Estado de São Paulo
"Zukerman e Osesp abrem Festival de Campos do Jordão".
"Musical com 'polvos cantores' tenta fazer público dormir".
Folha de São Paulo
"Beyoncé deve voltar ao Brasil para promover novo disco".
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Estadão - Zukerman e Osesp abrem Festival de Campos do Jordão
AE - Agência Estado
Com o violinista e maestro Pinchas Zukerman à frente da Osesp, será aberto no sábado o Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão. Mais tradicional evento pedagógico da América Latina, ele será realizado até o dia 23 e vai ter apresentações em diversas cidades do interior - principal novidade de uma edição mais enxuta.
Com relação ao ano passado, o festival diminuiu - ao menos nos números. O orçamento total é de R$ 5,5 milhões, R$ 1 milhão a menos. Serão 55 concertos, ante 83 em 2010, realizados ao longo de 20 dias (no ano passado foram 29). Para o diretor artístico e pedagógico Paulo Zuben, no entanto, não há evidências de retrocesso - ou estagnação.
"As propostas artísticas continuam a se desenvolver", diz. "A introdução da música barroca e da produção contemporânea, por exemplo, se mantém, com mais concertos e master classes e a presença de grupos importantes, como o Quarteto Arditti, que não apenas se apresentará como dará aulas e vai interpretar obras de alunos de composição do festival. A ópera também está de volta, com A Flauta Mágica, de Mozart. Pela primeira vez teremos uma orquestra internacional, a Sinfônica do Porto, ao lado dos nossos principais conjuntos, com a Filarmônica de Minas Gerais e a Petrobras Sinfônica", afirma.
A programação de Campos se equilibra entre a função pedagógica e a apresentação de grandes estrelas do cenário musical. Para Zuben, esses elementos precisam dialogar. "O festival permite trazer ao Brasil músicos importantes e é fundamental que eles atuem como professores, orientando os alunos. Na última semana, por exemplo, o maestro Frank Shipway esteve por aqui preparando um programa com a Sinfônica Jovem do Estado. É uma oportunidade única."
Zuben ressalta ainda dois eixos fundamentais na programação. O primeiro é a atividade da orquestra de alunos do festival. O segundo é o desenvolvimento da prática de música de câmara. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Destaques
Dia 3
Orquestra Jovem do Estado, com regência de Frank Shipway e obras de Tchaikovski (Auditório Claudio Santoro, 11 h). Orquestra Experimental de Repertório, com Jamil Maluf (Auditório, 18 h)
Dia 5
Mozart Piano Quartet, com obras de Mozart, Brahms e Martinu (Masp, 20h30)
Dia 7
Webern e Beethoven com o Quarteto da Cidade (Igreja São Benedito, 15h30; e obras de Villa-Lobos e Stravinski com os professores do festival (Auditório, 21 h)
Dia 10
Cristina Ortiz sola o Concerto nº 2 de Rachmaninoff com a Sinfônica Municipal (Auditório, 18 h)
Dia 12
Pierrot Lunaire, de Schoenberg, com o Het Collectief (Masp, 20h30; repetição em Campos, no dia 13, às 21 h)
Dia 14
Quarteto Arditti, com obras contemporâneas (Auditório, 21 horas; repetição no Masp, no dia 15, às 20h30)
Dia 15
Orquestra Petrobras Sinfônica com Antonio Meneses e o Concerto de Dvorak (Auditório, 21 h)
Dia 16
Filarmônica de Minas Gerais, com a soprano Adriane Queiroz e o maestro Fabio Mechetti)
Dia 17
Orquestra do Festival, com regência de Claudio Cruz, solos do pianista José Feghali e obras de Almeida Prado, Beethoven e Villa-Lobos (Auditório, 18 h; repetição em Piracicaba (dia 19), Jundiaí (dia 20), Santos (dia 22), Santo André (dia 23) e na Sala São Paulo (dia 24)
Com o violinista e maestro Pinchas Zukerman à frente da Osesp, será aberto no sábado o Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão. Mais tradicional evento pedagógico da América Latina, ele será realizado até o dia 23 e vai ter apresentações em diversas cidades do interior - principal novidade de uma edição mais enxuta.
Com relação ao ano passado, o festival diminuiu - ao menos nos números. O orçamento total é de R$ 5,5 milhões, R$ 1 milhão a menos. Serão 55 concertos, ante 83 em 2010, realizados ao longo de 20 dias (no ano passado foram 29). Para o diretor artístico e pedagógico Paulo Zuben, no entanto, não há evidências de retrocesso - ou estagnação.
"As propostas artísticas continuam a se desenvolver", diz. "A introdução da música barroca e da produção contemporânea, por exemplo, se mantém, com mais concertos e master classes e a presença de grupos importantes, como o Quarteto Arditti, que não apenas se apresentará como dará aulas e vai interpretar obras de alunos de composição do festival. A ópera também está de volta, com A Flauta Mágica, de Mozart. Pela primeira vez teremos uma orquestra internacional, a Sinfônica do Porto, ao lado dos nossos principais conjuntos, com a Filarmônica de Minas Gerais e a Petrobras Sinfônica", afirma.
A programação de Campos se equilibra entre a função pedagógica e a apresentação de grandes estrelas do cenário musical. Para Zuben, esses elementos precisam dialogar. "O festival permite trazer ao Brasil músicos importantes e é fundamental que eles atuem como professores, orientando os alunos. Na última semana, por exemplo, o maestro Frank Shipway esteve por aqui preparando um programa com a Sinfônica Jovem do Estado. É uma oportunidade única."
Zuben ressalta ainda dois eixos fundamentais na programação. O primeiro é a atividade da orquestra de alunos do festival. O segundo é o desenvolvimento da prática de música de câmara. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Destaques
Dia 3
Orquestra Jovem do Estado, com regência de Frank Shipway e obras de Tchaikovski (Auditório Claudio Santoro, 11 h). Orquestra Experimental de Repertório, com Jamil Maluf (Auditório, 18 h)
Dia 5
Mozart Piano Quartet, com obras de Mozart, Brahms e Martinu (Masp, 20h30)
Dia 7
Webern e Beethoven com o Quarteto da Cidade (Igreja São Benedito, 15h30; e obras de Villa-Lobos e Stravinski com os professores do festival (Auditório, 21 h)
Dia 10
Cristina Ortiz sola o Concerto nº 2 de Rachmaninoff com a Sinfônica Municipal (Auditório, 18 h)
Dia 12
Pierrot Lunaire, de Schoenberg, com o Het Collectief (Masp, 20h30; repetição em Campos, no dia 13, às 21 h)
Dia 14
Quarteto Arditti, com obras contemporâneas (Auditório, 21 horas; repetição no Masp, no dia 15, às 20h30)
Dia 15
Orquestra Petrobras Sinfônica com Antonio Meneses e o Concerto de Dvorak (Auditório, 21 h)
Dia 16
Filarmônica de Minas Gerais, com a soprano Adriane Queiroz e o maestro Fabio Mechetti)
Dia 17
Orquestra do Festival, com regência de Claudio Cruz, solos do pianista José Feghali e obras de Almeida Prado, Beethoven e Villa-Lobos (Auditório, 18 h; repetição em Piracicaba (dia 19), Jundiaí (dia 20), Santos (dia 22), Santo André (dia 23) e na Sala São Paulo (dia 24)
Estadão - Musical com 'polvos cantores' tenta fazer público dormir
BBC Brasil
Uma companhia em Londres montou uma peça na qual os cantores - vestidos de polvos - tentam fazer o público pegar no sono.
A peça "Lullaby" - ou "Canção de Ninar" em português - do grupo Duckie é uma produção diferente. Em vez de assentos, os espectadores ganham camas.
Uma das atrizes diz que quando a peça termina, os atores precisam sair de fininho, para não acordar ninguém.
A inusitada produção tem diversas regras peculiares. Os produtores pedem que os espectadores vistam pijamas. O espetáculo dura a noite toda, e no dia seguinte todos são despertados e recebem um café da manhã. Há camas para solteiros, casais e até para três pessoas. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC
Uma companhia em Londres montou uma peça na qual os cantores - vestidos de polvos - tentam fazer o público pegar no sono.
A peça "Lullaby" - ou "Canção de Ninar" em português - do grupo Duckie é uma produção diferente. Em vez de assentos, os espectadores ganham camas.
Uma das atrizes diz que quando a peça termina, os atores precisam sair de fininho, para não acordar ninguém.
A inusitada produção tem diversas regras peculiares. Os produtores pedem que os espectadores vistam pijamas. O espetáculo dura a noite toda, e no dia seguinte todos são despertados e recebem um café da manhã. Há camas para solteiros, casais e até para três pessoas. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC
Folha - Beyoncé deve voltar ao Brasil para promover novo disco
DE SÃO PAULO
Beyoncé pode voltar ao Brasil em julho, para promover seu novo disco, "4".
A informação é da coluna de Mônica Bergamo publicada nesta quinta-feira (30) na Folha e cuja íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL.
O empresário da cantora, Jim Sabey, esteve no país há duas semanas.
Beyoncé pode voltar ao Brasil em julho, para promover seu novo disco, "4".
A informação é da coluna de Mônica Bergamo publicada nesta quinta-feira (30) na Folha e cuja íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL.
O empresário da cantora, Jim Sabey, esteve no país há duas semanas.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Destaques dos Jornais 29/06/2011
Estado de São Paulo
"Coletivo de tango El Arrastre faz shows gratuitos em São Paulo".
"Coletivo de tango El Arrastre faz shows gratuitos em São Paulo".
Estadão - Coletivo de tango El Arrastre faz shows gratuitos em São Paulo
estadão.com.br
SÃO PAULO - Escolhido como subsede do Festival de Tango de La Falda, que acontece em julho na província de Córdoba, na Argentina, o Memorial da América Latina, em São Paulo, recebe hoje e amanhã uma programação dedicada exclusivamente ao gênero argentino. O evento, que começa às 20 horas, é gratuito.
Além de apresentações de grupos instrumentais do movimento El Arrastre, as noites no Memorial terão performances de casais que se inscreveram para uma competição de dança. O casal vencedor, que será definido por dois jurados brasileiros e um argentino, ganhará uma viagem com todas as despesas pagas para participar do Festival em Córdoba.
El Arrastre. O Brasil será representado na 28ª edição do Festival de La Falda, no mês de julho, pelo coletivo El Arrastre. Formado por três conjuntos (Jogando Tango, Café Tango e De Puro Guapos), o grupo instrumental foi criado por músicos brasileiros e argentinos no final de 2009. A proposta, assim como a de outros coletivos que vêm surgindo em São Paulo, como o Elefantes, o Sincopado e o Comboio de Cordas, é divulgar um determinado gênero ou conceito por meio de ações colaborativas e compartilhamento de músicas e informações.
Programação:
Dia 29 de junho
20h - Show do Quinteto Café Tango
20h30 - Campeonato de Tango-Show - Serão escolhidos 2 dos 7 casais participantes
21h - Show do Quinteto Osvaldo Piro
Dia 30 de junho
20h - Trio Jogando Tango
20h30 - Final Campeonato de Tango-Show - Etapa Brasil - Disputa entre dois casais finalistas
21h - Orquestra Típica De Puro Guapos
***
Festival de Tango La Falda
Auditório Simón Bolívar - Memorial da América Latina - Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 Portão 13 - Estacionamento portão 15 - Barra Funda - SP
29 e 30 de junho de 2011, às 20h
Duração: 120 minutos
Entrada gratuita
Mais informações em http://elarrastre.com.br/
SÃO PAULO - Escolhido como subsede do Festival de Tango de La Falda, que acontece em julho na província de Córdoba, na Argentina, o Memorial da América Latina, em São Paulo, recebe hoje e amanhã uma programação dedicada exclusivamente ao gênero argentino. O evento, que começa às 20 horas, é gratuito.
Além de apresentações de grupos instrumentais do movimento El Arrastre, as noites no Memorial terão performances de casais que se inscreveram para uma competição de dança. O casal vencedor, que será definido por dois jurados brasileiros e um argentino, ganhará uma viagem com todas as despesas pagas para participar do Festival em Córdoba.
El Arrastre. O Brasil será representado na 28ª edição do Festival de La Falda, no mês de julho, pelo coletivo El Arrastre. Formado por três conjuntos (Jogando Tango, Café Tango e De Puro Guapos), o grupo instrumental foi criado por músicos brasileiros e argentinos no final de 2009. A proposta, assim como a de outros coletivos que vêm surgindo em São Paulo, como o Elefantes, o Sincopado e o Comboio de Cordas, é divulgar um determinado gênero ou conceito por meio de ações colaborativas e compartilhamento de músicas e informações.
Programação:
Dia 29 de junho
20h - Show do Quinteto Café Tango
20h30 - Campeonato de Tango-Show - Serão escolhidos 2 dos 7 casais participantes
21h - Show do Quinteto Osvaldo Piro
Dia 30 de junho
20h - Trio Jogando Tango
20h30 - Final Campeonato de Tango-Show - Etapa Brasil - Disputa entre dois casais finalistas
21h - Orquestra Típica De Puro Guapos
***
Festival de Tango La Falda
Auditório Simón Bolívar - Memorial da América Latina - Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 Portão 13 - Estacionamento portão 15 - Barra Funda - SP
29 e 30 de junho de 2011, às 20h
Duração: 120 minutos
Entrada gratuita
Mais informações em http://elarrastre.com.br/
terça-feira, 28 de junho de 2011
Destaques dos Jornais 28/06/2011
Estado de São Paulo
"Rodrigo Lampreia e Heidi Vogel fazem show hoje no Rio".
"Rodrigo Lampreia e Heidi Vogel fazem show hoje no Rio".
Estadão - Rodrigo Lampreia e Heidi Vogel fazem show hoje no Rio
AE - Agência Estado
O guitarrista e cantor Rodrigo Lampreia, que ficou conhecido após Amy Winehouse ter cantado em um show seu em Londres, se apresentará hoje com a cantora Heidi Vogel, às 20h30, no no Zozô, no Rio de Janeiro. Lampreia conheceu a inglesa Heidi em um de seus shows em Camden Town em Londres e, de acordo com release de divulgação do show, o cantor "logo se apaixonou pelo vozeirão da cantora."
Apaixonada por música brasileira, ela também canta em português. Ela faz parte da banda Cinematic Orchestra e, nos últimos 5 anos, excursionou com a banda pelo mundo lançando o DVD ao vivo gravado na maior casa de shows de Londres, o Royal Albert Hall. Em 2009, fizeram show com lotação esgotada no Festival Multiplicidade no Teatro Oi Casa Grande no Rio.
Os dois dividirão o palco amanhã apresentando canções autorais, standards de jazz além de canções de Stevie Wonder, João Donato, João de Barro e Jorge Ben Jor., entre outros. A banda será composta por Rodrigo Braga (teclado e piano), Marcos Maia (baixo), Diogo Gomes (trompete e flugelhorn) e Dudu Lessa (bateria).
Rodrigo Lampreia & Heidi Vogel
Hoje, no Zozô, às 20h30
Av. Pasteur 520, Urca - ao lado da entrada para o Bondinho
Reservas e Informações: 21 2542-9665 / www.zozorio.com.br
Preço: R$ 35,00
Manobristas no local
O guitarrista e cantor Rodrigo Lampreia, que ficou conhecido após Amy Winehouse ter cantado em um show seu em Londres, se apresentará hoje com a cantora Heidi Vogel, às 20h30, no no Zozô, no Rio de Janeiro. Lampreia conheceu a inglesa Heidi em um de seus shows em Camden Town em Londres e, de acordo com release de divulgação do show, o cantor "logo se apaixonou pelo vozeirão da cantora."
Apaixonada por música brasileira, ela também canta em português. Ela faz parte da banda Cinematic Orchestra e, nos últimos 5 anos, excursionou com a banda pelo mundo lançando o DVD ao vivo gravado na maior casa de shows de Londres, o Royal Albert Hall. Em 2009, fizeram show com lotação esgotada no Festival Multiplicidade no Teatro Oi Casa Grande no Rio.
Os dois dividirão o palco amanhã apresentando canções autorais, standards de jazz além de canções de Stevie Wonder, João Donato, João de Barro e Jorge Ben Jor., entre outros. A banda será composta por Rodrigo Braga (teclado e piano), Marcos Maia (baixo), Diogo Gomes (trompete e flugelhorn) e Dudu Lessa (bateria).
Rodrigo Lampreia & Heidi Vogel
Hoje, no Zozô, às 20h30
Av. Pasteur 520, Urca - ao lado da entrada para o Bondinho
Reservas e Informações: 21 2542-9665 / www.zozorio.com.br
Preço: R$ 35,00
Manobristas no local
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Destaques dos Jornais 27/06/2011
Estado de São Paulo
"Beyoncé é destaque no encerramento de Glastonbury".
"Beyoncé é destaque no encerramento de Glastonbury".
Estadão - Beyoncé é destaque no encerramento de Glastonbury
REUTERS
A estrela do pop norte-americana Beyoncé subirá ao palco em Glastonbury neste domingo para fechar o festival de música, esperando repetir o sucesso de seu marido Jay-Z em 2008 e ajudar a gigantesca multidão a afastar os pensamentos de lama e uma longa viagem de volta para casa.
Cerca de 180 mil pessoas estavam amontoadas na fazenda Worthy, no pitoresco sudoeste da Inglaterra, durante três dias de música e diversão em um dos maiores festivais de música do mundo. Mas a memória que ficará para muitos neste ano será a lama.
Fortes chuvas na sexta-feira e nos dias anteriores transformaram os 900 acres de terreno em um lamaçal gigante, mas não conseguiram desanimar os amantes da música, que foram assistir a uma impressionante seleção de milhares de apresentações realizadas em dezenas de palcos.
"Conseguimos sobreviver nas condições mais adversas," disse o fundador do festival, Michael Eavis, a jornalistas. "Somos sobreviventes, após 41 anos".
O sol saiu no domingo e os biquinis substituíram as capas de chuva, enquanto o festival se preparava para o clímax na noite de domingo.
Jay-Z foi o destaque de 2008, gerando controvérsia entre alguns dos grandes nomes do rock britânico, que disseram que o hip-hop não tinha espaço no prestigiado evento. Mas o astro silenciou os críticos e agora o rap é parte importante da programação de Glastonbury.
Os fãs especularam que Jay-Z poderia se unir a Beyoncé no palco, e que ela também poderia se juntar às ex-integrantes de seu grupo Destiny's Child.
Eavis foi distraído brevemente com perguntas sobre a morte de um membro do governista Partido Conservador britânico, que foi encontrado em um alojamento de luxo na manhã de domingo.
Ele não revelou o nome, mas a mídia britânica afirmou que teria sido Christopher Shale, presidente da Associação Conservadora de West Oxfordshire. Segundo informações iniciais, a causa da morte teria sido um ataque cardíaco, mas Eavis disse acreditar ter sido suicídio.
O festival de Glastonbury tem crescido, de um pequeno evento de 1.500 pessoas na fazenda leiteira em 1970, com cada pessoa pagando uma libra (1,60 dólares) e recebendo leite, para uma comemoração gigantesca de música custando 195 libras por um ingresso básico.
O festival não será realizado em 2012, mas Eavis disse que já existem três grandes shows programados para 2013
A estrela do pop norte-americana Beyoncé subirá ao palco em Glastonbury neste domingo para fechar o festival de música, esperando repetir o sucesso de seu marido Jay-Z em 2008 e ajudar a gigantesca multidão a afastar os pensamentos de lama e uma longa viagem de volta para casa.
Cerca de 180 mil pessoas estavam amontoadas na fazenda Worthy, no pitoresco sudoeste da Inglaterra, durante três dias de música e diversão em um dos maiores festivais de música do mundo. Mas a memória que ficará para muitos neste ano será a lama.
Fortes chuvas na sexta-feira e nos dias anteriores transformaram os 900 acres de terreno em um lamaçal gigante, mas não conseguiram desanimar os amantes da música, que foram assistir a uma impressionante seleção de milhares de apresentações realizadas em dezenas de palcos.
"Conseguimos sobreviver nas condições mais adversas," disse o fundador do festival, Michael Eavis, a jornalistas. "Somos sobreviventes, após 41 anos".
O sol saiu no domingo e os biquinis substituíram as capas de chuva, enquanto o festival se preparava para o clímax na noite de domingo.
Jay-Z foi o destaque de 2008, gerando controvérsia entre alguns dos grandes nomes do rock britânico, que disseram que o hip-hop não tinha espaço no prestigiado evento. Mas o astro silenciou os críticos e agora o rap é parte importante da programação de Glastonbury.
Os fãs especularam que Jay-Z poderia se unir a Beyoncé no palco, e que ela também poderia se juntar às ex-integrantes de seu grupo Destiny's Child.
Eavis foi distraído brevemente com perguntas sobre a morte de um membro do governista Partido Conservador britânico, que foi encontrado em um alojamento de luxo na manhã de domingo.
Ele não revelou o nome, mas a mídia britânica afirmou que teria sido Christopher Shale, presidente da Associação Conservadora de West Oxfordshire. Segundo informações iniciais, a causa da morte teria sido um ataque cardíaco, mas Eavis disse acreditar ter sido suicídio.
O festival de Glastonbury tem crescido, de um pequeno evento de 1.500 pessoas na fazenda leiteira em 1970, com cada pessoa pagando uma libra (1,60 dólares) e recebendo leite, para uma comemoração gigantesca de música custando 195 libras por um ingresso básico.
O festival não será realizado em 2012, mas Eavis disse que já existem três grandes shows programados para 2013
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Destaques dos Jornais 22/06/2011
Estado de São Paulo
"Plácido Domingo canta Pablo Neruda em Paris na estreia de 'Il Postino'".
"Aretha Franklin continuará turnê com dedão do pé quebrado".
Folha de São Paulo
"Rita Lee busca canções menos "certinhas" em novo álbum".
"Plácido Domingo canta Pablo Neruda em Paris na estreia de 'Il Postino'".
"Aretha Franklin continuará turnê com dedão do pé quebrado".
Folha de São Paulo
"Rita Lee busca canções menos "certinhas" em novo álbum".
Estadão - Plácido Domingo canta Pablo Neruda em Paris na estreia de 'Il Postino'
EFE
PARIS - O tenor espanhol Plácido Domingo cantou nesta segunda-feira, 20, parte da vida e obra do poeta chileno Pablo Neruda na estreia em Paris de Il Postino, adaptação para ópera do aplaudido filme O Carteiro e o Poeta, do cineasta inglês Michael Radford.
EFEPlácido Domingo foi ovacionado por quase dez minutos na noite de estreiaPlácido encantou o público com sua interpretação em espanhol de Neruda e da relação amistosa que o Nobel de Literatura chileno travou com o carteiro italiano Mario Ruoppolo durante seu exílio político em uma ilha mediterrânea.
Na ópera, Neruda, estabelecido na ilha com sua mulher, Matilde, inicia uma amizade com o carteiro que lhe traz toda manhã a correspondência que chega de seu país, e inicia o italiano na arte da poesia para ajudá-lo a conquistar a bela Beatrice Russo.
A obra prossegue com a volta ao Chile do poeta e seu retorno anos depois à ilha, onde comprova que Ruoppolo foi assassinado durante uma manifestação política.
Uma salva de aplausos ininterrupta de quase dez minutos, na primeira noite das quatro sessões programadas no Théâtre du Châtelet, confirma o entusiasmo do público francês por um dos cantores clássicos mais célebres da atualidade.
A representação foi ao mesmo tempo uma homenagem a seu compositor, o mexicano Daniel Catán, morto em abril deste ano enquanto preparava uma nova ópera baseada em um filme de Frank Capra.
Adotando uma postura realista em cena e apoiado por projeções fotográficas, Plácido cantou os aprazíveis dias do poeta durante sua estada no sul da Itália com um lirismo que, como previu em entrevistas antes da estreia, era capaz de não deixar "um só olho seco" em todo o teatro.
As imagens cinematográficas que se desprendem da obra lembraram a vontade dos produtores de "estabelecer paralelos entre o cinema e a ópera" para atrair novos admiradores, declarou o diretor da ópera parisiense Jean-Luc Choplin dias antes da estreia.
O Théâtre du Châtelet, coprodutor da obra junto com as óperas de Viena e Los Angeles, espera que o espetáculo viaje em breve para Madri, Chile, México e Itália, entre outros países.
Não é a primeira vez que o tenor espanhol trabalha no que ele mesmo definiu como "experimento neocinematográfico", uma vez que já protagonizou a versão lírica de The Fly (A Mosca), filme do canadense David Cronenberg.
"A ópera sempre esteve muito influenciada pelo teatro e pelos livros. Agora ela bebe na fonte dos filmes", declarou Catán em uma de suas últimas entrevistas, destacando a mudança na percepção do tempo como uma das consequências mais diretas dessa nova influência.
Plácido Domingo, formado no México e amigo pessoal de Catán, se mostrou visivelmente emocionado ao fim da apresentação, que permanecerá em cartaz Paris até o último dia de junho.
PARIS - O tenor espanhol Plácido Domingo cantou nesta segunda-feira, 20, parte da vida e obra do poeta chileno Pablo Neruda na estreia em Paris de Il Postino, adaptação para ópera do aplaudido filme O Carteiro e o Poeta, do cineasta inglês Michael Radford.
EFEPlácido Domingo foi ovacionado por quase dez minutos na noite de estreiaPlácido encantou o público com sua interpretação em espanhol de Neruda e da relação amistosa que o Nobel de Literatura chileno travou com o carteiro italiano Mario Ruoppolo durante seu exílio político em uma ilha mediterrânea.
Na ópera, Neruda, estabelecido na ilha com sua mulher, Matilde, inicia uma amizade com o carteiro que lhe traz toda manhã a correspondência que chega de seu país, e inicia o italiano na arte da poesia para ajudá-lo a conquistar a bela Beatrice Russo.
A obra prossegue com a volta ao Chile do poeta e seu retorno anos depois à ilha, onde comprova que Ruoppolo foi assassinado durante uma manifestação política.
Uma salva de aplausos ininterrupta de quase dez minutos, na primeira noite das quatro sessões programadas no Théâtre du Châtelet, confirma o entusiasmo do público francês por um dos cantores clássicos mais célebres da atualidade.
A representação foi ao mesmo tempo uma homenagem a seu compositor, o mexicano Daniel Catán, morto em abril deste ano enquanto preparava uma nova ópera baseada em um filme de Frank Capra.
Adotando uma postura realista em cena e apoiado por projeções fotográficas, Plácido cantou os aprazíveis dias do poeta durante sua estada no sul da Itália com um lirismo que, como previu em entrevistas antes da estreia, era capaz de não deixar "um só olho seco" em todo o teatro.
As imagens cinematográficas que se desprendem da obra lembraram a vontade dos produtores de "estabelecer paralelos entre o cinema e a ópera" para atrair novos admiradores, declarou o diretor da ópera parisiense Jean-Luc Choplin dias antes da estreia.
O Théâtre du Châtelet, coprodutor da obra junto com as óperas de Viena e Los Angeles, espera que o espetáculo viaje em breve para Madri, Chile, México e Itália, entre outros países.
Não é a primeira vez que o tenor espanhol trabalha no que ele mesmo definiu como "experimento neocinematográfico", uma vez que já protagonizou a versão lírica de The Fly (A Mosca), filme do canadense David Cronenberg.
"A ópera sempre esteve muito influenciada pelo teatro e pelos livros. Agora ela bebe na fonte dos filmes", declarou Catán em uma de suas últimas entrevistas, destacando a mudança na percepção do tempo como uma das consequências mais diretas dessa nova influência.
Plácido Domingo, formado no México e amigo pessoal de Catán, se mostrou visivelmente emocionado ao fim da apresentação, que permanecerá em cartaz Paris até o último dia de junho.
Estadão - Aretha Franklin continuará turnê com dedão do pé quebrado
REUTERS
LOS ANGELES (REUTERS) - A rainha do soul Aretha Franklin fraturou na semana passado o dedão do pé esquerdo ao tropeçar em seu sapato favorito. Sua agente informou que a cantora continuará a turnê usando uma bota, prescrita pelo médico que a atendeu.
Eric Thayer/ReutersAretha continuará a turnê vestindo uma bota ortopédicaA vencedora do Grammy acabara de tocar em Dallas quando tropeçou no sapato, que estava jogado no chão porque ela estava fazendo as malas.
O salto do sapato "abraçou" o dedão do pé de Aretha, fraturando-o, mas o diagnóstico só veio dias depois após um concerto em Indiana. No hospital, ela recebeu uma bota ortopédica feita de madeira, que será utilizada em suas próximas performances.
De acordo com Tracey Jordan, porta-voz da cantora, sua maior preocupação foi "como combinar esse sapato com o vestido usado nos shows". Aos 69 anos, Aretha Franklin continuará a turnê, e deve se apresentar na noite de hoje em Vienna, no estado da Virginia. REUTERS
LOS ANGELES (REUTERS) - A rainha do soul Aretha Franklin fraturou na semana passado o dedão do pé esquerdo ao tropeçar em seu sapato favorito. Sua agente informou que a cantora continuará a turnê usando uma bota, prescrita pelo médico que a atendeu.
Eric Thayer/ReutersAretha continuará a turnê vestindo uma bota ortopédicaA vencedora do Grammy acabara de tocar em Dallas quando tropeçou no sapato, que estava jogado no chão porque ela estava fazendo as malas.
O salto do sapato "abraçou" o dedão do pé de Aretha, fraturando-o, mas o diagnóstico só veio dias depois após um concerto em Indiana. No hospital, ela recebeu uma bota ortopédica feita de madeira, que será utilizada em suas próximas performances.
De acordo com Tracey Jordan, porta-voz da cantora, sua maior preocupação foi "como combinar esse sapato com o vestido usado nos shows". Aos 69 anos, Aretha Franklin continuará a turnê, e deve se apresentar na noite de hoje em Vienna, no estado da Virginia. REUTERS
Folha - Rita Lee busca canções menos "certinhas" em novo álbum
DE SÃO PAULO
No Twitter, Rita Lee avisava seus 270 mil seguidores de que a Folha estava chegando na casa onde mora, entre cães, carpas e tartarugas, na Granja Viana (Grande SP).
Em outro, ia adiante: "Vou dar um trato no esqueleto, vou me fazer bela, vou me banhar, vou me vestir bonito, vou me maquiar, vou decorar mentiras, vou me cuidar".
A cantora está gravando dois discos ao mesmo tempo --"Bossa n' Movies" e outro que deve se chamar "Macumbinha" ou "Zzyzx".
Em casa, inaugurou o pequeno estúdio que fica entre a cozinha e a piscina.
"No verão, era mergulho, estúdio, mergulho. Gravava de biquíni", diz. "Agora, no frio, é cama, estúdio, TV. Nunca mais tirei o pijama."
"Bossa n' Movies" foi o primeiro que começou no esquema caseiro. Nele, Rita transforma clássicos do cinema em bossa nova (ou em algo próximo). Tipo o que fez com os Beatles em 2001.
Gravou três faixas. "As Time Goes By", do emblemático "Casablanca" (1942), "Hi Lili Hi Lo", de "Lili" (1953), e uma versão em português feita por ela para "Nel Blu Dipinto di Blu (Volare)".
"Eu gosto mais de cinema do que de música, né?"
Enquanto trabalhava nas versões das trilhas do cinema do disco "Bossa n' Movies", Rita Lee planejava começar a produzir outras faixas, também a partir de temas de filmes mexicanos, franceses e brasileiros.
Só que, no meio do caminho, começou a compor sem parar. O material de inéditas tomou a dianteira.
"Queria fazer uma enquete. Tenho dois nomes possíveis. Um é 'Zzyzx'. É um lugar no deserto de Mojave que às vezes não existe, e é fantasma", diz. "O outro é 'Macumbinha'. Roberto [de Carvalho] gosta mais de 'Zzyzx', mas 'Macumbinha' me bate mais. Qual você prefere?"
Todo o conceito de "Macumbinha" --ou, pelo menos, o impulso inicial dele-- vem de gravações feitas por Rita e pelo produtor Apollo 9 há cerca de cinco anos. Dessa leva, três entrarão no disco.
Uma, "Pistis Sophia", já está no ar, na segunda edição do projeto "Red Hot + Rio".
Carvalho, produtor habitual dos álbuns de Rita, só soube da existência desse material quando recebeu o pedido de liberação da faixa. Adorou. E chamou Apollo para produzir com ele.
"Vem cá, meu amor. Vem contar umas mentirinhas pra ele também", ela chama o marido e parceiro à roda.
'METIDÍSSIMA'
"Os produtores com quem a gente trabalhou antes tinham um ego que era maior que o meu e o da Rita somados e multiplicados por cem", diz Carvalho. "Você chama o cara pra uma reunião, e ele traz o disco da Björk como referência. Isso aconteceu, é descrição real."
Rita endossa: "O Apollo não é aquele produtor que fica gorando porque não é ideia dele", diz. "Eu estou metidíssima. Eu palpito, e eles me ouvem. Fazia um tempão que não era assim."
Rita conta que, antes, gravava "num planeta completamente diferente", em que tudo tinha que ter um formato pré-determinado, óbvio.
"Agora não está mais assim. Quando a música fica muito certinha, eu peço pros dois darem uma desencaretada nelas", diz. "Por isso esse disco está ficando tão tropicalista. Tem duas músicas que são a cara do Tom Zé."
'MACUMBINHA'
Um raio derrubou a energia elétrica em toda a região próxima à casa dos Lee de Carvalho naquela terça-feira.
"Minha primeira entrevista à luz de velas, estou achando uma delícia", ela diz.
No escuro do estúdio, vai mostrando as músicas --ao menos enquanto ainda restar um fio de bateria no laptop.
Descreve uma a uma.
"Estranho Animal" é lisérgica, "um animal que está longe do habitat e fica numa 'trip' de não saber onde ele está". "Um Rapaz" foi feita em homenagem a Gilda, a personagem mais famosa de Rita Hayworth no cinema.
"Reza" lembra "Jorge de Capadócia", de Jorge Ben (leia letra no quadro). "É proteção contra os chatos, os olhos gordos." "Tutti Fuditti", cujo refrão é "Humberto Eco, eco, eco, eco... Alegro, alegro ma non treppo...", é toda nesse italiano "como foi escrito. Mas, pra mim, fazia o maior sentido".
Apollo conta que recuperou vários instrumentos vintage do próprio acervo de Rita. O autoharp (espécie de harpa) que ela tocava nos Mutantes, nos anos 1960, o minimoog (teclado) dos tempos do Tutti-Frutti, nos 1970, e a bateria eletrônica usada no disco "Saúde", dos 1980.
"Ficamos ouvindo vários sons modernos, e os mais modernos que a gente encontrou eram esses aí", diz o produtor. "Eles achavam que esses instrumentos estavam quebrados. Mas, ao tocar, o bicho vai revivendo. A gente usou muito no disco todo."
Tocando instrumentos "de verdade", além dos músicos habituais de Rita, "Macumbinha" terá Igor Cavalera, baterista do Sepultura, e João Parahyba, do Trio Mocotó.
"Gostou do disco? Tem umas gravadoras se digladiando [para lançar], estou achando uma delícia", conta. "Nada como trabalhar em casa. Quer um sanduíche? É vegetariano."
No Twitter, Rita Lee avisava seus 270 mil seguidores de que a Folha estava chegando na casa onde mora, entre cães, carpas e tartarugas, na Granja Viana (Grande SP).
Em outro, ia adiante: "Vou dar um trato no esqueleto, vou me fazer bela, vou me banhar, vou me vestir bonito, vou me maquiar, vou decorar mentiras, vou me cuidar".
A cantora está gravando dois discos ao mesmo tempo --"Bossa n' Movies" e outro que deve se chamar "Macumbinha" ou "Zzyzx".
Em casa, inaugurou o pequeno estúdio que fica entre a cozinha e a piscina.
"No verão, era mergulho, estúdio, mergulho. Gravava de biquíni", diz. "Agora, no frio, é cama, estúdio, TV. Nunca mais tirei o pijama."
"Bossa n' Movies" foi o primeiro que começou no esquema caseiro. Nele, Rita transforma clássicos do cinema em bossa nova (ou em algo próximo). Tipo o que fez com os Beatles em 2001.
Gravou três faixas. "As Time Goes By", do emblemático "Casablanca" (1942), "Hi Lili Hi Lo", de "Lili" (1953), e uma versão em português feita por ela para "Nel Blu Dipinto di Blu (Volare)".
"Eu gosto mais de cinema do que de música, né?"
Enquanto trabalhava nas versões das trilhas do cinema do disco "Bossa n' Movies", Rita Lee planejava começar a produzir outras faixas, também a partir de temas de filmes mexicanos, franceses e brasileiros.
Só que, no meio do caminho, começou a compor sem parar. O material de inéditas tomou a dianteira.
"Queria fazer uma enquete. Tenho dois nomes possíveis. Um é 'Zzyzx'. É um lugar no deserto de Mojave que às vezes não existe, e é fantasma", diz. "O outro é 'Macumbinha'. Roberto [de Carvalho] gosta mais de 'Zzyzx', mas 'Macumbinha' me bate mais. Qual você prefere?"
Todo o conceito de "Macumbinha" --ou, pelo menos, o impulso inicial dele-- vem de gravações feitas por Rita e pelo produtor Apollo 9 há cerca de cinco anos. Dessa leva, três entrarão no disco.
Uma, "Pistis Sophia", já está no ar, na segunda edição do projeto "Red Hot + Rio".
Carvalho, produtor habitual dos álbuns de Rita, só soube da existência desse material quando recebeu o pedido de liberação da faixa. Adorou. E chamou Apollo para produzir com ele.
"Vem cá, meu amor. Vem contar umas mentirinhas pra ele também", ela chama o marido e parceiro à roda.
'METIDÍSSIMA'
"Os produtores com quem a gente trabalhou antes tinham um ego que era maior que o meu e o da Rita somados e multiplicados por cem", diz Carvalho. "Você chama o cara pra uma reunião, e ele traz o disco da Björk como referência. Isso aconteceu, é descrição real."
Rita endossa: "O Apollo não é aquele produtor que fica gorando porque não é ideia dele", diz. "Eu estou metidíssima. Eu palpito, e eles me ouvem. Fazia um tempão que não era assim."
Rita conta que, antes, gravava "num planeta completamente diferente", em que tudo tinha que ter um formato pré-determinado, óbvio.
"Agora não está mais assim. Quando a música fica muito certinha, eu peço pros dois darem uma desencaretada nelas", diz. "Por isso esse disco está ficando tão tropicalista. Tem duas músicas que são a cara do Tom Zé."
'MACUMBINHA'
Um raio derrubou a energia elétrica em toda a região próxima à casa dos Lee de Carvalho naquela terça-feira.
"Minha primeira entrevista à luz de velas, estou achando uma delícia", ela diz.
No escuro do estúdio, vai mostrando as músicas --ao menos enquanto ainda restar um fio de bateria no laptop.
Descreve uma a uma.
"Estranho Animal" é lisérgica, "um animal que está longe do habitat e fica numa 'trip' de não saber onde ele está". "Um Rapaz" foi feita em homenagem a Gilda, a personagem mais famosa de Rita Hayworth no cinema.
"Reza" lembra "Jorge de Capadócia", de Jorge Ben (leia letra no quadro). "É proteção contra os chatos, os olhos gordos." "Tutti Fuditti", cujo refrão é "Humberto Eco, eco, eco, eco... Alegro, alegro ma non treppo...", é toda nesse italiano "como foi escrito. Mas, pra mim, fazia o maior sentido".
Apollo conta que recuperou vários instrumentos vintage do próprio acervo de Rita. O autoharp (espécie de harpa) que ela tocava nos Mutantes, nos anos 1960, o minimoog (teclado) dos tempos do Tutti-Frutti, nos 1970, e a bateria eletrônica usada no disco "Saúde", dos 1980.
"Ficamos ouvindo vários sons modernos, e os mais modernos que a gente encontrou eram esses aí", diz o produtor. "Eles achavam que esses instrumentos estavam quebrados. Mas, ao tocar, o bicho vai revivendo. A gente usou muito no disco todo."
Tocando instrumentos "de verdade", além dos músicos habituais de Rita, "Macumbinha" terá Igor Cavalera, baterista do Sepultura, e João Parahyba, do Trio Mocotó.
"Gostou do disco? Tem umas gravadoras se digladiando [para lançar], estou achando uma delícia", conta. "Nada como trabalhar em casa. Quer um sanduíche? É vegetariano."
terça-feira, 21 de junho de 2011
Destaques dos Jornais 21/06/2011
Estado de São Paulo
"Chico dá largada para novo disco com música inédita".
Folha de São Paulo
"Amy Winehouse cancela toda sua turnê europeia".
"Chico dá largada para novo disco com música inédita".
Folha de São Paulo
"Amy Winehouse cancela toda sua turnê europeia".
Estadão - Chico dá largada para novo disco com música inédita
SÃO PAULO - Jotabê Medeiros
Chicólatras do mundo todo congestionaram hoje o site de Chico Buarque, à espera da primeira música do novo disco de inéditas do cantor em cinco anos. A primeira canção colocada no site foi a toada Querido Diário, homônima de composição de João Bosco e Aldir Blanc (1980). Muitos levaram horas para se cadastrar (a reportagem do Estado só conseguiu pelo meio da tarde). Os responsáveis alegaram problemas no servidor. Quase meio milhão de pessoas viu o vídeo no Facebook.
Eduardo Nicolau/AEChico anunciou que celebrará o blues e a bossa, "sem esquecer o samba"A pré-compra pela internet (chicobastidores.com.br, R$ 29,90) dá a vantagem ao comprador de receber o disco no dia 22 de julho. O álbum, intitulado Chico, possui dez faixas. Segundo anunciado, tem participações de João Bosco em Sinhá; de Thais Gulin em Se eu soubesse; e Wilson das Neves em Sou eu (de Chico e Ivan Lins e sucesso na voz de Diogo Nogueira). Chico anunciou que celebrará o blues e a bossa, "sem esquecer o samba".
O cantor divulgou vídeo com mensagem desajeitada, mortalmente tímido. "Oi! Eu sou o Chico... Buarque. Aqui eu tô lançando um disco novo... Vou começar tudo de novo, tá?", iniciou, para concluir aos tropeços. "Aqui vocês vão encontrar informações sobre o disco que eu estou lançando - eu estou lançando um disco. A ideia é todo dia botar alguma coisa nova: um video, uma gravação, um depoimento de algum músico, uma coisa inédita. Não entendo muito disso, mas eles dizem que a ideia é essa, manter você interessado. E se não quiser também...".
Querido Diário mostra Chico com a velha pegada poética. Versos simples conduzem a conclusões existenciais sofisticadas - André Luiz Câmara, no blog Esquinas e Quintais, lembrou muito apropriadamente que o compositor parece se referir à saga de Pigmalião, escultor cipriota que se apaixonou por uma das imagens femininas que esculpiu. "Por uma estátua ter adoração/Amar uma mulher/Sem orifício", é o trecho.
O feminino, como Chico prometeu, perpassa toda a canção, incluindo também os recentes embates sobre o estupro e o recrudescimento do machismo nas redes sociais. "Não bato nela não bato/Nem com uma flor/Mas se ela chora/Desejo me inflama", diz outro trecho.
LETRA INÉDITA
Querido Diário
Chico Buarque de Hollanda
"Hoje topei com alguns conhecidos meus/ me dão bom dia cheios de carinho/ dizem pra eu ter muita luz, ficar com Deus/ eles têm pena de eu viver sozinho. Hoje a cidade acordou toda em contramão/Homens com raiva, buzinas, sirenes, estardalhaço/De volta a casa na rua/Recolhi um cão/Que de hora em hora me arranca um pedaço/Hoje pensei em ter religião/De alguma ovelha talvez, fazer sacrifício/Por uma estátua ter adoração/Amar uma mulher/Sem orifício/Hoje afinal conheci o amor/E era o amor uma obscura trama/Não bato nela não bato/Nem com uma flor/Mas se ela chora/Desejo me inflama/Hoje o inimigo feliz veio me espreitar/Armou tocaia lá na curva do rio/Trouxe um porrete e um porreta mode me quebrar/Mas eu não quebro não/Por que sou macio, viu?"
Chicólatras do mundo todo congestionaram hoje o site de Chico Buarque, à espera da primeira música do novo disco de inéditas do cantor em cinco anos. A primeira canção colocada no site foi a toada Querido Diário, homônima de composição de João Bosco e Aldir Blanc (1980). Muitos levaram horas para se cadastrar (a reportagem do Estado só conseguiu pelo meio da tarde). Os responsáveis alegaram problemas no servidor. Quase meio milhão de pessoas viu o vídeo no Facebook.
Eduardo Nicolau/AEChico anunciou que celebrará o blues e a bossa, "sem esquecer o samba"A pré-compra pela internet (chicobastidores.com.br, R$ 29,90) dá a vantagem ao comprador de receber o disco no dia 22 de julho. O álbum, intitulado Chico, possui dez faixas. Segundo anunciado, tem participações de João Bosco em Sinhá; de Thais Gulin em Se eu soubesse; e Wilson das Neves em Sou eu (de Chico e Ivan Lins e sucesso na voz de Diogo Nogueira). Chico anunciou que celebrará o blues e a bossa, "sem esquecer o samba".
O cantor divulgou vídeo com mensagem desajeitada, mortalmente tímido. "Oi! Eu sou o Chico... Buarque. Aqui eu tô lançando um disco novo... Vou começar tudo de novo, tá?", iniciou, para concluir aos tropeços. "Aqui vocês vão encontrar informações sobre o disco que eu estou lançando - eu estou lançando um disco. A ideia é todo dia botar alguma coisa nova: um video, uma gravação, um depoimento de algum músico, uma coisa inédita. Não entendo muito disso, mas eles dizem que a ideia é essa, manter você interessado. E se não quiser também...".
Querido Diário mostra Chico com a velha pegada poética. Versos simples conduzem a conclusões existenciais sofisticadas - André Luiz Câmara, no blog Esquinas e Quintais, lembrou muito apropriadamente que o compositor parece se referir à saga de Pigmalião, escultor cipriota que se apaixonou por uma das imagens femininas que esculpiu. "Por uma estátua ter adoração/Amar uma mulher/Sem orifício", é o trecho.
O feminino, como Chico prometeu, perpassa toda a canção, incluindo também os recentes embates sobre o estupro e o recrudescimento do machismo nas redes sociais. "Não bato nela não bato/Nem com uma flor/Mas se ela chora/Desejo me inflama", diz outro trecho.
LETRA INÉDITA
Querido Diário
Chico Buarque de Hollanda
"Hoje topei com alguns conhecidos meus/ me dão bom dia cheios de carinho/ dizem pra eu ter muita luz, ficar com Deus/ eles têm pena de eu viver sozinho. Hoje a cidade acordou toda em contramão/Homens com raiva, buzinas, sirenes, estardalhaço/De volta a casa na rua/Recolhi um cão/Que de hora em hora me arranca um pedaço/Hoje pensei em ter religião/De alguma ovelha talvez, fazer sacrifício/Por uma estátua ter adoração/Amar uma mulher/Sem orifício/Hoje afinal conheci o amor/E era o amor uma obscura trama/Não bato nela não bato/Nem com uma flor/Mas se ela chora/Desejo me inflama/Hoje o inimigo feliz veio me espreitar/Armou tocaia lá na curva do rio/Trouxe um porrete e um porreta mode me quebrar/Mas eu não quebro não/Por que sou macio, viu?"
Folha - Amy Winehouse cancela toda sua turnê europeia
DA EFE, EM BILBAO
A cantora britânica Amy Winehouse cancelou por "problemas de saúde", segundo seus representantes, toda sua turnê europeia.
Winehouse já havia suspendido as duas apresentações desta semana em Istambul e Atenas após ser vaiada em Belgrado no fim de semana passado porque, em aparente estado embriaguez, foi incapaz de cantar durante 90 minutos.
Amy era a principal atração do segundo dia do festival Bilbao BBK Live, na cidade espanhola de Bilbao.
Os organizadores contaram nesta terça que foram informados sobre a suspensão de toda a turnê europeia de Winehouse, por isso já buscam um substituto para a cantora britânica para o dia 8 de julho.
O Bilbao BBK Live mantém como grande nome da primeira noite Coldplay e The Black Crowes para o terceiro dia.
A cantora britânica Amy Winehouse cancelou por "problemas de saúde", segundo seus representantes, toda sua turnê europeia.
Winehouse já havia suspendido as duas apresentações desta semana em Istambul e Atenas após ser vaiada em Belgrado no fim de semana passado porque, em aparente estado embriaguez, foi incapaz de cantar durante 90 minutos.
Amy era a principal atração do segundo dia do festival Bilbao BBK Live, na cidade espanhola de Bilbao.
Os organizadores contaram nesta terça que foram informados sobre a suspensão de toda a turnê europeia de Winehouse, por isso já buscam um substituto para a cantora britânica para o dia 8 de julho.
O Bilbao BBK Live mantém como grande nome da primeira noite Coldplay e The Black Crowes para o terceiro dia.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Destaques dos Jornais 20/06/2011
Folha de São Paulo
"Filme enfoca personagens secundários da vida de Jackson".
Estado de São Paulo
"U2 lidera ranking de músicos mais rentáveis do mundo".
"Filme enfoca personagens secundários da vida de Jackson".
Estado de São Paulo
"U2 lidera ranking de músicos mais rentáveis do mundo".
Folha - Filme enfoca personagens secundários da vida de Jackson
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Danny Bonaduce, da série televisiva dos anos 70 "Família Do-Ré-Mi", dividia carteira escolar com Michael Jackson. Assim como Christian, filho do galã Marlon Brando. O colégio tinha 90 alunos --todos ligados ao sistema estelar de Hollywood.
Bonaduce se envolveu com drogas e até hoje tem uma carreira medíocre. Christian Brando matou o namorado da meia-irmã em 1991. E, bem, Michael Jackson se tornou o Rei do Pop, antes de morrer de overdose de analgésicos há dois anos.
"A Hollywood Secreta de Michael Jackson" apresenta os personagens que habitavam a vida do cantor.
Na fase adulta, havia o parasitismo nas relações sociais, caracterizado por uma espécie de nova "família" em torno dele: do designer de interiores aos cirurgiões plásticos (um dos médicos pode ter doado esperma para gerar filhos do cantor).
O filme não se concentra na biografia do astro, mas tenta explicar como Hollywood se alimenta do surgimento e da destruição de mitos, como aconteceu com Jackson. ¦
NA TV
A Hollywood Secreta de Michael Jackson
Estreia do documentário
QUANDO hoje, às 23h15, no GNT
CLASSIFICAÇÃO não informada
Danny Bonaduce, da série televisiva dos anos 70 "Família Do-Ré-Mi", dividia carteira escolar com Michael Jackson. Assim como Christian, filho do galã Marlon Brando. O colégio tinha 90 alunos --todos ligados ao sistema estelar de Hollywood.
Bonaduce se envolveu com drogas e até hoje tem uma carreira medíocre. Christian Brando matou o namorado da meia-irmã em 1991. E, bem, Michael Jackson se tornou o Rei do Pop, antes de morrer de overdose de analgésicos há dois anos.
"A Hollywood Secreta de Michael Jackson" apresenta os personagens que habitavam a vida do cantor.
Na fase adulta, havia o parasitismo nas relações sociais, caracterizado por uma espécie de nova "família" em torno dele: do designer de interiores aos cirurgiões plásticos (um dos médicos pode ter doado esperma para gerar filhos do cantor).
O filme não se concentra na biografia do astro, mas tenta explicar como Hollywood se alimenta do surgimento e da destruição de mitos, como aconteceu com Jackson. ¦
NA TV
A Hollywood Secreta de Michael Jackson
Estreia do documentário
QUANDO hoje, às 23h15, no GNT
CLASSIFICAÇÃO não informada
Estadão - U2 lidera ranking de músicos mais rentáveis do mundo
estadao.com.br
SÃO PAULO - O U2 é mesmo o maior grupo de rock do mundo, pelo menos se o critério for dinheiro. Em lista divulgada pela revista Forbes, os irlandeses ocuparam, com larga vantagem, a primeira colocação entre as bandas que mais arrecadaram nos últimos 12 meses.
Com US$ 195 milhões, Bono e cia superaram Bon Jovi, o segundo no ranking, em nada menos do que US$ 70 milhões.
Os números foram levantados a partir de álbuns vendidos, venda de ingressos para shows, publicidade e patrocínios.
No final do ano passado, o U2 anunciou duas apresentações no Estádio do Morumbi, em São Paulo. Os ingressos, que custavam entre R$ 70 e R$ 1.000, evaporaram em questão de horas. A procura foi tão grande que a banda agendou um terceiro show na cidade, e as entradas para a data extra também esgotaram no primeiro dia das vendas.
Confira abaixo o top 10 do ranking:
1. U2 - US$ 195 milhões
2. Bon Jovi - US$ 125 milhões
3. Elton John - US$ 100 milhões
4. Lady Gaga - US$ 90 milhões
5. Michael Bublé - US$ 70 milhões
6. Paul McCartney - US$ 67 milhões
7. The Black Eyed Peas - US$ 61 milhões
8. The Eagles - US$ 60 milhões
9. Justin Bieber - US$ 53 milhões
10. Dave Matthews Band - US$ 51 milhões
SÃO PAULO - O U2 é mesmo o maior grupo de rock do mundo, pelo menos se o critério for dinheiro. Em lista divulgada pela revista Forbes, os irlandeses ocuparam, com larga vantagem, a primeira colocação entre as bandas que mais arrecadaram nos últimos 12 meses.
Com US$ 195 milhões, Bono e cia superaram Bon Jovi, o segundo no ranking, em nada menos do que US$ 70 milhões.
Os números foram levantados a partir de álbuns vendidos, venda de ingressos para shows, publicidade e patrocínios.
No final do ano passado, o U2 anunciou duas apresentações no Estádio do Morumbi, em São Paulo. Os ingressos, que custavam entre R$ 70 e R$ 1.000, evaporaram em questão de horas. A procura foi tão grande que a banda agendou um terceiro show na cidade, e as entradas para a data extra também esgotaram no primeiro dia das vendas.
Confira abaixo o top 10 do ranking:
1. U2 - US$ 195 milhões
2. Bon Jovi - US$ 125 milhões
3. Elton John - US$ 100 milhões
4. Lady Gaga - US$ 90 milhões
5. Michael Bublé - US$ 70 milhões
6. Paul McCartney - US$ 67 milhões
7. The Black Eyed Peas - US$ 61 milhões
8. The Eagles - US$ 60 milhões
9. Justin Bieber - US$ 53 milhões
10. Dave Matthews Band - US$ 51 milhões
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Destaques dos Jornais 17/06/2010
Estado de São Paulo
"Black na Cena confirma novas atrações nacionais".
Folha de São Paulo
"Sensação da música erudita, Dudamel diz que idade não é fardo".
Jornal da Tarde
"Morre cantor Ravel, que fez sucesso em 70".
"Black na Cena confirma novas atrações nacionais".
Folha de São Paulo
"Sensação da música erudita, Dudamel diz que idade não é fardo".
Jornal da Tarde
"Morre cantor Ravel, que fez sucesso em 70".
Estadão - Black na Cena confirma novas atrações nacionais
AE - Agência Estado
O line-up do Black na Cena (www.blacknacena.com.br) está quase finalizado. A assessoria de imprensa do evento informou hoje que a Entre Produções confirmou duas atrações nacionais para o domingo (24/07): Sandrão, a Majestade do RZO, e a dupla Russo e Bocage, acompanhados pela banda Soul 3, que fecham as atrações do último dia do evento, que será dedicado ao rap. As atrações se juntam aos rappers Method Man, Naughty by Nature, Redman e Thaíde, já confirmados na programação.
Com expectativa de reunir 60 mil pessoas nos três dias de evento, o Black na Cena contará ainda com a presença de George Clinton, Public Enemy, Lee Scratch Perry e Mad Professor e artistas brasileiros como Marcelo Yuka, Thaíde e Xis. Em uma tenda paralela, nove DJs renomados, como Grand Master Ney, farão o som ambiente e haverá uma série de outras atrações como encontro de lowriders, performance ao vivo de grafiteiros e de B-Boys. Ingressos por meio do site www.zetks.com.
O line-up do Black na Cena (www.blacknacena.com.br) está quase finalizado. A assessoria de imprensa do evento informou hoje que a Entre Produções confirmou duas atrações nacionais para o domingo (24/07): Sandrão, a Majestade do RZO, e a dupla Russo e Bocage, acompanhados pela banda Soul 3, que fecham as atrações do último dia do evento, que será dedicado ao rap. As atrações se juntam aos rappers Method Man, Naughty by Nature, Redman e Thaíde, já confirmados na programação.
Com expectativa de reunir 60 mil pessoas nos três dias de evento, o Black na Cena contará ainda com a presença de George Clinton, Public Enemy, Lee Scratch Perry e Mad Professor e artistas brasileiros como Marcelo Yuka, Thaíde e Xis. Em uma tenda paralela, nove DJs renomados, como Grand Master Ney, farão o som ambiente e haverá uma série de outras atrações como encontro de lowriders, performance ao vivo de grafiteiros e de B-Boys. Ingressos por meio do site www.zetks.com.
Folha - Sensação da música erudita, Dudamel diz que idade não é fardo
DE SALVADOR
Na sua primeira apresentação no Brasil, o maestro venezuelano Gustavo Dudamel, 30, foi ovacionado pelas 1.500 pessoas que lotaram anteontem o Teatro Castro Alves, em Salvador.
Sensação da música erudita, o diretor da Filarmônica de Los Angeles (EUA) regeu a Orquestra Simón Bolívar (Venezuela), seu berço musical.
Na estreia brasileira, Dudamel guiou os músicos da Simón Bolívar --também jovens-- por obras dos latino-americanos Carlos Chávez e Evencio Castellanos e de autores célebres como Maurice Ravel e Igor Stravinski.
Eles ainda se apresentarão em Paulínia (SP), em São Paulo e no Rio, antes de partirem para Buenos Aires.
Festejado por onde passa como um fenômeno de carisma e energia, Dudamel viu sua carreira internacional decolar em 2004, quando venceu o Gustav Mahler Conducting Prize. Ele disse à Folha, em Salvador, que a juventude não é um fardo.
"Quando ganhei o concurso Mahler, foi um grande feito, porque envolveu convencer músicos que já foram regidos pelos maiores maestros. Foi um experiência intensíssima, mas o mais importante como jovem músico é estar bem preparado", disse Dudamel.
"Não se pode ficar parado na frente de uma orquestra, mesmo que seja infantil, sem estar preparado, sem ter buscado a excelência. Antes de exigir de uma orquestra, é preciso exigir de si mesmo --e eu sou extremadamente autocrítico e exigente."
O SISTEMA
Dudamel e os músicos da Simón Bolívar são frutos do Sistema Nacional de Orquestras Juvenis e Infantis da Venezuela, um programa social criado em 1975 com foco na educação musical e no fomento de pequenas orquestras formadas por crianças e adolescentes.
O alcance social e o mérito técnico, do qual Dudamel é o garoto-propaganda mais bem-sucedido, fizeram de "O Sistema" uma iniciativa replicada em outros país --inclusive no Brasil.
O maestro vê no Sistema um elixir para rejuvenescer a audiência da música erudita.
"'O Sistema' não é somente uma fábrica de músicos, mas sim de criação de cidadãos com cultura. Na Venezuela, os concertos têm um público com muitas crianças e jovens", afirmou ele.
Na sua primeira apresentação no Brasil, o maestro venezuelano Gustavo Dudamel, 30, foi ovacionado pelas 1.500 pessoas que lotaram anteontem o Teatro Castro Alves, em Salvador.
Sensação da música erudita, o diretor da Filarmônica de Los Angeles (EUA) regeu a Orquestra Simón Bolívar (Venezuela), seu berço musical.
Na estreia brasileira, Dudamel guiou os músicos da Simón Bolívar --também jovens-- por obras dos latino-americanos Carlos Chávez e Evencio Castellanos e de autores célebres como Maurice Ravel e Igor Stravinski.
Eles ainda se apresentarão em Paulínia (SP), em São Paulo e no Rio, antes de partirem para Buenos Aires.
Festejado por onde passa como um fenômeno de carisma e energia, Dudamel viu sua carreira internacional decolar em 2004, quando venceu o Gustav Mahler Conducting Prize. Ele disse à Folha, em Salvador, que a juventude não é um fardo.
"Quando ganhei o concurso Mahler, foi um grande feito, porque envolveu convencer músicos que já foram regidos pelos maiores maestros. Foi um experiência intensíssima, mas o mais importante como jovem músico é estar bem preparado", disse Dudamel.
"Não se pode ficar parado na frente de uma orquestra, mesmo que seja infantil, sem estar preparado, sem ter buscado a excelência. Antes de exigir de uma orquestra, é preciso exigir de si mesmo --e eu sou extremadamente autocrítico e exigente."
O SISTEMA
Dudamel e os músicos da Simón Bolívar são frutos do Sistema Nacional de Orquestras Juvenis e Infantis da Venezuela, um programa social criado em 1975 com foco na educação musical e no fomento de pequenas orquestras formadas por crianças e adolescentes.
O alcance social e o mérito técnico, do qual Dudamel é o garoto-propaganda mais bem-sucedido, fizeram de "O Sistema" uma iniciativa replicada em outros país --inclusive no Brasil.
O maestro vê no Sistema um elixir para rejuvenescer a audiência da música erudita.
"'O Sistema' não é somente uma fábrica de músicos, mas sim de criação de cidadãos com cultura. Na Venezuela, os concertos têm um público com muitas crianças e jovens", afirmou ele.
JT - Morre cantor Ravel, que fez sucesso em 70
Jornal da Tarde
Morreu, aos 64 anos, no início da tarde de quinta-feira, o cantor Eduardo Gomes de Farias, o Ravel, da dupla Dom e Ravel, sucesso da década de 1970. Segundo familiares, Ravel sofreu um enfarte no momento em que tomava banho em sua casa, na capital paulista. Os bombeiros ainda foram acionados, mas o ataque cardíaco foi fulminante.
O corpo o cantor é velado no Cemitério do Araçá, região da Consolação, na capital, onde também será realizado o
enterro, marcado para as 12 horas. Ravel deixa a esposa Rejane, com quem estava casado há 37 anos, e uma única
filha, Priscila. Eustáquio Gomes de Farias, o Dom, faleceu em dezembro de 2000, vítima de câncer no estômago.
Dupla
Os irmãos Eustáquio Gomes de Farias (Dom) e Eduardo Gomes de Farias (Ravel) nasceram em Itaiçaba (CE) e mudaram-se ainda pequenos para São Paulo, na década de 1950.
Eduardo foi apelidado de Ravel por um professor de música, por causa de sua aptidão para a arte. Ingressando na carreira artística por volta do início dos anos 1960, a dupla, já como Dom & Ravel, lançou em 1969 o primeiro LP,
“Terra boa”, que trazia a canção “Você também é responsável”, transformada, dois anos depois, pelo ex-ministro da Educação, Jarbas Passarinho, no hino do Movimento Brasileiro de Alfabetização (Mobral).
Na virada dos anos 1970, a dupla atingiu seu maior sucesso, com a composição “Eu te amo meu Brasil”, gravada pelo conjunto Os Incríveis. Entre os outros sucessos, estão “Animais irracionais”, “Só o amor constrói” e “Obrigado ao homem do campo”.
Morreu, aos 64 anos, no início da tarde de quinta-feira, o cantor Eduardo Gomes de Farias, o Ravel, da dupla Dom e Ravel, sucesso da década de 1970. Segundo familiares, Ravel sofreu um enfarte no momento em que tomava banho em sua casa, na capital paulista. Os bombeiros ainda foram acionados, mas o ataque cardíaco foi fulminante.
O corpo o cantor é velado no Cemitério do Araçá, região da Consolação, na capital, onde também será realizado o
enterro, marcado para as 12 horas. Ravel deixa a esposa Rejane, com quem estava casado há 37 anos, e uma única
filha, Priscila. Eustáquio Gomes de Farias, o Dom, faleceu em dezembro de 2000, vítima de câncer no estômago.
Dupla
Os irmãos Eustáquio Gomes de Farias (Dom) e Eduardo Gomes de Farias (Ravel) nasceram em Itaiçaba (CE) e mudaram-se ainda pequenos para São Paulo, na década de 1950.
Eduardo foi apelidado de Ravel por um professor de música, por causa de sua aptidão para a arte. Ingressando na carreira artística por volta do início dos anos 1960, a dupla, já como Dom & Ravel, lançou em 1969 o primeiro LP,
“Terra boa”, que trazia a canção “Você também é responsável”, transformada, dois anos depois, pelo ex-ministro da Educação, Jarbas Passarinho, no hino do Movimento Brasileiro de Alfabetização (Mobral).
Na virada dos anos 1970, a dupla atingiu seu maior sucesso, com a composição “Eu te amo meu Brasil”, gravada pelo conjunto Os Incríveis. Entre os outros sucessos, estão “Animais irracionais”, “Só o amor constrói” e “Obrigado ao homem do campo”.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Destaques dos Jornais 16/06/2011
Folha de São Paulo
"Bloomsday tem edição musical hoje à noite no Finnegan's Pub".
"Instituto Tom Jobim lança acervo de Chico Buarque on-line".
"Bloomsday tem edição musical hoje à noite no Finnegan's Pub".
"Instituto Tom Jobim lança acervo de Chico Buarque on-line".
Folha - Bloomsday tem edição musical hoje à noite no Finnegan's Pub
DE SÃO PAULO
Em sua 24ª edição, o Bloomsday em São Paulo celebra hoje com música o clássico do escritor irlandês James Joyce (1882-1941).
A partir das 19h, no pub Finnegan's, espécie de templo do Bloomsday na cidade, serão lidos trechos de "Ulysses" em que há referências a canções, assim como apresentações dessas músicas. A entrada é gratuita.
É no dia 16 de junho de 1904 que o personagem Leopold Bloom empreende sua jornada por Dublin, descrita na obra de Joyce publicada em 1922. Por isso, 16 de junho virou a data para celebrar Joyce e "Ulysses" em todo mundo.
No Finnegan's, será distribuído gratuitamente o livreto "A Música em Joyce", com trechos do romance e letras das canções.
"Embora, ao longo das edições do evento, tenhamos evocado diversas canções citadas pelo autor, entre outras composições irlandesas tradicionais, esta é a primeira vez em que o tema da "Música em Joyce" é o fio condutor da comemoração: serão lidos, no original, em português e em diversas outras línguas, dez fragmentos de "Ulysses", e também um de "Finnegans Wake", em que são referidas algumas das principais canções do universo joyciano, apresentadas após as leituras, compondo-se, assim, um breve florilégio literomusical da obra do escritor', escreveu no livreto o poeta e tradutor Marcelo Tápia.
Diretor da Casa Guilherme de Almeida, Tápia é, junto com Ivan de Campos e Maria Teresa Quirino, o coordenador do evento de hoje, além de editor do livreto.
O Finnegan's fica na rua Cristiano Viana, 358, Pinheiros (tel 00xx11 3062-3232).
-
Leia abaixo a programação da noite:
BLOOMSDAY 2011
"A Música em Joyce"
Parte I
Abertura, por Marcelo Tápia. Apresentação da canção "The Salley Gardens" (a antiga canção, adaptada por W.B. Yeats, foi interpretada por James Joyce em 27 de agosto de 1904, no Antient Concert Rooms, em Dublin).
Evocação de Homero: leitura de fragmento do episódio "As Sereias", da Odisseia, em grego e em português. Por Ivan de Campos (português) e Marcelo Tápia (grego).
A música em Joyce: apresentação de Maria Teresa Quirino. Leitura, em inglês, em português e em outras línguas, de fragmentos de Ulysses e de Finnegans wake em que são citadas as canções escolhidas para audição durante o evento, que se segue à leitura. Por John Milton (inglês), Aurora Bernardini (italiano e português), Maria Teresa Quirino (português), Neuza Pommer (francês e português), Pérola Wajnsztejn (português e hebraico), Karen Kipnis (hebraico), Óscar Curros (catalão e espanhol), Svetlana Ruseishvili (russo).
Algumas das canções serão apresentadas ao vivo, pelo grupo Irish Dreams (Silvia Zambon, Daniel Tápia, Emílio Mendonça e Marcelo Tápia); outras serão ouvidas em gravação.
Leitura dramática de fragmento da peça ÓperaJoyce, de Alcides Nogueira. Por Alex Dias e Francesca Cricelli.
Parte II
Leitura de fragmentos de Finnegans wake, por Carlos Rennó, Carlos Fernando Coelho Nogueira e Lucio Agra.
Apresentações musicais de Cid Campos e Edvaldo Santana
#Encerramento: Alberto Marsicano (cítara), Lucio Agra (bateria) e John Milton (leitura).
Em sua 24ª edição, o Bloomsday em São Paulo celebra hoje com música o clássico do escritor irlandês James Joyce (1882-1941).
A partir das 19h, no pub Finnegan's, espécie de templo do Bloomsday na cidade, serão lidos trechos de "Ulysses" em que há referências a canções, assim como apresentações dessas músicas. A entrada é gratuita.
É no dia 16 de junho de 1904 que o personagem Leopold Bloom empreende sua jornada por Dublin, descrita na obra de Joyce publicada em 1922. Por isso, 16 de junho virou a data para celebrar Joyce e "Ulysses" em todo mundo.
No Finnegan's, será distribuído gratuitamente o livreto "A Música em Joyce", com trechos do romance e letras das canções.
"Embora, ao longo das edições do evento, tenhamos evocado diversas canções citadas pelo autor, entre outras composições irlandesas tradicionais, esta é a primeira vez em que o tema da "Música em Joyce" é o fio condutor da comemoração: serão lidos, no original, em português e em diversas outras línguas, dez fragmentos de "Ulysses", e também um de "Finnegans Wake", em que são referidas algumas das principais canções do universo joyciano, apresentadas após as leituras, compondo-se, assim, um breve florilégio literomusical da obra do escritor', escreveu no livreto o poeta e tradutor Marcelo Tápia.
Diretor da Casa Guilherme de Almeida, Tápia é, junto com Ivan de Campos e Maria Teresa Quirino, o coordenador do evento de hoje, além de editor do livreto.
O Finnegan's fica na rua Cristiano Viana, 358, Pinheiros (tel 00xx11 3062-3232).
-
Leia abaixo a programação da noite:
BLOOMSDAY 2011
"A Música em Joyce"
Parte I
Abertura, por Marcelo Tápia. Apresentação da canção "The Salley Gardens" (a antiga canção, adaptada por W.B. Yeats, foi interpretada por James Joyce em 27 de agosto de 1904, no Antient Concert Rooms, em Dublin).
Evocação de Homero: leitura de fragmento do episódio "As Sereias", da Odisseia, em grego e em português. Por Ivan de Campos (português) e Marcelo Tápia (grego).
A música em Joyce: apresentação de Maria Teresa Quirino. Leitura, em inglês, em português e em outras línguas, de fragmentos de Ulysses e de Finnegans wake em que são citadas as canções escolhidas para audição durante o evento, que se segue à leitura. Por John Milton (inglês), Aurora Bernardini (italiano e português), Maria Teresa Quirino (português), Neuza Pommer (francês e português), Pérola Wajnsztejn (português e hebraico), Karen Kipnis (hebraico), Óscar Curros (catalão e espanhol), Svetlana Ruseishvili (russo).
Algumas das canções serão apresentadas ao vivo, pelo grupo Irish Dreams (Silvia Zambon, Daniel Tápia, Emílio Mendonça e Marcelo Tápia); outras serão ouvidas em gravação.
Leitura dramática de fragmento da peça ÓperaJoyce, de Alcides Nogueira. Por Alex Dias e Francesca Cricelli.
Parte II
Leitura de fragmentos de Finnegans wake, por Carlos Rennó, Carlos Fernando Coelho Nogueira e Lucio Agra.
Apresentações musicais de Cid Campos e Edvaldo Santana
#Encerramento: Alberto Marsicano (cítara), Lucio Agra (bateria) e John Milton (leitura).
Folha - Instituto Tom Jobim lança acervo de Chico Buarque on-line
MARCO AURÉLIO CANÔNICO
DO RIO
Chico criança, Chico cabeludo, Chico de bigode. Em Lisboa, em Buenos Aires, em Roma. Com Tom, com Caetano, com Milton, com Vinicius. Em família, entre amigos, em manuscritos e, como se espera, em canções, todas as que gravou.
Enquanto aguardam o novo disco de Chico Buarque --cuja pré-venda começa na segunda-feira--, seus fãs ganham amplo acesso ao passado do cantor e compositor com o lançamento de seu acervo digital no site do Instituto Antonio Carlos Jobim (www.jobim.org).
A obra digitalizada do artista será lançada oficialmente na rede nesta sexta-feira, e seus números dão uma dimensão do volume acessível: são 1.044 imagens, 7.916 letras e partituras e 26.152 textos, entre cadernos, documentos pessoais, reportagens de imprensa, roteiros para cinema e teatro, correspondências.
O filé, no entanto, são as gravações de áudio e vídeo, que somam cerca de 600 arquivos e incluem toda a discografia de Chico, com cada uma de suas canções --algo que nem mesmo o site oficial do artista disponibiliza.
Paulo Jobim, presidente do instituto que leva o nome de seu pai, diz que o cantor foi consultado sobre a digitalização de seu acervo, que custou R$ 200 mil e foi bancada pela Vale com uso da Lei Rouanet.
O acervo de Chico é o terceiro que o instituto coloca na internet, depois dos de Tom Jobim e Dorival Caymmi. O mesmo projeto está em andamento com a obra de Gilberto Gil e começará em breve com a de Milton Nascimento.
Além do lançamento do acervo on-line, acontece amanhã a abertura de uma exposição com parte do material no Espaço Tom Jobim (r. Jardim Botânico, 1.008, Rio). A mostra, gratuita, fica em cartaz por três meses, de terça a domingo, das 10h às 18h.
DO RIO
Chico criança, Chico cabeludo, Chico de bigode. Em Lisboa, em Buenos Aires, em Roma. Com Tom, com Caetano, com Milton, com Vinicius. Em família, entre amigos, em manuscritos e, como se espera, em canções, todas as que gravou.
Enquanto aguardam o novo disco de Chico Buarque --cuja pré-venda começa na segunda-feira--, seus fãs ganham amplo acesso ao passado do cantor e compositor com o lançamento de seu acervo digital no site do Instituto Antonio Carlos Jobim (www.jobim.org).
A obra digitalizada do artista será lançada oficialmente na rede nesta sexta-feira, e seus números dão uma dimensão do volume acessível: são 1.044 imagens, 7.916 letras e partituras e 26.152 textos, entre cadernos, documentos pessoais, reportagens de imprensa, roteiros para cinema e teatro, correspondências.
O filé, no entanto, são as gravações de áudio e vídeo, que somam cerca de 600 arquivos e incluem toda a discografia de Chico, com cada uma de suas canções --algo que nem mesmo o site oficial do artista disponibiliza.
Paulo Jobim, presidente do instituto que leva o nome de seu pai, diz que o cantor foi consultado sobre a digitalização de seu acervo, que custou R$ 200 mil e foi bancada pela Vale com uso da Lei Rouanet.
O acervo de Chico é o terceiro que o instituto coloca na internet, depois dos de Tom Jobim e Dorival Caymmi. O mesmo projeto está em andamento com a obra de Gilberto Gil e começará em breve com a de Milton Nascimento.
Além do lançamento do acervo on-line, acontece amanhã a abertura de uma exposição com parte do material no Espaço Tom Jobim (r. Jardim Botânico, 1.008, Rio). A mostra, gratuita, fica em cartaz por três meses, de terça a domingo, das 10h às 18h.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Destaques dos Jornais 15/06/2011
Estado de São Paulo
"Rock in Rio anuncia novas atrações para o palco Sunset".
Folha de São Paulo
"Paul McCartney reedita CDs gravados após fim dos Beatles; veja".
"Rock in Rio anuncia novas atrações para o palco Sunset".
Folha de São Paulo
"Paul McCartney reedita CDs gravados após fim dos Beatles; veja".
Estadão - Rock in Rio anuncia novas atrações para o palco Sunset
O Estado de S. Paulo
RIO - Os organizadores do Rock in Rio anunciaram nesta terça-feira, 14, mais quatro atrações que estarão em seu Palco Sunset, voltado a encontros entre artistas de diversos gêneros, brasileiros e estrangeiros.
Na abertura, dia 23 de setembro, quem divide o palco com o brasileiro Ed Motta e o português Rui Velloso é o guitarrista Andreas Kisser, do Sepultura. No mesmo dia, juntam-se ao The Asteroids Galaxy Tour, da Dinamarca, a banda portuguesa The Gift. No dia 30, o Monobloco e os espanhóis do Macaco se apresentam com Pepeu Gomes. E, no dia 2, Marcelo Camelo convida o grupo californiano The Growlers.
As atrações do dia extra do festival, em 29 de setembro, não foram reveladas. Ainda não está confirmada, segundo os organizadores, a vinda do cantor Stevie Wonder, como vem sendo especulado. O festival negocia com oito artistas no momento, oficialmente. Todos os ingressos para os seis dias de Rock in Rio (600 mil) estão esgotados e não há informações sobre o início das vendas para a sétima data.
RIO - Os organizadores do Rock in Rio anunciaram nesta terça-feira, 14, mais quatro atrações que estarão em seu Palco Sunset, voltado a encontros entre artistas de diversos gêneros, brasileiros e estrangeiros.
Na abertura, dia 23 de setembro, quem divide o palco com o brasileiro Ed Motta e o português Rui Velloso é o guitarrista Andreas Kisser, do Sepultura. No mesmo dia, juntam-se ao The Asteroids Galaxy Tour, da Dinamarca, a banda portuguesa The Gift. No dia 30, o Monobloco e os espanhóis do Macaco se apresentam com Pepeu Gomes. E, no dia 2, Marcelo Camelo convida o grupo californiano The Growlers.
As atrações do dia extra do festival, em 29 de setembro, não foram reveladas. Ainda não está confirmada, segundo os organizadores, a vinda do cantor Stevie Wonder, como vem sendo especulado. O festival negocia com oito artistas no momento, oficialmente. Todos os ingressos para os seis dias de Rock in Rio (600 mil) estão esgotados e não há informações sobre o início das vendas para a sétima data.
Folha - Paul McCartney reedita CDs gravados após fim dos Beatles; veja
DA EFE
Paul McCartney lançou, sozinho, em 1970 um disco que certificou a morte dos Beatles e dez anos mais tarde colocou fim à aventura de seu grupo Wings com outro álbum como solista.
Nesta terça-feira (15), esses dois trabalhos de ruptura voltam às lojas, em versões remasterizadas e com material extra.
O álbum "McCartney", lançado originalmente em abril de 1970, foi enviado à imprensa acompanhado de uma entrevista na qual Paul confirmava um boato recorrente: os Beatles não voltariam a tocar juntos.
Após a gravação de "Abbey Road", em 1969, quando a dissolução do grupo era inevitável, McCartney se refugiou em uma fazenda da Escócia com a esposa Linda e começou a gravar as músicas de seu primeiro trabalho solo.
O resultado foi um álbum minimalista, completamente distinto da grandiosidade do trabalho final dos Beatles, no qual McCartney tocava todos os instrumentos e Linda auxiliava nos vocais, além de transformar a artística foto da capa em um ícone pop.
Paul McCartney lançou, sozinho, em 1970 um disco que certificou a morte dos Beatles e dez anos mais tarde colocou fim à aventura de seu grupo Wings com outro álbum como solista.
Nesta terça-feira (15), esses dois trabalhos de ruptura voltam às lojas, em versões remasterizadas e com material extra.
O álbum "McCartney", lançado originalmente em abril de 1970, foi enviado à imprensa acompanhado de uma entrevista na qual Paul confirmava um boato recorrente: os Beatles não voltariam a tocar juntos.
Após a gravação de "Abbey Road", em 1969, quando a dissolução do grupo era inevitável, McCartney se refugiou em uma fazenda da Escócia com a esposa Linda e começou a gravar as músicas de seu primeiro trabalho solo.
O resultado foi um álbum minimalista, completamente distinto da grandiosidade do trabalho final dos Beatles, no qual McCartney tocava todos os instrumentos e Linda auxiliava nos vocais, além de transformar a artística foto da capa em um ícone pop.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Destaques dos Jornais 14/06/2011
Folha de São Paulo
"Tonho Crocco mistura ritmos em show no Sesc Pompeia".
"Documentário "Mamonas pra Sempre" tem pré-estreia em SP".
"Tonho Crocco mistura ritmos em show no Sesc Pompeia".
"Documentário "Mamonas pra Sempre" tem pré-estreia em SP".
Folha - Tonho Crocco mistura ritmos em show no Sesc Pompeia
DE SÃO PAULO
O projeto Prata da Casa desta terça-feira apresenta Tonho Crocco no Sesc Pompeia, em São Paulo. Em show gratuito, o músico mescla afrobeat, funk, soul e samba em canções como "Santo Forte" e "Dívida".
Tonho Crocco
Onde: Sesc Pompeia - r. Clélia, 93, Pompéia, São Paulo, tel.: 0/xx/11/3871-7700
Quando: Ter., às 21h
Quanto: grátis
Já o Trio Barroco é a atração do Centro Cultural São Paulo a partir das 12h30. O espetáculo faz parte do projeto "Concerto ao meio-dia". Serão apresentadas obras Giovanni Sammartini e Antonio Vivaldi.
Trio Barroco
Onde: Centro Cultural São Paulo - r. Vergueiro, 1000, Liberdade, São Paulo, tel.: 3397-4064
Quando: Ter., às 12h30
Quanto: grátis
Para mais informações, acesse o site Catraca Livre, idealizado pelo jornalista Gilberto Dimenstein, colunista da Folha
O projeto Prata da Casa desta terça-feira apresenta Tonho Crocco no Sesc Pompeia, em São Paulo. Em show gratuito, o músico mescla afrobeat, funk, soul e samba em canções como "Santo Forte" e "Dívida".
Tonho Crocco
Onde: Sesc Pompeia - r. Clélia, 93, Pompéia, São Paulo, tel.: 0/xx/11/3871-7700
Quando: Ter., às 21h
Quanto: grátis
Já o Trio Barroco é a atração do Centro Cultural São Paulo a partir das 12h30. O espetáculo faz parte do projeto "Concerto ao meio-dia". Serão apresentadas obras Giovanni Sammartini e Antonio Vivaldi.
Trio Barroco
Onde: Centro Cultural São Paulo - r. Vergueiro, 1000, Liberdade, São Paulo, tel.: 3397-4064
Quando: Ter., às 12h30
Quanto: grátis
Para mais informações, acesse o site Catraca Livre, idealizado pelo jornalista Gilberto Dimenstein, colunista da Folha
Folha - Documentário "Mamonas pra Sempre" tem pré-estreia em SP
DE SÃO PAULO
A Folha e o Cine Livraria Cultura promovem hoje, às 20h, a pré-estreia gratuita do documentário "Mamonas pra Sempre", de Cláudio Kahns.
Após a sessão, haverá debate com o diretor. As senhas podem ser retiradas na bilheteria do cinema (av. Paulista, 2.073) a partir das 19h.
O documentário conta a história da banda paulista Mamonas Assassinas. A meteórica carreira dos jovens músicos, famosos no país inteiro com um único disco, foi interrompida no auge do sucesso por um acidente aéreo em 2 de março de 1996.
O documentário foi feito a partir de entrevistas realizadas por Luna Alcalá e Dagomir Marquezi para a confecção do roteiro de um filme de ficção.
Para complementar o material, Kahns e sua equipe conseguiram com os familiares vídeos inéditos dos músicos, feitos por eles mesmos.
A Folha e o Cine Livraria Cultura promovem hoje, às 20h, a pré-estreia gratuita do documentário "Mamonas pra Sempre", de Cláudio Kahns.
Após a sessão, haverá debate com o diretor. As senhas podem ser retiradas na bilheteria do cinema (av. Paulista, 2.073) a partir das 19h.
O documentário conta a história da banda paulista Mamonas Assassinas. A meteórica carreira dos jovens músicos, famosos no país inteiro com um único disco, foi interrompida no auge do sucesso por um acidente aéreo em 2 de março de 1996.
O documentário foi feito a partir de entrevistas realizadas por Luna Alcalá e Dagomir Marquezi para a confecção do roteiro de um filme de ficção.
Para complementar o material, Kahns e sua equipe conseguiram com os familiares vídeos inéditos dos músicos, feitos por eles mesmos.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Destaques dos Jornais 13/06/2011
Folha de São Paulo
"BMW Jazz Festival aposta em raízes africanas e acerta".
"Cantor Romulo Fróes fala sobre idiossincrasias de sua geração".
"BMW Jazz Festival aposta em raízes africanas e acerta".
"Cantor Romulo Fróes fala sobre idiossincrasias de sua geração".
Folha - BMW Jazz Festival aposta em raízes africanas e acerta
EDITORA DO GUIA FOLHA
As referências musicais espalhadas no mundo pela diáspora africana formaram um emocionante panorama na segunda noite do BMW Jazz Festival, no sábado.
Veja galeria de fotos do festival
Veja fotos do show de Sharon Jones no Ibirapuera
O tema "roots" (raízes) apareceu em formato gospel, com o Zion Harmonizers, no samba-afro de Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz e no soul/funk de Sharon Jones & The Dap-Kings.
Em uma sequência de shows de alto nível, todos estavam impacientes para ver a estrela da festa: Sharon Jones, que subiu ao palco depois da meia-noite para um show de quase duas horas.
James Brown é a principal referência de Jones. Ambos nasceram no Estado da Georgia, de onde herdaram um modo de cantar e dançar.
Apoiada pela precisa tradução de funk e soul da banda The Dap-Kings, Sharon Jones fez o diabo: rebolou como uma adolescente (ela tem 55 anos), realizou proezas com sua voz, convidou garotas para dançarem ao seu lado e seduziu marmanjos.
Suas músicas não têm nada de novo. São pura referência ao soul e ao funk dos anos 60. Composições emblemáticas como "I Learned the Hard Way", que batiza seu disco mais recente, perdem impacto ao vivo. Mas seu carisma e a energia com que Jones atualiza os ritmos clássicos a tornam uma das maiores e melhores novidades desta década.
MISSA
Os primeiros acordes no palco do Auditório Ibirapuera foram do conjunto gospel Zion Harmonizers, formado em 1939, em Nova Orleans.
E que acordes estranhos: num canto do tablado, uma loira, vestindo uma saia florida, meio hippie --que destoando dos senhores negros, de terno marrom--, encarnou um Kenny G. da harpa.
Foram três composições tocadas no instrumento, até que o líder do grupo, Brazella Briscoe, ocupou os vocais, seguido por um coro que, durante uma hora, entoou louvações a Deus.
O público foi arrebatado pelos cânticos, embalados por uma guitarra que denunciou de onde vieram os primeiros timbres do rock.
Briscoe, por sua vez, demonstrou porquê são tão carismáticos os "pastores" da música negra americana, descendo do palco e cumprimentando as pessoas, uma a uma, enquanto cantava.
Eles foram a agradável surpresa da programação que teve ainda o maestro Letieres Leite regendo 20 músicos da Orkestra Rumpilezz.
Vestidos de branco, evocando agora a tradição religiosa da Bahia, os 15 instrumentistas de sopro e cinco percussionistas interpretaram uma mescla de sambas e toques de candomblé, em canções sobre os orixás.
A maneira como a Orkestra atualiza a sonoridade baiana, apoiada em batuques de samba duro, kabila ou samba afro do Ilê Ayê, impressionou o público.
BMW JAZZ FESTIVAL
ZION HARMONIZERS bom
ORKESTRA RUMPILEZZ ótimo
SHARON JONES & THE DAP-KINGS ótimo
As referências musicais espalhadas no mundo pela diáspora africana formaram um emocionante panorama na segunda noite do BMW Jazz Festival, no sábado.
Veja galeria de fotos do festival
Veja fotos do show de Sharon Jones no Ibirapuera
O tema "roots" (raízes) apareceu em formato gospel, com o Zion Harmonizers, no samba-afro de Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz e no soul/funk de Sharon Jones & The Dap-Kings.
Em uma sequência de shows de alto nível, todos estavam impacientes para ver a estrela da festa: Sharon Jones, que subiu ao palco depois da meia-noite para um show de quase duas horas.
James Brown é a principal referência de Jones. Ambos nasceram no Estado da Georgia, de onde herdaram um modo de cantar e dançar.
Apoiada pela precisa tradução de funk e soul da banda The Dap-Kings, Sharon Jones fez o diabo: rebolou como uma adolescente (ela tem 55 anos), realizou proezas com sua voz, convidou garotas para dançarem ao seu lado e seduziu marmanjos.
Suas músicas não têm nada de novo. São pura referência ao soul e ao funk dos anos 60. Composições emblemáticas como "I Learned the Hard Way", que batiza seu disco mais recente, perdem impacto ao vivo. Mas seu carisma e a energia com que Jones atualiza os ritmos clássicos a tornam uma das maiores e melhores novidades desta década.
MISSA
Os primeiros acordes no palco do Auditório Ibirapuera foram do conjunto gospel Zion Harmonizers, formado em 1939, em Nova Orleans.
E que acordes estranhos: num canto do tablado, uma loira, vestindo uma saia florida, meio hippie --que destoando dos senhores negros, de terno marrom--, encarnou um Kenny G. da harpa.
Foram três composições tocadas no instrumento, até que o líder do grupo, Brazella Briscoe, ocupou os vocais, seguido por um coro que, durante uma hora, entoou louvações a Deus.
O público foi arrebatado pelos cânticos, embalados por uma guitarra que denunciou de onde vieram os primeiros timbres do rock.
Briscoe, por sua vez, demonstrou porquê são tão carismáticos os "pastores" da música negra americana, descendo do palco e cumprimentando as pessoas, uma a uma, enquanto cantava.
Eles foram a agradável surpresa da programação que teve ainda o maestro Letieres Leite regendo 20 músicos da Orkestra Rumpilezz.
Vestidos de branco, evocando agora a tradição religiosa da Bahia, os 15 instrumentistas de sopro e cinco percussionistas interpretaram uma mescla de sambas e toques de candomblé, em canções sobre os orixás.
A maneira como a Orkestra atualiza a sonoridade baiana, apoiada em batuques de samba duro, kabila ou samba afro do Ilê Ayê, impressionou o público.
BMW JAZZ FESTIVAL
ZION HARMONIZERS bom
ORKESTRA RUMPILEZZ ótimo
SHARON JONES & THE DAP-KINGS ótimo
Folha - Cantor Romulo Fróes fala sobre idiossincrasias de sua geração
DE SÃO PAULO
"Romulo Fróes é o arauto da nova geração da MPB", cravou o músico Rogério Skylab, há uma semana, nesta mesma Ilustrada. A afirmação não é descabida. Fróes passou não só a produzir com --e para-- os artistas de seu tempo. Mas também a pensar sobre eles.
Lançando novo álbum, "Um Labirinto em Cada Pé", fala à Folha sobre as idiossincrasias de sua geração. As dificuldades e os prazeres de fazer a música de 2011.
O disco pode ser baixado na internet, com show de estreia marcado para o dia 30, no Sesc Pompeia.
Folha - Skylab te chamou de "arauto da nova geração". O que você entende por isso? E como esse "título" rebate em você?
Romulo Fróes - Ao mesmo tempo em que me envaidece, é algo que tento descolar de mim. Não quero ser o mensageiro de nada, eu quero que as pessoas ouçam minha música, minhas canções. Nelas, está contido todo o meu pensamento. E meu esforço é e sempre será em fazer com que mais e mais pessoas tenham acesso ao meu trabalho.
Caminhando para o fim da primeira década do século 21, já é possível identificar um traço comum entre os artistas surgidos na música brasileira a partir dos anos 2000?
É uma geração de artistas-operários, surgida em plena derrocada das grandes gravadoras e que, alijada da indústria, se viu obrigada a dar conta de todo o processo de construção de uma obra musical. Esse abandono, aliado ao avanço e ao acesso facilitado à tecnologia, constituiu uma geração especialmente ligada ao processo de gravação. O "som" produzido por ela, talvez até mais que suas canções, é o que a destaca em relação às demais. E, uma década mais tarde, milhares de discos produzidos depois, não é difícil imaginar o grau de excelência técnica a que se chegou. Pois agora, de posse de sua obra e de sua carreira, é chegada a hora dessa geração conquistar uma voz mais forte, que diga a que veio e que rompa a barreira do anonimato imposta à ela.
O que seria essa "voz mais forte"? Você está falando de público, de estética, de qualidade artística, de tudo isso, de nada disso? A voz ainda é fraca nos contemporâneos?
Acho mesmo muito importante o que fizemos com a música brasileira do ponto de vista da gravação em disco, do som, acho um capítulo novo na sua história. Afinal, já faz uma década que tivemos que dar conta de gravarmos nossos próprios discos, mas penso que o desafio agora é criar um conjunto de canções que tenham a mesma força desse som que criamos. Já estamos no caminho.
Será esta uma geração de artistas à altura de nossa tradição?
É difícil dizer isso sem parecer arrogante ou deslumbrado. Não acho também que seja papel de um artista esta qualificação, o tempo é que dirá se honramos essa tradição. O que posso dizer, como criador, é que não poderia haver época melhor do que esta para minha música. Se faço o que faço e me sinto plenamente realizado com isso é por conta das possibilidades deste tempo, o tempo em que vivo.
Seria arrogante se estivéssemos falando só do seu trabalho. Mas pergunto em relação à geração toda, aos seus pares e aos seus ímpares. De gente que pensa como você e de gente que pode ser seu oposto dentro do atual cenário.
Então, anota aí: essa é uma geração das mais brilhantes da história da música brasileira!
Skylab aponta esta como a geração da "estética do longe", ou do "abandono do eu". Chama de "puro fetiche", "corpo esvaziado", "sem guardar verdades". Consegue localizar essas características na sua música e na dos seus colegas de geração?
Acredito que a minha geração seja a realização da tropicália, só que de forma rebaixada. Ao contrário das premissas do movimento tropicalista --que se dá pela chave da afirmação, do enfrentamento, da expansão dos limites, da provocação, da liberdade, da alegria--, realizamos seu programa, pela chave do fracasso. Se não há mais um país para se organizar nem um estado de interesses definidos para se derrubar, ir contra o quê, ou contra quem? Ao implodir as fronteiras culturais, de certa maneira a tropicália implode também a possibilidade do surgimento de um novo pensamento dentro da música brasileira. É sintomático que a última grande discussão sobre os rumos da canção popular seja em torno de sua possível morte, questão surgida na brilhante e já clássica entrevista de Chico Buarque. Esta geração nasce encurralada: de um lado, pela derrocada da indústria musical que possibilitava aos artistas uma penetração popular efetivamente maior; e, do outro, pela sensação de que não há nada mais a fazer que já não tenha sido feito. Penso que talvez venha daí esse 'corpo esvaziado', essa 'estética do longe' de que fala o Skylab: vem de um sistema de auto-proteção inventado por nós. Fazemos nossos discos, distribuímos nossas canções, tocamos para nossos amigos. Não nos reportamos a ninguém, não negamos ninguém, não duvidamos de nada. Alimentamos nosso anonimato, fugimos do fracasso iminente.
Sua geração tem medo do sucesso, é isso? Ela precisa se "desproteger"?
A questão não é ter medo do sucesso, a questão é não querer demais o sucesso. Porque o sucesso como o conhecemos --da mitificação, do artista que entende e traduz uma nação-- talvez não se realize mais. O nó dessa geração é que ela não precisa dialogar com o sucesso para produzir sua obra, talvez por isso mesmo nunca o alcance.
"Fracasso iminente", "a chave do fracasso"... Isso tudo se reflete nas obras musicais de que maneira?
Talvez minha resposta tenha sido grave demais. Quando digo fracasso, não estou dizendo que fracassamos. Muito pelo contrário, inventamos um jeito de produzir nossa música e fizemos isso de maneira brilhante. Quando falo em fracasso, penso, em parte, no grande público, que, alimentado pela indústria, ainda é viciado nas fórmulas de difusão tradicionais (rádio, TV), praticamente fechadas para nós independentes. E penso também nas viúvas da MPB, que acreditam que não seja mais possível aparecer uma nova geração de artistas à altura da surgida com os festivais. O fracasso iminente a que me refiro e a que estamos expostos desde sempre é essa percepção consolidada do ouvinte médio de que não faremos sucesso e que não corresponderemos às expectativas de nossa gloriosa história musical. Acho que vem daí uma certa retração dessa geração. Não queremos canalizar nossa energia na construção de um pensamento, se de cara esse pensamento é dado como vencido e ultrapassado. Por isso, botamos nossa energia na construção de nossa música, gravando discos aos milhares e espalhando nossa música pela internet para levá-la até onde for possível. E essa força de produção já começa a dar resultado. Quem tiver interesse em ouvir e pensar essa nova música brasileira que vá atrás. Nós estamos fazendo nossa parte, produzindo e compartilhando essa nova música.
A geração que se formou e cresceu na última década tem você, Rodrigo Campos, Tatá Aeroplano, Nina Becker, Domenico, Tulipa. Mas também tem Maria Rita, Maria Gadú, Vanessa da Mata e outros que dialogam diretamente com a indústria, com "o sucesso". Em alguma medida, esses últimos não compactuam da, por assim dizer, "estética" ("filosofia" talvez caiba, também) da geração?
Claro que, mesmo na indústria, existem artistas ligados ao seu tempo, com questões parecidas com a nossa. Mas eles ainda têm de lidar com a máquina do sucesso e os problemas advindos dessa relação, muito diferente de um artista independente --veja bem, disse diferente, nem pior nem melhor. O que tenho certeza é que não há mais espaço na indústria para a invenção, para a construção de uma obra que pense a história da música brasileira e na sua evolução. Acho que o último movimento nesse sentido, de um apoio da indústria a um trabalho de renovação da música brasileira, foi com o manguebeat. Já lá se vão mais de 15 anos.
Esses movimentos renovadores a que você se refere existiram com a ajuda da indústria ou apesar dela? A pergunta é: a tropicália, a bossa nova e o manguebeat teriam existido se a indústria não visse neles potencial comercial (ainda que, em alguns casos, como no tropicalismo, esse potencial não tenha se demonstrado potente de fato: os discos venderam quase nada nos lançamentos)?
Não digo existir, porque a criação artística existe apesar do mundo, existe porque alguém, o artista, precisa muito que exista para garantir, com o perdão da redundância, a sua própria existência. Mas é claro que a indústria potencializou esses movimentos artísticos, não tenho a menor dúvida disso. Fred 04 numa entrevista em que questionava a demonização apressada da indústria, disse em tom de provocação que se o manguebeat fosse criado hoje, talvez não passasse de duas comunidades do Orkut. Entendo perfeitamente o que ele diz, mas a indústria nos abandonou. Então, nem se trata mais de demonizar, trata-se de sobreviver apesar dela.
A geração não carece de potencial mercadológico? Não estamos criando um pensamento de "como eu não preciso de dinheiro de gravadora pra fazer disco, posso fazer o que eu quiser; se posso fazer o que eu quiser, não preciso agradar a ninguém"?
Não é verdade. Essa geração, como qualquer outra, tem artistas que fazem canções pop, mais intelectuais, mais experimentais, populares, cafonas, ingênuas, desencanadas, engajadas: tudo igual a qualquer época. O perverso é que estejam todos no mesmo patamar, sem que se distinga os graus de popularidade através de sua própria música. Estamos todos no mesmo barco, atravessando os mesmos mares revoltos.
Parte da geração, sobretudo aquela ligada ao samba da Lapa carioca, foi criticada por ser muito comportada, reverente demais ao passado, à tradição. Em que medida essa "obediência" segura o processo evolutivo da nossa música?
Acho que a geração da Lapa carioca é outra coisa. Eles perseguiram esse passado até como maneira de recuperar a história de um bairro da cidade e, nesse sentido, foram extremamente felizes. A minha geração justamente não pode ser acusada de obediente, nem mesmo de transgressora. Nesse sentido que a vejo como uma realização da tropicália, uma tropicália menos luminosa. Não devemos tributo a nenhum grande artista, mas também não escondemos nossa admiração. Tomamos por nossa toda a história da música brasileira e lidamos com ela da maneira que melhor nos convir, de um modo muito natural, sem rupturas, continuidade, hierarquia, obediência ou transgressão.
"Tropicalista" porque lida com a tradição de modo natural e 'menos luminosa' porque não está transgredindo nada nesse processo. É isso?
Vou tentar formular melhor essa afirmação. É tropicalista por não fazer distinção entre alta e baixa cultura, por aceitar todos os gêneros musicais, por tomar posse da história da música brasileira, por não temer a experimentação, por não temer a tradição, por não rompê-la, por não segui-la. É talvez mais banal --e, por isso, menos vigorosa-- por não ser mais este um pensamento forte sobre a música e a cultura brasileira, e sim um comportamento natural dessa geração. A tropicália conquistou isso para a gente, implodiu as fronteiras. Crescemos sob sua premissa, por isso não pensamos sobre isso.
E sobre o que nos resta pensar, então? Não temos mais fronteiras estéticas a romper. Também não temos um inimigo palpável --como era a ditadura, por exemplo-- contra quem lutar. É daí que vem o vazio a que Skylab se refere?
Nunca foi tão importante fazer e pensar arte. Justamente quando tudo parece ter perdido relevância, quando a criação se torna tão desencantada, sem propósitos históricos, estéticos ou políticos, é a hora de se voltar à arte como fruição pura e simples. Fazermos arte pela necessidade pessoal de cada um, por uma possibilidade de transcendência, individual que seja. Eu acredito na transcendência da arte e na força multiplicadora que ela tem. Foi ela, para dizer o mínimo, que me possibilitou uma mobilidade social.
Aliás, essa coisa de "linha evolutiva da MPB" ainda faz algum sentido? Caetano Veloso, que inventou a expressão, diz que não.
Vejo a linha evolutiva instituída por Caetano mais como norte do que como fim. Me impulsiona a ideia de que talvez eu possa contribuir para a continuidade da história da canção brasileira, mesmo sabendo que talvez não seja mais possível.
Falando em Caetano, você disse que é o único medalhão da geração 1960 que dialoga com a geração 2000. Ele próprio disse que isso não era necessariamente uma qualidade. Skylab, por sua vez, diz que é, na verdade, um defeito. E para você, isso tem que dimensão?
Acho que o Skylab está dizendo isso do ponto de vista da aprovação, de que não precisamos mais da benção de Caetano ou seja lá de quem for para produzirmos nossa obra. Nesse sentido, ele tem toda a razão --e essa é mais uma conquista dessa geração. Mas a importância que tem o Caetano ter gravado seus dois últimos discos com minha turma para mim é tremenda. Não porque recebemos sua benção, mas porque aprendi muito sobre a música da minha geração com esses discos. E o bacana desse encontro é que ele se deu em pé de igualdade. Se, por um lado, [os músicos] Pedro Sá, Marcelo Callado e Ricardo Dias Gomes [da BandaCê, de Caetano] renovaram a música de Caetano com 'nosso som', por outro lado, Caetano trouxe uma vitalidade incomum à minha geração. Não devemos nada a ele ou a ninguém, mas não podemos, por vaidade, negar a felicidade de um diálogo, tímido que seja, com um artista da importância de Caetano Veloso.
Acho que não é bem isso que Skylab quer dizer. Ele chama Caetano (e Gilberto Gil, e Arnaldo Antunes) de "contorcionistas". Diz que querem sempre parecer jovens, conectados ao tempo que não é o deles. Caetano, por sua vez, coloca em questão se o que ele faz é melhor ou pior que o que Milton Nascimento faz: apadrinhar os novos em vez de se misturar a eles. E aí?
Mas este é o comportamento natural destes artistas que ele cita. É disso que nasce a grande música que fazem e é isto o que espero deles. Quando não estão se 'contorcendo' é que me distancio de sua música. Não é questão de melhor ou pior, é óbvio que eu adoraria --morreria é a palavra certa-- se Milton Nascimento cantasse uma canção minha. Mas ficaria ainda mais feliz e satisfeito se ele se aproximasse do meu trabalho. Não quero a benção do Milton, quero poder ouvir e falar algumas coisas para ele. Esse é mais o jeito do Caetano e do Arnaldo. O programa comandado por ele [Antunes] agora na MTV é exemplar: além de dar sobrevida ao canal que agonizava há alguns anos, lança luz sobre esta geração 'traduzindo-a' para uma audiência diferente da nossa e também para os artistas já consagrados que não têm a mesma mobilidade que ele. Faz a ponte, da maneira mais natural e generosa que pode. A imagem do Curumin na bateria olhando e sorrindo para o Pepeu Gomes enquanto tocavam juntos uma canção sua é emocionante. Espero que o Pepeu tenha percebido, para além do programa, o grande artista que o Curumin é.
Você diz que aprendeu muito sobre a música da sua geração nos dois discos mais recentes do Caetano. O que viu ali?
Nas canções de Caetano, o som que essa geração construiu --que parece uma coisa um tanto abstrata-- tem a chance de se tornar mais nítido, justamente pela nossa intimidade com a sua obra. E eu acho que o som de sua nova banda, formada por músicos desta geração, provocou uma mudança na canção de Caetano. Parece óbvio dizer isso, porque é claro que o som de um violão, um piano, uma guitarra, um violoncelo ou um cavaquinho, cada qual com sua característica, muda nossa percepção em relação a uma canção. Mas, nesse caso, não é um instrumento, não é o som dele, é o som que sua banda produz, algo semelhante ao que aconteceu no "Transa" [álbum de Caetano lançado em 1972]. Mas acho que ali era uma banda encontrando um som pra suas canções. Aqui, parece ser Caetano compondo para o som de sua banda. Um som de rock como foi o de 'Transa', mas de um outro rock, menos alucinado, psicodélico que os anos 1970, mais sombrio, cerebral, próximo de bandas como Pixies e Sonic Youth, uma novidade no som do Caetano. Uma canção como "Perdeu", por exemplo, do seu disco "Zii e Zie" (2009), é, para mim uma das mais lindas que Caetano compôs em anos. O rife de guitarra de Pedro Sá que atravessa toda a música, acompanhado quase que em uníssono pelo baixo do Ricardo e pela bateria do Marcelo, confere à melodia uma rigidez quase mecânica, trava sua evolução, torna-a menos nítida, mais quebrada, quase falada. O canto é áspero, parece adquirir o timbre da guitarra, um canto diferente daquele ao que nos acostumamos. Mesmo seu falsete se modifica, perde o lirismo de 'Eu Sei que Vou te Amar', parece mais o canto estridente das pastoras de escola de samba. A letra, inventiva como de costume, confere um vocabulário inédito a sua lírica, mais erótico do que já foi, quase pornográfico. Ela se desenvolve fraturada pelo groove da banda, é difícil entender sobre o que fala a canção. As rimas, quando se tem, são estranhíssimas. Pode não ser nada novo, acusação a que estamos condenados a ouvir, mas não deixa de ser relevante a movimentação que o som dessa banda causou à musica de Caetano.
Quando começa essa geração? Há quem fale em Marisa Monte (de novo o Skylab). Há quem aponte de Los Hermanos.
Reconheço a importância da Marisa Monte para a música produzida hoje e Los Hermanos como o caso de maior sucesso da minha geração. Mas eu vejo como sendo o início desta geração, que produz a música com a qual me identifico, a cena carioca que em meados de 1990. Gravitava em torno dos Mulheres Q Dizem Sim e seus integrantes e que, mais tarde, fariam parte ou influenciariam trabalhos dos mais importantes na última década, como o Acabou La Tequila, o +2, a Orquestra Imperial, o próprio Los Hermanos e tantos outros. Isso para falar só nos artistas cariocas, mas essa música produzida por eles influenciou artistas do Brasil todo. Eu, particularmente, me sinto muito próximo dessa cena.
O que é preciso para que essa sensação de "fase de transição" termine? Que a indústria, o que quer que ela venha a ser, encontre seu caminho? Ou é uma questão existencial dos artistas?
Tempo, é preciso tempo, mas parece que não o teremos mais.
Qual é o maior equívoco que a imprensa em geral comete em relação aos artistas pós-queda da indústria?
O principal equívoco é não falar de música. Entendo que o jornalismo esteja passando por uma crise muito semelhante à nossa, com o iminente fim de formatos estabelecidos e com as novas formas de apreensão ao nosso trabalho. Mas penso que seria muito mais rico, para todo mundo, se tentássemos entender este momento em que vivemos, através da produção autoral. Minha geração foi afastada do conceito de autoria. É entendida como um todo, sem se singularizar --e este é um erro não só do jornalismo, mas do ouvinte em geral. Não somos parecidos, somos muito diversos. Mas insistem em nos ligar e isso se dá menos por um pensamento crítico, mas muito mais por uma análise, quase sociológica. Eu, por exemplo, sou muito mais reconhecido pelo que penso, pelo que falo em entrevistas, que por meus discos. Não que não me interesse pela discussão --muito pelo contrário. Mas ficaria muito mais satisfeito se ela surgisse estimulada por minhas canções e não por minha fala. Acredite: tudo o que digo está incorporado à minha canção e construído ao longo dos meus quatro discos. Mas, nesse tempo de agora, parece não mais haver espaço para a fruição estética.
"Romulo Fróes é o arauto da nova geração da MPB", cravou o músico Rogério Skylab, há uma semana, nesta mesma Ilustrada. A afirmação não é descabida. Fróes passou não só a produzir com --e para-- os artistas de seu tempo. Mas também a pensar sobre eles.
Lançando novo álbum, "Um Labirinto em Cada Pé", fala à Folha sobre as idiossincrasias de sua geração. As dificuldades e os prazeres de fazer a música de 2011.
O disco pode ser baixado na internet, com show de estreia marcado para o dia 30, no Sesc Pompeia.
Folha - Skylab te chamou de "arauto da nova geração". O que você entende por isso? E como esse "título" rebate em você?
Romulo Fróes - Ao mesmo tempo em que me envaidece, é algo que tento descolar de mim. Não quero ser o mensageiro de nada, eu quero que as pessoas ouçam minha música, minhas canções. Nelas, está contido todo o meu pensamento. E meu esforço é e sempre será em fazer com que mais e mais pessoas tenham acesso ao meu trabalho.
Caminhando para o fim da primeira década do século 21, já é possível identificar um traço comum entre os artistas surgidos na música brasileira a partir dos anos 2000?
É uma geração de artistas-operários, surgida em plena derrocada das grandes gravadoras e que, alijada da indústria, se viu obrigada a dar conta de todo o processo de construção de uma obra musical. Esse abandono, aliado ao avanço e ao acesso facilitado à tecnologia, constituiu uma geração especialmente ligada ao processo de gravação. O "som" produzido por ela, talvez até mais que suas canções, é o que a destaca em relação às demais. E, uma década mais tarde, milhares de discos produzidos depois, não é difícil imaginar o grau de excelência técnica a que se chegou. Pois agora, de posse de sua obra e de sua carreira, é chegada a hora dessa geração conquistar uma voz mais forte, que diga a que veio e que rompa a barreira do anonimato imposta à ela.
O que seria essa "voz mais forte"? Você está falando de público, de estética, de qualidade artística, de tudo isso, de nada disso? A voz ainda é fraca nos contemporâneos?
Acho mesmo muito importante o que fizemos com a música brasileira do ponto de vista da gravação em disco, do som, acho um capítulo novo na sua história. Afinal, já faz uma década que tivemos que dar conta de gravarmos nossos próprios discos, mas penso que o desafio agora é criar um conjunto de canções que tenham a mesma força desse som que criamos. Já estamos no caminho.
Será esta uma geração de artistas à altura de nossa tradição?
É difícil dizer isso sem parecer arrogante ou deslumbrado. Não acho também que seja papel de um artista esta qualificação, o tempo é que dirá se honramos essa tradição. O que posso dizer, como criador, é que não poderia haver época melhor do que esta para minha música. Se faço o que faço e me sinto plenamente realizado com isso é por conta das possibilidades deste tempo, o tempo em que vivo.
Seria arrogante se estivéssemos falando só do seu trabalho. Mas pergunto em relação à geração toda, aos seus pares e aos seus ímpares. De gente que pensa como você e de gente que pode ser seu oposto dentro do atual cenário.
Então, anota aí: essa é uma geração das mais brilhantes da história da música brasileira!
Skylab aponta esta como a geração da "estética do longe", ou do "abandono do eu". Chama de "puro fetiche", "corpo esvaziado", "sem guardar verdades". Consegue localizar essas características na sua música e na dos seus colegas de geração?
Acredito que a minha geração seja a realização da tropicália, só que de forma rebaixada. Ao contrário das premissas do movimento tropicalista --que se dá pela chave da afirmação, do enfrentamento, da expansão dos limites, da provocação, da liberdade, da alegria--, realizamos seu programa, pela chave do fracasso. Se não há mais um país para se organizar nem um estado de interesses definidos para se derrubar, ir contra o quê, ou contra quem? Ao implodir as fronteiras culturais, de certa maneira a tropicália implode também a possibilidade do surgimento de um novo pensamento dentro da música brasileira. É sintomático que a última grande discussão sobre os rumos da canção popular seja em torno de sua possível morte, questão surgida na brilhante e já clássica entrevista de Chico Buarque. Esta geração nasce encurralada: de um lado, pela derrocada da indústria musical que possibilitava aos artistas uma penetração popular efetivamente maior; e, do outro, pela sensação de que não há nada mais a fazer que já não tenha sido feito. Penso que talvez venha daí esse 'corpo esvaziado', essa 'estética do longe' de que fala o Skylab: vem de um sistema de auto-proteção inventado por nós. Fazemos nossos discos, distribuímos nossas canções, tocamos para nossos amigos. Não nos reportamos a ninguém, não negamos ninguém, não duvidamos de nada. Alimentamos nosso anonimato, fugimos do fracasso iminente.
Sua geração tem medo do sucesso, é isso? Ela precisa se "desproteger"?
A questão não é ter medo do sucesso, a questão é não querer demais o sucesso. Porque o sucesso como o conhecemos --da mitificação, do artista que entende e traduz uma nação-- talvez não se realize mais. O nó dessa geração é que ela não precisa dialogar com o sucesso para produzir sua obra, talvez por isso mesmo nunca o alcance.
"Fracasso iminente", "a chave do fracasso"... Isso tudo se reflete nas obras musicais de que maneira?
Talvez minha resposta tenha sido grave demais. Quando digo fracasso, não estou dizendo que fracassamos. Muito pelo contrário, inventamos um jeito de produzir nossa música e fizemos isso de maneira brilhante. Quando falo em fracasso, penso, em parte, no grande público, que, alimentado pela indústria, ainda é viciado nas fórmulas de difusão tradicionais (rádio, TV), praticamente fechadas para nós independentes. E penso também nas viúvas da MPB, que acreditam que não seja mais possível aparecer uma nova geração de artistas à altura da surgida com os festivais. O fracasso iminente a que me refiro e a que estamos expostos desde sempre é essa percepção consolidada do ouvinte médio de que não faremos sucesso e que não corresponderemos às expectativas de nossa gloriosa história musical. Acho que vem daí uma certa retração dessa geração. Não queremos canalizar nossa energia na construção de um pensamento, se de cara esse pensamento é dado como vencido e ultrapassado. Por isso, botamos nossa energia na construção de nossa música, gravando discos aos milhares e espalhando nossa música pela internet para levá-la até onde for possível. E essa força de produção já começa a dar resultado. Quem tiver interesse em ouvir e pensar essa nova música brasileira que vá atrás. Nós estamos fazendo nossa parte, produzindo e compartilhando essa nova música.
A geração que se formou e cresceu na última década tem você, Rodrigo Campos, Tatá Aeroplano, Nina Becker, Domenico, Tulipa. Mas também tem Maria Rita, Maria Gadú, Vanessa da Mata e outros que dialogam diretamente com a indústria, com "o sucesso". Em alguma medida, esses últimos não compactuam da, por assim dizer, "estética" ("filosofia" talvez caiba, também) da geração?
Claro que, mesmo na indústria, existem artistas ligados ao seu tempo, com questões parecidas com a nossa. Mas eles ainda têm de lidar com a máquina do sucesso e os problemas advindos dessa relação, muito diferente de um artista independente --veja bem, disse diferente, nem pior nem melhor. O que tenho certeza é que não há mais espaço na indústria para a invenção, para a construção de uma obra que pense a história da música brasileira e na sua evolução. Acho que o último movimento nesse sentido, de um apoio da indústria a um trabalho de renovação da música brasileira, foi com o manguebeat. Já lá se vão mais de 15 anos.
Esses movimentos renovadores a que você se refere existiram com a ajuda da indústria ou apesar dela? A pergunta é: a tropicália, a bossa nova e o manguebeat teriam existido se a indústria não visse neles potencial comercial (ainda que, em alguns casos, como no tropicalismo, esse potencial não tenha se demonstrado potente de fato: os discos venderam quase nada nos lançamentos)?
Não digo existir, porque a criação artística existe apesar do mundo, existe porque alguém, o artista, precisa muito que exista para garantir, com o perdão da redundância, a sua própria existência. Mas é claro que a indústria potencializou esses movimentos artísticos, não tenho a menor dúvida disso. Fred 04 numa entrevista em que questionava a demonização apressada da indústria, disse em tom de provocação que se o manguebeat fosse criado hoje, talvez não passasse de duas comunidades do Orkut. Entendo perfeitamente o que ele diz, mas a indústria nos abandonou. Então, nem se trata mais de demonizar, trata-se de sobreviver apesar dela.
A geração não carece de potencial mercadológico? Não estamos criando um pensamento de "como eu não preciso de dinheiro de gravadora pra fazer disco, posso fazer o que eu quiser; se posso fazer o que eu quiser, não preciso agradar a ninguém"?
Não é verdade. Essa geração, como qualquer outra, tem artistas que fazem canções pop, mais intelectuais, mais experimentais, populares, cafonas, ingênuas, desencanadas, engajadas: tudo igual a qualquer época. O perverso é que estejam todos no mesmo patamar, sem que se distinga os graus de popularidade através de sua própria música. Estamos todos no mesmo barco, atravessando os mesmos mares revoltos.
Parte da geração, sobretudo aquela ligada ao samba da Lapa carioca, foi criticada por ser muito comportada, reverente demais ao passado, à tradição. Em que medida essa "obediência" segura o processo evolutivo da nossa música?
Acho que a geração da Lapa carioca é outra coisa. Eles perseguiram esse passado até como maneira de recuperar a história de um bairro da cidade e, nesse sentido, foram extremamente felizes. A minha geração justamente não pode ser acusada de obediente, nem mesmo de transgressora. Nesse sentido que a vejo como uma realização da tropicália, uma tropicália menos luminosa. Não devemos tributo a nenhum grande artista, mas também não escondemos nossa admiração. Tomamos por nossa toda a história da música brasileira e lidamos com ela da maneira que melhor nos convir, de um modo muito natural, sem rupturas, continuidade, hierarquia, obediência ou transgressão.
"Tropicalista" porque lida com a tradição de modo natural e 'menos luminosa' porque não está transgredindo nada nesse processo. É isso?
Vou tentar formular melhor essa afirmação. É tropicalista por não fazer distinção entre alta e baixa cultura, por aceitar todos os gêneros musicais, por tomar posse da história da música brasileira, por não temer a experimentação, por não temer a tradição, por não rompê-la, por não segui-la. É talvez mais banal --e, por isso, menos vigorosa-- por não ser mais este um pensamento forte sobre a música e a cultura brasileira, e sim um comportamento natural dessa geração. A tropicália conquistou isso para a gente, implodiu as fronteiras. Crescemos sob sua premissa, por isso não pensamos sobre isso.
E sobre o que nos resta pensar, então? Não temos mais fronteiras estéticas a romper. Também não temos um inimigo palpável --como era a ditadura, por exemplo-- contra quem lutar. É daí que vem o vazio a que Skylab se refere?
Nunca foi tão importante fazer e pensar arte. Justamente quando tudo parece ter perdido relevância, quando a criação se torna tão desencantada, sem propósitos históricos, estéticos ou políticos, é a hora de se voltar à arte como fruição pura e simples. Fazermos arte pela necessidade pessoal de cada um, por uma possibilidade de transcendência, individual que seja. Eu acredito na transcendência da arte e na força multiplicadora que ela tem. Foi ela, para dizer o mínimo, que me possibilitou uma mobilidade social.
Aliás, essa coisa de "linha evolutiva da MPB" ainda faz algum sentido? Caetano Veloso, que inventou a expressão, diz que não.
Vejo a linha evolutiva instituída por Caetano mais como norte do que como fim. Me impulsiona a ideia de que talvez eu possa contribuir para a continuidade da história da canção brasileira, mesmo sabendo que talvez não seja mais possível.
Falando em Caetano, você disse que é o único medalhão da geração 1960 que dialoga com a geração 2000. Ele próprio disse que isso não era necessariamente uma qualidade. Skylab, por sua vez, diz que é, na verdade, um defeito. E para você, isso tem que dimensão?
Acho que o Skylab está dizendo isso do ponto de vista da aprovação, de que não precisamos mais da benção de Caetano ou seja lá de quem for para produzirmos nossa obra. Nesse sentido, ele tem toda a razão --e essa é mais uma conquista dessa geração. Mas a importância que tem o Caetano ter gravado seus dois últimos discos com minha turma para mim é tremenda. Não porque recebemos sua benção, mas porque aprendi muito sobre a música da minha geração com esses discos. E o bacana desse encontro é que ele se deu em pé de igualdade. Se, por um lado, [os músicos] Pedro Sá, Marcelo Callado e Ricardo Dias Gomes [da BandaCê, de Caetano] renovaram a música de Caetano com 'nosso som', por outro lado, Caetano trouxe uma vitalidade incomum à minha geração. Não devemos nada a ele ou a ninguém, mas não podemos, por vaidade, negar a felicidade de um diálogo, tímido que seja, com um artista da importância de Caetano Veloso.
Acho que não é bem isso que Skylab quer dizer. Ele chama Caetano (e Gilberto Gil, e Arnaldo Antunes) de "contorcionistas". Diz que querem sempre parecer jovens, conectados ao tempo que não é o deles. Caetano, por sua vez, coloca em questão se o que ele faz é melhor ou pior que o que Milton Nascimento faz: apadrinhar os novos em vez de se misturar a eles. E aí?
Mas este é o comportamento natural destes artistas que ele cita. É disso que nasce a grande música que fazem e é isto o que espero deles. Quando não estão se 'contorcendo' é que me distancio de sua música. Não é questão de melhor ou pior, é óbvio que eu adoraria --morreria é a palavra certa-- se Milton Nascimento cantasse uma canção minha. Mas ficaria ainda mais feliz e satisfeito se ele se aproximasse do meu trabalho. Não quero a benção do Milton, quero poder ouvir e falar algumas coisas para ele. Esse é mais o jeito do Caetano e do Arnaldo. O programa comandado por ele [Antunes] agora na MTV é exemplar: além de dar sobrevida ao canal que agonizava há alguns anos, lança luz sobre esta geração 'traduzindo-a' para uma audiência diferente da nossa e também para os artistas já consagrados que não têm a mesma mobilidade que ele. Faz a ponte, da maneira mais natural e generosa que pode. A imagem do Curumin na bateria olhando e sorrindo para o Pepeu Gomes enquanto tocavam juntos uma canção sua é emocionante. Espero que o Pepeu tenha percebido, para além do programa, o grande artista que o Curumin é.
Você diz que aprendeu muito sobre a música da sua geração nos dois discos mais recentes do Caetano. O que viu ali?
Nas canções de Caetano, o som que essa geração construiu --que parece uma coisa um tanto abstrata-- tem a chance de se tornar mais nítido, justamente pela nossa intimidade com a sua obra. E eu acho que o som de sua nova banda, formada por músicos desta geração, provocou uma mudança na canção de Caetano. Parece óbvio dizer isso, porque é claro que o som de um violão, um piano, uma guitarra, um violoncelo ou um cavaquinho, cada qual com sua característica, muda nossa percepção em relação a uma canção. Mas, nesse caso, não é um instrumento, não é o som dele, é o som que sua banda produz, algo semelhante ao que aconteceu no "Transa" [álbum de Caetano lançado em 1972]. Mas acho que ali era uma banda encontrando um som pra suas canções. Aqui, parece ser Caetano compondo para o som de sua banda. Um som de rock como foi o de 'Transa', mas de um outro rock, menos alucinado, psicodélico que os anos 1970, mais sombrio, cerebral, próximo de bandas como Pixies e Sonic Youth, uma novidade no som do Caetano. Uma canção como "Perdeu", por exemplo, do seu disco "Zii e Zie" (2009), é, para mim uma das mais lindas que Caetano compôs em anos. O rife de guitarra de Pedro Sá que atravessa toda a música, acompanhado quase que em uníssono pelo baixo do Ricardo e pela bateria do Marcelo, confere à melodia uma rigidez quase mecânica, trava sua evolução, torna-a menos nítida, mais quebrada, quase falada. O canto é áspero, parece adquirir o timbre da guitarra, um canto diferente daquele ao que nos acostumamos. Mesmo seu falsete se modifica, perde o lirismo de 'Eu Sei que Vou te Amar', parece mais o canto estridente das pastoras de escola de samba. A letra, inventiva como de costume, confere um vocabulário inédito a sua lírica, mais erótico do que já foi, quase pornográfico. Ela se desenvolve fraturada pelo groove da banda, é difícil entender sobre o que fala a canção. As rimas, quando se tem, são estranhíssimas. Pode não ser nada novo, acusação a que estamos condenados a ouvir, mas não deixa de ser relevante a movimentação que o som dessa banda causou à musica de Caetano.
Quando começa essa geração? Há quem fale em Marisa Monte (de novo o Skylab). Há quem aponte de Los Hermanos.
Reconheço a importância da Marisa Monte para a música produzida hoje e Los Hermanos como o caso de maior sucesso da minha geração. Mas eu vejo como sendo o início desta geração, que produz a música com a qual me identifico, a cena carioca que em meados de 1990. Gravitava em torno dos Mulheres Q Dizem Sim e seus integrantes e que, mais tarde, fariam parte ou influenciariam trabalhos dos mais importantes na última década, como o Acabou La Tequila, o +2, a Orquestra Imperial, o próprio Los Hermanos e tantos outros. Isso para falar só nos artistas cariocas, mas essa música produzida por eles influenciou artistas do Brasil todo. Eu, particularmente, me sinto muito próximo dessa cena.
O que é preciso para que essa sensação de "fase de transição" termine? Que a indústria, o que quer que ela venha a ser, encontre seu caminho? Ou é uma questão existencial dos artistas?
Tempo, é preciso tempo, mas parece que não o teremos mais.
Qual é o maior equívoco que a imprensa em geral comete em relação aos artistas pós-queda da indústria?
O principal equívoco é não falar de música. Entendo que o jornalismo esteja passando por uma crise muito semelhante à nossa, com o iminente fim de formatos estabelecidos e com as novas formas de apreensão ao nosso trabalho. Mas penso que seria muito mais rico, para todo mundo, se tentássemos entender este momento em que vivemos, através da produção autoral. Minha geração foi afastada do conceito de autoria. É entendida como um todo, sem se singularizar --e este é um erro não só do jornalismo, mas do ouvinte em geral. Não somos parecidos, somos muito diversos. Mas insistem em nos ligar e isso se dá menos por um pensamento crítico, mas muito mais por uma análise, quase sociológica. Eu, por exemplo, sou muito mais reconhecido pelo que penso, pelo que falo em entrevistas, que por meus discos. Não que não me interesse pela discussão --muito pelo contrário. Mas ficaria muito mais satisfeito se ela surgisse estimulada por minhas canções e não por minha fala. Acredite: tudo o que digo está incorporado à minha canção e construído ao longo dos meus quatro discos. Mas, nesse tempo de agora, parece não mais haver espaço para a fruição estética.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Destaques dos Jornais 10/06/2011
Folha de São Paulo
"Rita Lee relembra show na TV com "oitentão" João Gilberto".
"Britney Spears vai se casar em cerimônia no Havaí, diz jornal".
"Fãs podem criar novo CD da banda Kaiser Chiefs".
"Rita Lee relembra show na TV com "oitentão" João Gilberto".
"Britney Spears vai se casar em cerimônia no Havaí, diz jornal".
"Fãs podem criar novo CD da banda Kaiser Chiefs".
Folha - Rita Lee relembra show na TV com "oitentão" João Gilberto
DE SÃO PAULO
Ao celebrar os 80 anos de João Gilberto, completados nesta sexta-feira, a cantora Rita Lee, em uma entrevista exclusiva à TV Folha, comenta o dia em que foi convidada pelo músico para um dueto.
A apresentação, feita em um especial da Rede Globo, resultou numa impagável versão de "Jou Jou Balangandãs", de Lamartine Babo.
"Não houve ensaio. [...] Mas a gente cantou e deu tudo certo", relembra Rita Lee na entrevista.
Leia também reportagens sobre o cantor nas páginas desta sexta da Ilustrada (disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Ao celebrar os 80 anos de João Gilberto, completados nesta sexta-feira, a cantora Rita Lee, em uma entrevista exclusiva à TV Folha, comenta o dia em que foi convidada pelo músico para um dueto.
A apresentação, feita em um especial da Rede Globo, resultou numa impagável versão de "Jou Jou Balangandãs", de Lamartine Babo.
"Não houve ensaio. [...] Mas a gente cantou e deu tudo certo", relembra Rita Lee na entrevista.
Leia também reportagens sobre o cantor nas páginas desta sexta da Ilustrada (disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Folha - Britney Spears vai se casar em cerimônia no Havaí, diz jornal
DE SÃO PAULO
Britney Spears está noiva de Jason Trawick e vai se casar no Havaí assim que terminar sua turnê, afirma o jornal "The Sun". Este será o terceiro casamento da cantora.
Spears, 29, está planejando uma cerimônia discreta. "Britney está desesperada para sossegar de novo e ter mais filhos, mas ela é muito conservadora e não quer começar uma família com Jason até que eles se casem", diz uma fonte não identificada.
Até o mês passado, Trawick era empresário da cantora. Eles assumiram o romance em maio de 2010.
Britney Spears foi casada com Kevin Federline de 2004 a 2006 e teve com ele dois filhos. Antes de se unir a Federline, em 2004, ela se casou em Las Vegas com o amigo Jason Alexander e anulou o casamento 55 horas depois.
A turnê do mais novo álbum de Spears, "Femme Fatale", começa no próximo dia 16 na Califórnia e tem shows marcados até novembro.
Britney Spears está noiva de Jason Trawick e vai se casar no Havaí assim que terminar sua turnê, afirma o jornal "The Sun". Este será o terceiro casamento da cantora.
Spears, 29, está planejando uma cerimônia discreta. "Britney está desesperada para sossegar de novo e ter mais filhos, mas ela é muito conservadora e não quer começar uma família com Jason até que eles se casem", diz uma fonte não identificada.
Até o mês passado, Trawick era empresário da cantora. Eles assumiram o romance em maio de 2010.
Britney Spears foi casada com Kevin Federline de 2004 a 2006 e teve com ele dois filhos. Antes de se unir a Federline, em 2004, ela se casou em Las Vegas com o amigo Jason Alexander e anulou o casamento 55 horas depois.
A turnê do mais novo álbum de Spears, "Femme Fatale", começa no próximo dia 16 na Califórnia e tem shows marcados até novembro.
Folha - Fãs podem criar novo CD da banda Kaiser Chiefs
DE SÃO PAULO
Sem lançar material inédito desde 2008, a banda inglesa Kaiser Chiefs inova na estratégia de vendas com o quarto álbum, "The Future Is Medieval". Cada fã pode ter seu disco personalizado, do repertório à arte da capa.
Funciona assim: o interessado entra no site oficial da banda e encontra 20 novas músicas gravadas pelo quinteto da cidade de Leeds.
O grupo segue fiel ao estilo "rock de boteco" dos discos anteriores, com refrões que parecem hinos de torcida de futebol nos estádios.
É possível selecionar dez faixas para a confecção do álbum virtual. Há uma área no site em que se pode montar uma capa a partir de alguns elementos visuais.
O custo da brincadeira: 7,5 libras (R$ 19,50), pagamento por cartão ou pelo sistema de compensação PayPal. Este exige cadastro, mas o site da banda dá todos os caminhos.
Mas o fã pode recuperar o dinheiro gasto. Álbuns criados ficam à disposição dos compradores. Se algum interessado for preguiçoso, pode comprar um já montado.
Quando isso acontece, o criador do CD virtual recebe uma libra de crédito em sua conta no PayPal.
Para atiçar os fãs on-line, a banda anunciou que "The Future Is Medieval" não terá um lançamento "físico".
Negócios à parte, as novas canções mostram o Kaiser Chiefs tentando passar uma borracha em "Off with Their Heads" (2008), terceiro álbum do grupo, que não empolgou crítica e público.
Formada por colegas de universidade em 1996, a banda teve oito anos de insucessos com o nome Parva.
"Employment", a estreia fonográfica de 2005 já como Kaiser Chiefs, trouxe dois hits mundiais, "Everyday I Love You Less and Less" e "I Predict a Riot". O grupo foi a revelação do ano, ao lado do Franz Ferdinand.
Dois anos depois, "Yours Truly, Angry Mob" lançou a pegajosa "Ruby", único single da banda a chegar ao topo da parada inglesa.
Sem músicas fortes, o terceiro disco passou batido. Escutando as 20 canções liberadas no site, o grupo ainda tenta recuperar a boa forma.
As faixas vão do rock quase punk até melodias fáceis que lembram o Elton John dos anos 1970.
Mais pesada ou mais pop, a nova cara do Kaiser Chiefs fica a gosto do freguês.
THE FUTURE IS MEDIEVAL
ARTISTA Kaiser Chiefs
ONDE no site da banda
QUANTO 7,5 libras (download)
Sem lançar material inédito desde 2008, a banda inglesa Kaiser Chiefs inova na estratégia de vendas com o quarto álbum, "The Future Is Medieval". Cada fã pode ter seu disco personalizado, do repertório à arte da capa.
Funciona assim: o interessado entra no site oficial da banda e encontra 20 novas músicas gravadas pelo quinteto da cidade de Leeds.
O grupo segue fiel ao estilo "rock de boteco" dos discos anteriores, com refrões que parecem hinos de torcida de futebol nos estádios.
É possível selecionar dez faixas para a confecção do álbum virtual. Há uma área no site em que se pode montar uma capa a partir de alguns elementos visuais.
O custo da brincadeira: 7,5 libras (R$ 19,50), pagamento por cartão ou pelo sistema de compensação PayPal. Este exige cadastro, mas o site da banda dá todos os caminhos.
Mas o fã pode recuperar o dinheiro gasto. Álbuns criados ficam à disposição dos compradores. Se algum interessado for preguiçoso, pode comprar um já montado.
Quando isso acontece, o criador do CD virtual recebe uma libra de crédito em sua conta no PayPal.
Para atiçar os fãs on-line, a banda anunciou que "The Future Is Medieval" não terá um lançamento "físico".
Negócios à parte, as novas canções mostram o Kaiser Chiefs tentando passar uma borracha em "Off with Their Heads" (2008), terceiro álbum do grupo, que não empolgou crítica e público.
Formada por colegas de universidade em 1996, a banda teve oito anos de insucessos com o nome Parva.
"Employment", a estreia fonográfica de 2005 já como Kaiser Chiefs, trouxe dois hits mundiais, "Everyday I Love You Less and Less" e "I Predict a Riot". O grupo foi a revelação do ano, ao lado do Franz Ferdinand.
Dois anos depois, "Yours Truly, Angry Mob" lançou a pegajosa "Ruby", único single da banda a chegar ao topo da parada inglesa.
Sem músicas fortes, o terceiro disco passou batido. Escutando as 20 canções liberadas no site, o grupo ainda tenta recuperar a boa forma.
As faixas vão do rock quase punk até melodias fáceis que lembram o Elton John dos anos 1970.
Mais pesada ou mais pop, a nova cara do Kaiser Chiefs fica a gosto do freguês.
THE FUTURE IS MEDIEVAL
ARTISTA Kaiser Chiefs
ONDE no site da banda
QUANTO 7,5 libras (download)
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Destaques dos Jornais 09/06/2011
Folha de São Paulo
"Repórter do "CQC", Rafael Cortez lança álbum como violonista".
"Sem recuperar a forma, Ivete Sangalo posa de maiô para revista".
"BMW Jazz Festival começa em São Paulo e segue para o Rio".
"Repórter do "CQC", Rafael Cortez lança álbum como violonista".
"Sem recuperar a forma, Ivete Sangalo posa de maiô para revista".
"BMW Jazz Festival começa em São Paulo e segue para o Rio".
Folha - Repórter do "CQC", Rafael Cortez lança álbum como violonista
DE SÃO PAULO
Rafael Cortez acaba de fazer uma loucura. Pegou boa parte do dinheiro que ganhou com o "CQC" e investiu tudo na gravação de um disco. Instrumental. Tocando violão.
"É a coisa mais corajosa e louca que já fiz", diz o jornalista, ator e repórter, que pensava em ser violonista clássico antes da fama e, agora, resolveu bancar seu sonho. "O caminho mais fácil seria apostar em um produto rentável de humor, um livro ou um DVD engraçado, mas preferi fazer um trabalho autoral no qual acredito."
E assim surgiu "Elegia da Alma", álbum 100% independente, com 15 composições criadas de 1996 a 2010. O show de lançamento ocorre na próxima quarta-feira (15), no teatro Tuca (zona oeste de São Paulo), com ingressos a R$ 50.
Sobre o interesse das gravadoras, o problema, de acordo com o artista, é que "perguntavam se era possível deixar o disco mais leve, divertido". A resposta foi não e não. Por isso, pagou do próprio bolso para gravar e produzir as 5.000 cópias disponíveis, à venda pelo rafaelcortez.com.
"É o projeto da minha vida. Muita gente pensa em fazer algo antes de morrer, como plantar uma árvore, ter um filho, casar, lançar um livro, dirigir um filme. Eu queria lançar um CD."
A única preocupação era que as recentes polêmicas envolvendo Danilo Gentili e Rafinha Bastos, também do "CQC", atrapalhassem, de alguma forma, a divulgação do disco --ambos foram acusados de machistas e racistas por declarações publicadas na internet. "Eu acabo levando a fama também", conta Cortez, que se mantém "bem-comportado" nas redes sociais.
Mas e o público, o que tem comentado sobre o disco? "A primeira reação é de choque e estranhamento, sempre acham que eu canto. Mas estão gostando." Ele também diz que se sentia ofendido ao ouvir algo como "eu sempre ouço seu CD para dormir", mas que agora entende que é uma forma de elogio. "O público leigo não ouve muito violonistas, não é tradição."
No encarte, que vem com várias fotos, textos e explicações sobre cada uma das músicas, Cortez diz que precisava lançar essa obra pra fechar um ciclo e partir para um novo mergulho musical.
À Folha, ele revela que tem muita vontade de ter uma banda de MPB --e que ainda terá. "Quero fazer algo novo, um dia, usando a voz." A sua própria, Rafa? "Também pode ser, por que não?".
"STAND-UP RECITAL"
Não há como deixar a imagem de "CQC" de lado. É claro que os fãs incentivam, compram o disco e prestigiam os shows, mas o apresentador do "CQTeste" sabe que eles estão ali para ouvir, também, algo engraçado.
"Entre uma música e outra, tenho que contar uma piada. Estou quase fundando o 'stand-up recital'", brinca. "Os fãs fazem uma concessão: 'compram' a faceta musical, mas querem o humor. Eu dou um pouco dos dois."
O artista também conta que é difícil "educar" o público e que promove uma espécie de "aula musical" durante as apresentações.
"Quando eu entro pra tocar, sempre tem aquela coisa meio Fiuk, todo mundo gritando. Mas depois converso com a plateia, explico detalhes sobre as músicas. Acaba sendo tão didático que você vai formando um público de música instrumental."
RAFAEL CORTEZ
QUANDO quarta, dia 15/6, às 21h
ONDE Tuca (r. Monte Alegre, 1.024, tel. 0/xx/11/3670-8458)
QUANTO R$ 50
CLASSIFICAÇÃO 14 anos
Rafael Cortez acaba de fazer uma loucura. Pegou boa parte do dinheiro que ganhou com o "CQC" e investiu tudo na gravação de um disco. Instrumental. Tocando violão.
"É a coisa mais corajosa e louca que já fiz", diz o jornalista, ator e repórter, que pensava em ser violonista clássico antes da fama e, agora, resolveu bancar seu sonho. "O caminho mais fácil seria apostar em um produto rentável de humor, um livro ou um DVD engraçado, mas preferi fazer um trabalho autoral no qual acredito."
E assim surgiu "Elegia da Alma", álbum 100% independente, com 15 composições criadas de 1996 a 2010. O show de lançamento ocorre na próxima quarta-feira (15), no teatro Tuca (zona oeste de São Paulo), com ingressos a R$ 50.
Sobre o interesse das gravadoras, o problema, de acordo com o artista, é que "perguntavam se era possível deixar o disco mais leve, divertido". A resposta foi não e não. Por isso, pagou do próprio bolso para gravar e produzir as 5.000 cópias disponíveis, à venda pelo rafaelcortez.com.
"É o projeto da minha vida. Muita gente pensa em fazer algo antes de morrer, como plantar uma árvore, ter um filho, casar, lançar um livro, dirigir um filme. Eu queria lançar um CD."
A única preocupação era que as recentes polêmicas envolvendo Danilo Gentili e Rafinha Bastos, também do "CQC", atrapalhassem, de alguma forma, a divulgação do disco --ambos foram acusados de machistas e racistas por declarações publicadas na internet. "Eu acabo levando a fama também", conta Cortez, que se mantém "bem-comportado" nas redes sociais.
Mas e o público, o que tem comentado sobre o disco? "A primeira reação é de choque e estranhamento, sempre acham que eu canto. Mas estão gostando." Ele também diz que se sentia ofendido ao ouvir algo como "eu sempre ouço seu CD para dormir", mas que agora entende que é uma forma de elogio. "O público leigo não ouve muito violonistas, não é tradição."
No encarte, que vem com várias fotos, textos e explicações sobre cada uma das músicas, Cortez diz que precisava lançar essa obra pra fechar um ciclo e partir para um novo mergulho musical.
À Folha, ele revela que tem muita vontade de ter uma banda de MPB --e que ainda terá. "Quero fazer algo novo, um dia, usando a voz." A sua própria, Rafa? "Também pode ser, por que não?".
"STAND-UP RECITAL"
Não há como deixar a imagem de "CQC" de lado. É claro que os fãs incentivam, compram o disco e prestigiam os shows, mas o apresentador do "CQTeste" sabe que eles estão ali para ouvir, também, algo engraçado.
"Entre uma música e outra, tenho que contar uma piada. Estou quase fundando o 'stand-up recital'", brinca. "Os fãs fazem uma concessão: 'compram' a faceta musical, mas querem o humor. Eu dou um pouco dos dois."
O artista também conta que é difícil "educar" o público e que promove uma espécie de "aula musical" durante as apresentações.
"Quando eu entro pra tocar, sempre tem aquela coisa meio Fiuk, todo mundo gritando. Mas depois converso com a plateia, explico detalhes sobre as músicas. Acaba sendo tão didático que você vai formando um público de música instrumental."
RAFAEL CORTEZ
QUANDO quarta, dia 15/6, às 21h
ONDE Tuca (r. Monte Alegre, 1.024, tel. 0/xx/11/3670-8458)
QUANTO R$ 50
CLASSIFICAÇÃO 14 anos
Folha - Sem recuperar a forma, Ivete Sangalo posa de maiô para revista
DE SÃO PAULO
A cantora Ivete Sangalo preferiu maiô ao biquíni ao fotografar para a capa da "Boa Forma".
Segundo ela, ainda faltam perder quatro dos 24 quilos que ganhou na gravidez.
"Nenhuma mulher tem que estar magrinha dois meses depois de parir", diz a baiana.
A informação é da coluna Mônica Bergamo publicada nesta quinta-feira (9) na Folha e cuja íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.
A cantora Ivete Sangalo preferiu maiô ao biquíni ao fotografar para a capa da "Boa Forma".
Segundo ela, ainda faltam perder quatro dos 24 quilos que ganhou na gravidez.
"Nenhuma mulher tem que estar magrinha dois meses depois de parir", diz a baiana.
A informação é da coluna Mônica Bergamo publicada nesta quinta-feira (9) na Folha e cuja íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.
Folha - BMW Jazz Festival começa em São Paulo e segue para o Rio
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Começa amanhã e vai até domingo no Auditório Ibirapuera o BMW Jazz Festival, com ingressos esgotados para todos os dias. Na segunda e na terça o evento acontece no Rio (também com ingressos esgotados).
Apesar do jazz no nome e nos principais shows, é amplo o alcance estilístico das atrações do festival, passeando por soul moderno, grupo vocal gospel, saxofonistas de diferentes gerações e fusões do gênero com R&B e música afro-brasileira.
Marcus Miller, contrabaixista e multi-instrumentista de 51 anos, principal atração do domingo, simboliza bem o ecletismo do festival.
Influente com seu uso do baixo elétrico no jazz e hoje autor de trilhas de filmes e séries americanas, Miller faz no Brasil tributo a Miles Davis (1926-1991), com quem tocava nos anos 1980, pouco antes da morte do trompetista.
"Tutu", álbum lançado por Miles com participação de Miller, em 1986, é a base do show. Quando tocou com o trompetista pela primeira vez, tinha 20 e poucos anos --e desde então já sabia que, com Miles, era preciso sempre olhar para a frente.
A banda Zion Harmonizers, que é uma das atrações do BMW Jazz Festival, que passa por São Paulo e Rio
"No fim de 2009 estive em Paris", conta Miller, lembrando a origem do tributo. "E o diretor de um museu que fazia uma exposição sobre Miles me ligou e perguntou se eu topava tocar o 'Tutu' do começo ao fim. Achei que era uma ideia que o próprio Miles Davis não gostaria. Ele não era o tipo de cara que revisitava as coisas."
"Mas eventualmente encontrei um jeito", continua. "Pensei comigo mesmo: se eu encontrar alguns ótimos músicos jovens para tocar essa música e tentar fazê-la soar nova mais uma vez, talvez o Miles gostasse disso." Ele fala por experiência própria: um dia já foi um dos jovens músicos que Miles regularmente colocava a seu lado para lançar e se inspirar.
No 1986 em que foi lançado, "Tutu" era tão marcante para sua época quanto haviam sido os clássicos de Miles nos anos 1950 a 1970.
A novidade, ali, era justamente a musicalidade particular do jovem Miller, compondo e tocando tudo, com baixos slap, riffs de teclado e batidas sintetizadas.
Com um som original que já soa futurista, na homenagem Miller se apresenta com um quinteto de músicos entre 20 e 30 anos.
BMW JAZZ FESTIVAL
QUANDO de amanhã a domingo, às 21h
ONDE Auditório Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, Portão 2; tel.0/xx/11/5574-5045)
QUANTO Ingressos esgotados
Começa amanhã e vai até domingo no Auditório Ibirapuera o BMW Jazz Festival, com ingressos esgotados para todos os dias. Na segunda e na terça o evento acontece no Rio (também com ingressos esgotados).
Apesar do jazz no nome e nos principais shows, é amplo o alcance estilístico das atrações do festival, passeando por soul moderno, grupo vocal gospel, saxofonistas de diferentes gerações e fusões do gênero com R&B e música afro-brasileira.
Marcus Miller, contrabaixista e multi-instrumentista de 51 anos, principal atração do domingo, simboliza bem o ecletismo do festival.
Influente com seu uso do baixo elétrico no jazz e hoje autor de trilhas de filmes e séries americanas, Miller faz no Brasil tributo a Miles Davis (1926-1991), com quem tocava nos anos 1980, pouco antes da morte do trompetista.
"Tutu", álbum lançado por Miles com participação de Miller, em 1986, é a base do show. Quando tocou com o trompetista pela primeira vez, tinha 20 e poucos anos --e desde então já sabia que, com Miles, era preciso sempre olhar para a frente.
A banda Zion Harmonizers, que é uma das atrações do BMW Jazz Festival, que passa por São Paulo e Rio
"No fim de 2009 estive em Paris", conta Miller, lembrando a origem do tributo. "E o diretor de um museu que fazia uma exposição sobre Miles me ligou e perguntou se eu topava tocar o 'Tutu' do começo ao fim. Achei que era uma ideia que o próprio Miles Davis não gostaria. Ele não era o tipo de cara que revisitava as coisas."
"Mas eventualmente encontrei um jeito", continua. "Pensei comigo mesmo: se eu encontrar alguns ótimos músicos jovens para tocar essa música e tentar fazê-la soar nova mais uma vez, talvez o Miles gostasse disso." Ele fala por experiência própria: um dia já foi um dos jovens músicos que Miles regularmente colocava a seu lado para lançar e se inspirar.
No 1986 em que foi lançado, "Tutu" era tão marcante para sua época quanto haviam sido os clássicos de Miles nos anos 1950 a 1970.
A novidade, ali, era justamente a musicalidade particular do jovem Miller, compondo e tocando tudo, com baixos slap, riffs de teclado e batidas sintetizadas.
Com um som original que já soa futurista, na homenagem Miller se apresenta com um quinteto de músicos entre 20 e 30 anos.
BMW JAZZ FESTIVAL
QUANDO de amanhã a domingo, às 21h
ONDE Auditório Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, Portão 2; tel.0/xx/11/5574-5045)
QUANTO Ingressos esgotados
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Destaques dos Jornais 08/06/2011
Folha de São Paulo
"Começa venda de ingressos para o Planeta Terra".
"Começa venda de ingressos para o Planeta Terra".
Folha - Começa venda de ingressos para o Planeta Terra
DE SÃO PAULO
Os ingressos para o Planeta Terra 2011, que ocorre em 5 de novembro, no Playcenter (zona norte de São Paulo), começam a ser vendidos nesta quarta-feira (8). O público pode adquirir as entradas em diversos pontos de venda, listados no site oficial, ou então pela página da Tickets for Fun. Os preços variam de R$ 200 (1º lote) a R$ 300 (3º lote).
A organização do evento também divulgou, na semana passada, mais duas atrações para o evento: Beady Eye e Peter Bjorn and John.
A Beady Eye é formada por três ex-integrantes do Oasis: o vocalista Liam Gallagher, o guitarrista Gem Archer e o baixista Andy Bell, que passou a tocar guitarra. O grupo ainda conta com Chris Sharrock, na bateria, o baixista Jeff Wooton e Matt Jones, no teclado.
O festival deste ano também conta com a presença de The Strokes, The Vaccines e Toro Y Moi.
Os ingressos para o Planeta Terra 2011, que ocorre em 5 de novembro, no Playcenter (zona norte de São Paulo), começam a ser vendidos nesta quarta-feira (8). O público pode adquirir as entradas em diversos pontos de venda, listados no site oficial, ou então pela página da Tickets for Fun. Os preços variam de R$ 200 (1º lote) a R$ 300 (3º lote).
A organização do evento também divulgou, na semana passada, mais duas atrações para o evento: Beady Eye e Peter Bjorn and John.
A Beady Eye é formada por três ex-integrantes do Oasis: o vocalista Liam Gallagher, o guitarrista Gem Archer e o baixista Andy Bell, que passou a tocar guitarra. O grupo ainda conta com Chris Sharrock, na bateria, o baixista Jeff Wooton e Matt Jones, no teclado.
O festival deste ano também conta com a presença de The Strokes, The Vaccines e Toro Y Moi.
terça-feira, 7 de junho de 2011
Destaques dos Jornais 07/06/2011
Estado de São Paulo
"Cantor Andrew Goldde, de 'Lonely Boy', morre aos 59 anos".
"Mais uma banda na cidade".
Folha de São Paulo
"Após cantar para Serra, Dominguinhos é cortado de São João".
"Cantor Andrew Goldde, de 'Lonely Boy', morre aos 59 anos".
"Mais uma banda na cidade".
Folha de São Paulo
"Após cantar para Serra, Dominguinhos é cortado de São João".
Estadão - Cantor Andrew Goldde, de 'Lonely Boy', morre aos 59 anos
REUTERS
O versátil cantor e compositor Andrew Gold, que chegou aos topos das paradas de sucesso nos anos 1970 com as músicas "Lonely Boy" e "Thank You For Being a Friend", morreu enquanto dormia. Ele tinha 59 anos.
O jornal Los Angeles Times disse que ele morreu em sua casa na sexta-feira. Ele vinha passando por um tratamento de câncer, mas respondia bem aos remédios.
Gold, filho do compositor vencedor do Oscar Ernest Gold e da cantora Marni Nixon, explodiu em 1973 quando participou da banda de Linda Ronstadt. Ele desempenhou papel fundamental em músicas como "You're No Good" e "When Will I Be Loved?"
Ele lançou carreira solo paralela em 1975 em álbum com o seu nome no qual ele tocava a maioria dos instrumentos. A música "Endless Flight" foi regravada depois por Leo Sayer.
No ano seguinte, ele chegou à sétima posição das paradas dos EUA com "Lonely Boy", uma música do seu segundo álbum "What's Wrong With This Picture?". Gold gravou o disco enquanto trabalhava na "Hasten Down the Wind", de Ronstadt, e os dois dividiam a mesma banda.
Gold continuou a gravar e fez parceria em 1983 com o cantor inglês Graham Gouldman do 10cc para gravar três álbuns. Ele trabalhou com artistas como Wynonna Judd, Vince Gill, Aaron Neville e Celine Dion.
Na década de 1990s, ele gravou a canção-tema para a série "Louco por Você". O seu último disco lançado foi em 2008, "Copy Cat", com canções dos Beatles.
O versátil cantor e compositor Andrew Gold, que chegou aos topos das paradas de sucesso nos anos 1970 com as músicas "Lonely Boy" e "Thank You For Being a Friend", morreu enquanto dormia. Ele tinha 59 anos.
O jornal Los Angeles Times disse que ele morreu em sua casa na sexta-feira. Ele vinha passando por um tratamento de câncer, mas respondia bem aos remédios.
Gold, filho do compositor vencedor do Oscar Ernest Gold e da cantora Marni Nixon, explodiu em 1973 quando participou da banda de Linda Ronstadt. Ele desempenhou papel fundamental em músicas como "You're No Good" e "When Will I Be Loved?"
Ele lançou carreira solo paralela em 1975 em álbum com o seu nome no qual ele tocava a maioria dos instrumentos. A música "Endless Flight" foi regravada depois por Leo Sayer.
No ano seguinte, ele chegou à sétima posição das paradas dos EUA com "Lonely Boy", uma música do seu segundo álbum "What's Wrong With This Picture?". Gold gravou o disco enquanto trabalhava na "Hasten Down the Wind", de Ronstadt, e os dois dividiam a mesma banda.
Gold continuou a gravar e fez parceria em 1983 com o cantor inglês Graham Gouldman do 10cc para gravar três álbuns. Ele trabalhou com artistas como Wynonna Judd, Vince Gill, Aaron Neville e Celine Dion.
Na década de 1990s, ele gravou a canção-tema para a série "Louco por Você". O seu último disco lançado foi em 2008, "Copy Cat", com canções dos Beatles.
Estadão - Mais uma banda na cidade
Jornal da Tarde
No começo era um rapaz, com um gravador antigo na mão, de frente para uma janela. Seis minutos depois, e um verso repetido incontáveis vezes, já são 30 pessoas, numa sala espaçosa e bem iluminada. A solidão se torna uma grande celebração. Uma enorme catarse de fofura e MPB indie. Em duas semanas, o vídeo de Oração, d’A Banda Mais Bonita da Cidade, foi visto 4,8 milhões de vezes. O suficiente para transformar o quinteto formado em Curitiba no centro das atenções.
DivulgaçãoA Banda Mais Bonita da Cidade virou um fenômeno na internet Acontece que, na mesmas medida em que o vídeo passou a ser compartilhado entre amigos e se espalhou de forma viral e surpreendente, começaram a surgir as críticas às duas estrofes da canção: “Meu amor essa é a última oração / Pra salvar seu coração / Coração não é tão simples quanto pensa / Nele cabe o que não cabe na despensa” e “Cabe o meu amor! / Cabem três vidas inteiras / Cabe uma penteadeira / Cabe nós dois”.
No YouTube, mesmo canal de compartilhamento de vídeos na internet que deu fama à Banda Mais Bonita da Cidade, já é possível encontrar paródias da música Oração, com nomes como A Banda Mais Bonita da Internet, A Banda Mais Feia da Cidade e a Banda Mais Repetitiva da Cidade, entre outras variações.
Motivos para amá-los ou odiá-los não faltam. As opiniões se dividem. Mas isso não parece incomodar Uyara Torrente (vocal), Vinicius Nisi (teclados), Rodrigo Lemos (guitarra), Diego Plaça (baixo) e Luis Boursheidt, todos entre 24 e 29 anos. “Desde que tudo isso começou a acontecer com a gente, há umas duas semanas, acordamos e procuramos novas paródias sobre a ‘Oração’”, conta o carioca Rodrigo Lemos. Apesar de a banda ter sido criada em Curitiba, não há curitibano entre os cinco. Além do carioca Rodrigo, Diego e Uyara nasceram em Paranavaí, cidade no interior do Paraná, Vinícius é paulistano e Luis, gaúcho.
Oração foi colocada na internet numa terça-feira, dia 17, por volta do meio-dia, por Vinícius. “Ele saiu para almoçar e, quando voltou, já viu que o vídeo estava sendo compartilhado por pessoas que nem conhecíamos”, explica Rodrigo. A banda aproveitou o momento para marcar shows em São Paulo (hoje e dia 17), Belo Horizonte (dia 10, no Estúdio Bar) e Rio (dia 12, no Teatro Rival). “Frio na barriga sempre dá. É algo que não temos controle. Já toquei em São Paulo. Mas esta será a primeira vez com A B anda. É como perder a virgindade”, diz Rodrigo.
O grupo surgiu há dois anos, com Vinícius e Uyara. O propósito foi, desde sempre, reinterpretar canções de compositores desconhecidos. O hit Oração, por exemplo, foi criado pelo brasiliense Leo Fressato, amigo da trupe de Curitiba. Aos poucos, o resto da banda tomou forma. Em fevereiro, os cinco foram para casa de uma amiga em Rio Negro, no extremo sul do Paraná. Lá, gravaram três clipes oficiais de Canção Pra Não Voltar, Boa Pessoa e Oração.
Algumas outras pessoas estão ouvindo outras músicas nossas, mas de gravações amadoras.” Não é preocupante o fato de que o público que irá comparecer ao show, hoje, no Studio SP, não ter conhecimento do resto do trabalho da banda? “Este é o momento de mostrarmos outras facetas. Verão que nossa exibição é uma montanha-russa”, conta Rodrigo.
Apesar de dizer que o grupo chegou a ser sondado por algumas gravadoras, A Banda… planeja gravar o primeiro CD apostando na força do apelo da internet, que eles já mostraram ter. O disco será financiado pelos próprios fãs. Por meio do site Catarse (http:catarse.me/pt/abandamaisbonitadacidade) é possível escolher quais das 12 músicas entrarão no álbum, fazendo uma doação para cada uma – a única, até agora, a estar quase paga é Oração, claro.
Sobre o rótulo de “banda fofa”, Rodrigo não se importa: “Se quiserem chamar assim, podem fazê-lo. Ainda não deu tempo de ficar incomodado com isso”. Para eles, o que importa é fazer com que o sucesso não seja efêmero, como costuma acontecer com os queridinhos da internet.
DIVIRTA-SE
A Banda Mais Bonita da Cidade
Studio SP. R. Augusta, 591, Consolação. % 3129-7040. Hoje, às 22h. Grátis (troca por um agasalho). Outros shows Fusile (às 23h), Graveola e o Lixo Polifônico (à 0h) e Dead Lover’s Twisted Heart (à 1h).
No começo era um rapaz, com um gravador antigo na mão, de frente para uma janela. Seis minutos depois, e um verso repetido incontáveis vezes, já são 30 pessoas, numa sala espaçosa e bem iluminada. A solidão se torna uma grande celebração. Uma enorme catarse de fofura e MPB indie. Em duas semanas, o vídeo de Oração, d’A Banda Mais Bonita da Cidade, foi visto 4,8 milhões de vezes. O suficiente para transformar o quinteto formado em Curitiba no centro das atenções.
DivulgaçãoA Banda Mais Bonita da Cidade virou um fenômeno na internet Acontece que, na mesmas medida em que o vídeo passou a ser compartilhado entre amigos e se espalhou de forma viral e surpreendente, começaram a surgir as críticas às duas estrofes da canção: “Meu amor essa é a última oração / Pra salvar seu coração / Coração não é tão simples quanto pensa / Nele cabe o que não cabe na despensa” e “Cabe o meu amor! / Cabem três vidas inteiras / Cabe uma penteadeira / Cabe nós dois”.
No YouTube, mesmo canal de compartilhamento de vídeos na internet que deu fama à Banda Mais Bonita da Cidade, já é possível encontrar paródias da música Oração, com nomes como A Banda Mais Bonita da Internet, A Banda Mais Feia da Cidade e a Banda Mais Repetitiva da Cidade, entre outras variações.
Motivos para amá-los ou odiá-los não faltam. As opiniões se dividem. Mas isso não parece incomodar Uyara Torrente (vocal), Vinicius Nisi (teclados), Rodrigo Lemos (guitarra), Diego Plaça (baixo) e Luis Boursheidt, todos entre 24 e 29 anos. “Desde que tudo isso começou a acontecer com a gente, há umas duas semanas, acordamos e procuramos novas paródias sobre a ‘Oração’”, conta o carioca Rodrigo Lemos. Apesar de a banda ter sido criada em Curitiba, não há curitibano entre os cinco. Além do carioca Rodrigo, Diego e Uyara nasceram em Paranavaí, cidade no interior do Paraná, Vinícius é paulistano e Luis, gaúcho.
Oração foi colocada na internet numa terça-feira, dia 17, por volta do meio-dia, por Vinícius. “Ele saiu para almoçar e, quando voltou, já viu que o vídeo estava sendo compartilhado por pessoas que nem conhecíamos”, explica Rodrigo. A banda aproveitou o momento para marcar shows em São Paulo (hoje e dia 17), Belo Horizonte (dia 10, no Estúdio Bar) e Rio (dia 12, no Teatro Rival). “Frio na barriga sempre dá. É algo que não temos controle. Já toquei em São Paulo. Mas esta será a primeira vez com A B anda. É como perder a virgindade”, diz Rodrigo.
O grupo surgiu há dois anos, com Vinícius e Uyara. O propósito foi, desde sempre, reinterpretar canções de compositores desconhecidos. O hit Oração, por exemplo, foi criado pelo brasiliense Leo Fressato, amigo da trupe de Curitiba. Aos poucos, o resto da banda tomou forma. Em fevereiro, os cinco foram para casa de uma amiga em Rio Negro, no extremo sul do Paraná. Lá, gravaram três clipes oficiais de Canção Pra Não Voltar, Boa Pessoa e Oração.
Algumas outras pessoas estão ouvindo outras músicas nossas, mas de gravações amadoras.” Não é preocupante o fato de que o público que irá comparecer ao show, hoje, no Studio SP, não ter conhecimento do resto do trabalho da banda? “Este é o momento de mostrarmos outras facetas. Verão que nossa exibição é uma montanha-russa”, conta Rodrigo.
Apesar de dizer que o grupo chegou a ser sondado por algumas gravadoras, A Banda… planeja gravar o primeiro CD apostando na força do apelo da internet, que eles já mostraram ter. O disco será financiado pelos próprios fãs. Por meio do site Catarse (http:catarse.me/pt/abandamaisbonitadacidade) é possível escolher quais das 12 músicas entrarão no álbum, fazendo uma doação para cada uma – a única, até agora, a estar quase paga é Oração, claro.
Sobre o rótulo de “banda fofa”, Rodrigo não se importa: “Se quiserem chamar assim, podem fazê-lo. Ainda não deu tempo de ficar incomodado com isso”. Para eles, o que importa é fazer com que o sucesso não seja efêmero, como costuma acontecer com os queridinhos da internet.
DIVIRTA-SE
A Banda Mais Bonita da Cidade
Studio SP. R. Augusta, 591, Consolação. % 3129-7040. Hoje, às 22h. Grátis (troca por um agasalho). Outros shows Fusile (às 23h), Graveola e o Lixo Polifônico (à 0h) e Dead Lover’s Twisted Heart (à 1h).
Folha - Após cantar para Serra, Dominguinhos é cortado de São João
DE SÃO PAULO
O cantor Dominguinhos ficou de fora das festas de São João de Recife e Caruaru.
Para críticos no Estado ele está sendo vítima de um boicote por participar da campanha presidencial de José Serra (PSDB), em 2010.
A capital pernambucana é comandada pelo PT. Em Caruaru, o prefeito, do PDT, é aliado do governo federal.
O músico, no entanto, não acredita em boicote. "Em Recife, de vez em quando, eu dou uma tocadinha. Neste São João, não me chamaram. Em Caruaru, foi uma surpresa. Perderam uns patrocínios, cortaram algumas coisas e eu fui um deles", diz.
A informação é da coluna Mônica Bergamo publicada nesta terça-feira (7) na Folha e cuja íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.
O cantor Dominguinhos ficou de fora das festas de São João de Recife e Caruaru.
Para críticos no Estado ele está sendo vítima de um boicote por participar da campanha presidencial de José Serra (PSDB), em 2010.
A capital pernambucana é comandada pelo PT. Em Caruaru, o prefeito, do PDT, é aliado do governo federal.
O músico, no entanto, não acredita em boicote. "Em Recife, de vez em quando, eu dou uma tocadinha. Neste São João, não me chamaram. Em Caruaru, foi uma surpresa. Perderam uns patrocínios, cortaram algumas coisas e eu fui um deles", diz.
A informação é da coluna Mônica Bergamo publicada nesta terça-feira (7) na Folha e cuja íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
JT - E se Morrissey pudesse viajar no tempo?
PEDRO ANTUNES
Ele foi apelidado de Morrissey negro. A semelhança na voz, a melancolia das letras, de fato, lembram o cantor inglês. Mas o dominicano George Lewis Jr., 28 anos, não gosta muito da alcunha. E a resposta sobre a semelhança – não física, evidentemente – é ríspida. “Acho que ele canta como eu”, diz ele, do outro lado da linha. A reportagem ri e ele continua: “Acredito que ele tenha uma máquina do tempo”, brinca o cantor.
No palco, George se transforma em Twin Shadow, seu nome artístico. Ele se apresentou em São Paulo na semana passada, na festa Puma Social Club, realizada no Estúdio Emme. No palco, surgiu um sujeito de bigode, estatura média, vestindo uma jaqueta de couro sobre uma regata, e chapéu. Acompanhado de outros quatro músicos, no baixo e sintetizador, bateria e teclado. Para começar, ele engatou Shooting Holes, uma das mais tocantes do disco Forget, sua estreia, lançado em 2010. Com cerca de mil pessoas cantando e pulando sem parar.
Twin Shadow é o novo queridinho entre os indies americanos. Seu primeiro álbum emula uma chama oitentista new wave que tem criado um verdadeiro incêndio na cena musical. Sua força foi tamanha que seu nome foi listado para se apresentar no disputadíssimo Festival Coachella, na Califórnia (EUA), em abril deste ano. E, vejam bem, o CD Forget foi lançado em novembro do ano passado, ou seja, há apenas 6 meses.
Nascido na República Dominicana, aos 2 anos o músico foi com os pais morar em Miami, nos EUA. Aos 23, nova mudança, agora para o Brooklyn, bairro polo da efervescência musical de Nova York e, consequentemente, mundial. “Eu queria ficar perto de pessoas novas, que se vestem bem. Isso era algo que eu queria”, explica Twin Shadow, por telefone, aqui de São Paulo. O músico veio para a cidade num espaço entre duas apresentações em grandes festivais: ele tocou no Sasquatch Music Festival (localizado nas proximidades de Seattle), no dia 20 de maio, e volta para os Estados Unidos para show no Bonnaroo Festival, dia 9, no Tennessee.
Após o show de uma hora de duração, o JT entrou no backstage e trocou algumas palavras com Shadow, antes da entrevista previamente marcada para sexta, à tarde. Simpático, ele disse que não costuma escrever um set-list de músicas, enquanto recolhia do palco – ele mesmo – o equipamento usado no show.
Apesar do pouco tempo de carreira como Twin Shadow, ele já abriu shows de artistas como The Strokes e Jamie Cullum. No segundo semestre, entrará em turnê com a nova musa indie do momento, Florence & The Machine. “Isso é incrível. Estamos felizes e esperançosos. Florence é ótima. Quero aprender com ela”.
A velocidade com que as coisas acontecem com Twin Shadow, porém, não assusta. “Não tenho medo de estar indo muito rápido. Acho que não existe o rápido o bastante, isso sim”, garante. O que assusta o músico é ver as músicas compostas na solidão do seu quarto, em sua maioria tristes, cantadas pelo público. “Ainda preciso lidar com isso. A música deixa de ser minha. Passa a ser de todos”. ::
Ele foi apelidado de Morrissey negro. A semelhança na voz, a melancolia das letras, de fato, lembram o cantor inglês. Mas o dominicano George Lewis Jr., 28 anos, não gosta muito da alcunha. E a resposta sobre a semelhança – não física, evidentemente – é ríspida. “Acho que ele canta como eu”, diz ele, do outro lado da linha. A reportagem ri e ele continua: “Acredito que ele tenha uma máquina do tempo”, brinca o cantor.
No palco, George se transforma em Twin Shadow, seu nome artístico. Ele se apresentou em São Paulo na semana passada, na festa Puma Social Club, realizada no Estúdio Emme. No palco, surgiu um sujeito de bigode, estatura média, vestindo uma jaqueta de couro sobre uma regata, e chapéu. Acompanhado de outros quatro músicos, no baixo e sintetizador, bateria e teclado. Para começar, ele engatou Shooting Holes, uma das mais tocantes do disco Forget, sua estreia, lançado em 2010. Com cerca de mil pessoas cantando e pulando sem parar.
Twin Shadow é o novo queridinho entre os indies americanos. Seu primeiro álbum emula uma chama oitentista new wave que tem criado um verdadeiro incêndio na cena musical. Sua força foi tamanha que seu nome foi listado para se apresentar no disputadíssimo Festival Coachella, na Califórnia (EUA), em abril deste ano. E, vejam bem, o CD Forget foi lançado em novembro do ano passado, ou seja, há apenas 6 meses.
Nascido na República Dominicana, aos 2 anos o músico foi com os pais morar em Miami, nos EUA. Aos 23, nova mudança, agora para o Brooklyn, bairro polo da efervescência musical de Nova York e, consequentemente, mundial. “Eu queria ficar perto de pessoas novas, que se vestem bem. Isso era algo que eu queria”, explica Twin Shadow, por telefone, aqui de São Paulo. O músico veio para a cidade num espaço entre duas apresentações em grandes festivais: ele tocou no Sasquatch Music Festival (localizado nas proximidades de Seattle), no dia 20 de maio, e volta para os Estados Unidos para show no Bonnaroo Festival, dia 9, no Tennessee.
Após o show de uma hora de duração, o JT entrou no backstage e trocou algumas palavras com Shadow, antes da entrevista previamente marcada para sexta, à tarde. Simpático, ele disse que não costuma escrever um set-list de músicas, enquanto recolhia do palco – ele mesmo – o equipamento usado no show.
Apesar do pouco tempo de carreira como Twin Shadow, ele já abriu shows de artistas como The Strokes e Jamie Cullum. No segundo semestre, entrará em turnê com a nova musa indie do momento, Florence & The Machine. “Isso é incrível. Estamos felizes e esperançosos. Florence é ótima. Quero aprender com ela”.
A velocidade com que as coisas acontecem com Twin Shadow, porém, não assusta. “Não tenho medo de estar indo muito rápido. Acho que não existe o rápido o bastante, isso sim”, garante. O que assusta o músico é ver as músicas compostas na solidão do seu quarto, em sua maioria tristes, cantadas pelo público. “Ainda preciso lidar com isso. A música deixa de ser minha. Passa a ser de todos”. ::
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Destaques dos Jornais 03/06/2011
Estado de São Paulo
"Coldplay lança novo single nesta sexta".
Folha de São Paulo
"Primavera Sound consagra retorno de Pulp e Mercury Rev".
"Documentário vai contar vida de Dominguinhos".
Jornal da Tarde
"Morre no Brasil o espanhol Manolo Otero".
"Coldplay lança novo single nesta sexta".
Folha de São Paulo
"Primavera Sound consagra retorno de Pulp e Mercury Rev".
"Documentário vai contar vida de Dominguinhos".
Jornal da Tarde
"Morre no Brasil o espanhol Manolo Otero".
Estadão - Coldplay lança novo single nesta sexta
Estadão.com.br
SÃO PAULO - O Coldplay disponibilizou na manhã desta sexta-feira o áudio de seu novo single. Every Teardrop Is Waterfall é a primeira canção do novo álbum da banda a ser lançada. A música também já pode ser comprada no iTunes.
Não há informações sobre nome ou data de lançamento do novo disco, anunciado em 2009O Coldplay não lança um CD de inéditas desde de Viva La Vida, de 2008. Desde então, apenas alguns singles foram divulgados.
A banda inglesa é formada pelo vocalista Chris Martin, o guitarrista Jonny Buckland, o baixista Guy Berryman e o guitarrista Will Champion e está na estrada desde 1998.
SÃO PAULO - O Coldplay disponibilizou na manhã desta sexta-feira o áudio de seu novo single. Every Teardrop Is Waterfall é a primeira canção do novo álbum da banda a ser lançada. A música também já pode ser comprada no iTunes.
Não há informações sobre nome ou data de lançamento do novo disco, anunciado em 2009O Coldplay não lança um CD de inéditas desde de Viva La Vida, de 2008. Desde então, apenas alguns singles foram divulgados.
A banda inglesa é formada pelo vocalista Chris Martin, o guitarrista Jonny Buckland, o baixista Guy Berryman e o guitarrista Will Champion e está na estrada desde 1998.
Folha - Primavera Sound consagra retorno de Pulp e Mercury Rev
EM BARCELONA
O mundo sofre com a recessão econômica. O New Kids on the Block começou na semana passada uma turnê com os Backstreet Boys. E não estamos nos anos 1990.
Mas, se restava alguma dúvida de que aquela década está de volta, o festival Primavera Sound, que aconteceu também na semana passada, em Barcelona, consagrou esse revival.
Embora prime por novidades e bandas independentes, o evento caprichou na programação saudosista deste ano. O maior destaque foi a volta da banda britânica Pulp após quase dez anos de hiato. Outro show concorrido foi o da banda Mercury Rev.
Até mesmo nas tais novidades, a programação tinha um "quê" de anos 1990.
O indie rock consagrado na época, com bandas como Teenage Fanclub, Dinosaur Jr. e Sonic Youth, foi referência explícita nos shows das bandas indies que fizeram mais sucesso, como a inglesa Yuck e a norte-americana Moon Duo, que tem feito sucesso na Europa.
Para o jornal britânico "The Guardian" em artigo de 2008, o revival dos anos 90 começou com a reformulação da banda Take That, em 2006 --no ano passado, a banda anunciou retorno definitivo, com a estrela Robbie Williams no elenco--, e seguiu com a turnê mundial das Spice Girls em 2007.
O britpop também está ganhando forma novamente. Após a separação do Oasis, Liam lançou no começo do ano um álbum com sua nova banda, Beady Eye, enquanto seu irmão Noel deve lançar um em breve.
A volta dos anos 1990 parece, de certa forma, uma resposta à ressaca causada pelos mais de dez anos de revival dos anos 1980 durante a década passada.
Até mesmo o Primavera Sound já havia dado a deixa no ano passado, quando colocou as noventistas Pixies e Pavement na programação.
Segundo a Folha apurou, o Brasil deve ver de perto o revival dos anos 1990 no fim do ano, já que, entre as bandas cotadas para festivais e shows aqui, estão Pulp, os londrinos do Suede e até o grupo de trip hop Portishead.
O mundo sofre com a recessão econômica. O New Kids on the Block começou na semana passada uma turnê com os Backstreet Boys. E não estamos nos anos 1990.
Mas, se restava alguma dúvida de que aquela década está de volta, o festival Primavera Sound, que aconteceu também na semana passada, em Barcelona, consagrou esse revival.
Embora prime por novidades e bandas independentes, o evento caprichou na programação saudosista deste ano. O maior destaque foi a volta da banda britânica Pulp após quase dez anos de hiato. Outro show concorrido foi o da banda Mercury Rev.
Até mesmo nas tais novidades, a programação tinha um "quê" de anos 1990.
O indie rock consagrado na época, com bandas como Teenage Fanclub, Dinosaur Jr. e Sonic Youth, foi referência explícita nos shows das bandas indies que fizeram mais sucesso, como a inglesa Yuck e a norte-americana Moon Duo, que tem feito sucesso na Europa.
Para o jornal britânico "The Guardian" em artigo de 2008, o revival dos anos 90 começou com a reformulação da banda Take That, em 2006 --no ano passado, a banda anunciou retorno definitivo, com a estrela Robbie Williams no elenco--, e seguiu com a turnê mundial das Spice Girls em 2007.
O britpop também está ganhando forma novamente. Após a separação do Oasis, Liam lançou no começo do ano um álbum com sua nova banda, Beady Eye, enquanto seu irmão Noel deve lançar um em breve.
A volta dos anos 1990 parece, de certa forma, uma resposta à ressaca causada pelos mais de dez anos de revival dos anos 1980 durante a década passada.
Até mesmo o Primavera Sound já havia dado a deixa no ano passado, quando colocou as noventistas Pixies e Pavement na programação.
Segundo a Folha apurou, o Brasil deve ver de perto o revival dos anos 1990 no fim do ano, já que, entre as bandas cotadas para festivais e shows aqui, estão Pulp, os londrinos do Suede e até o grupo de trip hop Portishead.
Folha - Documentário vai contar vida de Dominguinhos
DE SÃO PAULO
"Dominguinhos, me esclareça uma dúvida: foi [Luiz] Gonzaga quem lhe botou esse seu nome, não foi?"
"Foi Gonzaga, Hermeto. Numa gravação. Ele me disse que esse nome que mãe dá pra filho não serve quando a gente vira artista."
"E qual era o nome que sua mãe lhe deu?"
"Era Neném, Hermeto."
"Rapaz, isso não serve mesmo pra artista não..."
O diálogo entre os músicos Dominguinhos e Hermeto Pascoal aconteceu domingo passado, na cozinha de um estúdio em São Paulo.
Na sequência, ambos seguiriam para seus instrumentos e fariam uma série de duetos --todos de improviso, como é do gosto dos dois.
Tanto a conversa da cozinha quanto os números musicais foram gravados em som e imagem e farão parte do documentário "Dominguinhos, Volta e Meia", dirigido por Felipe Briso, que já toma dois anos de trabalho e deve ser lançado em 2012.
O projeto é ideia da cantora Mariana Aydar, com a colaboração --e a direção musical--dos instrumentistas Duani e Eduardo Nazarian.
Pretende dar um panorama da história de Dominguinhos, mestre da sanfona, pernambucano de Garanhuns, retratando seu dia a dia entre o aniversário de 70 anos, neste ano, e o de 71, em fevereiro do ano que vem.
"Filmamos situações de todo o tipo", diz Briso. "Desde um encontro importante com a Jazz Sinfônica, até um dia comum, em que nada acontece. E ensaios, gravações. Também estivemos em momentos bem pessoais, como o aniversário da filha."
ENCONTROS
Além de Hermeto, já gravaram duetos com Dominguinhos os músicos João Donato e Lenine. Gilberto Gil já agendou sua participação.
Briso conta que usará um quase nada de imagens de arquivo. A intenção é que o passado do músico seja contado por meio desses encontros musicais e conversas.
"Hermeto diz respeito à primeira fase, à infância, a ser autodidata, a essa música universal", diz. "Um não conhecia o outro quando moleques, mas eles têm background muito parecido e essas vidas dialogam."
Donato, conta o diretor, vai espelhar a "fase do Beco das Garrafas" de Dominguinhos, quando ele tinha que tocar todos os gêneros, em bares, para ganhar a vida.
Gil representa o momento em que a música nordestina é resgatada pelo mainstream e o sanfoneiro ganha fama nacional, passa a acompanhar Gal Costa e começa a gravar seus trabalhos autorais mais importantes.
"Lenine é fase posterior, da fusão, das pontes internacionais, do Brasil vendendo música para o mundo", diz. Dominguinhos, que acaba de concluir o tratamento de câncer no pulmão, chega bem disposto às gravações.
Ter a vida revista no filme o faz mais forte, ele diz.
Lembra que chegou ao Rio com o pai, aos 13, atrás de trabalho. Foram logo a Nilópolis, à procura de Gonzagão, que o havia visto tocar ainda em Garanhuns e prometeu ajuda quando precisasse.
"A gente não tinha sanfona e a esperança do meu pai era que ele nos desse uma", diz. "Não deu outra. Em cinco minutos meu pai estava com uma sanfona de 50 baixos na mão. Posso me considerar um sujeito de sorte."
"Dominguinhos, me esclareça uma dúvida: foi [Luiz] Gonzaga quem lhe botou esse seu nome, não foi?"
"Foi Gonzaga, Hermeto. Numa gravação. Ele me disse que esse nome que mãe dá pra filho não serve quando a gente vira artista."
"E qual era o nome que sua mãe lhe deu?"
"Era Neném, Hermeto."
"Rapaz, isso não serve mesmo pra artista não..."
O diálogo entre os músicos Dominguinhos e Hermeto Pascoal aconteceu domingo passado, na cozinha de um estúdio em São Paulo.
Na sequência, ambos seguiriam para seus instrumentos e fariam uma série de duetos --todos de improviso, como é do gosto dos dois.
Tanto a conversa da cozinha quanto os números musicais foram gravados em som e imagem e farão parte do documentário "Dominguinhos, Volta e Meia", dirigido por Felipe Briso, que já toma dois anos de trabalho e deve ser lançado em 2012.
O projeto é ideia da cantora Mariana Aydar, com a colaboração --e a direção musical--dos instrumentistas Duani e Eduardo Nazarian.
Pretende dar um panorama da história de Dominguinhos, mestre da sanfona, pernambucano de Garanhuns, retratando seu dia a dia entre o aniversário de 70 anos, neste ano, e o de 71, em fevereiro do ano que vem.
"Filmamos situações de todo o tipo", diz Briso. "Desde um encontro importante com a Jazz Sinfônica, até um dia comum, em que nada acontece. E ensaios, gravações. Também estivemos em momentos bem pessoais, como o aniversário da filha."
ENCONTROS
Além de Hermeto, já gravaram duetos com Dominguinhos os músicos João Donato e Lenine. Gilberto Gil já agendou sua participação.
Briso conta que usará um quase nada de imagens de arquivo. A intenção é que o passado do músico seja contado por meio desses encontros musicais e conversas.
"Hermeto diz respeito à primeira fase, à infância, a ser autodidata, a essa música universal", diz. "Um não conhecia o outro quando moleques, mas eles têm background muito parecido e essas vidas dialogam."
Donato, conta o diretor, vai espelhar a "fase do Beco das Garrafas" de Dominguinhos, quando ele tinha que tocar todos os gêneros, em bares, para ganhar a vida.
Gil representa o momento em que a música nordestina é resgatada pelo mainstream e o sanfoneiro ganha fama nacional, passa a acompanhar Gal Costa e começa a gravar seus trabalhos autorais mais importantes.
"Lenine é fase posterior, da fusão, das pontes internacionais, do Brasil vendendo música para o mundo", diz. Dominguinhos, que acaba de concluir o tratamento de câncer no pulmão, chega bem disposto às gravações.
Ter a vida revista no filme o faz mais forte, ele diz.
Lembra que chegou ao Rio com o pai, aos 13, atrás de trabalho. Foram logo a Nilópolis, à procura de Gonzagão, que o havia visto tocar ainda em Garanhuns e prometeu ajuda quando precisasse.
"A gente não tinha sanfona e a esperança do meu pai era que ele nos desse uma", diz. "Não deu outra. Em cinco minutos meu pai estava com uma sanfona de 50 baixos na mão. Posso me considerar um sujeito de sorte."
JT - Morre no Brasil o espanhol Manolo Otero
EFE
O cantor e ator espanhol Manolo Otero, 63 anos, uma das vozes românticas de maior sucesso nos países latinos entre as décadas de 70 e 80, morreu às 15h25 desta quarta-feira (1º), em São Paulo. As informações foram divulgadas nesta quinta (2) por um representante do artista. Otero faleceu no Hospital das Clínicas, onde estava internado desde o dia 30 de maio para tratar um câncer de fígado.
Atualmente, Otero morava numa chácara em Indaiatuba com sua mulher e produtora brasileira Celeste Ferreira. Evandro Segato, que o representava no Brasil, disse que foi pego de surpresa. “Ninguém esperava por isso.” Em dezembro do ano passado o artista perdeu a mãe. Logo em seguida, descobriu o câncer. “O projeto dele para este ano era se concentrar em shows no Brasil, para não precisar viajar”, disse Segato.
O cantor e ator espanhol Manolo Otero, 63 anos, uma das vozes românticas de maior sucesso nos países latinos entre as décadas de 70 e 80, morreu às 15h25 desta quarta-feira (1º), em São Paulo. As informações foram divulgadas nesta quinta (2) por um representante do artista. Otero faleceu no Hospital das Clínicas, onde estava internado desde o dia 30 de maio para tratar um câncer de fígado.
Atualmente, Otero morava numa chácara em Indaiatuba com sua mulher e produtora brasileira Celeste Ferreira. Evandro Segato, que o representava no Brasil, disse que foi pego de surpresa. “Ninguém esperava por isso.” Em dezembro do ano passado o artista perdeu a mãe. Logo em seguida, descobriu o câncer. “O projeto dele para este ano era se concentrar em shows no Brasil, para não precisar viajar”, disse Segato.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Destaques dos Jornais 01/06/2011
Folha de São Paulo
"Cantor do Arctic Monkeys diz que baixa "uma coisa ou outra" da internet".
"Cantor do Arctic Monkeys diz que baixa "uma coisa ou outra" da internet".
Folha - Cantor do Arctic Monkeys diz que baixa "uma coisa ou outra" da internet
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Em 2006, ano de lançamento do álbum de estreia "Whatever People Say I Am, That's What I'm Not", parecia que os Arctic Monkeys eram a banda do futuro.
Os anônimos da pequena cidade de Sheffield, na Inglaterra, conseguiram se fazer conhecidos graças à rápida disseminação de suas faixas por sites e redes sociais.
Mesmo antes de o disco chegar às lojas, a banda já havia conquistado fãs pelo mundo e em seu país natal, o que se refletiu nas vendas do álbum: 360 mil cópias em uma semana, estabelecendo novo recorde britânico para uma estreia fonográfica.
Como qualquer outra banda que fica grande e vai ao "mainstream", os Arctic Monkeys agora são vítimas da internet que os lançou.
O novo disco, "Suck It and See", vazou na rede antes da data de lançamento mundial, 6de junho. Talvez por isso a banda disponibilizou o áudio, em streaming, em seu site, desde anteontem.
Em entrevista à Folha, o vocalista e guitarrista Alex Turner revelou que, também na hora de compor as novas canções, os integrantes do Arctic Monkeys já agem como veteranos.
"Decidimos montar uma fundação forte para as canções antes de gravá-las. Tentei ouvir música country e bons compositores, como Nick Cave, Leonard Cohen, Roger Miller e George Jones. São pessoas que escreveram ótimas letras e canções simples", afirma Turner.
"Quando estamos juntos, ouvimos coisas pesadas, como Black Sabbath, mas também ouvimos os Stone Roses", completa.
A CORES
Depois de citar um punhado de artistas que estão mais para o lado "dark" do rock do que para as animadas e rápidas músicas de seus álbuns anteriores, Turner explica: "Há um pouco de escuridão [nas músicas], mas há muitas canções em tons maiores. É um disco colorido".
Se para uma boa parte dos músicos gravar é um processo comparado ao parto, para o Arctic Monkeys, fazer o novo álbum --produzido por James Ford, que já havia trabalhado com a banda nos dois discos anteriores-- não é assim tão sofrido.
"Não temos dificuldade para gravar. Gostamos muito. Nesse disco, demoramos um pouco, nos demos mais tempo. Fica mais fácil alcançar as coisas, mais fácil fazer o tipo de disco que queremos fazer", diz o vocalista.
Veja clipe de "Don't Sit Down 'Cause I've Moved Your Chair":
RECEITA
O caminho que o Arctic Monkeys fez para chegar ao "estrelato" foi pioneiro na época, mas hoje se tornou uma possibilidade real, e não apenas uma exceção.
Poderia uma banda fazer o mesmo percurso? "Agora o cenário é diferente, eu suponho. A internet acelerou o processo para nós", diz.
"Muitas bandas novas se fazem escutar hoje em dia, compartilham a música na internet. Conosco, foi por acidente. Era um conceito relativamente novo a ideia de que os amigos podiam compartilhar uma demo on-line", diz.
"Tentávamos fazer bons shows e gravar algumas músicas. As pessoas começaram a subir as faixas e a compartilhá-las", explica.
Como um verdadeiro veterano, Alex Turner dá uma declaração surpreendente para quem foi revelado graças à rede: "Baixo uma coisa ou outra, mas ouço mais discos, que é uma das melhores maneiras de ouvir música".
Em 2006, ano de lançamento do álbum de estreia "Whatever People Say I Am, That's What I'm Not", parecia que os Arctic Monkeys eram a banda do futuro.
Os anônimos da pequena cidade de Sheffield, na Inglaterra, conseguiram se fazer conhecidos graças à rápida disseminação de suas faixas por sites e redes sociais.
Mesmo antes de o disco chegar às lojas, a banda já havia conquistado fãs pelo mundo e em seu país natal, o que se refletiu nas vendas do álbum: 360 mil cópias em uma semana, estabelecendo novo recorde britânico para uma estreia fonográfica.
Como qualquer outra banda que fica grande e vai ao "mainstream", os Arctic Monkeys agora são vítimas da internet que os lançou.
O novo disco, "Suck It and See", vazou na rede antes da data de lançamento mundial, 6de junho. Talvez por isso a banda disponibilizou o áudio, em streaming, em seu site, desde anteontem.
Em entrevista à Folha, o vocalista e guitarrista Alex Turner revelou que, também na hora de compor as novas canções, os integrantes do Arctic Monkeys já agem como veteranos.
"Decidimos montar uma fundação forte para as canções antes de gravá-las. Tentei ouvir música country e bons compositores, como Nick Cave, Leonard Cohen, Roger Miller e George Jones. São pessoas que escreveram ótimas letras e canções simples", afirma Turner.
"Quando estamos juntos, ouvimos coisas pesadas, como Black Sabbath, mas também ouvimos os Stone Roses", completa.
A CORES
Depois de citar um punhado de artistas que estão mais para o lado "dark" do rock do que para as animadas e rápidas músicas de seus álbuns anteriores, Turner explica: "Há um pouco de escuridão [nas músicas], mas há muitas canções em tons maiores. É um disco colorido".
Se para uma boa parte dos músicos gravar é um processo comparado ao parto, para o Arctic Monkeys, fazer o novo álbum --produzido por James Ford, que já havia trabalhado com a banda nos dois discos anteriores-- não é assim tão sofrido.
"Não temos dificuldade para gravar. Gostamos muito. Nesse disco, demoramos um pouco, nos demos mais tempo. Fica mais fácil alcançar as coisas, mais fácil fazer o tipo de disco que queremos fazer", diz o vocalista.
Veja clipe de "Don't Sit Down 'Cause I've Moved Your Chair":
RECEITA
O caminho que o Arctic Monkeys fez para chegar ao "estrelato" foi pioneiro na época, mas hoje se tornou uma possibilidade real, e não apenas uma exceção.
Poderia uma banda fazer o mesmo percurso? "Agora o cenário é diferente, eu suponho. A internet acelerou o processo para nós", diz.
"Muitas bandas novas se fazem escutar hoje em dia, compartilham a música na internet. Conosco, foi por acidente. Era um conceito relativamente novo a ideia de que os amigos podiam compartilhar uma demo on-line", diz.
"Tentávamos fazer bons shows e gravar algumas músicas. As pessoas começaram a subir as faixas e a compartilhá-las", explica.
Como um verdadeiro veterano, Alex Turner dá uma declaração surpreendente para quem foi revelado graças à rede: "Baixo uma coisa ou outra, mas ouço mais discos, que é uma das melhores maneiras de ouvir música".
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