segunda-feira, 11 de outubro de 2010

JB - Apatia de atrações internacionais marca segundo dia do SWU

Portal Terra

SÃO PAULO - Reúna num mesmo dia e local os shows de Regina Spektor, Joss Stone, Dave Matthews Band e Kings Of Leon. As melhores apresentações serão de Jota Quest e Capital Inicial. Pelo menos é o que se pode concluir após o fim do segundo dia do Festival SWU que acontece na Fazenda Maeda em Itu, interior de São Paulo. Exageros à parte, entre os gringos, quem se deu bem foi o Sublime With Rome: tocou para uma multidão empolgada que jamais veria nos EUA, e em um horário, ainda com um resto de sol, que combinava bastante com a sonoridade da banda.
A abertura do dia nos palcos Ar e Água, na arena principal do evento, coube aos shows de Ilo Ferreira e O Teatro Mágico. Na sequência vieram as apresentações de Jota Quest e Capital Inicial. Ambas as bandas são velhas conhecidas do público e não deveriam causar nenhuma surpresa, certo? Errado. Com tanto show sem graça neste sábado, sobrou para os veteranos do pop brasileiros levantar o troféu de melhores do dia.
O sol já começava a se esconder quando o Sublime With Rome tomou o palco Água. A multidão, estimada em cerca de 56 mil pelos cálculos superlativos dos organizadores, foi fisgada de cara pela banda californiana. Hits com pelo menos 10 anos de vida fizeram o público vibrar. Uma massa de gente que o Sublime raramente encontra em algum de seus shows.
Na sequência, veio a apresentação de Regina Spektor, pianista russa que canta em inglês. A proposta de um show intimista, experimental não desceu bem na goela dos fãs e o resultado foi sono, conversas, e uma excelente desculpa para encarar alguma das numerosas filas do SWU: banheiro, bar, atrações, etc.
No palco ao lado, Joss Stone assumiu o bastão. Bajulou a plateia, tocou sucessos, tentou conquistar o público e cumpriu seu papel. Mas a cantora de soul não tem o perfil, nem o estilo musical, capaz de salvar o dia. Sobrou então para o sul-africano Dave Matthews e sua "band". Ele, desde o início do projeto um dos grandes porta-vozes da causa sustentável do SWU, fez uma apresentação comprida e maçante. E passou o abacaxi para os grandes nomes da noite de domingo.
E o abacaxi acabou nas mãos do público. Isso porque os integrantes dos Kings Of Leon fingiram que o problema não era nem com eles e fizeram o show mais chato da noite. Se qualidade fosse uma das cláusulas do acordo entre a banda e os organizadores do SWU, o Kings Of Leon bem que poderia ser processado por quebra de contrato.
Para quem passou horas em filas, encarou poeira e cansaço para prestigiar o segundo dia do festival, a sensação é bem ruim, principalmente aqueles fãs que elegeram apenas o domingo para comparecerem ao SWU. Quem vier no último dia de shows ao menos torce para que Cavalera Conspiracy, Incubus, Pixies, Queens Of The Stone Age e Linkin Park compensem a falta de empolgação.
Aliás, se o mote do festival é sustentabilidade e responsabilidade na hora de consumir energia, este domingo foi bem engajado com a causa. Pena que os artistas tenham economizado energia musical, e não elétrica.

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