbi, em São Paulo, na terceira e última apresentação da turnê Up and Coming Tour no País. O ex-beatle subiu ao palco às 21h45 e iniciou o repertório de 37 músicas com a clássica Magical Mystery Tour, lançada pelo quarteto de Liverpool em 1967.
A chuva forte, que marcou a espera do público desde o final da tarde, começou a parar logo na primeira sequência, que teve os sucessos Jet e Letting Go, dos Wings, All My Loving e Got To Get You Into My Life, dos Beatles, e Highway, do seu projeto eletrônico com o pseudônimo Fireman.
Outras músicas dos Wings, banda formada por Paul após o fim dos Beatles, animaram os fãs ainda na primeira metade do show, com destaque para Mrs Vanderbilt, Band On The Run, Let 'Em In, My Love e Nineteen Hundred and Eighty-Five. O sucesso Let Me Roll It foi seguido de Foxy Lady, do Jimi Hendrix Experience, com Paul McCartney na guitarra comandando uma performance frenética no palco.
Paul muda repertório e abre último show no Brasil com clássico. Foto: ReproduçãoA lista de sucessos do músico britânico teve ainda outras três novidades com relação aos primeiros shows, com a inclusão de I'm Looking Through You, Two Of Us e Bluebird no repertório. Das canções mais recentes da carreira, Paul embalou o público com Dance Tonight, lançada em 2007, e com Sing The Changes, do disco Electric Arguments lançado pelo Fireman em 2008.
Em momento de grande emoção para os fãs de Beatles, Paul homenageou John Lennon, assassinado em 1980, com a música Here Today. O amigo George Harrison foi lembrado com a canção Something, composta pelo beatle caçula em 1969 para o disco Abbey Road. As imagens no telão dos ex-integrantes da maior banda de rock da história levaram às lágrimas muitos admiradores presentes.
A parte final das quase três horas de show foi dominada por alguns dos maiores clássicos dos Beatles, momento em que o público pode cantar alto Blackbird, Eleanor Rigby, Ob-La-Di, Ob-La-Da, Let It Be, Paperback Writer, I¿ve Got a Feeling e A Day In The Life. Em Live and Let Die, as já tradicionais explosões no palco seguidas de show de fogos encantaram a plateia em meio aos acordes nervosos de Paul no piano.
JB - Na despedida de McCartney, Scissor Sisters faz noite colorida em SP
do Terra
SÃO PAULO - Embora tenha um público bastante específico, a banda novaiorquina Scissor Sisters teve a difícil missão de atrair os fãs, em plena segunda-feira, para o Via Funchal, em São Paulo. A data, definitivamente, não era a mais adequada para a estreia dos músicos no país. E fatores para transformar a vinda da banda num dos maiores fiascos do ano não faltaram: Planeta Terra Festival, que trouxe o cantor Mika, queridinho do público gay, e atraiu mais de 20 mil pessoas para as dependências do Playcenter no sábado (20); e a última apresentação de Paul McCartney na cidade, que aconteceu no estádio do Morumbi, e contou com mais de 120 mil fãs nos dias 20 e 21.
Mesmo com dois grandes motivos, a banda não foi desamparada e os fãs compareceram à casa de espetáculos para prestigiar a primeira apresentação dos músicos no Brasil, que também serviu como encerramento da turnê pela América Latina. O local não atingiu sua lotação máxima, para alívio de quem esteve por lá, pois permitiu maior mobilidade e espaço para dançar e pular com as músicas da banda, que fez uma performance apoteótica, porém com algumas ressalvas.
O show, previsto para começar às 22h, iniciou com 43 minutos de atraso, mas os fãs simplesmete ignoraram o fato assim que viram Jake Shears, com um macacão colado ao corpo, e Ana Matronic, com vestidinho preto, subirem ao palco. Instaurou-se a gritaria no local e a banda se mostrou enérgica logo de cara, estimulando ainda mais os gritos e pulos da plateia.
Scissor Sisters abriu a noite com o hit Night Work, que também dá título ao disco mais recente, lançado neste ano, e à turnê que trouxeram ao Brasil. Laura e Any Which Way mantiveram a alta vibração e sintonia entre os músicos e os fãs, que não deixaram os ídolos desamparados e entoaram o coro junto aos agudos dos vocalistas.
Jake Shears, ícone do público gay por sua irreverência, se mostrou bastante provocativo e aos poucos foi se despindo no palco, deixando o peitoral definido à mostra, para o delírio dos rapazes que estavam na área do gargarejo.
Ana Matronic fez questão de mostrar o quão surpresa estava com o carinho dos brasileiros e prometeu, ainda no início do show, que voltará ao solo tupiniquim. "Este é o terceiro país que visitamos na América Latina (a banda esteve no dia 17 em Santiago, Chile, e no dia 19 em Buenos Aires, Argentina), mas deixamos o melhor para o final", disse a cantora, que recebeu uma chuva de aplausos e assobios.
Durante a mescla de sucessos dos três álbuns lançados desde o nascimento da banda, em 2001, pode-se perceber que faltava algo no Jake que estava no palco. Mesmo bastante empolgado e sem desafinar, o cantor não conseguia alcançar as notas altas que o tornaram muldialmente conhecido, tanto que fez questão de justificar ao público. "É a primeira vez na minha carreira como cantor que eu perco a minha voz. Me desculpem", disse o vocalista, que logo foi ovacionado ao cantar Mary.
"Eu preciso dizer que este show está muito bom para nós. É um dos melhores países que já visitamos", gritou Ana no microfone, levando os fãs ao delírio.
As batidas eletrônicas, mescladas com o rock glam característico da banda, fizeram o Via Funchal se transformar numa grande balada GLS, com direito a alguns - raros - fãs, como André Gottardo, analista de comunicação, que assistiu ao show ao lado de sua namorada, Helena Sobral. "Eles fazem um som sensacional e eu curto ouvir sempre que estou feliz, porque as músicas são empolgantes e um pouco sexuais também (risos). Mas ser fã de Scissor Sisters não significa ser gay, prova disso sou eu, que estou aqui com minha namorada", comentou o rapaz.
A banda manteve forte a agitação na casa de espetáculos e se despediu do público após Invisible Light, a 16ª música da noite. Sob gritos, aplausos e pedidos de retorno, eles voltaram ao paldo três minutos depois, trazendo a clássica I Don't Feel Like Dancing como abertura do bis da noite. Neste momento, novamente Jake mudou seu tom, pois percebeu que não atingiria as notas mais altas e evitou os agudos, dando uma certa descaracterizada naquela que é considerada o grande hino do grupo.
Antes de se despedir com Filthy/Gorgeous, Ana resolveu agradecer novamente ao carinho recebido por parte dos fãs. "Senhoras e senhores, esta noite tem sido muito divertida para nós. Obrigado! E nós vamos voltar para o Brasil", prometeu.
SÃO PAULO - Embora tenha um público bastante específico, a banda novaiorquina Scissor Sisters teve a difícil missão de atrair os fãs, em plena segunda-feira, para o Via Funchal, em São Paulo. A data, definitivamente, não era a mais adequada para a estreia dos músicos no país. E fatores para transformar a vinda da banda num dos maiores fiascos do ano não faltaram: Planeta Terra Festival, que trouxe o cantor Mika, queridinho do público gay, e atraiu mais de 20 mil pessoas para as dependências do Playcenter no sábado (20); e a última apresentação de Paul McCartney na cidade, que aconteceu no estádio do Morumbi, e contou com mais de 120 mil fãs nos dias 20 e 21.
Mesmo com dois grandes motivos, a banda não foi desamparada e os fãs compareceram à casa de espetáculos para prestigiar a primeira apresentação dos músicos no Brasil, que também serviu como encerramento da turnê pela América Latina. O local não atingiu sua lotação máxima, para alívio de quem esteve por lá, pois permitiu maior mobilidade e espaço para dançar e pular com as músicas da banda, que fez uma performance apoteótica, porém com algumas ressalvas.
O show, previsto para começar às 22h, iniciou com 43 minutos de atraso, mas os fãs simplesmete ignoraram o fato assim que viram Jake Shears, com um macacão colado ao corpo, e Ana Matronic, com vestidinho preto, subirem ao palco. Instaurou-se a gritaria no local e a banda se mostrou enérgica logo de cara, estimulando ainda mais os gritos e pulos da plateia.
Scissor Sisters abriu a noite com o hit Night Work, que também dá título ao disco mais recente, lançado neste ano, e à turnê que trouxeram ao Brasil. Laura e Any Which Way mantiveram a alta vibração e sintonia entre os músicos e os fãs, que não deixaram os ídolos desamparados e entoaram o coro junto aos agudos dos vocalistas.
Jake Shears, ícone do público gay por sua irreverência, se mostrou bastante provocativo e aos poucos foi se despindo no palco, deixando o peitoral definido à mostra, para o delírio dos rapazes que estavam na área do gargarejo.
Ana Matronic fez questão de mostrar o quão surpresa estava com o carinho dos brasileiros e prometeu, ainda no início do show, que voltará ao solo tupiniquim. "Este é o terceiro país que visitamos na América Latina (a banda esteve no dia 17 em Santiago, Chile, e no dia 19 em Buenos Aires, Argentina), mas deixamos o melhor para o final", disse a cantora, que recebeu uma chuva de aplausos e assobios.
Durante a mescla de sucessos dos três álbuns lançados desde o nascimento da banda, em 2001, pode-se perceber que faltava algo no Jake que estava no palco. Mesmo bastante empolgado e sem desafinar, o cantor não conseguia alcançar as notas altas que o tornaram muldialmente conhecido, tanto que fez questão de justificar ao público. "É a primeira vez na minha carreira como cantor que eu perco a minha voz. Me desculpem", disse o vocalista, que logo foi ovacionado ao cantar Mary.
"Eu preciso dizer que este show está muito bom para nós. É um dos melhores países que já visitamos", gritou Ana no microfone, levando os fãs ao delírio.
As batidas eletrônicas, mescladas com o rock glam característico da banda, fizeram o Via Funchal se transformar numa grande balada GLS, com direito a alguns - raros - fãs, como André Gottardo, analista de comunicação, que assistiu ao show ao lado de sua namorada, Helena Sobral. "Eles fazem um som sensacional e eu curto ouvir sempre que estou feliz, porque as músicas são empolgantes e um pouco sexuais também (risos). Mas ser fã de Scissor Sisters não significa ser gay, prova disso sou eu, que estou aqui com minha namorada", comentou o rapaz.
A banda manteve forte a agitação na casa de espetáculos e se despediu do público após Invisible Light, a 16ª música da noite. Sob gritos, aplausos e pedidos de retorno, eles voltaram ao paldo três minutos depois, trazendo a clássica I Don't Feel Like Dancing como abertura do bis da noite. Neste momento, novamente Jake mudou seu tom, pois percebeu que não atingiria as notas mais altas e evitou os agudos, dando uma certa descaracterizada naquela que é considerada o grande hino do grupo.
Antes de se despedir com Filthy/Gorgeous, Ana resolveu agradecer novamente ao carinho recebido por parte dos fãs. "Senhoras e senhores, esta noite tem sido muito divertida para nós. Obrigado! E nós vamos voltar para o Brasil", prometeu.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Destaques dos Jornais 22/11/2010
Estado de São Paulo
"McCartney leva 64 mil ao Morumbi no 1º show em SP".
"Uma voz pessoal na composição brasileira".
Jornal do Brasil
"Justin Bieber vence o prêmio de artista do ano no American Music Awards".
"Paul McCartney canta em coro com 64 mil vozes em São Paulo".
"McCartney leva 64 mil ao Morumbi no 1º show em SP".
"Uma voz pessoal na composição brasileira".
Jornal do Brasil
"Justin Bieber vence o prêmio de artista do ano no American Music Awards".
"Paul McCartney canta em coro com 64 mil vozes em São Paulo".
Estadão - McCartney leva 64 mil ao Morumbi no 1º show em SP
AE - Agência Estado
Às 21h33, de terno azul, o mítico contrabaixo ''canhoto'' nas mãos, Paul McCartney entrou no palco do Estádio do Morumbi, na zona sul, em seu primeiro show da turnê "Up and Coming Tour" em São Paulo. Acenou para os 64 mil fãs que lotavam o Morumbi e emendou uma sequência já amplamente conhecida de sucessos: "Venus and Mars", "Rockshow", "Jet", "All My Loving", "Drive My Car", "Highway" e "Let Me Roll It".
"Oi, tudo bem? Oi, boa noite. Boa noite, São Paulo. Boa noite, Brasil", disse o ex-beatle, devidamente ensaiado no português. "E aí, galera? Irráááá!", gritou. E foi pontuando as canções com as frases decoradas. "Esta noite eu vou falar português. Mas vou falar mais inglês", disse, arrancando risos da plateia. A previsão era de três horas de apresentação, com 35 músicas previstas no repertório.
A partir de "The Long and Winding Road", ele foi ao piano, sem blazer azul por causa da noite de calor, mostrando os suspensórios. O Morumbi estava encantado. "Eu escrevi essa música para o meu amigo John", disse Paul, antes de cantar "Here Today", em referência a John Lennon. Ao tocar "My Love", dedicou a canção aos casais de namorados que assistiam à apresentação.
Antes do Show - Os portões do Estádio do Morumbi ainda não tinham sido abertos para o público, mas 200 pessoas vips, que compraram um ingresso de US$ 1.400, já estavam lá dentro desde o meio-dia. Participaram de um almoço vegetariano organizado pela produção de Paul McCartney e, entre as 16h40 e as 17h30, puderam assistir à passagem de som do ex-beatle, que cantou músicas que estão fora do repertório do show.
Sir Paul tocou "Penny Lane" e "Magical Mistery Tour" (Beatles) e "Bluebird" (do Wings), entre outros sucessos de sua carreira. Em Porto Alegre, essa passagem de som durou uma hora e meia. Em São Paulo foi mais curta, porque o cantor inglês se atrasou para sair do Grand Hyatt Hotel e chegar ao Estádio do Morumbi.
Durante o dia, fãs menos sortudos se aglomeraram na porta do Grand Hyatt Hotel, na zona sul. Ninguém ganhou autógrafo, mas o simples aceno de Paul McCartney pela janela do carro, por volta das 16h30, já foi suficiente para levar algumas pessoas às lágrimas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Às 21h33, de terno azul, o mítico contrabaixo ''canhoto'' nas mãos, Paul McCartney entrou no palco do Estádio do Morumbi, na zona sul, em seu primeiro show da turnê "Up and Coming Tour" em São Paulo. Acenou para os 64 mil fãs que lotavam o Morumbi e emendou uma sequência já amplamente conhecida de sucessos: "Venus and Mars", "Rockshow", "Jet", "All My Loving", "Drive My Car", "Highway" e "Let Me Roll It".
"Oi, tudo bem? Oi, boa noite. Boa noite, São Paulo. Boa noite, Brasil", disse o ex-beatle, devidamente ensaiado no português. "E aí, galera? Irráááá!", gritou. E foi pontuando as canções com as frases decoradas. "Esta noite eu vou falar português. Mas vou falar mais inglês", disse, arrancando risos da plateia. A previsão era de três horas de apresentação, com 35 músicas previstas no repertório.
A partir de "The Long and Winding Road", ele foi ao piano, sem blazer azul por causa da noite de calor, mostrando os suspensórios. O Morumbi estava encantado. "Eu escrevi essa música para o meu amigo John", disse Paul, antes de cantar "Here Today", em referência a John Lennon. Ao tocar "My Love", dedicou a canção aos casais de namorados que assistiam à apresentação.
Antes do Show - Os portões do Estádio do Morumbi ainda não tinham sido abertos para o público, mas 200 pessoas vips, que compraram um ingresso de US$ 1.400, já estavam lá dentro desde o meio-dia. Participaram de um almoço vegetariano organizado pela produção de Paul McCartney e, entre as 16h40 e as 17h30, puderam assistir à passagem de som do ex-beatle, que cantou músicas que estão fora do repertório do show.
Sir Paul tocou "Penny Lane" e "Magical Mistery Tour" (Beatles) e "Bluebird" (do Wings), entre outros sucessos de sua carreira. Em Porto Alegre, essa passagem de som durou uma hora e meia. Em São Paulo foi mais curta, porque o cantor inglês se atrasou para sair do Grand Hyatt Hotel e chegar ao Estádio do Morumbi.
Durante o dia, fãs menos sortudos se aglomeraram na porta do Grand Hyatt Hotel, na zona sul. Ninguém ganhou autógrafo, mas o simples aceno de Paul McCartney pela janela do carro, por volta das 16h30, já foi suficiente para levar algumas pessoas às lágrimas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Estadão - Uma voz pessoal na composição brasileira
AE - Agência Estado
Compositor, pianista e professor, morreu na madrugada de sábado para domingo, aos 67 anos, José Antônio Rezende de Almeida Prado. Ele estava internado há uma semana em um hospital de São Paulo, após sofrer uma parada cardíaco-respiratória. Figura-chave da música brasileira, ele dialogou com as mais diferentes tendências ao longo de sua carreira, o que faz de sua obra - tanto nas fundamentais peças para piano como na produção sinfônica - uma porta de entrada para o que de mais importante se fez em termos de música no Brasil na segunda metade do século 20.
Almeida Prado nasceu em Santos, em 1943. Sua carreira, como ele mesmo definia, começou em 1952, época de "obras sem estrutura consciente" que durou até o início da década de 60. Vieram, então, os anos de estudo com Camargo Guarnieri, sob a influência da estética do nacionalismo pregado por Mário de Andrade. Após assistir a um concerto em que o pianista Gilberto Tinetti interpretara uma peça de Stockhausen, porém, ele mudaria de ares.
"Tinha 17 anos e aquilo me impressionou muito. Conversei com Guarnieri, aquela música não se encaixava no que eu vinha estudando com ele e passei, então, mesmo que de modo informal, a trabalhar sob orientação de Gilberto Mendes", contou o compositor em uma entrevista de 2003. Em 1969, ele partiria para a França e lá encontraria e estudaria com o próprio Stockhausen, além de Olivier Messiaen, Gyorgy Ligeti e Nadia Boulanger.
Compositor, pianista e professor, morreu na madrugada de sábado para domingo, aos 67 anos, José Antônio Rezende de Almeida Prado. Ele estava internado há uma semana em um hospital de São Paulo, após sofrer uma parada cardíaco-respiratória. Figura-chave da música brasileira, ele dialogou com as mais diferentes tendências ao longo de sua carreira, o que faz de sua obra - tanto nas fundamentais peças para piano como na produção sinfônica - uma porta de entrada para o que de mais importante se fez em termos de música no Brasil na segunda metade do século 20.
Almeida Prado nasceu em Santos, em 1943. Sua carreira, como ele mesmo definia, começou em 1952, época de "obras sem estrutura consciente" que durou até o início da década de 60. Vieram, então, os anos de estudo com Camargo Guarnieri, sob a influência da estética do nacionalismo pregado por Mário de Andrade. Após assistir a um concerto em que o pianista Gilberto Tinetti interpretara uma peça de Stockhausen, porém, ele mudaria de ares.
"Tinha 17 anos e aquilo me impressionou muito. Conversei com Guarnieri, aquela música não se encaixava no que eu vinha estudando com ele e passei, então, mesmo que de modo informal, a trabalhar sob orientação de Gilberto Mendes", contou o compositor em uma entrevista de 2003. Em 1969, ele partiria para a França e lá encontraria e estudaria com o próprio Stockhausen, além de Olivier Messiaen, Gyorgy Ligeti e Nadia Boulanger.
A volta ao Brasil em 1973 revelaria um compositor já bastante diferente. Por um período de dez anos ele passaria a viver um momento que qualificou como "ecológico, astronômico". "Ecológica" seria a maneira como ele mantinha os laços com o nacionalismo, não a partir do folclore como queria Mário de Andrade, mas a partir da fauna e da flora brasileiras - um exemplo desse período são os Três Episódios de Animais. "Astronômico" é o termo que revela o olhar do compositor sobre o céu do Brasil, constelações, galáxias, etc. - nestes dez anos foram escritos os seis primeiros cadernos para piano (de um total de 14 para diversas formações) das Cartas Celestes, talvez as suas obras mais conhecidas.
De 1983 a 1993, seria a vez do que chamou-se de "período do pós-modernismo", época de "colagens, citações, revisitações" de formas utilizadas por outros compositores, em especial Chopin em seus Noturnos e Prelúdios. Era um momento de transição em direção à fase mais recente, da "síntese", em que o compositor, da mesma forma que reutilizava os ensinamentos da vanguarda europeia, comportava a volta ao tonalismo, como na sonata para violoncelo e piano dedicada a Antonio Meneses e Sônia Rubinsky, que remonta a Brahms e Beethoven mas inova no tratamento dos timbres.
Autenticidade. Nos últimos anos, as obras de Almeida Prado reforçavam o caráter de síntese de diversas tendências. O mais importante, no entanto, foi a maneira como ele as fez dialogar em seu trabalho. Ao utilizar diversas ferramentas composicionais, adquiridas ao longo de toda a carreira, ele vinha refinando cada vez mais uma linguagem extremamente pessoal, o que fica evidente, por exemplo, nos Estudos Sobre Paris, estreada pela Osesp no ano passado, ou mesmo nas Variações Sinfônicas, escritas para o Festival de Inverno de Campos de Jordão em 2005, ano em que atuou como compositor residente do evento.
Na época, falando ao Estado, ele fez um resumo de como via o cenário atual da composição. "Não me privo mais de escrever uma melodia com início, meio e fim. Isso, obviamente, era impensável nos anos 50, 60. Mas hoje vejo que os jovens, em seus 20 anos, não têm mais essa preocupação, a busca por uma estética definida, um estilo próprio. Cabe tudo nas suas composições, do rap ao tom nacionalista, passando pelo rock. É, digamos, uma estética Macunaíma, sem caráter definido."
Por conta disso, ele defendia a busca de uma linguagem pessoal coerente como filtro, maneira de competir contra a ideia de que "tudo valia". "É um processo delicado, muito pensado. Somos acusados vira e mexe de termos nos voltado ao passado. Não se trata disso mas, sim, de incorporar múltiplas linguagens tendo como referencial a mensagem que você, como artista, quer passar ao seu público."
Sobre o trabalho do compositor, ele gostava de dizer: "Cito sempre esta frase, apesar de não lembrar quem a disse: a inspiração roça, não bate à porta. É isso aí mesmo. É preciso estar atento a ela e saber como utilizá-la." Nos últimos meses, ele trabalhava em uma adaptação do livro A Febre Amorosa, de Eustáquio Gomes, e falava da possibilidade de escrever uma ópera que teria como tema os bandeirantes paulistas.
No próximo fim de semana, um concerto em sua homenagem será realizado pela Sinfônica de Santo André. Sob regência do maestro Carlos Moreno, genro do compositor e titular da orquestra, será interpretada a sua Sinfonia dos Orixás, peça-chave na literatura sinfônica brasileira, escrita nos anos 80 para a Orquestra Sinfônica de Campinas.
Compositor, pianista e professor, morreu na madrugada de sábado para domingo, aos 67 anos, José Antônio Rezende de Almeida Prado. Ele estava internado há uma semana em um hospital de São Paulo, após sofrer uma parada cardíaco-respiratória. Figura-chave da música brasileira, ele dialogou com as mais diferentes tendências ao longo de sua carreira, o que faz de sua obra - tanto nas fundamentais peças para piano como na produção sinfônica - uma porta de entrada para o que de mais importante se fez em termos de música no Brasil na segunda metade do século 20.
Almeida Prado nasceu em Santos, em 1943. Sua carreira, como ele mesmo definia, começou em 1952, época de "obras sem estrutura consciente" que durou até o início da década de 60. Vieram, então, os anos de estudo com Camargo Guarnieri, sob a influência da estética do nacionalismo pregado por Mário de Andrade. Após assistir a um concerto em que o pianista Gilberto Tinetti interpretara uma peça de Stockhausen, porém, ele mudaria de ares.
"Tinha 17 anos e aquilo me impressionou muito. Conversei com Guarnieri, aquela música não se encaixava no que eu vinha estudando com ele e passei, então, mesmo que de modo informal, a trabalhar sob orientação de Gilberto Mendes", contou o compositor em uma entrevista de 2003. Em 1969, ele partiria para a França e lá encontraria e estudaria com o próprio Stockhausen, além de Olivier Messiaen, Gyorgy Ligeti e Nadia Boulanger.
Compositor, pianista e professor, morreu na madrugada de sábado para domingo, aos 67 anos, José Antônio Rezende de Almeida Prado. Ele estava internado há uma semana em um hospital de São Paulo, após sofrer uma parada cardíaco-respiratória. Figura-chave da música brasileira, ele dialogou com as mais diferentes tendências ao longo de sua carreira, o que faz de sua obra - tanto nas fundamentais peças para piano como na produção sinfônica - uma porta de entrada para o que de mais importante se fez em termos de música no Brasil na segunda metade do século 20.
Almeida Prado nasceu em Santos, em 1943. Sua carreira, como ele mesmo definia, começou em 1952, época de "obras sem estrutura consciente" que durou até o início da década de 60. Vieram, então, os anos de estudo com Camargo Guarnieri, sob a influência da estética do nacionalismo pregado por Mário de Andrade. Após assistir a um concerto em que o pianista Gilberto Tinetti interpretara uma peça de Stockhausen, porém, ele mudaria de ares.
"Tinha 17 anos e aquilo me impressionou muito. Conversei com Guarnieri, aquela música não se encaixava no que eu vinha estudando com ele e passei, então, mesmo que de modo informal, a trabalhar sob orientação de Gilberto Mendes", contou o compositor em uma entrevista de 2003. Em 1969, ele partiria para a França e lá encontraria e estudaria com o próprio Stockhausen, além de Olivier Messiaen, Gyorgy Ligeti e Nadia Boulanger.
A volta ao Brasil em 1973 revelaria um compositor já bastante diferente. Por um período de dez anos ele passaria a viver um momento que qualificou como "ecológico, astronômico". "Ecológica" seria a maneira como ele mantinha os laços com o nacionalismo, não a partir do folclore como queria Mário de Andrade, mas a partir da fauna e da flora brasileiras - um exemplo desse período são os Três Episódios de Animais. "Astronômico" é o termo que revela o olhar do compositor sobre o céu do Brasil, constelações, galáxias, etc. - nestes dez anos foram escritos os seis primeiros cadernos para piano (de um total de 14 para diversas formações) das Cartas Celestes, talvez as suas obras mais conhecidas.
De 1983 a 1993, seria a vez do que chamou-se de "período do pós-modernismo", época de "colagens, citações, revisitações" de formas utilizadas por outros compositores, em especial Chopin em seus Noturnos e Prelúdios. Era um momento de transição em direção à fase mais recente, da "síntese", em que o compositor, da mesma forma que reutilizava os ensinamentos da vanguarda europeia, comportava a volta ao tonalismo, como na sonata para violoncelo e piano dedicada a Antonio Meneses e Sônia Rubinsky, que remonta a Brahms e Beethoven mas inova no tratamento dos timbres.
Autenticidade. Nos últimos anos, as obras de Almeida Prado reforçavam o caráter de síntese de diversas tendências. O mais importante, no entanto, foi a maneira como ele as fez dialogar em seu trabalho. Ao utilizar diversas ferramentas composicionais, adquiridas ao longo de toda a carreira, ele vinha refinando cada vez mais uma linguagem extremamente pessoal, o que fica evidente, por exemplo, nos Estudos Sobre Paris, estreada pela Osesp no ano passado, ou mesmo nas Variações Sinfônicas, escritas para o Festival de Inverno de Campos de Jordão em 2005, ano em que atuou como compositor residente do evento.
Na época, falando ao Estado, ele fez um resumo de como via o cenário atual da composição. "Não me privo mais de escrever uma melodia com início, meio e fim. Isso, obviamente, era impensável nos anos 50, 60. Mas hoje vejo que os jovens, em seus 20 anos, não têm mais essa preocupação, a busca por uma estética definida, um estilo próprio. Cabe tudo nas suas composições, do rap ao tom nacionalista, passando pelo rock. É, digamos, uma estética Macunaíma, sem caráter definido."
Por conta disso, ele defendia a busca de uma linguagem pessoal coerente como filtro, maneira de competir contra a ideia de que "tudo valia". "É um processo delicado, muito pensado. Somos acusados vira e mexe de termos nos voltado ao passado. Não se trata disso mas, sim, de incorporar múltiplas linguagens tendo como referencial a mensagem que você, como artista, quer passar ao seu público."
Sobre o trabalho do compositor, ele gostava de dizer: "Cito sempre esta frase, apesar de não lembrar quem a disse: a inspiração roça, não bate à porta. É isso aí mesmo. É preciso estar atento a ela e saber como utilizá-la." Nos últimos meses, ele trabalhava em uma adaptação do livro A Febre Amorosa, de Eustáquio Gomes, e falava da possibilidade de escrever uma ópera que teria como tema os bandeirantes paulistas.
No próximo fim de semana, um concerto em sua homenagem será realizado pela Sinfônica de Santo André. Sob regência do maestro Carlos Moreno, genro do compositor e titular da orquestra, será interpretada a sua Sinfonia dos Orixás, peça-chave na literatura sinfônica brasileira, escrita nos anos 80 para a Orquestra Sinfônica de Campinas.
JB - Justin Bieber vence o prêmio de artista do ano no American Music Awards
Do AFP
LOS ANGELES - O astro adolescente Justin Bieber foi escolhido o artista do ano na 38ª edição do American Music Awards em Los Angeles, na noite de domingo, enquanto Lady Gaga foi premiada como a melhor artista feminina pop/rock.
O canadense Bieber, de 16 anos, que foi indicado em cinco categorias, também levou para casa os prêmios de melhor artista masculino pop/rock, melhor álbum pop/rock e artista revelação.
Bieber, que obteve o primeiro hit no ano passado, superou artistas veteranos como o rapper Eminem, premiado em duas categorias: melhor artista masculino de rap/hip-hop e melhor álbum por "Recovery".
A jovem Taylor Swift, que ano passado conquistou cinco prêmios, incluindo o de artista do ano, desta vez teve que se contentar apenas como o de artista feminina country.
O cantor Usher venceu nas categorias de artista masculino de soul/R&B e de álbum soul/R&B por "Raymond v. Raymond", enquanto Rihanna levou o prêmio de artista feminina soul/R&B.
Bieber, Usher e Rihanna também se apresentaram durante a cerimônia no Teatro Nokia de Los Angeles.
LOS ANGELES - O astro adolescente Justin Bieber foi escolhido o artista do ano na 38ª edição do American Music Awards em Los Angeles, na noite de domingo, enquanto Lady Gaga foi premiada como a melhor artista feminina pop/rock.
O canadense Bieber, de 16 anos, que foi indicado em cinco categorias, também levou para casa os prêmios de melhor artista masculino pop/rock, melhor álbum pop/rock e artista revelação.
Bieber, que obteve o primeiro hit no ano passado, superou artistas veteranos como o rapper Eminem, premiado em duas categorias: melhor artista masculino de rap/hip-hop e melhor álbum por "Recovery".
A jovem Taylor Swift, que ano passado conquistou cinco prêmios, incluindo o de artista do ano, desta vez teve que se contentar apenas como o de artista feminina country.
O cantor Usher venceu nas categorias de artista masculino de soul/R&B e de álbum soul/R&B por "Raymond v. Raymond", enquanto Rihanna levou o prêmio de artista feminina soul/R&B.
Bieber, Usher e Rihanna também se apresentaram durante a cerimônia no Teatro Nokia de Los Angeles.
JB - Paul McCartney canta em coro com 64 mil vozes em São Paulo
Do Terra
SÃO PAULO - Uma espera de 17 anos terminou quando sir Paul McCartney subiu ao enorme palco montado no Estádio do Morumbi, em São Paulo, às 21h35 deste domingo. Os fãs paulistanos do ex-Beatle e quem veio à cidade para o show aguardavam ansiosos desde 1993, após a primeira passagem de Paul por São Paulo, quando ele tocou no Estádio do Pacaembu. A recepção ao músico não poderia ser mais calorosa. As canções do britânico foram cantadas em coro. "Eu queria que vocês cantassem essa música, mas vocês cantam todas de qualquer jeito", brincou antes de Ob-La-Di, Ob-La-Da em um dos vários momentos em que sua a voz e a do público soaram em uníssono.
Aos 67 anos, mas com a energia do garoto que fundou os Beatles com o amigo de infância John Lennon há 50 anos, Paul começou quebrando tudo com o rock pesado das músicas Venus and Mars/Rock Show e Jet, da sua carreira solo. E os gritos aumentaram quando anunciou a terceira música, e a primeira dos Beatles, All My Loving, cantada em uníssono pelo público. Ele emendou em outro clássico da ex-banda, Drive My Car, que provocou a catarse dos fãs de todas as idades que lotaram o Morumbi.
"Boa noite" Obrigado, paulistas!", disse ao público, em português, provocando mais gritos dignos do auge da "beatlemania" nos anos 60. Ao cantar My Love, dedicada ao grande amor Linda, que morreu em 1998, ele "gastou" o português. "Eu escrevi essa música para minha gatinha linda. Mas esta noite ela é para todos os namorados".
McCartney faz nesta segunda o último show da turnê brasileira. Foto: Divulgação Neste primeiro bloco, o sorridente britânico optou por dar uma "segurada" nos hits óbvios dos Beatles e desfilou canções do Wings, que também tiveram sucesso em sua missão. A primeira sequência que já abalaria os fãs de Beatles veio com I've Just Seen a Face, And I Love Her - dançada por alguns casais na pista - e Blackbird, esta última tocada de forma simples, orgânica e bela pelo compositor. Por outro lado, os três telões gigantes e o sistema de iluminação posicionado ao redor de todas as arquibancadas mostravam a complexidade técnica envolvendo um espetáculo desse porte.
"É ótimo estar de volta ao Brasil, terra de música linda", falou no português tradicionalmente carregado. Paul foi prontamente respondido com mais um coro: "she loves you yeah yeah yeah". Sem perder tempo, respondeu: "I love you yeah yeah yeah", apontando para a plateia em êxtase.
A leve esfriada de Here Today (que foi dedicada a John Lennon), Dance Tonight e Mrs Vanderbilt rapidamente foi quebrada com Eleanor Rigby. Depois foi a vez de homenagear George Harrison, morto em 2001, com a canção Something, que ganhou uma introdução diferenciada, mas teve todos seus riffs marcantes lembrados com dignidade.
Após relembrar Band of the Run (do Wings), Back in the USSR e I've Got Feeling, tudo indicava que Paul já estava "cercado" por seus hits marcantes e que a apresentação se encaminha para a reta final.
A sequência infalível de Paperback Writer e A Day in the Life foi finalizada com Give Peace a Chance, cantada em coro e com uma bonita homenagem que encheu o Morumbi de bexigas brancas.
Sentado ao piano, a progressão de acordes de Let It Be também já foi suficente para emocionar muitos. Quem não se arrepiou nesse momento levou um susto na música seguinte. Em Live and Let Die, colunas de fogo, fumaça e muitos fogos de artifício atrás do palco "incendiaram" a apresentação com um final épico. Paul aproveitou para brincar que estava surdo com a quantidade de explosões.
Após esse final apoteótico, o Morumbi viu o maior coro da noite: Hey Jude. O refrão, um dos mais conhecidos dos Beatles, foi cantado a plenos pulmões e estampou sorrisos pra lá de satisfeitos. "Agora vocês vão embora? Vocês precisam dormir", brincou o baixista, que recebeu um sonoro "não" do público.
Com o primeiro bis formado por Day Tripper, Lady Madonna e Get Back, McCartney deixou o palco por poucos segundos, mas retornou rapidamente com uma de suas composições mais conhecidas: Yesterday. Assim como Blackbird, a canção mostra sua força na simplicidade de sua melodia e execução sem cerimônias de seu criador.
Fechando com Helter Skelter e Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band/The End, Paul McCartney encerrou sua apresentação com o mesmo setlist de Porto Alegre com quase três horas de duração.
Escorregão
Após uma apresentação impecável, Paul McCartney provou aos seus fãs que ainda é um ser humano. Depois de se despedir, jogar palhetas no público e acenar bastante, acabou escorregando na saída do palco e levou um tombo. O músico levantou-se rapidamente e gesticulou com um "ok". No público, a preocupação se resumiu em frases como "tadinho, ele é velhinho".
SÃO PAULO - O ex-Beatle Paul McCartney se despede de sua terceira visita ao Brasil nesta segunda-feira, no segundo show no Estádio do Morumbi, com os mais de 60 mil ingressos esgotados. A apresentação está prevista para começar às 21h.
No dia 7 de novembro ele emocionou o público gaúcho no Estádio Beira Rio, em Porto Alegre, em um espetáculo de mais de três horas, com 37 músicas que repassaram 50 anos de carreira, entre músicas dos Beatles, do Wings e de sua carreira solo.
Depois de passar pela Argentina, onde se apresentou no estádio do River Plate, no dia 10 de novembro, Paul veio a São Paulo, onde chegou na sexta-feira. Na cidade, ele passeou de bicicleta no sábado e no domingo (21) fez 64 mil pessoas cantarem e vibrarem com um show impecável.
Não faltaram clássicos como Hey Jude e Live and Let Die, com direito a fogos de artifício e Paul esbanjando um português carregado. Aos 67 anos, deve ser difícil o ex-Beatle voltar a se apresentar no Brasil, então o show desta segunda pode ser o último do Sir em terras brasileiras.
SÃO PAULO - Uma espera de 17 anos terminou quando sir Paul McCartney subiu ao enorme palco montado no Estádio do Morumbi, em São Paulo, às 21h35 deste domingo. Os fãs paulistanos do ex-Beatle e quem veio à cidade para o show aguardavam ansiosos desde 1993, após a primeira passagem de Paul por São Paulo, quando ele tocou no Estádio do Pacaembu. A recepção ao músico não poderia ser mais calorosa. As canções do britânico foram cantadas em coro. "Eu queria que vocês cantassem essa música, mas vocês cantam todas de qualquer jeito", brincou antes de Ob-La-Di, Ob-La-Da em um dos vários momentos em que sua a voz e a do público soaram em uníssono.
Aos 67 anos, mas com a energia do garoto que fundou os Beatles com o amigo de infância John Lennon há 50 anos, Paul começou quebrando tudo com o rock pesado das músicas Venus and Mars/Rock Show e Jet, da sua carreira solo. E os gritos aumentaram quando anunciou a terceira música, e a primeira dos Beatles, All My Loving, cantada em uníssono pelo público. Ele emendou em outro clássico da ex-banda, Drive My Car, que provocou a catarse dos fãs de todas as idades que lotaram o Morumbi.
"Boa noite" Obrigado, paulistas!", disse ao público, em português, provocando mais gritos dignos do auge da "beatlemania" nos anos 60. Ao cantar My Love, dedicada ao grande amor Linda, que morreu em 1998, ele "gastou" o português. "Eu escrevi essa música para minha gatinha linda. Mas esta noite ela é para todos os namorados".
McCartney faz nesta segunda o último show da turnê brasileira. Foto: Divulgação Neste primeiro bloco, o sorridente britânico optou por dar uma "segurada" nos hits óbvios dos Beatles e desfilou canções do Wings, que também tiveram sucesso em sua missão. A primeira sequência que já abalaria os fãs de Beatles veio com I've Just Seen a Face, And I Love Her - dançada por alguns casais na pista - e Blackbird, esta última tocada de forma simples, orgânica e bela pelo compositor. Por outro lado, os três telões gigantes e o sistema de iluminação posicionado ao redor de todas as arquibancadas mostravam a complexidade técnica envolvendo um espetáculo desse porte.
"É ótimo estar de volta ao Brasil, terra de música linda", falou no português tradicionalmente carregado. Paul foi prontamente respondido com mais um coro: "she loves you yeah yeah yeah". Sem perder tempo, respondeu: "I love you yeah yeah yeah", apontando para a plateia em êxtase.
A leve esfriada de Here Today (que foi dedicada a John Lennon), Dance Tonight e Mrs Vanderbilt rapidamente foi quebrada com Eleanor Rigby. Depois foi a vez de homenagear George Harrison, morto em 2001, com a canção Something, que ganhou uma introdução diferenciada, mas teve todos seus riffs marcantes lembrados com dignidade.
Após relembrar Band of the Run (do Wings), Back in the USSR e I've Got Feeling, tudo indicava que Paul já estava "cercado" por seus hits marcantes e que a apresentação se encaminha para a reta final.
A sequência infalível de Paperback Writer e A Day in the Life foi finalizada com Give Peace a Chance, cantada em coro e com uma bonita homenagem que encheu o Morumbi de bexigas brancas.
Sentado ao piano, a progressão de acordes de Let It Be também já foi suficente para emocionar muitos. Quem não se arrepiou nesse momento levou um susto na música seguinte. Em Live and Let Die, colunas de fogo, fumaça e muitos fogos de artifício atrás do palco "incendiaram" a apresentação com um final épico. Paul aproveitou para brincar que estava surdo com a quantidade de explosões.
Após esse final apoteótico, o Morumbi viu o maior coro da noite: Hey Jude. O refrão, um dos mais conhecidos dos Beatles, foi cantado a plenos pulmões e estampou sorrisos pra lá de satisfeitos. "Agora vocês vão embora? Vocês precisam dormir", brincou o baixista, que recebeu um sonoro "não" do público.
Com o primeiro bis formado por Day Tripper, Lady Madonna e Get Back, McCartney deixou o palco por poucos segundos, mas retornou rapidamente com uma de suas composições mais conhecidas: Yesterday. Assim como Blackbird, a canção mostra sua força na simplicidade de sua melodia e execução sem cerimônias de seu criador.
Fechando com Helter Skelter e Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band/The End, Paul McCartney encerrou sua apresentação com o mesmo setlist de Porto Alegre com quase três horas de duração.
Escorregão
Após uma apresentação impecável, Paul McCartney provou aos seus fãs que ainda é um ser humano. Depois de se despedir, jogar palhetas no público e acenar bastante, acabou escorregando na saída do palco e levou um tombo. O músico levantou-se rapidamente e gesticulou com um "ok". No público, a preocupação se resumiu em frases como "tadinho, ele é velhinho".
SÃO PAULO - O ex-Beatle Paul McCartney se despede de sua terceira visita ao Brasil nesta segunda-feira, no segundo show no Estádio do Morumbi, com os mais de 60 mil ingressos esgotados. A apresentação está prevista para começar às 21h.
No dia 7 de novembro ele emocionou o público gaúcho no Estádio Beira Rio, em Porto Alegre, em um espetáculo de mais de três horas, com 37 músicas que repassaram 50 anos de carreira, entre músicas dos Beatles, do Wings e de sua carreira solo.
Depois de passar pela Argentina, onde se apresentou no estádio do River Plate, no dia 10 de novembro, Paul veio a São Paulo, onde chegou na sexta-feira. Na cidade, ele passeou de bicicleta no sábado e no domingo (21) fez 64 mil pessoas cantarem e vibrarem com um show impecável.
Não faltaram clássicos como Hey Jude e Live and Let Die, com direito a fogos de artifício e Paul esbanjando um português carregado. Aos 67 anos, deve ser difícil o ex-Beatle voltar a se apresentar no Brasil, então o show desta segunda pode ser o último do Sir em terras brasileiras.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Destaques dos Jornais 19/11/2011
Estado de São Paulo
"Pianista chinês sem braços fará turnê mundial".
"É a vez de São Paulo receber sir Paul McCartney".
Folha de São Paulo
"Vocalista do Skank diz que versão em espanhol não agradou público no exterior".
Jornal do Brasil
"Stereophonics faz show em SP com mix de sucessos e novos hits".
"Pianista chinês sem braços fará turnê mundial".
"É a vez de São Paulo receber sir Paul McCartney".
Folha de São Paulo
"Vocalista do Skank diz que versão em espanhol não agradou público no exterior".
Jornal do Brasil
"Stereophonics faz show em SP com mix de sucessos e novos hits".
Estadão - Pianista chinês sem braços fará turnê mundial
REUTERS
PEQUIM (Reuters Life!) - O pianista chinês sem braços Liu Wei fará sua primeira turnê mundial para apresentar sua habilidade especial, mostrando ao público internacional a destreza com os dedos dos pés.
Liu nasceu em Pequim e perdeu os dois braços aos 10 anos de idade quando foi eletrocutado durante uma brincadeira de esconde-esconde. Ele conquistou a fama no país tocando piano com os dedos do pé durante o show de talentos de sucesso "China's Got Talent."
A versão chinesa do programa estreou em maio, e a semifinal foi a mais vista no país.
Gravações de suas apresentações foram rapidamente difundidas pela Internet, transformando Liu em um sucesso imediato, semelhante a artistas que disputaram o "Got Talent" em outros países, como Susan Boyle e Paul Potts.
Apesar de precisar de ajuda nas tarefas do dia-a-dia, como comer e beber, Liu estava determinado em treinar os dedos do pé para tocar o piano, e começou a aprender sozinho há cinco anos, praticando até sete horas por dia.
"Sinto que não sou diferente de outras pessoas. Perdi meus dois braços, mas ainda posso fazer as coisas de que gosto. Acho que é isso que outras pessoas valorizaram em mim", disse ele.
O itinerário de Liu inclui Hong Kong, Paris, Viena e Taipei.
PEQUIM (Reuters Life!) - O pianista chinês sem braços Liu Wei fará sua primeira turnê mundial para apresentar sua habilidade especial, mostrando ao público internacional a destreza com os dedos dos pés.
Liu nasceu em Pequim e perdeu os dois braços aos 10 anos de idade quando foi eletrocutado durante uma brincadeira de esconde-esconde. Ele conquistou a fama no país tocando piano com os dedos do pé durante o show de talentos de sucesso "China's Got Talent."
A versão chinesa do programa estreou em maio, e a semifinal foi a mais vista no país.
Gravações de suas apresentações foram rapidamente difundidas pela Internet, transformando Liu em um sucesso imediato, semelhante a artistas que disputaram o "Got Talent" em outros países, como Susan Boyle e Paul Potts.
Apesar de precisar de ajuda nas tarefas do dia-a-dia, como comer e beber, Liu estava determinado em treinar os dedos do pé para tocar o piano, e começou a aprender sozinho há cinco anos, praticando até sete horas por dia.
"Sinto que não sou diferente de outras pessoas. Perdi meus dois braços, mas ainda posso fazer as coisas de que gosto. Acho que é isso que outras pessoas valorizaram em mim", disse ele.
O itinerário de Liu inclui Hong Kong, Paris, Viena e Taipei.
Estadão - É a vez de São Paulo receber sir Paul McCartney
O Estado de S. Paulo
Depois de Porto Alegre e Buenos Aires, é a vez de São Paulo receber sir Paul McCartney. Mas você só vai ao show se já tiver garantido o seu ingresso. Não conseguiu bilhetes? A Globo transmite o show depois do Fantástico.
Imagine Isso
Os artistas costumam preferir mostrar seus novos trabalhos a cada nova temporada de shows. Mas não dá para ir a uma apresentação de um ex-beatle e não esperar canções do quarteto. O repertório contempla Drive My Car, I’ve Just Seen a Face e And I Love Her. No telão, todos juntos: os jovens Paul McCartney, John Lennon, George Harrison e Ringo Starr ao som de All My Loving.
In memoriam
Something é uma das (boas) canções do Fab Four que foge à regra - não foi composta por McCartney e Lennon. É de Harrison. Quando ela é tocada, o guitarrista ganha uma homenagem: belas imagens suas passam no telão.
Coro de conforto
Em 1968, Paul compôs Hey Jude para confortar o filho de Lennon, Julian, após a separação dos pais. A canção tem encerrado o show desta turnê. Antecede apenas o bis (duplo), formado somente por músicas dos Beatles. Em Porto Alegre, foram sete, entre elas Yesterday, Get Back, Helter Skelter e The End.
Antes tarde
Ao tocar Here Today no Rock in Rio Lisboa, em 2004, Paul disse: "Nem sempre conseguimos dizer o que queremos. E, quando conseguimos, é tarde demais. Escrevi essa canção depois da morte do meu amigo John". Sim, o John em questão é Lennon e a canção está no repertório da Up and Coming Tour para emocionar você. Em 2010, Lennon completaria 70 anos de idade. Outra homenagem ao parceiro é o hino pacifista Give Peace a Chance.
Educação inglesa
Deixe de lado a ideia de que os britânicos são arrogantes. Pelos menos, no show em Porto Alegre, Paul McCartney foi muito simpático. Antes de subir no palco, recebeu uma rápida aula de ‘português’ e arriscou algumas gírias gaúchas, como ‘trilegal’ e ‘bah, tchê’ - e ainda emendou um "ah, eu sou gaúcho!". É provável que ele prepare algo do tipo para agradar ao público de São Paulo (e precisa?). Não repare se ele chamar você de ‘mano’.
Paul McCartney - Estádio do Morumbi. Pça. Roberto Gomes Pedrosa, 1, V. Sônia, 4003-3222, Estação Morumbi da CPTM. Domingo (21) e segunda-feira (22), 21h30. R$ 140/R$ 700 (ingressos esgotados).
Depois de Porto Alegre e Buenos Aires, é a vez de São Paulo receber sir Paul McCartney. Mas você só vai ao show se já tiver garantido o seu ingresso. Não conseguiu bilhetes? A Globo transmite o show depois do Fantástico.
Imagine Isso
Os artistas costumam preferir mostrar seus novos trabalhos a cada nova temporada de shows. Mas não dá para ir a uma apresentação de um ex-beatle e não esperar canções do quarteto. O repertório contempla Drive My Car, I’ve Just Seen a Face e And I Love Her. No telão, todos juntos: os jovens Paul McCartney, John Lennon, George Harrison e Ringo Starr ao som de All My Loving.
In memoriam
Something é uma das (boas) canções do Fab Four que foge à regra - não foi composta por McCartney e Lennon. É de Harrison. Quando ela é tocada, o guitarrista ganha uma homenagem: belas imagens suas passam no telão.
Coro de conforto
Em 1968, Paul compôs Hey Jude para confortar o filho de Lennon, Julian, após a separação dos pais. A canção tem encerrado o show desta turnê. Antecede apenas o bis (duplo), formado somente por músicas dos Beatles. Em Porto Alegre, foram sete, entre elas Yesterday, Get Back, Helter Skelter e The End.
Antes tarde
Ao tocar Here Today no Rock in Rio Lisboa, em 2004, Paul disse: "Nem sempre conseguimos dizer o que queremos. E, quando conseguimos, é tarde demais. Escrevi essa canção depois da morte do meu amigo John". Sim, o John em questão é Lennon e a canção está no repertório da Up and Coming Tour para emocionar você. Em 2010, Lennon completaria 70 anos de idade. Outra homenagem ao parceiro é o hino pacifista Give Peace a Chance.
Educação inglesa
Deixe de lado a ideia de que os britânicos são arrogantes. Pelos menos, no show em Porto Alegre, Paul McCartney foi muito simpático. Antes de subir no palco, recebeu uma rápida aula de ‘português’ e arriscou algumas gírias gaúchas, como ‘trilegal’ e ‘bah, tchê’ - e ainda emendou um "ah, eu sou gaúcho!". É provável que ele prepare algo do tipo para agradar ao público de São Paulo (e precisa?). Não repare se ele chamar você de ‘mano’.
Paul McCartney - Estádio do Morumbi. Pça. Roberto Gomes Pedrosa, 1, V. Sônia, 4003-3222, Estação Morumbi da CPTM. Domingo (21) e segunda-feira (22), 21h30. R$ 140/R$ 700 (ingressos esgotados).
Folha - Vocalista do Skank diz que versão em espanhol não agradou público no exterior
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Prestes a completar 20 anos, a banda mineira Skank apresenta hoje e amanhã, em São Paulo, o novo DVD "Multishow ao Vivo Skank no Mineirão". Gravado em junho deste ano, o projeto traz 31músicas --que também foram lançadas em CD e Blu-Ray.
Entre os hits estão "É Uma Partida de Futebol", "Jackie Tequila", "Garota Nacional", "Resposta" e "Saideira", além das inéditas "De Repente", "Fotos na Estante" e "Presença".
Henrique Portugal, Haroldo Ferretti, Lelo Zaneti e Samuel Rosa durante a gravação do DVD
No áudio abaixo, o vocalista Samuel Rosa fala sobre a emoção do grupo ao gravar o show na despedida do estádio do Mineirão, que foi fechado para reformas para a Copa do Mundo de 2014 O músico também fala sobre a experiência de tocar no exterior.
"Na Espanha, detestaram a versão de 'Garota Nacional'. Falaram que meu espanhol não estava legal", diz Rosa. "Fazer versões em um idioma que não se está familiarizado é um risco muito grande e costuma não dar certo", pondera o artista.
Prestes a completar 20 anos, a banda mineira Skank apresenta hoje e amanhã, em São Paulo, o novo DVD "Multishow ao Vivo Skank no Mineirão". Gravado em junho deste ano, o projeto traz 31músicas --que também foram lançadas em CD e Blu-Ray.
Entre os hits estão "É Uma Partida de Futebol", "Jackie Tequila", "Garota Nacional", "Resposta" e "Saideira", além das inéditas "De Repente", "Fotos na Estante" e "Presença".
Henrique Portugal, Haroldo Ferretti, Lelo Zaneti e Samuel Rosa durante a gravação do DVD
No áudio abaixo, o vocalista Samuel Rosa fala sobre a emoção do grupo ao gravar o show na despedida do estádio do Mineirão, que foi fechado para reformas para a Copa do Mundo de 2014 O músico também fala sobre a experiência de tocar no exterior.
"Na Espanha, detestaram a versão de 'Garota Nacional'. Falaram que meu espanhol não estava legal", diz Rosa. "Fazer versões em um idioma que não se está familiarizado é um risco muito grande e costuma não dar certo", pondera o artista.
JB - Stereophonics faz show em SP com mix de sucessos e novos hits
Do Terra
SÃO PAULO - O grupo galês Stereophonics veio ao Brasil pela primeira vez e fez sua estreia em São Paulo na noite desta quinta-feira, no Citibank Hall, em São Paulo.
Liderada pelo vocalista Kelly Jones, o grupo empolgou os fãs ao fazer um mix de seus clássicos com as músicas do álbum mais recente, Keep calm and carry on, o sétimo da banda, lançado em 2009.
As músicas Dakota, do álbum Language. Sex. Violence. Other? (2005), e Local boy in the photograph, do disco de estreia Word gets around (1997), fizeram parte do repertório do grupo.
O Stereophonics, formado em 1992, está na estrada há 15 meses e está finalizando sua turnê. Após o show em São Paulo, os músicos seguem para Argentina, Chile e Peru. A intenção do grupo é tirar algumas semanas de descanso para recarregar as energias e entrar em estúdio para gravar um novo álbum.
SÃO PAULO - O grupo galês Stereophonics veio ao Brasil pela primeira vez e fez sua estreia em São Paulo na noite desta quinta-feira, no Citibank Hall, em São Paulo.
Liderada pelo vocalista Kelly Jones, o grupo empolgou os fãs ao fazer um mix de seus clássicos com as músicas do álbum mais recente, Keep calm and carry on, o sétimo da banda, lançado em 2009.
As músicas Dakota, do álbum Language. Sex. Violence. Other? (2005), e Local boy in the photograph, do disco de estreia Word gets around (1997), fizeram parte do repertório do grupo.
O Stereophonics, formado em 1992, está na estrada há 15 meses e está finalizando sua turnê. Após o show em São Paulo, os músicos seguem para Argentina, Chile e Peru. A intenção do grupo é tirar algumas semanas de descanso para recarregar as energias e entrar em estúdio para gravar um novo álbum.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Destaques dos Jornais 18/11/2010
Folha de São Paulo
"Ornette Coleman se apresenta em São Paulo na semana que vem".
"Paul McCartney apanha e dá a outra face desde os anos 60".
"Saiba tudo sobre o show de Paul McCartney em SP".
"Banda pode deixar o "Domingão do Faustão"".
Jornal do Brasil
"Jazz norte-americano com gingado brasileiro".
"Ornette Coleman se apresenta em São Paulo na semana que vem".
"Paul McCartney apanha e dá a outra face desde os anos 60".
"Saiba tudo sobre o show de Paul McCartney em SP".
"Banda pode deixar o "Domingão do Faustão"".
Jornal do Brasil
"Jazz norte-americano com gingado brasileiro".
Folha - Ornette Coleman se apresenta em São Paulo na semana que vem
DE SÃO PAULO
Ele é o maior desconstrutor de melodias da história da música. Seu álbum "Free Jazz", de 1960, radicalizou a linguagem do gênero, já então meio desmontada por Charlie Parker e John Coltrane, levando a improvisação a alturas jamais vistas.
A contrapartida disso foi que o jazz se tornaria "difícil" para o grande público --se é que esse gênero teve isso algum dia.
Mas Ornette Coleman --que se apresenta em São Paulo na próxima semana, dentro da Mostra Sesc de Artes 2010-- também deve ser o maior destruidor de entrevistas da história do jornalismo.
Aos 80 anos, o consagrado sax alto americano não tem lá muita paciência para nada que não seja sua própria arte, coisa que a reportagem descobriu amargamente.
O sr. foi criado no Texas nos anos 1930, durante a Grande Depressão. Foi vítima de racismo?
"Não, não, nunca pensei nisso. Só pensei em três coisas importantes: escolha, honestidade e amor. Isso é simplesmente humano, coisas com as quais nós temos que conviver."
Pergunto se é difícil construir uma carreira de jazzista hoje, já que existem tantos bons músicos dando duro por uns trocados nas ruas e estações de metrô de Nova York, Londres... Ele retruca em sua voz baixa e sussurrada: "Não estou entendendo o que quer dizer...".
O repórter fica inseguro ("Será que meu inglês anda ruim assim?") e lembra ao saxofonista que, em uma entrevista dez anos atrás, afirmou que "economia e arte nunca foram bons companheiros, sobretudo para mim".
Mas recebe outra resposta enviesada: "Acho que é de racismo que você está querendo falar e isso não tem a ver com conhecimento".
Já que toca no assunto, pergunto como vê o governo de Barack Obama, primeiro presidente negro dos EUA: "Não tenho muita informação a respeito, mas acho que está num alto nível".
LIBERDADE
Então, de volta ao seu ofício: sr. Coleman, a crítica insere o "free jazz" na linhagem do bebop... "Nunca pensei em ser influenciado por coisa nenhuma. Tentei [em minha carreira] não sofrer influência de ninguém."
Mas como define o "free jazz", termo que criaria vida própria --e banal-- após ter sido apropriado pela cultura de massa. "Significa que você pode tocar e criar livremente, tocar do jeito que sente, do jeito que gosta."
De fato. Seu álbum clássico juntou dois quartetos que fazem uma improvisação coletiva por quase 40 minutos.
A melodia simples e grudenta dos primeiros minutos desmorona rapidamente nas mãos de mitos como Freddie Hubbard (trompete), Charlie Haden e Scott LaFaro (contrabaixo), liderados pelo próprio Coleman _que toca o mesmo instrumento de Charlie Parker.
Para o músico André Mehmari, o álbum mostra como o verdadeiro "free" é um "paradoxo", pois "ele só pode existir com o suporte de um forte rigor artístico, de respeito por certos limites".
TANTAS EMOÇÕES
Coleman não costuma tocar os grandes standards do jazz em suas apresentações. "Toco, sim, mas não os mesmos de sempre."
Traduzindo: prefere tocar composições de sua própria safra que já se tornaram pequenos clássicos, como "Ramblin'".
A fama o incomoda? "Não tive família nem ninguém me apoiando, simplesmente ocorreu de ser quem eu sou e me reconhecerem por isso."
Indago a Coleman se Nova York --onde reside e de onde concedeu esta entrevista-- ainda é a meca do jazz. "Você está me perguntando se o jazz ainda é importante para alguém aqui? Não estamos falando sobre raça, mas sobre conhecimento, certo?"
Bem, então onde está a melhor cena de jazz da atualidade? "Não saio procurando por isso." E devolve, no mesmo tom ingênuo: "Você toca algum instrumento?".
"Bem, quando criança, tocava o bife no piano para agradar a mama e um pouco de flauta para irritar os vizinhos. Mas nada hoje em dia." E Coleman, cristalino: "Não sei se é o dia o responsável por você não tocar, mas, sim, você mesmo".
Já com o rabo entre as pernas, o repórter faz a clássica pergunta sobre o que ele espera do público brasileiro. "Não espero nada --apenas procuro dar alguma coisa."
Está bem, o sr. venceu. E o que então espera dar ao público daqui? "O que as pessoas chamam de emoção."
"O grande revolucionário do jazz moderno" --como o chamou o crítico Lorenzo Mammì-- parece querer dar as costas para todos os que o incensam há tanto tempo.
"Aquilo de que mais gosto é a humanidade, o amor... É disso que precisamos para viver", arremata Coleman.
ORNETTE COLEMAN
QUANDO sáb., 27/11, às 21h30; e dom., 28/11, às 18h30
ONDE Sesc Pinheiros (r. Paes Leme, 195, Pinheiros, tel. 0/xx/ 11/3095-9400)
QUANTO R$ 40
CLASSIFICAÇÃO 12 anos
Ele é o maior desconstrutor de melodias da história da música. Seu álbum "Free Jazz", de 1960, radicalizou a linguagem do gênero, já então meio desmontada por Charlie Parker e John Coltrane, levando a improvisação a alturas jamais vistas.
A contrapartida disso foi que o jazz se tornaria "difícil" para o grande público --se é que esse gênero teve isso algum dia.
Mas Ornette Coleman --que se apresenta em São Paulo na próxima semana, dentro da Mostra Sesc de Artes 2010-- também deve ser o maior destruidor de entrevistas da história do jornalismo.
Aos 80 anos, o consagrado sax alto americano não tem lá muita paciência para nada que não seja sua própria arte, coisa que a reportagem descobriu amargamente.
O sr. foi criado no Texas nos anos 1930, durante a Grande Depressão. Foi vítima de racismo?
"Não, não, nunca pensei nisso. Só pensei em três coisas importantes: escolha, honestidade e amor. Isso é simplesmente humano, coisas com as quais nós temos que conviver."
Pergunto se é difícil construir uma carreira de jazzista hoje, já que existem tantos bons músicos dando duro por uns trocados nas ruas e estações de metrô de Nova York, Londres... Ele retruca em sua voz baixa e sussurrada: "Não estou entendendo o que quer dizer...".
O repórter fica inseguro ("Será que meu inglês anda ruim assim?") e lembra ao saxofonista que, em uma entrevista dez anos atrás, afirmou que "economia e arte nunca foram bons companheiros, sobretudo para mim".
Mas recebe outra resposta enviesada: "Acho que é de racismo que você está querendo falar e isso não tem a ver com conhecimento".
Já que toca no assunto, pergunto como vê o governo de Barack Obama, primeiro presidente negro dos EUA: "Não tenho muita informação a respeito, mas acho que está num alto nível".
LIBERDADE
Então, de volta ao seu ofício: sr. Coleman, a crítica insere o "free jazz" na linhagem do bebop... "Nunca pensei em ser influenciado por coisa nenhuma. Tentei [em minha carreira] não sofrer influência de ninguém."
Mas como define o "free jazz", termo que criaria vida própria --e banal-- após ter sido apropriado pela cultura de massa. "Significa que você pode tocar e criar livremente, tocar do jeito que sente, do jeito que gosta."
De fato. Seu álbum clássico juntou dois quartetos que fazem uma improvisação coletiva por quase 40 minutos.
A melodia simples e grudenta dos primeiros minutos desmorona rapidamente nas mãos de mitos como Freddie Hubbard (trompete), Charlie Haden e Scott LaFaro (contrabaixo), liderados pelo próprio Coleman _que toca o mesmo instrumento de Charlie Parker.
Para o músico André Mehmari, o álbum mostra como o verdadeiro "free" é um "paradoxo", pois "ele só pode existir com o suporte de um forte rigor artístico, de respeito por certos limites".
TANTAS EMOÇÕES
Coleman não costuma tocar os grandes standards do jazz em suas apresentações. "Toco, sim, mas não os mesmos de sempre."
Traduzindo: prefere tocar composições de sua própria safra que já se tornaram pequenos clássicos, como "Ramblin'".
A fama o incomoda? "Não tive família nem ninguém me apoiando, simplesmente ocorreu de ser quem eu sou e me reconhecerem por isso."
Indago a Coleman se Nova York --onde reside e de onde concedeu esta entrevista-- ainda é a meca do jazz. "Você está me perguntando se o jazz ainda é importante para alguém aqui? Não estamos falando sobre raça, mas sobre conhecimento, certo?"
Bem, então onde está a melhor cena de jazz da atualidade? "Não saio procurando por isso." E devolve, no mesmo tom ingênuo: "Você toca algum instrumento?".
"Bem, quando criança, tocava o bife no piano para agradar a mama e um pouco de flauta para irritar os vizinhos. Mas nada hoje em dia." E Coleman, cristalino: "Não sei se é o dia o responsável por você não tocar, mas, sim, você mesmo".
Já com o rabo entre as pernas, o repórter faz a clássica pergunta sobre o que ele espera do público brasileiro. "Não espero nada --apenas procuro dar alguma coisa."
Está bem, o sr. venceu. E o que então espera dar ao público daqui? "O que as pessoas chamam de emoção."
"O grande revolucionário do jazz moderno" --como o chamou o crítico Lorenzo Mammì-- parece querer dar as costas para todos os que o incensam há tanto tempo.
"Aquilo de que mais gosto é a humanidade, o amor... É disso que precisamos para viver", arremata Coleman.
ORNETTE COLEMAN
QUANDO sáb., 27/11, às 21h30; e dom., 28/11, às 18h30
ONDE Sesc Pinheiros (r. Paes Leme, 195, Pinheiros, tel. 0/xx/ 11/3095-9400)
QUANTO R$ 40
CLASSIFICAÇÃO 12 anos
Folha - Paul McCartney apanha e dá a outra face desde os anos 60
DA FOLHA
Paul McCartney tem 68 anos e, há meio século, ele é o maior astro pop do mundo.
Mas, apesar de toda a pressão da fama e dos conflitos, raramente se viu McCartney perdendo a esportiva. Ninguém é Sir à toa.
Philip Norman, autor de "Shout", uma das melhores biografias dos Beatles, descreve assim a personalidade de McCartney: "Paul, embora tão individualista quanto John, não possuía nada da rebeldia temerária deste. Tinha uma aversão profunda a toda agressão e confrontação aberta, preferindo dobrar os outros à sua vontade usando a simpatia, a diplomacia e a inocência por vezes enganosa de seus grandes olhos castanhos".
JOHN & YOKO
O momento mais marcante no processo de ruptura dos Beatles foi o romance entre John Lennon e Yoko Ono. No fim dos anos 60, Lennon passou a levar Yoko para o estúdio durante as gravações da banda. "O mais inacreditável era que, ao final de cada tomada de gravação, era para Yoko, não para Paul ou George Martin (produtor), que ele se voltava em busca de um comentário", escreveu Philip Norman.
Apesar dessa interferência rude no trabalho da banda, Paul tentou ser diplomático. Diferentemente de George Harrison, que insultou Yoko, acusando-a de "transmitir vibrações negativas". Lennon acusou McCartney de escrever "Get Back" para Yoko: "Toda vez que ele cantava 'Volte para o lugar de onde você veio', ele olhava para Yoko".
Depois do fim dos Beatles, Lennon não perdeu uma chance de achincalhar McCartney. Em 1971, lançou a rancorosa faixa "How Do You Sleep?" ("Como você dorme?"), um ataque direto a Paul, em que dizia: "Um rostinho bonito dura um ano ou dois" e "a única coisa que você fez foi 'Yesterday'".
Dois anos depois dessa briga pública, Lennon estava separado de Yoko e passando por um período difícil, afundado em álcool e drogas. E quem saiu em socorro do ex-parceiro e ajudou o casal a se reconciliar?
"Eu quero que o mundo saiba que foi uma coisa muito tocante o que Paul fez por John", disse Yoko. "Ele ouviu boatos de que John estava com problemas e ficou genuinamente preocupado com seu velho parceiro. John sempre dizia que não entendia por que Paul tinha feito isso por nós, mas ele fez."
A admiração de Yoko por Paul, entretanto, não durou muito. Certa vez, comparou Lennon a Mozart e McCartney a Salieri, o rival menos talentoso de Mozart. E quando McCartney pediu a Yoko que os créditos de algumas canções, como "Yesterday", fossem mudados para "McCartney/Lennon", ela recusou. "A princípio, ela concordou. Mas ligou algumas horas depois, mudara de ideia", disse McCartney.
MICHAEL
Outra megacelebridade com quem McCartney entrou em conflito foi Michael Jackson. No início dos anos 80, McCartney e Jackson gravaram juntos as músicas "Say Say Say" e "The Girl Is Mine". A parceria entre os dois tinha tudo para durar.
Até que McCartney casualmente contou a Jackson que estava ganhando muito dinheiro com edição musical. O ex-beatle, que havia comprado o catálogo das canções de Buddy Holly, disse a Jackson que a melhor maneira de faturar com música era comprar os direitos de edição de canções famosas.
Jackson não titubeou: em 1985, comprou por 47 milhões de dólares cerca de 200 músicas dos Beatles, vencendo o próprio McCartney, que também havia feito uma oferta. "Isso não está certo", disse McCartney, comentando o caso. "Toda vez que eu faço um show e toco 'Hey Jude', preciso pagar". Quando McCartney procurou Jackson, este respondeu: "Ah, Paul, mas são apenas negócios!".
Em 2008, para piorar um pouco as coisas, Michael Jackson lançou o "remix" de seu álbum mais famoso, "Thriller", e simplesmente apagou os vocais de McCartney da faixa "The Girl Is Mine", substituindo o ex-beatle por Will.I.am, do Black Eyed Peas.
Pouco mais de um ano depois, em junho de 2009, Jackson morreu. McCartney, sempre diplomático, foi só elogios ao ex-parceiro: "É muito triste e chocante. Me sinto privilegiado por ter conhecido e trabalhado com Michael. Ele era um menino-homem incrivelmente talentoso e com uma alma gentil".
HEATHER
Mas nenhum conflito de McCartney foi tão feio quanto seu divórcio da ex-modelo e ativista Heather Mills. Eles se casaram em 2002 e tiveram uma filha, Beatrice, em 2003. O relacionamento deteriorou rapidamente, e o casal se separou em 2006. Os detalhes da vida conjugal viraram um banquete para os tabloides sensacionalistas ingleses.
Logo após a separação, Heather Mills foi à imprensa e destruiu McCartney: culpou sua filha, a estilista Stella McCartney, pela separação, ameaçou divulgar fitas de McCartney em sessões de análise e acusou o marido de ser viciado em drogas e álcool.
Em março de 2008, um juiz de Londres concedeu o divórcio. Heather Mills saiu do tribunal com R$ 84 milhões.
Desta vez, ele desabafou, ainda que timidamente: "Não vai haver mais tumulto, nem caos, nem Heather. Enfim, eu tenho paz!".
Paul McCartney tem 68 anos e, há meio século, ele é o maior astro pop do mundo.
Mas, apesar de toda a pressão da fama e dos conflitos, raramente se viu McCartney perdendo a esportiva. Ninguém é Sir à toa.
Philip Norman, autor de "Shout", uma das melhores biografias dos Beatles, descreve assim a personalidade de McCartney: "Paul, embora tão individualista quanto John, não possuía nada da rebeldia temerária deste. Tinha uma aversão profunda a toda agressão e confrontação aberta, preferindo dobrar os outros à sua vontade usando a simpatia, a diplomacia e a inocência por vezes enganosa de seus grandes olhos castanhos".
JOHN & YOKO
O momento mais marcante no processo de ruptura dos Beatles foi o romance entre John Lennon e Yoko Ono. No fim dos anos 60, Lennon passou a levar Yoko para o estúdio durante as gravações da banda. "O mais inacreditável era que, ao final de cada tomada de gravação, era para Yoko, não para Paul ou George Martin (produtor), que ele se voltava em busca de um comentário", escreveu Philip Norman.
Apesar dessa interferência rude no trabalho da banda, Paul tentou ser diplomático. Diferentemente de George Harrison, que insultou Yoko, acusando-a de "transmitir vibrações negativas". Lennon acusou McCartney de escrever "Get Back" para Yoko: "Toda vez que ele cantava 'Volte para o lugar de onde você veio', ele olhava para Yoko".
Depois do fim dos Beatles, Lennon não perdeu uma chance de achincalhar McCartney. Em 1971, lançou a rancorosa faixa "How Do You Sleep?" ("Como você dorme?"), um ataque direto a Paul, em que dizia: "Um rostinho bonito dura um ano ou dois" e "a única coisa que você fez foi 'Yesterday'".
Dois anos depois dessa briga pública, Lennon estava separado de Yoko e passando por um período difícil, afundado em álcool e drogas. E quem saiu em socorro do ex-parceiro e ajudou o casal a se reconciliar?
"Eu quero que o mundo saiba que foi uma coisa muito tocante o que Paul fez por John", disse Yoko. "Ele ouviu boatos de que John estava com problemas e ficou genuinamente preocupado com seu velho parceiro. John sempre dizia que não entendia por que Paul tinha feito isso por nós, mas ele fez."
A admiração de Yoko por Paul, entretanto, não durou muito. Certa vez, comparou Lennon a Mozart e McCartney a Salieri, o rival menos talentoso de Mozart. E quando McCartney pediu a Yoko que os créditos de algumas canções, como "Yesterday", fossem mudados para "McCartney/Lennon", ela recusou. "A princípio, ela concordou. Mas ligou algumas horas depois, mudara de ideia", disse McCartney.
MICHAEL
Outra megacelebridade com quem McCartney entrou em conflito foi Michael Jackson. No início dos anos 80, McCartney e Jackson gravaram juntos as músicas "Say Say Say" e "The Girl Is Mine". A parceria entre os dois tinha tudo para durar.
Até que McCartney casualmente contou a Jackson que estava ganhando muito dinheiro com edição musical. O ex-beatle, que havia comprado o catálogo das canções de Buddy Holly, disse a Jackson que a melhor maneira de faturar com música era comprar os direitos de edição de canções famosas.
Jackson não titubeou: em 1985, comprou por 47 milhões de dólares cerca de 200 músicas dos Beatles, vencendo o próprio McCartney, que também havia feito uma oferta. "Isso não está certo", disse McCartney, comentando o caso. "Toda vez que eu faço um show e toco 'Hey Jude', preciso pagar". Quando McCartney procurou Jackson, este respondeu: "Ah, Paul, mas são apenas negócios!".
Em 2008, para piorar um pouco as coisas, Michael Jackson lançou o "remix" de seu álbum mais famoso, "Thriller", e simplesmente apagou os vocais de McCartney da faixa "The Girl Is Mine", substituindo o ex-beatle por Will.I.am, do Black Eyed Peas.
Pouco mais de um ano depois, em junho de 2009, Jackson morreu. McCartney, sempre diplomático, foi só elogios ao ex-parceiro: "É muito triste e chocante. Me sinto privilegiado por ter conhecido e trabalhado com Michael. Ele era um menino-homem incrivelmente talentoso e com uma alma gentil".
HEATHER
Mas nenhum conflito de McCartney foi tão feio quanto seu divórcio da ex-modelo e ativista Heather Mills. Eles se casaram em 2002 e tiveram uma filha, Beatrice, em 2003. O relacionamento deteriorou rapidamente, e o casal se separou em 2006. Os detalhes da vida conjugal viraram um banquete para os tabloides sensacionalistas ingleses.
Logo após a separação, Heather Mills foi à imprensa e destruiu McCartney: culpou sua filha, a estilista Stella McCartney, pela separação, ameaçou divulgar fitas de McCartney em sessões de análise e acusou o marido de ser viciado em drogas e álcool.
Em março de 2008, um juiz de Londres concedeu o divórcio. Heather Mills saiu do tribunal com R$ 84 milhões.
Desta vez, ele desabafou, ainda que timidamente: "Não vai haver mais tumulto, nem caos, nem Heather. Enfim, eu tenho paz!".
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