Jornal da Tarde
Manowar volta ao Brasil após 12 anos com som brutal capaz de tirar a roupa do seu público.
“Se você não é do metal, você não é meu amigo”. “Mulher, seja minha escrava”. Frases como essas poderão ser escutadas hoje à noite pelos discípulos de uma “religião” que tem no Brasil seus seguidores mais devotados: o heavy metal.
A banda Manowar, formada nos Estados Unidos nos anos 80, é talvez aquela que mais traduza o espírito rústico de ser um headbanger (batedor de pescoço) – ou metaleiro (expressão inventada pela Rede Globo quando da chegada do Rock in Rio 1, em 1985).
Roupas de couro, pele de animais espalhada pelo corpo, machados e espadas fazem parte do figurino do quarteto. Mundialmente, Eric Adams (vocal), Karl Logan (guitarra), Scott Columbus (bateria) e Joey DeMaio (baixo) são conhecidos como os ‘deuses do metal.’ De Nova York, DeMaio falou com o JT. Apressado para a passagem de som, o baixista e líder da banda foi logo cortando a reportagem: “Não me chame de Mr. DeMaio. Você é meu irmão do metal, amigo. Pode me chamar de Joey.”
Joey –portanto – não quis falar do passado nem de sua vida pessoal. Uma reportagem de fevereiro de 2009 no blog Metal Inquisition mostrava que o forte baixista mora ainda no porão da casa dos pais nos Estados Unidos.
Ele volta a falar forte quando o assunto é mulher. “Sem dúvida somos a banda que mais pega mulheres no mundo.” Perguntado sobre como seduzir uma, ele surpreende: “Você não seduz uma mulher. Este é o maior erro. A mulher é mais inteligente e madura do que o homem. Um homem vive e morre em três segundos no olhar de uma mulher. Ela não vai tirar a roupa só porque você quer. Você tem de ser honesto, cavalheiro e inteligente.”
Sobre o show em São Paulo, 12 anos após a última apresentação, DeMaio dá uma dica importante: “Vá com uma roupa colada. Porque se você for com calça e camisa solta, ficará nu, tamanha a potência e a brutalidade do nosso som.”
Quem comprova toda essa violência é o brasileiro Manoel Cristiano de Arruda, que trabalha há 8 anos com o Manowar. “Sou técnico de baixo do Joey e traduzi a música Father para o português (a canção foi traduzida para 20 línguas, um tributo da banda ao seu público). Realmente temos de nos segurar quando o show se inicia. Tudo treme.” Portanto, roupas coladas, espadas em riste e pescoços preparados para o show de hoje. Os ‘deuses do metal’ não brincam em serviço.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
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