Jornal da Tarde
Banda veterana ofereceu espetáculo de qualidade: agudos contagiantes e solos precisos de guitarra.
Aos 62 anos, Steven Tyler, vocalista do Aerosmith, esbanjou saúde ao fazer neste sábado, no estádio Palestra Itália, mais um show da turnê Cocked, Locked, Ready to Rock. E, em duas horas de show, Tyler, Russ Irwin, Joey Kramer, Tom Hamilton, Brad Withford e Joe Perry mostraram porque ainda continuam na estrada, mesmo depois de 40 anos de banda. O som estava bom, a qualidade da imagem no telão era excelente, a voz de Steven não falhou, os solos de guitarra de Perry foram precisos, enfim, um verdadeiro espetáculo para as quase 35 mil pessoas que foram assisti-los.
A apresentação começou dentro do horário planejado, depois da banda gaúcha Cachorro Grande ter feito o show de abertura. Às 21h37, as luzes do estádio se apagaram e pode-se ouvir Tyler gritando “Oi” para o público em português. Em seguida, enquanto a cortina caía, eles tocaram o primeiro hit da noite: Eat the Rich.
Tyler, de chapéu, óculos escuros e imensos brincos, correu de uma ponta a outra do palco, fez caras e bocas, brincou com o microfone e, ao final da quarta música, estava usando apenas uma camiseta preta com lantejoulas douradas que formavam o logo da banda. Em frente ao palco, um ventilador estrategicamente instalado, dava o efeito “propaganda de xampu” ao deixar esvoaçante a cabeleira do vocalista.
Joe Perry, um dos fundadores da banda, também teve seu momento solo. Nele, o guitarrista desafiou a plateia e ir ao palco tocar contra ele. Perry se referia ao jogo Guitar Hero. “Me perguntam como alguém pode ganhar de mim no jogo. Vou provar para vocês que não podem.” Sua apresentação foi intercalada com cenas do personagem de Perry no game, com som ao vivo da guitarra.
No bateria, Joey Kramer também teve seu momento solo. Dispensando as baquetas, ele tocou com os braços enquanto Tyler fazia gracinhas atrás dele. O vocalista, mesmo com toda a sua pose afeminada, a cada agudo arrancava suspiros e lágrimas das mulheres. Uma mais afoita jogou no palco uma calcinha vermelha.
Por mais que a segurança estivesse reforçada, pessoas da pista comum (R$ 250 o ingresso) se infiltraram na pista premium (R$ 500). Por R$ 300, um vendedor ambulante emprestou o colete vermelho, que dá acesso irrestrito, e possibilitou a travessia.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
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