Jornal da Tarde
Eles não têm letras tristes, nem uma sonoridade complexa. Talvez sejam emos, ou da nova moda de rock colorido. Não importa. “Sempre falo que é pop rock e deixamos livre para as outras pessoas descobrirem em qual gênero nos encaixamos. Há muita confusão. Sempre que vem uma moda nova, falam que nós pertencemos a ela. Acontece é que acabamos usufruindo delas, porque aumentam a quantidade de shows”, conta Max Matta, vocalista da banda paulista de Piracicaba, Caps Lock.
Apesar do que diz o título do segundo e recém-lançado disco, “Fazer Diferente”, o som da banda é um apanhado de referências e influências. É possível notar trechos que misturam o som dos americanos Fall Out Boy com o brasileiro NX Zero, como na faixa que abre o disco, “Pode o Sol Sair”.
No festival de influências, há espaço até para uma ligeira lembrança de AC/DC em Tudo Volta Para Você”, na qual a guitarra trabalhada dá mais peso à faixa e ao disco. Assim como o que acontece com “Meu Vício”, disparada a música mais encorpada do disco. Esta última fecha a série de músicas inéditas e elétricas. As 13ª e 14ª são versões acústicas de “Se Tudo For Real” e “Pode o Sol Sair”, faixas que têm o maior apelo para grudar na cabeça da gurizada.
Apesar da pouca idade dos fãs e da aparência dos integrantes, nenhum músico da banda tem menos de 20 anos. Os irmãos Max Matta e Sté, vocal e guitarra, respectivamente, têm 24 e 22 anos, Thiago, baixista e mais velho dos quatro, tem 26, e o caçula Carlinhos, na bateria, 20. “O nosso público é bem teen. De vez em quando, aparece alguém me chamando de ‘tio’ e pedindo um autógrafo (risos)”, diverte-se Max que, por telefone, pode muito bem se passar por um garoto de 18 anos. “Ainda bem que tenho essa voz. Pareço bem mais novo”, brinca.
Na bacia das influências, uma última banda não poderia faltar: Oasis, também formada por dois irmãos, Liam e Noel Gallagher. Mas sem as mesmas confusões que os britânicos, certo? “Claro que não (risos)! Temos mais intimidade e por isso podemos brigar. Mas nada de escândalos”.
Toda certinha, a banda tenta, com “Fazer Diferente”, encontrar seu próprio espaço no cenário musical. E vale tudo. Até ir ao programa da Luciana Gimenez, na Rede TV. “Tivemos muita sorte. Foi ótimo e teve muita repercussão. Aparecemos até nos Trendings Topics do Twiter no Brasil”, conta Max. É esse o espírito.
terça-feira, 20 de julho de 2010
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