segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

JT - O cover que apenas queria agradar a tia Gioconda

Jornal da Tarde

Começou por acaso. O carioca Paulo Martan, de 30 anos, nem conhecia tão bem assim as canções de Cauby Peixoto, mas sua tia, dona Gioconda, que morreu aos 98 anos, era fã. “Foi por intermédio dela que tomei conhecimento desse cantor maravilhoso”, diz Martan, que mora em Cascadura, no subúrbio do Rio de Janeiro, próximo à sede da escola de samba Portela. Há cinco anos, ele se vestiu com roupas brilhantes, colocou uma peruca e caprichou na maquiagem, com direito até a uma pinta preta do lado esquerdo do rosto. Tudo para ficar igual a Cauby. “Queria agradar minha tia e vi que fazia bem feito. Em casa, meus familiares falavam que eu tinha uma voz parecida.”
Depois de se apresentar no Teatro Rival e no Salão Nobre do clube de futebol América, ambos no Rio, em shows com mais de 18 canções do ídolo, Martan participou do quadro de imitadores do ‘Domingão do Faustão’, na Globo, e ficou conhecido nacionalmente.
“Agora, meu sonho é conhecer o Cauby”, diz ele. O encontro só não aconteceu ainda por conta do acaso. Martan viajou até São Paulo só para assistir ao show de seu ídolo no Bar Brahma, mas justamente naquele dia o cantor se apresentaria em outro lugar da cidade. O cover voltou para o Rio sem conhecê-lo. Mas por pouco tempo, acredita ele. “Nelson Hoineff, que está dirigindo o documentário, vai promover nosso encontro. Estou ansioso”, afirma. As cenas que Martan gravou para o filme foram feitas na tradicional e centenária confeitaria Colombo, em Copacabana, que no século 20 foi ponto de encontro de artistas.
Sua maior interpretação e também a preferida é ‘Conceição’, o maior clássico de Cauby. Martan também é cantor lírico (barítono) e faz shows com músicas de crooners como Orlando Silva, um de seus ídolos. “Fiquei sabendo que o Cauby já sabe quem eu sou e gostou do meu trabalho”, conta. “Tento chegar próximo de sua qualidade, mas ele é inimitável.” F.B.C.

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