Folha de São Paulo
"Coldplay anuncia lançamento de novo single nesta sexta".
"Sem fazer shows desde 2002, Pulp volta aos palcos na Espanha".
Jornal do Brasil
"Namorada de Justin Bieber é ameaçada de morte por fãs no Twitter".
terça-feira, 31 de maio de 2011
Folha - Coldplay anuncia lançamento de novo single nesta sexta
DE SÃO PAULO
Seguindo os passos do Radiohead, o Coldplay surpreendeu os fãs nesta terça-feira anunciando o lançamento de um novo single ainda esta semana.
"Estamos prestes a tocar em um monte de festivais de verão, então é hora de lançar uma música nova", escreveu a banda em seu site.
A música, chamada "Every Teardrop Is A Waterfall", estará disponível digitalmente nesta sexta-feira. Segundo a mensagem, a faixa também poderá ser ouvida no íntegra no site.
O Coldplay não explica se a faixa faz parte de seu próximo álbum, previsto para sair ainda este ano. O último CD do quarteto inglês, "Viva la Vida or Death and All His Friends", foi lançado em 2008.
Seguindo os passos do Radiohead, o Coldplay surpreendeu os fãs nesta terça-feira anunciando o lançamento de um novo single ainda esta semana.
"Estamos prestes a tocar em um monte de festivais de verão, então é hora de lançar uma música nova", escreveu a banda em seu site.
A música, chamada "Every Teardrop Is A Waterfall", estará disponível digitalmente nesta sexta-feira. Segundo a mensagem, a faixa também poderá ser ouvida no íntegra no site.
O Coldplay não explica se a faixa faz parte de seu próximo álbum, previsto para sair ainda este ano. O último CD do quarteto inglês, "Viva la Vida or Death and All His Friends", foi lançado em 2008.
Folha - Sem fazer shows desde 2002, Pulp volta aos palcos na Espanha
EM BARCELONA
Em novembro passado, quando o Pulp anunciou que voltaria a fazer shows em 2011, houve certo receio.
Desde 2002 sem subir aos palcos e, mais importante, há 15 anos sem se apresentar com a formação original, a banda teve que reaprender as próprias músicas.
O vocalista Jarvis Cocker, 47, chegou a pedir aos fãs que gravassem vídeos interpretando os hits da banda.
Então, ele, os guitarristas Mark Webber e Russell Senior, o baterista Nick Banks, o baixista Steve MacKey e a tecladista Candida Doyle assistiram um a um.
Apesar de ter passado quase dez anos longe dos palcos, o Pulp provou que nunca deixou de ser uma das grandes bandas de sua geração.
O show que marcou o retorno do grupo britânico aos palcos aconteceu no festival Primavera Sound, em Barcelona, na madrugada do último sábado.
A expectativa era enorme até para os padrões europeus --que parecem nunca se surpreender com shows.
Na hora marcada para a apresentação, cortinas pretas ainda cobriam o palco.
Com cinco minutos de atraso, as cortinas finalmente caíram para revelar Jarvis Cocker em cima de uma das caixas de som cantando, ironicamente, as primeiras estrofes de "Do You Remember the First Time?" (você se lembra da primeira vez?).
Ao final da música, Cocker deu mais alguns minutos de espera para os fãs após tirar algumas peças de roupa por conta do calor. Primeiro, abandonou o paletó, para em seguida deixar a gravata também de lado. "Hoje, nós vamos fazer história", disse.
Já na segunda música, "Pink Glove", o músico mostrou que os anos podem ter passado, mas que ele não perdeu sua charmosa presença de palco, que ofusca o restante da banda.
O primeiro momento de delírio dos fãs veio na quinta música, o hit "Disco 2000". Algumas canções depois, um momento inusitado: um rapaz chamado por Cocker ao microfone pediu a namorada em casamento. Ela disse sim.
A coroação da banda aconteceu na última música do show: o maior hino da banda, "Common People".
IMPORTÂNCIA
Formada em 1978, a banda ficou famosa na era do britpop e teve seu auge entre 1992 e 1996. As letras irônicas e a postura politizada sempre foram a aura do Pulp.
Em um célebre episódio, Cocker invadiu o palco da premiação Brit Awards, em 1996, após se revoltar com uma apresentação de Michael Jackson, na qual o rei do pop foi mostrado como uma espécie de Jesus Cristo.
Cocker, que já declarou não ser religioso, expressou sua indignação mostrando o bumbum (vestido) para as câmeras. Após a morte de Jackson, declarou que ainda não achava aquilo certo.
Embora hoje em dia a politização de canções seja uma espécie de modinha na música, Cocker manteve seu estilo, dedicando "Common People", que fala sobre a classe trabalhadora, às pessoas que foram feridas durante protestos contra o desemprego na Plaza de Cataluña na semana passada.
Em novembro passado, quando o Pulp anunciou que voltaria a fazer shows em 2011, houve certo receio.
Desde 2002 sem subir aos palcos e, mais importante, há 15 anos sem se apresentar com a formação original, a banda teve que reaprender as próprias músicas.
O vocalista Jarvis Cocker, 47, chegou a pedir aos fãs que gravassem vídeos interpretando os hits da banda.
Então, ele, os guitarristas Mark Webber e Russell Senior, o baterista Nick Banks, o baixista Steve MacKey e a tecladista Candida Doyle assistiram um a um.
Apesar de ter passado quase dez anos longe dos palcos, o Pulp provou que nunca deixou de ser uma das grandes bandas de sua geração.
O show que marcou o retorno do grupo britânico aos palcos aconteceu no festival Primavera Sound, em Barcelona, na madrugada do último sábado.
A expectativa era enorme até para os padrões europeus --que parecem nunca se surpreender com shows.
Na hora marcada para a apresentação, cortinas pretas ainda cobriam o palco.
Com cinco minutos de atraso, as cortinas finalmente caíram para revelar Jarvis Cocker em cima de uma das caixas de som cantando, ironicamente, as primeiras estrofes de "Do You Remember the First Time?" (você se lembra da primeira vez?).
Ao final da música, Cocker deu mais alguns minutos de espera para os fãs após tirar algumas peças de roupa por conta do calor. Primeiro, abandonou o paletó, para em seguida deixar a gravata também de lado. "Hoje, nós vamos fazer história", disse.
Já na segunda música, "Pink Glove", o músico mostrou que os anos podem ter passado, mas que ele não perdeu sua charmosa presença de palco, que ofusca o restante da banda.
O primeiro momento de delírio dos fãs veio na quinta música, o hit "Disco 2000". Algumas canções depois, um momento inusitado: um rapaz chamado por Cocker ao microfone pediu a namorada em casamento. Ela disse sim.
A coroação da banda aconteceu na última música do show: o maior hino da banda, "Common People".
IMPORTÂNCIA
Formada em 1978, a banda ficou famosa na era do britpop e teve seu auge entre 1992 e 1996. As letras irônicas e a postura politizada sempre foram a aura do Pulp.
Em um célebre episódio, Cocker invadiu o palco da premiação Brit Awards, em 1996, após se revoltar com uma apresentação de Michael Jackson, na qual o rei do pop foi mostrado como uma espécie de Jesus Cristo.
Cocker, que já declarou não ser religioso, expressou sua indignação mostrando o bumbum (vestido) para as câmeras. Após a morte de Jackson, declarou que ainda não achava aquilo certo.
Embora hoje em dia a politização de canções seja uma espécie de modinha na música, Cocker manteve seu estilo, dedicando "Common People", que fala sobre a classe trabalhadora, às pessoas que foram feridas durante protestos contra o desemprego na Plaza de Cataluña na semana passada.
JB - Namorada de Justin Bieber é ameaçada de morte por fãs no Twitter
TERRA
NOVA YORK - A namorada de Justin Bieber, a atriz Selena Gomez, tem recebido ameaças de morte pelo Twitter depois que foram divulgadas fotos dos dois em momentos românticos em uma praia nos Estados Unidos. As informações são do site Daily Mail.
A atriz de 18 anos tem sido vítima de uma campanha de ódio de meninas que idolatram Bieber, de 17 anos. "Se afaste de Justin, pedófila", escreveu uma fã na plataforma de microblogs.
Ameaças pioram depois de fotos dos dois em praia nos EUA"Eu vou te matar no meio da noite embaixo de sua cama fedida", enviou outra. "Selena Gomez está perigosamente próxima de ter uma longa, lenta e dolorosa morte", completou uma terceira.
A fúria das seguidoras de Bieber foi despertada depois que o casal, que por muito tempo manteve seu romance em segredo, foi fotografado aos beijos em Maui, no Havaí.
NOVA YORK - A namorada de Justin Bieber, a atriz Selena Gomez, tem recebido ameaças de morte pelo Twitter depois que foram divulgadas fotos dos dois em momentos românticos em uma praia nos Estados Unidos. As informações são do site Daily Mail.
A atriz de 18 anos tem sido vítima de uma campanha de ódio de meninas que idolatram Bieber, de 17 anos. "Se afaste de Justin, pedófila", escreveu uma fã na plataforma de microblogs.
Ameaças pioram depois de fotos dos dois em praia nos EUA"Eu vou te matar no meio da noite embaixo de sua cama fedida", enviou outra. "Selena Gomez está perigosamente próxima de ter uma longa, lenta e dolorosa morte", completou uma terceira.
A fúria das seguidoras de Bieber foi despertada depois que o casal, que por muito tempo manteve seu romance em segredo, foi fotografado aos beijos em Maui, no Havaí.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Destaques dos Jornais 30/05/2011
Estado de São Paulo
"Joshua Redman traz a SP sopros de um jazz nada convencional".
Folha de São Paulo
"Veja shows confirmados para este ano em SP".
"Lady Gaga lidera parada britânica de álbuns com "Born This Way"".
"Cantor Sean Kingston é hospitalizado após sofrer acidente de jet ski".
"Joshua Redman traz a SP sopros de um jazz nada convencional".
Folha de São Paulo
"Veja shows confirmados para este ano em SP".
"Lady Gaga lidera parada britânica de álbuns com "Born This Way"".
"Cantor Sean Kingston é hospitalizado após sofrer acidente de jet ski".
Estadão - Joshua Redman traz a SP sopros de um jazz nada convencional
Tonica Chagas - ESPECIAL PARA O ESTADO
Com quase 1m90 de altura, o saxofonista Joshua Redman não é baixinho. Mas ao vê-lo fora do palco muita gente acha que seria mais alto. Não é só uma ilusão ótica por causa da perspectiva que se tem da plateia. Tocando, cresce numa escala que os americanos adjetivam como 'larger-than-life', fora do comum. Filho do saxofonista Dewey Redman (1931-2006), que contribuiu para alguns dos melhores trabalhos de Ornette Coleman e Keith Jarrett, com o fôlego com que prolonga o tempo musical e sua esperteza nos fraseados rápidos, Joshua também parece um exemplo clássico de talento hereditário.
Aos 42 anos, 20 de carreira, ele é o mais jovem dos três saxofonistas tenores na Sax Reunion, show de abertura do BMW Jazz Festival, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo, dia 10 de junho. Vai compartilhar o palco com Wayne Shorter, de 78 anos, a quem considera um dos seus "heróis", e Billy Harper, de 68, que tocou com o pai dele em Nova York. Redman se apresenta num formato desafiador, o de trio com baixo e bateria. Em entrevista ao Estado, ele fala sobre a influência de seu pai, formação de público de jazz e sobre o James Farm, grupo do qual participa há dois anos. Diz também sua opinião - contrária à da maioria dos jazzistas - sobre a bossa nova.
Muita gente o compara a Dewey Redman e vê em você uma das principais características dele: um músico de vanguarda e do free jazz mas sempre ligado às estruturas tradicionais. É um caso de 'tal pai, tal filho'?
Não cresci ao lado do meu pai. Meus únicos contatos com ele, na verdade, foram ouvindo os discos dele. Ele vivia em Nova York e eu cresci em Berkeley. Eu só o via quando ele ia para a minha cidade, o que era, talvez, uma vez por ano. Fui muito influenciado, mas descrever a música dele e a minha não é uma coisa em que eu seja bom.
No que ele o influenciou?
De muitas maneiras... Acho que o som dele é um dos mais bonitos sons de sax tenor na história. O calor e a alma com que ele tocava, a maneira como podia criar um poder tão grande só por meio da sonoridade... Há um profundo sentimento vindo do blues em toda a música. Meu pai também trabalhou em muitos estilos. E isso é uma coisa que eu também gosto.
Vocês tocaram juntos, em diferentes bandas, entre 1991 e 1993, e gravaram dois discos. Como foi tocar e gravar com ele?
Foi ótimo! Uma excelente oportunidade de aprender ao lado de um mestre, de meu herói. E também uma grande oportunidade de conhecê-lo, porque eu não o conhecia realmente bem.
Entre os novos nomes, The Bad Plus, que reinterpreta de Nirvana a Stravinski e mistura de suingue a techno, é um dos que mais cativam jovens. Tocando com grupos como este, você percebe um novo público ou um estilo em formação?
O jazz está continuamente mudando e se desenvolvendo. Esta é uma forma de arte que, de certa forma, é sempre nova porque está sempre se reinventando; pela improvisação, ele está sempre fresco, vital, é sempre uma música do presente. Seria excelente que houvesse mais jovens ouvindo jazz. Demograficamente, o público típico de um show de jazz é mais velho. Mas acho que é uma questão de dar chance às pessoas de ouvirem esta música. Há certas formas de arte que requerem um pouco mais de paciência e também um pouco mais de experiência do ouvinte. O jazz com certeza é uma delas, é uma música à qual é preciso continuar se expondo, ouvindo de novo.
Pelo que conhece de bossa nova, você a entende como jazz brasileiro?
Não sei muito para poder falar com autoridade, mas nunca a considerei assim. Bossa nova é bossa nova, uma forma de arte por si. Há uma grande relação entre ela e o jazz, sim. Alguns dos primeiros compositores da bossa foram influenciados por coisas que estavam acontecendo no jazz. Há muita sobreposição, colaborações históricas como a de Stan Getz e João Gilberto. Mas bossa é um gênero próprio. E todo músico de jazz hoje foi influenciado por ela de alguma forma em termos de harmonias, melodias e ritmos. Ela é parte da nossa linguagem.
Quais influências marcam o grupo James Farm?
Criamos o James Farm como uma cooperativa, em vez de ser ‘meu’ grupo ou o grupo deste ou daquele músico. Estamos muito animados com a música que estamos fazendo. Definitivamente é jazz, é improvisado. Ele vem da influência da linguagem do jazz, mas a música tem um monte de outras influências, de estilos. Em termos de grooves, climas e texturas, tem um pouco mais da sensibilidade do rock do que alguns dos outros projetos dos quais participei. E também na estrutura das músicas, na maneira com que integramos a improvisação.
No seu blog, alguém perguntou: "Por que a música em vez de advocacia?". A sua resposta foi: "Por que não?". Qual foi a razão da guinada?
Quando me mudei para Nova York, me vi de repente com a chance de tocar com alguns dos melhores músicos, tanto com alguns que eram meus heróis como também da geração mais jovem. Então percebi o quanto a música significava para mim, o quanto ela completava o desejo que eu tinha de me expressar e viver de uma maneira que eu não conseguia com outras coisas.
BMW JAZZ FESTIVAL - Auditório Ibirapuera. Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 2, Parque do Ibirapuera, 3629-1014. Dias 10 a 12/6, 21 h, R$ 30/ R$ 100. Dia 12, 10 h, área externa, grátis
Com quase 1m90 de altura, o saxofonista Joshua Redman não é baixinho. Mas ao vê-lo fora do palco muita gente acha que seria mais alto. Não é só uma ilusão ótica por causa da perspectiva que se tem da plateia. Tocando, cresce numa escala que os americanos adjetivam como 'larger-than-life', fora do comum. Filho do saxofonista Dewey Redman (1931-2006), que contribuiu para alguns dos melhores trabalhos de Ornette Coleman e Keith Jarrett, com o fôlego com que prolonga o tempo musical e sua esperteza nos fraseados rápidos, Joshua também parece um exemplo clássico de talento hereditário.
Aos 42 anos, 20 de carreira, ele é o mais jovem dos três saxofonistas tenores na Sax Reunion, show de abertura do BMW Jazz Festival, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo, dia 10 de junho. Vai compartilhar o palco com Wayne Shorter, de 78 anos, a quem considera um dos seus "heróis", e Billy Harper, de 68, que tocou com o pai dele em Nova York. Redman se apresenta num formato desafiador, o de trio com baixo e bateria. Em entrevista ao Estado, ele fala sobre a influência de seu pai, formação de público de jazz e sobre o James Farm, grupo do qual participa há dois anos. Diz também sua opinião - contrária à da maioria dos jazzistas - sobre a bossa nova.
Muita gente o compara a Dewey Redman e vê em você uma das principais características dele: um músico de vanguarda e do free jazz mas sempre ligado às estruturas tradicionais. É um caso de 'tal pai, tal filho'?
Não cresci ao lado do meu pai. Meus únicos contatos com ele, na verdade, foram ouvindo os discos dele. Ele vivia em Nova York e eu cresci em Berkeley. Eu só o via quando ele ia para a minha cidade, o que era, talvez, uma vez por ano. Fui muito influenciado, mas descrever a música dele e a minha não é uma coisa em que eu seja bom.
No que ele o influenciou?
De muitas maneiras... Acho que o som dele é um dos mais bonitos sons de sax tenor na história. O calor e a alma com que ele tocava, a maneira como podia criar um poder tão grande só por meio da sonoridade... Há um profundo sentimento vindo do blues em toda a música. Meu pai também trabalhou em muitos estilos. E isso é uma coisa que eu também gosto.
Vocês tocaram juntos, em diferentes bandas, entre 1991 e 1993, e gravaram dois discos. Como foi tocar e gravar com ele?
Foi ótimo! Uma excelente oportunidade de aprender ao lado de um mestre, de meu herói. E também uma grande oportunidade de conhecê-lo, porque eu não o conhecia realmente bem.
Entre os novos nomes, The Bad Plus, que reinterpreta de Nirvana a Stravinski e mistura de suingue a techno, é um dos que mais cativam jovens. Tocando com grupos como este, você percebe um novo público ou um estilo em formação?
O jazz está continuamente mudando e se desenvolvendo. Esta é uma forma de arte que, de certa forma, é sempre nova porque está sempre se reinventando; pela improvisação, ele está sempre fresco, vital, é sempre uma música do presente. Seria excelente que houvesse mais jovens ouvindo jazz. Demograficamente, o público típico de um show de jazz é mais velho. Mas acho que é uma questão de dar chance às pessoas de ouvirem esta música. Há certas formas de arte que requerem um pouco mais de paciência e também um pouco mais de experiência do ouvinte. O jazz com certeza é uma delas, é uma música à qual é preciso continuar se expondo, ouvindo de novo.
Pelo que conhece de bossa nova, você a entende como jazz brasileiro?
Não sei muito para poder falar com autoridade, mas nunca a considerei assim. Bossa nova é bossa nova, uma forma de arte por si. Há uma grande relação entre ela e o jazz, sim. Alguns dos primeiros compositores da bossa foram influenciados por coisas que estavam acontecendo no jazz. Há muita sobreposição, colaborações históricas como a de Stan Getz e João Gilberto. Mas bossa é um gênero próprio. E todo músico de jazz hoje foi influenciado por ela de alguma forma em termos de harmonias, melodias e ritmos. Ela é parte da nossa linguagem.
Quais influências marcam o grupo James Farm?
Criamos o James Farm como uma cooperativa, em vez de ser ‘meu’ grupo ou o grupo deste ou daquele músico. Estamos muito animados com a música que estamos fazendo. Definitivamente é jazz, é improvisado. Ele vem da influência da linguagem do jazz, mas a música tem um monte de outras influências, de estilos. Em termos de grooves, climas e texturas, tem um pouco mais da sensibilidade do rock do que alguns dos outros projetos dos quais participei. E também na estrutura das músicas, na maneira com que integramos a improvisação.
No seu blog, alguém perguntou: "Por que a música em vez de advocacia?". A sua resposta foi: "Por que não?". Qual foi a razão da guinada?
Quando me mudei para Nova York, me vi de repente com a chance de tocar com alguns dos melhores músicos, tanto com alguns que eram meus heróis como também da geração mais jovem. Então percebi o quanto a música significava para mim, o quanto ela completava o desejo que eu tinha de me expressar e viver de uma maneira que eu não conseguia com outras coisas.
BMW JAZZ FESTIVAL - Auditório Ibirapuera. Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 2, Parque do Ibirapuera, 3629-1014. Dias 10 a 12/6, 21 h, R$ 30/ R$ 100. Dia 12, 10 h, área externa, grátis
Folha - Veja shows confirmados para este ano em SP
DE SÃO PAULO
Em 2011, a cidade recebe shows internacionais para todos os públicos e idades.
Veja abaixo outras atrações já confirmadas para este ano.
*
MAIO
Dulce María
QUANDO 30 de maio, às 20h
QUANTO de R$ 120 a R$ 500
ONDE Via Funchal (r. Funchal, 65; tel.: 0/ xx/ 11 3846-2300)
_
JUNHO
Alice Cooper
QUANDO 2 de junho, às 21h30
QUANTO de R$ 100 a R$ 400
ONDE Credicard Hall (av. das Nações Unidas, 17955; tel.: 0/ xx/ 11 2846-6010)
Slayer
QUANDO 9 de junho, às 22h
QUANTO de R$ 150 a R$ 250
ONDE Via Funchal (r. Funchal, 65; tel.: 0/ xx/ 11 3846-2300)
Cut Copy
QUANDO 10 de junho, às 22h
QUANTO de R$ 160 a R$ 250
ONDE HSBC Brasil (r. Bragança Paulista, 1281, Vila Cruzeiro, tel.: 0/xx/11/2163-2120)
BMW Jazz Festival com Sharon Jones & The Dap-Kings
QUANDO 10 a 12 de junho
QUANTO não divulgado
ONDE Auditório Ibirapuera (Av. Pedro Álvares Cabral)
Billy Paul
QUANDO 12 de junho, às 22h
QUANTO de R$ 80 a R$ 240
ONDE HSBC Brasil (r. Bragança Paulista, 1281, Vila Cruzeiro, tel.: 0/xx/11/2163-2120)
Scott Stapp do Creed
QUANDO 12 de junho, às 20h
QUANTO de R$ 140 a R$ 250
ONDE Credicard Hall (av. das Nações Unidas, 17955; tel.: 0/ xx/ 11 2846-6010)
New Young Pony Club
QUANDO 16 de junho, às 23h40
QUANTO R$ 80
ONDE Beco 203 (Rua Augusta, 609)
_
JULHO
Danzig
QUANDO 16 de julho, às 22h
QUANTO de R$ 120 a R$ 280
ONDE HSBC Brasil (r. Bragança Paulista, 1281, Vila Cruzeiro, tel.: 0/xx/11/2163-2120)
Bobby McFerrin
QUANDO 28 de julho, às 22h
QUANTO de R$ 150 a R$ 400
ONDE Via Funchal (r. Funchal, 65; tel.: 0/ xx/ 11 3846-2300)
_
AGOSTO
Black Label Society
QUANDO 13 de agosto, às 22h
QUANTO de R$ 120 a R$ 360
ONDE HSBC Brasil (r. Bragança Paulista, 1281, Vila Cruzeiro, tel.: 0/xx/11/2163-2120)
Never Shout Never + Hey Monday
QUANDO 27 de agosto, às 22h
QUANTO de R$ 120 a R$ 200
ONDE Via Funchal (r. Funchal, 65; tel.: 0/ xx/ 11 3846-2300)
_
SETEMBRO
Bobby McFerrin
QUANDO 9 de setembro, às 22h
QUANTO de R$ 140 a R$ 300
ONDE Via Funchal (r. Funchal, 65; tel.: 0/ xx/ 11 3846-2300)
Pearl Jam
QUANDO setembro
QUANTO não divulgado
ONDE não divulgado
_
OUTUBRO
Tears for Fears
QUANDO 6 de outubro, 21h30
QUANTO de R$ 80 a R$ 350
ONDE Credicard Hall (av. das Nações Unidas, 17955; tel.: 0/ xx/ 11 2846-6010)
Eric Clapton
QUANDO 12 de outubro
QUANTO não divulgado
ONDE não divulgado
_
NOVEMBRO
Planeta Terra (com Friendly Fires, The Vaccines, The Strokes e outras atrações)
QUANDO 5 de novembro
QUANTO não divulgado
ONDE não divulgado
SWU (com Cold War Kids e MGMT)
QUANDO novembro
QUANTO não divulgado
ONDE não divulgado
Foo Fighters
QUANDO novembro
QUANTO não divulgado
ONDE não divulgado
Em 2011, a cidade recebe shows internacionais para todos os públicos e idades.
Veja abaixo outras atrações já confirmadas para este ano.
*
MAIO
Dulce María
QUANDO 30 de maio, às 20h
QUANTO de R$ 120 a R$ 500
ONDE Via Funchal (r. Funchal, 65; tel.: 0/ xx/ 11 3846-2300)
_
JUNHO
Alice Cooper
QUANDO 2 de junho, às 21h30
QUANTO de R$ 100 a R$ 400
ONDE Credicard Hall (av. das Nações Unidas, 17955; tel.: 0/ xx/ 11 2846-6010)
Slayer
QUANDO 9 de junho, às 22h
QUANTO de R$ 150 a R$ 250
ONDE Via Funchal (r. Funchal, 65; tel.: 0/ xx/ 11 3846-2300)
Cut Copy
QUANDO 10 de junho, às 22h
QUANTO de R$ 160 a R$ 250
ONDE HSBC Brasil (r. Bragança Paulista, 1281, Vila Cruzeiro, tel.: 0/xx/11/2163-2120)
BMW Jazz Festival com Sharon Jones & The Dap-Kings
QUANDO 10 a 12 de junho
QUANTO não divulgado
ONDE Auditório Ibirapuera (Av. Pedro Álvares Cabral)
Billy Paul
QUANDO 12 de junho, às 22h
QUANTO de R$ 80 a R$ 240
ONDE HSBC Brasil (r. Bragança Paulista, 1281, Vila Cruzeiro, tel.: 0/xx/11/2163-2120)
Scott Stapp do Creed
QUANDO 12 de junho, às 20h
QUANTO de R$ 140 a R$ 250
ONDE Credicard Hall (av. das Nações Unidas, 17955; tel.: 0/ xx/ 11 2846-6010)
New Young Pony Club
QUANDO 16 de junho, às 23h40
QUANTO R$ 80
ONDE Beco 203 (Rua Augusta, 609)
_
JULHO
Danzig
QUANDO 16 de julho, às 22h
QUANTO de R$ 120 a R$ 280
ONDE HSBC Brasil (r. Bragança Paulista, 1281, Vila Cruzeiro, tel.: 0/xx/11/2163-2120)
Bobby McFerrin
QUANDO 28 de julho, às 22h
QUANTO de R$ 150 a R$ 400
ONDE Via Funchal (r. Funchal, 65; tel.: 0/ xx/ 11 3846-2300)
_
AGOSTO
Black Label Society
QUANDO 13 de agosto, às 22h
QUANTO de R$ 120 a R$ 360
ONDE HSBC Brasil (r. Bragança Paulista, 1281, Vila Cruzeiro, tel.: 0/xx/11/2163-2120)
Never Shout Never + Hey Monday
QUANDO 27 de agosto, às 22h
QUANTO de R$ 120 a R$ 200
ONDE Via Funchal (r. Funchal, 65; tel.: 0/ xx/ 11 3846-2300)
_
SETEMBRO
Bobby McFerrin
QUANDO 9 de setembro, às 22h
QUANTO de R$ 140 a R$ 300
ONDE Via Funchal (r. Funchal, 65; tel.: 0/ xx/ 11 3846-2300)
Pearl Jam
QUANDO setembro
QUANTO não divulgado
ONDE não divulgado
_
OUTUBRO
Tears for Fears
QUANDO 6 de outubro, 21h30
QUANTO de R$ 80 a R$ 350
ONDE Credicard Hall (av. das Nações Unidas, 17955; tel.: 0/ xx/ 11 2846-6010)
Eric Clapton
QUANDO 12 de outubro
QUANTO não divulgado
ONDE não divulgado
_
NOVEMBRO
Planeta Terra (com Friendly Fires, The Vaccines, The Strokes e outras atrações)
QUANDO 5 de novembro
QUANTO não divulgado
ONDE não divulgado
SWU (com Cold War Kids e MGMT)
QUANDO novembro
QUANTO não divulgado
ONDE não divulgado
Foo Fighters
QUANDO novembro
QUANTO não divulgado
ONDE não divulgado
Folha - Lady Gaga lidera parada britânica de álbuns com "Born This Way"
DE SÃO PAULO
O novo álbum de Lady Gaga, "Born This Way", estreou direto no topo da parada britânica. O disco, lançado na última segunda-feira, foi o mais vendido da semana e tirou a cantora Adele do primeiro lugar.
O álbum "21", de Adele, foi lançado há 18 semanas e passou 16 delas no primeiro lugar da parada britânica. Com o lançamento de Gaga, ele caiu para a segunda posição.
Em terceiro lugar, permanece o primeiro álbum de Adele, "19", lançado em 2008.
O disco ao vivo da banda Prodigy, "World's on Fire", também lançado esta semana, ficou em quinto lugar na parada.
O novo álbum de Lady Gaga, "Born This Way", estreou direto no topo da parada britânica. O disco, lançado na última segunda-feira, foi o mais vendido da semana e tirou a cantora Adele do primeiro lugar.
O álbum "21", de Adele, foi lançado há 18 semanas e passou 16 delas no primeiro lugar da parada britânica. Com o lançamento de Gaga, ele caiu para a segunda posição.
Em terceiro lugar, permanece o primeiro álbum de Adele, "19", lançado em 2008.
O disco ao vivo da banda Prodigy, "World's on Fire", também lançado esta semana, ficou em quinto lugar na parada.
Folha - Cantor Sean Kingston é hospitalizado após sofrer acidente de jet ski
DE SÃO PAULO
O cantor e compositor norte-americano Sean Kingston, 21, foi hospitalizado na noite de domingo (29) após sofrer um acidente de jet ski em Miami, no Estado americano da Flórida, informou a imprensa local nesta madrugada.
Segundo o porta-voz da Comissão de Pesca e Vida Selvagem do Estado da Flórida, Jorge Pino, Sean e uma passageira não identificada se acidentaram após colidirem o jet ski em uma ponte por volta das 18h locais.
Ainda não há informações sobre o estado de saúde dos dois. As causas do acidente serão investigadas.
Neto do célebre produtor jamaicano Jack Ruby, Sean Kingston nasceu em Miami (EUA), mas cresceu na cidade jamaicana de Kingston, de onde vem seu sobrenome artístico.
O cantor ficou conhecido pelo sucesso "Beautiful Girls", que integra seu primeiro álbum, "Sean Kingston", lançado em 2007.
O cantor e compositor norte-americano Sean Kingston, 21, foi hospitalizado na noite de domingo (29) após sofrer um acidente de jet ski em Miami, no Estado americano da Flórida, informou a imprensa local nesta madrugada.
Segundo o porta-voz da Comissão de Pesca e Vida Selvagem do Estado da Flórida, Jorge Pino, Sean e uma passageira não identificada se acidentaram após colidirem o jet ski em uma ponte por volta das 18h locais.
Ainda não há informações sobre o estado de saúde dos dois. As causas do acidente serão investigadas.
Neto do célebre produtor jamaicano Jack Ruby, Sean Kingston nasceu em Miami (EUA), mas cresceu na cidade jamaicana de Kingston, de onde vem seu sobrenome artístico.
O cantor ficou conhecido pelo sucesso "Beautiful Girls", que integra seu primeiro álbum, "Sean Kingston", lançado em 2007.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Destaques dos Jornais 18/05/2011
Estado de São Paulo
"Milton Nascimento é atração em festival de Minas Gerais".
Folha de São Paulo
"Anelis estreia em CD "produzido" por seu pai, Itamar Assumpção".
"Dolorido, Kenny Rogers traz seu pop country a SP".
"Milton Nascimento é atração em festival de Minas Gerais".
Folha de São Paulo
"Anelis estreia em CD "produzido" por seu pai, Itamar Assumpção".
"Dolorido, Kenny Rogers traz seu pop country a SP".
Estadão - Milton Nascimento é atração em festival de Minas Gerais
AE - Agência Estado
No dia 12 de junho, Belo Horizonte receberá a primeira edição do Festival Natura Musical Minas. Das 10 h às 22 h, diversos pontos da cidade, como o Parque Lagoa do Nado, a Praça Duque de Caxias, a Praça da Liberdade e a Praça da Estação, terão apresentações de São Paulo, Minas, Rio, Pernambuco e Bahia. Entre as atrações, Milton Nascimento receberá Roberta Sá e Maria Gadú. Além deles, o festival terá shows gratuitos da Orkestra Rumpilezz, Karina Buhr com Edgard Scandurra, Marcelo Jeneci com Arnaldo Antunes, o rapper Renegado, Lô Borges com Pedro Morais, Pato Fu, Palavra Cantada, Marku Ribas e Aline Calixto com Carlinhos Brown. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
No dia 12 de junho, Belo Horizonte receberá a primeira edição do Festival Natura Musical Minas. Das 10 h às 22 h, diversos pontos da cidade, como o Parque Lagoa do Nado, a Praça Duque de Caxias, a Praça da Liberdade e a Praça da Estação, terão apresentações de São Paulo, Minas, Rio, Pernambuco e Bahia. Entre as atrações, Milton Nascimento receberá Roberta Sá e Maria Gadú. Além deles, o festival terá shows gratuitos da Orkestra Rumpilezz, Karina Buhr com Edgard Scandurra, Marcelo Jeneci com Arnaldo Antunes, o rapper Renegado, Lô Borges com Pedro Morais, Pato Fu, Palavra Cantada, Marku Ribas e Aline Calixto com Carlinhos Brown. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
Folha - Anelis estreia em CD "produzido" por seu pai, Itamar Assumpção
DE SÃO PAULO
Pouco antes de morrer, Itamar Assumpção fez um acordo com a filha mais velha, Anelis. Ele produziria o primeiro álbum dela. Mas, antes, ela o ajudaria a reeditar toda a sua obra fonográfica, gravada desde 1980.
Itamar se foi em 2003. Sua "Caixa Preta" foi lançada no ano passado, embalando todos os dez trabalhos que produziu em vida e mais dois totalmente inéditos --tudo sob direção de Anelis.
E a estreia da filha acontece agora, com o álbum "Sou Suspeita. Estou Sujeita. Não Sou Santa.", que deve chegar às lojas em duas semanas. E que, conforme prometeu, Itamar ajudou a produzir.
Não há nada de místico ou esotérico nessa frase.
Anelis conta que foi justamente com o dinheiro recebido pela comercialização da "Caixa Preta" que as gravações de seu trabalho foram bancadas. O investimento, no final das contas, foi de Itamar. Mas não só isso.
Artisticamente, a personalidade do pai dirigiu, em boa medida, os passos que a filha daria. Isso porque foi durante a produção do póstumo "Pretobrás 2 - Maldito Vírgula" que o "Sou Suspeita..." da filha amadureceu.
Anelis acompanhou de perto a transformação das gravações caseiras deixadas por Itamar em música finalizada, sob as mãos do produtor Beto Villares. E redirecionou o próprio trabalho depois da experiência.
"Cara, essas coisas são muito loucas", diz Anelis. "Não consegui terminar nada meu enquanto não concluí a 'Caixa Preta'. Tinha horas que eu ficava até angustiada, 'por que ele foi fazer isso comigo?'. Só depois fui entender o que estava acontecendo nesse processo."
COTAS PRÉVIAS
O restante do dinheiro Anelis levantou em esquema de venda de cotas prévias.
Funciona assim: antes de ter o produto pronto, o artista vende pacotes de CDs, LPs (o álbum também sairá em vinil), camisetas e até convites para o show de estreia.
"Isso acontece bastante lá fora, mas aqui os artistas ainda se sentem humilhados, como se estivessem pedindo esmolas", diz. "Isso é uma bobagem. Não é um favor, é um investimento no artista."
Anelis conta que chegou a inscrever seu trabalho em editais para conseguir a verba de finalização. Não foi aprovada em nenhum deles.
"Percebi que estava concorrendo com meus amigos. E torcendo contra eles. É uma parada desumana em que todo mundo acaba caindo", diz. "A moeda só mudou de dono. Antes, quem mandava no que seria ou não lançado eram as gravadoras. Agora, é a Natura, a Petrobras."
SOBRENOME
Anelis retirou o sobrenome Assumpção da capa do álbum, mas afirma que isso não significa uma ruptura familiar. É a voz e o violão do pai que abrem o trabalho.
"Ser filha não é fácil, e eu tive que entender quem eu sou, quem meu pai era, quem é hoje", diz. "E ele tinha que estar comigo no disco. E não era no meio, nem no final. Tinha que abrir pra mim. Agora os acordos que fizemos, eu com ele e ele comigo, estão cumpridos."
Na infância, Anelis costumava acompanhar o pai em shows pelos mais variados palcos da cidade. Moravam na Penha, zona leste. Ia com ele à tarde, de metrô, para assistir à passagem de som.
Ficava por ali até a noite, assistia ao espetáculo da coxia, dormia sobre casacos em algum canto improvisado do camarim. Muitas vezes, tinham que esperar o dia amanhecer para que o metrô abrisse de novo e pudessem voltar para casa.
Foi assim, sem abrir nenhuma concessão artística, que Itamar Assumpção construiu sua monumental obra e sua pequena fama comercial.
Tanto obra como fama parecem só agora estar ganhando nova dimensão e maior reconhecimento. Anelis --a filha, a produtora e sobretudo a artista que agora, finalmente, se apresenta ao mundo-- tem muito a ver com isso.
Pouco antes de morrer, Itamar Assumpção fez um acordo com a filha mais velha, Anelis. Ele produziria o primeiro álbum dela. Mas, antes, ela o ajudaria a reeditar toda a sua obra fonográfica, gravada desde 1980.
Itamar se foi em 2003. Sua "Caixa Preta" foi lançada no ano passado, embalando todos os dez trabalhos que produziu em vida e mais dois totalmente inéditos --tudo sob direção de Anelis.
E a estreia da filha acontece agora, com o álbum "Sou Suspeita. Estou Sujeita. Não Sou Santa.", que deve chegar às lojas em duas semanas. E que, conforme prometeu, Itamar ajudou a produzir.
Não há nada de místico ou esotérico nessa frase.
Anelis conta que foi justamente com o dinheiro recebido pela comercialização da "Caixa Preta" que as gravações de seu trabalho foram bancadas. O investimento, no final das contas, foi de Itamar. Mas não só isso.
Artisticamente, a personalidade do pai dirigiu, em boa medida, os passos que a filha daria. Isso porque foi durante a produção do póstumo "Pretobrás 2 - Maldito Vírgula" que o "Sou Suspeita..." da filha amadureceu.
Anelis acompanhou de perto a transformação das gravações caseiras deixadas por Itamar em música finalizada, sob as mãos do produtor Beto Villares. E redirecionou o próprio trabalho depois da experiência.
"Cara, essas coisas são muito loucas", diz Anelis. "Não consegui terminar nada meu enquanto não concluí a 'Caixa Preta'. Tinha horas que eu ficava até angustiada, 'por que ele foi fazer isso comigo?'. Só depois fui entender o que estava acontecendo nesse processo."
COTAS PRÉVIAS
O restante do dinheiro Anelis levantou em esquema de venda de cotas prévias.
Funciona assim: antes de ter o produto pronto, o artista vende pacotes de CDs, LPs (o álbum também sairá em vinil), camisetas e até convites para o show de estreia.
"Isso acontece bastante lá fora, mas aqui os artistas ainda se sentem humilhados, como se estivessem pedindo esmolas", diz. "Isso é uma bobagem. Não é um favor, é um investimento no artista."
Anelis conta que chegou a inscrever seu trabalho em editais para conseguir a verba de finalização. Não foi aprovada em nenhum deles.
"Percebi que estava concorrendo com meus amigos. E torcendo contra eles. É uma parada desumana em que todo mundo acaba caindo", diz. "A moeda só mudou de dono. Antes, quem mandava no que seria ou não lançado eram as gravadoras. Agora, é a Natura, a Petrobras."
SOBRENOME
Anelis retirou o sobrenome Assumpção da capa do álbum, mas afirma que isso não significa uma ruptura familiar. É a voz e o violão do pai que abrem o trabalho.
"Ser filha não é fácil, e eu tive que entender quem eu sou, quem meu pai era, quem é hoje", diz. "E ele tinha que estar comigo no disco. E não era no meio, nem no final. Tinha que abrir pra mim. Agora os acordos que fizemos, eu com ele e ele comigo, estão cumpridos."
Na infância, Anelis costumava acompanhar o pai em shows pelos mais variados palcos da cidade. Moravam na Penha, zona leste. Ia com ele à tarde, de metrô, para assistir à passagem de som.
Ficava por ali até a noite, assistia ao espetáculo da coxia, dormia sobre casacos em algum canto improvisado do camarim. Muitas vezes, tinham que esperar o dia amanhecer para que o metrô abrisse de novo e pudessem voltar para casa.
Foi assim, sem abrir nenhuma concessão artística, que Itamar Assumpção construiu sua monumental obra e sua pequena fama comercial.
Tanto obra como fama parecem só agora estar ganhando nova dimensão e maior reconhecimento. Anelis --a filha, a produtora e sobretudo a artista que agora, finalmente, se apresenta ao mundo-- tem muito a ver com isso.
Folha - Dolorido, Kenny Rogers traz seu pop country a SP
DE SÃO PAULO
Um dos maiores nomes do country, o cantor americano Kenny Rogers chega aos 73 anos na condição de artista independente. Depois de 52 anos de carreira, 200 milhões de discos vendidos e 25 singles no topo das paradas.
Rogers se apresenta hoje em São Paulo na turnês de divulgação do álbum "The Love of God", disco gospel vendido com exclusividade nos Estados Unidos na cadeia de restaurantes Cracker Barrell.
"Todos têm sua chance no topo, mas não pode durar para sempre, essa é a verdade", afirma. Tive a minha vez e não me arrependo de nada."
Folha - Ainda sente o mesmo prazer em fazer turnês?
Kenny Rogers - Agora eu tenho dois gêmeos, de seis anos, e me sinto menos motivado a viajar. Nessa viagem, minha mulher vai comigo, mas os gêmeos ficam em casa. Eles destruiriam o Brasil!
O que mudou em seus shows?
Tenho dores nas costas e nas pernas, mas consigo suportá-las, e elas não afetam a minha garganta. Estou cantando melhor do que nunca. Quando você ama algo e se diverte, isso transparece na sua performance.
Os puristas da country music gostam de criticá-lo.
Passei os primeiros dez anos da minha carreira cantando jazz. Minha primeira influência musical, na verdade, foi o Ray Charles.
Quando Johnny Cash estava no topo, era "country country". Quando cheguei, tornou-se pop country. Mas eu atraí muita gente para o gênero que, originalmente, não escutaria essa música.
KENNY ROGERS
ONDE Via Funchal (r. Funchal, 65, 0/xx/11/3846-2300)
QUANDO hoje, às 22h
QUANTO de R$ 200 a R$ 500
*CLASSIFICAÇÃO*12 anos
Um dos maiores nomes do country, o cantor americano Kenny Rogers chega aos 73 anos na condição de artista independente. Depois de 52 anos de carreira, 200 milhões de discos vendidos e 25 singles no topo das paradas.
Rogers se apresenta hoje em São Paulo na turnês de divulgação do álbum "The Love of God", disco gospel vendido com exclusividade nos Estados Unidos na cadeia de restaurantes Cracker Barrell.
"Todos têm sua chance no topo, mas não pode durar para sempre, essa é a verdade", afirma. Tive a minha vez e não me arrependo de nada."
Folha - Ainda sente o mesmo prazer em fazer turnês?
Kenny Rogers - Agora eu tenho dois gêmeos, de seis anos, e me sinto menos motivado a viajar. Nessa viagem, minha mulher vai comigo, mas os gêmeos ficam em casa. Eles destruiriam o Brasil!
O que mudou em seus shows?
Tenho dores nas costas e nas pernas, mas consigo suportá-las, e elas não afetam a minha garganta. Estou cantando melhor do que nunca. Quando você ama algo e se diverte, isso transparece na sua performance.
Os puristas da country music gostam de criticá-lo.
Passei os primeiros dez anos da minha carreira cantando jazz. Minha primeira influência musical, na verdade, foi o Ray Charles.
Quando Johnny Cash estava no topo, era "country country". Quando cheguei, tornou-se pop country. Mas eu atraí muita gente para o gênero que, originalmente, não escutaria essa música.
KENNY ROGERS
ONDE Via Funchal (r. Funchal, 65, 0/xx/11/3846-2300)
QUANDO hoje, às 22h
QUANTO de R$ 200 a R$ 500
*CLASSIFICAÇÃO*12 anos
terça-feira, 17 de maio de 2011
Destaques dos Jornais 17/05/2011
Folha de São Paulo
"Com músicas cheias de palavrões, Odd Future vira "próximo fenômeno"".
"Djavan faz dois shows em SP; ingressos estão em pré-venda".
"Com músicas cheias de palavrões, Odd Future vira "próximo fenômeno"".
"Djavan faz dois shows em SP; ingressos estão em pré-venda".
Folha - Com músicas cheias de palavrões, Odd Future vira "próximo fenômeno"
DE SÃO PAULO
Na semana passada, a polícia de Boston, nos Estados Unidos, foi chamada a uma loja de discos por causa de um tumulto.
Nada fora do normal se quem estivesse lá dentro fosse o astro teen Justin Bieber ou a cantora Lady Gaga. Mas o alvoroço foi causado por um grupo de rappers.
Eles não estão no topo das listas dos mais vendidos nem fazem música pop. Mas o Odd Future Wolf Gang Kill Them All (OFWGKTA ou apenas Odd Future) já é chamado de "the next big thing" (o próximo fenômeno).
O som do coletivo de Los Angeles é comparado com o que era feito por Eminem e Neptunes (de Pharrell Williams) no fim da década de 1990, bem diferente do rap que domina as paradas nos EUA há pelo menos dez anos.
As letras falam sobre estupro, homossexualidade e a ausência paterna, valendo-se de termos racistas, homofóbicos e muitos palavrões, com a capacidade instantânea de dividir opiniões.
Somam um punhado de referências pop obscuras, como o escritor Stephen King, o ocultista Aleister Crowley (de quem John Lennon era fã) e crimes famosos, como o massacre de Virginia Tech.
Em pouco mais de um ano, o grupo fechou um contrato de distribuição com a gravadora Sony que lhes dá total liberdade criativa. Nada mal.
Os shows do Odd Future são uma atração à parte. Como em um culto religioso, o que dizem no palco é repetido por seus "seguidores".
Pelas letras fortes, o grupo já foi tachado de "terrorista". E, com medo das "más companhias", a mãe de um dos integrantes, Earl Sweatshirt, 17, o mandou para uma escola militar em Samoa.
O CRIADOR
O coletivo tem mais de dez músicos, e seu líder é Tyler, the Creator (o criador), garoto de recém-completados --e surpreendentes-- 20 anos.
Além de escrever parte das músicas, ele produz os discos solo dos outros integrantes --ao todo, são 12.
Desbocado e ambicioso, Tyler é a alma do Odd Future. Nas poucas entrevistas que concede, não diz uma única frase sem soltar um palavrão.
Para Tyler, o Odd Future é diferente de outros rappers. "Se você vai a um show de rap, as pessoas só ficam lá rimando, não tem emoção."
O integrante Domo Genesis avalia: "Eu não acho que façamos shows de rap".
O garoto também dirige clipes que são, no mínimo, escatológicos.
O da música "Yonkers" foi chamado por Kanye West de o melhor clipe de 2011. Nele, Tyler brinca com uma barata entre seus dedos, depois a engole e vomita. No fim do vídeo, o rapper se enforca.
"Yonkers" é o primeiro single do segundo disco solo de Tyler, "Goblin", que saiu na semana passada pela XL Recordings, o primeiro em uma gravadora. No Brasil, sai em junho pela LAB344.
E o que o futuro reserva ao Odd Future? Tyler não desce do pedestal: "Eu quero Grammy, VMA, [tocar no] Superbowl, quero ser um ícone. Quero ser comparado ao Kanye West. Quero ser maior que Kanye West".
Na semana passada, a polícia de Boston, nos Estados Unidos, foi chamada a uma loja de discos por causa de um tumulto.
Nada fora do normal se quem estivesse lá dentro fosse o astro teen Justin Bieber ou a cantora Lady Gaga. Mas o alvoroço foi causado por um grupo de rappers.
Eles não estão no topo das listas dos mais vendidos nem fazem música pop. Mas o Odd Future Wolf Gang Kill Them All (OFWGKTA ou apenas Odd Future) já é chamado de "the next big thing" (o próximo fenômeno).
O som do coletivo de Los Angeles é comparado com o que era feito por Eminem e Neptunes (de Pharrell Williams) no fim da década de 1990, bem diferente do rap que domina as paradas nos EUA há pelo menos dez anos.
As letras falam sobre estupro, homossexualidade e a ausência paterna, valendo-se de termos racistas, homofóbicos e muitos palavrões, com a capacidade instantânea de dividir opiniões.
Somam um punhado de referências pop obscuras, como o escritor Stephen King, o ocultista Aleister Crowley (de quem John Lennon era fã) e crimes famosos, como o massacre de Virginia Tech.
Em pouco mais de um ano, o grupo fechou um contrato de distribuição com a gravadora Sony que lhes dá total liberdade criativa. Nada mal.
Os shows do Odd Future são uma atração à parte. Como em um culto religioso, o que dizem no palco é repetido por seus "seguidores".
Pelas letras fortes, o grupo já foi tachado de "terrorista". E, com medo das "más companhias", a mãe de um dos integrantes, Earl Sweatshirt, 17, o mandou para uma escola militar em Samoa.
O CRIADOR
O coletivo tem mais de dez músicos, e seu líder é Tyler, the Creator (o criador), garoto de recém-completados --e surpreendentes-- 20 anos.
Além de escrever parte das músicas, ele produz os discos solo dos outros integrantes --ao todo, são 12.
Desbocado e ambicioso, Tyler é a alma do Odd Future. Nas poucas entrevistas que concede, não diz uma única frase sem soltar um palavrão.
Para Tyler, o Odd Future é diferente de outros rappers. "Se você vai a um show de rap, as pessoas só ficam lá rimando, não tem emoção."
O integrante Domo Genesis avalia: "Eu não acho que façamos shows de rap".
O garoto também dirige clipes que são, no mínimo, escatológicos.
O da música "Yonkers" foi chamado por Kanye West de o melhor clipe de 2011. Nele, Tyler brinca com uma barata entre seus dedos, depois a engole e vomita. No fim do vídeo, o rapper se enforca.
"Yonkers" é o primeiro single do segundo disco solo de Tyler, "Goblin", que saiu na semana passada pela XL Recordings, o primeiro em uma gravadora. No Brasil, sai em junho pela LAB344.
E o que o futuro reserva ao Odd Future? Tyler não desce do pedestal: "Eu quero Grammy, VMA, [tocar no] Superbowl, quero ser um ícone. Quero ser comparado ao Kanye West. Quero ser maior que Kanye West".
Folha - Djavan faz dois shows em SP; ingressos estão em pré-venda
DE SÃO PAULO
O cantor Djavan faz dois shows no Citibank Hall (zona sul de São Paulo), em 17 e 18 de junho. Os ingressos, que estão em pré-venda para clientes com cartões Credicard, Citibank e Diners até sexta-feira (20), custam de R$ 80 (mesa setor 3) a R$ 160 (mesa setor VIP e camarote). Após essa data, a venda fica aberta ao público em geral.
O último disco do artista, "Ária", vem só com composições de outros artistas, como "Luz e Mistério" (Caetano Veloso), "Valsa Brasileira" (Chico Buarque e Edu Lobo) e "Palco" (Gilberto Gil).
Citibank Hall - av. dos Jamaris, 213, Moema, zona sul, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/4003-5588. 17 e 18/6. Ingr.: R$ 80 a R$ 160 (mesa setor VIP e camarote). Não recomendado para menores de 12 anos.
www.ticketsforfun.com.br
O cantor Djavan faz dois shows no Citibank Hall (zona sul de São Paulo), em 17 e 18 de junho. Os ingressos, que estão em pré-venda para clientes com cartões Credicard, Citibank e Diners até sexta-feira (20), custam de R$ 80 (mesa setor 3) a R$ 160 (mesa setor VIP e camarote). Após essa data, a venda fica aberta ao público em geral.
O último disco do artista, "Ária", vem só com composições de outros artistas, como "Luz e Mistério" (Caetano Veloso), "Valsa Brasileira" (Chico Buarque e Edu Lobo) e "Palco" (Gilberto Gil).
Citibank Hall - av. dos Jamaris, 213, Moema, zona sul, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/4003-5588. 17 e 18/6. Ingr.: R$ 80 a R$ 160 (mesa setor VIP e camarote). Não recomendado para menores de 12 anos.
www.ticketsforfun.com.br
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Destaques dos Jornais 16/05/2011
Estado de São Paulo
"'Compus a maioria das canções do novo álbum de madrugada', confessa Moby".
"'Compus a maioria das canções do novo álbum de madrugada', confessa Moby".
Estadão - 'Compus a maioria das canções do novo álbum de madrugada', confessa Moby
EFE
MADRID - O músico nova-iorquino Moby confessou que seu último trabalho, Destroyed, que será lançado na segunda-feira, 16, foi criado durante a última turnê e que a maioria das canções foi composta entre as 3 e 4 da manhã em quartos de hotel, quando tinha insônia.
Dois anos depois de Wait for Me, Moby apresenta um disco que considera repleto de emoções, quando a noite e as cidades vazias serviram de inspiração, segundo confessou em entrevista à Agência Efe.
"O álbum anterior teve um som muito ambiental, mas este é bem mais eletrônico", assinala, e acrescenta que apesar de ouvir todo tipo de música eletrônica, Destroyed foi mais influenciado pelos sons dos anos 1970.
Grupos como o nova-iorquino Silver Apples, a banda de eletro punk D.A.F. e o duo Suicide, junto com os primeiros álbuns dos alemães Kraftwerk, foram suas principais referências na hora de compor.
Gravado em seu estúdio de Manhattan, em Nova York, Richard Melville - seu verdadeiro nome - escreveu cerca de 200 músicas antes de começar o processo de seleção. "Dessas 200 faixas reduzi para 50, e finalmente escolhi 15", explica.
Uma delas, Be The One, foi incluída na trilha sonora do filme 72 Horas, dirigido por Paul Haggis, algo que Moby confessa sentir-se orgulhoso.
Uma das novidades de Destroyed é que será lançado junto a um livro de fotografias do próprio artista.
Moby explica que gosta documentar quase tudo e, por essa razão, não se separou de sua câmera desde que tinha 10 anos.
"Quis mostrar o outro lado das turnês. Muita gente pensa que são glamourosos e excitantes, mas na realidade são difíceis e estranhas", comenta sobre estas imagens.
Uma delas, tomada em um aeroporto, ilustra a fachada e dá nome ao disco. Mostra um luminoso com as palavras 'Unattended luggage will be destroyed', ou seja, 'A bagagem abandonada será destruída', que chamou tanto a atenção do músico que decidiu imortalizá-lo.
MADRID - O músico nova-iorquino Moby confessou que seu último trabalho, Destroyed, que será lançado na segunda-feira, 16, foi criado durante a última turnê e que a maioria das canções foi composta entre as 3 e 4 da manhã em quartos de hotel, quando tinha insônia.
Dois anos depois de Wait for Me, Moby apresenta um disco que considera repleto de emoções, quando a noite e as cidades vazias serviram de inspiração, segundo confessou em entrevista à Agência Efe.
"O álbum anterior teve um som muito ambiental, mas este é bem mais eletrônico", assinala, e acrescenta que apesar de ouvir todo tipo de música eletrônica, Destroyed foi mais influenciado pelos sons dos anos 1970.
Grupos como o nova-iorquino Silver Apples, a banda de eletro punk D.A.F. e o duo Suicide, junto com os primeiros álbuns dos alemães Kraftwerk, foram suas principais referências na hora de compor.
Gravado em seu estúdio de Manhattan, em Nova York, Richard Melville - seu verdadeiro nome - escreveu cerca de 200 músicas antes de começar o processo de seleção. "Dessas 200 faixas reduzi para 50, e finalmente escolhi 15", explica.
Uma delas, Be The One, foi incluída na trilha sonora do filme 72 Horas, dirigido por Paul Haggis, algo que Moby confessa sentir-se orgulhoso.
Uma das novidades de Destroyed é que será lançado junto a um livro de fotografias do próprio artista.
Moby explica que gosta documentar quase tudo e, por essa razão, não se separou de sua câmera desde que tinha 10 anos.
"Quis mostrar o outro lado das turnês. Muita gente pensa que são glamourosos e excitantes, mas na realidade são difíceis e estranhas", comenta sobre estas imagens.
Uma delas, tomada em um aeroporto, ilustra a fachada e dá nome ao disco. Mostra um luminoso com as palavras 'Unattended luggage will be destroyed', ou seja, 'A bagagem abandonada será destruída', que chamou tanto a atenção do músico que decidiu imortalizá-lo.
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Destaques dos Jornais 12/05/2011
Estado de São Paulo
"Filho de Bob Marley lança novo álbum em 30º aniversário de morte do pai".
"Na vida pós-OSB, o violoncelista inglês David Chew completou 30 anos de Rio de Janeiro e de Orquestra Sinfônica Brasileira".
"Filho de Bob Marley lança novo álbum em 30º aniversário de morte do pai".
"Na vida pós-OSB, o violoncelista inglês David Chew completou 30 anos de Rio de Janeiro e de Orquestra Sinfônica Brasileira".
Estadão - Filho de Bob Marley lança novo álbum em 30º aniversário de morte do pai
Efe
KINGSTON - Stephen Marley, um dos filhos de Bob Marley, anunciou o lançamento de seu novo álbum na quarta-feira, 11, quando se completam 30 anos da morte do principal expoente do reggae.
"Revelation Part 1: The Roof of Life", do produtor e cantor vencedor de cinco Grammys, estará nas lojas (nos EUA) a partir do próximo dia 24. Neste álbum, Stephen promove um retorno às raízes do reggae, com faixas como "No Cigarette Smoking" e "Jah Army" - nesta última, com a participação de seu irmão Damian.
Stephen disse ainda que fará uma turnê internacional em julho para promover o disco, e que pretende seguir rendendo homenagens a seu pai.
KINGSTON - Stephen Marley, um dos filhos de Bob Marley, anunciou o lançamento de seu novo álbum na quarta-feira, 11, quando se completam 30 anos da morte do principal expoente do reggae.
"Revelation Part 1: The Roof of Life", do produtor e cantor vencedor de cinco Grammys, estará nas lojas (nos EUA) a partir do próximo dia 24. Neste álbum, Stephen promove um retorno às raízes do reggae, com faixas como "No Cigarette Smoking" e "Jah Army" - nesta última, com a participação de seu irmão Damian.
Stephen disse ainda que fará uma turnê internacional em julho para promover o disco, e que pretende seguir rendendo homenagens a seu pai.
Estadão - Na vida pós-OSB
O Estado de S.Paulo
O violoncelista inglês David Chew completou 30 anos de Rio de Janeiro e de Orquestra Sinfônica Brasileira no último sábado. Não comemorou. "Não tem clima. É o momento mais triste da minha carreira", conta o músico, um dos 36 demitidos por justa causa no mês passado.
Spalla (primeiro violoncelo) da OSB, Chew não se submeteu à avaliação de desempenho na qual, acompanhado de uma banca, o maestro que lhe ouve nos ensaios e nos concertos verificaria sua afinação, precisão técnica, domínio dos estilos e da obra tocada, entre outros quesitos.
Michel Bessler, spalla dos violinos, no prestigioso posto desde 1977, sendo o mais jovem a alcançá-lo (tinha 28 anos), e também o primeiro brasileiro, compara: é como se um jornalista tivesse de passar por uma prova de redação, ou se um advogado experiente fosse submetido novamente ao exame da OAB.
"Foi uma agressão muito forte. Vivi metade desses 70 anos da OSB. Tenho 62 anos e nunca estive tão em forma", garante. "Passei noites colando pedaços de partituras para tocarmos, porque não tínhamos novas."
Os irmãos gêmeos Paulo e Ricardo Santoro, violoncelistas de 43 anos, eram universitários quando passaram na audição para a OSB, aos 18. "Fomos criados com nosso pai (contrabaixista) tocando em orquestra e meu sonho era ter um filho vendo o pai numa orquestra", lamenta Paulo, que planejava com a mulher ter um filho este ano.
Paulo e Ricardo formam o Duo Santoro, que se apresenta pelo Brasil e o mundo há 21 anos. Michel Bessler também toca em formações camerísticas, assim como David Chew, o violista Nayran Pessanha, o trompista Antonio José Augusto e a maior parte dos dispensados.
Dos 36, 25 são integrantes de orquestras com as Sinfônicas da Petrobrás e da UFRJ ou fazem participações a convite. Treze são professores, sendo dois na Escola de Música da UFRJ, a mais tradicional do País. Conquistaram reconhecimento de colegas, maestros, críticos, assinantes. Eles desejam manter-se unidos, apresentando-se em formações diversas. "Todo mundo sempre vestiu a camisa da OSB, mas cuidou de suas carreiras. Seguramos firme nos momentos difíceis, ficamos até seis meses sem receber salário. A OSB nunca será página virada para mim", conta Pessanha.
A expressão também é usada por Antonio Augusto. "Essa OSB que está aí não existe de fato, só no discurso de alguns. Da minha OSB eu não abro mão." Ele talvez seja a cara mais dramática da crise, que começou nas férias de janeiro, quando foi enviada a notificação sobre a prova, marcada para março (as negociações se encerraram em abril, porque os músicos demandaram a saída do diretor artístico e regente titular, Roberto Minczuk, e a Fundação OSB não aceitou): aos 46 anos, o trompista teve um enfarte na semana seguinte à prova não realizada.
Cerca de 30 instrumentistas compareceram. São, em geral, mais jovens, e muitos, estrangeiros, europeus e latino-americanos, alguns movidos pelo temor de perder o visto de trabalho.
Semana que vem, começam as audições para 33 vagas de violinista, violista, violoncelista, contrabaixista, flautista, oboísta, clarinetista, fagotista, trompista, trombonista, trompetista e pianista. Serão de segunda a quarta em Londres, de sexta a domingo em Nova York, e, entre os dias 25 e 28, chegam ao Rio. Entidades e músicos de vários países fazem campanha na internet para que sejam boicotadas.
Especialistas calculam que provavelmente serão necessárias décadas para que a identidade musical da OSB seja recuperada. A Fosb sustenta que o processo é benéfico para a orquestra, que busca alcançar nível internacional. Seu site anuncia que a temporada começa em agosto, "em virtude do processo de reorganização de seu corpo orquestral" - embora na página do Teatro Municipal todos os concertos até dezembro estejam com o aviso: "Venda de ingressos suspensa temporariamente, a pedido da Fosb".
O QUE É
Orquestra Sinfônica Brasileira
Fundado em 1940, é o mais tradicional conjunto sinfônico do País, havendo formado gerações de plateias. Desde 2005, tem como diretor artístico e regente titular o renomado maestro Roberto Minczuk, que enfrentou - e venceu - embates com os músicos em 2008 e neste ano. Minczuk sustenta que trabalha pela excelência da orquestra; os instrumentistas o definem como déspota.
O violoncelista inglês David Chew completou 30 anos de Rio de Janeiro e de Orquestra Sinfônica Brasileira no último sábado. Não comemorou. "Não tem clima. É o momento mais triste da minha carreira", conta o músico, um dos 36 demitidos por justa causa no mês passado.
Spalla (primeiro violoncelo) da OSB, Chew não se submeteu à avaliação de desempenho na qual, acompanhado de uma banca, o maestro que lhe ouve nos ensaios e nos concertos verificaria sua afinação, precisão técnica, domínio dos estilos e da obra tocada, entre outros quesitos.
Michel Bessler, spalla dos violinos, no prestigioso posto desde 1977, sendo o mais jovem a alcançá-lo (tinha 28 anos), e também o primeiro brasileiro, compara: é como se um jornalista tivesse de passar por uma prova de redação, ou se um advogado experiente fosse submetido novamente ao exame da OAB.
"Foi uma agressão muito forte. Vivi metade desses 70 anos da OSB. Tenho 62 anos e nunca estive tão em forma", garante. "Passei noites colando pedaços de partituras para tocarmos, porque não tínhamos novas."
Os irmãos gêmeos Paulo e Ricardo Santoro, violoncelistas de 43 anos, eram universitários quando passaram na audição para a OSB, aos 18. "Fomos criados com nosso pai (contrabaixista) tocando em orquestra e meu sonho era ter um filho vendo o pai numa orquestra", lamenta Paulo, que planejava com a mulher ter um filho este ano.
Paulo e Ricardo formam o Duo Santoro, que se apresenta pelo Brasil e o mundo há 21 anos. Michel Bessler também toca em formações camerísticas, assim como David Chew, o violista Nayran Pessanha, o trompista Antonio José Augusto e a maior parte dos dispensados.
Dos 36, 25 são integrantes de orquestras com as Sinfônicas da Petrobrás e da UFRJ ou fazem participações a convite. Treze são professores, sendo dois na Escola de Música da UFRJ, a mais tradicional do País. Conquistaram reconhecimento de colegas, maestros, críticos, assinantes. Eles desejam manter-se unidos, apresentando-se em formações diversas. "Todo mundo sempre vestiu a camisa da OSB, mas cuidou de suas carreiras. Seguramos firme nos momentos difíceis, ficamos até seis meses sem receber salário. A OSB nunca será página virada para mim", conta Pessanha.
A expressão também é usada por Antonio Augusto. "Essa OSB que está aí não existe de fato, só no discurso de alguns. Da minha OSB eu não abro mão." Ele talvez seja a cara mais dramática da crise, que começou nas férias de janeiro, quando foi enviada a notificação sobre a prova, marcada para março (as negociações se encerraram em abril, porque os músicos demandaram a saída do diretor artístico e regente titular, Roberto Minczuk, e a Fundação OSB não aceitou): aos 46 anos, o trompista teve um enfarte na semana seguinte à prova não realizada.
Cerca de 30 instrumentistas compareceram. São, em geral, mais jovens, e muitos, estrangeiros, europeus e latino-americanos, alguns movidos pelo temor de perder o visto de trabalho.
Semana que vem, começam as audições para 33 vagas de violinista, violista, violoncelista, contrabaixista, flautista, oboísta, clarinetista, fagotista, trompista, trombonista, trompetista e pianista. Serão de segunda a quarta em Londres, de sexta a domingo em Nova York, e, entre os dias 25 e 28, chegam ao Rio. Entidades e músicos de vários países fazem campanha na internet para que sejam boicotadas.
Especialistas calculam que provavelmente serão necessárias décadas para que a identidade musical da OSB seja recuperada. A Fosb sustenta que o processo é benéfico para a orquestra, que busca alcançar nível internacional. Seu site anuncia que a temporada começa em agosto, "em virtude do processo de reorganização de seu corpo orquestral" - embora na página do Teatro Municipal todos os concertos até dezembro estejam com o aviso: "Venda de ingressos suspensa temporariamente, a pedido da Fosb".
O QUE É
Orquestra Sinfônica Brasileira
Fundado em 1940, é o mais tradicional conjunto sinfônico do País, havendo formado gerações de plateias. Desde 2005, tem como diretor artístico e regente titular o renomado maestro Roberto Minczuk, que enfrentou - e venceu - embates com os músicos em 2008 e neste ano. Minczuk sustenta que trabalha pela excelência da orquestra; os instrumentistas o definem como déspota.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Destaques dos Jornais 11/05/2011
Folha de São Paulo
"Justin Bieber é flagrado dando beijo na boca de Selena Gomez".
Jornal da Tarde
"Ingressos do Rock in Rio estão esgotados".
"Justin Bieber é flagrado dando beijo na boca de Selena Gomez".
Jornal da Tarde
"Ingressos do Rock in Rio estão esgotados".
Folha - Justin Bieber é flagrado dando beijo na boca de Selena Gomez
DE SÃO PAULO
O cantor Justin Bieber foi flagrado pela primeira vez há alguns dias beijando a namorada, Selena Gomez, na boca.
O beijo é mostrado em um vídeo divulgado nesta terça-feira pelo TMZ.
O flagra aconteceu durante a viagem de Bieber à Indonésia.
O cantor Justin Bieber foi flagrado pela primeira vez há alguns dias beijando a namorada, Selena Gomez, na boca.
O beijo é mostrado em um vídeo divulgado nesta terça-feira pelo TMZ.
O flagra aconteceu durante a viagem de Bieber à Indonésia.
JT - Ingressos do Rock in Rio estão esgotados
Jornal da Tarde
Os ingressos para a 4ª edição do Rock in Rio estão esgotados. Na terça-feira (10) foram vendidas as últimas entradas no Rio, nos quiosques no Barra Shopping, Rio Sul, Nova América e Via Center, em Niterói.
Segundo a organizadora do evento, os 600 mil ingresso para o evento – que acontecerá nos dias 23, 24, 25 e 30 de setembro e 1 e 2 de outubro, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio – foram vendidos em menos de 60 dias. Desse total, 55% foram comprados fora do Rio. (Pedro da Rocha)
Os ingressos para a 4ª edição do Rock in Rio estão esgotados. Na terça-feira (10) foram vendidas as últimas entradas no Rio, nos quiosques no Barra Shopping, Rio Sul, Nova América e Via Center, em Niterói.
Segundo a organizadora do evento, os 600 mil ingresso para o evento – que acontecerá nos dias 23, 24, 25 e 30 de setembro e 1 e 2 de outubro, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio – foram vendidos em menos de 60 dias. Desse total, 55% foram comprados fora do Rio. (Pedro da Rocha)
terça-feira, 10 de maio de 2011
Destaques dos Jornais 10/05/2011
Estado de São Paulo
"A volta da gangue,GANG OF FOUR no Parque da Independência".
Folha de São Paulo
"Evanescence confirma show no Rock in Rio".
"A volta da gangue,GANG OF FOUR no Parque da Independência".
Folha de São Paulo
"Evanescence confirma show no Rock in Rio".
Estadão - A volta da gangue
O Estado de S.Paulo
A conexão entre o minimalismo jamaicano e a cena punk inglesa é nítida nos primeiros discos do seminal quarteto Gang of Four, em que o espaço negativo é tão importante quanto as guitarras certeiras de Andy Gill. "Eu escutava muito dub reggae quando nós formamos a banda. E percebi a beleza de deixar as coisas de fora", conta Gill, líder do quarteto que voltou à ativa com um novo disco no ano passado e virá ao Brasil no fim deste mês para o festival Cultura Inglesa. "No dub, você escuta a guitarra e aquele ritmo gostoso do rocksteady. De repente, a guitarra se vai, o baixo se vai e tudo o que sobra é a bateria e um espaço maravilhoso. Você espera os outros instrumentos voltarem, e quando voltam é fantástico", explica.
A tradução dessas artimanhas de mixagem para um formato ao vivo foi uma das sacadas do Gang of Four no fim da década de 70, época em que surgiram na crista da segunda onda de punk, conhecida como o new wave ou o pós-punk. Nas canções, discurso político se misturava com funk, rock and roll e tudo o que tivesse glicerina rítmica, uma combinação genial que influenciou bandas como Red Hot Chili Peppers, cujo primeiro disco foi produzido pro Gill, Rage Against the Machine e INXS. "Certa vez, o Flea (baixista do Chili Peppers) me disse que estava surpreso que eu nunca havia processado ele", conta Gill. Mas a marca do Gang of Four não parou por aí. No início da década passada, os riffs de Gill tiveram netinhos na música de Franz Ferdinand, Bloc Party, LCD Soundsytem e outros expoentes de um revival de pós-punk que continua forte em diferentes encarnações até hoje.
Para Gill, as referências contínuas à sua música são coisas de época. "Em 77, quando fizemos nosso primeiro show, os Sex Pistols e o Clash já eram famosos, então acho que o público estava aberto a novas ideias e experiências. O público varia entre o conservador e o vanguardista durante as décadas. Hoje em dia, acho que estamos passando por uma fase conservadora", pondera o guitarrista, que começou a criar sua própria linguagem musical aos 13 anos, quando tocava guitarra, mas não conseguia tirar os solos de seu ídolo, Jimi Hendrix, com perfeição. "Essa ideia de buscar um idioma novo já era algo instintivo para o Gang of Four desde o começo. Eu lembro que achava o John Lee Hooker e o Muddy Waters maravilhosos, mas também pensava que o que eles cantavam, a sexualidade do negro na América, estava longe da minha realidade. Assim, achava levemente falso e ridículo que tantas bandas de brancos ingleses cantassem assim", lembra. Em vez de partir para a sensualidade do rock and roll, as letras abordavam o discurso político e a realidade econômica inglesa, para Gill, uma temática pouco abordada desde as canções de protesto de Bob Dylan durante a era dos direitos civis. Desde o ápice, nos anos 80, a banda vai e volta. Já estiveram aqui em meados da década passada, acompanhando os Cardigans. Agora, com Content, voltam à ativa com canções novas.
GANG OF FOUR
Parque da Independência. Dia 29/5, 18h30. Grátis. Programação: festival.culturainglesasp.com.br
A conexão entre o minimalismo jamaicano e a cena punk inglesa é nítida nos primeiros discos do seminal quarteto Gang of Four, em que o espaço negativo é tão importante quanto as guitarras certeiras de Andy Gill. "Eu escutava muito dub reggae quando nós formamos a banda. E percebi a beleza de deixar as coisas de fora", conta Gill, líder do quarteto que voltou à ativa com um novo disco no ano passado e virá ao Brasil no fim deste mês para o festival Cultura Inglesa. "No dub, você escuta a guitarra e aquele ritmo gostoso do rocksteady. De repente, a guitarra se vai, o baixo se vai e tudo o que sobra é a bateria e um espaço maravilhoso. Você espera os outros instrumentos voltarem, e quando voltam é fantástico", explica.
A tradução dessas artimanhas de mixagem para um formato ao vivo foi uma das sacadas do Gang of Four no fim da década de 70, época em que surgiram na crista da segunda onda de punk, conhecida como o new wave ou o pós-punk. Nas canções, discurso político se misturava com funk, rock and roll e tudo o que tivesse glicerina rítmica, uma combinação genial que influenciou bandas como Red Hot Chili Peppers, cujo primeiro disco foi produzido pro Gill, Rage Against the Machine e INXS. "Certa vez, o Flea (baixista do Chili Peppers) me disse que estava surpreso que eu nunca havia processado ele", conta Gill. Mas a marca do Gang of Four não parou por aí. No início da década passada, os riffs de Gill tiveram netinhos na música de Franz Ferdinand, Bloc Party, LCD Soundsytem e outros expoentes de um revival de pós-punk que continua forte em diferentes encarnações até hoje.
Para Gill, as referências contínuas à sua música são coisas de época. "Em 77, quando fizemos nosso primeiro show, os Sex Pistols e o Clash já eram famosos, então acho que o público estava aberto a novas ideias e experiências. O público varia entre o conservador e o vanguardista durante as décadas. Hoje em dia, acho que estamos passando por uma fase conservadora", pondera o guitarrista, que começou a criar sua própria linguagem musical aos 13 anos, quando tocava guitarra, mas não conseguia tirar os solos de seu ídolo, Jimi Hendrix, com perfeição. "Essa ideia de buscar um idioma novo já era algo instintivo para o Gang of Four desde o começo. Eu lembro que achava o John Lee Hooker e o Muddy Waters maravilhosos, mas também pensava que o que eles cantavam, a sexualidade do negro na América, estava longe da minha realidade. Assim, achava levemente falso e ridículo que tantas bandas de brancos ingleses cantassem assim", lembra. Em vez de partir para a sensualidade do rock and roll, as letras abordavam o discurso político e a realidade econômica inglesa, para Gill, uma temática pouco abordada desde as canções de protesto de Bob Dylan durante a era dos direitos civis. Desde o ápice, nos anos 80, a banda vai e volta. Já estiveram aqui em meados da década passada, acompanhando os Cardigans. Agora, com Content, voltam à ativa com canções novas.
GANG OF FOUR
Parque da Independência. Dia 29/5, 18h30. Grátis. Programação: festival.culturainglesasp.com.br
Folha - Evanescence confirma show no Rock in Rio
DA EFE EM SÃO PAULO
A banda americana Evanescence confirmou sua presença na próxima edição do festival Rock in Rio e completa a grade de programação do evento musical que será realizado no Rio de Janeiro entre setembro e outubro deste ano, informaram nesta segunda-feira os organizadores.
O grupo, liderado pela vocalista e pianista Amy Lee, se apresentará no dia 2 de outubro, o mesmo dia que Guns N'Roses, Pitty, Detonautas e System of a Down, segundo um comunicado.
A banda de Arkansas, criada em 1996 e com dois álbuns no mercado, está preparando seu terceiro disco de estúdio que será produzido por Nick Raskulinecz, que trabalhou com grupos como Foo Fighters e Deftones.
Com seu primeiro álbum, "Fallen", Evanescence conseguiu vender mais de 15 milhões de cópias, permaneceu como número 1 na Europa durante seis semanas e ganhou vários prêmios Grammy.
Para o grupo de rock, que popularizou o hit "Bring Me To Life", esta será a terceira atuação no Brasil após os shows oferecidos em 2007 e 2009, informou a imprensa local.
A banda americana Evanescence confirmou sua presença na próxima edição do festival Rock in Rio e completa a grade de programação do evento musical que será realizado no Rio de Janeiro entre setembro e outubro deste ano, informaram nesta segunda-feira os organizadores.
O grupo, liderado pela vocalista e pianista Amy Lee, se apresentará no dia 2 de outubro, o mesmo dia que Guns N'Roses, Pitty, Detonautas e System of a Down, segundo um comunicado.
A banda de Arkansas, criada em 1996 e com dois álbuns no mercado, está preparando seu terceiro disco de estúdio que será produzido por Nick Raskulinecz, que trabalhou com grupos como Foo Fighters e Deftones.
Com seu primeiro álbum, "Fallen", Evanescence conseguiu vender mais de 15 milhões de cópias, permaneceu como número 1 na Europa durante seis semanas e ganhou vários prêmios Grammy.
Para o grupo de rock, que popularizou o hit "Bring Me To Life", esta será a terceira atuação no Brasil após os shows oferecidos em 2007 e 2009, informou a imprensa local.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Destaques dos Jornais 09/05/2011
Folha de São Paulo
"Novas cantoras fazem sucesso bebendo na fonte dos anos 50 e 60".
"Guitarra de John Fogerty seduz velhos hippies paulistanos".
"Novas cantoras fazem sucesso bebendo na fonte dos anos 50 e 60".
"Guitarra de John Fogerty seduz velhos hippies paulistanos".
Folha - Novas cantoras fazem sucesso bebendo na fonte dos anos 50 e 60
DE SÃO PAULO
A top model inglesa Karen Elson, que se casou com o guitarrista Jack White (White Stripes), resolveu cantar. Afinada com os tempos modernos, passou a integrar o time das novas cantoras que buscam inspiração no passado.
"The Ghost Who Walks", seu primeiro e até agora único álbum, acaba de sair no Brasil pelo selo Lab 344. Trata-se de um disco belíssimo, de canções pop encharcadas de tristeza. Uma curiosidade: poderia ter sido gravado e lançado em, digamos, 1959.
Ter algum conhecimento sobre nomes de sucesso na história das intérpretes brancas de música popular americana e britânica tornam impossível ouvir o trabalho da moça sem pensar nas divas que encantavam multidões nas décadas de 1950 e 1960.
A comparação pode levar, por exemplo, a Julie London. Apesar do nome, foi uma lindíssima atriz e cantora americana de standards (temas de jazz que se tornaram conhecidos a ponto de ocupar as paradas de música popular).
Outra referência clara no disco de Karen Elson é Rosemary Clooney, mas ela não está sozinha na predileção.
Zooey Deschanel, mais famosa no Brasil como a atriz gracinha do filme "500 Dias com Ela", é vocalista do duo She & Him. Ela declarou que Rosemary Clooney é sua cantora favorita. Os dois álbuns já lançados pela dupla de Zooey também lembram as músicas gravadas pela tia-avó do ator George Clooney.
Amy Winehouse bebe na fonte de cantoras do chamado blue-eyed soul (astros brancos ingleses dedicados ao gênero nos anos 1960), como Dusty Springfield e Petula Clark. Mas adora cantar em seus shows o maior sucesso de Rosemary, "Tenderly".
Duffy, a loirinha galesa com voz de patinha que surgiu como uma possível versão comportada de Amy, é outra a construir seu som com ecos do passado.
Bernard Butler, ex-guitarrista do britpop Suede e produtor da moça, liberou para ela uma coleção de compactos de cantoras como Nancy Sinatra, Lulu e Sandie Shaw. Os álbuns de Duffy dão recibo da apropriação sonora.
Para completar um time de novas cantoras "antigas" só falta a que hoje se mostra a mais bem-sucedida delas: Adele. A inglesa fofa de 21 anos conseguiu rapidamente o que todas as suas conterrâneas querem: ganhar as paradas americanas.
Capa de uma recente edição da "Rolling Stone", praticamente um atestado de aceitação nos Estados Unidos, ela consegue equilibrar temas melancólicos, de paixões arrebatadoras e mal resolvidas, com hits animados. A crítica que a compara a Peggy Lee acerta em cheio.
As mocinhas deste século têm competência. Mas, em tempos de discos de qualquer época numa amazon.com, vale ouvir as originais.
A top model inglesa Karen Elson, que se casou com o guitarrista Jack White (White Stripes), resolveu cantar. Afinada com os tempos modernos, passou a integrar o time das novas cantoras que buscam inspiração no passado.
"The Ghost Who Walks", seu primeiro e até agora único álbum, acaba de sair no Brasil pelo selo Lab 344. Trata-se de um disco belíssimo, de canções pop encharcadas de tristeza. Uma curiosidade: poderia ter sido gravado e lançado em, digamos, 1959.
Ter algum conhecimento sobre nomes de sucesso na história das intérpretes brancas de música popular americana e britânica tornam impossível ouvir o trabalho da moça sem pensar nas divas que encantavam multidões nas décadas de 1950 e 1960.
A comparação pode levar, por exemplo, a Julie London. Apesar do nome, foi uma lindíssima atriz e cantora americana de standards (temas de jazz que se tornaram conhecidos a ponto de ocupar as paradas de música popular).
Outra referência clara no disco de Karen Elson é Rosemary Clooney, mas ela não está sozinha na predileção.
Zooey Deschanel, mais famosa no Brasil como a atriz gracinha do filme "500 Dias com Ela", é vocalista do duo She & Him. Ela declarou que Rosemary Clooney é sua cantora favorita. Os dois álbuns já lançados pela dupla de Zooey também lembram as músicas gravadas pela tia-avó do ator George Clooney.
Amy Winehouse bebe na fonte de cantoras do chamado blue-eyed soul (astros brancos ingleses dedicados ao gênero nos anos 1960), como Dusty Springfield e Petula Clark. Mas adora cantar em seus shows o maior sucesso de Rosemary, "Tenderly".
Duffy, a loirinha galesa com voz de patinha que surgiu como uma possível versão comportada de Amy, é outra a construir seu som com ecos do passado.
Bernard Butler, ex-guitarrista do britpop Suede e produtor da moça, liberou para ela uma coleção de compactos de cantoras como Nancy Sinatra, Lulu e Sandie Shaw. Os álbuns de Duffy dão recibo da apropriação sonora.
Para completar um time de novas cantoras "antigas" só falta a que hoje se mostra a mais bem-sucedida delas: Adele. A inglesa fofa de 21 anos conseguiu rapidamente o que todas as suas conterrâneas querem: ganhar as paradas americanas.
Capa de uma recente edição da "Rolling Stone", praticamente um atestado de aceitação nos Estados Unidos, ela consegue equilibrar temas melancólicos, de paixões arrebatadoras e mal resolvidas, com hits animados. A crítica que a compara a Peggy Lee acerta em cheio.
As mocinhas deste século têm competência. Mas, em tempos de discos de qualquer época numa amazon.com, vale ouvir as originais.
Folha - Guitarra de John Fogerty seduz velhos hippies paulistanos
DE SÃO PAULO
John Fogerty, 65, ex-líder do Creedence Clearwater Revival, criou o chamado swamp rock (rock do pântano) no final dos anos 1960. Trata-se de usar guitarras limpas, leves, sem distorção, e uma pegada próxima da música country.
Pois o show que Fogerty fez na noite de domingo (8), no Credicard Hall, não foi nem um pouco leve. Exibindo seu lado "guitar hero", o cantor fez uma retrospectiva de sucessos de seu lendário grupo e de sua carreira solo, numa festa que merecia público maior --a casa tinha aproximadamente 60% de sua lotação, cerca de 3.000 fãs na platéia.
Esses fanáticos, muitos deles cinquentões que já perderam os cabelos que balançavam ao som do Creedence na juventude, viram um cantor entusiasmado, claramente feliz por tocar diante de uma audiência que nunca havia encontrado antes. A primeira passagem de Fogerty por São Paulo acaba com um show no mesmo local na terça-feira (10).
Claro que os hinos hippies do Creedence renderam as melhores respostas do público. "Proud Mary", "Bad Moon Rising", "Who'll Stop the Rain" e a politizada "Fortunate Son" foram cantadas de ponta a ponta pelos fãs.
Ao anunciar "Have You Ever Seen the Rain", talvez o maior hit da banda no Brasil, Fogerty disse que essa canção o faz se lembrar da filha caçula, mas que gostaria de dedicá-la à mãe dela, e a todas as mães presentes. Arrancou fáceis suspiros.
Dos grandes momentos do Creedence só faltou mesmo "Green River", apesar de Fogerty e sua banda terem voltado ao palco duas vezes para atender pedidos de bis. No ótimo grupo de apoio, destaque evidente para o baterista Kenny Aronoff, que fez fama roqueira tocando com John Cougar Mellencamp.
Números da carreira solo de Fogerty também empolgaram, como "The Old Man Down the Road". Foi um dos muitos momentos em que o cantor e compositor Fogerty abriu bom espaço para seu lado guitarrista. Ele é simplesmente espetacular, como solos rasgados e furiosos conversando com outros de uma suavidade quase sensual.
Entre os muitos covers, "Oh Pretty Woman", de Roy Orbison, e "Good Golly Miss Molly", de Little Richard, quase derrubaram o recinto.
Depois de uma hora e meia de rock, blues, country e uma verdadeira aula de guitarra e composição roqueira, John Fogerty agradeceu ao público paulistano com um sorriso aberto, infantil. Um veterano do rock de bem com a vida.
John Fogerty, 65, ex-líder do Creedence Clearwater Revival, criou o chamado swamp rock (rock do pântano) no final dos anos 1960. Trata-se de usar guitarras limpas, leves, sem distorção, e uma pegada próxima da música country.
Pois o show que Fogerty fez na noite de domingo (8), no Credicard Hall, não foi nem um pouco leve. Exibindo seu lado "guitar hero", o cantor fez uma retrospectiva de sucessos de seu lendário grupo e de sua carreira solo, numa festa que merecia público maior --a casa tinha aproximadamente 60% de sua lotação, cerca de 3.000 fãs na platéia.
Esses fanáticos, muitos deles cinquentões que já perderam os cabelos que balançavam ao som do Creedence na juventude, viram um cantor entusiasmado, claramente feliz por tocar diante de uma audiência que nunca havia encontrado antes. A primeira passagem de Fogerty por São Paulo acaba com um show no mesmo local na terça-feira (10).
Claro que os hinos hippies do Creedence renderam as melhores respostas do público. "Proud Mary", "Bad Moon Rising", "Who'll Stop the Rain" e a politizada "Fortunate Son" foram cantadas de ponta a ponta pelos fãs.
Ao anunciar "Have You Ever Seen the Rain", talvez o maior hit da banda no Brasil, Fogerty disse que essa canção o faz se lembrar da filha caçula, mas que gostaria de dedicá-la à mãe dela, e a todas as mães presentes. Arrancou fáceis suspiros.
Dos grandes momentos do Creedence só faltou mesmo "Green River", apesar de Fogerty e sua banda terem voltado ao palco duas vezes para atender pedidos de bis. No ótimo grupo de apoio, destaque evidente para o baterista Kenny Aronoff, que fez fama roqueira tocando com John Cougar Mellencamp.
Números da carreira solo de Fogerty também empolgaram, como "The Old Man Down the Road". Foi um dos muitos momentos em que o cantor e compositor Fogerty abriu bom espaço para seu lado guitarrista. Ele é simplesmente espetacular, como solos rasgados e furiosos conversando com outros de uma suavidade quase sensual.
Entre os muitos covers, "Oh Pretty Woman", de Roy Orbison, e "Good Golly Miss Molly", de Little Richard, quase derrubaram o recinto.
Depois de uma hora e meia de rock, blues, country e uma verdadeira aula de guitarra e composição roqueira, John Fogerty agradeceu ao público paulistano com um sorriso aberto, infantil. Um veterano do rock de bem com a vida.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Destaques dos Jornais 06/05/2011
Folha de São Paulo
"Cinco décadas de estrada e amizade, Sérgio Reis é o intérprete mais assíduo de Renato Teixeira".
Folha de São Paulo
"Madonna grava dueto com a filha Lourdes".
"Venda de novo lote de ingressos para Teenage Fanclub em SP começa hoje".
"Aos 51 anos, cantor Bryan Adams é pai pela primeira vez".
"Cinco décadas de estrada e amizade, Sérgio Reis é o intérprete mais assíduo de Renato Teixeira".
Folha de São Paulo
"Madonna grava dueto com a filha Lourdes".
"Venda de novo lote de ingressos para Teenage Fanclub em SP começa hoje".
"Aos 51 anos, cantor Bryan Adams é pai pela primeira vez".
Estadão - Cinco décadas de estrada e amizade
O Estado de S. Paulo
Sérgio Reis é o intérprete mais assíduo de Renato Teixeira. Começou a carreira nos primórdios do rock, decolou na jovem guarda e mudou para o estilo que o consagrou justamente quando Teixeira gravou os primeiros discos. A parceria dos dois, porém, já vem desde o início da década de 1960. E para celebrar essas cinco décadas de amizade, o cantor e o compositor paulistas juntaram forças no CD e DVD Amizade Sincera (Som Livre), que tem o primeiro show oficial de lançamento hoje em São Paulo.
A música que Teixeira e Reis fazem não é exatamente sertaneja ou caipira. Ambos vizinhos no ainda arborizado bairro da Cantareira, Teixeira é caiçara de Santos, criado em Taubaté, no Vale do Paraíba, e Reis é paulistano, que nem por isso desconhece a vida do campo, como outros "que nunca pisaram em bosta de vaca", como brinca Reis.
É uma espécie de folk brasileiro urbano com um olhar poético, um pouco saudosista, sobre a cultura rural, que nem os próprios interioranos têm mais hoje, invertendo os valores. É como olhar uma pintura de Almeida Junior. O "jeca tatu" ainda existe em certos rincões, como observa Reis, mas hoje o telefone celular, a câmera digital e o computador já são parte da rotina da roça. Só que, com eles, a emoção das coisas simples sobrevive e eles, enfim, são diferentes de quase tudo o que se vende hoje como "música sertaneja".
Não que desprezem os ídolos atuais. Tanto é que Paula Fernandes e a dupla Victor e Léo participam do DVD deles sem destoar. Chico Teixeira toca violão e também canta com o pai a versão em português que fizeram para Father and Son, de Cat Stevens, que ele também gravou em seu álbum solo, prestes a ser lançado.
"Victor compõe bem, a música dele é mais moderna, mas é gostosa, não é pop, tem a imagem do sertão. São meninos do interior que vêm pra cá, mas têm aquela cultura, tocam viola", diz. "Antes de estourar Victor e Léo tocavam na noite comigo. Ficaram dois anos e meio cantando de quinta a domingo, no Rancho do Serjão, na Rua Pedroso de Morais. Ganhavam R$ 300 por noite, hoje eles cobram R$ 300 mil", lembra. "Não errei."
"A gente tem de partir do princípio que a cultura do interior, principalmente de São Paulo, é muito poderosa e foi o que construiu tudo isso", diz Teixeira. "Não reconheço essa música como caipira, mas música da cultura caipira, como tem no cinema com Mazzaropi, na literatura com Monteiro Lobato, na pintura com Tarsila do Amaral. É uma cultura linda. Mas a música sempre tocou no rádio no horário da madrugada, como se o Brasil quisesse virar as costas para nossa realidade rural. Agora a situação mudou, mas a tendência é esse tipo de música acabar. Meu trabalho e do Sérgio vai no sentido inverso, com a intenção de ser contemporâneo."
Foram justamente eles que furaram a barreira na década de 1970, levando a música rural para um público urbano maior. A formação musical deles, no entanto, não se limita ao sertanejo. Teixeira lembra que quando morou em Taubaté ia nas rodas de jongo, aprendeu muitos sambas, como Reis, que aprendeu serestas com o pai, gostava de Orlando Silva, Ataulfo Alves. "Outro dia encontrei o pessoal da Velha Guarda da Portela e eles não acreditaram que eu conhecia sambas de Ataulfo e de Onésimo Gomes. Ficaram surpresos", conta o cantor.
Teixeira observa que a MPB hoje "já soa meio antiga" e o que predomina é "uma música meio banal" imposta pelo mercado consumidor. "Mas não sou contra isso não." Ele que já trabalhou muito com publicidade e teve clássicos eternizados por Elis Regina (Romaria) e Maria Bethânia (a comovente Tocando em Frente, parceria com outro fenômeno do gênero, Almir Sater) acha que Bethânia e Ivete Sangalo devem ser consideradas na mesma proporção.
"Esse nosso trabalho tem a intenção de afirmar esse gênero musical (acho que estamos conseguindo porque o CD já ganhou dois discos de ouro) e consertar uma situação que é reconhecer no Sérgio a identificação de toda uma cultura, de toda uma região do Brasil", diz Teixeira.
O compositor propôs até se criar um memorial para Sérgio Reis, pelos 50 anos de carreira. Já é hora também de o cantor, com mais de 100 discos gravados, ter sua história contada em livro. Quem está escrevendo sua biografia é Murilo Carvalho, que trabalha com ele há anos num programa de rádio, Siga Bem Caminhoneiro, no ar há 19 anos. "São 216 emissoras de todo o Brasil e até a Rádio Tropical de Portugal", diz o cantor. É assim que vai tocando em frente.
SÉRGIO REIS E RENATO TEIXEIRA - HSBC Brasil. Rua Bragança Paulista, 1.281, tel. 4003-1212. Hoje, às 22 h. R$ 40/R$ 150.
Sérgio Reis é o intérprete mais assíduo de Renato Teixeira. Começou a carreira nos primórdios do rock, decolou na jovem guarda e mudou para o estilo que o consagrou justamente quando Teixeira gravou os primeiros discos. A parceria dos dois, porém, já vem desde o início da década de 1960. E para celebrar essas cinco décadas de amizade, o cantor e o compositor paulistas juntaram forças no CD e DVD Amizade Sincera (Som Livre), que tem o primeiro show oficial de lançamento hoje em São Paulo.
A música que Teixeira e Reis fazem não é exatamente sertaneja ou caipira. Ambos vizinhos no ainda arborizado bairro da Cantareira, Teixeira é caiçara de Santos, criado em Taubaté, no Vale do Paraíba, e Reis é paulistano, que nem por isso desconhece a vida do campo, como outros "que nunca pisaram em bosta de vaca", como brinca Reis.
É uma espécie de folk brasileiro urbano com um olhar poético, um pouco saudosista, sobre a cultura rural, que nem os próprios interioranos têm mais hoje, invertendo os valores. É como olhar uma pintura de Almeida Junior. O "jeca tatu" ainda existe em certos rincões, como observa Reis, mas hoje o telefone celular, a câmera digital e o computador já são parte da rotina da roça. Só que, com eles, a emoção das coisas simples sobrevive e eles, enfim, são diferentes de quase tudo o que se vende hoje como "música sertaneja".
Não que desprezem os ídolos atuais. Tanto é que Paula Fernandes e a dupla Victor e Léo participam do DVD deles sem destoar. Chico Teixeira toca violão e também canta com o pai a versão em português que fizeram para Father and Son, de Cat Stevens, que ele também gravou em seu álbum solo, prestes a ser lançado.
"Victor compõe bem, a música dele é mais moderna, mas é gostosa, não é pop, tem a imagem do sertão. São meninos do interior que vêm pra cá, mas têm aquela cultura, tocam viola", diz. "Antes de estourar Victor e Léo tocavam na noite comigo. Ficaram dois anos e meio cantando de quinta a domingo, no Rancho do Serjão, na Rua Pedroso de Morais. Ganhavam R$ 300 por noite, hoje eles cobram R$ 300 mil", lembra. "Não errei."
"A gente tem de partir do princípio que a cultura do interior, principalmente de São Paulo, é muito poderosa e foi o que construiu tudo isso", diz Teixeira. "Não reconheço essa música como caipira, mas música da cultura caipira, como tem no cinema com Mazzaropi, na literatura com Monteiro Lobato, na pintura com Tarsila do Amaral. É uma cultura linda. Mas a música sempre tocou no rádio no horário da madrugada, como se o Brasil quisesse virar as costas para nossa realidade rural. Agora a situação mudou, mas a tendência é esse tipo de música acabar. Meu trabalho e do Sérgio vai no sentido inverso, com a intenção de ser contemporâneo."
Foram justamente eles que furaram a barreira na década de 1970, levando a música rural para um público urbano maior. A formação musical deles, no entanto, não se limita ao sertanejo. Teixeira lembra que quando morou em Taubaté ia nas rodas de jongo, aprendeu muitos sambas, como Reis, que aprendeu serestas com o pai, gostava de Orlando Silva, Ataulfo Alves. "Outro dia encontrei o pessoal da Velha Guarda da Portela e eles não acreditaram que eu conhecia sambas de Ataulfo e de Onésimo Gomes. Ficaram surpresos", conta o cantor.
Teixeira observa que a MPB hoje "já soa meio antiga" e o que predomina é "uma música meio banal" imposta pelo mercado consumidor. "Mas não sou contra isso não." Ele que já trabalhou muito com publicidade e teve clássicos eternizados por Elis Regina (Romaria) e Maria Bethânia (a comovente Tocando em Frente, parceria com outro fenômeno do gênero, Almir Sater) acha que Bethânia e Ivete Sangalo devem ser consideradas na mesma proporção.
"Esse nosso trabalho tem a intenção de afirmar esse gênero musical (acho que estamos conseguindo porque o CD já ganhou dois discos de ouro) e consertar uma situação que é reconhecer no Sérgio a identificação de toda uma cultura, de toda uma região do Brasil", diz Teixeira.
O compositor propôs até se criar um memorial para Sérgio Reis, pelos 50 anos de carreira. Já é hora também de o cantor, com mais de 100 discos gravados, ter sua história contada em livro. Quem está escrevendo sua biografia é Murilo Carvalho, que trabalha com ele há anos num programa de rádio, Siga Bem Caminhoneiro, no ar há 19 anos. "São 216 emissoras de todo o Brasil e até a Rádio Tropical de Portugal", diz o cantor. É assim que vai tocando em frente.
SÉRGIO REIS E RENATO TEIXEIRA - HSBC Brasil. Rua Bragança Paulista, 1.281, tel. 4003-1212. Hoje, às 22 h. R$ 40/R$ 150.
Folha - Madonna grava dueto com a filha Lourdes
DE SÃO PAULO
Madonna gravou um dueto com sua filha, Lourdes, e está planejando lançar a faixa em seu próximo álbum ou incluí-la na trilha de seu novo filme. A parceria é uma versão para a faixa "It's So Cool".
"It's So Cool" sem a participação de Lourdes foi gravada inicialmente há cerca de oito anos e foi lançada como faixa bônus da coletânea "Celebration", em 2009. A nova versão com a participação da filha foi gravada em fevereiro.
"Lourdes tem uma ótima voz e muita personalidade", disse uma fonte ao jornal "The Sun". "Madonna espera que Lourdes assuma seu lugar e se torne uma das mais artistas do mundo. Ela é a mentora perfeita para a filha".
Madonna gravou um dueto com sua filha, Lourdes, e está planejando lançar a faixa em seu próximo álbum ou incluí-la na trilha de seu novo filme. A parceria é uma versão para a faixa "It's So Cool".
"It's So Cool" sem a participação de Lourdes foi gravada inicialmente há cerca de oito anos e foi lançada como faixa bônus da coletânea "Celebration", em 2009. A nova versão com a participação da filha foi gravada em fevereiro.
"Lourdes tem uma ótima voz e muita personalidade", disse uma fonte ao jornal "The Sun". "Madonna espera que Lourdes assuma seu lugar e se torne uma das mais artistas do mundo. Ela é a mentora perfeita para a filha".
Folha - Venda de novo lote de ingressos para Teenage Fanclub em SP começa hoje
DE SÃO PAULO
Duas décadas atrás, Norman Blake possuía o título de cara mais legal do rock. E sua banda, o Teenage Fanclub, brilhava como a grande promessa das paradas.
De lá para cá, o grupo formado na Escócia construiu uma carreira consistente e elogiada. Seu indie rock melódico, no entanto, nunca alcançou as grandes plateias --malogro que não abalou a simpatia desse escocês.
Por telefone, o guitarrista e vocalista tem a fala rápida de quem ainda se entusiasma com seu trabalho associada a uma tranquilidade de quem só faz o que gosta.
Empolgado, ele conversou com a Folha sobre o retorno do grupo ao Brasil.
"Da última vez, conhecemos bares, restaurantes e pessoas. Desta vez, eu pretendo fazer exatamente a mesma coisa", disse.
O quarteto esteve aqui em 2004 e volta neste mês para shows em São Paulo e no Rio, nos dias 11 e 12/5 respectivamente.
Os ingressos para a primeira apresentação se esgotaram em horas e um novo lote será colocado à venda hoje no endereço ingressorapido.com.br
Sobre o repertório, Blake, 45, promete um pouco de cada CD (são dez ao todo), com atenção especial para o maduro "Shadows", de 2010.
No palco, despretensão é --mais uma vez-- a palavra de ordem. "Sempre tentamos entreter, fazer as pessoas curtirem o que fazemos."
Blake se mudou há dois anos para o Canadá e vê a internet como grande aliada, seja para se comunicar com a banda ou com fãs de longa data, que se mantêm em contato pelo fórum no site oficial. "Lá, fico sabendo de casamentos e mortes. Tornou-se importante para mim."
Mas Blake não vive só de velhos amigos e se mostra satisfeito com a renovação recente de seu público. "Pessoas tendem a ouvir a música de quando nasceram, então, começamos a ter gente de 20 anos nos shows. Não sei o motivo, deve ser algum tipo de nostalgia", teoriza.
TEENAGE FANCLUB
QUANDO dia 11, às 22h
ONDE The Week (r. Guaicurus, 324, tel. 0/xx/11/3873 2818)
QUANTO R$ 50
CLASSIFICAÇÃO 18 anos
Duas décadas atrás, Norman Blake possuía o título de cara mais legal do rock. E sua banda, o Teenage Fanclub, brilhava como a grande promessa das paradas.
De lá para cá, o grupo formado na Escócia construiu uma carreira consistente e elogiada. Seu indie rock melódico, no entanto, nunca alcançou as grandes plateias --malogro que não abalou a simpatia desse escocês.
Por telefone, o guitarrista e vocalista tem a fala rápida de quem ainda se entusiasma com seu trabalho associada a uma tranquilidade de quem só faz o que gosta.
Empolgado, ele conversou com a Folha sobre o retorno do grupo ao Brasil.
"Da última vez, conhecemos bares, restaurantes e pessoas. Desta vez, eu pretendo fazer exatamente a mesma coisa", disse.
O quarteto esteve aqui em 2004 e volta neste mês para shows em São Paulo e no Rio, nos dias 11 e 12/5 respectivamente.
Os ingressos para a primeira apresentação se esgotaram em horas e um novo lote será colocado à venda hoje no endereço ingressorapido.com.br
Sobre o repertório, Blake, 45, promete um pouco de cada CD (são dez ao todo), com atenção especial para o maduro "Shadows", de 2010.
No palco, despretensão é --mais uma vez-- a palavra de ordem. "Sempre tentamos entreter, fazer as pessoas curtirem o que fazemos."
Blake se mudou há dois anos para o Canadá e vê a internet como grande aliada, seja para se comunicar com a banda ou com fãs de longa data, que se mantêm em contato pelo fórum no site oficial. "Lá, fico sabendo de casamentos e mortes. Tornou-se importante para mim."
Mas Blake não vive só de velhos amigos e se mostra satisfeito com a renovação recente de seu público. "Pessoas tendem a ouvir a música de quando nasceram, então, começamos a ter gente de 20 anos nos shows. Não sei o motivo, deve ser algum tipo de nostalgia", teoriza.
TEENAGE FANCLUB
QUANDO dia 11, às 22h
ONDE The Week (r. Guaicurus, 324, tel. 0/xx/11/3873 2818)
QUANTO R$ 50
CLASSIFICAÇÃO 18 anos
Folha - Aos 51 anos, cantor Bryan Adams é pai pela primeira vez
DA EFE
O cantor canadense Bryan Adams se tornou pai pela primeira vez no mês passado, quando sua assistente pessoal, Alicia Grimaldi, deu à luz uma menina, segundo informou a revista "People" na quinta-feira.
"Estou realmente orgulhoso de anunciar que em 22 de abril nasceu Mirabella Bunny", disse Adams, de 51 anos, através de seu representante.
"Ela chegou como todos os bons coelhos da Páscoa, na Sexta-Feira Santa. A mãe e o bebê estão bem e felizes", comentou o intérprete de "Summer of 69" e "Please Forgive Me".
A notícia de que Adams seria pai foi divulgada apenas em março, quando o músico explicou que teria um filho com Alicia.
"Foi ela quem me ajudou a empreender minha fundação há anos e parece que agora teremos uma família", explicou Adams à época.
O último álbum lançado pelo artista foi "Bare Bones", um disco acústico com suas melhores canções, selecionadas por seus próprios fãs.
Adams vendeu mais de 65 milhões de álbuns em todo o mundo, além de ter posto 21 canções no topo das paradas. O canadense foi candidato ao Oscar em três oportunidades, concorrendo ao Globo de Ouro em outras cinco.
O cantor deve retomar sua turnê em junho.
O cantor canadense Bryan Adams se tornou pai pela primeira vez no mês passado, quando sua assistente pessoal, Alicia Grimaldi, deu à luz uma menina, segundo informou a revista "People" na quinta-feira.
"Estou realmente orgulhoso de anunciar que em 22 de abril nasceu Mirabella Bunny", disse Adams, de 51 anos, através de seu representante.
"Ela chegou como todos os bons coelhos da Páscoa, na Sexta-Feira Santa. A mãe e o bebê estão bem e felizes", comentou o intérprete de "Summer of 69" e "Please Forgive Me".
A notícia de que Adams seria pai foi divulgada apenas em março, quando o músico explicou que teria um filho com Alicia.
"Foi ela quem me ajudou a empreender minha fundação há anos e parece que agora teremos uma família", explicou Adams à época.
O último álbum lançado pelo artista foi "Bare Bones", um disco acústico com suas melhores canções, selecionadas por seus próprios fãs.
Adams vendeu mais de 65 milhões de álbuns em todo o mundo, além de ter posto 21 canções no topo das paradas. O canadense foi candidato ao Oscar em três oportunidades, concorrendo ao Globo de Ouro em outras cinco.
O cantor deve retomar sua turnê em junho.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Destaques dos Jornais 05/05/2011
Folha de São Paulo
"Gilberto Gil é pintado de aborígene para documentário".
"Gilberto Gil é pintado de aborígene para documentário".
Folha - Gilberto Gil é pintado de aborígene para documentário
DE SÃO PAULO
O cantor Gilberto Gil esteve foi para o norte da Austrália visitar uma tribo aborígene, para grava cenas seu documentário sobre a cultura dos países abaixo da linha do Equador. Dirigido por Pierre Yves Borgeaud, sairá na Europa em 2012.
A informação é da coluna de Mônica Bergamo publicada nesta quinta-feira na Folha e cuja íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL.
O cantor Gilberto Gil esteve foi para o norte da Austrália visitar uma tribo aborígene, para grava cenas seu documentário sobre a cultura dos países abaixo da linha do Equador. Dirigido por Pierre Yves Borgeaud, sairá na Europa em 2012.
A informação é da coluna de Mônica Bergamo publicada nesta quinta-feira na Folha e cuja íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Destaques dos Jornais 04/05/2011
Estado de São Paulo
"Mr. Nice Guy está de volta".
"Álbum beneficente 'Songs for Japan' arrecada US$5 milhões".
"Mr. Nice Guy está de volta".
"Álbum beneficente 'Songs for Japan' arrecada US$5 milhões".
Estadão - Mr. Nice Guy
O Estado de S. Paulo
Mr. Nice Guy está de volta. O cara mais altruísta do pop, o único com topete para destinar 100% da renda de seus shows para fins beneficentes toca no festival Natura Nós no próximo dia 21, na Chácara do Jockey, em São Paulo. Ele grava em estúdio movido a energia solar e só toca em lugares que balanceiam todas as emissões de carbono.
Pergunte a qualquer top model qual é sua trilha sonora preferida e Jack certamente estará no top 10 - Gisele, por exemplo, o adora (conheceu quando namorava o surfista Kelly Slater, da trupe de Jack). A turnê brasuca é extensa: dia 24, ele toca em Belo Horizonte, no Mineirinho Arena; depois, vai a Brasília, dia 25, no estacionamento do Mané Garrincha; dia 27, Fortaleza, no Marina Park; dia 28, Recife, no Cabanga Iate Clube. No dia 2 de junho é a vez de Porto Alegre, no Gigantinho Arena. No dia 3, Florianópolis, no Stage Music Park e, dia 5, chega ao Rio, no HSBC Arena. Os sete shows no País serão abertos por G. Love.
Você estava em Osaka, no Japão, no momento em que o país foi atingido por um terremoto de 9 pontos na escala Richter. Como se sentiu?
Foi assustador. Nós estávamos no 29.º andar de um edifício, no hotel onde nos hospedávamos. Eu, minha mulher e meus filhos estavam comigo. Ficamos apavorados, o prédio poderia entrar em colapso, há esse risco concreto. Mais tarde ouvimos sobre o tsunami e vimos que a extensão da tragédia era ainda maior do que pensávamos, e que tínhamos sorte. Estávamos longe da região do tsunami, mas foi muito triste. As pessoas que estavam ao nosso lado, os promotores japoneses, perderam parentes. Houve até alguém da equipe que perdeu um familiar no tsunami.
Vocês cancelaram quatro shows por conta da tragédia. Pensa em voltar ao Japão para continuar aquela turnê?
Acho difícil fazer isso imediatamente, porque a "janela" que nós temos agora não permite uma viagem tão longa. Nós tivemos de cancelar, não havia clima, nem espírito, nem segurança. Quando todo o dinheiro foi devolvido, nós viajamos.
Depois do acidente na usina de Fukushima, como você vê a questão de geração de energia pelas usinas nucleares?
Olha, não sou expert em lugares não seguros para a população, mas sei que qualquer usina traz riscos. É muito melhor que os países busquem formas de energia que possam ser seguras e que não deixem um problema para o futuro. O Japão, no entanto, precisa de ajuda agora, e nós todos temos de fazer o possível para minorar o sofrimento das pessoas atingidas (Jack, além de doar R$ 50 mil do próprio bolso, organizou o festival Kolua for Japan, que arrecadou US$ 1,6 milhão para as vítimas do tsunami).
A última vez que você esteve aqui, cantou para cerca de 30 mil pessoas no Anhembi, em 2004. O que mudou em sua vida e carreira desde então?
(Risos) Bom, eu tenho dois filhos a mais agora. Você sabe, eu não sou do tipo que muda freneticamente. E a música para mim é como um hobby, uma diversão, e tenho uma visão que poderia ser considerada como muito tradicional. Há músicos que levam a música para a frente, como é o caso do Radiohead, do White Stripes. Eu apenas gosto das canções, toco quase tudo no violão, não tenho necessidade de mudar muito. Nossos discos saem assim: a gente vai ao estúdio e toca, sem muita pressão. É claro que houve muita coisa nesse tempo todo. Eu perdi meu pai (Jeff Johnson) recentemente, e isso me marcou muito. Meu velho era um excêntrico. Vivia uma vida meio nômade, era contratado e viajava muito. Às vezes estava no Havaí, às vezes nas Ilhas Fiji. Ele me apoiava sempre em tudo que fazia, mas creio que ele deplorava alguns aspectos da celebridade. Quando comecei a ficar mais conhecido, ele deu uma sumida. Às vezes vinha aos shows, mas não gostava muito de multidão.
Recentemente, morreu o músico jamaicano Gregory Isaacs. Eu sei que você já declarou que ele foi uma grande influência sua.
Gregory foi fundamental. No Havaí, o reggae é muito popular, é uma música que toca no rádio e em todo lugar. Você liga e toca Ziggy Marley, toca Gregory Isaacs, toca tudo isso. Quando eu estava no colegial, tomei contato pela primeira vez com o disco dele, o Night Nurse. Foi uma revelação para mim. A voz dele, o jeito de cantar, a sensação de pacificação. Foi ali que eu comecei a fazer minha própria música, aquele era o insight que eu estava procurando, quando eu procurei fazer com que minha música fosse boa para com os ouvidos.
Ouvi dizer que você gravou, ou tinha planos de gravar, com o brasileiro Seu Jorge.
Acho que isso surgiu porque nós temos o mesmo produtor, o Mario Caldato. Alguém sugeriu. Pode ser que aconteça algum dia, mas ainda não aconteceu.
* PROGRAMAÇÃO
Além de Jack Johnson, maior estrela, o festival Natura Nós terá, nos dias 21 e 22, na Chácara do Jockey (Avenida Pirajussara, s/nº, São Paulo), o cantor e pianista Jamie Cullum, a cantora revelação inglesa Laura Marling, e os brasileiros Maria Gadú, Roberta Sá, Toquinho, Barbatuques, Meninos do Araçuaí, Ponto de Partida e outros. Os ingressos estão à venda pela Live Pass (www.livepass.com.br, call center: 4003-1527). A censura é 14 anos no sábado e livre no domingo.
Mr. Nice Guy está de volta. O cara mais altruísta do pop, o único com topete para destinar 100% da renda de seus shows para fins beneficentes toca no festival Natura Nós no próximo dia 21, na Chácara do Jockey, em São Paulo. Ele grava em estúdio movido a energia solar e só toca em lugares que balanceiam todas as emissões de carbono.
Pergunte a qualquer top model qual é sua trilha sonora preferida e Jack certamente estará no top 10 - Gisele, por exemplo, o adora (conheceu quando namorava o surfista Kelly Slater, da trupe de Jack). A turnê brasuca é extensa: dia 24, ele toca em Belo Horizonte, no Mineirinho Arena; depois, vai a Brasília, dia 25, no estacionamento do Mané Garrincha; dia 27, Fortaleza, no Marina Park; dia 28, Recife, no Cabanga Iate Clube. No dia 2 de junho é a vez de Porto Alegre, no Gigantinho Arena. No dia 3, Florianópolis, no Stage Music Park e, dia 5, chega ao Rio, no HSBC Arena. Os sete shows no País serão abertos por G. Love.
Você estava em Osaka, no Japão, no momento em que o país foi atingido por um terremoto de 9 pontos na escala Richter. Como se sentiu?
Foi assustador. Nós estávamos no 29.º andar de um edifício, no hotel onde nos hospedávamos. Eu, minha mulher e meus filhos estavam comigo. Ficamos apavorados, o prédio poderia entrar em colapso, há esse risco concreto. Mais tarde ouvimos sobre o tsunami e vimos que a extensão da tragédia era ainda maior do que pensávamos, e que tínhamos sorte. Estávamos longe da região do tsunami, mas foi muito triste. As pessoas que estavam ao nosso lado, os promotores japoneses, perderam parentes. Houve até alguém da equipe que perdeu um familiar no tsunami.
Vocês cancelaram quatro shows por conta da tragédia. Pensa em voltar ao Japão para continuar aquela turnê?
Acho difícil fazer isso imediatamente, porque a "janela" que nós temos agora não permite uma viagem tão longa. Nós tivemos de cancelar, não havia clima, nem espírito, nem segurança. Quando todo o dinheiro foi devolvido, nós viajamos.
Depois do acidente na usina de Fukushima, como você vê a questão de geração de energia pelas usinas nucleares?
Olha, não sou expert em lugares não seguros para a população, mas sei que qualquer usina traz riscos. É muito melhor que os países busquem formas de energia que possam ser seguras e que não deixem um problema para o futuro. O Japão, no entanto, precisa de ajuda agora, e nós todos temos de fazer o possível para minorar o sofrimento das pessoas atingidas (Jack, além de doar R$ 50 mil do próprio bolso, organizou o festival Kolua for Japan, que arrecadou US$ 1,6 milhão para as vítimas do tsunami).
A última vez que você esteve aqui, cantou para cerca de 30 mil pessoas no Anhembi, em 2004. O que mudou em sua vida e carreira desde então?
(Risos) Bom, eu tenho dois filhos a mais agora. Você sabe, eu não sou do tipo que muda freneticamente. E a música para mim é como um hobby, uma diversão, e tenho uma visão que poderia ser considerada como muito tradicional. Há músicos que levam a música para a frente, como é o caso do Radiohead, do White Stripes. Eu apenas gosto das canções, toco quase tudo no violão, não tenho necessidade de mudar muito. Nossos discos saem assim: a gente vai ao estúdio e toca, sem muita pressão. É claro que houve muita coisa nesse tempo todo. Eu perdi meu pai (Jeff Johnson) recentemente, e isso me marcou muito. Meu velho era um excêntrico. Vivia uma vida meio nômade, era contratado e viajava muito. Às vezes estava no Havaí, às vezes nas Ilhas Fiji. Ele me apoiava sempre em tudo que fazia, mas creio que ele deplorava alguns aspectos da celebridade. Quando comecei a ficar mais conhecido, ele deu uma sumida. Às vezes vinha aos shows, mas não gostava muito de multidão.
Recentemente, morreu o músico jamaicano Gregory Isaacs. Eu sei que você já declarou que ele foi uma grande influência sua.
Gregory foi fundamental. No Havaí, o reggae é muito popular, é uma música que toca no rádio e em todo lugar. Você liga e toca Ziggy Marley, toca Gregory Isaacs, toca tudo isso. Quando eu estava no colegial, tomei contato pela primeira vez com o disco dele, o Night Nurse. Foi uma revelação para mim. A voz dele, o jeito de cantar, a sensação de pacificação. Foi ali que eu comecei a fazer minha própria música, aquele era o insight que eu estava procurando, quando eu procurei fazer com que minha música fosse boa para com os ouvidos.
Ouvi dizer que você gravou, ou tinha planos de gravar, com o brasileiro Seu Jorge.
Acho que isso surgiu porque nós temos o mesmo produtor, o Mario Caldato. Alguém sugeriu. Pode ser que aconteça algum dia, mas ainda não aconteceu.
* PROGRAMAÇÃO
Além de Jack Johnson, maior estrela, o festival Natura Nós terá, nos dias 21 e 22, na Chácara do Jockey (Avenida Pirajussara, s/nº, São Paulo), o cantor e pianista Jamie Cullum, a cantora revelação inglesa Laura Marling, e os brasileiros Maria Gadú, Roberta Sá, Toquinho, Barbatuques, Meninos do Araçuaí, Ponto de Partida e outros. Os ingressos estão à venda pela Live Pass (www.livepass.com.br, call center: 4003-1527). A censura é 14 anos no sábado e livre no domingo.
Estadão - Álbum beneficente 'Songs for Japan' arrecada US$5 milhões
REUTERS
LONDRES (Reuters Life!) - Um álbum beneficente com músicas de sucesso de artistas como Lady Gaga, Bob Dylan e Madonna arrecadou 5 milhões de dólares para as vítimas do terremoto e tsunami do Japão, disseram nesta quarta-feira gravadoras que participaram da produção.
O álbum "Songs for Japan", uma colaboração entre as maiores gravadoras do mundo, foi lançada no mês passado e esteve à venda em formato digital e como CD duplo. Foi disponibilizado no iTunes a partir de 25 de maio, e em CD a partir de 4 de abril.
Segundo os organizadores, a Sociedade da Cruz Vermelha do Japão recebeu no mês passado 2 milhões de dólares através dos artistas, compositores, gravadoras, editores e do iTunes, que cederam seus direitos autorais e lucros. Um segundo pagamento de 3 milhões de dólares foi feito na segunda-feira.
Mais de 500 mil exemplares do álbum já foram vendidos até agora em todos os formatos. "Songs for Japan" contém 38 músicas, desde os recentes sucessos aos clássicos, incluindo "Imagine", de John Lennon, "Don't Let The Sun Go Down On Me", de Elton John, e "Pray", de Justin Bieber.
LONDRES (Reuters Life!) - Um álbum beneficente com músicas de sucesso de artistas como Lady Gaga, Bob Dylan e Madonna arrecadou 5 milhões de dólares para as vítimas do terremoto e tsunami do Japão, disseram nesta quarta-feira gravadoras que participaram da produção.
O álbum "Songs for Japan", uma colaboração entre as maiores gravadoras do mundo, foi lançada no mês passado e esteve à venda em formato digital e como CD duplo. Foi disponibilizado no iTunes a partir de 25 de maio, e em CD a partir de 4 de abril.
Segundo os organizadores, a Sociedade da Cruz Vermelha do Japão recebeu no mês passado 2 milhões de dólares através dos artistas, compositores, gravadoras, editores e do iTunes, que cederam seus direitos autorais e lucros. Um segundo pagamento de 3 milhões de dólares foi feito na segunda-feira.
Mais de 500 mil exemplares do álbum já foram vendidos até agora em todos os formatos. "Songs for Japan" contém 38 músicas, desde os recentes sucessos aos clássicos, incluindo "Imagine", de John Lennon, "Don't Let The Sun Go Down On Me", de Elton John, e "Pray", de Justin Bieber.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Destaques dos Jornais 03/05/2011
Folha de São Paulo
"Orquestras tocam obras produzidas sob encomenda por compositores brasileiros".
"Foo Fighters arrecada 761 mil euros para desabrigados na Oceania".
"Orquestras tocam obras produzidas sob encomenda por compositores brasileiros".
"Foo Fighters arrecada 761 mil euros para desabrigados na Oceania".
Folha - Orquestras tocam obras produzidas sob encomenda por compositores brasileiros
DE SÃO PAULO
No último domingo, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo tocou o "Concertino para Trompete e Cordas", de Nailor "Proveta" Azevedo, líder da Banda Mantiqueira.
A peça havia sido encomendada um ano atrás por Arthur Nestrovski, diretor artístico da Osesp. "Arthur me pediu algo para trompete, aos moldes do que o Radamés Gnattali [1906 -1988] havia feito para saxofone", disse Proveta. "Fiquei quatro meses trabalhando nisso."
Não se tratava de exemplo único. Em 2012, a Osesp estreou --ou estreará-- obras de outros quatro compositores brasileiros, que incluem Edino Krieger e Edu Lobo.
No Rio de Janeiro, situação parecida: a Orquestra Sinfônica Brasileira pediu um concerto para violão e bandolim a Yamandu Costa e Hamilton de Holanda. Em Belo Horizonte, a Filarmônica de Minas Gerais tocará uma peça inédita de Sérgio Rodrigo.
A Folha procurou compositores que tiveram obras encomendadas para saber como arquitetam um concerto, quanto recebem e qual é a importância de ter, no currículo, uma peça interpretada por uma grande orquestra.
Felipe Lara, 32, vai receber R$ 12 mil da Osesp para transformar em música o texto "Ó", do artista Nuno Ramos. Ele julga a quantia baixa se comparada ao tempo empenhado no trabalho. "Mas seria impossível negar um convite desses", explica.
Radicado nos Estados Unidos, Lara começou a escrever o concerto --para dois coros, duas guitarras, harpa e orquestra de câmara-- há sete meses. "Estou na metade", diz. A peça terá 15 minutos.
O cantor Kristoff Silva, 38, criou seis peças para o quarteto de cordas da Osesp. Serão tocadas em junho, acompanhadas dele mesmo ao vocal. "Compus a partir das letras", disse. Receberá "entre R$ 5 mil e R$ 10 mil", a depender do lucro posterior com a venda de partituras.
Nos Estados Unidos, de acordo com a tabela da associação "Meet the Composers" [conheça os compositores], uma encomenda pode custar até US$ 90 mil (R$ 140 mil), dependendo do tamanho da música e da orquestra.
No Brasil, os valores são modestos. Arthur Nestrovski diz que, para o compositor, ter uma peça encomendada pela Osesp funciona como uma vitrine: "Isso entra na conta de quanto pagamos".
No último domingo, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo tocou o "Concertino para Trompete e Cordas", de Nailor "Proveta" Azevedo, líder da Banda Mantiqueira.
A peça havia sido encomendada um ano atrás por Arthur Nestrovski, diretor artístico da Osesp. "Arthur me pediu algo para trompete, aos moldes do que o Radamés Gnattali [1906 -1988] havia feito para saxofone", disse Proveta. "Fiquei quatro meses trabalhando nisso."
Não se tratava de exemplo único. Em 2012, a Osesp estreou --ou estreará-- obras de outros quatro compositores brasileiros, que incluem Edino Krieger e Edu Lobo.
No Rio de Janeiro, situação parecida: a Orquestra Sinfônica Brasileira pediu um concerto para violão e bandolim a Yamandu Costa e Hamilton de Holanda. Em Belo Horizonte, a Filarmônica de Minas Gerais tocará uma peça inédita de Sérgio Rodrigo.
A Folha procurou compositores que tiveram obras encomendadas para saber como arquitetam um concerto, quanto recebem e qual é a importância de ter, no currículo, uma peça interpretada por uma grande orquestra.
Felipe Lara, 32, vai receber R$ 12 mil da Osesp para transformar em música o texto "Ó", do artista Nuno Ramos. Ele julga a quantia baixa se comparada ao tempo empenhado no trabalho. "Mas seria impossível negar um convite desses", explica.
Radicado nos Estados Unidos, Lara começou a escrever o concerto --para dois coros, duas guitarras, harpa e orquestra de câmara-- há sete meses. "Estou na metade", diz. A peça terá 15 minutos.
O cantor Kristoff Silva, 38, criou seis peças para o quarteto de cordas da Osesp. Serão tocadas em junho, acompanhadas dele mesmo ao vocal. "Compus a partir das letras", disse. Receberá "entre R$ 5 mil e R$ 10 mil", a depender do lucro posterior com a venda de partituras.
Nos Estados Unidos, de acordo com a tabela da associação "Meet the Composers" [conheça os compositores], uma encomenda pode custar até US$ 90 mil (R$ 140 mil), dependendo do tamanho da música e da orquestra.
No Brasil, os valores são modestos. Arthur Nestrovski diz que, para o compositor, ter uma peça encomendada pela Osesp funciona como uma vitrine: "Isso entra na conta de quanto pagamos".
Folha - Foo Fighters arrecada 761 mil euros para desabrigados na Oceania
DA EFE
A banda de rock americana Foo Fighters arrecadou mais de 761.400 euros para as vítimas das enchentes e do ciclone que devastaram a Austrália e para as do terremoto que atingiu a Nova Zelândia, informaram fontes empresariais nesta terça-feira.
A banda arrecadou 770 mil dólares australianos (568.411 euros) e 354.903 dólares neozelandeses (mais de 193 mil euros) em shows realizados em março nas cidades de Brisbane e Auckland, segundo a Frontier Touring Company.
A chefe de governo do estado australiano de Queensland, Anna Blight, agradeceu a "generosa" doação da banda, que ofereceu em abril um concerto beneficente em favor das vítimas de ambos os desastres, publicou nesta terça-feira o diário "Herald Sun".
Um forte terremoto devastou em fevereiro a cidade neozelandesa de Christchurch, onde morreram mais de 180 pessoas, enquanto na Austrália houve 35 vítimas fatais e milhares de casas e hectares de cultivos destruídos pelas enchentes.
A banda de rock americana Foo Fighters arrecadou mais de 761.400 euros para as vítimas das enchentes e do ciclone que devastaram a Austrália e para as do terremoto que atingiu a Nova Zelândia, informaram fontes empresariais nesta terça-feira.
A banda arrecadou 770 mil dólares australianos (568.411 euros) e 354.903 dólares neozelandeses (mais de 193 mil euros) em shows realizados em março nas cidades de Brisbane e Auckland, segundo a Frontier Touring Company.
A chefe de governo do estado australiano de Queensland, Anna Blight, agradeceu a "generosa" doação da banda, que ofereceu em abril um concerto beneficente em favor das vítimas de ambos os desastres, publicou nesta terça-feira o diário "Herald Sun".
Um forte terremoto devastou em fevereiro a cidade neozelandesa de Christchurch, onde morreram mais de 180 pessoas, enquanto na Austrália houve 35 vítimas fatais e milhares de casas e hectares de cultivos destruídos pelas enchentes.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Destaques dos Jornais 02/05/2011
Estado de São Paulo
"Músicos demitidos da OSB se emocionam em apresentação no Rio".
"Músicos demitidos da OSB querem formar nova orquestra".
Folha de São Paulo
"Ronaldo Lemos: Metric aponta para o futuro da música".
"Steven Tyler admite que só largou as drogas em 2009".
"Músicos demitidos da OSB se emocionam em apresentação no Rio".
"Músicos demitidos da OSB querem formar nova orquestra".
Folha de São Paulo
"Ronaldo Lemos: Metric aponta para o futuro da música".
"Steven Tyler admite que só largou as drogas em 2009".
Estadão - Músicos demitidos da OSB se emocionam em apresentação no Rio
O Estado de S.Paulo
RIO - Cerca de 600 pessoas, entre músicos e frequentadores do circuito de música clássica do Rio, assistiram neste sábado, 30, ao concerto organizado por 36 instrumentistas demitidos da Orquestra Sinfônica Brasileira.
Dezenas ficaram em pé ou sentadas no chão, por falta de lugares no salão Leopoldo Miguez, da Escola Nacional de Música, da UFRJ. Com muitos aplausos e gritos de "Viva a OSB!", o público se emocionou e se mostrou solidário à causa do grupo, que foi dispensado por justa causa por se negar a participar de uma avaliação de desempenho imposta pela fundação que administra a OSB.
Os músicos contaram com a participação de 35 integrantes das orquestras sinfônicas do Teatro Municipal do Rio e da Petrobrás, num total de 71 instrumentistas no palco. A pianista Cristina Ortiz e o regente Osvaldo Colarusso foram os convidados do concerto, que teve Villa-Lobos, Carlos Gomes e Beethoven.
A apresentação foi precedida de discursos pesarosos, ovacionados. Foi lembrado o apoio de orquestras e de associações de classe do Brasil e do exterior ao posicionamento dos demitidos - entidades do Tocantins à Finlândia.
Antes do concerto, eles estavam emocionados e falaram da intenção de mostrar à fundação e ao público da OSB a vontade que têm de continuar trabalhando. "Uma orquestra não é uma montadora, que manda milhares embora. A gente despende uma energia vital única, que está sendo desprezada", disse flautista Renato Axelrud. Ele contou que o grupo pretende montar outros concertos caso a situação seja mesmo irreversível (parece ser, segundo a última nota da Fosb).
Na plateia estavam seguidores antigos da OSB, como o compositor Edu Lobo. "Eu nunca vi isso em lugar algum do mundo. Estou aqui do coração. O que fizeram com a OSB é uma vergonha", criticou Edu, que, como todos os presentes, precisou se abanar com um dos leques providencialmente distribuídos pelos músicos - o salão não é refrigerado.
Ao fim, todos suados, alguns chorando, muitos abraços e palavras de consolo: "A orquestra que está aqui é a verdadeira OSB", afirmava o diretor da ENM, Andre Cardoso.
RIO - Cerca de 600 pessoas, entre músicos e frequentadores do circuito de música clássica do Rio, assistiram neste sábado, 30, ao concerto organizado por 36 instrumentistas demitidos da Orquestra Sinfônica Brasileira.
Dezenas ficaram em pé ou sentadas no chão, por falta de lugares no salão Leopoldo Miguez, da Escola Nacional de Música, da UFRJ. Com muitos aplausos e gritos de "Viva a OSB!", o público se emocionou e se mostrou solidário à causa do grupo, que foi dispensado por justa causa por se negar a participar de uma avaliação de desempenho imposta pela fundação que administra a OSB.
Os músicos contaram com a participação de 35 integrantes das orquestras sinfônicas do Teatro Municipal do Rio e da Petrobrás, num total de 71 instrumentistas no palco. A pianista Cristina Ortiz e o regente Osvaldo Colarusso foram os convidados do concerto, que teve Villa-Lobos, Carlos Gomes e Beethoven.
A apresentação foi precedida de discursos pesarosos, ovacionados. Foi lembrado o apoio de orquestras e de associações de classe do Brasil e do exterior ao posicionamento dos demitidos - entidades do Tocantins à Finlândia.
Antes do concerto, eles estavam emocionados e falaram da intenção de mostrar à fundação e ao público da OSB a vontade que têm de continuar trabalhando. "Uma orquestra não é uma montadora, que manda milhares embora. A gente despende uma energia vital única, que está sendo desprezada", disse flautista Renato Axelrud. Ele contou que o grupo pretende montar outros concertos caso a situação seja mesmo irreversível (parece ser, segundo a última nota da Fosb).
Na plateia estavam seguidores antigos da OSB, como o compositor Edu Lobo. "Eu nunca vi isso em lugar algum do mundo. Estou aqui do coração. O que fizeram com a OSB é uma vergonha", criticou Edu, que, como todos os presentes, precisou se abanar com um dos leques providencialmente distribuídos pelos músicos - o salão não é refrigerado.
Ao fim, todos suados, alguns chorando, muitos abraços e palavras de consolo: "A orquestra que está aqui é a verdadeira OSB", afirmava o diretor da ENM, Andre Cardoso.
Folha - Músicos demitidos da OSB querem formar nova orquestra
O Estado de S.Paulo
Os 36 músicos demitidos da Orquestra Sinfônica Brasileira sonham formar uma nova orquestra. Ainda não sabem com quantos instrumentistas mais poderiam contar nem qual nome usariam. "A gente quer o mais rapidamente possível se livrar do rótulo de 'demitido'. Há 70 anos, a OSB nasceu de um sonho de um grupo de músicos, e nada impede que isso volte a acontecer. O que fizemos sábado pode ser o embrião de uma nova orquestra", deseja o violinista Luzer Machtyngier, que representou o grupo nas negociações com a fundação que administra a OSB.
Ele se referia ao concerto-protesto realizado na Escola Nacional de Música, da UFRJ, por 71 músicos - 35 de outras orquestras, que se solidarizaram com a situação dos colegas, dispensados por se recusarem a se submeter a uma avaliação de desempenho que consideraram humilhante. Em 1940, na mesma sala de concertos, foram realizadas as audições para os primeiros integrantes da OSB, o que conferiu importância simbólica ainda maior ao manifesto.
A apresentação, antecedida de discursos emocionados e entremeada por momentos por momentos de ovação (o público presente, de mais de 600 pessoas, driblou a falta de ar condicionado e até de assentos), foi filmada pela equipe de Silvio Tendler, que fará um documentário sobre a crise na orquestra, desencadeada no início do ano. "Estou acompanhando tudo, e é muito triste ver a música tratada com tanto desprezo", lamentou Tendler, na plateia.
Na quarta-feira, o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, receberá o grupo em Brasília. Hoje, Lupi, que veio ao Rio para as comemorações do Dia do Trabalho, criticou duramente a postura da Fundação OSB de por fim ao diálogo. Ele disse que entrou em contato com dois dos patrocinadores da OSB, a Prefeitura do Rio e o BNDES, na tentativa de provocar-lhes uma reação em favor dos instrumentistas.
"Falei com o prefeito Eduardo Paes e com o Luciano Coutinho, presidente do BNDES, e eles disseram que iam agir. Já tentei de tudo e a Fundação se negou", contou. "Eles faltaram à audiência de conciliação na superintendência do Rio, o que foi profundamente desrespeitoso. É a primeira vez, em quatro anos e meio de ministério, que eu vejo isso. Não pode haver discriminação do músico brasileiro. Eles já provaram que são excelentes profissionais."
As negociações foram extintas na semana passada. Os músicos condicionaram sua volta à OSB à saída do diretor artístico e regente titular, Roberto Minczuk, que foi mantido nos cargos.
Em entrevista à revista Veja que chegou às bancas neste domingo, Minczuk atacou a "postura de permanente afronta à disciplina e à busca pela excelência" do grupo demitido e seu "descompromisso" com o trabalho, e disse que "a luta deles passou o tempo todo ao largo do essencial: a qualidade da música". Ele espera conseguir preencher as vagas abertas nas provas de seleção desse mês em Londres, Nova York e no Rio, nas quais "mais de cem músicos de diversos países já estão inscritos".
Os 36 músicos demitidos da Orquestra Sinfônica Brasileira sonham formar uma nova orquestra. Ainda não sabem com quantos instrumentistas mais poderiam contar nem qual nome usariam. "A gente quer o mais rapidamente possível se livrar do rótulo de 'demitido'. Há 70 anos, a OSB nasceu de um sonho de um grupo de músicos, e nada impede que isso volte a acontecer. O que fizemos sábado pode ser o embrião de uma nova orquestra", deseja o violinista Luzer Machtyngier, que representou o grupo nas negociações com a fundação que administra a OSB.
Ele se referia ao concerto-protesto realizado na Escola Nacional de Música, da UFRJ, por 71 músicos - 35 de outras orquestras, que se solidarizaram com a situação dos colegas, dispensados por se recusarem a se submeter a uma avaliação de desempenho que consideraram humilhante. Em 1940, na mesma sala de concertos, foram realizadas as audições para os primeiros integrantes da OSB, o que conferiu importância simbólica ainda maior ao manifesto.
A apresentação, antecedida de discursos emocionados e entremeada por momentos por momentos de ovação (o público presente, de mais de 600 pessoas, driblou a falta de ar condicionado e até de assentos), foi filmada pela equipe de Silvio Tendler, que fará um documentário sobre a crise na orquestra, desencadeada no início do ano. "Estou acompanhando tudo, e é muito triste ver a música tratada com tanto desprezo", lamentou Tendler, na plateia.
Na quarta-feira, o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, receberá o grupo em Brasília. Hoje, Lupi, que veio ao Rio para as comemorações do Dia do Trabalho, criticou duramente a postura da Fundação OSB de por fim ao diálogo. Ele disse que entrou em contato com dois dos patrocinadores da OSB, a Prefeitura do Rio e o BNDES, na tentativa de provocar-lhes uma reação em favor dos instrumentistas.
"Falei com o prefeito Eduardo Paes e com o Luciano Coutinho, presidente do BNDES, e eles disseram que iam agir. Já tentei de tudo e a Fundação se negou", contou. "Eles faltaram à audiência de conciliação na superintendência do Rio, o que foi profundamente desrespeitoso. É a primeira vez, em quatro anos e meio de ministério, que eu vejo isso. Não pode haver discriminação do músico brasileiro. Eles já provaram que são excelentes profissionais."
As negociações foram extintas na semana passada. Os músicos condicionaram sua volta à OSB à saída do diretor artístico e regente titular, Roberto Minczuk, que foi mantido nos cargos.
Em entrevista à revista Veja que chegou às bancas neste domingo, Minczuk atacou a "postura de permanente afronta à disciplina e à busca pela excelência" do grupo demitido e seu "descompromisso" com o trabalho, e disse que "a luta deles passou o tempo todo ao largo do essencial: a qualidade da música". Ele espera conseguir preencher as vagas abertas nas provas de seleção desse mês em Londres, Nova York e no Rio, nas quais "mais de cem músicos de diversos países já estão inscritos".
Folha - Ronaldo Lemos: Metric aponta para o futuro da música
DE SÃO PAULO
A banda Metric representa um dos caminhos promissores da música e, tal como o Radiohead, rompeu com suas gravadoras e assumiu o controle total.
Os integrantes do Metric dizem que o maior patrimônio que um artista pode ter hoje é a relação direta com seus fãs. Para isso, vale tudo: cadastro de e-mails, Twitter, Facebook e assim por diante.
O assunto é tema da coluna "Internets" no caderno Folhateen (íntegra disponível para assinantes do jornal e da UOL) desta segunda-feira.
A banda Metric representa um dos caminhos promissores da música e, tal como o Radiohead, rompeu com suas gravadoras e assumiu o controle total.
Os integrantes do Metric dizem que o maior patrimônio que um artista pode ter hoje é a relação direta com seus fãs. Para isso, vale tudo: cadastro de e-mails, Twitter, Facebook e assim por diante.
O assunto é tema da coluna "Internets" no caderno Folhateen (íntegra disponível para assinantes do jornal e da UOL) desta segunda-feira.
Folha - Steven Tyler admite que só largou as drogas em 2009
DE SÃO PAULO
Steven Tyler, do Aerosmith, revelou ter gasto cerca de R$ 30 milhões em drogas e álcool ao longo de sua carreira. O vocalista admitiu também que estava sob efeito de drogas quando caiu do palco em agosto de 2009 e que só deixou o vício depois disso.
Tyler, 63, que voltou ao noticiário este ano ao ser escalado como jurado do programa "American Idol", lança esta semana a sua autobiografia, "Does The Noise In My Head Bother You?" (o som na minha cabeça te incomoda?, em tradução livre).
"Eu cheirei meu Porsche, eu cheirei meu avião, eu cheirei minha casa", escreve Tyler no livro, confessando ter ficado falido apesar de ganhar milhões de dólares com o sucesso da banda.
Durante entrevista neste domingo para divulgar a biografia no programa "Dateline", o músico falou também sobre seus exageros dos últimos anos e do susto que passou ao ser internado depois de cair do palco durante uma apresentação ao Aerosmith nos Estados Unidos.
"Quando meu filho olho nos meus olhos chorando e dizendo 'pai, você estava tão louco ontem à noite que eu fiquei com medo', era o que eu precisava. Eu voltei para a reabilitação e mantive a disposição e continuo indo aos encontros", diz.
Steven Tyler, do Aerosmith, revelou ter gasto cerca de R$ 30 milhões em drogas e álcool ao longo de sua carreira. O vocalista admitiu também que estava sob efeito de drogas quando caiu do palco em agosto de 2009 e que só deixou o vício depois disso.
Tyler, 63, que voltou ao noticiário este ano ao ser escalado como jurado do programa "American Idol", lança esta semana a sua autobiografia, "Does The Noise In My Head Bother You?" (o som na minha cabeça te incomoda?, em tradução livre).
"Eu cheirei meu Porsche, eu cheirei meu avião, eu cheirei minha casa", escreve Tyler no livro, confessando ter ficado falido apesar de ganhar milhões de dólares com o sucesso da banda.
Durante entrevista neste domingo para divulgar a biografia no programa "Dateline", o músico falou também sobre seus exageros dos últimos anos e do susto que passou ao ser internado depois de cair do palco durante uma apresentação ao Aerosmith nos Estados Unidos.
"Quando meu filho olho nos meus olhos chorando e dizendo 'pai, você estava tão louco ontem à noite que eu fiquei com medo', era o que eu precisava. Eu voltei para a reabilitação e mantive a disposição e continuo indo aos encontros", diz.
Assinar:
Postagens (Atom)