terça-feira, 27 de setembro de 2011
Billboard - Pink Floyd lança álbuns remasterizados
Nesta segunda-feira, uma das maiores bandas da história do rock, o Pink Floyd, lançou mundialmente em parceria com a EMI Music álbuns remasterizados.
Os formatos oferecidos incluem CDs, DVDs, Blu-Rays, versões digitais, material inédito, itens de colecionador, aplicativos para iPhone e um novo álbum de coleções Best Of.
Os trabalhos foram lançados sob o nome de Why Pink Floyd…?.
No Brasil, os 14 álbuns remasterizados estarão disponíveis, separadamente ou no box set importado, sob o nome de Discovery. Já a edição Experience The Dark Side Of The Moon virá como álbum duplo, com o álbum na íntegra e um show ao vivo em Wembley, em 1974. A mais luxuosa das edições, chamada Immersion, virá com seis discos, que incluem material inédito, e itens para colecionadores.
Confira o calendário de lançamentos do projeto Why Pink Floyd...?:
26 de Setembro de 2011
Todos os 14 álbuns remasterizados em versões Discovery (unidades ou box set importado) e edições Experience e Immersion do álbum The Dark Side Of The Moon.
07 de Novembro de 2011
A Foot In The Door – The Best Of Pink Floyd e edições Immersion e Experience do álbum Wish You Were Here.
27 de fevereiro de 2012
Edições Immersion e Experience do álbum The Wall.
Para saber mais sobre o projeto Why Pink Floyd...?, visite:
http://whypinkfloyd.com/
www.facebook.com/WhyPinkFloydOfficialPage
Billboard - Kelly Clarkson divulga novo clipe
Com seu quinto álbum de estúdio previsto para o próximo mês, a cantora Kelly Clarkson estreou o novo clipe de seu primeiro single “Mr. Know It All”.
Duas semanas após estrear, a canção entrou para o Hot 100 da Billboard na 18ª posição, e, atualmente, ocupa o 35º lugar.
Confira o clipe de “Mr. Know It All”:
http://www.youtube.com/watch?v=0C_oNMH0GTk&feature=player_embedded
Rolling Stone - Box especial de Elvis Presley recapitula seu ano de ascensão
Com cinco discos, Young Man with a Big Beat relembra o ano de 1956 com raridades, entrevistas e um show ao vivo inédito; Ouça "Love Me Tender"
Um novo box especial de Elvis Presley, Young Man with a Big Beat, celebra os primórdios de sua carreira – em particular 1956, o ano que o decolou ao mainstream musical.
“1956 foi o ano que mudou tudo”, diz o especialista em Elvis e produtor, Ernst Mikael Jørgensen, que compilou o novo box e é o autor do livro Elvis Presley: A Life in Music. “O que aconteceu em 1956 foi que um artista – Elvis – foi tão dominante que durante metade do ano ele permaneceu em primeiro lugar nas paradas de singles.”
A nova coletânea de cinco discos inclui um show ao vivo que contém 10 músicas de uma apresentação em Shreveport, Louisiana para um público de sete mil pessoas, que jamais tinham sido lançadas até o momento. O show demonstra um pouco de sua estrela emergindo pela primeira vez.
“Você ouve Elvis cantando os sucessos e, ainda, mostra o outro Elvis – aquele Elvis que era tão diferente do artista das gravações”, diz Jørgensen. “Quando ele está no palco, ele amolecia as pessoas. Você pode ouvi-lo ir à loucura quando sacode suas pernas. Ele muda as letras, zomba de seus próprias músicas e de sua fala.”
Um CD de entrevista também vem incluso no box. Entre o show e as entrevistas, o pacote fornece uma grande oportunidade de ouvir Presley em seus próprios termos, algo que Jørgensen espera que irá lembrar aos fãs que Presley era um artista, primeiramente e acima de tudo. “Essa é minha paixão – tentar direcionar as pessoas para o que é realmente importante – a música. Esse cara era um cantor incrivelmente talentoso”, conta o produtor.
O pacote é construído cuidadosamente, com uma linha do tempo de 80 páginas que faz uma crônica do ano do reinado de Elvis – como ele deixou de ser um artista country em novembro de 1955 para ser a maior estrela pop de todos os tempos. “Eu destaco duas entrevistas principais – uma de março, no Warmick Hotel, em Nova York, e uma de Lakeland, na Flórida, em agosto”, conta Jørgensen. “A primeira entrevista é bem insegura. Na segunda, o entrevistador lê para ele um trecho de jornal que, basicamente, detona Elvis – o acusa de tudo de ruim abaixo do Sol, e você ouve Elvis, que está muito mais seguro em seu jeito de falar e em suas opiniões, tentando lugar contra todas essas acusações de ser vulgar. Dessa maneira, nas palavras dele mesmo, você pode ver como ele se desenvolve. Ao mesmo tempo, se você for ver as fotos do livro, percebe como ele fica afetado ao ir para Hollywood para fazer Love Me Tender e sair com Nick Adams e Natalie Wood, criando mais estilo ali. Você vê essa transição simultaneamente e eu acho que isso é bem fascinante.”
Rolling Stone - Ouça "The View", primeiro single da parceria entre Lou Reed e Metallica
http://soundcloud.com/loureedmetallica/the-view
Música faz parte do disco Lulu, que tem previsão de lançamento para 31 de outubro
Foi divulgada na íntegra nesta segunda, 26, o primeiro single da parceria entre Lou Reed e Metallica, "The View".
Conforme noticiado anteriormente, os integrantes do projeto prometem que ele irá surpreender os fãs do cantor e da banda. "Lars [Ulrich, baterista do Metallica] e eu ouvimos e pensamos 'nossa, isso é muito diferente'", revelou James Hetfield à Rolling Stone EUA, em junho.
O disco será lançado no mercado internacional no dia 31 de outubro (menos nos Estados Unidos, onde o trabalho sai no dia 1 de novembro). A lista de faixas dele inclui “Junior Dad” (que tem 19 minutos e meio), "Cheat on Me" e Dragon" (ambas com 11 minutos de duração).
Estadão - Björk lança clipe de 'Moon'
SÃO PAULO - Björk lançou na última sexta-feira, 23, mais um videoclipe de seu novo álbum. No vídeo de Moon, a cantora aparece com uma peruca laranja e toca uma espécie de harpa em forma de cinto.
Biophilia deve ser lançado no próximo dia 11 de outubro, acompanhado de vários aplicativos tecnológicos e interativos que prometem experiências sensoriais além da própria música aos ouvintes, como adiantou o diretor Scott Snibbe em entrevista ao Estado em agosto.
Além de Moon, Björk já lançou o vídeo de Crystalline. A cantora também já está divulgando o álbum, incluindo canções nos repertórios de seus shows.
http://www.youtube.com/watch?v=br2s0xJyFEM&feature=player_embedded
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Folha - Crítica: Rock in Rio
MARCO AURÉLIO CANÔNICO
DO RIO
MARCUS PRETO
THALES DE MENEZES
ENVIADOS ESPECIAIS AO RIO
O primeiro fim de semana do Rock in Rio 2011 mostrou que o evento precisa de ajustes. Há problemas para a organização solucionar até a segunda parte do festival, que ocorre de quinta a domingo.
Uma boa parte das pessoas que esgotaram há semanas os 700 mil ingressos dos sete dias de evento passaram por algumas dificuldades, como atrasos de mais de duas horas nos ônibus especiais com passagens compradas antecipadamente.
Esses veículos pararam de pegar passageiros "informais" no meio do caminho, para viajarem em pé, fato comum na estreia, na sexta, mas os atrasos persistiram.
Mais de 350 ocorrências de furtos e assaltos foram registradas. O contingente de policiais e agentes de segurança foi ampliado em 65%, mas a organização da festa ainda tem que quebrar a cabeça para aumentar a vigilância das grades que cercam a grande área da Cidade do Rock. Os batedores de carteira que agem no local entram pulando essas cercas.
O público também reclamou das filas para comprar lanches, com gente levando mais de duas horas para pegar um pedaço de pizza.
Em locais mais distantes dos palcos, há filas pequenas, mas os fãs preferem não se afastar muito dos shows e enfrentam longas esperas.
O Rock in Rio foi notificado ontem pela Delegacia do Consumidor por não permitir a entrada com comida.
Os organizadores rebatem dizendo que apenas grandes volumes são apreendidos, mas a Folha viu seguranças tirando um pequeno pacote de biscoitos de um adolescente e até uma maçã da mochila de uma jovem.
Outro problema é o lixo acumulado a cada dia. Existem áreas praticamente intransitáveis na madrugada.
Ver garotos bêbados dormindo sobre montes de lixo é comum ao final dos shows.
Apesar de tudo, a moçada está deixando a Cidade do Rock satisfeita. Atrações "teen" como Katy Perry, Rihanna e NX Zero fizeram performances consagradoras.
O que não quer dizer que veteranos não tenham vez. O Capital Inicial levantou uma plateia formada basicamente por adolescentes.
E a banda mais esperada, tema de todas as conversas, é a também veterana Guns N' Roses, que encerra o evento no próximo domingo.
AFINOU
ESCALAÇÃO - Dividir as noite por afinidade musical não tinha sido eficiente em outras edições
GRAMA SINTÉTICA - Não transforma a pista num mar de lama
PARQUE DE DIVERSÕES - A oferta de brinquedos foi aprovada, com filas para a roda-gigante
DESAFINOU
ÔNIBUS ESPECIAIS - Venderam passagens antecipadas, mas pegavam passageiros extras
SEGURANÇA - Arrastão a 200 m da entrada deixou 28 pessoas sem carteira, celular e ingresso
PALCO SUNSET - Som embolado e com microfonias
Estadão - O Encerramento do Rock in Rio
Milhares de camisetas pretas invadiram a Cidade do Rock na tarde deste domingo, 25, o uniforme monocromático dos fãs do metal pesado. O Metallica encerrou o terceiro dia do festival com um show memorável. Com 30 anos de carreira, a banda mostrou vigor e fez um show de duas horas, com direito a trecho de Samba de Uma Nota Só. Antes deles, o Slipknot mostrou todo seu circo de horrores com muita pirotecnia e causou comoção nos fãs. Os veteranos do Motörhead não deixaram por menos. O grupo, liderado pelo mitológico baixista Lemmy Kilmister, abriu o show com Iron Fist. Ao ouvir o primeiro acorde, o público foi abaixo, cantando juntos numa espécie de catarse coletiva.
Mais cedo, o pós-hardcore do grupo americano Coheed & Cambria ganhou a plateia. No palco Sunset, o Sepultura roubou as atenções enquanto a banda Glória abria o Palco Mundo.
A primeira apresentação contou com um encontro de peso no palco Sunset: Matanza e o músico B Negão. Com o auxílio de convidados ilustres, como East Bay Ray, 53 anos, guitarrista da lendária banda punk Dead Kennedys, o Korzus fez tremer o chão da Cidade do Rock. Literalmente. Durante sua apresentação, o público ensaiou um mosh gigantesco. O Palco Sunset também promoveu o encontro do Angra com Tarja Turunen, ex-vocalista do Nightwish.
Apesar das aparências, foi um dos dias mais pacíficos do Rock in Rio.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Folha - Com elenco local, Municipal tem "Rigoletto" de prestígio
JORGE COLI
ESPECIAL PARA A FOLHA
A estreia de "Rigoletto", de Verdi, no último dia 12, no Theatro Municipal de São Paulo, deu-se em noitada de festa, quando o teatro foi fechado para convidados. Coisa nada simpática, essa, de bloquear um espetáculo só para os amigos da prefeitura.
A prefeitura tem seu camarote, e é muito justificável que reserve para si alguns ingressos de cortesia. Mas dinheiro público pagando representação para figurões, sei não.
Ainda mais que muitos ou não vieram, ou vieram apenas para o coquetel e foram embora, escapando de aguentar uma ópera em três atos porque ninguém é de ferro.
Depois do coquetel e da discurseira, o elenco internacional cantou para uma sala meio vazia. A experiência e a musicalidade do barítono, no papel de Rigoletto, não compensaram o declínio da voz, já sem cor e sem projeção; Gilda, a soprano, não atingia os agudos exigidos pela partitura; o tenor mostrou-se sem nuances e sem volume.
A ópera só levantou certa emoção no público durante o último ato, que exige um pouco menos dos cantores. Compensava a força poderosa da música, sustentada pela orquestra, transparente, lírica, uma beleza.
Para que trazer um elenco de segunda ou terceira zona? Pagar caro a cantores medíocres? Compreende-se que o Municipal quisesse um espetáculo de prestígio para seu centenário. No caso, deveria abrir de fato os cofres e pagar artistas prestigiosos.
Na sexta, dia 16: Municipal apinhado e ávido. O elenco , desta vez o nacional, obteve um triunfo.
Rodolfo Giugliani, formidável Rigoletto, tem o timbre verdiano, potência vocal, força expressiva e interpretativa. Gilda foi assumida por Lina Mendes, menina que mal chegou aos 24 anos! Há progressos por fazer, mas que frescor no timbre, que delícia ouvi-la subir até alturas vertiginosas no "Caro Nome".
Marcos Paulo, o duque, é um tenor elegante, nuançado, musical. Savio Sperandio estupendo, como Sparafucile. Maravilhosos Stephen Bronck, Edinéia de Oliveira, e Celine Imbert. A orquestra, mais rodada, se incendiava graças a Abel Rocha -meio mago, inspirado, iluminado pela emoção.
Os cenários austeros, que pareciam esquálidos na estreia, ganhavam poesia: no final, expondo as coxias e envolvendo a sala nos reflexos de um plano d'água, levavam o teatro inteiro para um mundo de sonhos maus.
RIGOLETTO
AVALIAÇÃO regular (elenco internacional); ótimo (elenco nacional)
JORGE COLI é professor de história da arte e da cultura no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp. Ele é autor de um dos textos do programa distribuído ao público da atual montagem de "Rigoletto"
Folha - Pop Tecla Sap
Novos nomes do pop brasileiro cantam só em inglês e adotam estilo de ídolos gringos; eles dizem sofrer preconceito do mercado
CHICO FELITTI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Lu Alone estava sozinha na categoria melhor cantora do Prêmio Multishow 2011, na semana passada. Era a única finalista que só cantava em inglês, competindo com lusófonas como Pitty, Maria Gadú e Ana Carolina.
A mineira de 18 anos não levou o troféu (a sertaneja Paula Fernandes ganhou), mas a indicação por voto público já é um marco para uma geração novíssima do pop: uma leva de brasileiros que só canta em inglês.
"Eu fui alfabetizada em inglês. Então é mais difícil compor e cantar em português", justifica Alone à Folha.
Isso porque ela morou nos EUA com a família antes de se mudar para Belo Horizonte, ainda criança.
Trouxe o estilo de cantar de crias da Disney como Demi Lovato e Miley Cyrus. "Eu me identifico demais com a Demi. De-mais."
Quem ouve o CD da brasileira, que vendeu 15 mil cópias, também identifica muito o estilo da americana.
As músicas soam como a versão que Lu faz de "Sugar Sugar", rock doce escrito em 1969 para ser música do desenho "Archie". Cantada por ela, é uma simulação de rebeldia (de chapinha feita) para teen ouvir.
O segundo CD, que vem até o fim do ano, "vai ser no mesmo estilo", adianta Lu.
DISNEY BRASILEIRA
Justin Timberlake é outro ex-Disney em que se referencia a onda pop "brasinglês".
"Eu quero ser como ele", diz Rickkie, 27, que divulgou na última terça, na internet, a música "December 13th" e em novembro lança o álbum com mesmo nome.
Rickkie é o nome artístico de Rick Garcia, neto da cantora do rádio Isaurinha Garcia, diva dos anos 40.
Ele abandonou o sobrenome famoso em nome da carreira internacional. "Facilita a pronúncia em inglês."
Mas, se americanizar não é tarefa fácil, garante o ex-ator global das novelas "Malhação" e "Eterna Magia".
"É muito trabalho, porque na 'house music' de verdade, lá fora, é tudo ensaiado." E os ensaios são baseados em exibições de ídolos como Madonna. "Tudo é inspiração, né? Ninguém cria do nada."
Rickkie contratou Sylvio Lemgruber, coreógrafo da "Dança dos Famosos", do "Domingão do Faustão", para três horas diárias de aula.
Ele conta com bombado corpo de dança, formado por oito bailarinas profissionais.
"Os dançarinos são mais importantes do que a banda", concorda o cantor Torino, 22.
Torino é o nome artístico desse araçatubense que há dois anos veio para São Paulo se lançar como cantor na esteira de Lady Gaga.
Como Gaga, ele faz shows em que mistura voz distorcida com piano, dança em performances loucas e tem um guarda-roupa feito de vinil.
O CD de estreia está pronto. "Vai ser um sucesso, quando lançado. Mas quero que seja num esquema mundial."
"O Brasil tem preconceito com artistas daqui cantando em inglês", afirma Lu Alone, "mas a gente está quebrando isso". "Só gostam de sertanejo", diz Rickkie. Ao que Torino ecoa:
"Oh, yeah!".
Estadão - Chega ao País novo álbum de Jay-Z e Kanye West
Feito raro nos tempos atuais, nenhuma faixa do CD caiu na internet antes do tempo
Quando a revolução do rap em 2011 parecia vir de um grupo alternativo formado por garotos arruaceiros e de versos afiados, o Odd Future Wolf Gang Kill Them All (abreviado como OFWGKTA, ou Odd Future), dois dos mais importantes produtores e músicos da música black americana resolveram se unir e garantir o reinado de volta. Jay-Z e Kanye West, juntos, lançaram o explosivo "Watch The Throne", disco que chegou na semana passada nas lojas do País.
O disco é pomposo já na sua arte da capa, toda dourada, uma criação do designer italiano Riccardo Tisci, diretor criativo da marca Givenchy. E chega com os dois rappers tinindo. Há tempos os dois já ditam as cartas no mundo pop - desde que o rap deixou de ser propriedade das ruas e ganhou as rádios populares do mundo todo. Jay-Z, marido da estrela do R&B e dos rebolados Beyoncé, está sob os holofotes há, pelo menos, dez anos, quando lançou "The Blueprint". E Kanye West começou a ganhar seu espaço justamente neste álbum do parceiro, assinando como produtor.
A evolução de West, nestes anos, levou-o até o ápice, no ano passado, com o lançamento do excelente "My Beautiful Dark Twisted Fantasy". Jay-Z, obviamente não tinha ficado para trás. Um ano antes, em 2009, apresentou o também elogiado "The Blueprint 3". Ou seja, quando os dois rappers se juntaram para "Watch The Throne", eles estavam no auge da sua forma: rítmica, melódica e criativa. O álbum é prova disso.
A gravação foi feita numa operação de segurança máxima. Nenhuma faixa caiu na internet antes do tempo. Os rappers queriam que o trabalho fosse ouvido como um todo. Gravado em quartos de hotel improvisados como estúdios, o disco coloca no rap num novo nível de refinamento.
São 12 faixas com texturas distintas, ora agressivas, ora pacíficas, às vezes retrô, outras contemporâneas. Usam samples de músicas de James Brown, como na grandiosa "No Church In The Wild", e, na canção seguinte, "Lift Off", deixam Beyoncé soltar o vozeirão. O single "Otis", com gravações do lendário cantor e compositor Otis Redding (1941 a 1967), é uma joia preciosa dessa recuperada coroa do rap.
Kanye West virá a São Paulo para o festival SWU, de 12 a 14 de novembro, em Paulínia, enquanto o parceiro Jay-Z, dado como grande nome do Rock in Rio, cancelou sua participação. Vale sonhar com um show em conjunto. As informações são do Jornal da Tarde.
Estadão - Thom Yorke divulga faixa inédita em programação para rádio britânica
'The Twist' inclui mix feita com exclusividade pelo vocal do Radiohead para a XFM
Por Emanuel Bomfim
Território Eldorado
Convidado para fazer uma seleção musical para o programa de Mary Anne Hobbs na rádio britânica XFM, o vocalista do Radiohead, Thom Yorke, aproveitou para divulgar um som inédito, de nome The Twist.
A programação de 25 minutos ininterruptos, intitulada ‘MoneyBack mix’ (ouça a íntegra baixo), ainda inclui um remix de sua autoria, na faixa Cortical Songs, de John Matthias (com Nick Ryan). O músico ainda selecionou temas do Modeselektor, Fou Tet, Fela Kuti e dois remixes de King of Limbs, mais recente trabalho do Radiohead: Give Up The Ghost e Bloom.
Veja abaixo a tracklist do programa:
John Matthias (with Nick Ryan) – ‘Cortical Songs’ (Thom Yorke Remix)
Thom Yorke – ‘The Twist’ (unreleased excerpt)
Modeselektor – ‘Art & Cash’ (Bok Bok & Roska remix)
Thom Yorke – ‘Good Evening Mrs Magpie’ (Modeselektor remix )
Four Tet – ‘Tinariwen’ (Four Tet Rmx)
Fela Kuti – ‘Roforofo Fight’ (edit!)
Radiohead – ‘Give Up The Ghost (Thriller Houseghost mix)
Radiohead – ‘Bloom’ (Blawan Remix)
http://www.mixcloud.com/MaryAnneHobbs/thom-yorke-moneyback-mix-xfm-music-response-150911/
Estadão - Rihanna abre turnê brasileira com show quente em SP
SÃO PAULO - Com uma hora de atraso, a cantora Rihanna subiu no sábado, 17, ao palco da Arena Anhembi para o seu primeiro show no Brasil. Sem trocar o figurino justo nenhuma vez, a carismática popstar de Barbados não economizou nas insinuações sensuais para conquistar o público, formado por jovens e adolescentes.
Cantora usou figuro sexy na estreia da turnê brasileira, em São Paulo
Com apenas 23 anos, Rihanna é hoje um dos principais nomes do pop. Em seu álbum mais recente, ‘Loud’ (2010), a cantora brinca com temas polêmicos como sadomasoquismo, em ‘S&M’. No clipe, ela ainda provoca a imprensa, colocando coleiras em jornalistas. Apresentada na primeira parte do show, a música foi uma das mais bem recebidas pelos fãs em São Paulo, com direito a uma performance provocante entre Rihanna e seus dançarinos.
Mesmo sem falar muito com o público, a popstar não deixa nenhum hit de fora – desde os recentes ‘Only Girl (In The World)’ e ‘What’s My Name’ a ‘Please Don’t Stop the Music’, de 2007. Antes de ‘Cheers’, simulou que estava tomando uma dose de tequila, emendando com um ‘salud!’, em espanhol. No bloco das baladas, ‘California King Bed’ e ‘Hate That I Love You’, tocadas exaustivamente nas rádios brasileiras, foram cantadas em coro.
No final, ‘Umbrella’ e uma chuva de papel picado dão um tom épico à apresentação. "Esta foi minha primeira vez no Brasil, e eu espero vê-los de novo", disse Rihanna, que ainda passa por Belo Horizonte, Brasília e pelo Rock In Rio. E a resposta do público foi dada nos telões: dezenas de fãs levantavam faixas com declarações de amor à cantora. O bis, porém, não veio.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Destaques de 16 de setembro
- Billboard - Marc Jacobs divulga novo álbum do Blondie
- Billboard - Slash lançará CD e DVD ao vivo
- Billboard - Björk explica atraso no lançamento de novo CD
- Rolling Stone - MGMT grava cover de Bauhaus
- Rolling Stone - Adele, Lady Gaga e Rihanna entram pro Guiness
- Folha - Rihanna abre temporada das meninas polêmicas
- Estadão - Rihanna revela que já trabalha em novo álbum
- Estadão - Depois de Amy Winehouse, Tony Bennett grava com Lady Gaga
Billboard - Marc Jacobs divulga novo álbum do Blondie e vende produtos da banda
O estilista Marc Jacobs transformou sua loja na Bleecker Street, em Nova York, em um local de divulgação do novo disco da banda Blondie, Panic Of Girls.
Na loja são comercializados diversos produtos do Blondie, como livros e camisetas. A vocalista Debbie Harry visitou o local e falou sobre o apoio do estilista, destacando o fato de que Jacobs “nunca esqueceu suas raízes”.
“Eu tenho uma associação de muito tempo com Marc Jacobs, desde os dias de CBGB [lendária casa noturna de Nova York onde começou o movimento punk e onde o Blondie tocou as primeiras vezes], e ele sempre deu suporte para aquela cena. Eu amo e admiro o fato de que, mesmo tendo tanto sucesso no mundo da alta costura, ele nunca esqueceu suas raízes”, declarou Debbie Harry.
Billboard - Slash lançará CD e DVD ao vivo
O lendário guitarrista Slash lançará, no dia 14 de novembro, um CD e DVD ao vivo. O álbum se chamará Made In Stoke 24/7/11 e será lançado em CD duplo e em edição especial com DVD que inclui cinco faixas-bônus e uma entrevista com o guitarrista.
O show terá músicas do Guns N’ Roses e do Velvet Revolver, bandas das quais Slash fez parte, além de músicas de seu álbum solo homônimo, lançado em 2010. “Sweet Child O’Mine”, “Nightrain”, “Patience”, “Mr Brownstone” e “Paradise City” são alguns dos clássicos que fazem parte do registro ao vivo.
Confira abaixo todas as músicas que farão parte do album Made In Stoke 24/7/11
"Been There Lately"
"Nightrain"
"Ghost"
"Mean Bone"
"Back From Cali"
"Rocket Queen"
"Civil War"
"Nothing To Say"
'"Starlight"
"Promise"
"Doctor Alibi"
"Speed Parade"
"Watch This"
"Beggars & Hangers-On"
"Patience"
"Godfather Theme"
"Sweet Child O'Mine"
"Slither"
"By The Sword"
"Mr. Brownstone"
"Paradise City"
Billboard - Björk explica atraso no lançamento de Biophilia
A cantora Björk explicou o atraso no lançamento de seu novo disco, Biophilia. Agendado para ser lançado no dia 27 de setembro, o álbum foi adiado para 10 de outubro. Bjork postou em seu site oficial uma explicação sobre a mudança de data.
“Após divertidos trabalhos aventureiros com os criadores de aplicativos, nós colocamos a música neles em maio [Björk lançou aplicativos para Iphone que funcionavam como divulgação do disco]. Eu sinto que ele se encaixou neste mundo de aplicativos e realidade virtual como uma luva, meio acústico e limpo, com algo mais sombrio, mas de alguma forma o CD precisava de mais sangue e músculos, oxigênio e outras coisas. Eu sinto que o álbum tem um potencial de crescimento diferente do que o aplicativo e é importante seguir estes palpites, mesmo sabendo que eles são escorregadios e, às vezes, não saber para onde eles estão te levando”, comentou.
A cantora finlandesa também explicou que o álbum tomou uma nova direção e que ela pretende incluir uma versão ao vivo de uma das canções no disco, porém não revelou qual seria. Björk comentou sobre a ajuda que teve de amigos na mixagem do disco. “Meu amigo, o incrivelmente talentoso músico Leila Arab, veio para a Ilha do Gelo [apelido da Finlândia] e adicionou uma escultura no som, especialmente no fundo. E o super talentoso técnico de mixagem Mandy Parnell também veio e me ajudou a deixar a coisa toda mais quente e encorpada. Eu estou muito feliz por ter feito isto. Parece que Biophilia tem um corpo”, completou Björk.
Biophilia será o oitavo álbum da carreira de Bjork. O álbum sucede Volta, de 2007.
Rolling Stone - MGMT grava cover de Bauhaus
"All We Ever Wanted Was Everything" integra a compilação Late Night Tales
O MGMT gravou um cover de “All We Ever Wanted Was Everything”, do Bauhaus, para a compilação Late Night Tales. As informações são do site do semanário britânico NME. Ouça abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=xdawyF2wZes&feature=player_embedded
O duo incluiu no trabalho versões do Velvet Underground, Suicide, Television Personalities, Durutti Column, Felt e Julian Cope. Late Night Tales chegará ao mercado em 3 de outubro
Enquanto isso, em 2012 o MGMT deverá lançar mais um álbum de inéditas, sucessor de Congratulations, de 2010. Em entrevista recente à Esquire, a dupla confirmou já estar trabalhando em novas faixas e informou que o disco será “feliz” e “divertido”.
Veja abaixo a tracklist de Late Night Tales:
Disco Inferno – “Can't See Through It'”
The Great Society –“Love You Girl”
Suicide –“Cheree”
Television Personalities – “Stop and Smell the Roses”
The Velvet Underground – “Ocean”
Felt –“Red Indians”
Julian Cope – “Laughing Boy”
Durutti Column – “For Belgium Friends”
Charlie Feathers – “Mound of Clay”
Mark Fry – “For Wilde”
MGMT – “All We Ever Wanted Was Everything”
Cheval Sombre – “Troubled Mind”
Dave Bixby – “Drug Song”
The Jacobites – “Hearts Are Like Flowers”
The Chills – “Pink Frost”
Martin Rev – “Sparks”
The Wake – “Melancholy Man”
Spacemen 3 – “Lord Can You Hear Me?”
Pauline Anna Strom – “Morning Splendor”
Paul Morley – “Lost for Words Part 2”
Rolling Stone - Adele, Lady Gaga e Rihanna entram para o Guinness Book
Cantoras pop têm seus feitos nas paradas musicais registrados no livro dos recordes de 2012
Nomes do pop no Guinness Book of World Records (livro dos recordes), segundo informou o site da MTV norte-americana. Adele, Lady Gaga e Rihanna entraram na edição de 2012 da publicação.
Adele aparece com três recordes, incluindo ser a primeira mulher a ter dois singles e dois álbuns no Top 5 das paradas britânicas simultaneamente – feito que só os Beatles conseguiram, em 1963. Seu segundo álbum, 21, foi o primeiro na história das paradas britânicas a vender 3 milhões de cópias em um ano. Além disso, o disco ficou em primeiro lugar por 11 semanas - batendo o recorde de Madonna, com The Immaculate Collection.
Lady Gaga, por sua vez, entrou para o livro dos recordes por ter o perfil no Twitter com mais seguidores, contabilizando 11,259,372 pessoas em 29 de junho (hoje esse número já se encontra em 13,492,123). Além disso, "Poker Face" foi homenageada pelo feito de ter ficado 83 semanas na lista de Hot Songs em download digital nos Estados Unidos.
Rihanna marcou presença no Guinness Book of World Records por ser a primeira cantora a ter singles no topo das paradas britânicas por cinco anos consecutivos (2007 a 2011), de "Rude Boy" a "Only Girl (In the World)". Apenas Elvis Presley e os Beatles tiveram mais singles e mais anos consecutivos no topo das paradas.
Justin Bieber, Black Eyed Peas, J.K. Rowling, Glee, Willow Smith, Lil Wayne e U2 foram os outros nomes que também marcaram presença no Guinness Book of World Records.
Folha - Rihanna abre temporada das meninas polêmicas
Em fase "selvagem", cantora faz show em São Paulo antes do Rock in Rio
Ke$ha incentiva o sexo, enquanto Katy Perry quer melhorar imagem e Britney Spears sai de período de reabilitação
Se Rihanna, 23, não subir ao palco montado na Arena Anhembi amanhã à noite vestindo um shortinho pequeno e justo, a plateia vai chiar.
A mesma coisa vai acontecer se Ke$ha, na semana que vem no Via Funchal, não cuspir nos privilegiados fãs próximos ao palco. Antes delas e da musa dos decotes Katy Perry, Britney Spears já era um ímã de paparazzi no início da década passada. Ser uma "bad girl" virou exigência do estrelato.
Rihanna gravou o primeiro CD -e recebeu disco de ouro- ainda adolescente. Nascida em Barbados, era descrita na imprensa como "decidida" e "dona de seu nariz".
Aí o marido, o cantor Chris Brown, acertou esse nariz e outras partes do corpo dela. Humilhada, cheia de hematomas, foi ao tribunal e se separou dele. Aí se soltou.
Como um recado para que Brown não chegasse perto, tatuou desenhos de pistolas automáticas no corpo. E tratou de mostrá-lo muito em festas. Agora o adjetivo "party animal" a acompanha.
Ke$ha, outra que virou estrela aos 20 anos (tem 24 agora), tem o mau comportamento como bandeira. "Eu sou selvagem. Me considero uma criança selvagem, mas sou uma boa pessoa. Posso ser bem malcriada", disse em entrevista à Folha. Alcoólatra assumida, riu quando perguntada sobre ter declarado que escova os dentes com uísque Jack Daniel's. "Sempre! É muito bom, você deveria tentar", respondeu.
Criticada por incentivar o sexo entre adolescentes, mensagem constante de suas letras, ela explicou a nova onda de seus shows, a "chuva de camisinhas".
"Eu estimulo que as pessoas façam muito sexo e que seja incrível, mas quero ter certeza de que meus fãs estão seguros. Então eu criei minhas próprias camisinhas. Todo mundo transa, então faça isso de um jeito seguro." Há outra "chuva" em suas apresentações. Ela costuma encher a boca d'água e cuspir em cima dos fãs.
A integrante mais "delicada" do quarteto é Katy Perry, 26, mais conhecida por bater recordes de vendas com seus dois álbuns e espremer o corpão em vestidos diminutos.
Katy escolheu para marido um bad boy na essência, o ator cômico inglês Russell Brand, que se gaba de ter experimentado todas as drogas disponíveis, até crack.
Para tentar apagar um pouco a imagem de menina má, aceitou o convite para o programa infantil "Muppet Show". Mas suas cenas, com vestido curto e decotado, foram cortadas pela produção. Claro, "vazaram" na internet. Aos 29 anos, Britney Spears é pioneira entre as meninas malvadas. Alterna fases tranquilas e tumultuadas da mesma forma que engorda e afina o manequim.
Teve um casamento em Las Vegas que durou apenas 55 horas. Aí casou de verdade com um bailarino e teve os dois filhos que já passaram poucas e boas com a mãe.
Perdeu a guarda dos meninos, foi presa drogada, topou cantar numa festa da MTV em 2007 acima do peso e sem a mínima condição física para acompanhar os bailarinos.
Ao que parece, os períodos na reablitação fizeram bem a ela, e Britney virá em boa fase ao Brasil. Até outubro, o público vai escolher a melhor das "erradas".
(IURI DE CASTRO TÔRRES e THALES DE MENEZES)
Estadão - Rihanna revela que já está trabalhando em novo álbum
A cantora Rihanna disse nesta quinta (15) em seu perfil no Twitter que já está trabalhando em seu novo disco de estúdio, menos de um ano após o lançamento de Loud. "Eu não posso esperar para começar a encher vocês com alguns detalhes. Mas por enquanto, boca fechada!”, postou.
Desde que estreou em 2005, com o álbum Music of the Sun, a cantora de Barbados já lançou cinco discos na carreira – sendo Good Girl Gone Bad (2007) o que a projetou internacionalmente, graças ao hit Umbrella.
Recentemente, Rihanna foi confirmada como uma das atrações no novo trabalho do Coldplay, Mylo Xyloto. Ela canta na faixa Princess of China.
Neste mês, a musa pop de Barbados cumpre agenda pelo Brasil, com shows em São Paulo (dia 17 de setembro, no Estádio do Pacaembu), Belo Horizonte (18, Ginásio do Mineirinho), Brasília (21, Ginásio Nilson Nelson) e Rio de Janeiro (23, no Rock in Rio).
Estadão - Depois de Amy Winehouse, Tony Bennett lança dueto com Lady Gaga
Foi divulgado na tarde desta quinta-feira, 15, a música que Tony Bennett gravou em parceria com Lady Gaga. A canção The Lady Is A Tramp faz parte do disco Duets II, que celebra os 85 anos do cantor. O álbum traz também duetos com Amy Winehouse e Mariah Carey.
The Lady Is A Tramp foi escrita em 1937 por Rodgers and Hart e ficou popularmente conhecida na voz de Frank Sinatra e outros astros do jazz.
Duets II terá lançamento mundial no dia 20 de setembro. Além de Lady Gaga, Amy Winehouse e Mariah Carey, o trabalho conta com as participações de Sheryl Crow, John Mayer e Norah Jones.
http://www.youtube.com/watch?v=SLjlLnGx_Ao&feature=player_embedded
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Destaques de 15 de setembro
- Billboard - Evanescence divulga novo clipe
- Billboard - Definido novo single de Katy Perry
- Billboard - Kassin apresenta novo álbum em São Paulo
- Billboard - Site é lançado para celebrar Nevermind
- Billboard - Dicas semanais da redação da Billboard
- Rolling Stone - Ivete Sangalo e Caetano Veloso lideram indicaçãos brazucas a Grammy
- Rolling Stone - Mimo, o palco da música instrumental
- Rolling Stone - Ouça a nova faixa de James Blake
- Estadão - Calle 13 lidera indicações para o Grammy
- Estadão - Rolling Stones relança "Some Girls"
- Estadão - Copacabana Club e mais quatro atraçõesno SWU
- Estadão - David Lynch divulga capa de álbum solo
Billboard - Evanescence divulga novo clipe
O Evanescence, que lançará seu álbum homônimo no dia 11 de outubro, divulgou o clipe de seu single “What You Want”. Abaixo, você confere o novo clipe da banda americana:
http://www.youtube.com/watch?v=wVWazHTunSI&feature=player_embedded
Billboard - Definido novo single de Katy Perry
O novo single da cantora Katy Perry será “The One That Got Away”. A música será o sexto single de seu álbum Teenage Dream. Todos os outros cinco anteriores atingiram o topo do Billboard Hot 100, igualando a cantora com Michael Jackson como artista com mais singles de um único disco a atingir o topo.
Caso “The One That Got Away” também atinja a posição máxima da lista, Katy Perry será a única artista nos 53 anos de história do ranking a emplacar seis singles de um mesmo álbum no topo.
Confira abaixo "The One That Got Away":
http://www.youtube.com/watch?v=Q45PVYamJbY&feature=player_embedded#!
Billboard - Kassin apresenta novo álbum em São Paulo amanhã
Alexandre Kassin - que já produziu grandes nomes da música com Caetano Veloso, Los Hermanos, Vanessa da Mata, Jorge Mautner e Adriana Calcanhotto - apresenta amanhã, em São Paulo, o show de lançamento de seu novo álbum Sonhando Devagar.
O lançamento no Rio de Janeiro ocorreu no dia 24/08.
Confira uma matéria exclusiva com o produtor musical e multi-instrumentista Alexandre Kassin na Billboard Brasil deste mês - já nas bancas!
Serviço:
Kassin
Data: 15 de setembro
Horário: 23 horas
Local: Studio SP - r. Augusta, 591 - São Paulo - SP
Tel. 3129-7040
Preço: R$ 25 e R$ 15 (com nome na lista - www.studiosp.org/promolista)
Billboard - Site é lançado para celebrar o 20º aniversário de Nevermind
O álbum Nevermind, do Nirvana, completa 20 anos de lançamento no dia 24 de setembro, mas as comemorações já começaram. Está no ar um site com a história do disco e diversas informações, fotos e vídeos. O site permite, ainda, o compartilhamento das opiniões dos fãs sobre o disco. Vários músicos já deixaram seus comentários, incluindo Alex Turner, do Arctic Monkeys, Chris Cornell, Eddie Vedder e Flea, do Red Hot Chili Peppers.
O ex-baterista do Nirvana Dave Grohl escreveu: "Todo aquela sucesso ocorreu muito rápido. O engraçado é que o Nirvana continuou tocando em lugares que comportavam de 700 a 800 pessoas numa época em que já tínhamos conquistado um disco de ouro. Ainda fazíamos turnê em uma van quando já tínhamos um disco de platina. Eu ainda morava no quarto dos fundos da casa de um amigo quando já tinhamos vendido dez milhões de cópias".
No dia 19 de setembro, uma versão remasterizada de Nevermind será lançada.
O ex-baterista do Nirvana Dave Grohl escreveu: "Todo aquela sucesso ocorreu muito rápido. O engraçado é que o Nirvana continuou tocando em lugares que comportavam de 700 a 800 pessoas numa época em que já tínhamos conquistado um disco de ouro. Ainda fazíamos turnê em uma van quando já tínhamos um disco de platina. Eu ainda morava no quarto dos fundos da casa de um amigo quando já tinhamos vendido dez milhões de cópias".
No dia 19 de setembro, uma versão remasterizada de Nevermind será lançada.
Billboard - Dicas semanais da redação da Billboard Brasil
Confira a nova edição da sessão Quartas Musicais, com dicas da redação da Billboard Brasil. Clipes, discos, singles, tudo ligado ao mundo da música.
Ainda Bem – Marisa Monte
Gabriela Arbex (Editora Executiva)
A minha dica de hoje é a nova música de Marisa Monte, “Ainda Bem”, composta em parceria com Arnaldo Antunes e gravada com as participações do trio de frente do Nação Zumbi - Lucio Maia (guitarra), Pupillo (bateria) e Dengue (baixo) - , do argentino Gustavo Santaollala (ronroco e violão) e de Dadi (guitarra e violão). Disponível no site oficial da cantora, via streaming, a música fará parte do novo álbum, que será lançado até o final do ano. Vale a pena conferir.
I'm the one – Black Flag
João Martin Jr. (Diretor de Arte)
Na verdade essa semana não é bem uma dica, e sim um resultado de uma conversa com amigos, de qual seria o melhor riff do Black Flag. E minha opinião foi a de "I'm The One" que é do disco Loose Nut, penúltimo álbum lançado por eles, e um disco que muita gente torce o nariz. Se não conhece o Black Flag, corra atrás da discografia dos caras e veja se essa banda te influencia como influenciou muita bandas até o dia de hoje.
Days Are Forgotten – Kasabian
Daniela Liquieri (Designer)
A banda inglesa divulgou sexta passada o clipe de “Days Are Forgotten”, single do aguardado Velociraptor!. O disco será lançado oficialmente nessa sexta (16), mas já é possível encontrar o álbum completo circulando na internet.
Banana Splits – The Dickies
Gabriel Daher (Repórter)
Um dos precursores do punk rock californiano, o The Dickies estará em São Paulo para uma apresentação única nesta sexta. Rápidos e divertidos, a banda é obrigatória pra quem gosta do lado mais bem-humorado do punk rock. O vídeo promocional e a música "Banana Splits" deixam isso evidente. Imperdível.
Shimmer and Shine - Ben Harper & The Relentless7
Matheus Freitas (Repórter do site)
Single do álbum White Lies for Dark Times, de 2009 - primeiro disco que Ben Harper gravou com a banda Relentless7. Acho sensacional a energia do refrão.
Rolling Stone - Ivete Sangalo e Caetano Veloso lideram números de indicações brasileiras ao Grammy Latino
Além dos dois artistas, Pato Fu e Paula Fernandes concorrem em premiação que acontecerá no dia 10 de novembro
Foi divulgada nesta quarta, 14, a lista completa dos indicados para a festa do Grammy Latino, que acontece no dia 10 de novembro, em Las Vegas. Entre os destaques brasileiros, Caetano Veloso e Ivete Sangalo disputam dois prêmios cada, enquanto a banda Pato Fu e a cantora Paula Fernandes concorrem na categoria de melhor álbum infantil e revelação, respectivamente.
Os grandes prêmios da festa, no entanto, não têm nenhum brasileiro concorrendo. Na categoria canção do ano e álbum do ano, concorrem nomes como Enrique Iglesias (Euphoria), Shakira (Sale el Sol) e Jorge Drexler ("Que El Soneto Nos Tome Por Sorpresa").
Nas categorias brasileiras, disputam o prêmio de melhor disco Vanessa da Mata (Bicicletas, Bolos e Outras Alegrias), Arnaldo Antunes (Ao Vivo Lá Em Casa) e Ivete Sangalo (Multishow Ao Vivo Ivete Sangalo no Madison Square Garden). Caetano Veloso concorre na categoria melhor disco de rock por Zii e Zie - Ao Vivo, ao lado do Fresno (Revanche), e no disco conjunto Multishow Ao Vivo Caetano e Maria Gadú.
Confira abaixo a lista de indicados nas categorias brasileiras do Grammy Latino:
Melhor Álbum Pop Contemporâneo
Arnaldo Antunes - Ao Vivo Lá Em Casa
Vanessa da Mata - Bicicletas, Bolos e Outras Alegrias
Jota Quest - Quinze
Os Paralamas do Sucesso - Multishow Ao Vivo Paralamas Brasil Afora
Ivete Sangalo - Multishow Ao Vivo Ivete Sangalo no Madison Square Garden
Seu Jorge e Almaz - Seu Jorge e Almaz
Melhor Álbum de Rock Brasileiro
Fresno - Revanche
Os Mutantes - Haih Or Amortecedor...
Pitty - A Trupe Delirante no Circo Voador
Plebe Rude - Rachando Concreto Ao Vivo Em Brasília
Caetano Veloso - Zii e Zie - Ao Vivo
Melhor Álbum de Samba/Pagode
Martinho da Vila - Filosofia de Vida
Exaltasamba - Exaltasamba 25 Anos - Ao Vivo
Fundo de Quintal - Nossa Verdade
Diogo Nogueira - Sou Eu - Ao Vivo
Zeca Pagodinho - Vida da Minha Vida
Melhor Álbum de MPB
Djavan - Ária
Milton Nascimento - E A Gente Sonhando
Mônica Salmaso - Alma Lírica Brasileira
Caetano Veloso e Maria Gadú - Multishow Ao Vivo Caetano e Maria Gadú
Yeahwon - Yeahwon
Melhor Canção
Ivete Sangalo - "Acelera Aê (Noite do Bem)"
Skank - "De Repente"
Ná Ozzetti - "Equilíbrio"
Adriana Calcanhotto - "Mais Perfumado"
Eliane Elias - "What About the Heart (Bate Bate)"
Melhor Álbum de Música Sertaneja
João Bosco & Vinícius - João Bosco & Vinícius
Paula Fernandes - Paula Fernandes Ao Vivo
Leonardo - Alucinação
Roberta Miranda - Sorrir Faz A Vida Valer
Michel Teló - Ao Vivo
Melhor Álbum de Música de Raízes Brasileiras
Geraldo Azevedo - Salve São Francisco
Gilberto Gil - Fé Na Festa Ao Vivo
Paulo César Pinheiro - Capoeira de Besouro
Elba Ramalho - Marco Zero Ao Vivo
Naná Vasconcelos - Sinfonia & Batuques
Rolling Stone - Mimo, o palco da música instrumental
Mostra levou música de qualidade a Olinda, Recife e João Pessoa
por ANTÔNIO DO AMARAL ROCHA, DE OLINDA
Em sua oitava edição, a Mimo - Mostra Internacional de Música em Olinda, ocorrida de 5 a 11 de setembro em Olinda, Recife e João Pessoa, se mostrou como um dos eventos mais importantes de música instrumental no Brasil. Isso por três razões definitivas: o evento é totalmente gratuito; apresenta contrapartida para a população com workshops e oficinas ministrados por artistas convidados; e, especialmente, porque traz música de primeira qualidade. Esse tripé é enfatizado pela produtora e diretora geral Lu Araujo e André Oliveira, responsável pelo segmento de música de concerto da mostra. A boa qualidade do evento pôde ser sentida em um line-up diversificado, com orquestras do Brasil e da França, além de artistas como Egberto Gismonti, Arrigo Barnabé, Philip Glass, André Mehmari, Hamilton de Holanda, Ballaké Sissoko, Vincent Segal, a banda Gotan Project, Alex Tassel e Arthur Verocai, entre centenas de músicos (450 ao todo). Em sete dias, o evento trouxe uma programação de 26 shows, com uma verba de R$ 1,5 milhão – número relativamente baixo se considerada a extensão do festival.
Quarta-feira, 7
Na última quarta, 7, às 18 horas, a Igreja do Rosário dos Homens Pretos (Olinda) cedeu o seu altar e teve a sua nave lotada para assistir ao show da compositora e pianista Delia Fischer, acompanhada de trio, com um repertório que homenageou Egberto Gismonti. E no mesmo horário, a Parahyba Art Esemble, um eclético coletivo de oito músicos de diversas nacionalidades, tocou suas experimentações na Igreja São João Batista dos Militares, também em Olinda. Logo depois, foi a vez da Igreja do Seminário receber lotação máxima para ouvir o Trio 3-63, liderado pelo percussionista Marcos Suzano, mais o pianista Paulo Braga e a flautista Andrea Ernest Dias, com um repertório todo baseado na obra do genial compositor e maestro Moacir Santos, inclusive com a execução de composições inéditas pesquisadas no seu acervo da Califórnia.
Enquanto isso, em Recife, no Parque Dona Lindu, acontecia o espetáculo do violonista Guinga e trio, com suas refinadas harmonias, acompanhado da Orquestra Sinfônica do Recife. E se isso parecia pouco para uma primeira noite, na Igreja da Sé em Olinda, o espaço nobre da festa, aconteceu a abertura oficial do evento, com a presença do governador Eduardo Campos. Pontualmente às 20h30, o malinense Ballaké Sissoko (kora) e o francês Vincent Segal (violoncelo) executaram um repertório sensível que exigiu do público silêncio absoluto. A kora é um instrumento tradicional de 21 cordas que soa ora como harpa, ora como cítara e necessita de silêncio para ser ouvida. Ballaké executou os seus temas com os olhos fechados o tempo todo e o violoncelo de Vincent proporcionava a cama necessária para a construção da música. Em alguns momentos, o violoncelo quase sugeria um baião. Houve canja de Naná Vasconcelos, que apareceu com um berimbau e deu o caminho para um longo improviso. No bis, o desejado baião deu as caras com a execução de uma versão impressionante de "Asa Branca". Um extasiado governador Eduardo Campos resumiu à reportagem da Rolling Stone Brasil o que havia acabado de assistir: "Um espetáculo maravilhoso". E com ele, com certeza, toda a plateia sentiu o mesmo.
Quinta-feira, 8
A programação do dia 8 apresentou Arrigo Barnabé e Paulo Braga na Igreja Nossa Senhora dos Homens Pretos, em Recife. O repertório de Clara Crocodilo, adaptado para um duo de piano, trouxe a fusão de elementos de música erudita e signos da cultura pop, presentes na obra de Arrigo. "Sabor de Veneno", "Diversões Eletrônicas" e "Orgasmo Total" complementaram o programa. Transgressor foi assistir a estes temas sendo executados dentro de uma igreja. Arrigo, em momento solo, executou algumas valsas que se esforçou para lembrar. O ponto alto do show foi a execução da belíssima valsa "Cidade Oculta", tema do filme homônimo do cineasta Chico Botelho.
Bastante comentado e pouco conhecido, o compositor e arranjador Arthur Verocai teve a sua oportunidade na mesma noite, na Igreja da Sé, em Olinda. Em entrevista no dia do show, Arthur declarou ter abandonado a carreira de músico popular em 1972 (apesar de já ter temas gravados por estrelas da MPB, como Elis Regina), quando o seu único disco não teve a repercussão que ele esperava. Continuou trabalhando em jingles publicitários, até que décadas depois foi redescoberto pelo grupo de hip-hop norte-americano Little Brother, que sampleou a música "Caboclo" e virou cult nos Estados Unidos. Verocai se disse animado e resolveu ele mesmo recriar os arranjos antigos. Para este show, ele trouxe a banda paulista Projeto Coisa Fina, um conjunto de cordas, o cantor Carlos Dafé e a cantora Clarisse Grova. Visivelmente emocionado, regeu 14 temas, entre eles a conhecida "Na Boca do Sol", e fez, seguramente, um dos shows mais apreciados de toda a mostra.
O único show em espaço aberto aconteceu também no dia 8. A Praça do Carmo, na região central de Olinda, foi tomada por 30 mil pessoas que assistiram boquiabertas aos arranjos eletrônicos para o tango do multiétnico grupo Gotan Project. O som contagiante transformou a praça numa enorme pista de dança. A melancolia do bandoneón, aliada aos arranjos eletrônicos, foi acompanhada por projeções no palco, com imagens de mulheres sensuais dançando a tradicional música argentina. O Gotan Project faz uso de toda a parafernália sonora, com programações de baixo e teclado, além de piano, violino, guitarra, violão e bandolim, e vocais a cargo da cantora Claudia Pannone. Foi o show mais popular de todo o line-up – até alguns acordes de "Samba de Uma Nota Só" foram executados, em uma tentativa de ganhar a simpatia da multidão.
Sexta-feira, 9
A Mostra continuou na sexta, 9, na Igreja do Mosteiro de São Bento, com o grupo Projeto Coisa Fina, que já havia acompanhado Arthur Verocai no dia anterior. A big band, de 13 integrantes, formada em 1995 e liderada pelo jovem Daniel Nogueira (sax tenor e flauta), trouxe mais uma vez o repertório do maestro Moacir Santos, executados como total reverência ao compositor pernambucano. Apesar da música considerada "difícil", o público soube entender a homenagem.
Também na Igreja da Sé, apresentou-se a única banda de jazz puro e totalmente acústico de toda a Mostra. O quinteto do trompetista francês Alex Tassel tem formação tradicional, com Sylvain Beuf no saxofone, Laurent de Wilde no piano, Diego Imbert no contrabaixo e Julien Clarlet na bateria. Eles xecutaram um programa de uma hora, com seis longos temas. Mas, como o ecletismo é uma característica intrínseca à Mimo, a recepção foi total.
Sábado, 10
O resultado da etapa educativa e das oficinas para formação de músicos de orquestra desta edição foi mostrado no concerto da tarde do dia 10, na Igreja do Monte, único palco fora do centro histórico de Olinda. O concerto constou de quatro formações distintas: orquestra de cordas dedilhadas (violões, cavaquinhos e bandolins), orquestra de cordas com arcos (violinos e violoncelos), orquestra de sopros de madeira (clarinetes, oboés, fagotes) com flautas e trompa destoando do conceito e finalmente orquestra de sopros de metais (trombones, trompetes, tubas e sax). Percebia-se na plateia grupos familiares que foram especialmente para ver os filhos e maridos mostrarem o resultado de uma maratona semanal de aprendizado, por isso a fruição do concerto teve um tom emocional elevado.
A noite do dia 10 teve os dois shows mais esperados de toda a mostra. Na Igreja do Seminário, Egberto Gismonti (violão de 10 cordas e piano) e o filho Alexandre Gismonti (violão clássico) fizeram um show que durou duas horas. Executaram o repertório do disco Saudações, ainda inédito no Brasil. Gismonti, pai, a maior parte do tempo ao violão de 10 cordas, lançava constantes desafios ao filho, que respondia no seu violão clássico, em improvisos. Egberto se comporta no palco com um simpático professor, fala bastante – não de música em si, mas da ética da profissão, da formação e da importância da educação. Em dado momento, ele chamou ao palco a violinista Ana de Oliveira e eles executaram temas conhecidos do seu repertório. E ainda provocou a filha de Naná Vasconcelos que estava na plateia, Luz Moreno, de 11 anos. Queria que ela executasse "Água e Vinho". Diante da negativa da menina por timidez, ele mesmo acabou executando a música ao piano. Executou também "Miudinho", de Villa Lobos, e temas do balé "Sonhos de Castro Alves", de sua autoria. Para encerrar, chamou ao palco o pianista André Mehmari e juntos tocaram uma arrepiante versão de "Palhaço" a quatro mãos. E como se isso fosse pouco, ainda convidou o bandolinista Hamilton de Holanda, descrevendo-o como um dos mais perfeitos instrumentistas da sua geração. O show de Egberto foi um acontecimento que o público não vai esquecer tão cedo.
Egberto parecia não querer sair do palco e o esperado show de Phillip Glass já estava começando. Descendo a ladeira da Igreja do Seminário, o público, como em uma procissão, tentava alcançar a Igreja da Sé, nestas alturas já lotada com 800 pessoas e com a praça intransitável. Estimou-se a presença de quatro mil pessoas. Glass, acompanhado do jovem violinista Tim Fain, apresentou o concerto chamado Uma Noite de Música de Câmara. Iniciou o show com piano solo com o tema “Études” (1&2). Em seguida, Tim Fain executou a peça "Partita para Violino Solo em Sete Movimentos", mostrando toda a sua maestria com o violino, provocando aplausos demorados no meio da função. Glass, em seguida, apresentou “Metamorphosis” (4, 6 e 10), em uma performance que deixou a plateia em suspenso, e foi o ponto culminante da noite do genial pianista. Juntos executaram "The Screens" e, em alguns momentos, Philip permitiu que toda a exuberância de Tim fosse mostrada, no que parecia um longo improviso ao violino. Encerraram juntos com "Pendulum", com uma execução realmente arrebatadora.
Domingo, 11
O dia 11, último do Mimo, começou com o concerto da etapa educativa do curso de regência. Na Igreja do Seminário de Olinda, a Orquestra Sinfônica de Barra Mansa foi regida por sete diferentes maestros, que se aperfeiçoaram durante uma semana sob a direção de Isaac Karabtchevsky.
O segundo show do dia e penúltimo da mostra trouxe o grupo carioca Pagode Jazz Sardinha's Club, na Igreja do Seminário de Olinda. O septeto fez uma bem humorada mistura de samba, choro, bossa e até uma imitação de funk a la James Brown que não convenceu muito. Mas como são exímios instrumentistas o resultado foi mais do que agradável.
E para encerrar a semana de música, nada melhor do que a presença do mais bem-sucedido duo instrumental brasileiro dos últimos anos, André Mehmari ao piano e Hamilton de Holanda ao bandolim, homenageando dois dos mais completos músicos brasileiros, Hermeto Pascoal e Egberto Gismonti. Eles trouxeram o repertório do premiado álbum Gismontipascoal. O piano de André, com constante uso do pedal, preencheu a nave da Sé, e o bandolim de Hamilton, dedilhado de forma impecável, dava uma cor especial ao repertório dos dois mestres. Foi de se lamentar a ausência da clássica "Palhaço", de Gismonti, que com certeza permitiria uma performance arrasadora, mas o bis compensou: houve uma versão emocionante de "Rosa" (Pixinguinha). Neste show aconteceu algo que poucos viram: Philip Glass assistia à apresentação em lugar reservado e na primeira meia hora se retirou. Será que a maestria do pianista André foi demais para o genial Philip?
Para acompanhar o último dia da programação de filmes que aconteceu paralelo à mostra, Olinda recebeu Jards Macalé, um dos retratados no bem-sucedido documentário Canções do Exílio: a Labareda que Lambeu Tudo, de Geneton Moraes Neto. Macalé aproveitou e marcou presença no show de André e Hamilton e teria sido emocionante e até adequado se tivesse sido chamado ao palco. Agora só nos resta esperar a nona edição do festival.
Rolling Stone - Ouça a nova faixa de James Blake
"Not Long Now" integra o EP Enough Thunder, que tem data de lançamento no exterior marcada para outubro
James Blake divulgou uma nova faixa, segundo informou o site Pitchfork. "Not Long Now" integra o novo EP do músico, intitulado Enough Thunder. A canção foi divulgada no programa de Gilles Peterson, na rádio BBC 1. Ouça abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=HRSV6E_Lqpo&feature=player_embedded#!
Estadão - Calle 13 lidera indicações para o Grammy Latino
Paula Fernandes, principal destaque entre os brasileiros, concorre ao prêmio de Melhor Revelação
Da Redação
A dupla porto-riquenha Calle 13 recebeu o maior número de indicações para 12ª edição do Grammy Latino. Rene Perez e Eduardo Cabra foram nomeados em 10 categorias, incluindo Gravação do ano, Canção do Ano e Melhor Álbum - disputa que ainda reúne Shakira, Enrique Iglesias, Alex, Jorge y Lena e Franco De Vita.
Ricky Martin, Shakira e a banda mexicana Maná também se destacaram na lista e somam três indicações cada.
Entre os brasileiros, a principal atração é a cantora sertaneja Paula Fernandes, que concorre ao prêmio de Melhor Revelação ao lado de Pablo Alborán (Espanha), Max Capote (Uruguai/Argentina), Il Volvo (Itália) e Sie7e (Porto Rico).
Carlinhos Brown foi indicado na categoria 'Cantautor' pelo álbum Diminuto. Já a banda mineira Pato Fu concorre em Melhor Álbum Infantil, por Música de Brinquedo.
O Grammy Latino reserva uma categoria só para a música brasileira, divididos nos prêmios Melhor Álbum de Pop, Rock, Samba/Pagode, MPB, Sertanejo e Música Regional, além do prêmio para Melhor Canção. Nesta lista específica, se destacam Ivete Sangalo e Caetano Veloso, com duas indicações cada.
A cerimônia de entrega da 12ª edição do Grammy Latino irá ocorrer em 10 de novembro, em Las Vegas.
Estadão - Rolling Stones anuncia relançamento de 'Some Girls'
Nova versão do álbum, lançado em 1978, chega às lojas em novembro
Por Nicole Briones
Conhecido como o álbum mais vendido dos Rolling Stones, Some Girls volta às prateleiras em edição totalmente remasterizada. O relançamento do disco de maior sucesso da carreira cinquentenária da banda britânica está previsto para o dia 21 de novembro.
O grupo ainda não dá detalhes sobre as faixas extras, que terão produção de Don Was. Mas, em seu site oficial, os Stones confirmam que o disco que lançou Miss You e Beast of Burden contará com material inédito. A gravadora responsável pelo trabalho será a Universal.
O álbum foi o primeiro lançado após a entrada do guitarrista Ronie Wood na banda. Trinta e três anos depois, Some Girls volta em uma edição Super Deluxe. Em 2010, o grupo relançou Exile on Main Street, também com produção de Don Was. Será que já dá pra pensar em outro relançamento para 2012?
Estadão - Copacabana Club e mais quatro atrações são confirmadas no SWU
Festival ocorre em novembro na cidade de Paulínia, no interior de São Paulo
Da Redação
O festival SWU, que ocorre entre 12 e 14 de novembro em Paulínia (SP), confirmou mais cinco atrações para o palco New Stage. As novidades são: o coletivo de rap Odd Future e as bandas Playing for Change, Is Tropical, The Black Angels e Copacabana Club.
Na segunda-feira, os organizadores anunciaram para o mesmo espaço os shows de Modest Mouse, !!! (Chk Chk Chk), Ash, Bag Raiders e Pepper.
Os ingressos para o SWU já estão à venda por R$ 210 (pista) ou R$ 535,50 (passaporte para os 3 dias). Eles podem ser adquiridos pelo site www.ingressorapido.com.br, pelo telefone 4003-1212 e nos pontos de venda credenciados.
Veja abaixo como está a programação do SWU 2011:
12/11 - Sábado
Palco: Black Eyed Peas; Kanye West; Snoop Dogg; Damian Marley; Michael Franti & Spearhead
Tenda eletrônica: DJs James Murphy (LCD Soundsystem); Frankie Knuckles; Thomas Barfod (WhoMadeWho); DJ Marky & S.P.Y. Present Galaxy AVICII; Ask2Quit; Database
13/11 - Domingo
Palco: Peter Gabriel & The New Blood Orchestra; Chris Cornell; Duran Duran; Tedeschi Trucks Band
Palco New Stage: Modest Mouse; !!! (Chk Chk Chk)
Tenda eletrônica: DJ Afrojack; Fedde Le Grand; Paulo Boghosian; Meme; Raul Boesel
14/11 - Segunda-feira
Palco: Faith No More; Alice In Chains; Stone Temple Pilots; Megadeth; Primus; Sonic Youth; 311; Down; Miyavi; Black Rebel Motorcycle Club
Palco New Stage: Simple Plan; Ash; Bag Raiders; Pepper
Tenda eletrônica: DJs Sven Väth; Joris Voorn; Nic Fanciulli + Joris; M.A.N.D.Y.; Loco Dice; Layo e Bushwacka!; Gui Borato; Damian Lazarus; Dubshape
Estadão - David Lynch divulga capa de álbum solo
SÃO PAULO - Há cinco anos afastado do cinema, David Lynch se prepara para o lançamento de seu primeiro álbum solo como produtor de música eletrônica. A capa de Crazy Clown Time foi divulgada nesta quarta-feira.
Com lançamento previsto para 8 de novembro, o disco de pop eletrônico conta com a participação de Karen O, vocalista do YeahYeah Yeahs, em uma das faixas.
No final do ano passado, Lynch colocou na internet o primeiro single do disco, "Good Day Today".
Com lançamento previsto para 8 de novembro, o disco de pop eletrônico conta com a participação de Karen O, vocalista do YeahYeah Yeahs, em uma das faixas.
No final do ano passado, Lynch colocou na internet o primeiro single do disco, "Good Day Today".
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Destaques de 14 de setembro
- Billboard - Última gravação de Amy Winehouse estréia hj nas rádios
- Rolling Stone - Florence And The Machine divulga novo trabalho
- Folha - Lançamento de CDs
- Folha - Crítica: Ópera "Rigoletto"
- Folha - Marisa Monte solta canção inédita na internet
- Folha - Banda paranaense Nevilton lança seu 1º disco
- Estadão - Britney Spears lança disco de remixes
Billboard - Última gravação de Amy Winehouse, “Body And Soul” estreia hoje nas rádios
Último registro gravado de Amy Winehouse, a faixa “Body And Soul”, dueto com o cantor Tony Bennett, chega hoje às rádios. A data marca os 28 anos que a cantora completaria.
“Body And Soul” faz parte do álbum Duets II de Tony Bennett, com lançamento mundial previsto para o dia 20 de setembro. O trabalho dá continuidade ao disco Duets, de 2006, que rendeu a Bennett três prêmios Grammy.
Tony Bennett homenageou Amy Winehouse cantando a música em sua apresentação no VMA, no último dia 28 de agosto. Um vídeo com imagens da dupla em estúdio também foi exibido. Bruno Mars completou as homenagens à diva do soul com uma apresentação de Valerie.
Rolling Stone - Florence And The Machine divulga título do novo álbum
Florence And The Machine divulgou nesta semana o título de seu novo álbum: Ceremonials. As informações são do site do semanário britânico NME.
O disco será lançado no exterior no dia 31 de outubro, de acordo com a página de pré-venda do álbum no iTunes. O trabalho terá 13 faixas, entre elas títulos como “Spectrum”, “Never Let Me Go”, “Breaking Down”, “Lover To Lover” e “No Light, No Light” – além de “What The Water Gave Me”, recentemente divulgada.
"Esse disco terá muito menos influência do indie, será um trabalho mais focado no soul", disse produtor Paul Epworth em uma entrevista, em junho. As gravações foram realizadas nos estúdios Abbey Road, em Londres.
Em recente entrevista ao NME, a frontwoman Florence Welch disse que o sucessor de Lungs (2009) é construído a partir de “grandes” temas, como “amor, morte, violência e culpa”. “Há grande momentos de confissão nele”, comentou. Veja abaixo a tracklist, de acordo com o iTunes.
Ceremonials:
1 – “Only If For The Night”
2 – “Shake It Out”
3 – “What The Water Gave Me”
4 – “Never Let Me Go”
5 – “Breaking Down”
6 – “Lover To Lover”
7 – “Seven Devils”
8 –“Heartlines”
9 – “Leave My Body”
10 – “Spectrum”
11 – “All This And Heaven Too”
Folha - Lançamento de CDs
ROCK
Junk of the Heart
The Kooks
Gravadora EMI
Quanto R$ 29,90
Avaliação
Desde "Inside In/Inside Out" (2006), os Kooks se recusam a alterar sua sonoridade. Mas este nunca foi um defeito dos ingleses. O vocalista Luke Prichard disse que a banda está mais madura neste e que se inspirou no LCD Soundsystem. Mas nada de rock cabeça. A banda continua fazendo mesmo um bom pop rock adolescente. (CN)
FOLK
A Creature I Don't Know
Laura Marling
GRAVADORA Ribbon Records
QUANTO cerca de R$ 32, no site www.amazon.com
AVALIAÇÃO
A cantora que os indies do Brasil chamam brincando de "Mallu Magalhães inglesa" está cada vez menos fofinha. Em seu terceiro álbum, as letras inspiradas falam da condição da mulher no mundo, mas sem planfletar. O folk dela vai além do violãozinho, em arranjos quase country. Há uma balada de arrepiar, "Don't Ask Me Why". (TM)
RAP
Bad Meets Evil - Hell: the Sequel
Eminem e Royce da 5'9''
GRAVADORA Universal
QUANTO R$ 29,90
AVALIAÇÃO
Não dá para levar a sério um CD batizado de "Inferno: A Sequência" que tem a participação de Bruno Mars. Pois os malvados Eminem (Evil) e Royce da 5'9'' (Bad) convidaram o vocal mais baba do pop para participar de sua parceria. Pulando a chatíssima música com Mars ("Lighters"), dá para curtir bons momentos dos dois rimadores, como em "A Kiss". (ADRIANA FERREIRA SILVA)
DVD
Ride, Rise, Roar - A Live Concert Film
David Byrne
Gravadora ST2
Quanto R$ 30
Avaliação
Documentário que registra a excursão "Songs of David Byrne and Brian Eno", na qual o ex-Talking Heads cedeu à ideia tacanha de se apresentar acompanhado por um grupo de coreógrafos de dança contemporânea, o que traz resultado constrangedor. Com repertório centrado no bom disco "Everything that Happens Will Happen Today" (2008), o filme vale só pela parte musical, em que Byrne demonstra boa forma.
Folha - Produção impecável marca o centenário do Municipal
Ópera 'Rigoletto' reúne direção cênica precisa e solistas de altíssimo nível
SIDNEY MOLINA
CRÍTICO DA FOLHA
Conta-se que a inauguração do Theatro Municipal teria causado um grande congestionamento em São Paulo na noite de 12/9/1911.
O concerto comemorativo do centenário, anteontem, não pegou, portanto, o paulistano desprevenido.
Cem anos de trânsito, cem anos de ópera: "Rigoletto", do compositor italiano Giuseppe Verdi (1813-1901), é a primeira produção assinada pela casa após quase três anos de reforma.
Se servir de parâmetro para o que se almeja fazer nas próximas temporadas, podemos realmente celebrar.
É verdade que os discursos dos políticos presentes, como o prefeito Gilberto Kassab e a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, atrasaram não apenas o início da apresentação mas igualmente dilataram os dois intervalos, o que causou certo esvaziamento de público no ato final.
Mas nada disso atingiu drama ou música. A direção cênica de Felipe Hirsch é precisa, bem contornada pela cenografia de Daniela Thomas e Felipe Tassara e pela iluminação de Beto Bruel.
Tendo em vista o altíssimo nível dos solistas principais -o barítono irlandês Bruno Caproni como o bufão corcunda Rigoletto, a soprano russa Alexandra Lubchansky como Gilda, sua filha, e o tenor ítalo-americano Leonardo Capalbo como o duque de Mântua- foi possível conduzir a música com largueza e flexibilidade.
O regente Abel Rocha colocava os músicos no tempo dos cantores, sem pressa, e interagia de maneira notável com a limpidez vocal e a personalidade cênica de Caproni e Lubchansky.
Essa não ansiedade, construída com calma e certeza, dava o tempo da emoção.
"Rigoletto" estreou em Veneza em 1851. A maldição anunciada por Monterone (Stephen Bronk, em ótima aparição), ele mesmo um amaldiçoado, é a que se abate sobre homens em um mundo no qual as mulheres nada são além de objeto de prazer violento e cínico.
Nenhuma "donna" é "mobile" na peça: ao contrário, a volubilidade sem escrúpulos pertence obviamente ao próprio duque, que canta a ária famosa em si maior.
Assim, quando uma jovem como Gilda entrega gratuitamente a própria vida, realiza a maldição sobre o pai, já que os velhos não podem preservar suas filhas da violência que eles mesmos praticam fora de casa. A maldição é um círculo perverso.
RIGOLETTO
QUANDO hoje, qui. e sex., às 21h; sáb., às 20h; dom., às 17h
ONDE Theatro Municipal (pça. Ramos de Azevedo, s/n; tel. 0/xx/11/3397-0327)
QUANTO R$ 15 a R$ 70
CLASSIFICAÇÃO 6 anos
AVALIAÇÃO ótimo
Folha - Marisa Monte solta canção inédita na internet
A cantora disponibiliza hoje em seu site (www.marisamonte.com.br) uma das faixas de seu oitavo disco, que deve ser lançado até o fim do ano. A carioca tem usado o endereço eletrônico como fonte oficial de divulgação do álbum, apresentando vídeos e fotos e respondendo a perguntas dos fãs.
Folha - Banda paranaense Nevilton lança seu 1º disco, "De Verdade"
Estreia de Umuarama (PR) já figura entre os melhores do ano
CAROL NOGUEIRA
DE SÃO PAULO
O nome pode parecer de músico em carreira solo, mas Nevilton Alencar, 24, faz questão de dizer que a banda é que leva o seu nome.
É engraçado. "Uma vez rolou até um: 'Como? Ney & Vitor?'", ri o paranaense, que canta ao lado de Tiago Lobão (baixo) e Flipi Stipp (bateria).
Em breve, Nevilton não vai ter de explicar que não é banda sertaneja, mas de rock.
O grupo lança neste mês seu primeiro disco, "De Verdade", que tem tudo para ficar entre os melhores do ano. A banda venceu na semana passada a categoria Experimente do Prêmio Multishow.
Em 2010, quando lançou o EP "Pressuposto", a banda conquistou a crítica musical. "Agora, esperamos conseguir fazer pelo menos o dobro do barulho", diz Nevilton.
A versatilidade do grupo é uma de suas principais características. "Nossas influências vão de Chuck Berry e Elvis até Titãs, Paralamas e Barão Vermelho", conta.
Cazuza é, aliás, influência em músicas como "A Máscara", nas quais a veia "poeta" de Nevilton chama atenção.
Com simplicidade e delicadeza, as letras destrincham situações e sentimentos complexos cotidianos. Os próximos shows são em Campinas (17), Bragança Paulista (24) e São José dos Campos (25). Em SP, só no dia 21 de outubro, no Studio SP.
DE VERDADE
ARTISTA Nevilton
LANÇAMENTO Sombrero/Fora do Eixo
QUANTO R$ 15
FOLHA.com
Ouça a faixa "Fortuna"
folha.com/remix
Estadão - Britney Spears lança disco de remixes em outubro
A cantora norte-americana Britney Spears confirmou que irá lançar álbum de remixes no dia 10 de outubro. B In The Mix: The Remixes Vol. 2 reúne músicas de seus três últimos trabalhos: Femme Fatale, Circus e Blackout. As versões são assinadas por nomes como Alex Suarez, Tiësto, Kaskade, entre outros.
"Estou empolgada para que vocês ouçam essas faixas, eu as amo", postou a estrela pop em seu perfil no Twitter. O primeiro disco de remixes lançado pela artista saiu em 2005.
Veja também:
- PLAYLIST: Ouça músicas de Britney Spears!
Britney Spears desembarca no Brasil em novembro para dois shows da turnê de Femme Fatale: Rio de Janeiro (Praça da Apoteose) no dia 15 de novembro e em São Paulo (Arena Anhembi) no dia 18.
Veja abaixo o tracklist de B In The Mix: The Remixes Vol. 2:
“Gimme More” (Kaskade Club Mix)
“Piece Of Me” (Tiësto Club Mix)
“Radar” (Tonal Club Remix)
“Womanizer” (Benny Benassi Extended)
“Circus” (Linus Loves Remix)
“If U Seek Amy” (U-Tern Remix)
“3” (Manhattan Clique Club Remix)
“Til The World Ends” (Alex Suarez Club Remix)
“I Wanna Go” (Gareth Emery Remix)
“Criminal” (Varsity Team Remix)
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Destaques de 12 de setembro
- Billboard - Nova canção de Marisa Monte estreia amanhã
- Billboard - Big Gilson e Motocircus se apresentam em SP
- Billboard - Julian Lennon lançará álbum de inéditas
- Billboard - Ben Harper fará turnê brasileira em dezembro
- Rolling Stone - SWU confirma mais cinco atrações
- Folha - Última gravação de Amy Winehouse vai ser lançada amanhã
- Estadão - As invenções de Gismonti e Philip Glass
- Estadão - Mostra em Olinda recebe 120 mil pessoas
- Estadão - Marsalis & Clapton: A origem
Billboard - Nova canção de Marisa Monte estreia amanhã
Marisa Monte vai lançar nesta quarta-feira (14/09) a primeira música de trabalho de seu novo álbum.
A faixa inédita será disponibilizada via streaming no site da cantora. O título, a letra e outros detalhes da canção serão revelados na página.
Billboard - Big Gilson e Motocircus se apresentam em São Paulo
O cantor e guitarrista carioca Big Gilson, considerado uma lenda do blues nacional, vai se apresentar ao lado da banda paulista Motocircus, na Série BR Blues, no dia 20 de setembro, no Sesc Vila Mariana, em São Paulo.
O repertório dos músicos promete, além das composições próprias, clássicos do blues e do rock de B.B. King, Muddy Waters, J.L. Hooker e Robert Johnson.
Serviço:
Big Gilson e Motocircus
Data: 20 de setembro
Horário: 20h30
Local: Sesc Vila Mariana - Rua Pelotas, 141 - Vila Mariana - São Paulo - SP
Duração: 75 minutos
Não recomendado para menores de 12 anos.
Venda pelo sistema INGRESSOSESC, a partir de 25/08.
Preço dos ingressos:
R$ 12,00 (inteira); R$ 6,00 (usuário inscrito no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino);
R$ 3,00 (trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no SESC e dependentes).
Para mais informações, ligue para 5080-3000 ou 0800-118220. Ou acesse o site: www.sescsp.org.br
Billboard - Julian Lennon lançará álbum de inéditas após 13 anos
Julian Lennon lançara seu novo álbum, Everything Changes, no próximo dia 3 de outubro. O álbum é o sucessor de Photograph Smile, de 1998, e o sexto álbum da carreira de Lennon.
O primeiro single do disco é “Lookin’ 4 Luv”. Filho de John e Cynthia Lennon, Julian passou a se dedicar a fotografia, tendo exposto seu trabalho ao redor do mundo. Sobre a composição de seu novo álbum após treze anos de pausa, Lennon declarou: “Eu fico aflito se não pego um violão ou me sento ao piano de vez em quando... eu tenho que fazer isso; eu não tenho escolha”.
Confira as músicas que farão parte de Everything Changes:
“Everything Changes”
“Lookin' 4 Luv”
“Hold On”
“Touch The Sky”
“Invisible”
“Just for You”
“Always”
“Disconnected”
“Never Let You Go”
“Guess It Was Me”
“Don't Wake Me Up”
“Beautiful”
Billboard - Ben Harper fará turnê brasileira em dezembro
Ben Harper voltará ao Brasil para realizar seis shows no mês de dezembro. O cantor se apresenta em Porto Alegre (3/12, Pepsi OnStage), Florianópolis (4/12, Stage Music Park), Belo Horizonte (6/12, Chevrolet Hall), Brasília (7/12, Tenda da UnB), São Paulo (9/12, Via Funchal) e Rio de Janeiro (10/12, HSBC Arena).
O músico fará a turnê de promoção de seu mais recente disco, Give Till It’s Gone, lançado em maio deste ano. Ben Harper já havia passado pelo país em 2007, na turnê de seu álbum Both Sides Of The Gun.
A venda de ingressos para os shows de Florianópolis, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro começará em 16 de setembro. Em Belo Horizonte as vendas começam a partir do dia 20 de setembro e, em Porto Alegre, os ingressos já podem ser adquiridos. Clientes HSBC têm direito a pré-venda exclusiva nos dias 14 e 15.
Rolling Stone - SWU confirma mais cinco atrações para o palco New Stage
Modest Mouse, Ash, !!!, Bag Raiders e Pepper se apresentarão no festival
O palco New Stage, do SWU, que já contava com Simple Plan, ganhou mais cinco adições, na manhã desta segunda, 12. São elas: Modest Mouse, !!! (Chk Chk Chk), Ash, Bag Raiders e Pepper.
A banda norte-ameriana de indie rock Modest Mouse, nascida no início dos anos 90, se apresenta no dia 13 de novembro, assim como o !!! (pronunciado, geralmente, assim: Chk Chk Chk).
A data seguinte conta com a banda norte-irlandesa Ash e o melhor de suas quase duas décadas de carreira e 15 discos de estúdio, além do duo australiano Bag Raiders e os havaianos do Pepper.
Entre as outras atrações confirmadas para o SWU 2011 estão Fedde Le Grand, Layo & Bushwacka!, Sven Väth, Frankie Knuckles, James Murphy, Afrojack, Joris Voorn, Nic Fanciulli, M.A.N.D.Y, Loco Dice, Avicii, Tomas Barford, Tedeschi Trucks Band, Kanye West, Alice in Chains, Stone Temple Pilots, Duran Duran, Chris Cornell, Black Rebel Motorcycle Club, Faith No More, Sonic Youth, Peter Gabriel & The New Blood Orchestra, Miyavi, Down, Primus, Megadeth, 311, e Neil Young (que participará do Fórum de Sustentabilidade).
O festival, que acontece nos dias 12, 13 e 14 de novembro, será realizado em Paulínia, interior de São Paulo.
Folha - Última gravação de Amy Winehouse vai ser lançada amanhã
DE SÃO PAULO - A última gravação da cantora, um dueto com Tony Bennett na canção "Body and Soul", será lançada amanhã, quando ela faria 28 anos, pela Columbia, em benefício da Amy Winehouse Foundation, que ajudará crianças e jovens. A gravação ocorreu em março passado para o próximo álbum de Bennett, "Duets 2". Um vídeo da dupla cantando estará no portal de vídeos Vevo e em amywinehouse.com.
Estadão - As invenções de Gismonti e Philip Glass
No Mimo, compositor americano faz concerto cativante, mas abaixo da ousadia do brasileiro
Lucas Nobile / OLINDA - O Estado de S.Paulo
A oitava edição da Mostra Internacional de Música em Olinda, a Mimo, recebeu anteontem em sua etapa de concertos - além desta ocorrem os programas educativos e documentários com temática musical - mais uma noite de apresentações equivalentes às anteriores no que diz respeito à qualidade. Os responsáveis por manter o nível qualitativo do festival foram Egberto Gismonti e Philip Glass.
Desde os shows de sexta-feira na mostra, como era de se esperar, a apresentação de maior destaque foi protagonizada por Egberto. Dentre todos os concertos realizados gratuitamente no festival no Seminário de Olinda, nos interiores das igrejas e na parte externa, com senha distribuída e um espetáculo audiovisual nos telões, o show de Gismonti foi o que atraiu maior público no exterior da igreja. Havia gente apinhada, encavalada nas grades que rodeavam a construção.
Durante a passagem de som, era notório o zelo de Egberto em relação à equalização do som para todos que viriam a acompanhar o show. Mesmo em se tratando do equilíbrio sonoro e da distribuição complicada dentro de uma igreja - devido à facilidade em relação ao vazamento e de sobras - os técnicos de som da Mimo se mostraram extremamente eficientes.
Nada disso adiantaria se a música apresentada e a curadoria feita por Lu Araújo e André Oliveira fosse mambembe e incoerente. Com apresentações gratuitas e uma direção de programação competente, a mostra recebeu mais uma vez um show fabuloso de Gismonti, já que esta foi a sexta vez que ele se apresentou na mostra em um total de oito edições. "O que me guia a vir aqui são as oficinas da Mimo, muito mais do que o show em si. Ver os estudantes de música subindo e descendo os morros desta cidade com orgulho é o que motiva. É como no grego a palavra entusiasmo, que quer dizer quando os deuses habitam você, é isso o que me ocorre com a música", disse Gismonti durante sua apresentação.
Com um show de quase uma hora e meia de duração, ele iniciou os trabalhos ao lado de seu filho, o também violonista Alexandre Gismonti. Depois, ao piano, recebeu a violinista Ana de Oliveira, interpretando temas seus como Fala da Paixão e Baião Malandro. De surpresa, o compositor e instrumentista do Rio ainda contou com as participações do pianista André Mehmari (interpretando Palhaço, de Egberto) em um arranjo a quatro mãos, e do bandolinista Hamilton de Holanda, em Karate. De lambuja, Gismonti ainda teve na primeira fila a presença de seu amigo Naná Vasconcelos.
Ali perto, na Igreja da Sé, houve também apresentação de Philip Glass, com grande público do lado de fora da construção. Um concerto cativante, mas notoriamente abaixo da ousadia da música brasileira, mesmo se tratando de um craque como Glass.
Das apresentações da noite de sexta-feira, em Olinda, o grande destaque ficou por conta do Projeto Coisa Fina, no Mosteiro São Bento, preservando a obra do gigante Moacir Santos, além de feras compositoras, como J.T. Meireles e Mozart Terra. Logo após, a big band foi seguida de Alex Tassel, também na Sé. Um show jazzístico e bem recebido pelo público.
Estadão - Mostra em Olinda recebe 120 mil pessoas em sua oitava edição
Lucas Nobile - O Estado de S.Paulo
OLINDA - A oitava edição da Mostra de Música Internacional em Olinda, a Mimo, terminou na noite deste domingo, 12, reunindo cerca de 120 mil pessoas ao longo do festival, segundo os organizadores do evento. Além dos concertos gratuitos realizados em Olinda, Recife e João Pessoa, as cidades também receberam oficinas, workshop e master classes de música com artistas de renome nacional e internacional, como Isaac Karabtchevsky, Philip Glass e Egberto Gismonti.
Outro ponto importante da Mimo foi a apresentação pelo segundo ano seguido de documentários com temática musical, exibidos em telões do lado externo das igrejas, que recebiam os concertos. Entre as produções na programação, destaque para Daquele Instante em Diante, sobre Itamar Assumpção, Sex Beatles Memorabilia, Clementina de Jesus: Rainha Quelé e Canções do Exílio: A Labareda Que Lambeu Tudo.
Pelo oitavo ano, a curadoria da Mimo, feita por Lu Araújo e André Oliveira, mostrou-se extremamente competente, equilibrando bem a programação entre erudito e popular, com compositores e instrumentistas de primeira linha. Isso ficou provado ontem, com as apresentações do Pagode Jazz Sardinha's Club, no Seminário de Olinda, e de André Mehmari e Hamilton de Holanda, na Igreja da Sé.
O Seminário, que aliás havia tido graves problemas de equalização e vazamentos sonoros na noite de quinta-feira, durante o show do trio Azymuth, ofereceu ontem (com créditos à eficiência dos técnicos de som do festival) condições para o grupo carioca apresentar temas próprios e de outros autores em um dos shows mais animados da mostra, com extrema qualidade dos instrumentistas do grupo.
A Mimo, que já havia apresentado concertos memoráveis desde o início desta edição teve seu ponto mais alto na noite de ontem, com um concerto antológico de André Mehmari (piano) e Hamilton de Holanda (bandolim). Com a Igreja da Sé lotada e grande público também do lado externo da construção, o duo apresentou temas de seu mais recente disco, Gismontipascoal, em homenagem a Egberto Gismonti e Hermeto Pascoal. No repertório, joias como São Jorge e Santo Antonio, de Hermeto, além de Sete Anéis, Frevo, Palhaço, Loro e A Fala da Paixão, de Egberto. Para se ter uma ideia do quão impactante foi a performance de Mehmari e Hamilton, até Philip Glass, que acompanhava o concerto em uma das primeiras fileiras na parte lateral do palco, deixou a igreja antes da metade da apresentação. Saiu de lá atônito com o que tinha ouvido.
Fazer o melhor show da Mimo não era tarefa das mais fáceis, levando-se em conta que esta edição já havia recebido concertos espetaculares de nomes como Guinga e a Orquestra Sinfônica do Recife; Egberto Gismonti, que tocou com seu filho, o violonista Alexandre Gismonti, e a violinista Ana de Oliveira; Ballaké Sissoko, do Mali, com Vincent Segal, da França, e participação de Naná Vasconcelos; Trio 3-63; Arthur Verocai com Carlos Dafé, Clarisse Grova e o Projeto Coisa Fina, que também tocou sozinha, no Mosteiro de São Bento, fazendo o melhor show desde a criação da big band. Com nomes desse gabarito se apresentando gratuitamente para o público, a Mimo provou em mais um ano ser um dos melhores festivais realizados no País.
O repórter viajou a convite da produção do festival
Estadão - Marsalis & Clapton: A origem
Ao sentarem lado a lado, eles deram à música americana uma noite histórica
Por Emanuel Bomfim
Assim foi o combinado: um escolhe as músicas, o outro faz os arranjos. Nada de estúdio. A fogueira seria no palco, assim como funciona na noite, berço de jazzista e blueseiro que se preze. O trato, aparentemente informal, esconde uma admiração e respeito mútuo entre dois veteranos: Eric Clapton e Wynton Marsalis.
O duo já havia compactuado do franco diálogo da guitarra com o trompete no recente álbum do britânico, Clapton (2010). Agora, era a vez de encarar a plateia da "academia" do norte-americano, a Jazz at Lincoln Center, em Nova York. A célebre festa, clima de baile de gala de fim de ano, ocorreu em abril e, para alegria dos fãs, acaba de ganhar edição em CD e DVD, a serem lançados pela Warner. Na web, como praxe, o material já está à disposição para deleite dos ouvintes mais curiosos.
Quando Clapton enviou a lista de temas para o concerto, Marsalis não escondeu a empolgação. À prova estava uma enciclopédia do blues, patrimônio da formação musical dos dois. "Queríamos que esses shows soassem para as pessoas como uma reverência às músicas que amamos, não como um projeto", descreveu o alinhado jazzista, responsável por azeitar a formação "King Creole" da apresentação.
Em pauta, realmente foi mais do que blues. Do Delta de Memphis ao Caribe, o engajamento de ambos se deu por vertentes que congregam gospel, soul, rhythm and blues e até rock and roll. Louis Armstrong iria se emocionar. Está tudo lá: o ragtime de Ice-Cream, o boogie-woogie de Kidman Blues, o blues marcha lenta de Joe Turner's Blues e Careless Love, standard da década de 20 de Bessie Smith.
"Ele escolheu sons de diferentes regiões, com funções, significados e grooves específicos. O set list por si só é a prova da sofisticação do gosto de Clapton", elogiou o trompetista, filho do pianista Ellis Marsalis, patrono da família que mais contribuiu para o jazz na história.
Das 12 músicas executadas por duas noites no lotado teatro Rose Hall, uma foge ao recorte tradicionalista impresso pelo guitarrista: Layla. A sugestão para incluir o hit setentista do Derek and the Dominos partiu do baixista Carlos Henriquez e foi arranjada por Marsalis como um lamento, espécie de canto fúnebre, a la St. James Infirmary Blues. "Eu achava que não iria funcionar", se desculpou Clapton antes de tocá-la com impressionante entrega. É o ponto alto do show, por mais irônico que pareça.
O espírito vintage foi encarado com seriedade por Clapton no traje e instrumentação. Vestiu um terno e trocou de guitarra: em vez de sua tradicional Fender Stratocaster, levou uma Gibson, com menos volume, recordando o período ao lado de John Mayall & BluesBreakers.
A estrutura aparentemente rígida imposta por Marsalis não sufocou os solos obstinados do britânico. Se bem que ele pouco fazia questão. "Eu prefiro tocar as partes rítmicas do que qualquer um dos solos", declarou humildemente ao jazzista nos ensaios, que foram apenas três.
Não bastasse o encontro de dois virtuosos em noite inspirada, o final da apresentação trouxe para o palco mais uma lenda do blues: o modernista Taj Mahal. Responsável por incorporar o folk caribenho, o zydeco e outras levadas provenientes do leste africano, o cantor desfilou seu vozeirão pelos temas Just A Closer Walk with The e Corrine, Corrina - essa última com a big band no entorno, em grande performance, como se fosse encerrar um certo formalismo e começar a parti dali um carnaval de rua.
Para Marsalis, o já mítico registro foi uma "celebração do poder internacional do blues". Eric Clapton procurou ser menos eufórico, voltou a reverenciar o gênero do colega. "Eu costumava dizer a todos os bluesmen que conheci: "Eu só estou fazendo isso até começar a tocar numa banda de jazz"."
Insistir em enxergar diferenças segregacionistas entre o jazz e o blues parece uma heresia. Como disse o trompetista: "É o momento perfeito para encontrar o o que temos em comum".
Crítica: Registro obrigatório com rigor
Eric Clapton já vinha emprestando um olhar afetuoso ao passado. Prova é seu último álbum, espécie de imersão pela tradição do blues de New Orleans. Ao juntar forças com Wynton Marsalis, acadêmico do jazz e nostálgico por convicção, o guitarrista britânico renova o fascínio pela matriz cultural de ambos.
O clima, como não poderia deixar de ser, é de festa, de jam session: dois gênios em ação reverenciando as bases do blues de Memphis e da vertente de Chicago, apoiados por uma genuína brass band.
O apuramento técnico, como esperado, é absurdo, indiscutível. Inédito, no entanto, é o encontro do espírito roqueiro de Clapton com o rigor estético de Marsalis. O das cordas, elétrico, é mais abusado. O dos sopros, acústico, é mais aplicado.
São perfis que convergem para uma estrutura sólida, mas indefinida. Se a mera sugestão já dava jogo ganho, o desfile no palco se concretiza numa goleada. Bravo! Bravíssimo!
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Billboard - Coldplay revela colaboração de Rihanna em novo álbum e lança single
O Coldplay confirmou a participação da cantora Rihanna na faixa "Pincess Of China", que estará presente no novo álbum da banda Mylo Xyloto.
"Ela tem uma voz incrível e é tão diferente da minha. Quando ouvi o vocal, pensei 'Uau, você soa diferente', mas acho que isso ocorreu também porque ela estava cantando uma canção diferente das que estamos acostumados a ouvi-la cantar", contou o vocalista Chris Martin ao jornal britânico The Sun.
Enquanto aguardam o lançamento do disco - previsto para 24 de outubro - os fãs já podem conferir o novo single da banda "Paradise", divulgado hoje:
http://www.youtube.com/watch?v=J6ZWlDks0nQ&feature=player_embedded
Rolling Stone - Beirut tem novo clipe divulgado
O Beirut teve um novo clipe divulgado, segundo informou o site do jornal britânico The Guardian. A faixa "Santa Fe", que integra a tracklist do disco mais recente, The Rip Tide, teve direção do Sunset Television e traz uma história tragicômica de exploração do amor, perdas, contas médicas etc. Assista abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=iN-5XUqe1PQ&feature=player_embedded
Folha - MPB é tema de palestras e oficinas em SP
Com palestras e oficinas, a 4ª Semana da Canção Brasileira (www.semanadacancao.com.br), que acontece até o dia 18 em São Luiz do Paraitinga (SP), traz shows de Dominguinhos, Karnak, Tulipa Ruiz, Leci Brandão e Romulo Fróes. Para as crianças, há apresentações de Hélio Ziskind.
Estadão - Trilha da revolução: músicos que lutam contra ditadores árabes
Bolívar Torres - O Estado de S.Paulo
ESPECIAL PARA O ESTADO
"Daqueles que resistem nós somos as vozes / Em seu caos, somos a chama / Somos livres e nossa palavra é livre / mas não esquece os que semeiam os prantos e traem nossa fé". Entoada nas ruas de Tunis durante as manifestações da Revolução de Jasmim, a canção Kelmti Horra (minha palavra é livre), da jovem compositora Emel Mathlouthi, logo se tornou uma das canções chaves dos protestos que derrubaram o ditador Ben Ali. Primeira faísca da chamada Primavera Árabe, que se alastrou pelo Oriente Médio confrontando regimes autoritários, a revolta tunisiana não foi a única a produzir canções emblemáticas. Ao longo dos últimos meses, a instabilidade dos países árabes é acompanhada por uma efervescência musical. Canções revolucionárias - muitas de autoria anônima - surgem por todos os cantos, incentivando a população a sair às ruas e resistir. Ritmos e estilos antes reprimidos ganham uma visibilidade inédita, mesmo que ainda permaneçam na clandestinidade para alguns. Embora vivam fases diferentes da revolta e um contexto político diverso, há pelo menos um ponto em comum entre as nações envolvidas no conflito: o nascimento de uma nova era na música árabe.
"Há uma incrível proliferação de música patriótica e revolucionária", conta o rapper líbio Ibn Thabit, ao descrever o cenário de seu país. "Todos os dias, ouço uma nova canção, às vezes de um artista conhecido, às vezes de recém-chegados. Tem gente do Marrocos e do Egito cantando especificamente sobre o que se passa na Líbia."
Ibn Thabit, nome de um poeta árabe do século 7, é o pseudônimo escolhido pelo rapper para esconder sua identidade e proteger sua família. Atacando Kadafi desde 2008, ele evita posar para fotografias ou se apresentar em público. Mesmo sem tomar partido, é um dos principais porta-vozes da revolução. Usando as redes sociais, disponibiliza suas músicas gratuitamente, como a mordente Apelo para a Juventude Árabe, que chama Kadafi de "o ignorante coronel". Difícil para entrevistas, diz que está cansado de jornalistas perguntando besteiras e faz uma série de questionamentos logo no primeiro contato com a reportagem: "Qual é o ângulo da matéria? O que as pessoas sabem sobre a Líbia no Brasil? Elas nos confundem com o Líbano. Impressione-me e eu retornarei o favor". Depois de uma nova troca de e-mails, mostra-se mais disposto a conversar, e faz um relato do ambiente nas ruas. "É uma pena você não estar aqui, agora, para ver as festas que fazemos nas ruas e as procissões. Temos o costume de sair com percussões e zukra, uma espécie de gaita de fole local, com cantores e rappers se misturando."
Apesar do vento de mudanças, a liberdade ainda não está totalmente ao alcance dos músicos árabes. Que o diga o cantor folk egípcio Ramy Essam, torturado durante quatro horas depois ser identificado como um dos "baderneiros" da praça Tahir. Apanhou de vara, foi eletrocutado e humilhado, mas logo voltou aos protestos assinando um dos hits da revolução egípcia, Irhal (vai embora), composto em apenas dois minutos. Por conta dos riscos, muitos músicos declinaram o pedido de entrevista do Estado, solicitando inclusive para sequer serem mencionados no texto.
Durante os protestos na Tahir, Mohammed El Deeb, um dos principais rappers do país, chegou a presenciar o assassinato de um homem. "Atiraram nele na minha frente. Vi a bala atravessar a sua cabeça", conta, da sala da sua casa, via skype, falando sem nenhuma pose ou tentativa de impressionar. Para Deeb, cantar a revolta continua sendo uma atividade perigosa.
"O que mudou, basicamente, é que antes eu precisava maquiar minhas palavras, falar por metáforas, e agora posso me expressar de forma direta", explica. "Posso chamar Mubarak de ditador corrupto e todos saberão que estou dizendo a verdade. Os militares sabem que a única maneira da população se acalmar e deixá-la falar o que quer. Mas ainda há muitas demandas. Pessoas continuam sendo julgadas por expressarem suas opiniões. A impressão é o que país ainda está se acostumando com a liberdade. É tudo muito novo."
Deeb, que participou dos protestos na Praça Tahir desde o primeiro dia, diz que a música continuará exercendo um papel fundamental na hora de reunir os indignados. "Na revolução as pessoas estão mais dispostas a ouvir as suas palavras", avalia. A música acaba sendo uma chamada de consciência que reúne gente de todas as classes."
A efusão musical no Oriente Médio não é recente. Muito antes da revolução, graças às redes sociais e às novas tecnologias, as jovens gerações gravavam e compartilhavam músicas proibidas ou de alto teor "subversivo", além de manter um contato muito mais estreito com a cultura ocidental. O que permite a artistas de origem árabe, nascidos e estabelecidos fora do Oriente Médio, uma chance de continuar ligado com suas raízes. O sírio-americano Omar Offendum, por exemplo, grava canções bilíngues, alimentando a revolução com torpedos musicais enviados de sua base em Washington. Sua canção mais famosa, #Jan24#, é uma colaboração entre rappers internacionais, que lembram os eventos egípcios.
"Durante minha turnê no Oriente Médio, percebi que as novas gerações têm um conhecimento maior da cultura ocidental", observa Offendum. "Dependendo do lugar, posso inclusive cantar em inglês que todos entendem. Os jovens são expostos à TV parabólica e à internet. Sabem o que acontece lá fora, como o resto do mundo opera, e estão cansados de lidar com a realidade deles. Essa revolução não é nova. Anos antes, o hip-hop já estava lá, o rock já estava lá, e ela não passa apenas pela música ocidental, mas também por ritmos e cantos locais, tradicionais."
Com a luta em andamento, os manifestantes precisam, mais do que nunca, de vozes que os representem. Não por acaso, artistas desconhecidos viram celebridades da noite para o dia, aproveitando o embalo dos protestos. É o caso do rapper tunisiano El Général, um garoto de 21 anos que, em poucas semanas, ganhou notoriedade mundial soltando a voz contra Kadafi.
Dependendo dos rumos da revolução, músicas antigas também podem assumir uma nova importância. A própria Kelmti Horra, a joia de protesto folk citada mais acima, já era cantada desde 2007 por Emel Mathlouthi, mas só se transformou no símbolo de um país a partir das primeiras manifestações tunisianas, no final de 2010. Expatriada em Paris, a jovem cantora eclética, que transita entre o folk e o trip-hop, Joan Baez e Tricky, havia acabado de desembarcar para uma série de shows em sua terra quando a revolução estourou. Sem hesitar, saiu para as ruas e fez coro com os revoltados.
"Foi um momento emocionante para mim", lembra Emel. "Eu estava nervosa, mas cantar Kelmti Horra foi uma opção natural. Foram as pessoas que a pediram, porque ela representa o mal-estar da sociedade, e traz a esperança por mudanças."
Com a fuga de Ben Ali, Emel espera que a música tunisiana tome um novo rumo: "Talvez agora tenhamos mais estrutura. Nunca tivemos nada, só havia a internet a nosso favor. É importante que a música tunisiana se expresse com toda a sua diversidade."
CRONOLOGIA MUSICAL DA REVOLUÇÃO ÁRABE
TUNÍSIA
27 de dezembro de 2010
Começam os protestos em Tunis contra os problemas do país: economia, desemprego e repressão. Depois de colocar fogo em si mesmo, o ambulante Mohammed Bouazizi é visto como mártir. Em meio a slogans de raiva e revolta, a cantora Emil Mathlouthi entoa Kelmti Horra, música de protesto que clama por liberdade de expressão.
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EGITO
25 de janeiro de 2011
Primeiras manifestações no Cairo. Inspirados na revolta tunisiana, a população toma o centro da cidade, pedindo a renúncia de Hosni Mubarak. O título de uma canção de Ramy Essam, Erhal (Vai Embora), se transforma em palavra de ordem, retomada em vários países árabes. Essam é torturado pelo regime.
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LÍBIA
17 de fevereiro de 2011
O "Dia da Raiva" líbia marca oficialmente as revoltas no país. Mais tarde, a data é celebrada pela canção anônima Misrata, que empresta o nome da cidade dominada por forças anti-Kadafi. Depois de décadas sendo reprimida pelo general Kadafi, a música líbia renasce, com novas canções, a maioria sem autores ou copyright.
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SÍRIA
4 de julho de 2011
Depois de ser visto cantando Vai, Bashar (É Hora de ir Embora), uma música jocosa contra o presidente Bashar Al-Saad, o poeta e bombeiro Ibrahim Qashoush é encontrado morto no Rio Orontes com a garganta cortada. A música ganha as ruas de Hama, cantada pelas multidões em sua homenagem.
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