Jornal da Tarde
Rodrigo Vellozo, filho do cantor Benito di Paula, mostra em pocket show hoje canções de seu 1º CD
A geração “dos filhos” que revelou nomes como Max de Castro, Luiza Possi, Jair de Oliveira e Maria Rita apresenta mais um integrante. Rodrigo Vellozo é filho de Benito Di Paula. Com 27 anos, Rodrigo decidiu há pouco mais de dois anos que abraçaria a carreira de cantor. O cantor e pianista acaba de lançar seu primeiro disco, Samba de Câmara, e vai apresentar hoje, às 19h, na Fnac de Pinheiros (Av. Pedroso de Moraes, 858), um pocket show gratuito, em que vai mostrar uma fusão improvável entre pop, música clássica e samba. “Tinha receio de entrar nesse ramo da música já que tenho um pai que é um dos maiores cantores e compositores do mundo, um gênio”, fala.
Nascido no Rio de Janeiro, Rodrigo tentou seguir a carreira de engenheiro eletrônico. O máximo que conseguiu foi cursar seis meses na UFRJ. “Venho de uma família toda musical. Mesmo no meu subconsciente, essa influência sempre esteve presente. No teste vocacional que fiz no colégio deu música com muitos pontos na frente.” Então, foi estudar piano erudito e teatro e ‘caiu’ nos musicais de Oswaldo Montenegro.
Um convite da gravadora Atração há dois anos fez Rodrigo olhar para referências como Elizeth Cardoso, cuja obra conheceu pelo pai. “Escolhemos o repertório em seis mãos: eu, o Wilson Souto Jr., dono da gravadora, e o maestro Italo Peron.” Das 30 canções gravadas e das 14 escolhidas para o álbum a que chama mais atenção é a versão de In the Air Tonight, de Phil Collins. “Foi a primeira música que entrou no repertório, um desafio do Wilson para mim. Colocamos o Phil Collins no samba.”
O CD traz ainda canções de nomes como Baden Powell (Consolação), Noel Rosa (Feitio de Oração), Caetano Veloso (O Ciúme) e um tal de Benito Di Paula (Não Precisa Muita Coisa). “Mas meu pai não quis se meter na produção do disco. Ele nem foi ao estúdio nas gravações”, diz Rodrigo, que usa o Vellozo em homenagem à família de músicos. “O Di Paula é um nome artístico do meu pai.”
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
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