Jornal da Tarde
Para um cantor, ficar sete anos sem lançar material inédito, muito mais do que um período de pausa para reflexão e mudanças, pode significar o fim de uma carreira. Eagle-Eye Cherry retorna mais uma vez ao Brasil para responder se o período que passou sem lançar nenhum disco de estúdio foi positivo ou não.
Desta vez, além de sucessos como Save Tonight e Falling in Love Again, Eagle-Eye mostrará quatro composições novas de um disco que pretende lançar entre o final de agosto e o começo de setembro. “Quando terminei minha ultima turnê, em 2003, estava acabado. Toquei ininterruptamente de 1998 até 2003. Quando comecei a escrever material novo descobri que precisava de um tempo, pois além de tudo, a indústria musical estava mudando negativamente”, fala Eagle-Eye, por telefone, de sua casa em Estocolmo, na Suécia. “Até hoje a indústria não sabe que caminho tomar.”
Durante todo este tempo em que ficou sem gravar, o cantor disse que pôde aproveitar a vida a sua maneira. Jogava futebol três vezes por semana com os amigos, assistia a jogos do Arsenal na Inglaterra, aprendeu a cozinhar, leu muito e viu inúmeros filmes. “Além disso, minha irmã Neneh comprou uma casa na praia e eu tive a oportunidade de passar muito tempo lá”, contou.
O filho do trompetista de jazz Don Cherry e meio irmão da cantora Neneh Cherry, mostra na quinta-feira, em São Paulo, amostras das canções que irão entrar em seu novo álbum. Antes disso, tocará hoje no Rio de Janeiro, onde vai gravar seu primeiro DVD com participação da cantora Maria Gadú - ao estilo Ben Harper com Vanessa da Mata e sua Boa Sorte / Good Luck - e toca para os brothers do Big Brother Brasil 10, na quarta. “O Brasil é um país muito divertido”, justifica. “Nos shows devo mostrar canções novas como Alone, Something e Can’t Get Enough. Alone, por exemplo, é uma das melhores que eu já compus. Começa acústica e vai ganhando força e peso.”
Ainda sobre o novo disco, ele revela que além de números calcados no acústico, algumas faixas ganharão um verniz rock’n’rol feito nos anos 70. “Mas traduzido para os novos tempos”, deixa claro. Vindo pela quinta vez ao País, Eagle-Eye conta que a primeira foi no Free Jazz Festival, em 1999. Muitas vindas e anos depois, o músico consegue lembrar da palavra churrascaria. “Fui em casas de shows bacanas, mas não lembro o nome de nenhuma delas.”
Além de lançar seu novo CD em 2010, Eagle-Eye já planeja o próximo álbum. Um acústico, como os da MTV. “Tenho escutado muitos artistas que fazem um som dessa maneira como Feist e Elvis Perkins in Dearland. Tenho tocado em alguns shows na Europa minhas músicas na versão acústica e isso me tem feito muito feliz”, revela. Pode se preparar. Da próxima vez que vier ao Brasil, Eagle-Eye virá desplugado
DIVIRTA-SE
Eagle-Eye Cherry.
Via Funchal (6 mil lugares).
Rua Funchal, 65, Vila Olímpia, 2144-5444. Quinta-feira (21), às 21h30. De R$ 100 (pista) a R$ 200 (camarote). Classificação: 12 anos.
www.viafunchal.com.br
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
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