quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

JT - A época em que Jorge era apenas do ‘Ben’

Jornal da Tarde

Jorge Ben Jor ganha 14 discos embalados em uma caixa imperdível para quem quer entender como um pedaço dos mais importantes da música brasileira se desenrolou entre os anos de 1963 e 1976.
O Jorge Ben Jor de hoje, que toca para arenas lotadas de jovens cheios de energia, é apenas um rabisco do gênio negro que surgiu na década de 60. Sai o tê-tê-tê-rê-tê e entra o revolucionário, entre os anos de 1963 e 1976. Nesse período, Jorge Ben lançou ao menos quatro discos obrigatórios a qualquer coleção minimamente saudável da música nacional. Todos eles estavam fora de catálogo e haviam sido lançados em CD na série Colecionador, mas logo sumiram de circulação. Agora vêm remasterizados, com as letras de cada canção. O primeiro fundamental deles é o seu debute, ‘Samba Esquema Novo’, que como o próprio título amplifica, foi uma nova forma de arquitetar o samba em um período pós-bossa nova. Canções como ‘Mas, Que Nada!’, ‘Chove, Chuva’ e ‘Por Causa de Você, Menina’ exploram essa nova sonoridade com marra e ginga. ‘Força Bruta’, de 1970, traz pela primeira vez a parceria entre Jorge Ben e o Trio Mocotó. Outro dos mais importantes é ‘A Tábua de Esmeralda’ (1974), que tem ‘Os Alquimistas Estão Chegando os Alquimistas’, ‘Hermes Tri’ e ‘Errare Humanum Est’, com letras de temática e referências existencialistas e mágicas, como a tábua que dá título ao disco, cujo texto foi escrito pelo faraó egípcio Hermes Trismesgisto, homenageado também em ‘África Brasil’ (1976). Há ainda um CD de inéditas e raridades.

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