terça-feira, 30 de agosto de 2011
Destaques de 30 de agosto
Billboard - Flo Rida volta ao Brasil
Billboard - Baixista dos Strokes descreve sessões de gravação
Billboard - Fãs podem escolher setlist do Dead Fish
Rolling Stone - Rebecca Black fala do 1º álbum
Rolling Stone - Nicki Minaj lança clipe com Rihanna
Folha - Crítica: Festival Black2Black
Estadão - Roberta Campos faz show na sexta-feira
Estadão - Vinicius Calderoni fará show em São Paulo
Billboard - Flo Rida volta ao Brasil
O rapper Flo Rida vai tocar no Brasil mais uma vez. Serão nove apresentações pelo país.
Para os fãs do cantor, mais uma novidade: no dia 30 de agosto, será lançado seu novo single "Good Feeling".
Confira abaixo a data dos shows:
6 de Setembro - Fortaleza - Mucuripe Show
7 de Setembro - Sao Luis, MR - Lagoa Do Jansen
8 de Setembro - Teresina, PI - Palacio San Michel
9 de Setembro - Teresina, PI -Palacio San Michel
10 de Setembro - Florianopolis, ST - Confraria
11 de Setembro - Florianopolis, ST - Confraria
15 de Setembro - Porto Alegre - Planet Music Hall
16 de Setembro - Campinas, SP - Liv Club
17 de Setembro - Rio de Janeiro, RJ - Barra Show
Billboard - Baixista dos Strokes descreve sessões de novo disco como “terapia de casal”
Depois de tensões durante as gravações de Angles, último disco dos Strokes, as sessões de gravação do próximo disco, ainda sem nome definido, estão sendo como “terapia de casal”. A afirmação é do baixista Nikolai Fraiture.
Em entrevista ao Daily Star, o músico falou sobre a composição das músicas e disse acreditar que a banda se sai melhor quando todos compõe juntos, o que, segundo ele, ainda não está acontecendo nas atuais sessões.
“Alguns estão trazendo coisas, outros não. Não há muitas canções finalizadas, mas temos muitas partes. Nós estamos tentando colocá-las juntas como peças de quebra-cabeças e encaixá-las”, disse Fraiture.
O americano também considerou que, agora, a banda está em um “bom lugar”, no que diz respeito às tensões que supostamente cercaram os membros recentemente.
“O que fazemos sozinhos não é o mesmo que fazemos juntos. Nós estamos em um bom lugar como uma banda agora. Eu me sinto como em uma terapia de casal.”, finalizou o baixista.
Billboard - Fãs podem escolher setlist de novo DVD do Dead Fish
Os capixabas do Dead Fish se preparam para gravar o DVD que marca os 20 anos de atividade da banda. O show será no 11/11/11 no Circo Voador, Rio de Janeiro.
Para comemorar a data, a banda disponibilizou em seu site oficial uma enquete para que os fãs escolham as músicas do setlist do show que dará origem ao DVD. Os fãs podem escolher 30 músicas de uma lista publicada pela banda. Para votar, basta acessar o site oficial do Dead Fish www.deadfishoficial.com.
Formado em Vitória em 1991, o Dead Fish se consolidou como uma das mais conhecidas bandas de hardcore do Brasil, tendo lançado dez álbuns de estúdio e vencido prêmios como o VMB 2009.
Rolling Stone - Rebecca Black diz que seu primeiro disco não será parecido com “Friday”
Cantora de 14 anos diz que álbum de estreia terá "baladas e músicas dance", e fala sobre a vontade de atuar no cinema
por STEVE BALTIN
Rebecca Black começou a estudar em casa há dez dias, depois que resolveu deixar a escola por sofrer bullying. Mas a estrela teen do hit “Friday” riu por último daqueles que a têm atormentado, e agora trabalha em seu primeiro disco, que sairá perto do Halloween, ela contou à Rolling Stone norte-americana.
Mas ela tem noção dos comentários ácidos que são sempre direcionados à canção que a levou a ser convidada para o VMA no último domingo, 28. “O álbum não se parece nada com ‘Friday’”, diz a garota. “Tem baladas, músicas dance, tudo.”
Aos 14 anos, Rebecca não parece intimidada com os acontecimentos dos últimos meses. O que vem a seguir? “Grammy, turnês ou filmes”, ela afirma, embora ainda não haja planos para nenhum dos três. “Eu adoraria estar em Crepúsculo, e não posso mais aparecer em Harry Potter, o que é péssimo.”
por STEVE BALTIN
Rebecca Black começou a estudar em casa há dez dias, depois que resolveu deixar a escola por sofrer bullying. Mas a estrela teen do hit “Friday” riu por último daqueles que a têm atormentado, e agora trabalha em seu primeiro disco, que sairá perto do Halloween, ela contou à Rolling Stone norte-americana.
Mas ela tem noção dos comentários ácidos que são sempre direcionados à canção que a levou a ser convidada para o VMA no último domingo, 28. “O álbum não se parece nada com ‘Friday’”, diz a garota. “Tem baladas, músicas dance, tudo.”
Aos 14 anos, Rebecca não parece intimidada com os acontecimentos dos últimos meses. O que vem a seguir? “Grammy, turnês ou filmes”, ela afirma, embora ainda não haja planos para nenhum dos três. “Eu adoraria estar em Crepúsculo, e não posso mais aparecer em Harry Potter, o que é péssimo.”
Rolling Stone - Nicki Minaj lança clipe com Rihanna
Vencedora do prêmio de melhor vídeo de hip-hop no VMA, cantora divulgou o clipe de "Fly" nesta segunda, 29
Uma das vencedoras do MTV Music Video Awards que ocorreu no último domingo, 28, a rapper Nicki Minaj lançou nesta segunda, 29, o clipe de "Fly", canção em parceria com Rihanna que entrega em seu disco de estreia, Pink Friday (2010). O vídeo estreou pouco após o anúncio de que Nicki havia ganhado o prêmio de melhor clipe de hip-hop na premiação da MTV com "Super Bass".
Dirigido por Sanaa Hamri, "Fly" mostra Rihanna e Nicki Minaj em um ambiente pós-apocalíptico. Elas chegam com um carro de luxo a uma área destruída e começam a cantar em dançar em meio aos destroços de um avião. Assista abaixo ao clipe:
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=3n71KUiWn1I
Folha - Festival acerta ao apostar em novidades e atrações nada óbvias
ADRIANA FERREIRA SILVA
ENVIADA ESPECIAL AO RIO
MARCO AURÉLIO CANÔNICO
DO RIO
Estação Leopoldina, no Rio, foi ocupada por dois palcos onde se exibiram artistas como Aloe Blacc e Chaka Khan
Dos festivais conceituais (SWU pela sustentabilidade; Rock in Rio por "Eu vou sem drogas"), o Back2Black cumpre o que promete ao escolher um tema simples e musical: apresentar a diversidade de ritmos da música negra.
A terceira edição do evento, que ocorreu de sexta a domingo na Estação Leopoldina, no Rio, anunciava-se histórica quando, há um mês, foi confirmada a participação de Prince.
Mas o palco armado para recebê-lo permaneceu vazio. A estrela cancelou sua vinda ao Brasil a menos de uma semana do espetáculo. Azar o dele. O público lucrou quando os holofotes se voltaram para artistas pouco conhecidos, caso do jovem cantor de soul americano Aloe Blacc, em performance retumbante no domingo; ou para os clássicos, como a voluptuosa Chaka Khan, que mantém seu charme interpretando os hits "I Feel for You" (de Prince) e "I'm Every Woman".
Essas escolhas firmam o Back2Black também como um espaço para novidades, diferentemente de seus colegas de "conceito", que trilham o caminho óbvio do "mainstream".
Assim, na noite de estreia, na última sexta, a plateia foi introduzida à portuguesa Ana Moura, intérprete da nova safra de fadistas, que revisitou o gênero em canções alegres.
No mix sonoro do primeiro dia, entrou ainda o grupo tuaregue Tinariwen, comentado durante todo o festival (leia mais abaixo), e a popular Macy Gray, verborrágica e competente, como sempre.
No sábado, além de Chaka Khan, houve a cantora malinesa Oumou Sangaré, estrela pop na Europa que faz música tradicional do sul do Mali, marcada por cordas e instrumentos percussivos.
Jorge Ben Jor, que substituiu Prince, reinou elétrico tocando sucessos como "Fio Maravilha" e "Ive Brussel" -nesta, dividiu os vocais com Caetano Veloso.
O encerramento, no domingo, teve os melhores shows, com a surpreendente cantora nigeriana Asa (pronuncia-se "Acha") transitando entre o pop e o soul com acento africano, e Aloe Blacc.
Além da seleção, o Back2Black acerta ao ocupar a desativada Estação Leopoldina. Ali são montados dois palcos (um menor, para atrações nacionais como Moreno Veloso) e os vagões de trens antigos se transformam em estúdio, loja de discos e lounge.
A cenografia de Sergio Marimba em parceria com Osgemeos tinha grafites da dupla por toda parte. Para os próximos anos, vale reconsiderar o valor dos ingressos, que subiram em 2011, e repensar formato e horários das palestras, com baixo quorum nesta edição.
A jornalista ADRIANA FERREIRA SILVA viajou a convite do festival
BACK2BLACK
Avaliação ótimo
Estadão - Roberta Campos faz show na sexta-feira em SP
Na sexta-feira, às 21 horas, a cantora e compositora mineira Roberta Campos irá se apresentar no palco do Auditório Ibirapuera, em São Paulo. As informações são da assessoria de imprensa do Auditório Ibirapuera. De acordo com comunicado, a cantora preparou uma homenagem a Roberto Carlos e interpretará "As Curvas da Estrada de Santos" (Roberto e Erasmo Carlos). Também tocará as inéditas "Porta Retrato" (Roberta Campos) e "Sete Dias" (Roberta Campos e Danilo Oliveira).
Além dessas, ela também vai tocar músicas do álbum "Varrendo Lua" (Deck, 2010) como "Estou em Paz (com você)", "Felicidade", "Varrendo a Lua", "Mundo Inteiro", "De Janeiro a Janeiro" e suas versões para "Cuide Bem do Seu Amor" (Paralamas do Sucesso), "Vinte e Nove" (Legião Urbana), "Segue o Seco" (Carlinhos Brown) e "Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor" (Marcio e Lô Borges). Ainda será divulgado o clipe de "Acabou". A cantora será acompanhada por Fernando Falvo (bateria), Álvaro Alves (guitarra), André Lima (teclado) e Adriano Paternosto (Baixo).
Roberta Campos
Sexta-feira, 21 horas
Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada)
Classificação Indicativa: Livre
Auditório Ibirapuera
Capacidade: 800 lugares
Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº - Portão 2 do Parque do Ibirapuera.
Informações: info@auditorioibirapuera.com.br
Informações: 3629-1014 - Priscila/ 3629-1075
Site: www.auditorioibirapuera.com.br
Estadão - Vinicius Calderoni fará show em São Paulo no domingo
O músico Vinicius Calderoni será o próximo a se apresentar no projeto Talentos Bohemia, realizado pelo Centro Cultural Rio Verde, no próximo domingo, dia 4 de setembro. Por meio deste programa, já se apresentaram cantores e bandas como Duani Martins, Padê, Anelis Assumpção, Marcelo Jeneci, Projeto Coisa Fina, Duani Martins, Pitanga em Pé de Amora e Bruno Morais.
As apresentações são mensais e gratuitas, realizadas sempre no primeiro domingo do mês. A discotecagem será feita por Theo Werneck. As informações são da assessoria de imprensa da Muda Cultural, grupo que atua na concepção e realização de eventos e no desenvolvimento de projetos culturais.
Os participantes do projeto têm seus trabalhos documentados em uma videorreportagem especial, que é difundida na internet. Calderoni é cantor, compositor e cineasta. Lançou seu primeiro disco "Tranchã" em 2007, produzido em parceria com Ulisses Rocha, e com as participações de Fabiana Cozza, Tatiana Parra e o Conjunto 4 a Zero.
Ele foi selecionado para o Projeto Prata da Casa do Sesc Pompeia e realizou o projeto "Vinicius Calderoni convida cantoras", temporada no Tom Jazz, que contou com as participações de Marina de la Riva, Bruna Caram, Fabiana Cozza, Giana Viscardi, Tatiana Parra, Dani Gurgel, Luisa Maita e Graça Cunha.
Ele finalizou em março do ano passado o projeto "Os doze clipes de Tranchã", que incluiu um videoclipe para cada canção do repertório de seu álbum de estreia, com direção de Esmir Filho, Rafael Gomes e o próprio Vinicius. Ainda em 2010 dirigiu o DVD de Dani Gurgel, ''viadutos''. Informações sobre o artista por meio do site: http://www.viniciuscalderoni.com.br/
Vinicius Calderoni
Talentos Bohemia
Centro Cultural Rio Verde.
Local: Centro Cultural Rio Verde
Endereço: Rua Belmiro Braga, 181 (Vila Madalena)
Abertura da casa: 17h
Início do show: 18h
Tel: 3459-5321
Realização: Muda Cultural
Patrocínio: Bohemia
Entrada Gratuita
Proibida para menores de 18 anos
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Destaques do fim-de-semana
Billboard - David Guetta lança hoje Nothing But The Beat
Rolling Stone - Karina Buhr e o novo álbum
Rolling Stone - Katy Perry leva o prêmio de melhor clipe (confira lista)
Rolling Stone - Jay-Z e Kanye West poderão sofrer processo
Rolling Stone - Blink-182 divulga novo clipe
Folha - Jazzista Karen Souza faz show em SP
Folha - Júlio Medaglia estreia na rádio Cultura FM
Folha - DVD "Nas Rodas do Choro"
Folha - MTV divulga a lista de indicados ao VMB
Folha - Philip Glass traz ao Brasil nova fronteira
Estadão - Criolo e Marcelo Jeneci lideram indicações no VMB Brasil
Estadão - Terremoto no hip hop
Billboard - David Guetta lança hoje Nothing But The Beat
O quinto álbum do DJ francês David Guetta está sendo lançado hoje (29/08).
Nothing But The Beat é um disco duplo e conta com a participação de artistas como Akon, Chris Brown, Dev, Flo Rida, Jennifer Hudson, Jessie J, Lil Wayne, Nicki Minaj, Sia, Snoop Dogg, Taio Cruz, Timbaland, Usher e will.i.am.
Seu último disco de inéditas foi One Love, de 2009.
Para acompanhar o lançamento do álbum, acesse: http://24hour.davidguetta.com/
Confira as faixas do CD:
CD1 – Vocal Album
1. Where Them Girls At (feat. Nicki Minaj & Flo Rida)
2. Little Bad Girl (feat. Taio Cruz & Ludacris)
3. Turn Me On (feat. Nicki Minaj)
4. Sweat (Snoop Dogg vs. David Guetta) [Remix]
5. Without You (feat. Usher)
6. Nothing Really Matters (feat. will.i.am)
7. I Can Only Imagine (feat. Chris Brown & Lil Wayne)
8. Crank It Up (feat. Akon)
9. I Just Wanna F. (feat. Timbaland & Dev)
10. Night Of Your Life (feat. Jennifer Hudson)
11. Repeat (feat. Jessie J)
12. Titanium (feat. Sia)
CD2 – Electronic Album
1. The Alphabeat
2. Lunar
3. Sunshine
4. Little Bad Girl (Instrumental Edit)
5. Metro Music
6. Toy Story
7. The Future
8. Dreams
9. Paris
10. Glasgow
Rolling Stone - Karina Buhr e o novo álbum
Cantora falou à Rolling Stone Brasil a respeito do sucessor de Eu Menti Pra Você, previsto para outubro
Karina Buhr já tinha história na nova MPB antes mesmo de ser considerada uma revelação. Ex-integrante de bandas como Comadre Fulozinha e Eddie, a cantora obteve reconhecimento após o lançamento de seu primeiro disco solo, Eu Menti Pra Você, eleito o 3º melhor disco nacional de 2010 pela Rolling Stone Brasil. Ela ficou atrás apenas de Efêmera, de Tulipa Ruiz, e Feito Pra Acabar, de Marcelo Jeneci, também tidos como emergentes na cena musical independente.
Karina falou à Rolling Stone Brasil sobre o processo de composição que levou ao seu segundo álbum solo, que tem previsão de lançamento para outubro, pela Microservice. "Já tinha todas as músicas prontas antes de começar a fazer os arranjos", conta Karina. "De 15 canções, fechamos com 11. Essa 11ª estava na berlinda, eu havia dito que seriam dez, mas essa última vai entrar no disco."
Falando pela primeira vez sobre suas opiniões acerca do novo trabalho, Karina ainda se mostra insegura em relacionar as diferenças entre Eu Menti Pra Você e o novo disco. "É a coisa mais difícil de eu falar", diz a cantora. "Uma coisa concreta que muda é que este já foi gravado direto com formato de banda rock ‘n’ roll, com Catatau [Cidadão Instigado] e Edgard Scandurra [ex-Ira!] na guitarra. No Eu Menti Pra Você eles já participavam, mas esse formato de show levou a esse próximo disco, mais barulhento. Mas não se distancia da pegada maracatu, é música brasileira."
Produzido por Bruno Buarque, Mau Pregnolatto e pela própria Karina, o disco teve sua mixagem finalizada recentemente e ainda não tem um nome oficial. "Pensei em vários e vou decidir esses dias, acabo deixando sempre pra última hora", revela Karina. "Fiquei ouvindo o disco até sair esse nome, mas ainda não pensei. Vai que eu falo algo e depois é uma coisa totalmente diferente! [risos]."
Recentemente, Karina fez uma participação no disco Bambas Dois, projeto do ainda inédito do produtor BiD, com previsão de lançamento para setembro. No disco, Karina faz um dueto com o músico jamaicano Oku Onuora em "Lehá Dodi", canção composta especialmente para o trabalho. "Sempre que rola esse tipo de coisa é legal", diz Karina. "Achei maravilhoso juntar a galera de lá, trazer o reggae e misturar com o baião foi bem especial."
Com experiência no teatro, a cantora diz que a veia artística influencia diretamente na sua performance ao vivo e em estúdio. "Não tem como não levar isso pra tudo que você faz. Mas não fico: 'Ai, vou fazer uma performance'", conta Karina. "Fiz umas gravações meio quieta e à medida que o show foi ganhando forma, isso [a influencia teatral] foi aumentando mais, mas é uma coisa inconsciente, vai de acordo com a música."
Sendo assim, Karina crê na continuação natural do trabalho de Eu Menti Pra Você na nova empreitada. "Pelo lado do som, é outra coisa. É 'primo', vai [risos]", brinca a cantora. "Às vezes acho que falando, estou confundindo em vez de explicar. É melhor ouvir o disco."
Rolling Stone - Katy Perry leva o prêmio de melhor clipe do ano no MTV Video Music Awards
Clipe do ano
Adele, "Rolling In The Deep"
Tyler, The Creator, "Yonkers"
Katy Perry, "Firework"*
Bruno Mars, "Grenade"
Beastie Boys, "Make Some Noise"
Melhor clipe feminino
Adele, "Rolling In The Deep"
Katy Perry, "Firework"
Beyonce, "Run The World (Girls)"
Nicki Minaj, "Super Bass"
Lady Gaga, "Born This Way"*
Melhor clipe masculino
Cee Lo Green, "F*** You"
Eminem feat. Rihanna, "Love The Way You Lie"
Bruno Mars, "Grenade"
Kanye West feat. Rihanna & Kid Cudi, "All Of The Lights"
Justin Bieber, "U Smile"*
Melhor clipe de hip hop
Lil Wayne feat. Cory Gunz, "6'7'"
Kanye West feat. Rihanna & Kid Cudi, "All Of The Lights"
Chris Brown feat. Lil Wayne & Busta Rhymes, "Look At Me Now"
Nicki Minaj, "Super Bass"*
Lupe Fiasco, "The Show Goes On"
Melhor novo artista
Foster The People, "Pumped Up Kicks"
Wiz Khalifa, "Black and Yellow"
Tyler, The Creator, "Yonkers"*
Big Sean feat. Chris Brown, "My Last"
Kreayshawn, "Gucci Gucci"
Melhor clipe pop
Adele, "Rolling In The Deep"
Bruno Mars, "Grenade"
NE-YO, Nayer & Afrojack, "Give Me Everything"
Katy Perry, "Last Friday Night (T.G.I.F.)"
Britney Spears, "Till The World Ends"*
Melhor clipe de rock
The Black Keys, "Howlin For You"
Foo Fighters, "Walk"*
Foster The People, "Pumped Up Kicks"
Mumford & Sons, "The Cave"
Cage The Elephant, "Shake Me Down"
Melhor colaboração
Pitbull feat. NE-YO, Nayer & Afrojack, "Give Me Everything"
Chris Brown feat. Lil Wayne & Busta Rhymes, "Look At Me Now"
Rihanna & Kid Cudi, "All Of The Lights"
Katy Perry feat. Kanye West, "E.T."*
Nicki Minaj feat. Drake, "Moment 4 Life"
*vencedor
Rolling Stone - Jay-Z e Kanye West poderão sofrer processo por faixa de Watch the Throne
Em “The Joy”, dupla usou sample não autorizado de canção do artista soul Syl Johnson
Jay-Z e Kanye West poderão enfrentar um processo pelo uso não autorizado de um dos samples no álbum Watch the Throne. As informações são do jornal britânico The Guardian.
O disco foi lançado pela dupla no início do mês de agosto. A faixa “The Joy”, além de contar com um sample de Curtis Mayfield ("The Makings of You (Live)"), traz trechos de “Different Strokes”, do cantor de soul Syl Johnson (datada de 1967), que alega não ter sido procurado para liberar a faixa. “Island Def Jam parece achar que Syl não tem forças pra brigar”, disse a Numero Group, gravadora que cuida das canções e que representa Johnson.
A Numero Group percebeu o sample não autorizado quando a faixa havia saído online no final do ano passado. Apesar da gravadora não ser responsável pela publicação de “Different Strokes”, foram eles que procuraram a Def Jam em nome de Johnson para negociar a questão do sample. O contrato, contudo, nunca foi adiante e a Def Jam parou de retornar as ligações.
“Perdemos cerca de cinco meses tentando receber o pagamento e nosso advogado nos recomendou que nós não entrássemos com processo, já que a canção não estava de fato sendo vendida”, disse a gravadora. “Eventualmente, Kanye acabaria pegando alguma outra coisa do catálogo e conseguiríamos o dinheiro de Syl.”
Johnson ligou para a Numero Group depois de se dar conta do trecho de sua canção em “The Joy”. Não só a Def Jam acabou não pagando o artista, como, segundo alega a Numero Group, “os créditos também nos colocam como responsáveis pela publicação da faixa, o que, claro, não somos. Qualquer pesquisa básica no Broadcast Music, Inc. mostraria”.
Rolling Stone - Blink-182 divulga novo clipe
"Up All Night" é o primeiro single de Neighborhood, disco que chega às lojas no dia 27 de setembro
O Blink-182 lançou nesta sexta-feira, 26, o clipe de "Up All Night". A canção é o primeiro single de Neighborhoods, primeiro disco da banda em oito anos.
Recheado de imagens com jovens se divertindo, o clipe mostra a banda reunida, tocando na sala de uma casa e num círculo de fogo. Tom DeLonge (vocais e guitarra), Mark Hoppus (vocais e baixo) e Travis Barker (bateria), mais comportados do que em clipes como "What's My Age Again?", fazem de "Up All Night" um dos vídeos mais sóbrios no catálogo da banda. Neighborhoods chega às lojas no dia 27 de setembro.
Assista abaixo ao clipe de "Up All Night":
http://www.youtube.com/watch?v=YpYhGdrknlA&feature=player_embedded#!
Folha - Jazzista Karen Souza faz show em SP
A jazzista Karen Souza apresenta o show de seu primeiro CD, "Karen Souza", hoje, às 21h, no teatro Bradesco (r. Turiaçu, 2.100; tel. 0/xx/11/ 4003-1212; livre; de R$ 20 a R$ 160). Ela canta canções inéditas e releituras de hits pop como "Billie Jean", "Creep" e "Every Breath You Take".
Folha - Júlio Medaglia estreia na rádio Cultura FM
O maestro estreia hoje, às 18h, na rádio Cultura FM (103.3 MHz), o programa "Fim de Tarde com o maestro Júlio Medaglia", focado na apresentação de clássicos da música erudita. A nova faixa marca o retorno do regente à emissora, da qual havia sido afastado em abril deste ano.
Folha - "Nas Rodas do Choro" mostra a vivacidade e o frescor do gênero
FABRICIO VIEIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
O choro não seria o que é sem as informais rodas, responsáveis pela permanência do gênero e o surgimento de novos protagonistas.
Partindo dessa premissa, o documentário "Nas Rodas do Choro" visita a cena carioca para mostrar que o gênero que consagrou Pixinguinha se mantém vivo e fresco.
É com os músicos sentados em círculo, em bares, praças ou mesmo no quintal, que o choro acontece. Sem procurar ser didática, a diretora Milena Sá visita algumas dessas "rodas de choro" para desvendar um pouco o gênero.
O filme se constrói por meio de depoimentos e trechos de apresentações, praticamente sem recorrer a material de arquivo. O passado, que traz certo ar nostálgico, é resgatado por histórias contadas pelos entrevistados.
Dentre os veteranos, estão lá Carlinhos Leite e César Faria, que foram integrantes do lendário "Época de Ouro", conjunto criado por Jacob do Bandolim (1918-1969) na década de 1960.
Nomes como Joel Nascimento, Déo Rian, Bozó 7 Cordas e Odette Ernest Dias também marcam presença.
"Não tem outro jeito de aprender choro, é tocando. É transmitido dessa maneira, é informal mesmo, nas rodas de choro, foi assim que a gente aprendeu. Não tem muito que teorizar, é sentar e tocar com os garotos", resume a cavaquinista Luciana Rabello.
Uma das rodas sagradas da década de 1970, que acontecia no bar Sovaco de Cobra, é rememorada por Luciana. Foi lá que ela e o irmão Raphael Rabello (1962-1995) descobriram essa música.
Defendendo que o choro é uma expressão artística coletiva, informal e livre, o filme ilumina, de forma leve e envolvente, essa tão espontânea sonoridade brasileira.
NAS RODAS DO CHORO
PRODUÇÃO Brasil, 2010
DIREÇÃO Milena Sá
QUANTO R$ 44,90
CLASSIFICAÇÃO livre
AVALIAÇÃO bom
Folha - MTV divulga a lista de indicados ao VMB
Foram anunciados os indicados ao prêmio. A partir de segunda, pode-se votar em quatro categorias em www.mtv.com.br/vmb (webclipe, hit do ano, webhit e artista internacional). Sete serão decididas por um júri (disco, música, capa, clipe, aposta do ano, revelação e artista do ano). A premiação será em SP em 20/10.
Folha - Philip Glass traz ao Brasil nova fronteira de sua obra
MORRIS KACHANI
DE SÃO PAULO
"Minha música se abriu para outras portas", diz em entrevista à Folha
Philip Glass, hoje aos 74, é o compositor vivo de música clássica mais famoso dos Estados Unidos. E não só por suas 20 óperas, dez sinfonias e numerosos concertos.
Suas mais de 30 trilhas sonoras para filmes (como "As Horas", de 2002, e "Kundun", de 97) e a parceria com artistas como David Bowie o alçaram ao status de celebridade.
"Nunca fiz distinção entre arte erudita e pop. O talento não depende de gênero", disse, em entrevista à Folha.
"Em termos de expressão, Paul Simon ou David Bowie são compositores tão importantes como Richard Strauss."
Glass vem ao Brasil apresentar uma de suas mais recentes composições -uma peça para violino solo que será interpretada pelo jovem e incensado Tim Fain.
Serão apenas os dois no palco; ao piano, Glass acompanha Fain em outras peças, além de tocar em solo.
Alex Ross, crítico musical da revista "The New Yorker" e autor de "O Resto é Ruído" (publicado no Brasil pela Companhia das Letras) identifica em Glass uma assinatura própria.
Essa marca poderia estar nos arpejos e progressões que remetem ao minimalismo, mas que chegam a assumir contornos hipnóticos.
Ou espirituais, já que o próprio compositor se define como um "judeu-taoísta-hindu-tolteca-budista" -nesta ordem. (Glass é vegetariano desde os 20 e pratica ioga.)
Mas, ainda segundo Ross, existe uma controvérsia com relação à obra de Glass. "Ele escreve mais rápido do que somos capazes de escutá-lo. Ele acabou gerando centenas de obras intercambiáveis. Há pérolas, mas é preciso saber separá-las".
Glass diz compor da hora que acorda até a hora de dormir. "Sempre fiz muito trabalho colaborativo -isso não mudou. Dança, poesia, teatro, artes plásticas. Meu processo tem muito do mundo da performance".
Ele já trabalhou com o encenador Bob Wilson, o poeta Allen Ginsberg e o citarista Ravi Shankar, que coloca como uma de suas principais influências, ao lado da legendária Nadia Boulanger (que foi sua professora) e do compositor moderno John Cage.
A obra de Glass vive um ciclo de renascimento. Muitos dos que consideravam esgotado seu potencial criativo a partir dos anos 80 estão enxergando nos seus trabalhos recentes um grau de inovação extraordinário.
Os solos de "Book of Longing", peça baseada em texto de Leonard Cohen, e a atmosfera de "noite sem fim" de sua oitava sinfonia são citados por Ross. Glass reconhece o momento: "Se você já tinha familiaridade com minha música, ela agora se abre para outras portas".
Glass também é conhecido por patrocinar uma entidade de apoio a jovens compositores. "Quem escreve no papel, como eu, está morrendo. Hoje se compõe música no computador. E, como o modo de construir música é diferente, a música será diferente".
Foram muitas as parcerias que Glass já fez no Brasil -a mais recente, com o artista plástico Carlito Carvalhosa.
No momento, conversa com os mineiros do Uakti para a concepção de um segundo disco conjunto. "A música brasileira é mais desenvolvida que a do resto do mundo, pois une o talento da letra poética com a harmonia musical num único trilho".
PHILIP GLASS E TIM FAIN
QUANDO 10/9, em Olinda; 13/9 e 14/9, em São Paulo
ONDE Igreja da Sé (Olinda) e Sala São Paulo (pça. Júlio Prestes, s/nº; tel 0/xx/11/3223-3966)
QUANTO de R$ 90 a R$ 290
CLASSIFICAÇÃO livre
Estadão - Criolo e Marcelo Jeneci liberam indicações no VMB 2011
Internautas poderão votar em quatro categorias a partir de segunda; premiação acontece no dia 20 de outubro
A MTV divulgou nesta sexta-feira,26, a lista de indicados à 17ª edição do prêmio VMB 2011. Os cantores e compositores Criolo e Marcelo Jeneci lideram a lista de indicações. Criolo e Jeneci concorrem os dois nas categorias Melhor Disco, Melhor Música, Artista Revelação e Artista do Ano. Marcelo Jeneci vai disputar ainda o Hit do Ano; e Criolo, o Clipe do Ano. A partir do dia 29 a audiência poderá votar nos seus favoritos no Portal MTV.
Esse ano a premiação tem 11 categorias, das quais 7 serão votadas pela Academia da MTV (júri composto por jornalistas, artistas, cineastas e formadores de opinião de diversas áreas como moda e artes) - melhor disco, melhor música, melhor capa, revelação, aposta, clipe do ano e artista do ano - e quatro serão votadas pela audiência - webclipe, webhit, hit do ano e artista internacional.
A premiação acontece no dia 20 de outubro nos Estúdios Quanta em São Paulo. O VMB 2011 será transmitido ao vivo pela MTV Brasil e pelo Portal MTV.
Categorias Votadas pela Academia da MTV:
MELHOR DISCO
Cavalera Conspiracy - Blunt Force Trauma
Criolo - Nó Na Orelha
Marcelo Camelo - Toque Dela
Marcelo Jeneci - Feito pra Acabar
NX Zero - Projeto Paralelo
MELHOR MÚSICA
Criolo - Não Existe Amor em SP (Criolo)
Marcelo Camelo - Ôô (Marcelo Camelo)
Marcelo Jeneci - Feito pra Acabar (Marcelo Jeneci / Paulo Neves / Zé Miguel Wisnik)
Marina Lima (part. Samuel Rosa) - Pra Sempre (Marina Lima / Samuel Rosa)
NX Zero (part. Emicida, Yo-Yo e Dj King) - Só Rezo 0.2 (Di Ferrero / Gee Rocha / Emicida / Yo-Yo)
MELHOR CAPA
Copacabana Club - Tropical Splash (arte: Rimon Guimarães)
CSS - La Liberación (arte: Lovefoxxx)
Garotas Suecas - Escaldante Banda (arte: Greg McKeighan)
Kassin - Sonhando Devagar (arte: Philippe Leon)
Tiê - A Coruja e o Coração (arte: Rita Wainer)
REVELAÇÃO
Apanhador Só
Criolo
CW7
Marcelo Jeneci
Tulipa Ruiz
APOSTA
Karol Conká
O Lendário Chucrobillyman
Rancore
Start
Tono
CLIPE DO ANO
Criolo - Subirusdoistiozin (direção: Tom Stringhini e Alexandre Casagrande)
Emicida - Então Toma (direção: Fred Ouro Preto)
Garotas Suecas - Banho de Bucha (direção: Arthur Warren e Suza)
Jota Quest - É Preciso (A Próxima Parada) (direção: Conrado Almada)
Lurdez da Luz - Andei (direção: João Solda)
Mallu Magalhães - Nem Fé Nem Santo (direção: Fabrício Pires Bittar de Carvalho)
Mombojó - Antimonotonia (direção: Fernando Sanches)
Móveis Coloniais de Acaju - O Tempo (direção: Steve ePonto)
Pitty - Só Agora (direção: Ricardo Spencer)
Thiago Pethit - Nightwalker (direção: Vera Egito e Renata Chebel)
ARTISTA DO ANO
Criolo
Emicida
Marcelo Camelo
Marcelo Jeneci
NX Zero
Categorias Votadas pela Audiência:
WEBCLIPE
A Banda Mais Bonita da Cidade - Oração
http://www.youtube.com/watch?v=QW0i1U4u0KE
Banda Uó - Shake do Amor
http://www.youtube.com/watch?v=7DYNuUMDLf4&feature=player_embedded
Ecos Falsos - Spam Do Amor
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=lmiuVBLjHH8
Móveis Coloniais de Acaju - O Tempo
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=NUlbPAzKFFo
Skank - De Repente
http://www.skankplay.com.br/play
WEBHIT
Larica dos Muleke
http://www.youtube.com/watch?v=rA-RgGA_ZyY
Magali Carioca
http://www.youtube.com/watch?v=iKnG_lrtH20
Phoenix de Ribeirão
http://www.youtube.com/watch?v=gwYabBIYIYE
Sou Foda
http://www.youtube.com/watch?v=RIBkK5X_3mo
Friday, Versão Inri Cristo
http://www.youtube.com/watch?v=gogjQiuI9_w
HIT DO ANO
CW7 - Me Acorde pra Vida
Emicida - Rua Augusta
Fake Number - Primeira Lembrança
Flora Matos - Pretin
Forfun - Quem Vai, Vai
Fresno - Eu Sei
Marcelo Jeneci - Felicidade
NX Zero - Onde Estiver
Rancore - Jeito Livre
Start - Que Vença o Melhor
ARTISTA INTERNACIONAL
Adele
Arcade Fire
Beastie Boys
Beyoncé
Britney Spears
Foo Fighters
Kanye West
Katy Perry
Lady Gaga
Strokes
Estadão - Terremoto no hip hop
Lucio Ribeiro - O Estado de S.Paulo
Boom! Uma bomba em formato de disco dourado caiu na música pop agora em agosto e seus estilhaços seguem ainda atingindo vários de seus setores, sejam eles indie rock, eletrônico, pop comercial e até hip hop, sua verdadeira origem. E mesmo fora da música: moda, cinema. E mesmo na música como business. E mesmo no?
Uma ideia de canção que depois virou uma ideia de single, depois um EP e finalmente um CD cheio, gestado em 18 meses mais ou menos no segredo e que traz os dois principais nomes do hip hop americano, os super rappers Jay-Z e Kanye West, amarrados num projeto comum chamado The Throne. Esse CD ganhou o nome de Watch The Throne, já resenhado no Estado.
A conversa sobre mais um disco de hip hop a brotar nos EUA pode começar pelo reconhecimento do rock. Blogs indies americanos acham que o Watch The Throne, a grosso modo, pode ser o OK Computer do rap, comparando ao disco do grupo inglês Radiohead de 1997, na época inovador nas letras e na exploração das possibilidades dentro do estilo da banda.
Rumores que milionários DJs de eletrônico e os mais undergrounds fazem fila para botar as mãos de modo oficial nas faixas do disco de Jay-Z e West, para remixá-las e dar-lhes outra releitura. Lista ela que vai de Moby a Erol Alkan.
Pelo crivo de seus parceiros, Kanye West e Jay-Z aparentemente estão aprovados. E com louvor. Uma das mais crescentes publicações voltadas ao hip hop, a nova e decente Respect, bota os estelares rappers na capa e lança a manchete: "O mais importante disco do hip hop da HISTÓRIA". E continua: "E podemos provar isso."
A revista chega às bancas americanas daqui a 10 dias, jogando uma luz no estado de coisas confuso em que se encontra o outrora miliardário hip hop, das correntes de ouro, festas nababescas com mulheres seminuas, carrões, ostentação geral.
Com uma retração do gênero refletida nas paradas, onde pop comercial, grupos/artistas britânicos, formações teens e ídolos country dominam "os mais vendidos", o hip hop vem ensaiando uma volta ao underground, ao clubinho, às ruas, para uma reciclagem. Isso abriu espaço para nomes badalados mais conceitualmente do que em vendas de discos, como os novinhos Tyler the Creator, Wiz Khalifa, Flying Lotus e até Lil Wayne.
Mas eis que os supertalentosos Jay-Z e Kanye West se unem para pedir uma atenção ao trono no hip hop, que foi deles e, com esse disco recém-lançado, ainda é.
E lá foi Watch The Throne para o primeiro lugar da Billboard em sua primeira semana de lançamento, virando o único disco de hip hop no Top 20 da parada.
A performance de venda do disco deu um chacoalhão no pop. Na primeira semana de lançamento do disco, no iTunes, Watch The Throne teve 321 mil cópias virtuais consumidas, se tornando o disco de hip hop mais vendido nos primeiros sete dias na história da música digital e o segundo, incluindo todos os gêneros (o recorde pertence ao álbum Viva La Vida do Coldplay - 350 mil em 2008).
Em sua versão "real", o disco vendeu nas lojas mais de 435 mil cópias, indo direto para o primeiro lugar da Billboard, tendo a façanha de desbancar o fenômeno de vendas Adele. A cantora inglesa foi tirada do topo depois de 12 semanas com seu álbum 21 liderando as vendagens.
Kanye West (que vem solo ao Brasil em novembro, para cantar no SWU) e Jay-Z (que nesta semana cancelou sua vinda no Rock in Rio) experimentaram ainda uma polêmica estratégia de venda fora do esquema tradicional. No dia 8 de agosto Watch The Throne saiu direto em MP3, apenas na loja da Apple (iTunes), sem lançamento físico. No dia 12, chegou às lojas seu formato físico. Mas, quando se diz lojas, leia "com exclusividade nas lojas nas cadeias da rede Best Buy". O disco mais badalado de 2011, com arrebatadora performance comercial, foi primeiro vendido em supermercadão, o que enfureceu todas as lojas tradicionais de disco da América. Nessas, Watch The Throne chegou apenas nesta última terça-feira, dia 23. Irritando ou não as lojas independentes de discos, o fato é que a atitude comercial da dupla de megastars fez de seu álbum um dos muito poucos discos grandes do pop a escapar do vazamento antecipado para a internet.
Watch the Throne saiu primeiro com sua capa dourada, na versão Deluxe, assinada pelo estilista italiano Riccardo Tisci, responsável pela concepção visual da marca Givenchy. O disco apareceu junto ao bombástico vídeo da faixa Otis, dirigido pelo badalado Spike Jonze. Para a música, é ressuscitado o grande Otis Redding, que aparece cantando em samples. Jay-Z e West envolvidos com cinema, moda e a história da música.
Nesta semana chegou às rádios a música interplanetária Lift Off, com participação de Beyoncé no vocal, uma mistura de conquista das ruas com conquista espacial. Pelo que se sabe, a bela música virou praga e não para de tocar por qualquer lugar que se ande, nos EUA. Dizem até que serviu de trilha sonora para noticiário sobre o recente terremoto que sacudiu parte do lado leste americano. Jay-Z e West envolvidos com abalos sísmicos. Jay-Z, terremoto, Kanye West, bomba. Nada mais natural.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Destaques de 26 de agosto
Billboard - Maria Rita lança novo single
Billboard - George Israel faz show do disco 13 Parcerias com Cazuza
Rolling Stone - Rock in Rio anuncia a banda Faluja
Rolling Stone - Novo single de Maria Rita estará no rádio dia 30
Rolling Stone - Chucho Valdés e Hamilton de Holanda
Folha - São Paulo recebe Ricky Martin
Folha - Festival Back2Black começa hoje no Rio
Estadão - Charlotte Gainsbourg lança novo clipe
Estadão - Show do Metronomy
Billboard - Maria Rita lança novo single
O novo single da cantora Maria Rita - "Pra Matar Meu Coração" - já está disponível para ser ouvido na internet, pelo Sonora (http://sonora.terra.com.br/#/home).
A canção faz parte de seu quarto álbum Elo, que tem previsão de lançamento para o final de setembro.
"Pra Matar Meu Coração" estreia nas rádios no dia 30 de agosto.
Billboard - George Israel faz show do disco 13 Parcerias Com Cazuza
George Israel, saxofonista da banda Kid Abelha, toca em São Paulo neste sábado para divulgar seu novo CD 13 Parcerias Com Cazuza.
O disco celebra composições da parceria de George Israel e Cazuza. “Brasil”, “Solidão Que Nada”, “Inocência Do Prazer” e a inédita “Você Vai Me Enganar Sempre” fazem parte do repertório. A música inédita estava gravada apenas em uma fita demo, vindo à tona somente agora.
O álbum também conta com participações de grandes nomes da música nacional como Ney Matogrosso, Elza Soares, Frejat, Marcelo D2 e Sandra de Sá.
Serviço
George Israel - Woodstock Bar
Horário: A partir das 21h.
Endereço: Rua Baltazar Fernandes, 54, Brooklin – São Paulo
Preços: (sem lista) Homem: R$40 e Mulher: R$30.
(com lista) Homem: R$30 e Mulher: R$20.
Telefone: (11) 5543-7000
Site: www.woodstock.art.br
Rolling Stone - Rock in Rio anuncia a banda Faluja como atração extra do palco Sunset
Grupo de Brasília fará show no dia 2 de outubro com participação de integrantes do Skank, Sabonetes e Scracho
De acordo com o site G1, o Rock in Rio anunciou uma atração extra para o palco Sunset, a banda Faluja, que foi escalada para representar a nova geração do pop rock brasileiro.
O quinteto de Brasília irá se apresentar no dia 2 de outubro, à tarde. E já que o palco Sunset se dedica a promover encontros musicais, a performance contará com a participação de integrantes das bandas Sabonetes, Scracho e Henrique Portugal, do Skank.
O Rock in Rio acontece nos dias 23, 24, 25 e 29 e 30 de setembro e 1 e 2 de outubro. Nomes como Steve Wonder, Ke$ha, Evanescence, Elton John, Katy Perry, Rihanna, Stone Sour, System of a Down, Motörhead, Slipknot, Coheed and Cambria, Coldplay, Snow Patrol, Metallica Red Hot Chili Peppers, NX Zero, Capital Inicial, Sepultura, Angra, Skank, Marcelo Camelo, Arnaldo Antunes, Erasmo Carlos, Cidadão Instigado, Tulipa Ruiz, Tiê e Letieres Leite & Orkestra Rumpillez, entre outros, fazem parte do line-up.
Rolling Stone - Novo single de Maria Rita estará nas rádios em 30 de agosto
“Pra Matar meu Coração” é parte do álbum Elo, que chegará às lojas em setembro, e pode ser ouvida na internet
Maria Rita lançará a primeira canção de seu próximo disco no dia 30, nas rádios. A faixa pertence ao álbum Elo, que sai no final de setembro. O single em questão, “Pra Matar meu Coração”, de Pedro Baby e Daniel Jobim, já pode ser ouvida no Terra Sonora.
O quarto álbum da carreira da cantora foi gravado ao longo de dez dias, em julho, no estúdio Toca do Bandido, no Rio de Janeiro. O trabalho conta com as músicas que fazem parte do repertório dos shows recentes de Maria Rita. Entre elas estão “Conceição dos Coqueiros” e “Santana”. Há também faixas que nunca fora mostradas ao público.
Rolling Stone - Chucho Valdés e Hamilton de Holanda abrem o festival Telefônica Sonidos 2011
por STELLA RODRIGUES
O evento, dedicado a promover encontros entre artistas latinos, reuniu o pianista cubano e o bandolinista brasileiro no palco para duas horas de jazz com influências africanas
Um artista brasileiro mais um outro latino em um mesmo palco, se encontrando pela primeira vez. Essa é, em linhas gerais, a proposta do festival Telefônica Sonidos, cuja edição de 2011 teve início na noite da última quarta, 24, no Jockey Club de São Paulo. Para dar o pontapé inicial, dois músicos reconhecidos como grandes mestres de seus instrumentos subiram ao palco Jazz Latino na ocasião: o cubano Chucho Valdés – filho do também lendário pianista Bebo Valdés - e seu convidado, o brasileiro Hamilton de Holanda, bandolinista desde os 5 anos de idade.
A apresentação começou com quase meia hora de atraso (eram quase 22h quando Chucho subiu ao palco). Enquanto o show não começava, o público ocupava um lounge externo – aberto para todos, sem necessidade de ingresso – onde filmes eram exibidos e jazz ao vivo saía das caixas de som, tudo de graça. Ao subir para o show, inicialmente, o cenário causava estranhamento. O palco foi montado de forma suspensa, no local onde acontecem as corridas de cavalos. As arquibancadas foram devidamente estofadas e o público presenteado com cobertores para proteção do vento gelado que vinha da Marginal Pinheiros, de forma que, mesmo no local inusitado, a plateia ficou bastante confortável.
E a paisagem ao fundo, composta pelo conjunto de arranha-céus que formam um cenário tipicamente paulistano, acabou se encaixando perfeitamente, mesmo que a noite fosse levar os amantes de jazz para uma viagem harmoniosa a Cuba e África.
Chucho, sua indefectível boina cinza virada para trás e suas habilidades como pianista virtuoso não vieram sozinhos ao Brasil. Junto veio a inacreditável banda Afro-Cuban Messengers, composta de seis músicos que assumiram longos e virtuosos solos ao longo das duas horas de apresentação. Os músicos, além de tocarem, colaboraram com vocais e cantos africanos.
O show começou ao som de duas longas peças, os complexos e hipnotizantes temas “Conga Danza” e “Iansa”. Chucho pareceu mesmo animar com a canção seguinte, “Zawinul's Mambo”, a terceira e última faixa antes de chamar ao palco a irmã, a cantora Mayra Caridad Valdés, trajando roupa e apetrechos brilhantes da cabeça aos pés. "Aquela era a voz feminina do grupo”, explicou ele em um dos poucos momentos em que falou. Mesmo que estivesse com uma leve crise de tosse, ela demonstrou uma potência vocal impressionante cantando o tema “Alma Mía”.
Assim que Mayra saiu do palco, entrou o convidado de Chucho, o “gênio Hamilton de Holanda”, como elogiou o anfitrião. Os oito músicos (Chucho, Hamilton e banda) tocaram “Guajira”, “Neurosis”, um clássico cubano, e uma muitíssimo aplaudida versão de “Besame Mucho”. Antes de terminar a parceria, Hamilton foi ao microfone agradecer a oportunidade de tocar com um artista tão consagrado como Chucho (“e no meu país, o que é melhor ainda”) e explicou que, para fechar, o cubano pediu para que eles fizessem um número bem brasileiro, que todos conhecessem. Para cumprir tais requisitos, foi escolhida a canção “Tico-tico no Fubá”. Com seu jeito intenso de tocar, Hamilton parecia “bailar” com o bandolim durante a execução da música.
O encerramento – antes de dois bis – aconteceu ao som de “Chango”. Muito aplaudido, Chucho agradeceu, e estava saindo quando de repente se virou e apontou para o piano, sorrindo e indagando, sem usar palavras, se as pessoas gostariam que ele voltasse. O aumento das palmas indicou que sim, mais um bis seria bastante benvindo. Ao final, mais uma vez os músicos todos se despediram e Chucho, antes de descer para o camarim, fez o mesmo gesto de retornar ao piano de cauda preto. Novamente, foi incentivado a continuar. Quando voltou, trouxe ao palco Hamilton, para estreitar mais um pouquinho as relações musicais Cuba-Brasil, antes de dar um tchau definitivo, quando o relógio já marcava quase meia-noite.
O Telefônica Sonidos continua até o próximo sábado, 27, e ainda terá encontros entre Julieta Venegas e Marisa Monte, a dupla Victor & Leo e o trio mexicano Camila, entre outros. Você confere a cobertura completa do evento aqui, no site da Rolling Stone Brasil.
Folha - São Paulo recebe Ricky Martin após seis anos
Cantor apresenta show "Música+Alma+Sexo"
DE SÃO PAULO
Após seis anos de seu último show no Brasil, Ricky Martin chega ao país com a turnê "Música+Alma+Sexo", a primeira após ter assumido sua homossexualidade no ano passado.
O cantor se apresenta hoje no Credicard Hall e depois segue para shows no Rio de Janeiro, amanhã, e em Porto Alegre, no dia 30. A nova turnê leva o nome de seu mais recente álbum, lançado neste ano. O disco traz canções em inglês e espanhol, além de contar com participação da cantora Claudia Leitte, na faixa "Samba".
O figurino do músico para esta turnê foi criado com exclusividade pelo estilista italiano Giorgio Armani. As apresentações nos Estados Unidos e na Europa foram marcadas por forte clima de sensualidade. Na canção "I Am", Martin se contorce em meio aos dançarinos e dançarinas, simulando uma orgia em meio aos virtuosos solos de guitarra.
Após os shows no país, Ricky Martin continua excursão por Uruguai e Argentina.
MÚSICA+ALMA+SEXO
QUANDO hoje, às 22h
ONDE Credicard Hall (av. Nações Unidas, 17.955, Santo Amaro, tel. 0/xx/11/6846-6000; mais informações no site www.t4f.com.br)
QUANTO ingressos disponíveis para plateia, R$ 110, e pista, R$ 200
CLASSIFICAÇÃO 14 anos
Folha - Festival Back2Black começa hoje no Rio e tenta brilhar sem Prince
Show do astro, que desistiu de vir, tinha mais ingressos à venda que todos os demais juntos
Jorge Ben Jor entra na vaga aberta; Chaka Khan, Macy Gray e Aloe Blacc são algumas atrações do evento
DO RIO
É fácil medir o tamanho do buraco aberto no festival Back2Black -que começa hoje, no Rio- pela ausência de Prince, anunciada na última terça sem explicações por parte do artista, segundo a assessoria do evento.
Só para o show do astro, seu primeiro no país desde o Rock in Rio de 1991, havia 15 mil ingressos à venda; para todo o resto do festival, somados os seus três dias (de hoje a domingo) e mais de 20 atrações, são 12 mil ingressos -a organização não informa quantos foram vendidos.
Prince se apresentaria em um palco à parte, que não será mais ocupado. O festival convidou Jorge Ben Jor para a vaga que ficou sobrando.
Os destaquem incluem Macy Gray, os tuaregs (nômades do deserto) do Tinariwen e o rapper Aloe Blacc. Entre os brasileiros, Seu Jorge & Almaz e Moreno Veloso se apresentarão.
O evento terá conferências a cada dia -a de hoje, via satélite, terá o egípcio Wael Ghonim, um dos líderes dos protestos que derrubaram o Hosni Mubarak.
Uma versão reduzida do festival (com Aloe Blacc e Tinariwen) ocorre em SP na terça, no Bourbon Street.
BACK2BLACK RIO
QUANDO de hoje a domingo
ONDE Estação Leopoldina (av. Francisco Bicalho, s/nº; tel. 0/xx/21/4003-1212)
QUANTO de R$ 100 a R$ 450
CLASSIFICAÇÃO16 anos
BACK2BLACK SP
QUANDO 30/8, às 20h30
ONDE Bourbon Street (r. dos Chanés, 127; tel 0/xx/11/5095-6100)
QUANTO de R$ 70 a R$ 120
CLASSIFICAÇÃO 18 anos
Estadão - Charlotte Gainsbourg lança novo clipe
'Terrible Angels' foi escrita e produzida por Beck, colaborador de longa data da cantora
A cantora e atriz Charlotte Gainsbourg divulgou hoje o clipe de "Terrible Angels", faixa-título de seu novo EP, com previsão de lançamento para o início de setembro.
Como todas as canções de seu último álbum, IRM (2009), "Terrible Angels" foi escrita e produzida pela norte-americano Beck.
Atualmente, a artista está em cartaz nos cinemas brasileiros em Melancolia, longa do premiado e polêmico diretor dinamarquês Lars von Trier.
http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,charlotte-gainsbourg-lanca-novo-clipe,763745,0.htm
Estadão - Show do Metronomy
O Metronomy começou em 1999 com Joseph Mount (à esq. na foto) sozinho em seu quarto, na pequena cidade de Totnes, no interior da Inglaterra. Mas ficou conhecido mesmo como um trio, com Mount, Oscar Cash e Gabriel Stebbing tocando em laptops as músicas do disco ‘Nights Out’, de 2008. Agora, epois da saída de Stebbing, a banda é um quarteto: Mount e Cash se juntaram ao baixista Gbenga Adelekan e à baterista Anna Prior para uma formação mais tradicional, com instrumento. A banda inglesa vem ao Brasil, pela segunda vez, para mostrar o novo disco, ‘The English Riviera’, mais melódico e orgânico que os trabalhos anteriores. E dessa vez o show é numa casa fechada (o Beco 203) – ou seja, sem a chuva de 2009. O Divirta-se falou com Mount por telefone, leia abaixo a entrevista.
Em 2009 vocês tocaram aqui em um festival à céu aberto para milhares de pessoas (Planeta Terra), e agora vão tocar em um clube fechado, para algumas centenas. Você tem alguma preferência? É muito diferente tocar em um festival e fazer o seu próprio show. Estamos muito animados para ver como vai ser.
O álbum ‘English Riviera’ é menos dançante que os trabalhos seus trabalhos anteriores… Isso depende! [risos]
Sim. Não definitivamente não-dançante, só um pouco menos. E há menos elementos eletrônicos também. Algum motivo para essa mudança para um som mais orgânico? Ainda há sons de baterias eletrônicas e sintetizadores, mas a ideia era fazer um disco que não dependesse tanto de sequenciadores. E fazer uma coisa diferente. Gosto da ideia de supreender as pessoas, é legal mudar. Nosso próximo álbum pode ser diferente também.
No computador as opções para fazer música são praticamente ilimitadas. Como foi compor para quatro instrumentos específicos (baixo, guitarra, teclado e bateria)? Ainda componho as músicas do mesmo jeito que fazia antes. Mas essa limitação em saber como quer gravar, e que vai ser tocado ao vivo, talvez ajude a concentrar nas partes mais importantes da canção.
E como foi trabalhar em um estúdio pela primeira vez? Maravilhoso. Eu só fazia música no computador e, desde que comecei, ficava guardando ideias, e imaginando o que faria quando finalmente chegasse em um estúdio. Foi muito divertido. É um lugar feito especificamente para fazer e gravar música.
Desde que vocês começaram a se apresentar como uma banda completa, você sentiu diferença nos shows? Sim! Anna (Prior) e Gbenga (Adelekan) já sabiam como isso era, mas para mim e Oscar (Cash) é novidade. Eu não penso muito em como era antes, mas se você se lembra, era muito controlado, e agora é mais livre.
É menos restrito ao computador. Exatamente.
‘The English Riviera’ é um pouco sobre o lugar que você cresceu. Por que essa influência temática? Eu me mudei quando eu tinha 18 anos e passei a viver em cidades grandes. Onde eu cresci é o campo. É muito quieto e pacífico. Mas depois de viver em cidades por tanto tempo, se você volta para o campo começa a sentir falta daquilo. A ideia de sair com os amigos no meio do nada, sem barulho. Fico me lembrando como era.
Que tipo de música você ouvia quando era novo? Ah, todos os tipos. Depende. Que idade?
Quando você era adolescente, e quando se mudou para Londres. Quando eu era adolescente ouvia muito hip hop, A Tribe Called Quest, De La Soul, e depois comecei a escutar coisas como DJ Shadow e entrar em uma onda de dance music mais ofensiva, alta… É complicado [risos]. Eu virei meio que um nerd, um nerd de música.
E enquanto fazia o disco novo? Para este álbum ouvi bastante Fleetwood Mac e Stevie Wonder. Neil Young. Bem clássico. Esse tipo de música foi a minha inspiração.
Quando ‘Nights Out’ foi lançado o Metronomy estava inseridos dentro da cena new rave. Agora, você vê uma ligação entre a banda e alguma cena musical? Acho que essa é uma das razões pela qual este álbum está sendo tão bem aceito: é porque não estamos sendo ligados a nenhuma outra banda. É muito bom saber que toda vez que somos mencionados não estamos sendo mencionados junto com outra banda. Isso tem nos ajudando. No começo, se alguém não gostasse de Klaxons ou algo assim nunca nos ouviria porque achava que tudo não passava de lixo. É legal saber que estamos por conta própria.
ONDE: BECO 203. R. Augusta, 609, Consolação, 3237- 3068. QUANDO: 4ª (31), 22h. QUANTO: R$ 110 (esgotado).
Tags: beco 203, eletrônico, Metronomy
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Destaques de 25 de agosto
Billboard - Maroon 5 no lugar de Jay Z no Rock in Rio
Rolling Stone - Divulgada a parceria entre Bon Iver e James Blake
Rolling Stone - Entrevista : Helio Flanders (Vanguart)
Rolling Stone - Por dentro do Nevermind (Nirvana)
Rolling Stone - Jorge Ben Jor substitui Prince no Back2Black
Folha - Tony Bennett fará tributo a Winehouse
Estadão - Uma nova Julieta Venegas
Estadão - Clipe: The Flaming Lips e Lightning Bolt
Estadão - Disco de Amy Winehouse é o mais vendido da década
Estadão - Primeira mixagem de Nevermind foi desastrosa
Estadão - Wilco lança vídeo com cover de Nick Lowe
Billboard - Maroon 5 tocará no lugar de Jay Z no Rock In Rio
Jay Z alegou problemas pessoais e cancelou sua participação no Rock in Rio. O show do rapper estava agendado para o dia 1º de outubro. Em seu lugar a organização do festival confirmou a banda americana Maroom 5.
Os espectadores que desejarem poderão solicitar o reembolso do ingresso. Os procedimentos necessários serão informados a partir de terça-feira, dia 30.
Formado em Los Angeles em 1994, o Maroom 5 tem em seu currículo três prêmios Grammy. No início do mês a banda lançou o clipe de Moves Like Jagger, música em parceria com a cantora Christina Aguilera.
Rolling Stone - Divulgada a parceria entre Bon Iver e James Blake
"Fall Creek Boys Choir" foi lançada nesta quarta, 24; ouça
A rádio britânica BBC Radio 1 divulgou nesta quarta, 24, a canção "Fall Creek Boys Choir", parceria inédita entre o músico norte-americano Justin Vernon, do Bon Iver, e o britânico James Blake. A música estará disponível para compra no iTunes a partir de 29 de agosto. As informações são do site Pitchfork.
Anunciada na semana passada por James Blake em seu Twitter oficial, "Fall Creek Boys Choir" foi composta após os dois músicos terem se conhecido no festival SXSW em Austin, Estados Unidos, diz o comunicado da assessoria de imprensa. Desde então, a canção foi sendo formada via conversações por e-mail, com Justin Vernon nos vocais e Blake a frente da produção. Nenhum detalhe a respeito de algum projeto paralelo entre os dois foi divulgado, até o momento.
Ouça "Fall Creek Boys Choir" abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=5aqKA_2UUy4&feature=player_embedded#!
Rolling Stone - Helio Flanders e as partes que vão embora
por BRUNO RAPHAEL
Vocalista do Vanguart fala sobre o álbum Boa Parte de Mim Vai Embora e o futuro da banda, incluindo um disco inteiramente em inglês, a ser lançado em breve
Quase quatro anos após o disco homônimo de estreia, o Vanguart lança seu segundo álbum, Boa Parte de Mim Vai Embora. Vocalista da banda, Helio Flanders falou à Rolling Stone Brasil sobre tudo que acarretou a criação do disco, que tem a participação especial da violinista Fernanda Kostchak nos arranjos das canções.
"Nós estávamos esperando esse disco como um: ‘E aí, será que a gente tem a manha mesmo? Será que ainda faz sentido estar junto?' E a gente viu: faz sentido pra caralho", diz o cantor e compositor. "O motivo [do hiato de quatro anos] foi a gente ficar satisfeito com o trabalho, sabe? Eu sou fã de música, tenho noção do que é um segundo álbum. Conseguimos realmente tirar um peso. Quando eu digo peso, falo sobre nossa responsabilidade com nós mesmos: um peso de nós cinco em cima do nosso trabalho."
O primeiro teste para Boa Parte de Mim Vai Embora foi o show de lançamento do álbum, ocorrido no SESC Vila Mariana no último sábado, 20. Sobre a recepção do disco pelos fãs que acompanham a banda desde o single "Semáforo", de 2006, Flanders diz não ter preocupação com críticas. "Primeiro satisfazemos o nosso sentimento vital de criação antes de agradar as pessoas", diz o músico. "Somos artistas mais sinceros hoje e, fatalmente, mais dolorosos. Quem é fã do Vanguart vai saber apreciar isso".
Indo na contramão do que ele clama ser um "bundamolismo" presente na música brasileira atual, Flanders diz que a dor implícita nas canções de Boa Parte de Mim Vai Embora, um trabalho essencialmente em pretérito, reflete apenas a vida que os integrantes levavam durante o processo de criação do álbum. "Acho que as pessoas colocam uma leveza nas músicas que não condiz com a vida", pondera Helio. "Nesse disco a gente passou por demônios emocionais. Cada um carrega o fardo que a vida lhe deu, mas eu tenho um pouco de bode com coisa muito ingênua ou pessoas de 40 anos que agem como se tivessem 16."
Segundo Helio, as influências que serviram de inspiração para o disco pouco têm a ver com o rótulo folk que marcou a banda. "Minhas influências nesse disco são basicamente três: [Walt] Whitman, [Jorge Luis] Borges e o rap", conta o músico. "Para mim, o rap é a linguagem mais atual e contundente de todas. Acho que tive uma influencia literária no rap que ninguém tira. Quem gosta de ler literatura, gosta de rap. E vai gostar de Boa Parte de Mim Vai Embora. É inegável o poder de um Mano Brown, um Emicida e de um Criolo."
Abrindo a tracklist de Boa Parte de Mim Vai Embora, está "Mi Vida Eres Tu". A música, de refrão em espanhol, é a única canção bilingue do álbum: todas as outras doze canções são em português, o que se provou um desafio para Flanders e Reginaldo Lincoln, principais compositores da banda, acostumados a escrever em inglês. "Foi natural. Eu já pegava o violão e começava em português. E tinha a questão estética, aí pensei: ‘Meu, será que eu dou conta de escrever treze músicas em português que tenham profundidade e tenham a minha cara?’ Desde 2007 eu vinha praticando isso. E, curiosamente, a maioria das canções são de 2010."
Gravado de forma independente, Boa Parte de Mim Vai Embora representou também o fim do ciclo do Vanguart com a gravadora Universal, com quem fez o álbum e DVD ao vivo Vanguart: Multishow Registro, de 2009. “Nós tínhamos várias músicas que eram vendáveis. Mandamos 25 músicas pra Universal e dessas, só ficaram [no álbum] ‘Eu Vou Lá’ e ‘A Patinha da Garça’”, conta Helio. "Se eu tivesse gravado um álbum na época do DVD, não teria rolado mesmo. Naquela época eu tinha noção que a gente não estava pronto. Então ‘desovamos’ algumas canções que tínhamos e começamos do zero. Gravamos esse disco de forma independente justamente pra fazer do jeito que a gente queria."
Sobre o futuro, Flanders deixa de lado o aspecto enigmático de antigamente e a possibilidade de um novo álbum já está presente. "É absurdo como a gente conseguiu vislumbrar isso. Já temos quase um disco inteiro em inglês pronto pra lançar na internet e o disco em português já está em ebulição", revela Helio, exclusivamente para a Rolling Stone Brasil. "Paralelamente a isso, eu e Reginaldo devemos ter um disco solo, com uma outra onda."
Pesando os prós e contras da história do Vanguart e de sua própria vida, Helio diz que "as partes que vão embora" não levam consigo nenhuma vontade de mudar nada do que já passou. "A gente não se arrepende de nada não. Eu acho que Boa Parte de Mim Vai Embora é a tradução de um passado, levo essas canções como uma lição aprendida: com essas mulheres, com esses sonhos e com esse passado", filosofa o músico. "O Vanguart não é contar piada... e quem faz samba assim não é de nada", ele ironiza, fazendo referência ao clássico “Samba da Benção”, de Vinicius de Moraes e Baden Powell.
Rolling Stone - Por dentro do lançamento da edição especial de Nevermind
por SIMON VOZICK-LEVINSON
Krist Novoselic e Butch Vig falam sobre como foi trabalhar em um dos melhores álbuns de rock dos anos 90
Em uma tarde em abril de 1990, Kurt Cobain, Krist Novoselic e o baterista Chad Channing chegaram ao Smart Studios, do produtor Butch Vig, em Madison, Wisconsin, após dirigirem por mais de 3 mil quilômetros de Seattle até lá, sem parar. “Eles rodaram em uma van”, conta Vig, “e provavelmente não tomaram banho por três ou quatro dias.”
As canções que o Nirvana começou a gravar naquele dia eventualmente formariam o Nevermind, álbum marco do rock noventista. Oito das demos daquela semana, incluindo testes ferozes com "In Bloom" e "Lithium", fazem parte dos tesouros até então nunca divulgados que integram a edição de vigésimo aniversário do disco, que chega às lojas no exterior em 27 de setembro. O conjunto do material foi montado por Novoselic, Dave Grohl, Vig e pelos gestores do Nirvana, bem como por representantes do espólio de Kurt Cobain. Junto a uma versão remasterizada de Nevermind, os pacotes especiais oferecerão extras incluindo lados B, shows inteiros e versões alternativas.
“Nós estávamos em um quarto de hotel e íamos todos os dias ao Smart Studios para trabalhar”, diz Novoselic. As sessões foram produtivas, mas não sem algumas dificuldades. “Kurt era espirituoso, mas tinha certas mudanças de humor”, conta Vig. “Ele estava totalmente envolvido com aquilo quando, de repente, a luz apagava, ele ia sentar em algum canto e sumir de si. Eu não sabia como lidar com aquilo.” Apesar de o dinheiro para o estúdio ter acabado em cinco dias, as demos gravadas pelo Nirvana naquele período foram suficientemente fortes, a ponto de a banda conseguir um contrato com uma grande gravadora poucos meses depois.
Na primavera de 1991, o Nirvana – agora com Grohl substituindo Channing na bateria – se reuniu em Tacoma, Washington, onde gravaram uma outra leva de demos. “Nós éramos essa banda passageira, bicando os ensaios de outras bandas”, afirma Novoselic. Quando encontravam um lugar para tocar, trabalhavam em qualquer coisa que Cobain trazia no dia.
“Kurt estava muito instigado a compor, então ele sempre tinha alguma coisa”, complementa Novoselic. “Ele tinha certas ideias e trabalhávamos nelas por horas.” Eles gravaram os ensaios em um boombox e aquelas fitas “cruas” – que incluem esboços fascinantes de "Smells Like Teen Spirit" e "Come As You Are" – são outro ponto alto do relançamento. “As gravações do boombox são uma das coisas mais legais para os fãs hardcore”, comenta Vig. “Elas soam bem lo-fi, sujas e bastante primárias.”
Em maio daquele ano, a banda se encontrou com Vig em Los Angeles e deu início às gravações que aparecem em Nevermind. “Estávamos todos muito focados, sem brincadeiras”, conta Novoselic. “Todos os dias íamos para o estúdio às 11 horas da manhã e ficávamos por lá até as 21 horas, apenas fazendo nossas coisas.” Vig, contudo, se recorda de uma programação mais tranquila: “Eles ficavam acordados a noite toda usando drogas e indo para a praia em Santa Monica. Quando eram três ou quatro horas da tarde, iam para o estúdio. Estavam aproveitando muito o momento e sabiam que estavam preparando um grande álbum. Foram tempos divertidos, cara, antes de toda a loucura acontecer”.
A primeira tentativa da banda de mixar Nevermind, porém, foi um desastre. “Estava balanceando as baterias e as guitarras”, lembra Vig, “e Kurt chegava e falava ‘desliga tudo, tire os agudos. Eu quero que soe como Black Sabbath’. Era um saco.” Eles mutuamente concordaram em contratar Andy Wallace, produtor do Slayer, para finalizar o material – o que havia sido descartado permaneceu guardado até esta reedição.
O Nirvana por semanas divulgou o lançamento do álbum (ocorrido em 24 de setembro de 1991) com uma turnê pela Europa. “As pessoas diziam que estávamos estourados, e a gente ficava, tipo ‘sério?’”, conta Novoselic. As então novas estrelas retornaram à Seattle para um lendário show no Paramount Theatre, durante o Halloween daquele ano – a apresentação pode ser ouvida no novo pacote. Olhando para trás, Novoselic enxerga aquela apresentação como o ponto de virada na história do Nirvana: “Aquele foi o fim dos dias de inocência. Dali em diante, as coisas se tornaram muito grandes e foi difícil se ajustar”.
No final do ano passado, enquanto o relançamento estava ganhando forma, Novoselic viajou para Los Angeles para tocar baixo em uma das faixas de Wasting Light, novo álbum do Foo Fighters, produzido por Vig. Grohl, Novoselic e Vig ficaram conversando por horas, quando as gravações terminaram, lembrando o passado. “Ficamos relembrando histórias de nós”, diz Vig. “Foi uma noite especial.”
“Dá, com certeza, para ir para o lado emocional”, acrescenta Novoselic sobre tais memórias. “Estão carregadas de muitas coisas. Mas se você só pensar na música, foi o que manteve o Nirvana unido – gostávamos de tocar juntos e tocávamos bem. Este era o ponto principal e é o que permanece.”
Rolling Stone - Jorge Ben Jor substitui Prince no festival Back2Black
Brasileiro é confirmado no line-up do evento, após o cancelamento do músico norte-americano
A organização do festival Back2Black anunciou que Jorge Ben Jor substituirá Prince - cuja apresentação foi cancelada nesta semana -, com show no palco Estação Oi, no dia 27 de agosto.
Ben Jor tocará após o show de Omou Sangaré e antes de Chaka Khan. Segundo nota anteriormente divulgada pela assessoria de imprensa, a empresária de Prince comunicou a decisão de cancelamento por meio de um “e-mail lacônico enviado à produção do evento” na manhã desta terça, 23. Ela disse apenas que ele não poderá estar aqui na data combinada e não deu mais explicações.
Quem adquiriu ingressos para o show do músico pela versão Passaporte (para os 3 dias) ou Combo (para o dia 27 de agosto) será ressarcido. De acordo com o site oficial, “para buscar o ressarcimento, o cliente deverá recorrer ao mesmo canal onde foi feita a compra (Ponto-de-Venda, Bilheteria, Call Center ou Internet). A devolução dos valores será realizada na mesma forma original de pagamento (dinheiro, cartão de crédito ou cartão de débito), mediante a devolução do ingresso (sem rasuras) para a Ingresso Rápido”.
Folha - Tony Bennett fará tributo a Winehouse
O cantor Tony Bennett fará um tributo à cantora Amy Winehouse, morta no dia 23 de julho, esta semana no MTV Video Music Awards, anunciou a organização do prêmio. "Amy foi uma das artistas mais honestas que conheci", afirmou Bennett. Os dois gravaram juntos a canção "Body and Soul".
Estadão - Uma nova Julieta Venegas
Pedro Antunes - O Estado de S.Paulo
Mãe, confiante e mais exposta, cantora mexicana volta ao Brasil e se apresenta em festival no Jóquei
A terceira faixa do último e quinto álbum de estúdio, Otra Cosa (2010), transmite uma insegurança impensável da multipremiada Julieta Venegas. Em Debajo de Mi Lengua, ela canta: "debaixo de minha língua, se escondem palavras que revelam tudo de mim / Poderia dizer a você as minhas inseguranças, chego a me sentir pequena", numa balada que vai em voz e violão por 40 segundos. É confessional. Aos 40 anos e mãe de uma filha de um ano, Simona, a cantora e compositora nascida nos Estados Unidos, mas mexicana de "coração e alma", como ela diz ao Estado, encontra-se num momento de reflexão, de expor as suas fraquezas para, assim, crescer.
E é com esse sentimento que ela volta ao Brasil, depois de uma passagem por Porto Alegre, em maio deste ano, como a atração mais pop do festival latino-brasileiro Telefonica Sonidos, ao lado da colaboradora de longa data Marisa Monte. Os shows começam hoje e vão até domingo, no Jóquei Clube, com a apresentação do pianista de jazz cubano Chucho Valdés e o instrumentista brasileiro Hamilton de Holanda. A cantora mexicana se apresenta na sexta-feira.
A relação com Marisa Monte ganhou grandes proporções e se estreitou quando Venegas foi convidada para gravar o acústico MTV Unplugged. A brasileira participou cantando Ilusión. "É claro que vamos tocar essa música em São Paulo. Será incrível dividir o palco com ela. Ainda mais voltando ao Brasil. É um sonho. Não, não é um sonho mais, agora é uma realidade", diz.
À convite do Estado, Marisa Monte enviou perguntas para a futura companheira de palco. Dentre as questões, ela comenta sobre as possibilidade que as novas mídias sociais trazem aos artistas - na semana passada, a carioca transformou seu site oficial (www.marisamonte.com.br) num portal de informações sobre o seu novo álbum, ainda sem título, previsto para sair no final do ano. Marisa também questiona o paradigma feminino da sociedade contemporânea atual de se dividir entre o trabalho e a família. Venegas responde rápido, mas vacilante: "Eu acho que só o cotidiano pode dar a resposta. Com a minha filha, eu preciso pensar em novas questões. Como vou acomodá-la? A minha vida criativa fica em torno disso".
O fato de ser mãe trouxe, obviamente, novas perspectivas para a vida de Venegas. Abriu uma comporta de outras experiências que podem ser reveladas em seu próximo disco. "A criatividade vai ser afetada totalmente. Eu trabalho em ciclos, Quando estou em turnê, só faço isso. Quando vou gravar um disco, é a mesma coisa. Ainda não parei para compor desde que minha filha nasceu. Acho que quando eu começar, vai ser interessante."
São sete milhões de discos vendidos ao redor do mundo e seis prêmios Grammy (cinco latinos e um internacional) expostos na estante de sua casa, na Cidade do México. Ainda assim, ela não se considera uma artista pop latina. "Quando se fala isso, em ser pop, eu imagino alguém rebolando no palco e não cantando. Não concordo com isso. Eu gosto de música. Eu sou diferente disso tudo", afirma. Ela também recusa a responsabilidade de ser representante da música latina para o mundo. "Eu acho que não posso ser exemplo de nada. Eu sou, sim, latina. Sou mexicana. Tenho sorte de ser assim." Ela explica que o fato de ter nascido nos Estados Unidos vem do desejo dos seus pais de que ela morasse por lá. Algo que nunca aconteceu. "Isso era muito comum. As pessoas atravessavam a fronteira e iam ter os filhos na América", explica. A sua filha, por sua vez, nasceu na Cidade do México.
Seu último disco é reflexo dessa fase em que ela canta canções tão confessionais, de letras que expõem uma faceta frágil, mas, ao mesmo tempo, ela se diz mais segura do que nunca. O fato é que a maternidade mudou a forma de Julieta Venegas ver o mundo e como ela se insere nele. Durante a entrevista, ela revela que nunca esteve satisfeita com a sua voz. "Sempre me senti mais uma compositora do que uma intérprete. Não sabia como impor a minha voz para cantar. Isso é algo com que só consigo me sentir satisfeita agora", confessa. A Julieta Venegas que volta ao Brasil é outra: confiante, exposta, mãe.
Marisa Monte em conversa com Julieta Venegas
Marisa Monte: O que você pensa sobre as possibilidades que as novas mídias estão trazendo para nós, artistas. Como usa isso na sua carreira?
Julieta Venegas: Eu acho a internet ótima. Agora as músicas não são mais limitadas aos seus países de origem. As pessoas tem outras maneiras de conhecer novas músicas. O rádios não é a melhor opção. A internet acabou com as fronteiras da descoberta musical.
Marisa Monte: E como você vê a transformação da era digital na produção musical?
Julieta Venegas: Eu fiz o meu último disco em casa, por exemplo, onde eu posso experimentar o que quiser, sem a pressão do estúdio.
TELEFÔNICA SONIDOS
Jockey Club. Avenida Lineu de Paula Machado, 1.263. Mais informações: 4003-1212. Hoje a dom., a partir das 20h. R$ 60/ R$ 200.
Estadão - Colaboração entre The Flaming Lips e Lightning Bolt ganha novo clipe
Grupos lançaram um EP com quatro músicas no mês passado; 'I'm Working on NASA on Acid' é a segunda a ganhar um vídeo
SÃO PAULO - Os veteranos da psicodelia do Flaming Lips divulgaram mais um clipe do EP lançado em colaboração com o Lightning Bolt. "I'm Working at NASA on Acid" é a segunda faixa a ganhar um vídeo.
O Lightning Bolt é um grupo norte-americano de rock experimental, formado apenas por um guitarrista e um baterista, cujas frenéticas e barulhentas composições e shows igualmente agressivos garantiram uma legião de fãs fiéis na cena underground.
Já Wayne Coyne e os Flaming Lips dispensam apresentações. Com quase 30 anos de carreira, a banda conquistou o posto de ícone do rock alternativo, passeando entre o pop descompromissado e viagens psicodélicas com espantosa naturalidade.
A colaboração é, em alguns momentos, exatamente a soma de suas partes, mas não faltam momentos surpreendentes. Assista abaixo ao colorido e obrigatoriamente maluco clipe:
http://www.youtube.com/watch?v=iOFjDs1Vzzo&feature=player_embedded
Estadão - Disco de Amy Winehouse é o mais vendido da década na Grã-Bretanha
'Back to Black' passou para topo da parada britânica após morte da cantora.
O disco Back to Black, de Amy Winheouse, se tornou o disco mais vendido desta década na Grã-Bretanha, segundo a Official Charts Company, a empresa que compila as listas de mais vendidos no país.
O álbum, que é o segundo da cantora, ultrapssou em vendas o disco do cantor James Blunt, Back to Bedlam, de 2005.
Back to Black vendeu 3.259.100 de cópias comparado com as 3.241.118 edições vendidas do disco de James Blunt.
O disco permaneceu no topo da parada por três semanas, após a morte da cantora no dia 23 de julho.
Na quarta-feira, o veterano cantor Tony Bennett afirmou que irá realizar um tributo a Amy Winehouse na edição deste final de semana do MTV Video Music Awards.
A dupla gravou o clássico jazzístico Body and Soul para disco Duets II, no qual Bennett faz duetos com diferentes intérpretes.
A canção também deve ser lançado como single e a verba gerada pelas vendas será destinada à fundação criada pela família de Amy para ajudar pessoas que sofrem com o vício de drogas.
No início desta semana, a família da cantora afirmou que resultados do exame toxicológico não revelaram a presença de quaisquer ''substâncias ilegais'' em seu sistema sanguíneo quando ela morreu. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
Estadão - Primeira mixagem de Nevermind foi desastrosa, revela Butch Vig
Produtor do álbum diz que Kurt era um "pé no saco"
Da Redação
Às vésperas do lançamento da edição de luxo de Nevermind, o produtor Butch Vig relembrou em entrevista à Rolling Stone como foram as gravações do cultuado disco de 1991. Ele conta que recebeu os integrantes do Nirvana em seu estúdio em abril daquele ano, em Los Angeles, quando começaram a registrar as faixas de Nevermind.
Apesar das gravações terem decorrido de maneira mais “focada”, Vig disse que a primeira tentativa de mixar o álbum se revelou desastrosa. "Estava arrumando o som da bateria e da guitarra e Kurt chegava e dizia: 'tire todo esse agudo. Quero que soe mais como o Black Sabbath'. Era um pé no saco".
O produtor ainda falou sobre as constantes alterações de humor do vocal da banda. “Em um momento ele estava interessado e, de repente, se desligava, ficava sentado no canto e desaparecia. Eu não sabia como lidar com isso".
Vig também comentou sobre alguns dos extras que estarão presentes no pacote de relançamento de Nevermind, como os ensaios do trio nas sessões de estúdio. “As gravações boombox são algumas das melhores coisas para os fãs de hardcore”, disse. “Elas soam superlow-fi, sujas, realmente primordial”.
A edição de luxo do disco será lançada em 27 de setembro e terá demos, lados b ao vivo e em estúdio e registros na BBC Sessions e do show no Paramount Theatre, em Seattle, em 1991. O pacote ainda traz uma versão remasterizada do álbum.
Estadão - Wilco lança vídeo com cover de Nick Lowe
Faixa irá fazer parte da edição deluxe de 'The Whole Love’
Da Redação
Prestes a lançar disco de inéditas, a banda norte-americana de alt-country Wilco postou nesta terça, 23, um vídeo com o cover da música I Love My Label, de Nick Lowe.
A faixa irá entrar como bônus na edição deluxe de The Whole Love, previsto para chegar às lojas no dia 27 de setembro.
http://www.youtube.com/watch?v=m6foDASkIlQ&feature=player_embedded#!
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Destaques de 24 de agosto
Billboard - Carl Barat nega volta dos Libertines
Billboard - Interpol faz show extra em São Paulo
Billboard - Kassin faz hoje show de lançamento de seu novo álbum, Sonhando Devagar
Rolling Stone - Novo álbum do The Drums será mais eletrônico
Folha - Festival Back2Black, que começa sexta no Rio, ainda tem ingressos
Folha - Zélia Duncan faz 30 anos de carreira com Tatit e Itamar; ouça faixa
Folha - Red Hot foge das melodias fáceis no CD "I'm with You"
Folha - David Guetta monta time estelar para novo álbum
Folha - Lançamentos
Folha - 'Tim Maia Racional Vol. 3' se realiza como obra mítica
Folha - Alice Coltrane une temas da Índia e free jazz em discos dos anos 70
Folha - Cubano Chucho Valdés toca em SP sua aclamada "Missa Negra"
Estadão - Zimbo Trio abre instrumental Sesc Brasil de setembro
Estadão - Versão para 'Hotel California' do The Killers vira trending topic do Twitter
Estadão - Blues Etílicos comemora 25 anos com show em SP
Estadão - Paul McCartney, finalmente, fecha contrato com o selo Decca
Estadão - Tom Waits lança novo disco após 7 anos sem gravar
Estadão - Bad Religion fará show no Brasil em outubro
Billboard - Carl Barat nega volta dos Libertines
Carl Barat e seu agente negaram rumores de que os Libertines se reuniriam para uma turnê no Reino Unido. A informação tinha sido divulgada pelo jornal britânico Sunday Mirror, após Barat postar uma foto dele e de Pete Doherty em seu Twitter.
Na tarde de ontem Carl Barat postou em seu facebook uma frase de seu agente negando a informação e chamou os boatos de “completa fabricação”.
“Nenhum de nós está ciente de onde isso veio, exceto pelo fato de que eles [Carl Barat e Pete Doherty] se encontraram para um chá e tiveram um bom momento. Carl postou uma foto deles no Twitter e essa é a realidade. A verdade é que NÃO há planos ou qualquer outra coisa no caminho e, de qualquer forma, ambos estão comprometidos com outras coisas para o ano que vem. Carl irá a Paris no mês que vem para pesquisar sobre sua ópera, que irá mantê-lo ocupado até junho, e Peter está em turnê”, diz o comunicado do agente reproduzido por Barat.
“Aquela ‘história’ no Mirror de ontem? Completa fabricação, pessoal”, completou o músico em seu Facebook.
Billboard - Interpol faz show extra em São Paulo
O Interpol confirmou uma apresentação extra em São Paulo no dia 6 de novembro. O show será na Clash Club, no bairro da Barra Funda.
Os ingressos estarão disponíveis a partir do dia 26 de agosto pelo site http://www.ingressorapido.com.br/ ou na livraria FNAC da Avenida Paulista.
A banda já estava confirmada para a 5ª edição do Festival Planeta Terra, que será realizado na capital paulista no dia 5 de novembro.
Formado em Nova York em 1997, o trio lançou no ano passado seu quarto disco de estúdio, Interpol, que atingiu o pico do ranking Independent da Billboard.
Serviço
Interpol - Clash Club
Rua Barra Funda, 969
Tel: (11) 3661-1500
Guarda Volumes – R$ 5
Estacionamento R$ 20
Capacidade: 500 pessoas
Censura: 18 anos
www.clashclub.com.br
Billboard - Kassin faz hoje show de lançamento de seu novo álbum, Sonhando Devagar
O produtor musical e multi-instrumentista Alexandre Kassin, que já produziu grandes nomes da música como Caetano Veloso, Los Hermanos, Vanessa da Mata, Jorge Mautner e Adriana Calcanhotto, realiza hoje (24/08), no Rio de Janeiro, o lançamento oficial de seu novo álbum, Sonhando Devagar.
O show será no Teatro Solar de Botafogo, às 21h30h.
Sonhando Devagar pode ser ouvido na íntegra no site da gravadora Coqueiro Verde.
http://www.coqueiroverderecords.com/kassin/
Serviço:
Kassin
Local: Solar de Botafogo – Rua General Polidoro 180, Botafogo - Rio de Janeiro RJ – Tel. 2543-5411
Data: 24 de agosto (hoje)
Hora: 21h30
Banda: Kassin: guitarra, voz, Gabriel Muzak: guitarra, André Lima: teclado, Alberto Continentino: baixo,
Domenico Lancellotti: bateria
Ingressos: R$ 20 (estudantes) – R$ 30 (100 primeiros) – R$ 40 (inteira)
Formas de pagamento: Dinheiro e Visa Eletron (bilheteria aberta a partir das 16h)
Vendas pela internet: www.ingresso.com
Capacidade: 160 lugares. Censura: 14 anos.
Rolling Stone - Novo álbum do The Drums será mais eletrônico
Vocalista Jonathan Pierce fala sobre Portamento, que chega às lojas no exterior em setembro
Parece que o The Drums poderá apresentar um álbum um pouco mais eletrônico aos seus fãs. Segundo o site do semanário britânico NME, Portamento, novo trabalho da banda, terá levada diferente do material de estreia, The Drums (2010).
O disco chega às lojas no exterior em 5 de setembro. “Poderemos retornar totalmente à música eletrônica, mas não quero que fique muito diferente porque acabaríamos parecendo tolos. Não me importaria de fazer um álbum de italo disco ou cold wave”, revelou o frontman Jonathan Pierce.
De acordo com ele, Portamento será um disco mais honesto que The Drums. “Uma das coisas que decidimos era que seríamos completamente honestos sobre nossa realidade. Sinto que seria como se eu enganasse o disco se não fosse sincero sobre o que fizemos no passado”, contou.
O vocalista ainda falou que comprou recentemente um sintetizador vintage Korg PS-3100 que mudou sua vida. “Sinto que está fazendo com que eu me apaixone novamente pelo circuito analógico”, afirmou.
Folha - Festival Back2Black, que começa sexta no Rio, ainda tem ingressos
DE SÃO PAULO - Maior evento de cultura negra da América Latina, o festival vai de sexta a domingo na Estação Leopoldina, no Rio. Entre as principais atrações internacionais estão Prince, Chaka Khan e Macy Gray. Entre os brasileiros, Nação Zumbi e Seu Jorge. O local abrigará também debates, com convidados como Daniel Cohn-Bendit e Marina Silva, e exposições. Os ingressos custam de R$ 100 a R$ 450 (bilhete para os três dias) e estão à venda no local (av. Francisco Bicalho, s/nº, Santo Cristo) ou pelo Ingresso Rápido (www.ingressora pido.com.br; tel. 4003-1212). No dia 30, São Paulo receberá Aloe Blacc e Tinariwen, no Bourbon (informações em www.back2black.com.br).
Folha - Zélia Duncan faz 30 anos de carreira com Tatit e Itamar; ouça faixa
MARCUS PRETO
DE SÃO PAULO
Zélia Duncan nasceu em Niterói (RJ), mas morava em Brasília quando começou a cantar, em 1981. Tinha 16 anos e vivia ali desde os seis.
Nesse período, ouvia os discos "estranhos" do irmão mais velho: os recém-lançados álbuns de estreia de Itamar Assumpção, de Arrigo Barnabé, do grupo Rumo.
Matava aula para tocar violão com Cássia Eller. Quando não estavam cantando, as duas iam passar as tardes garimpando as novidades na loja Jegue Elétrico, especializada em música independente.
Ali, complementavam a discoteca apresentada pelo irmão de Zélia com outros álbuns que acabavam de ser lançados. Na lista, os das cantoras Eliete Negreiros, Cida Moreira e de outros nomes ligados à vanguarda paulistana, então em evidência.
É nesse passado que Zélia se debruça agora, quando comemora 30 anos de carreira.
Com lançamento previsto para o começo do ano que vem, a cantora prepara seu já esperado álbum dedicado às canções de Itamar.
Ela é, afinal, o principal elo entre o obscuro repertório do compositor paulista e o grande público das trilhas de novela e da programação das rádios.
O disco deve contar com muito material inédito de Itamar --inclusive canções que ele escreveu pouco antes de morrer, em 2003, especificamente para a voz de Zélia.
Antes disso tudo, no entanto, a cantora prepara o espetáculo "Tô Tatiando", criado a partir do repertório de Luiz Tatit, outro artista ligado à vanguarda paulistana. E, pela primeira vez nesses 30 anos, ela atua menos como cantora e mais como atriz.
"A gente está encenando as músicas dele", ela diz, enfatizando a palavra "encenando". "Não é show, mas é música. É uma brincadeira com as personagens que existem naquelas canções."
Sim, haverá dois músicos no palco, que vão se revezar entre violões, guitarras e sopros. Mas o foco é mesmo a interpretação, a cena.
Para tanto, Zélia convidou a atriz Regina Braga para dirigir e ajudar na concepção --o que inclui amarrar as tais personagens das letras de Tatit. Há um mês, as duas estão "internadas" em uma sala de ensaios no Alto da Lapa.
Cofundador do grupo Rumo, Tatit tornou-se, há três décadas, mestre em compor nas linhas de fronteira entre o canto e a fala -tanto musical quanto poeticamente.
"Estou gostando de comemorar meus 30 anos nesse território", diz Zélia. "Como a antidiva, a anticantora. Comemorar com o anticanto."
Segundo instruções que vem recebendo de Regina, ela não precisa "soltar a voz". Não precisa nem ser afinada.
"Aqui é teatro, aqui ela pode tudo", diz a diretora.
Dia 3, "Tô Tatiando" estreia no Sesc Belenzinho. Dez sessões. Depois, segue em turnê. E deve virar DVD.
É, segundo Zélia, uma declaração de amor a São Paulo, antes de mais nada. Ou a declaração seria à memória daquela menina que passava as tardes no Jegue Elétrico?
MÚSICA
Ouça "Felicidade" do projeto de Zélia Duncan e Luiz Tatit
folha.com/no963934
Tô Tatiando
QUANDO de 3 a 18/9; qui. a sáb., 21h; dom., 18h
ONDE Sesc Belezinho (r. Padre Adelino, 1.000; tel. 0/xx/11/2076-9700)
QUANTO R$ 32
CLASSIFICAÇÃO 14 anos
Folha- Red Hot foge das melodias fáceis no CD "I'm with You"
Já que se vai perder para a pirataria de largada, que pelo menos se ganhe em marketing. E em bilheteria.
A estratégia de lançamento de "I'm with You", o primeiro álbum do Red Hot Chili Peppers em cinco anos, está sendo inovadora. Anteontem, a banda realizou festas de audição em vários países, com streaming simultâneo pela internet. O Red Hot Chili Peppers estará em setembro no Brasil.
No dia 30 de agosto acontece o show oficial de lançamento do álbum, em Colônia, na Alemanha, com transmissão em cinemas ao redor do mundo, inclusive por aqui.
E não é só para as novas mídias que a banda parece ter acordado.
Desde o seminal trabalho "Mother's Milk" (1990), mudanças na formação são eficazes em fazer o Red Hot Chili Peppers rever sua sonoridade e estilo.
Com o novo guitarrista Josh Klinghoffer (ex-Warpaint), a história se repete. Os timbres orgânicos do predecessor John Frusciante fazem falta, mas é impressionante como o Red Hot conseguiu se livrar das melodias fáceis que prejudicaram seus dois últimos álbuns.
CLÁSSICA
Beirando os 30 anos de história, a banda parece estar abrindo mão de parecer "in" para soar clássica. Com produção de Rick Rubin (Johnny Cash, Metallica), o álbum "I'm with You" traz composições bem trabalhadas que conservam o DNA do grupo num som finamente destilado.
O single "The Adventures of Rain Dance Maggie" pode girar à exaustão que o ouvinte não ficará enjoado.
O baixo eloquente de Flea soa deliciosamente bem em "Ethiopia", que transita por várias dinâmicas e tem refrão emotivo. Já a música "Did I Let You Know" tem tempero tropicalista, percussão de ascendência latina e sensuais vocais femininos.
Em mais uma retomada, o Red Hot Chili Peppers prova que feridas cicatrizam. E a banda sempre se fortalece com isso.
(CARLOS MESSIAS)
I'M WITH YOU
ARTISTA Red Hot Chili Peppers
LANÇAMENTO Warner
QUANTO R$ 29,90, em média
CLASSIFICAÇÃO bom
Folha - David Guetta monta time estelar para novo álbum
CARLOS MESSIAS
DE SÃO PAULO
"Nothing but the Beat" traz nomes como will.i.am, Ludacris e Timbaland
Disco duplo foca nas participações especiais para primeiro CD; base de música instrumental domina o segundo CD
Para que ficar circulando por inferninhos úmidos quando se pode tocar em estádios e faturar milhões?
O DJ francês David Guetta, 43, encontrou o bilhete premiado em "One Love" (2009), disco no qual impulsionou o house para as massas, em meio a participações de astros do pop mundial.
Agora, em "Nothing but the Beat", seu novo álbum, que tem lançamento previsto para esta sexta-feira, o produtor preferido do Black Eyed Peas leva essa experiência a outro nível.
Dividido em dois CDs, o trabalho tem a pretensão de unir o passado e o presente do coautor de "I Gotta Feeling". No primeiro disco, fornece as bases para estrelas cobiçadas do pop, do hip-hop e do R&B soltarem suas vozes. No segundo, instrumental, parece querer relembrar a época em que frequentava as listas de "Top DJs".
O francês se coloca como figura central de uma teia de artistas que usam colaborações como moeda de troca.
Se em seu último álbum ficou "devendo" a Kelly Rowland pelo hit "When Love Takes Over", agora se endivida com toda a patota do "mainstream" atual.
Pop stars em franca ascensão, como Flo Rida, Taio Cruz, Jennifer Hudson, Nicki Minaj e Jessie J concedem público e prestígio. Os consolidados will.i.am, Ludacris, Timbaland e Lil Wayne emprestam credibilidade.
O teor das canções repete o clima "sexy chic" do álbum anterior, como mostram "Little Bad Girl", "Night of Your Life" e "I Just Wanna F***".
NOTHING BUT THE BEAT
ARTISTA David Guetta
GRAVADORA EMI
QUANTO US$ 9,99 (R$16), na Amazon.com
Folha - Lançamentos
CDs
MPB
Memórias de um Caramujo - Ao Vivo
Memórias de um Caramujo
GRAVADORA independente
QUANTO R$ 20, em média
AVALIAÇÃO
No disco de estreia dessa turma de jovens músicos, aparecem influências de Milton Nascimento e Clube da Esquina, como em "Quase", quando cresce no violão e no incremento de vozes. Em "Alice" fica clara a herança do jeito falado de cantar inspirado no Grupo Rumo. Ainda tem um pé no samba e no progressivo.
(LUIZA FECAROTTA)
INSTRUMENTAL
Mundos e Fundos
Swami Jr.
GRAVADORA Borandá
QUANTO R$ 25, em média
AVALIAÇÃO
O virtuoso violonista de sete cordas lança CD com canções e arranjos criados durante os anos de turnê acompanhando a cantora cubana Omara Portuondo. O que se ouve aqui, no entanto, é música genuinamente brasileira. Destaque para "Tenda", onde o experimentalismo se faz um pouco mais presente do que nas outras faixas, de sonoridade mais suave e erudita.
(MARCOS GRINSPUM FERRAZ)
INSTRUMENTAL
Sempre Jacob
Vários
GRAVADORA Kuarup/Sony
QUANTO R$ 25
AVALIAÇÃO
Neste tributo a Jacob do Bandolim (1918-1969), figura lendária do choro, algumas das pérolas de seu cancioneiro são revisitadas. "Ginga do Mané", "Assanhado" e "Noites Cariocas", dentre vários outros temas queridos, recebem novos arranjos e tratamento à altura. Joel Nascimento, Déo Rian e o grupo Nó em Pingo D'Água estão entre os convidados que dão frescor a esta homenagem.
(FABRICIO VIEIRA)
MPB
Eternamente...
Tunai
GRAVADORA MZA Records
QUANTO R$ 25, em média
AVALIAÇÃO
O cantor e compositor mineiro ficou conhecido por sucessos de rádio dos anos 1980 (sobretudo "Frisson") e por gravações históricas de Milton Nascimento ("Certas Canções"), Gal Costa ("Eternamente") e Elis Regina ("As Aparências Enganam"). No disco "novo", relembra tudo isso e mais algumas -eternamente as mesmas-, com participações de Milton, Zélia Duncan, Jane Duboc, Wagner Tiso e outros.
(MARCUS PRETO)
Folha - 'Tim Maia Racional Vol. 3' se realiza como obra mítica
RONALDO EVANGELISTA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Com produção detalhista de Kassin, canções gravadas em 1976 trazem auge artístico da carreira do cantor
Não é apenas o fato de que Tim Maia estava no seu auge artístico que faz de seus discos "Racional" especiais em sua discografia. A ideia de que o cantor houvesse decidido se limpar, se endireitar e caretear graças a uma seita, decididamente maluca -pregando a origem e volta do ser humano ao espaço-, e a intensidade com que interpreta isso tornam pérolas os dois volumes lançados em 1975.
Quando, há alguns anos, surgiram as palavras mágicas "gravações inéditas", a expectativa chegou ao ponto de quatro faixas vazarem, em versões cruas -demos que Tim havia deixado gravadas no estúdio Somil em 1976.
Agora, em distribuição exclusiva para compradores do box de Tim e com futuro lançamento pela Sony, o material resulta em mítico volume da série, "Racional Vol. 3".
O produtor Kassin, ao lado do guitarrista de Tim na época, Paulinho Guitarra, finalizou as seis faixas (duas a mais do que se sabia pelas demos) com o arranjador Lincoln Olivetti, acrescentando órgão, cordas, sopros, guitarra fuzz e mais a canções como "Lendo o Livro" e "I am Rational".
A produção detalhista de Kassin recupera os timbres originais. A participação de músicos próximos como Paulo e Olivetti garante a dedicação musical e pessoal, criando um disco inédito e um ponto alto da carreira de Tim -13 anos após sua morte.
Apesar de todos os envolvidos terem lamentado o vazamento na rede das demos originais, só podemos agradecer o acontecido. É um prazer incalculável poder ouvi-las, tão deliciosas na crueza quanto nas versões vestidas.
Das sugestões geniais às realizações plenas, funk dos melhores do mundo, o groove perfeito de baixo e bateria, guitarra com wah-wah, sopros, vozeirão visceral: o som clássico de Tim Maia, black music com naturalidade brasileira, soul universal.
TIM MAIA RACIONAL VOL. 3
ARTISTA Tim Maia
LANÇAMENTO Sony Music
QUANTO 216,50 (preço da caixa completa da Abril)
AVALIAÇÃO ótimo
Folha - Alice Coltrane une temas da Índia e free jazz em discos dos anos 70
FABRÍCIO VIEIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Ambiciosos trabalhos da pianista americana ganham reedição
Há exatos 40 anos, a pianista Alice Coltrane (1937-2007) concebeu um ambicioso trabalho, unindo a liberdade do free jazz com a espiritualidade indiana.
Nascia "Universal Consciousness", álbum que se tornaria um dos símbolos do chamado "spiritual jazz". Agora reeditado, "Universal Consciousness" mostra Alice explorando novas facetas sonoras. A começar pela opção de deixar de lado o piano para tocar apenas harpa e órgão.
Apoiada por cordas e percussão, Alice cria uma obra de grande profundidade, para a qual colaboraram vivamente alguns dos antigos parceiros de seu marido, o saxofonista John Coltrane (1926-1967).
Dentre os principais personagens dessa investida estão o baixista Jimmy Garrison e o baterista Rashied Ali. Brilhantes leituras instrumentais de temas indianos ("Hare Krishna" e "Sita Ram") dividem espaço neste álbum com as composições próprias.
O vigor do projeto tem um de seus ápices em "Battle at Armageddon", um dueto com Ali no qual órgão e bateria ciscam por terrenos da improvisação, cheios de coloridos envolventes.
Como bônus, o CD traz ainda "Lord of Lords", gravação de 1972 que funciona como uma espécie de sequência do disco anterior. Acompanhada dos instrumentistas Charlie Haden (baixo) e Ben Riley (bateria), Alice retoma nesse trabalho o piano e amplia o conjunto de cordas, elevando a dramaticidade da música, como comprova "Excerpts from the Firebird", uma curiosa visitação a Stravinsky.
UNIVERSAL CONSCIOUSNESS/LORD OF LORDS
ARTISTA Alice Coltrane
GRAVADORA Impulse Records
QUANTO US$ 13 (R$ 21 mais taxas na Amazon)
AVALIAÇÃO ótimo
Folha - Cubano Chucho Valdés toca em SP sua aclamada "Missa Negra"
LÚCIA VALENTIM RODRIGUES
DE SÃO PAULO
Criada em 1969, obra recria cerimônia africana e lhe deu o primeiro Grammy de sua carreira
Pianista diz que vai apresentar um chorinho com o bandolinista Hamilton de Holanda em festival no Jockey
O pianista cubano Chucho Valdés, 69, veio ao Brasil algumas vezes com a banda Irakere. Na última passagem pelo país, em 2002, tocou com Ed Motta, no teatro Alfa.
Em 1996, já havia convidado Ivan Lins para gravar um disco ao vivo em Cuba. Isso porque a música brasileira o encanta. Ele a elogia como "a mais completa do mundo".
É essa paixão que mostra hoje, acompanhado do bandolinista Hamilton de Holanda, no Telefônica Sonidos, festival no Jockey Club de São Paulo, que segue até sábado.
"A música brasileira e a cubana têm as mesmas raízes e se parecem em alguns aspectos. O chorinho e a contradança cubana têm muito a ver", conta em entrevista à Folha, por telefone, de sua casa em Málaga, na Espanha, onde passa boa parte do ano para descansar e aproveitar os eventos europeus de jazz.
"Em dezembro, quando é verão lá, vivo em Buenos Aires. Na primavera, vou para Cuba. Depois, à Espanha, para aproveitar os festivais." Ele e Hamilton de Holanda se encontraram no North Sea Jazz Festival, na Holanda, em julho passado, e conversaram sobre o repertório. "Já sabemos que vamos tocar um chorinho. Mas vamos nos encontrar primeiro para decidir o repertório", conta ele, dizendo que também vai mostrar músicas do disco "Chucho Steps", do ano passado.
Com o álbum, foi premiado com o oitavo Grammy de sua carreira -três deles latinos- e, desde maio, estava em turnê pela Europa. Outro destaque de sua apresentação em São Paulo será a "Missa Negra", tema que criou em 1969 e com o qual ganhou seu primeiro Grammy. "Mudou a visão do jazz afro-cubano. É muito atual e preciosa. Conta a história de uma missa africana." Sobre a política, ele desconversa. Diz que não é sua especialidade. Mas vê com carinho a nova geração de músicos da ilha de Fidel. "Há muitos jovens promissores."
Ele mesmo começou cedo, aos três anos. "Ou pelo menos é assim que conta meu pai. Ninguém me ensinou. Sentei, toquei uma melodia com as duas mãos e nunca mais me levantei do piano", conta o cubano.
Até o ano passado, coordenava um festival de jazz em Havana. "Agora participo apenas como músico. É que me toma muito tempo e aproveito melhor meus dias me dedicando à música."
Já prepara um novo disco, a ser gravado em fevereiro ou março de 2012. "Vou convidar Hamilton para tocar comigo algumas músicas", afirma.
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