sexta-feira, 30 de julho de 2010

Destaques dos Jornais 30/07/2010

Estado de São Paulo

"Perfeitamente clássica, a sinfônica de Heidelberg".

"'Uma noite em 67' revive festival de música da Record".

"Festival em SP terá Smashing Pumpkins e Pavement".

Jornal do Brasil

"Banda galesa lança clipe com modelo de topless e causa polêmica".

Estadão - Perfeitamente clássica, a sinfônica de Heidelberg

AE - Agência Estado

A Orquestra Sinfônica de Heidelberg, que se apresenta em duas noites pela temporada do Mozarteum, é tida como uma perfeita guardiã do repertório clássico vienense. E os três compositores escolhidos para a ocasião - Haydn, Mozart e Antonio Salieri - de fato terminaram suas vidas em Viena.
Cada peça conduzida pelo maestro Thomas Fey tem algo de especial. ‘Sinfonia nº82 em Dó Maior - O Urso’ e ‘Sinfonia nº 92 em Sol Maior - Oxford’ são de Haydn, compositor de quem o conjunto já fez elogiadas gravações. ‘Les Horaces: Abertura’, de Salieri, é um começo de ópera que nunca teve audições no Brasil. E ‘Concerto para Piano nº 21’, de Mozart, tem solos do premiado pianista chinês Haiou Zhang.
Orquestra Sinfônica de Heidelberg - Sala São Paulo (1.484 lug.). Pça. Júlio Prestes, 16, Luz, 3815-6377. 2ª (2) e 3ª, 21h. R$ 75/R$ 200.

Estadão - 'Uma noite em 67' revive festival de música da Record

AE - Agência Estado

Após ser exibido no É Tudo Verdade, maior festival de documentários do País, "Uma Noite em 67", dos diretores Renato Terra e Ricardo Calil, estreia hoje nos cinemas. O festival foi uma vitrine e tanto para o filme que surgiu como desdobramento da monografia de conclusão do curso de Comunicação de Renato Terra, em 2003. Ele se debruçou sobre a era dos grandes festivais de música, nos anos 1960/70. Decidido a fazer um longa documentário, chamou seu amigo jornalista, Ricardo Calil. Trabalharam cinco anos no projeto, ganharam apoio da Videofilmes e da TV Record, que abriu seu arquivo.
"Uma Noite em 67" é o tipo do filme que levanta o público e Terra e Calil já se acostumaram a ver espectadores exaltados - e eufóricos com o que para muitos ainda é uma novidade. "Uma Noite em 67" dirige seu foco para a noite de encerramento do Festival da Record de 1967, talvez o mais emblemático dos festivais de música ocorridos no País. Algo decisivo ocorreu naquela noite. O Brasil vivia sob uma ditadura e o palco virou cenário de uma disputa ideológica. A guerra da canção de protesto com a guitarra elétrica, símbolo da dominação imperialista, que Gilberto Gil usou em "Domingo no Parque".
Colocar guitarra elétrica na MPB era considerado de direita. Os artistas de raiz, contrários à guitarra, eram de esquerda. Houve um clima de radicalismo - um Fla-Flu musical, como define Calil. "Não quisemos fazer um filme didático, mas trabalhar o emocional, entregando ao público um documentário que as pessoas precisam completar." E elas completam - e como! Quatro músicas dominavam a competição -"Ponteio", "Domingo no Parque", "Roda Viva" e "Alegria, Alegria". "Até hoje elas polarizam as opiniões. Tem gente que reclama por que Alegria, Alegria não ganhou, ou Roda Viva". O público que viveu a época agradece aos diretores por trazê-la de volta. Os jovens, porque o filme os projeta num mundo que não conheceram.
Embora o desfecho seja conhecido, o formato é de thriller, com direito a suspense. "Daniela Thomas deu um retorno muito interessante", conta Calil. "Ela considerou o filme hitchcockiano." Os diretores já foram sondados para levar "Uma Noite em 67" ao Festival de Roterdã. "Não fechamos nada, mas acho legal. Esses artistas possuem grandeza, têm uma carreira internacional, há demanda pelo filme." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão - Festival em SP terá Smashing Pumpkins e Pavement

AE - Agência Estado

A organização do Planeta Terra confirmou as primeiras atrações deste ano. A quarta edição do festival receberá as bandas americanas Smashing Pumpkins, Pavement, Girl Talk 3rd band, Yeasayer e Of Montreal, os ingleses do Hot Chip e os franceses do Phoenix. Assim como no ano passado, o evento ocorrerá no Playcenter, em São Paulo, com dois palcos e um público estimado de 20 mil pessoas. A edição deste ano está marcada para 20 de novembro.
Os ingressos começam a ser vendidos no domingo, pelo tel. 4003-5588 e em diversos pontos de venda. O primeiro lote custará R$ 160 (R$ 80, meia-entrada); o segundo, R$ 180 (R$ 90, meia); o terceiro, R$ 200 (R$ 100, meia); e o último, R$ 220 (R$ 110, meia). Um erro da Tickets For Fun, empresa que controla a venda de ingressos, disponibilizou temporariamente entradas para o festival na manhã de anteontem. As vendas já foram suspensas e recomeçam oficialmente no dia 1.º de agosto. Os ingressos que já foram comprados são válidos. Mais informações no site www.planetaterra.com.br. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

JB - Banda galesa lança clipe com modelo de topless e causa polêmica

Portal Terra

LONDRES - A banda galesa Feeder estampou diversos tabloides do Reino Unido nesta sexta-feira ao lançar um preview do clipe de seu novo single, a canção Renegades. No curto vídeo, uma modelo aparece vestindo apenas uma calcinha e uma máscara do tipo balaclava.
Enquanto o trio toca em um galpão abandonado, a modelo caminha destruindo tudo em sua frente com um bastão de beisebol. Em uma das cenas divulgadas no teaser, ela chega a derramar café quente no colo de um homem de terno.
A garota, que não mostra o rosto em nenhum momento do vídeo, também estampa a capa do álbum da banda. O Feeder tem shows marcados até o final de novembro pasando por todo o Reino Unido e Holanda.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Destaques dos Jornais 29/07/2010

Folha de São Paulo

"Fatboy Slim deve se apresentar em festival de música eletrônica no Brasil".

"Longa refaz história da MPB a partir da grande final do festival de 1967".

Jornal da Tarde

"Uma biografia de Lady Gaga".

Folha - Fatboy Slim deve se apresentar em festival de música eletrônica no Brasil

DE SÃO PAULO

O DJ inglês Fatboy Slim é uma das atrações que devem se apresentar no festival de música eletrônica Ultra Music.
O evento, promovido pela F. Frison, terá 14 horas de duração e está marcado para novembro.
A festa deve ocorrer no Estação Ultra/Morumbi, espaço para 30 mil pessoas que fica na marginal Pinheiros, em São Paulo.
A informação é da coluna Mônica Bergamo, publicada na Folha desta quinta-feira (29). A íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL.

Folha - Longa refaz história da MPB a partir da grande final do festival de 1967

DE SÃO PAULO

É impossível esquecer aquela noite. Ao mesmo tempo, como é difícil recordá-la.
A final do 3º Festival da Música Popular Brasileira, exibida pela Record em 21 de outubro de 1967, ficou congelada na memória do público como um momento único.
"Não temos nada para ensinar aos jovens de hoje", diz Sérgio Ricardo
Para seus protagonistas, porém, se foi alegria, foi também perturbação. É isso que revela, quatro décadas mais tarde, "Uma Noite em 67", documentário de Renato Terra e Ricardo Calil, crítico de cinema da Folha.
Por meio dos arquivos da TV Record e de depoimentos de quem estava lá, o filme revê um momento que iria se provar fundamental para a forma que assumiria, a partir dali, a música brasileira.
Há Chico Buarque ("Roda Viva"), Caetano Veloso ("Alegria, Alegria"), Gilberto Gil ("Domingo no Parque") e Roberto Carlos ("Maria, Carnaval e Cinzas") a defender suas canções. E há todos eles a rememorar aquela noite.
"Eu era um fantasma no palco", diz Gil, que caiu de cama, em pânico, horas antes da apresentação.

INTIMIDADE

É desses reencontros profundos com o passado que se constitui o filme. Fica claro que os diretores sabiam que muitos, como Caetano e Gil, tiveram suas falas sobre aquela noite banalizadas, tamanha a quantidade de entrevistas dadas a respeito.
Tinham também em mente que outros, como Chico e Roberto, dificilmente baixariam a guarda. "Era fundamental criar uma cumplicidade. Nós nos preparamos muitos e tentamos ser delicados, respeitosos", diz Calil.
Com isso, arrancaram de cada um momentos de graça, emoção e intimidade, como raras vezes se veem na tela.
"Ao ver o filme, assustei-me mais com suas revelações do que em me ver naquela agonia de não poder mostrar uma música", diz Sergio Ricardo que, impedido pelo público de cantar "Beto Bom de Bola", atirou a viola à plateia. O filme traz à luz a cena inteira, e não apenas a explosão. "Me sinto de alma lavada."
Há também um quê de acerto de contas no que sente Marília Medalha, que cantou, com Edu Lobo, "Ponteio", a grande vencedora da disputa de jovens gigantes.
"Fui espoliada após o festival, não só por pessoas da música, mas também por artistas do universo teatral", diz. "Com o AI-5 [1968], o negócio piorou muito. Num show com Vinicius [de Moraes], fui proibida de cantar 'Ponteio'. Não descobri se era por causa da música ou por saberem que tinha vínculos com presos políticos", diz.
A entrevista com Medalha, como dezenas de outras --entre elas as de Ferreira Gullar, Chico Anysio, Arnaldo Batista, Martinho da Vila--, ficou fora do corte final do filme. Estarão todos no DVD.
A opção de concentrar-se nas cinco primeiras classificadas faz com que cada canção seja vista de ponta a ponta. Por meio dessas imagens, o espectador não só conhece os maiores artistas da MPB quando jovens, como também visita os primórdios da TV. Ali, o cigarro em cena era tão natural quanto o jovem Chico, com 23 anos, apresentar-se de smoking.

JT - Uma biografia de Lady Gaga

Jornal da Tarde

Aos 24 anos, Stefani Joanne Angelina Germanotta – mais conhecida como Lady Gaga –, é uma das 100 artistas mais influentes do mundo, segundo a revista Time. O mais incrível dessa história é que há três anos, ninguém sabia quem era essa moça. Em 2007, Stefani Germanotta já tocava e cantava em casas noturnas de Nova York, onde nasceu, numa família rica. Mas sua música não conseguia chamar a atenção de ninguém: público, crítica e produtores. Até que um dia, quando se apresentava num bar, ela ficou indignada ao perceber que as pessoas não estavam dando a mínima para o seu show. Para conquistar a atenção da plateia, a jovem tirou a roupa, ficando no palco só de calcinha e sutiã, e continuou cantando, agora, sim, sob os olhares atentos do público – especialmente os homens.
Foi assim que ela percebeu que investir em apresentações espalhafatosas e declarações polêmicas – como a de que seria bissexual – poderia ser uma ótima maneira de compensar sua música de qualidade duvidosa. A verdade é que, desde então, Stefani virou Lady Gaga, conquistando fama e sucesso em todo o mundo. Mesmo tendo lançado apenas um disco, The Fame, em 2008, ela já vendeu mais de 15 milhões de unidades e tem shows com ingressos esgotados em qualquer lugar do planeta. Com uma carreira tão meteórica, a vida de uma garota como essa mereceria uma biografia, mesmo ela tendo apenas 24 anos?
A resposta, segundo a jornalista britânica Helia Phoenix, 29 anos, é sim. Escrita por Helia, chega este mês ao Brasil a biografia não-autorizada Lady Gaga. E, neste caso, o “não-autorizada” não significa que a obra traz episódios polêmicos e inéditos da vida da cantora. Nem se quisesse, Lady Gaga poderia ter autorizado a biografia. É que Helia nunca conversou com a cantora americana. Nunca. Nem uma entrevista, sequer. Em entrevista exclusiva ao JT, a própria autora admite essa falha gravíssima para quem quer escrever a biografia de alguém. “Tentei contato, mas os empresários dela nunca me responderam”, diz Helia.
Tudo na internet
Por isso, o livro da jornalista foi escrito baseado apenas em entrevistas dadas por Lady Gaga a vários jornais e revistas e declarações postadas no Youtube. Se você fizer uma pesquisa na internet sobre a vida da cantora, vai encontrar tudo lá. O livro não traz nada sobre a vida de Gaga que já não tenha sido publicado. Faltam dados sobre a infância da cantora, detalhes sobre o namoro conturbado com seu único amor (até agora) – o ex-namorado Luc Carl –, além, claro, de entrevistas com a própria Lady Gaga. O oportunismo é tão evidente que Helia Phoenix confessa só ter assistido a um show da cantora. A jornalista justifica a decisão de escrever o livro mesmo sem ter acesso à biografada. “Lady Gaga inspira os jovens. A vida que ela já viveu vale por cinco. Há um interesse das pessoas em conhecer a história dela”, diz.
Gaga: a heroína
O problema é que o livro conta muito pouco dessa história e, pior, se limita ao que já foi publicado e divulgado. Nem podia ser diferente. Como a própria Helia afirma, ela nunca, sequer, chegou nem perto de Gaga. “Uma vez, fiquei aguardando próximo ao ônibus da turnê dela aqui na Inglaterra. Mas eu precisava ir ao banheiro. Quando voltei, o ônibus já tinha ido embora”, lembra (leia entrevista à direita). O livro tem outra deficiência. Apesar de não se assumir como fã de Gaga, Helia Phoenix não fez uma biografia, e sim uma série de rasgados e exagerados elogios à cantora.
Em vários trechos da obra, chega a ser infantil a exaltação que a autora faz a sua biografada (veja box à esquerda). Num dos capítulos, a jornalista escreve: “Ela enfrentou muitas dificuldades na vida. Se fosse uma pessoa comum, desistiria. Mas não era uma pessoa comum, e sim, Lady Gaga”. Quem não conhece a história da artista, vai pensar que ela nasceu no gueto e subiu na vida. Na verdade, a cantora vem de família rica e morava num apartamento de luxo em Nova York. Atualmente vivendo no País de Gales, Helia Phoenix nunca fez nenhum trabalho relevante na imprensa britânica. A rasa biografia de Lady Gaga pode ser uma tentativa da jornalista de conseguir sucesso. A tirar pelo número de fãs da cantora mundo afora, não é improvável que isso aconteça, mesmo com a fraca qualidade do livro. Mas, a pergunta persiste: será que uma pessoa de 24 anos merece uma biografia? “Acho que ela merece. Tenho certeza de que Gaga vai continuar produzindo coisas novas por muito tempo”, diz Helia. É esperar para ver, ou melhor, ler. Ou não.

Entrevista com a autora Helia Phoenix

Por que uma biografia de Lady Gaga?
Ela é uma personagem muito inspiradora e sua história é realmente interessante. Acho que ela é um grande modelo, que mostra que se você trabalhar realmente duro, pode realizar seus sonhos, sejam eles quais forem.
Uma biografia é feita com bons e maus momentos da vida dos personagens. No seu livro, você não mostra quando Lady Gaga erra.
Há muitos pontos baixos na vida dela, como nos tempos em que ela estava na escola e não conseguia ser uma das garotas populares. E quando ela saiu de casa e estava tomando drogas e fazendo festas o tempo todo.
Quantas vezes você conversou com Lady Gaga para escrever o livro?
Nenhuma. Nunca falei com ela. Tentei contato com ela por meio dos assessores, mas não tive nenhuma resposta.
E a quantos shows dela você assistiu?
Apenas um. O ‘Monster Ball’, no Reino Unido. Foi sensacional! Mas vi muitos vídeos no YouTube que ela fez antes de ser famosa e depois da fama. São todos excelentes, incríveis!
Você conseguiu ao menos chegar perto dela alguma vez?
Nunca. Uma vez, fiquei aguardando do lado de fora do ônibus da turnê dela no Reino Unido. Esperei por quatro horas, depois do show. Mas eu precisava desesperadamente ir ao banheiro. Quando voltei, o ônibus tinha ido embora.
Uma moça de apenas 24 anos merece mesmo uma biografia?
Ela tem muita bagagem para os 24 anos. É jovem, mas já viveu cinco vidas! Para alguém tão nova, ela é muito orientada e motivada. Todo ano, ela faz o suficiente para render outro livro.
Certamente, Lady Gaga ainda vai produzir muita coisa. A biografia não é precipitada?
Tenho certeza de que ela ainda vai fazer muita coisa bacana em sua vida: novos shows, novos vídeos, talvez, novos gêneros de arte e expressão. Mas muitas pessoas não sabem nada sobre seu passado e sua luta para alcançar a fama. É isso que este livro cobre.
Você pretende atualizar o livro com novos fatos sobre a vida de Lady Gaga?
O livro foi atualizado no começo deste ano. Seria possível continuar a atualizá-lo todos os meses! Em alguns anos, eu gostaria de escrever outra biografia dela, somente com o que aconteceu desde o lançamento do primeiro livro.
Quando você decidiu escrever esta biografia de Lady Gaga?
No início do ano passado, quando ela tinha acabado de chegar às paradas britânicas. Eu sabia que ela seria uma grande artista e que as pessoas gostariam de saber da sua história.
O fato de Lady Gaga sempre aparecer com visual extravagante não é uma forma de desviar a falta de telento?
Acho que não. Você pode distrair a atenção vestindo roupas escandalosas por pouco tempo. Em seguida, as pessoas perceberão se você tem talento, independentemente do que você estiver vestindo.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Destaques dos Jornais 28/07/2010

Estado de São Paulo

"Piano branco de Elvis Presley vai a leilão por US$ 1 mi".

Folha de São Paulo

"Mônica Bergamo: Mariah Carey vai ficar apenas dois dias no Brasil".

"Biografia em quadrinhos revela detalhes da vida de Elvis Presley".

"Luísa Maita traduz os paulistanos da periferia em disco".

Jornal da Tarde

"Silvio Brito lança disco de protesto".

Jornal do Brasil

"Mariah Carey manda recado aos fãs brasileiros no Twitter".

Estadão - Piano branco de Elvis Presley vai a leilão por US$ 1 mi

da EFE

LOS ANGELESl (EFE) - O piano branco de Elvis Presley, avaliado em US$ 1 milhão, será leiloado no dia 14 de agosto, juntos com mais de 270 lembranças do 'rei do rock', informou hoje o jornal "The Commercial Appeal".
O piano de cauda fabricado pela Knabe foi tocado por artistas como W.C. Handy, Duke Ellington, Count Basie e Cab Calloway, antes de Elvis o comprar, em 1957.
O instrumento pertenceu ao auditório Ellis, em Memphis, no estado americano de Tennessee, entre 1930 e 1957 e, segundo a imprensa local, tinha um valor sentimental para o cantor, que quando era criança assistia frequentemente a shows de música gospel no local.
A cor original do piano é marrom, mas Elvis pediu ao fabricante que o pintasse de branco com linhas douradas antes de fazer parte de sua sala de música em Graceland.
Segundo George Klein, amigo de Elvis, o artista preferia entreter seus convidados com o instrumento que com a guitarra que usava em seus shows.
O piano será a peça mais cara do leilão sobre o rei do rock, organizado pela Heritage Auction Galleries, que estima seu valor em US$ 1 milhão.
Entre as 270 relíquias que também serão leiloadas, estará o contrato original assinado por Elvis com a RCA Records em 1955, qualificado por Garry Shrum, especialista em música da casa de leilões, como "o primeiro grande contrato de rock and roll assinado" e que poderia superar o valor de US$ 150 mil.

Folha - Mônica Bergamo: Mariah Carey vai ficar apenas dois dias no Brasil

DE SÃO PAULO

A cantora americana Mariah Carey, que vai se apresentar na Festa do Peão de Barretos, no interior de São Paulo, desembarca na capital do Estado no dia 20 de agosto.
Ela vai passar a noite no hotel cinco estrelas Grand Hyatt.
No dia seguinte, viaja para Barretos, onde se apresenta à noite.
Ela deve retornar aos Estados Unidos após o show.
A informação é da coluna Mônica Bergamo, publicada na Folha desta quarta-feira (28). A íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL

Folha - Biografia em quadrinhos revela detalhes da vida de Elvis Presley

da Livraria da Folha

Uma das figuras mais populares do século 20, Elvis Presley (1935-1977) protagonizou uma grande mudança cultural nos EUA que se espalhou pelo mundo. O astro influenciou toda uma geração no jeito de vestir, andar, falar, dançar e fazer música.
A trajetória do músico e seu impacto na cultura pop são contados na HQ "Elvis" (8Inverso Editora, 2010), organizada e roteirizada pelos quadrinistas alemães Titus Ackermann e Reinhard Kleist.
Na obra, a vida de Presley é separada em dez capítulos que trazem detalhes de sua trajetória e suas vivências, como o início do sucesso, a larga participação em produções hollywoodianas e sua decadência aos 40 anos que culminou com sua morte.
Cada parte é ilustrada por artistas europeus diferentes, a maior parte deles alemães. O próprio Kleist é responsável por dois dos episódios. Os outros estão divididos entre quadrinistas como Nic Klein, Uli Oesterle, Isabel Kreitz e Thomas von Kummant.
Titus Ackermann, por sua vez, faz um trabalho com ilustrações que remetem à fotos históricas da iconografia do astro.
Publicada na Alemanha em 2007, a obra acaba por compor um panorama dos maiores expoentes dos quadrinhos alemães contemporâneos. "Elvis" será lançado no dia 31 de julho.
Reinhard Kleist também é responsável pela biografia em quadrinhos do ídolo da música country, Johnny Cash (1932-2003), publicada no Brasil com o título de "Johnny Cash - Uma Biografia" (8Inverso Editora, 2009).

"Elvis"
Autores: Titus Ackermann e Reinhard Kleist
Editora: 8Inverso
Páginas: 220
Quanto: R$ 63
Onde comprar: 0800-140090 ou na Livraria da Folha

Folha - Luísa Maita traduz os paulistanos da periferia em disco

DE SÃO PAULO

Autora de canções ouvidas na voz de outras cantoras --como Mariana Aydar e Virgínia Rosa--, a paulistana Luísa Maita, 28, lança "Lero-Lero", seu álbum de estreia.
Além da versão nacional, o trabalho ganhou edições em Portugal, Inglaterra e Espanha, no mês passado. Nesta semana, chega também aos EUA, Canadá e México. Em outubro, à França.
Apesar do esquema internacional do lançamento, os personagens que percorrem a maioria de suas canções são tipicamente paulistanos --mais especificamente, figuras da periferia da cidade.
Luísa foge dos estereótipos de crime e violência. Constrói letras retratando sobretudo amizades e amores.
O disco ia se chamar "Maria e Moleque", nome que batiza uma das faixas. Vêm dela os versos a seguir (escritos por Rodrigo Campos, namorado de Luísa), que simbolizam bem o tom geral.
"E se amaram num opala de vidro fumê/ Em qualquer encruzilhada, Vila das Mercês/ Rita suspirava embevecida/ Encharcada, o próprio prazer vertia."
Luísa participou ativamente de "São Mateus Não É um Lugar Assim Tão Longe", primeiro trabalho de Campos, lançado no ano passado, que abordava ainda mais monotematicamente o tema.
Mas a intimidade com os personagens da periferia é anterior à parceria com o namorado --que, aliás, é coprodutor (com Paulo Lepetit e a própria Luísa) e assina mais duas faixas de "Lero-Lero".
Filha do músico Amado Maita (1948-2005) e da produtora musical Myriam Taubkin, ela morou, na adolescência, em uma espécie de comunidade hippie.
"O sítio ficava num lugar chamado Pedacinho do Céu, na extrema zona sul. Com o passar do tempo, uma favelona foi crescendo em volta dele", lembra. "Meus pais foram os últimos a sair dali. Vivi lá até os 11 anos."
Nesse cenário, conviveu com músicos como Sizão Machado, Léa Freire, Guilherme Vergueiro, Mozar Terra, os tios Benjamim, Daniel Taubkin e até o maestro Moacir Santos, que viviam por perto ou faziam visitas constantes.
E também, claro, com toda a criançada da favela.
"Ao mesmo tempo, estudava em colégio judaico, então convivia com o contraste", diz. "Observava os dois contextos, mas não me sentia parte de nenhum deles."
"Lero-Lero" são, portanto, as memórias dessa personagem-observadora.

LERO-LERO
ARTISTA: Luísa Maita
GRAVADORA: Oi Música
QUANTO: R$ 19,90

JT - Silvio Brito lança disco de protesto

Jornal da Tarde

Quem é maluco beleza, mas não é o Raul Seixas? Aos 58 anos, o cantor Silvio Brito lança o seu 31° trabalho, o CD Chega. Em suas novas músicas, Brito protesta contra políticos, comenta o aquecimento global e até o comportamento da mídia. Em entrevista exclusiva ao JT, o compositor de sucessos como Tá Todo Mundo Louco, Espelho Mágico e Pare o Mundo Que Eu Quero Descer, fala que a grande mídia está “desconectada” do gosto popular, da tristeza que seria ouvir a sua música no palanque de qualquer candidato político e da sua relação com o Raul Seixas. Confira:
Por que um disco de protesto? Esse tipo de projeto não é algo que artistas brasileiros têm feito com muita frequência…
Os artistas sempre fizeram discos assim. O problema é que a mídia fica alheia. São as minhas músicas mais contundentes que fazem sucesso com o público em geral. Agora, a rádio não toca. Não está na televisão…
E por quê?
Experimenta ligar para uma rádio e pedir uma música. Você não pode escolher a música que você realmente quer. Você tem de escolher entre aquelas três canções que estão na programação da rádio. As coisas são impostas de baixo pra cima. Ora, isso é a mercantilização da arte!
Artistas como você se ressentem dessa falta de espaço na mídia?
Eu, não. Mas falo pelos mais jovens. Eu, felizmente, não paro de fazer shows, mesmo sem tocar na televisão ou no rádio. O Benito de Paula é outro que vive bem sem a mídia. Acho que, na verdade, é a grande mídia quem está desconectada do o gosto popular. A audiência dos programas musicais de televisão despencaram dos anos 1980 para cá.
Voltando à música de protesto… Em ano de eleição, ela tem um apelo maior?
Acho que tem um clima propício. As pessoas estão mais ligadas nos assuntos, mais indignadas. A música ‘Chega’ fala tudo aquilo que as pessoas gostariam de falar.
Você não corre o risco de ouvir sua música sendo usada por um candidato qualquer?
Eu não posso impedir ninguém de tocá-la. Mas isso seria muito frustrante e limitante para a música. Minha militância nunca foi política e partidária. Não queria ouvir minhas músicas servindo a nenhum candidato.
Você já pensou em se candidatar a algum cargo público?
Essa tentação já passou pela minha cabeça. Mas, felizmente, estou livre disso. Sou muito mais útil como artista.
Muita gente, principalmente os mais jovens, comparam o seu trabalho ao do Raul Seixas. Isso faz sentido?
Eu e o Raul dividíamos a cena nos anos 1970. Nós tínhamos um diálogo musical, uma provocação em canções como Tá Todo Mundo Louco e Ouro de Tolo. Eu falava dele, ele falava de mim. Era uma coisa meio Emilinha e Marlene (cantoras de rádio que tinham fã-clubes rivais).
Quais eram as principais diferenças entre vocês?
Eu sempre fui mais clean. O Raul tinha essa coisa mais down, existencial. Eu sempre fui mais otimista, sempre vi uma saída. Eu tinha um público mais amplo, com crianças e jovens.
Essa comparação com o Raul Seixas é ruim?
É que tem uma coisa que é a história contada por quem viveu e a história contada por quem ouviu falar. Eu acho chato falar, mas houve um período, na década de 70, que eu vendi mais do que o Raul. E era mais popular.
Muitas das suas músicas falam de malucos, loucos, como seu maior sucesso: ‘Tá Todo Mundo Louco’. Esse é um tema importante na sua obra?
É que naquela época, nos anos 60 e 70, eu achava que estava todo mundo louco mesmo. Eu tinha certeza disso. Depois, uma coisa foi puxando a outra. Eu cheguei a fazer shows em manicômios e via aquela realidade. Aí, escrevia outras canções sobre o tema.
Você entrou de cabeça nesta loucura, na coisa do sexo, drogas e rock and roll?
Felizmente, não. Nunca fui fanático por nada. Sempre procurei o equilíbrio. Perdi muitos amigos que embarcaram nessa onda. Eu, nem sei por quê, mas sempre tive uma proteção. Escapei disso.

JB - Mariah Carey manda recado aos fãs brasileiros no Twitter

Portal Terra

SÃO PAULO - A cantora Mariah Carey escreveu um recado no Twitter para os fãs brasileiros. "Ola, meus queridos fans brasileiros!!! Eu nao vejo a hora de ve-los no dia 21 de agusto (sic). Com muito amor, Mariah:)", diz a mensagem.
Mariah Carey é atração internacional da Festa do Peão de Barretos, no interior de São Paulo. Ela se apresenta na noite do dia 21 de agosto.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Destaques dos Jornais 27/07/2010

Estado de São Paulo

"Após três anos, Macy Gray lança álbum de inéditas".

Folha de São Paulo

"Rihanna estreará como atriz no filme "Batalha Naval"".

"Após rumores sobre drogas, Junior Lima vai processar jornalista".

Jornal da Tarde

"Wilson das Neves lança terceiro CD solo".

"O novo retorno de Macy Gray".

"Com a benção de Renato Russo".

Jornal do Brasil

"Rihanna diz que quer fazer vídeo "quente e sexy" com Lady Gaga".

Estadão - Após três anos, Macy Gray lança álbum de inéditas

AE - Agência Estado

A cantora e compositora americana Macy Gray foi vista no Brasil pela última vez em apresentações em junho do ano passado. Pouco mais de um ano depois dessas aparições diante do público brasileiro e há três sem lançar um disco de inéditas, ela retorna com sua voz e música vigorosas no novo CD "The Sellout" (Universal Music), o quinta da carreira.
Como se procurasse um posicionamento coerente com o que acredita dentro do show biz, superando uma súbita crise de identidade musical, Macy Gray precisou desse respiro. Daí o "sellout" do título, numa ironia aos artistas que se vendem, que se tornam comerciais - o significado da palavra em inglês.
Gravado sem pressa, em Los Angeles (EUA), ao longo do ano passado, "The Sellout" conta com a mixagem de Manny Marroquin, vencedor de quatro Grammy e que já trabalhou com grandes nomes da música, como Rihanna, Alicia Keys, John Mayer e Lady Gaga, entre outros. Agrega todos os elementos ao sabor de Macy Gray, com grooves, batidas dançantes e clima cool, identificados em músicas como "On & On", "Lately", "Help Me" e "That Man".
Mas entre as 12 canções, todas composições suas com parceiros musicais diferentes, a cereja do bolo parece ser mesmo "Kissed It", com colaborações de Slash, Duff McKagan e Matt Sorum, da banda de hardcore Velvet Revolver. Atacando numa linha mais melody, ela aparece em "Still Hurts", em duo com Romika, e "Real Love", com participação especial do rapper Bobby Brown. Canta ainda "Let You Win", com jeitão de balada. Momentos mais românticos que quebram um pouco a dinâmica do disco, mas não chegam a prejudicar a saborosa audição. Como uma analogia ao novo retorno da diva, a canção "The Comeback" fecha CD com um aviso vindo da própria Macy: "Estou voltando para ser grande de novo". As informações são do Jornal da Tarde.

Folha - Rihanna estreará como atriz no filme "Batalha Naval"

DA EFE

A cantora Rihanna fará sua estreia como atriz de cinema em 2012, no filme "Batalha Naval", baseado no famoso jogo criado pela fabricante de brinquedos Hasbro.
Segundo o site da revista "Variety", o filme será dirigido por Peter Berg "Hancock", (2008), que "está ansioso" para rodar a história, que acontece através de céu, mar e terra, onde acontecerá uma batalha contra "uma força superior, na qual estará em jogo a sobrevivência do planeta".
O acordo foi anunciado pelo estúdio Universal, responsável pelo filme, que ainda não tem data definitiva para lançamento. No entanto, segundo a "Variety", a estreia deve ser marcada para 25 de maio de 2012.
Em "Batalha Naval", a cantora de Barbados contracenará com Taylor Kitsch - um velho conhecido do diretor, com quem trabalha na série televisiva "Friday Night Lights", produzida pela rede televisiva americana "NBC".
O elenco terá também Alexander Skarsgard ("True Blood"), que viverá o irmão do oficial naval que será interpretado por Kitsch, em roteiro escrito por Jon e Erich Hoeber, sob a supervisão de Brian Koppelman e David Levien.
A produção estará a cargo do próprio Berg, junto a Sarah Aubrey, da produtora Film 44; Brian Goldner e Bennet Schneir, da Hasbro; e Scott Stuber, da produtora Stuber Pictures.
Rihanna ganhou fama mundial em 2005, quando tinha apenas 17 anos, com a música "Pon de Replay". Desde então, teve sete músicas que lideraram paradas de sucesso nos EUA.

Folha - Após rumores sobre drogas, Junior Lima vai processar jornalista

da Folha

Junior Lima vai processar um jornalista por insinuar que ele estaria internado em uma clínica, curando-se de uma dependência em crack. A informação correu na internet na semana passada. O irmão da Sandy entrou em contato com seu advogado ontem para tomar as medidas judiciais cabíveis. Segundo a assessoria do músico, enquanto a notícia não tinha citado seu nome, Junior estava tranquilo. No fim de semana, porém, a publicação fez uma reportagem com uma foto do artista afirmando ser estranho ele ter ido viajar com Amon-rá, da Família Lima, já que o grupo tinha se apresentado no Brasil. Junior acabou de chegar dos EUA, onde fez shows nos dias 20 e 22.

JT - Wilson das Neves lança terceiro CD solo

Jornal da Tarde

Em 1954, o músico carioca Wilson das Neves, hoje com 74 anos, sentou no banco do baterista e do percussionista, para não sair mais. Passou as últimas décadas integrando a cozinha musical de mais de 600 artistas, incluindo Elis Regina, Roberto Carlos, Elza Soares e Chico Buarque.
Passou a experimentar parcerias com outros compositores e abastecer o repertório de cantores em busca de boa música. Até que, em 1996, o velho bamba resolveu assumir, pela primeira vez, a interpretação das próprias canções. Foi sua estreia no disco solo ‘O Som Sagrado de Wilson das Neves’, lançado pela CID.
Quatorze anos depois – e outro disco nesse meio tempo, o ‘Brasão de Orfeu’ (Acari Records/Biscoito Fino, de 2004) –, Wilson das Neves lança o 3º trabalho autoral, o ótimo ‘Pra Gente Fazer Mais Um Samba’. Ao amigo de 25 anos, Chico Buarque escreveu dedicatória especial na abertura do encarte do CD. “Eu conhecia Wilson das Neves dos discos, reconhecia de cara sua batida, vez por outra o peruava através do vidro de estúdios de gravação. Hoje não subo ao palco sem ele”, elogiou o compositor.
Sobre o fato de encarar o microfone depois de anos a fio fazendo nome como instrumentista, Wilson diz não fazer dessa experiência um bicho de sete cabeças. “Eu nunca tinha cantado antes daquele primeiro álbum, em nenhum lugar. Mas hoje não vejo em cantar uma situação desconfortável”, garante ele. A cadência de sua voz forte e segura aponta que ele realmente está bem-resolvido na função.
“Para mim, o samba é o que fala mais alto. Mas hoje rotulam todo mundo. O samba tem vários nomes: bossa nova, samba reggae, samba rock… Mas é tudo a mesma coisa”, observa. E Wilson compositor não é homem de um samba só. Pelos seus cálculos, são mais 60 composições ainda na gaveta, na fila para serem gravadas – por ele ou outro intérprete. Com Paulo Cesar Pinheiro, estabeleceu uma de suas parcerias mais constantes desde a década de 70.
No disco ‘Pra Gente Fazer Mais Um Samba’, eles assinam juntos boa parte do repertório, incluindo a faixa título, mais ‘Outono Chegou’, ‘Folha no Ar’, ‘Coquetel’, ‘Quem Espera Nunca Alcança’, ‘Passarinho de Gaiola’ e ‘Velha Guarda do Império’.“Foi Paulo quem me deu a primeira oportunidade de fazer uma parceria. Eu dizia para ele: ‘Tenho umas coisas, queria saber se você quer dar uma olhada’. Ele ficou curioso. Depois, outros começaram a me pedir música”.
Sempre na ativa, o instrumentista também se mantém na Orquestra Imperial desde 2003, dividindo o palco com jovens músicos. “Com a orquestra, fiz até shows na Europa. Ela é uma vitrine. E com essa juventude, tenho oportunidade de continuar aprendendo”. Palavra de mestre.

JT - O novo retorno de Macy Gray

Jornal da Tarde

A cantora e compositora americana Macy Gray foi vista no Brasil pela última vez em apresentações em junho do ano passado. Pouco mais de um ano depois dessas aparições diante do público brasileiro e há três sem lançar um disco de inéditas, ela retorna com sua voz e música vigorosas no novo CD ‘The Sellout’ (Universal Music), o quinta da carreira.
Como se procurasse um posicionamento coerente com o que acredita dentro do show biz, superando uma súbita crise de identidade musical, Macy Gray precisou desse respiro. Daí o “sellout” do título, numa ironia aos artistas que se vendem, que se tornam comerciais – o significado da palavra em inglês.
O novo trabalho, no entanto, não representa nada de muito inovador em termos de sonoridade, quando comparado com a obra pregressa da premiada diva da soul e do R&B. Opção da cantora, que também assina a produção executiva do novo trabalho, de continuar fiel à sua linha musical, desta vez, à sua maneira? É bem possível que sim.
Gravado sem pressa, em Los Angeles, Estados Unidos, ao longo do ano passado, ‘The Sellout’ conta com a mixagem do queridinho Manny Marroquin, vencedor de quatro Grammy e que já trabalhou com grandes nomes da música, como Rihanna, Alicia Keys, John Mayer e Lady Gaga, entre outros. Agrega todos os elementos ao sabor de Macy Gray, com grooves, batidas dançantes e clima cool, identificados em músicas como ‘On & On’, ‘Lately’, ‘Help Me’ e ‘That Man’.
Mas entre as 12 canções, todas composições suas com parceiros musicais diferentes, a cereja do bolo parece ser mesmo ‘Kissed It’, com colaborações de Slash, Duff McKagan e Matt Sorum, da banda de hardcore Velvet Revolver. Ótima faixa com pegada roqueira, que dá vontade de ouvir de novo, e de novo, e de novo.
Atacando numa linha mais melody, ela aparece em ‘Still Hurts’, em duo com Romika, e ‘Real Love’, com participação especial do rapper Bobby Brown. Canta ainda ‘Let You Win’, com jeitão de balada. Momentos mais românticos que quebram um pouco a dinâmica do disco, mas não chegam a prejudicar a saborosa audição.
Como uma analogia ao novo retorno da diva, a canção ‘The Comeback’ fecha CD com um aviso vindo da própria Macy: “Estou voltando para ser grande de novo”. Alguém duvida?

JT - Com a benção de Renato Russo

Jornal da Tarde

A música de Leila Pinheiro está distante do rock, mas próxima de Renato Russo (morto em 1996), de quem foi amiga desde 1988, quando ambos tinham 28 anos. Nesse ano, quando completa 30 anos de carreira e 50 de vida, a cantora resolveu homenagear o amigo lançando pela gravadora Biscoito Fino o disco Meu Segredo Mais Sincero, somente com interpretações de composições de Russo e do Legião Urbana. De Belém, no Pará, sua terra natal, Leila conversou por telefone com o JT, tecendo elogios ao cantor. “Ele foi um dos maiores poetas da minha geração. Achei legítimo e interessante olhar para sua obra com um olhar cuidadoso”, diz. “Foi um desafio mergulhar no universo do pop-rock e traduzir isso para o meu estilo sem despersonalizar a música e a poesia”, completa.
No repertório estão 15 músicas, entre elas clássicos como Ainda é Cedo, Índios, Tempo Perdido, Pais e Filhos e Perfeição. Mas há também outras menos conhecidas como Andrea Doria e Quando Você Voltar. Na voz de Leila, as músicas do Legião perderam a agressividade do rock e ganharam arranjos mais intimistas, como em Metal Contra as Nuvens, Perfeição e La Solitudine, um dueto póstumo com Renato.
Geralmente arredios quando o assunto é a liberação das músicas do grupo, tanto Marcelo Bonfá quanto Dado Villa-Lobos aprovaram a gravação, que contou com o aval de Carmen Manfredini, irmã de Renato, que administra seu espólio. Dado, inclusive, toca violão em Andrea Doria e Daniel na Cova dos Leões. Herbert Vianna também participa na guitarra em Quando Você Voltar. “Depois de pronto, levei para a irmã de Renato ouvir e ela gostou”, diz Leila, que rechaça o rótulo de cover.
“Sou uma intérprete, não componho. Interpreto as músicas da minha forma”, diz ela. “Algumas canções eu resolvi não gravar porque não combinavam comigo. Achei que não tinham nada a acrescentar.” Por outro lado, Leila fez questão de incluir as famosas Pais e Filhos e Metal Contra as Nuvens. “Eu não conhecia profundamente essas músicas, apenas as cantarolava. Agora entendi a grandiosidade delas”, explica.
O álbum traz ainda uma seleção de fotos de Leila com Renato no início da década de 90, quando ambos eram mais próximos, além do registro no estúdio do encontro dela com os convidados. Sem data marcada para o lançamento, a cantora pretende sair em turnê. “No show, vou incluir outras músicas do Renato que não entraram no CD”, diz Leila

JB - Rihanna diz que quer fazer vídeo "quente e sexy" com Lady Gaga

Portal Terra

NOVA YORK - Em sua parceria mais recente, Rihanna se juntou ao rapper Eminem na canção 'The Way You Lie'. A canção, que ganhou até um clipe com Megan Fox, deve estrear nesta semana, mas a cantora já tem planos para o futuro, de acordo com o jornal Daily Record.
Rihanna afirmou que planeja uma parceria com Lady Gaga e já prevê um clipe "quente e sexy" das cantoras. A dona do hit Umbrella disse que as duas possuem muitas coisas em comum, principalmente o estilo musical e o amor pela moda.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Destaques dos Jornais 26/07/2010

Estado de São Paulo

"Debate sobre direitos autorais causa racha entre artistas".

Folha de São Paulo

"Eminem diz que recebe ligações de Elton John toda semana".

"Arcade Fire se aproxima do superlativo com álbum sobre enfado da classe média".

Jornal do Brasil

"Depois de acidente, Pink encerra turnê com show na Noruega".

Estadão - Debate sobre direitos autorais causa racha entre artistas

AE - Agência Estado

Ivete quer. Roberto não quer. A reforma da lei dos direitos autorais divide os artistas.

SÃO PAULO - Sabe aquela música que toca na sua academia de ginástica? O dono da academia tem de pagar direitos autorais para você suar a camisa naquela esteira. Sabe aquela danceteria da Vila Olímpia que você frequenta? A boate também paga para tocar enquanto você ferve. Sabe o filme que você vê no canal a cabo? A trilha sonora que ouve na novela das oito? A música que toca na feira agropecuária? Todo o dinheiro recolhido vai para o cofre dos direitos autorais.
E é absolutamente justo que o compositor, o autor, o intérprete, que todos recebam os direitos que têm por tornar nossa vida menos braba. Agora, será que o que vai para o bolso dos artistas é o correto?
Esse é o ponto nevrálgico do debate que uma proposta do governo federal levantou, há um mês. O governo propôs uma grande discussão sobre uma nova legislação para regular a cobrança, a distribuição e a fiscalização de direitos autorais no País. Entre os artistas que já mandaram representantes para debater com o MinC (ou enviaram representantes para conhecer o texto), estão Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Caetano, Marisa Monte, Chico Buarque, Zeca Pagodinho, Roberto Frejat, Jorge Vercilo, Vanessa da Matta e Lenine. O C2+música foi a campo para ouvir e medir o tamanho da divisão no universo da MPB.
A Rainha do Axé, Ivete Sangalo, desceu das tamancas do alto de seu Trio Elétrico reluzente para a batalha. Ela está a favor da mudança. Quem fala por ela é seu irmão e empresário, Jesus Sangalo: "Não faz sentido existir um órgão para recolher direitos autorais que não tem eleição, não tem fiscalização, não tem nada", diz Sangalo. Ele se refere à maior instituição do gênero no País, o Escritório Central de Arrecadação de Direitos (Ecad), com sede no Rio de Janeiro.
Ivete considera "ridículo" o valor que ela, talvez a maior estrela da música popular dos últimos 10 anos, tem recebido de direitos autorais. "Não faz o menor sentido, num País de 180 milhões de habitantes, pagar isso que ela vem recebendo", indigna-se Jesus, que não teme enfrentar o sistema atual de arrecadação. "Ah, um sujeito que se chama Jesus, que já tem 2 mil anos, vai ter medo de lutar?", afirma.
Sangalo também é favorável a um dos pontos cruciais do anteprojeto em debate, a criminalização do "jabá" (leia ao lado). "Acho que o jabá tem de ser crime inafiançável, porque destrói a arte, destrói a capacidade de a arte se desenvolver".
Roberto Carlos, soberano inconteste da MPB, está contra. Quem fala por ele é seu empresário, Dody Sirena, que disse que teme que a proposta do governo repasse ao Estado uma incumbência que é essencialmente privada (ou seja: só diz respeito aos donos dos direitos, os autores).
"Se o Roberto Carlos recebe mais, tem de receber mais. Mas o artista que toca pouco também tem que receber pelo pouco que tocou", diz o compositor Tim Rescala. Com ele, concorda o compositor Luiz Ayrão, curiosamente o autor de um megassucesso de Roberto Carlos, Nossa Canção. Ayrão compôs hits de três gerações, e sua canção Os Amantes, de 1979, vendeu cerca de 2 milhões de cópias. "É justo que os famosos recebam, mas o compositor anônimo também tem de receber", disse Ayrão.
Milton Nascimento e seus grandes parceiros de Clube da Esquina, Ronaldo Bastos e Fernando Brant, também saíram a campo, mas para combater a proposta. Ronaldo Bastos está furioso. "Querem inventar a roda, como se a gente tivesse de ser tutelado", disse o músico. Ele defende a manutenção da antiga redação da lei, porque considera que ela foi uma conquista da classe artística. "Foi um consenso de 15 anos de debates. Um dos absurdos é dizer que a atual lei foi feita na época da ditadura e tentar derrubá-la com esse argumento. Teríamos então de derrubar a ponte Rio-Niterói, as centrais sindicais, demolir todos os prédios feitos naquele período?"
Bastos afirmou que é "risível" o aspecto da nova Lei de Direitos Autorais que criminaliza o jabá (a execução de músicas mediante pagamento). "Não há lei que possa acabar com o jabá". Ivan Lins também se manifestou a respeito do assunto. Ele pede principalmente, de todos os envolvidos no debate, "uma postura consciente, lúcida e democrática" e um debate pacífico. A reportagem também entrou em contato com a assessoria de Victor Chaves, da dupla Victor & Leo. Ele tem sido o maior recebedor de direitos do País nos últimos meses. Mas Chaves não respondeu ao pedido de entrevista até o fechamento dessa edição.
Segundo o MinC, o Brasil é um dos raros países do mundo que não fiscaliza a arrecadação de direitos. O anteprojeto está atualmente em discussão pública, no site do MinC, e deve receber sugestões até o final de agosto. Depois, essas contribuições serão consolidadas no texto e ele será enviado ao Congresso Nacional.

Jabá vai virar crime

Prática antiga no meio musical, o chamado ‘jabá’ (oferecimento de propina para que se toquem músicas em rádios ou TV) terá um artigo específico na nova lei do Direito Autoral. Trata-se do artigo número 110-B: "O oferecimento, por parte de titular de direitos autorais ou pessoa a seu serviço, de ganho, vantagem, proveito ou benefício material direto ou indireto, para os proprietários, diretores, funcionários ou terceiros a serviço de empresas de radiodifusão ou serviços de televisão por assinatura, com o intuito de aumentar ou diminuir artificiosamente a frequência de execução ou exibição pública de obras ou fonogramas específicos, caracteriza infração da ordem econômica, na forma da Lei nº 8.884, de 1994." A principal pena na legislação, que é a Lei Antitruste, é a seguinte: no caso de empresa, multa de 1% a 30% do valor do faturamento bruto no seu último exercício, excluídos os impostos.

Entrevista com Juca Ferreira, ministro da Cultura

Em entrevista ao Estado, na segunda-feira passada, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, analisou a atual situação do debate sobre a nova lei.

O sr. acha que as mudanças que propõe podem aumentar a arrecadação e trazer mais dinheiro ao bolso dos artistas?

Tenho certeza. Vai aumentar a arrecadação cobrando preços razoáveis. Hoje, o Ecad cobra de poucos, às vezes beirando a extorsão. E há mais de 10 mil processos na Justiça em relação ao direito autoral, o que mostra que estamos falando de um sistema econômico enfermo.

Muitos artistas estão contra. Como vê isso?

E há muitos a favor, especialmente quem está lendo o texto. Mesmo quem mais vende no Brasil tem uma desconfiança de que não recebe o equivalente ao que é justo. Ouvi de um compositor do grupo É o Tchan, que vendeu mais de 2 milhões de discos, que tinha recebido R$ 100 de direitos autorais. Não estamos propondo uma estatização do sistema, apenas supervisão e acompanhamento. Se não há nada errado, transparência não faz mal a ninguém.

Quem nunca recebeu nada vai passar a receber?

Todos receberão. Haverá uma ampliação de direitos. Houve um momento em suas carreiras, mesmo esses mais famosos, em que eles assinaram contratos desvantajosos, foram desfavorecidos. A nova lei cria defesas para esse autor. Ninguém será enganado. Nós vamos criar um sistema em que não haverá tanta inadimplência como há hoje, em que não haja tanto conflito e os autores arrecadem mais. Atualmente, os radiodifusores questionam a arrecadação do Ecad, e os artistas questionam a distribuição.

Milton Nascimento e Ronaldo Bastos se manifestaram contra. Bastos chegou a dizer que a proposta do governo é sorrateira e mafiosa e o sr. é um "baiano triste de biografia obscura".

Essa virulência verbal deve refletir algo que ultrapassa minha compreensão. Me desculpem o Ronaldo Bastos e o Fernando Brant, mas é notadamente uma prática do fascismo contra as democracias. Por que não escrevem um artigo questionando os pontos da lei, ponto por ponto? Tentam inviabilizar o debate por meio da mistificação. Se o Ecad quiser debater, eu topo.

O que o sr. define como mistificação do debate?

Diziam que a gente queria usar o dinheiro do autor para fazer justiça social. É uma mentira. Estamos numa fase de consulta pública, todos podem dar suas sugestões. Mas as pessoas já perceberam isso, passou essa primeira fase de tentarem desqualificar o debate. O presidente Lula nos ensinou que é preciso passar de uma economia de poucos para uma de muitos. É preciso ampliar, não circunscrever. Todos são atores do processo social. O que propomos é o direito à transparência, à contabilidade, e à supervisão do poder público.

Folha - Eminem diz que recebe ligações de Elton John toda semana

DE SÃO PAULO

Eminem contou em entrevista à revista "Spin" que recebe ligações de Elton John toda semana. O rapper afirma que John tem lhe dado apoio em sua reabilitação e lhe telefona regularmente para saber como ele está.
Eminem diz que a longa vivência de Elton John no mundo do showbiz fez com que ele entendesse a sua situação de dependência de drogas.
"Ele me dizia que eu começaria a ver coisas que eu estava ignorando nos últimos tempos e ele tinha razão", conta o rapper. "Eu andava e percebia 'Nossa, aquela árvore é incrível, olha todas essas folhas'".
Eminem e Elton John se tornaram amigos depois de se apresentarem juntos no Grammy Awards em 2001.

Folha - Arcade Fire se aproxima do superlativo com álbum sobre enfado da classe média

DE SÃO PAULO

O septeto canadense Arcade Fire lançou dois discos que foram elogiados à exaustão e renderam ao grupo uma base sólida de fãs. A banda, agora, deve tornar-se mega.
"The Suburbs", o terceiro disco do combo de Montréal, sai nos EUA e na Europa na semana que vem --no Brasil, chega no final de agosto.
O disco caiu na internet na sexta-feira passada, gerando movimentação intensa em Twitter, blogs e sites --movimentação que foi impulsionada por empolgadas críticas publicadas em veículos como a britânica BBC e a americana "Rolling Stone".
Apoiado em "Funeral" (2004) e "Neon Bible" (2007), o Arcade Fire viajou pelo mundo --Brasil incluído--, apresentando-se em locais de tamanho médio. "The Suburbs" levará os canadenses a lugares superlativos.
Por exemplo, no próximo dia 5 tocam no Madison Square Garden (capacidade: 20 mil), em Nova York, em show que será transmitido ao vivo por meio do YouTube.
Após apresentações no EUA, vão a festivais como Reading (Reino Unido) e Rock en Seine (França).
Mais: "The Suburbs" será lançado com oito capas diferentes. "Os CDs não vendem mais como vendiam antes, então, para motivar as pessoas a comprá-los, você tem de criar algo interessante", opina o baterista Jeremy Gara, em entrevista à Folha.
Boa parte das 16 canções de "The Suburbs" trata de questões como a falta de perspectiva da classe média de subúrbios dos EUA.
Faixas orquestradas e grandiosas, características da música do Arcade Fire que geram comparações com gente como U2, estão presentes aqui, mas dividindo espaço com temas rápidos, secos, como "Month of May".
"Há vários sons diferentes no disco. Cada canção funciona por si própria, mas nos preocupamos com o sentimento gerado pelo disco como um todo", afirma Gara.
"É algo que vejo em grandes álbuns. Meu disco ideal é 'London Calling', do Clash. Ali as músicas não são boas apenas individualmente; formam um todo, um disco que tem início, meio e fim."

HAITI

O Arcade Fire está, ainda, envolvido em causas humanitárias. Anunciaram que doarão 1 milhão de dólares canadenses às vítimas do terremoto no Haiti --desde que fãs do grupo também doem a mesma quantia (no www.arcadefire.com/haiti, há detalhes sobre a ONG para a qual o dinheiro será doado).
"Pensamos em fazer um show beneficente para o Haiti, mas achamos que a ideia da doação faria com que os fãs se envolvessem mais", diz Gara. "Não forçamos ninguém a se engajar. É apenas algo que pode ser divertido e ajudar muita gente."

JB - Depois de acidente, Pink encerra turnê com show na Noruega

Portal Terra

OSLO - Em turnê pela Europa, a cantora Pink encerrou sua excursão pelo continente com uma apresentação na noite deste domingo em Kristiansand, na Noruega. No último dia 14, a americana deu um susto em seus fãs após sofrer um acidente no palco durante uma das acrobacias do show.
Presa em uma das cordas de segurança, parte de seu show, Pink acabou sendo arrastada e se chocou contra uma barricada. Depois de ser levada ao hospital, a cantora explicou no seu Twitter que não havia sofrido nenhuma lesão grave e pediu desculpas por ter encerrado o show.
Recuperada, a americana contagiou o público norueguês com as canções de seu novo álbum, Funhouse, e relembrou alguns hits, como Trouble e Don't Let Me Get Me.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Destaques dos Jornais 23/07/2010

Estado de São Paulo

"Jorge Drexler, um milongueiro cool,desembarca nesta sexta, 23, no Via Funchal, às 22horas".

"Vânia Bastos lança CD com músicas de Edu Lobo".

Folha de São Paulo

"Black Eyed Peas devem desembarcar no Brasil em novembro".

Jorbal da Tarde

"Vânia Bastos se apresenta hoje e amanhã em SP".

Jornal do Brasil

"Black Eyed Peas está em negociações para voltar ao Brasil".

Estadão - Jorge Drexler, um milongueiro cool

AE - Agência Estado

SÃO PAULO - Ir por aí/Como em um filme de Eric Rohmer/Sem esperar que algo aconteça/Amar a trama, mais que o desenlace. A poesia limpa e inteligente das canções do cantor uruguaio Jorge Drexler desembarca nesta sexta, 23, no Via Funchal, às 22 horas.
Amar la Trama (WEA), o novo álbum do autor (que ganhou um Oscar em 2005), é o núcleo do show, e está pleno dessas pequenas surpresas líricas - seja na poesia ou na musicalidade. "Tem gente que é de um lugar/Não é meu caso/Eu estou aqui/De passagem", avisa o cantor, cujo estilo às vezes pode sugerir um híbrido de Caetano Veloso e Leonard Cohen (de quem, por sinal, ele gravou Dance Me to The End of Love). Não tem problema: ele ama ambos (e Chico, e Bethânia).
Na musicalidade do disco, entre milongas e baladas, é impossível não se encantar com o metatango Toque de Queda (que, no estúdio, ele gravou com a mulher, Leonor Watling, do grupo Marlango): "Uma língua estranha murmura seu preço/E outra língua paga, moeda a moeda/Cada trapezista solta seu trapézio/Na solidão do toque da queda".
Muitos metais (trompetes, trombones, saxofones) emolduram o som de Drexler, e ele adianta que esse arsenal será usado nas cerca de duas horas do show de hoje - além de marimbas, um theremin e percussão a granel. Tudo isso, no entanto, não conduz Drexler para o território dionisíaco de um, digamos assim, Manu Chao. Ele é o oposto disso, de tradição mais introspectiva e derramada, cujo extremo dramático se manifesta na canção Telón, quase doloresduranianamente encharcada de dor de cotovelo.
Drexler (que é formado em Medicina) se define como um "péssimo vendedor de discos", como colegas ilustres seus, mas o impacto dos seus discos é sempre muito grande. Até Amar la Trama, vinha flertando com a música eletrônica. Subitamente, voltou ao ponto de origem, abrindo mão do sistema de "corta e cola" da música eletrônica, fazendo tudo de novo de forma orgânica e testando as canções em jam sessions, com públicos distintos, em sessões abertas em Madri, onde vive há 16 anos.
Copa do Mundo. Longamente influenciado e amigo de protagonistas da MPB, ele dedica uma música, Aquiles, Por Su Talón és Aquiles, a Paulinho Moska. Para Drexler, não faz mais sentido no mundo atual a postura olímpica de alguns artistas, dissociada da realidade, alienada, fora do mundo. O futebol, segundo ele, foi um retrato dessa mudança na Copa do Mundo da África do Sul. "Vejo tudo isso como um sinal dos tempos: os que jogam pela beleza, pelo jogo de equipe, que estão de fora do populismo personalista, esses times ganharam. Triunfaram os que fizeram o seu trabalho em silêncio, centrado na estratégia, baseado na humildade e na razão", afirmou. "O futebol rock star morreu nesse mundial, todos os gigantescos times com seus megapatrocinadores falharam".
O álbum novo de Drexler, base do seu concerto, é construído em torno da ideia da viagem, da travessia, seja ela feita através de fronteiras ou internamente. Esse invólucro já começa na faixa de abertura, Tres Mil Millones de Latidos - que trata do número de batidas de coração de um ser humano que viva até a idade média de 80 anos. Ele já fez 25 shows desse disco. "Estou feliz com o resultado, é um show muito movimentado, muito mais alegre do que de costume", afirmou.
Ao levar o Oscar de melhor canção em 2005 (por Al Otro Lado del Río, tema de Diários de Motocicleta, de Walter Salles), Jorge Drexler quase foi cogitado de ser "limado" da festa em Hollywood (Banderas cantaria sua música). Mas o ator Gael García Bernal disse que não iria se não o levassem e ele foi escalado. Também foi o autor da recente versão em espanhol de Waka Waka, o hit de Shakira, a convite da colombiana (com quem o compositor frequentemente colabora). "Shakira é uma grande estrela pop e também uma grande trabalhadora, muito consciente", conta.
A parceria com Shakira é só uma faceta da versatilidade desse "milongueiro cool": seus temas já foram cantados por artistas como Omara Portuondo, Pablo Milanés, Ana Belén, Miguel Ríos e Ana Torroja, entre outros. Seu primeiro disco saiu em 1992. Ao lançar o segundo, Radar, em 1994, mudou-se para a Espanha, onde ganhou maior projeção.
Jorge Drexler - Via Funchal (3.075 lugares). Rua Funchal, 65, Vila Olímpia, telefone: 2144-5444. Hoje, às 22 horas. Ingressos: R$ 70/ R$ 200.

Estadão - Vânia Bastos lança CD com músicas de Edu Lobo

AE - Agência Estado

Entre tantas obras-primas e nenhum tema menos do que bom, é difícil escolher um repertório de 12 canções de Edu Lobo para um CD. Vânia Bastos chegou a um consenso casando vontade própria com sugestões do produtor Thiago Marques Luiz e do violonista e arranjador Ronaldo Rayol. Hoje e amanhã ela faz shows de lançamento com parte dos músicos que a acompanham no CD e algumas substituições. No roteiro do show, além de todas as faixas do disco, ela canta os clássicos "Arrastão", "Lero-Lero", "Reza" e "Ponteio" (esta com participação de Passoca tocando viola).
Três canções de "Nabocadolobo" (Lua Music) saíram de "Missa Breve", que Edu lançou em 1972: "Glória" e os clássicos "Vento Bravo" e "Viola Fora de Moda", parcerias com Paulo Cesar Pinheiro e Capinan, respectivamente. Duas são parcerias com Chico Buarque de trilhas de teatro e dança - "Meia-Noite" (de "O Corsário do Rei") e "Circo Místico" (de "O Grande Circo Místico", do Ballet Guaíra). Outras duas vieram do álbum "Tempo Presente" (1980): a faixa-título, parceria com Joyce, e "Gingado Dobrado", com letra de Cacaso, que o homenageado canta com Vânia.
"Fazia pouco tempo que eu tinha me mudado de Ourinhos para São Paulo quando Edu lançou Missa Breve e eu amava esse disco. Eu já tinha um pouco de conhecimento de música erudita porque tinha feito um curso na ECA, em que tomei contato com essa história das missas de Bach, de Mozart", lembra a cantora. "Edu fez uma missa como os grandes fizeram, usando o latim e tudo, com aquele som do Brasil. Quando Thiago me sugeriu fazer um disco cantando só músicas dele, alguma coisa daquele disco eu tinha de gravar."
Por falar em erudição, Vânia também acertou em cheio ao incluir no repertório a tocante "Canção do Amanhecer" (de Edu e Vinicius de Moraes), uma valsa rebuscada que reverbera em composições de Arrigo Barnabé como "Lenda", gravada lindamente por Vânia. Ela reconhece que pode haver uma relação estética entre ambas. "Tem tudo a ver. Arrigo gosta muito de Edu, não sei se ele fala nisso com muita clareza, mas deve ter influência de Edu nisso", diz. Vale lembrar que Vânia, no início da carreira, foi vocalista da banda de Arrigo. Agora, ele assina o texto de apresentação do CD. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.




Folha - Black Eyed Peas devem desembarcar no Brasil em novembro

DE SÃO PAULO

Após o adiamento dos shows que faria no Brasil em junho, a banda Black Eyed Peas deve desembarcar no país em novembro. Está praticamente certo que eles façam shows em um dos estádios de São Paulo. O grupo está fechando com produtores brasileiros a data.
A informação é da coluna Mônica Bergamo, publicada na Folha desta sexta-feira (23). A íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL.
A banda americana está rodando o mundo com a turnê "The E.N.D.". Já passou pela Europa, está no Canadá e vai depois aos EUA. A "perna" seguinte da viagem, fechadas as negociações, será no Brasil. No site oficial da banda só há shows confirmados até agosto.

JT - Vânia Bastos se apresenta hoje e amanhã em SP

Jornal da Tarde

Era 1990. A cantora paulista Vânia Bastos e o compositor e cantor carioca Edu Lobo confabulavam um show juntos, em São Paulo. Chegaram a conversar sobre o assunto no Rio. Um impasse nas agendas, no entanto, fez com que o projeto não vingasse e, com o tempo, fosse esquecido. Vinte anos se passaram e o produtor Thiago Marques Luiz, sem saber dessa antiga história, propôs à intérprete um disco só com canções de Edu Lobo.
A velha chama se acendeu. E apesar de os dois nunca terem dividido o mesmo palco, Vânia se reencontrou com a obra do compositor, com direito a uma bela e interessante participação dele em ‘Gingado Dobrado’ (Edu Lobo e Cacaso), uma das 12 faixas de seu CD ‘Na Boca do Lobo’. O novo trabalho, ela apresenta hoje e amanhã no Auditório Ibirapuera.
“Ele é um compositor detalhista ao extremo. Mas pensei: ‘Vamos lá’. Ao mesmo tempo que existia a responsabilidade, o mergulho musical foi muito bom. Ronaldo Rayol (violonista e diretor musical do CD) conhece bem a obra dele”, conta Vânia. “Quando estávamos gravando, quis a participação do próprio Edu, que colocou voz em ‘Gingado Dobrado’ . Depois, mandei o CD para ele ouvir. Edu respondeu elogiando, o que me deu muita paz”.
Vânia disponibilizou sua linda voz a serviço de uma obra impregnada de brasilidade, transportada para o CD ‘Na Boca do Lobo’ em músicas como a instrumental ‘No Cordão da Saideira’, além de ‘Viola Fora de Moda’ e ‘Negro, Negro’ (ambas em parceria com Capinan) e ‘Upa Neguinho’ (com Gianfrancesco Guarnieri).
Da dobradinha Edu e Chico Buarque, Thiago, Rayol e Vânia chegaram a ‘O Circo Místico’ (que, na trilha original do disco ‘O Grande Circo Místico’, de 1983, era cantada por Zizi Possi) e ‘Meia-Noite’. Do compositor de diferentes momentos e parceiros musicais, eles selecionaram, ainda, ‘Canção do Amanhecer’ (parceria com Vinícius de Moraes) e ‘Vento Bravo’ (com Paulo César Pinheiro). No lado B do álbum ‘Missa Breve’, de 1973, que une o popular com o litúrgico, encontraram ‘Glória’, toda cantada em latim.
“As sugestões para o repertório vieram do produtor e do Rayol, inclusive algumas coisas que eu não me lembrava. Como no caso do disco ‘Limite das Águas’ (1976), que pediram para eu ouvir e é um lado escondido do Edu”, conta Vânia, uma das vozes marcantes da vanguarda paulista, movimento cultural presente em São Paulo entre final dos anos 70 e meados de 80 e do qual também fizeram parte nomes como Itamar Assumpção e Arrigo Barnabé.
Não é a primeira vez que a intérprete revisita a obra de um compositor num álbum todo dedicado a ele. Ela já o fez nos discos ‘Vânia Bastos & Cordas – Canções de Tom Jobim’, ‘Cantando Caetano’ e ‘Vânia Bastos Canta Clube da Esquina’. “Sou cantora, não compositora. Acho bacana uma cantora brasileira interpretar seus compositores. Me sinto privilegiada em poder ter realizado isso”.

JB - Black Eyed Peas está em negociações para voltar ao Brasil

Portal Terra

SÃO PAULO - A banda Black Eyed Peas pode voltar ao Brasil ainda este ano, de acordo com a colunista Mônica Bergamo, no jornal Folha de S. Paulo.
O grupo estaria em negociações e já teria quase tudo acertado para um show em algum estádio na cidade de São Paulo. No site oficial, só constam shows agendados até agosto.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Destaques dos Jornais 22/07/2010

Estado de São Paulo

"Elton Medeiros e Paulinho da Viola: conversa de bambas".

"Sensualidade e beleza vocal a serviço da ópera e das canções".

Folha de São Paulo

"Dinho atribui amadurecimento do Capital Inicial ao acidente em MG".

"Jorge Drexler dispensa samba e ecoa nova MPB".

"Roberto Carlos assina contrato para lançar quatro CDs e três DVDs".

Jornal da Tarde

"Música latina com sotaque brasileiro".

Jornal do Brasil

"Rapper americana é levada presa por violar ordem judicial".

Estadão - Elton Medeiros e Paulinho da Viola: conversa de bambas

O Estado de S. Paulo

Nos 80 anos de Elton Medeiros, convidamos seu parceiro Paulinho da Viola para falar de samba.
RIO - Nos anos 60, num certo Bar Gouveia, na Travessa do Ouvidor, coração do centro do Rio, Pixinguinha, então com 60 e poucos anos, volta e meia se via rodeado por jovens compositores. A turma do samba o cultuava como o gênio maior da música brasileira, e costumava indagá-lo sobre o "tempo antigo". "Uma vez, estávamos eu, o Mauro Duarte e o Sérgio Cabral e começamos a perguntar como era o João da Baiana, o Donga, a turma da idade dele. Pixinguinha, com aquela paciência de santo, fez uma pausa e disse: ‘Cada vez que eu olho ao meu redor, vejo menos gente da minha geração’. Era uma observação profundamente sincera e saudosa."
Quem conta é Elton Medeiros, que hoje completa 80 anos. Melodista e letrista dos mais admirados do universo do samba, sobreviveu a boa parte de seus parceiros: Cartola (com quem fez o hino O Sol Nascerá (A sorrir/ eu pretendo levar a vida), Zé Keti (Mascarada), Mauro Duarte (Maioria Sem Nenhum), Cacaso (Meu Carnaval), Maurício Tapajós (Não tem Mais Jeito, também com Hermínio Bello de Carvalho), Jair do Cavaquinho (Meu Viver, com Kleber Santos).
No entanto, tal qual Pixinguinha, ele não vive de revolver o passado; tampouco chora os que se foram. "É claro que sinto falta de um papo com os amigos, mas isso é natural. A gente nasce, vive e morre", justifica, com a serenidade dos que sabem das coisas.
A música de Elton está viva nas casas de shows da Lapa, cantada por jovens que poderiam ser seus bisnetos. No repertório de artistas de distintos calibres, nas rodas de samba, nas coletâneas dos grandes momentos do gênero. E seu parceiro mais constante, 12 anos mais jovem, está junto a ele para celebrá-lo (embora os encontros hoje sejam espaçados). "Ninguém fez tanta música comigo quanto ele, e ninguém fez tanta música com ele quanto eu", decreta Elton sobre Paulinho da Viola, o Paulo César a quem conheceu novinho na cozinha do Zicartola, o restaurante aberto no mesmo velho centro do Rio por Cartola e sua mulher, dona Zica, em 1963. Era o favorito de músicos e intelectuais.
Memória. Marcado pelo Estado, o bate-papo entre os autores do clássico Onde A Dor Não Tem Razão, entremeado por lembranças de versos e melodias, um se escorando na memória do outro, foi segunda-feira, no Esch Café, tabacaria do Leblon (bairro de Elton) frequentada por Paulinho. Mais cedo, a reportagem conversou a sós com o aniversariante. Ele diz não compreender por que as pessoas se fixam em datas redondas. Amigos acenaram com a possibilidade de produzirem um CD e/ou um show-tributo, mas nada está certo. Se acontecer, será novidade na vida de um artista sempre chamado a homenagear Cartola, Ismael Silva, Nelson Cavaquinho...
Paulinho chega e a conversa regride quase quatro décadas. Voltamos ao Zicartola e ao momento em que se conheceram. "Cartola disse: ‘Você precisa ver um garoto que apareceu aí! Ele toca violão certinho e, quando resolve cantar, os sambas dele são bons!" Paulinho interrompe: "Eu tinha dois ou três sambas, vivia repetindo..." E Elton acrescenta: "Mas eram dois ou três sambas bons!"

Melodias inventivas

O primeiro samba foi composto aos 8 anos, com um dos nove irmãos, Aquiles. Era para um bloco carnavalesco infantil. Na época, a família de classe média baixa (o pai era funcionário civil da Marinha) havia se mudado da Glória, zona sul do Rio, para o subúrbio de Brás de Pina. Infância e adolescência de Elton Medeiros foram marcadas pelas tardes dançantes que a mãe promovia em casa, em que a prole ouvia música e bailava, e a participação num dos corais supervisionados por Villa-Lobos, em sua escola. Ele era também frequentador de concertos da Orquestra Sinfônica Brasileira. Em 2008, em Depoimento para a Posteridade ao Museu da Imagem e do Som, reconheceria que essa bagagem o ajudou, adulto, a desenhar suas melodias - cuja beleza se dá pela imprevisibilidade e ousadia.
É por elas que Elton é venerado. "Se tivesse de escolher um só, entre o melodista e o letrista, ficaria com o primeiro", opina o pesquisador musical Sérgio Cabral. "Elton pertence a uma casta de nobreza da nossa música, que é a dos grandes melodistas. Cito Ary Barroso, Custódio Mesquita, Valzinho, e todos os três eram instrumentistas. Ele tocou trombone de pisto, é um mestre na percussão, e tem uma enorme cultura sobre a música popular. O letrista vem nessa onda de diversos talentos que ele carrega", diz o parceiro Hermínio Bello de Carvalho - juntos, eles fizeram, entre outros sambas, Pressentimento, Samba do Amor (com Paulinho) e Perfeito Amor.
Este último é do repertório de Samba na Madrugada, disco que Elton e Paulinho da Viola lançaram em 1968 - hoje no catálogo da gravadora Biscoito Fino - e que trazia sucessos como O Sol Nascerá, Mascarada e, de Paulinho, 14 Anos. "Gravamos uma face do LP numa única noite", relembra Elton.
Paulinho desconfia das datas. "Eu sou péssimo com data. Eu estou até evitando dar entrevista, porque já falei algumas bobagens. Minha memória é musical. Esse cara uma vez cantou um samba pra mim comendo um pastel na Praça Tiradentes, eu guardei e depois gravei. Era Fotos e Fatos (com Otávio de Morais), que não é fácil."

Gravou 25 discos, só e com parceiros

A última parceria dos dois, eles arriscam dizer, foi Bem Que Mereci, samba-título do último CD de inéditas de Elton, que saiu em 2005 pela Biscoito Fino.
Elton Medeiros e Paulinho da Viola começaram suas carreiras discográficas juntos, com Roda de Samba, em 1965. Quem os levou pela mão foi Zé Keti, que chamou parte da turma do Zicartola para "deixar uns sambas" na gravadora Musidisc. "Quem sabe algum intérprete se interessa...", pensaram todos. "Zé Keti era generoso, não queria aparecer sozinho", ressalta Elton. Foi assim que ressurgiu o grupo A Voz do Morro, com Zé, os dois, Jair do Cavaquinho, Anescarzinho do Salgueiro, Oscar Bigode e Zé Cruz. Eles ainda gravariam outros dois LPs, Roda de Samba 2 e Os Sambistas. Era a segunda formação do grupo (a primeira, que incluiu Cartola e Nelson Cavaquinho, só se apresentou uma vez e logo se dispersou).
O grande marco de 1965 foi, no entanto, o espetáculo Rosa de Ouro. "Antológico", "lendário", "fabuloso" - são os adjetivos que o acompanham. Assinado por Hermínio e Kleber Santos, o musical, gestado no Zicartola, plantou no palco do Teatro Jovem, em Botafogo, cinco jovens representantes do "samba de raiz": Elton, Paulinho, Nelson Sargento, Anescarzinho do Salgueiro e Jair do Cavaquinho. E duas presenças femininas surpreendentes: Araci Cortes, cantora e atriz de sucesso nos anos 20 e 30, da qual não se ouvia mais falar, e Clementina de Jesus, revelada ao público ali, aos 63 anos. "Você imagina o que foi aparecer uma velha negra, contrariando os padrões da época, em pleno iê-iê-iê, com aquela voz...", lembra Elton. A abertura era com Rosa de Ouro, o primeiro samba composto pela dupla Elton/ Paulinho (com Hermínio), e que deu origem a dois LPs que se seguiram. Depois vinham pérolas de autores consagrados e mais dos novatos.
Elton compunha e cantava. Ex-integrante da Orquestra Juvenil de Estudantes, teve como primeiro instrumento o sax horn. Também tocou trombone e bateria. Dos anos 60 para cá, gravou 25 discos, sozinho e com parceiros, equilibrando a carreira artística e o trabalho como administrador (formou-se Faculdade de Ciências Políticas e Econômicas do Rio). Compôs sambas-enredo e foi fundador de três escolas de samba - só uma, a Unidos de Lucas, resiste. Ele ainda assiste a um desfile ou outro pela televisão. "Não a noite toda. Hoje eu sou um velhinho, né?" Em março, sofreu um enfarte, e agora só pode beber "uma ou duas" taças de vinho por semana."

Estadão - Sensualidade e beleza vocal a serviço da ópera e das canções

do Estado de S. Paulo

Anna Catarina Antonacci explora bem possibilidades de uma voz que se situa entre o mezzo e o soprano.
Jacques Drillon, crítico musical francês, definiu com precisão a relação cantora-pianista num recital de lieder: "Essa relação privilegiada, cuja dimensão sexual mal e mal é disfarçada, suscita certa inveja e dá margem a alguns fantasmas. Sob a aparência doce e conveniente que os dois músicos exibem na noite do recital, como não procurar algo mais? Como não extrapolar? Os espectadores de circo esperam secretamente que o equilibrista se estatele no chão; no concerto, o que será que se espera do acompanhante e de sua cantora? Nem ousamos imaginar".
Ele tem toda razão. De fato, é ambígua, mas muito atraente para a plateia, a relação cantora-acompanhante. Sobretudo se ela for a bela e sensual Anna Caterina Antonacci. Acrescentem-se pitadas de erotismo num repertório que fugiu, na terça-feira, na Sala São Paulo, dos lieder alemães, alojando-se no sensual mundo das canções de salão da chamada belle époque europeia da virada dos séculos 19/20. Ali o popular e o erudito se encontravam. Ou melhor, o lied germânico descia do pódio para assumir um jeitão mais informal, menos complexo. E virou "mélodie", canção acessível a todo tipo de ouvidos. As letras mais simples e diretas ajudam, falam ou de tristezas e alegrias de amor.
La Antonacci - dona de uma atraente tessitura que passeia confortavelmente nos domínios de mezzo e de soprano autêntica, com destaque para os profundos graves bem explorados - é italiana de Ferrara, mas vive em Paris. A primeira parte, portanto, foi à francesa. Nas Cinco Mélodies de Veneza, opus 56, de Gabriel Fauré, pareceu presa. Começou a soltar-se em Reynaldo Hahn, o andrógino "dandy" que brilhou nos salões parisienses da belle époque, de delicada sensualidade (antológicas suas interpretações de Enamorada e A Primavera).
A segunda parte, italiana, fez a temperatura subir. Curiosas as cinco canções de Paolo Tosti em inglês (ele naturalizou-se e viveu em Londres), parecem coisas de um Gershwin europeizado. Amor, Amor, de Tirindelli, é puro fogo de artifício, assim como o Scherzo, de Cimara. O toque exótico foi Nevrosi, um minuto de canção assinada pelo maestro Arturo Toscanini. Os Tre Canti all’antica e as canções Pioggia e Nebbie, de Ottorino Respighi, ajudam a entender por que Antonacci anda sendo chamada de nova Callas. Com doses exatas de drama e alto poder expressivo, foi memorável, com destaque nas duas últimas.
As derradeiras performances bandearam-se para a ópera, onde ela evidentemente sente-se mais em casa. Foi "assoluta" em "Paolo, datemi pace!", da ópera Francesca da Rimini, de Zandonai, assim como no extra. E estabeleceu forte relação com o seguro Donald Sulzen. Afinal, como escreve Drillon, "o piano ocupa o papel principal. É ele que dá o tempo, é ele que dá o tom, que constrói a peça, que a faz ficar em pé, como o manequim da costureira sobre o qual ela põe a roupa. É o piano que atenua, que faz avançar, que retém, que solta. Que dirige o discurso".

ANNA CATERINA ANTONACCI
Sala São Paulo. Praça Júlio Prestes, 16, 3258-3344. Hoje, 21 horas. R$ 70/R$ 160.

Folha - Dinho atribui amadurecimento do Capital Inicial ao acidente em MG

DE SÃO PAULO

Com 28 anos de carreira, a banda Capital Inicial --formada por Dinho Ouro Preto (voz), Flávio Lemos (baixo), Fê Lemos (bateria) e Yves Passarell (guitarra)-- lança o álbum "Das Kapital", o 12º título e o primeiro após a recuperação do vocalista, que caiu do palco durante um show em Patos de Minas (MG) em 2009.
Durante bate-papo com internautas do UOL, Dinho considerou o novo trabalho da banda mais elaborado e atribuiu esse amadurecimento ao acidente. Ao justificar, citou o fato de ter gravado em estúdio dois meses após o grupo devido ao repouso médico. "Nesse tempo eu li e reli. Escrevi mil vezes o que eu tinha feito. [...] É bacana o fato de ter bastante tempo para reconsiderar."
Em outro trecho, o cantor brincou ao dizer que, quando não se lembra de algo, costuma usar como desculpa a queda em Minas. "Se eu errar a letra é porque bati a cabeça."
No vídeo, Dinho e Yves também contam como foi gravar o CD e tocam trechos das músicas. Além disso, relembram a trajetória do Capítal Inicial.

Folha - Jorge Drexler dispensa samba e ecoa nova MPB

EDITORA DA ILUSTRADA

Para gravar "Amar la Trama", 12º disco de carreira, Jorge Drexler, 45, chamou testemunhas anônimas que assistiram às sessões. De acordo com sua reação, alterou as músicas.
Agora, a experiência é ampliada. Nos shows que vem realizando na Europa e que traz amanhã a São Paulo, Drexler pretende ouvir a plateia e incorporar suas impressões ao concerto.
"Ao vivo, a audiência comanda a metodologia da apresentação", disse à Folha. A obsessão de Drexler pela reação das pessoas à sua arte não vem de hoje. Em "Cara B" (2008), até o ruído da entrada dos teatros foi incorporado ao álbum.
Conhecido por ser um dos representantes da nova música do rio da Prata, o uruguaio mistura a tradição milongueira da região a influências urbanas e elementos da MPB.
Diferentemente de álbuns como "Eco" (2004) ou "12 Segundos de Oscuridad" (2006), porém, a melancolia não é o mote essencial de "Amar la Trama". "Trata-se de um trabalho mais iluminado", explica.
A relação com a música brasileira também mudou. Se nos outros álbuns a bossa nova e Caetano Veloso eram as referências, agora Drexler está mais interessado na nova produção. "Não preciso fazer samba para soar brasileiro. Hoje me sinto muito mais influenciado por artistas como Marcelo Camelo."
Na Espanha já há dez anos, o coração de Drexler se dividiu na Copa. Vibrou com a vitória da Roja, mas torceu mesmo pelo guerreiro Uruguai. "A vitória da Espanha foi a vitória da solidariedade. Gostei da ausência de egolatria. As estrelas não brilharam, venceu a humildade."

JORGE DREXLER
QUANDO: sex., 22h
ONDE: Via Funchal (r. Funchal, 65, tel. 0/xx/11-2144-5444)
QUANTO: De R$ 70 a R$ 200
CLASSIFICAÇÃO: 12 anos

Folha - Roberto Carlos assina contrato para lançar quatro CDs e três DVDs

DE SÃO PAULO

O cantor Roberto Carlos deve assinar neste sábado (24) o seu novo contrato com a Sony Music.
A data foi escolhida por ser o aniversário do presidente da gravadora, Alexandre Schiavo.
Pelo novo acordo, o cantor vai lançar quatro discos, sendo um deles o tão aguardado CD de inéditas, e três DVDs.
A informação é da coluna Mônica Bergamo, publicada na Folha desta quinta-feira (22). A íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL.

JT - Música latina com sotaque brasileiro

Jornal da Tarde

O uruguaio Jorge Drexler, 45 anos, ganhador do Oscar em 2005 pela música Al Otro Lado Del Río, feita para o filme Diários de Motocicleta – do diretor brasileiro Walter Salles –, está no Brasil para divulgar seu novo disco, Amar La Trama, o 12º da carreira, lançado neste ano. Ele se apresenta amanhã, às 22h, no Via Funchal. Antes de chegar ao País, Jorge conversou com o JT por telefone, de sua casa, no Uruguai. “O show terá uma sonoridade renovada, que acompanha o trabalho feito no novo disco. O repertório terá canções dos trabalhos antigos, só que adaptadas para um formato mais expansivo”, explica o cantor.
O disco foi gravado de maneira inusitada. Drexler transformou um palco de televisão em estúdio e gravou para um público seleto, com músicos tocando ao vivo.Com composições que falam de desilusões amorosas e corações partidos, Drexler se mostrou também um autor sensível. “Eu me emociono o tempo inteiro”, revela o cantor, dizendo que chora pelos motivos mais fúteis.
Drexler é fluente em português e próximo da música brasileira. Essa proximidade se dá, inclusive geograficamente. “O Uruguai é muito pertinho do Brasil, não é? Tem essa relação fronteiriça”, diz. “Os músicos que mais ouço são brasileiros, como João Gilberto, Caetano Veloso, Chico Buarque e Gilberto Gil. Há seis anos, Paulinho Moska me convidou para trabalhar em seu álbum, Tudo Novo De Novo. Foi aí que começou minha grande relação com o Brasil.”
Depois de Moska, Drexler trabalhou com músicos como Lenine, Chico César, Vitor Ramil, Maria Rita, Simone, Zélia Duncan, Arnaldo Antunes e Celso Fonseca. “Trabalhei com os principais músicos brasileiros da nossa geração”, diz.
Ainda do Brasil, Drexler acredita que o público nacional está começando a se interessar mais pelas músicas latino-americanas. “Ao menos isso está acontecendo comigo. Não é uma coisa habitual no Brasil vocês escutarem música em espanhol. Quando eu era mais novo, não me lembro de conhecer brasileiro que escutasse música latina”. No mercado latino, artistas como Mercedes Sosa, Shakira, Miguel Ríos e Ketama já gravaram músicas do uruguaio. No show, ele deve interpretar I Don’t Worry About a Thing, Las Transeúntes e Toque de Queda, além da canção vencedora do Oscar.
Com tanta gente gravando e regravando suas músicas, é natural supor que ele tenha bastante fãs. O que é verdade. O músico, no entanto, não gosta da palavra fã. “Eu não tenho fã clube e não estimulo um fanatismo irreflexivo. Não dou detalhes da minha vida, não tenho blog, MySpace ou Facebook”, diz. “Mas meu compromisso com o público é imenso, sem que isso se passe pela vida pessoal”. No cinema, recentemente,ele fez também a trilha sonora completa para o filme de James Ivory, The City of Your Final Destination, com Anthony Hopkins e Charlotte Gainsbourg, que deve estrear no Brasil no fim deste ano ou no início de 2011.

DIVIRTA-SE
Jorge Drexler
Amanhã (sexta-feira, 23/07) , às 22h. Via Funchal. R. Funchal, 65, Vila Olímpia. Tel.: 2144-5444. Preço: R$ 70 a R$ 200. 12 anos. www.viafunchal.com.br

JB - Rapper americana é levada presa por violar ordem judicial

Portal Terra

ESTADOS UNIDOS - A rapper americana Foxy Brown, 30 anos, acabou sendo levada presa, pouco antes das 18h desta quarta-feira (21), no Brooklin, nos Estados Unidos.
Segundo o site New York Post, Foxy teria violado uma ordem de restrição que a impedia de chegar perto de uma vizinha, chamada Arlene Raymond.
A tal ordem foi concedida pela justiça em 2007, depois que Foxy agrediu Arlene com seu Blackberry. A razão da baixaria? A vizinha teria reclamado que a rapper estava com o som do carro muito alto.
Nesta quarta, Foxy teria passado perto de Arlene e dito: "O que você está olhando? Qual é o seu problema?", iniciando mais uma confusão. Motivo que fez a vizinha acionar a polícia.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Destaques dos Jornais 21/07/2010

Folha de São Paulo

"Zezé di Camargo e Luciano negam continuação de "2 Filhos de Francisco".

"Cinebiografia de Kurt Cobain será "caótica", diz diretor".

Jornal da Tarde

"Fafá de Belém: ‘Não faço mais comício pra ninguém’".

Jornal do Brasil

"Justin Bieber faz show nos EUA e é alvo de críticas da mídia".

"Pitty divulga nova música de projeto paralelo na internet".

"Ramallah volta à era disco com show de Boney M".

Folha - Zezé di Camargo e Luciano negam continuação de "2 Filhos de Francisco

DE SÃO PAULO

Um dos filmes mais vistos na história do cinema nacional, "2 Filhos de Francisco" não ganhará uma continuação. É o que disseram Zezé di Camargo e Luciano durante bate-papo do UOL gravado nessa terça-feira (20). A informação sobre um segundo filme com a trajetória dos sertanejos chegou a ser divulgada por alguns veículos de comunicação.
Luciano foi categórico ao dizer "não" sobre o interesse de ambos pela produção. Já Zezé ponderou ao afirmar que "por enquanto, não".
"Definitivamente não temos esse interesse de fazer a continuidade do filme porque a história --tudo o que nós tínhamos que contar da nossa família-- está naquele filme. Depois daquilo foi o sucesso da dupla, que todos já conhecem", afirma Luciano.

Folha - Cinebiografia de Kurt Cobain será "caótica", diz diretor

DE SÃO PAULO

A aguardada cinebiografia de Kurt Cobain será "caótica", revelou o diretor da produção Oren Moverman. Segundo o site "NME", o diretor afirmou que o filme --ainda sem data para estrear-- deverá reproduzir o tom áspero que foi a vida do líder do Nirvana.
Moverman é conhecido por ter coescrito o roteiro da cinebiografia de Bob Dylan, "I'm Not There", mas disse que o filme sobre Cobain será mais linear que seu trabalho anterior.
O roteiro será parcialmente baseado na biografia "Mais Pesado que o Céu", de Charles R. Cross. Mas, de acordo com o diretor, pode evitar o óbvio na história de Kurt.
"As pessoas conhecem o resumo da vida dele - ele tomou montes de heroína, escreveu 'Smells Like Teen Spirit', se tornou o maior astro do rock do mundo e se matou. Para mim, essas são as coisas menos importantes", afirma.
O ator que viverá Kurt Cobain nos cinemas ainda não foi escolhido.

JT - Fafá de Belém: ‘Não faço mais comício pra ninguém’

Jornal da Tarde

Com 35 anos de carreira e 25 de sucesso em Portugal, a cantora paraense Fafá de Belém, 53, relança seu disco ‘Meu Fado’ (pela Sony Music), que aqui no Brasil estava fora de catálogo havia quase dez anos. Originalmente pensado para o mercado daquele país, o projeto soou, no mínimo, ousado. Afinal, era uma brasileira cantando um estilo tradicional e imaculado para o povo português.
“Esse disco foi ideia do produtor Mário Martins, como uma forma de trazer novo frescor ao fado e atrair público mais jovem”, lembra Fafá. Era 1990. Na época, foi realizada uma pesquisa, na qual os eleitores portugueses indicariam o intérprete que gostariam de ouvir cantando fados. “Tive o melhor índice de aprovação”, diz.
Definido seu nome, iniciou-se o acerto de repertório entre ela e Martins. “Depois de um ano, fui para Portugal gravar o disco em quatro dias”. Com a voz carregada de emoção, digna de uma fadista, Fafá vem acompanhada pelo guitarrista António Chaínho, também responsável pelos arranjos de todas as músicas.
O álbum abre com ‘Canção Grata’, inspirada num poema da portuguesa Florbela Espanca, segue para os clássicos ‘Canoa do Tejo’ e ‘Nem às Paredes Confesso’, e passa por ‘Memórias’, sucesso tirado de seu disco ‘Atrevida’ (1986), que neste trabalho ganhou roupagem de fado.
Lançado com sucesso em Portugal, em 1992, pela BMG de lá, ‘Meu Fado’ chegou ao Brasil com reservas, pela Som Livre. Para surpresa geral, atingiu a marca de 500 mil cópias vendidas. No entanto, um ano e meio depois, segundo a cantora, não estava mais disponível para o público brasileiro.

Confira entrevista de Fafá de Belém ao JT:

O que esta reedição de ‘Meu Fado’ traz de novo?
O disco foi remasterizado. Mexemos também no texto de apresentação, que era imenso.

Vai fazer shows a partir desse repertório?
No final de agosto, vou me apresentar no Consulado Geral de Portugal, em São Paulo. Queremos também obter patrocínio para uma turnê por cinco capitais brasileiras, incluindo Rio de Janeiro e São Paulo, além da gravação de DVD, com possíveis participações dos fadistas Ana Moura e Carlos do Carmo. Esses shows devem ocorrer entre setembro e outubro.

Você tem casa em Portugal?
Não, sou muito chata com organização. Para ficar longe de uma casa lá não dá (risos). Moro em São Paulo. Mas acabei de abrir uma empresa em Portugal, para levar artistas brasileiros para lá e trazer portugueses para cá. Fica mais fácil assim, por causa dos impostos.

Quando Brasil e Portugal jogaram na Copa da África do Sul, para quem você torceu?
Eu estava no avião. Mas meu coração ficou dividido. Da Seleção Brasileira, só conhecia mesmo Kaká, Júlio César e Robinho. Já o time português, eu conhecia melhor.
Sua imagem ainda é muito associada às Diretas Já, na década de 80. Continua envolvida com política?
O Brasil é um Estado democrático. Só que há uma juventude que não sabe que muita gente perdeu a vida em nome dessa liberdade. Não faço mais comício para ninguém. Ainda não sei em quem votar. Até o último minuto, qualquer coisa que for dita pelos candidatos pode influenciar na minha decisão

JB - Justin Bieber faz show nos EUA e é alvo de críticas da mídia

Jornal do Brasil

LOS ANGELES - Fenômeno teen e febre entre o público adolescente, Justin Bieber está em turnê pelos Estados Unidos e enfrenta uma apertada agenda de shows. Na noite desta terça-feira, o cantor se apresentou no Nokia Theatre, em Los Angeles.
Dono do grudento hit Baby, a revelação canadense enfrenta a pressão da fama aos 16 anos e já é alvo de críticas da mídia. Embora sua turnê tenha diversas datas esgotadas e arraste massas de adolescentes, seus shows têm sido alvo de alfinetadas por parte da imprensa americana.
Em resenhas publicadas recentemente, textos como o do jornal San Francisco Chronicle falam sobre suas limitações em grandes concertos. A matéria ressalta a produção pobre do show, dos dançarinos e o uso de diversos covers em seu repertório.
De qualquer forma, a turnê do cantor segue pelos Estados Unidos e Canadá com datas apertadas até o dia 23 de dezembro, quando toca em Atlanta e depois tira uma folga para os feriados de fim de ano.

JB - Pitty divulga nova música de projeto paralelo na internet

Portal Terra

SÃO PAULO - Trabalhando em uma vertente mais acústica, a cantora Pitty e o guitarrista Martin, que toca em sua banda, têm se aventurado em canções com piano, violão e voz. Na madrugada desta quarta-feira, a baiana divulgou em seu Twitter mais uma canção, chamada Romeu.
No MySpace da dupla (http://www.myspace.com/somagridoce), é possível ouvir a nova faixa e mais as canções Epílogos e Finais e Dançando. Há também alguns vídeos com registro de ambos trabalhando nas músicas na casa da cantora em gravações intimistas.

JB - Ramallah volta à era disco com show de Boney M

Agência AFP

RAMALLAH - Ramallah, sede da Autoridade Palestina, voltou no tempo na noite desta terça-feira, revivendo os anos prévios à ocupação israelense, com um show de Boney M, grupo que explodiu na década de 70.
Diante de um público tranquilo, Boney M mostrou um leque de sucessos que incluiu "Daddy Cool", "Belfast", "Rasputin" e "Ma Baker", por ocasião do 12º Festival Internacional de Música e Dança da Palestina.
Na multidão, havia palestinos de todas as gerações e também muitos estrangeiros, incluindo israelenses que violaram a proibição oficial de entrar nos Territórios Palestinos.
Boney M, um grupo caribenho fundado na Alemanha e que somou discos de ouro e de platina nos anos 70 e 80, se dissolveu em 1986, mas o nome permaneceu como uma espécie de franquia entre os membros da banda.
O "Boney M" que se apresentou em Ramallah é o liderado pelo cantor Maizie Williams.
"Amamos a Palestina, amamos todos vocês, povo da Palestina!" - gritou Maizie Williams, arrancando uma onda de aplausos.
O Festival Internacional de Música e Dança da Palestina tem por objetivo chamar a atenção para o problema de acesso à água que os palestinos enfrentam.
Com apresentações em cinco cidades da Cisjordânia ocupada e no porto de Haifa, em Israel, o Festival segue até o dia 24 de julho.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Destaques dos Jornais 20/07/2010

Estado de São Paulo

"Anna Antonacci faz dois recitais na Sala São Paulo".

"Elizeth Cardoso é homenageada em show no Rio".

Folha de São Paulo

"Polícia proíbe Enrique Iglesias de pagar promessa nu".

Jornal da Tarde

"Chiara, uma italiana com sotaque português".

"O rock certinho e arrumado de Caps Lock".

"Fresno: contra tudo e contra todos".

Jornal do Brasil

"Baterista do Kings of Leon diz que gostaria de tocar músicas novas".

Estadão - Anna Antonacci faz dois recitais na Sala São Paulo

AE - Agência Estado

"Minha carreira é marginal. E não estou nada preocupada com isso." Anna Caterina Antonacci é assim. Mezzo-soprano italiana radicada na França, não grava discos, recusou contrato do Metropolitan de Nova York e canta basicamente o que quer. "Quem manda é minha voz. Quanto ao mercado, não estou preocupada", disse na manhã de segunda-feira, em um hotel da cidade. Chegou no fim de semana e, hoje e quinta, canta na Sala São Paulo, dentro da temporada da Sociedade de Cultura Artística.
Nascida em Ferrara, ela não seguiu o caminho tradicional percorrido por tantos cantores de ópera italianos. Começou no coro e, sem formação específica, foi aos poucos interpretando papéis solistas. A princípio, muito bel canto, Donizetti, Rossini. "Confesso que nunca foi meu repertório preferido, são papéis em que me sinto presa, são muitas as restrições e isso me passa uma sensação de que aquela é música velha, parada no tempo." Para os operários de plantão, declarações como essa podem soar como heresia digna de punição nas fogueiras da tradição lírica, mas ela não parece preocupada. Com o tempo, encontrou os autores barrocos. E sentiu-se em casa.
Nos dois recitais em São Paulo, em que será acompanhada pelo pianista Donald Sulzen, ela interpreta canções francesas e italianas. "Nasci na Itália, mas vivo na França e as duas culturas estão muito fortes dentro de mim. O que me atrai em especial é o casamento entre texto e música, essa harmonia tão difícil de ser conseguida. É o casamento entre Fauré e Verlaine, por exemplo, que me interessa, assim como o de Respighi com Bocaccio", diz. Atriz consagrada, ela encontra também nesse repertório espaço para a interpretação. "O repertório de canções é uma faceta muito interessante da carreira de um cantor. Não há uma história, mas momentos, recortes, pequenos episódios. E o desafio é fazer o público compreender cada palavra, sentir a atmosfera que nasce da união entre música e texto."
No palco lírico, o grande papel dos últimos tempos de Antonacci foi a cigana Carmen da ópera de Bizet. Ao lado do tenor Jonas Kauffman, a atuação no Covent Garden, em Londres, rendeu a ela comparações com Maria Callas pela imprensa britânica (o espetáculo está disponível em DVD). Na mesma época, a mezzo se indispôs com o Metropolitan de Nova York, maior casa de ópera do mundo. Eles a haviam contratado para cantar Dona Elvira, em Don Giovanni, mas a substituíram pela prima dona Angela Georghiu, e lhe ofereceram outros papéis na temporada. Antonacci não quis. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Anna Antonacci - Sala São Paulo (Praça Julio Prestes, 16). Tel. (011) 3258-3344. Hoje e quinta, às 21 horas. Ingressos: R$ 70/R$ 160.




Estadão - Elizeth Cardoso é homenageada em show no Rio

AE - Agência Estado

A cantora Elizeth Cardoso (1920-1990) teria feito 90 anos na semana passada e o Instituto Moreira Salles lembra a data hoje, às 19h30, em seu centro cultural no Rio, com um show em sua homenagem. Quem se apresenta é a cantora Áurea Martins, que tem em Elizeth sua madrinha na vida artística. O show tem participação do jornalista Sérgio Cabral, biógrafo da Divina e também seu amigo, que contará lances de sua vida e as histórias por trás das canções de seu repertório, como "É Luxo Só", "Canção de Amor" e "Refém da Solidão". O Instituto Moreira Salles fica na Rua Marquês de São Vicente, 476, na Gávea. A entrada é franca. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Folha - Polícia proíbe Enrique Iglesias de pagar promessa nu

DA EFE, EM MIAMI

A Polícia de Miami vai deter o cantor espanhol Enrique Iglesias, 35, caso ele venha a praticar esqui aquático nu, como disse que faria caso a Espanha ganhasse a Copa do Mundo.
"Temos leis a fazer cumprir e o deteremos caso se exiba de forma indecente e alguém o veja", declarou hoje à Agência Efe um porta-voz da Polícia do condado de Miami-Dade.
Iglesias declarou em junho ao canal britânico "BBC" que, se a Espanha vencesse a Copa, iria se "embebedar" e faria "esqui aquático nu em Key Biscayne", no litoral de Miami.
Não se sabe, no entanto, quando e onde o cantor vai fazer seu passeio marítimo que, além da detenção, pode lhe custar uma multa, segundo a Polícia.
O cantor espanhol confirmou ao site californiano "Access Hollywood" que manteria sua palavra.

JT - Chiara, uma italiana com sotaque português

Jornal da Tarde

Chiara Civello nasceu na Itália e foi criada nos Estados Unidos. Nos últimos dias, porém, ela tem se considerado quase uma brasileira. Tanto é que seu terceiro disco, “7752″, tem esse título em referência à distância em quilômetros entre Nova York e Rio de Janeiro.
De Roma, falando em português fluente, a cantora conversou por telefone com o JT e contou detalhes do novo álbum. “Mais do que a distância entre as duas cidades, “7752″é a contagem de um percurso feito de forma apaixonante”, diz a cantora, de 35 anos.
No disco, ela canta em inglês, italiano e português. A brasilidade é forte no CD. Das 11 canções do álbum, três foram feitas em parceria com a brasileira Ana Carolina: “8 Storie”, “Dimmi Perche” e “Resta”, que também entraram no disco “Nove”, de Ana, só que em português. Ainda no disco da brasileira, Chiara fez uma participação, gravando “I Didn’t Want”. Do Brasil, Chiara também fez parcerias com Antonio Villeroy e Dudu Falcão. Em português, a italiana de voz firme e suave canta “Simplesmente Aconteceu”, dela e Dudu Falcão.
Chiara Civello foi apresentada a essa turma toda por Daniel Jobim, neto de Tom Jobim. Eles se conheceram no bairro de Little Italy, em Nova York, por intermédio do produtor Russ Titelman. “Daniel tocou piano no meu primeiro disco. Num dia, conversando com Daniel por telefone, ele me convidou para conhecer o Brasil, e eu fui”, conta ela. Alguns dias depois de Chiara chegar ao País, Daniel a levou nos saraus organizado pelos músicos Dudu, Villeroy, Jorge Vercilo e Ana Carolina.
“O violão estava passando de mão em mão na roda. Quando chegou para mim, eu toquei uma música e Ana Carolina gostou. Depois, ela me pediu para fazer uma canção inédita para ela”, lembra.
Antes desse encontro, o processo de composição de Chiara era completamente solitário. Só depois, descobriu que no Brasil os músicos trocam muitas figurinhas antes de compor. Como ela e Ana Carolina escreveram as músicas juntas, foi natural fazer versões para italiano e português. “Simplesmente aconteceu”, diz ela, citando involuntariamente o título de uma de suas músicas. O disco sai no Brasil pelo selo de Ana Carolina, o Armazém, com distribuição da Sony Music.
Chiara diz que aprendeu português sozinha, ouvindo músicas brasileiras de mestres como Milton Nascimento, Caetano Veloso e Chico Buarque. “Sabia as letras de João Gilberto de cor, mesmo sem saber o que significava. Para mim foi fácil aprender, já que o idioma é latino, próximo do italiano”, diz. Ao chegar ao País pela primeira vez, depois de percorrer os 7.752km, ela pousou no aeroporto internacional do Rio de Janeiro, batizado com o nome do avô do seu amigo: Antônio Carlos Jobim. De lá, foi direto para um ensaio do Jobim Trio, formado por Daniel, Paulo Jobim (pai de Daniel) e Paulo Braga.
“Viver viajando tem uma vantagem. Você sai do lugar antes de se cansar e volta quando está com saudade”, brinca. Aliás, a saudade do Brasil está batendo, mas ela vai logo ser matada. No mês que vem, Chiara abrirá o show da amiga Ana Carolina, no Citibank Hall, no Rio de Janeiro

JT - O rock certinho e arrumado de Caps Lock

Jornal da Tarde

Eles não têm letras tristes, nem uma sonoridade complexa. Talvez sejam emos, ou da nova moda de rock colorido. Não importa. “Sempre falo que é pop rock e deixamos livre para as outras pessoas descobrirem em qual gênero nos encaixamos. Há muita confusão. Sempre que vem uma moda nova, falam que nós pertencemos a ela. Acontece é que acabamos usufruindo delas, porque aumentam a quantidade de shows”, conta Max Matta, vocalista da banda paulista de Piracicaba, Caps Lock.
Apesar do que diz o título do segundo e recém-lançado disco, “Fazer Diferente”, o som da banda é um apanhado de referências e influências. É possível notar trechos que misturam o som dos americanos Fall Out Boy com o brasileiro NX Zero, como na faixa que abre o disco, “Pode o Sol Sair”.
No festival de influências, há espaço até para uma ligeira lembrança de AC/DC em Tudo Volta Para Você”, na qual a guitarra trabalhada dá mais peso à faixa e ao disco. Assim como o que acontece com “Meu Vício”, disparada a música mais encorpada do disco. Esta última fecha a série de músicas inéditas e elétricas. As 13ª e 14ª são versões acústicas de “Se Tudo For Real” e “Pode o Sol Sair”, faixas que têm o maior apelo para grudar na cabeça da gurizada.
Apesar da pouca idade dos fãs e da aparência dos integrantes, nenhum músico da banda tem menos de 20 anos. Os irmãos Max Matta e Sté, vocal e guitarra, respectivamente, têm 24 e 22 anos, Thiago, baixista e mais velho dos quatro, tem 26, e o caçula Carlinhos, na bateria, 20. “O nosso público é bem teen. De vez em quando, aparece alguém me chamando de ‘tio’ e pedindo um autógrafo (risos)”, diverte-se Max que, por telefone, pode muito bem se passar por um garoto de 18 anos. “Ainda bem que tenho essa voz. Pareço bem mais novo”, brinca.
Na bacia das influências, uma última banda não poderia faltar: Oasis, também formada por dois irmãos, Liam e Noel Gallagher. Mas sem as mesmas confusões que os britânicos, certo? “Claro que não (risos)! Temos mais intimidade e por isso podemos brigar. Mas nada de escândalos”.
Toda certinha, a banda tenta, com “Fazer Diferente”, encontrar seu próprio espaço no cenário musical. E vale tudo. Até ir ao programa da Luciana Gimenez, na Rede TV. “Tivemos muita sorte. Foi ótimo e teve muita repercussão. Aparecemos até nos Trendings Topics do Twiter no Brasil”, conta Max. É esse o espírito.