São Paulo
A cantora Vanessa da Mata estreia nesta sexta-feira (10) o show do quinto álbum de sua carreira, "Bicicletas, Bolos e outras Alegrias". Mesclando antigos sucessos com os atuais, como "O Tal Casal", a cantora promete uma apresentação conceitual no começo, mas cheia de animação no final, com os sucessos "Ai Ai Ai" e "Não Me Deixe Só".
No palco, Vanessa estará acompanhada pelos músicos Gustavo Ruiz (guitarra), Donatinho (teclados), Stephane San Juan (bateria), Maurício Pacheco (guitarra) e Kassin (baixo).
Em entrevista ao Guia Folha, ela fala sobre o show, que pela primeira vez contará com direção --assinada por Bia Lessa--, e conta os detalhes da casa de shows que deve inaugurar em 2011 com os sócios do Bourbon Street e do Canto da Ema.
O show ocorre no Citibank Hall, zona sul de São Paulo, nesta sexta (10) e no sábado (11).
Guia Folha - Qual é a diferença entre seu último show e este?
Vanessa da Mata - Nós vamos apresentar o disco novo, então, além das musicas novas, vamos mostrar as que fizeram sucesso, claro. A diferença é que é a primeira direção da minha carreira, da Bia Lessa. O show tem todo um cenário e uma luz preparada para cada música, para que cada uma seja feita da maneira mais intensa possível. Não sabia que era tão legal mesmo, pra mim era uma coisa mais marcadinha. Hoje eu percebo que existem marcações, mas que existe a e variação dentro de cada marcação, assim o show fica mais organizado.
Guia - Como classifica o show?
Vanessa - É um show mais conceitual, mesmo no final. No meio, tem uma coisa da comunicação, como espetáculo mesmo. Projeções, luz, toda uma preparação para a parte romântica. É a parte triste do show, que fala da vivência de um luto amoroso. Depois vem a catarse. No final é um show mais dançante, com certeza, a gente preparou para isso. Tem chuva de papel picado e outras músicas mais dançantes. Lembra essa coisa da comemoração, o público sempre vem para frente para dançar. A própria "Ai Ai Ai" ganha uma releitura completamente nova e diferente, muito bonita. A gente sempre tem que cantar algumas musicas, então é bom que elas estejam novas, de certa forma, e ela está fresca na minha percepção.
Guia - Qual é seu programa preferido em São Paulo?
Vanessa - Adoro São Paulo porque não paro. Os restaurantes são maravilhosos, adoro ir à Pizzaria Brás e a uma cantina italiana no centro da cidade, chamada Piolim.
Guia - É verdade que você vai abrir uma casa de shows na cidade?
Vanessa - Sim, com o dono do Bourbon Street e o Paulinho [Rosa], dono do Canto da Ema. Será uma casa de shows em Pinheiros e vai se chamar Jabuticaba, por enquanto. Mas tudo pode mudar. A gente já tem o espaço, tem tudo. Acho que, se tudo der certo, deve ser inaugurada até março ou junho, vai depender da construção. Vai ser um espaço destinado à música brasileira, com suas vertentes mais próximas --pode ser africana, latina--, para shows de músicas que a gente curte e acha que não tem espaço em São Paulo ou que não tem espaço digno. A gente vai dar muita importância ao som e à acústica da casa. O espaço vai tocar desde novos artistas a artistas já consagrados, para que percebam o espaço como uma contribuição de valor para o mercado.
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