quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

JT - O recado é ‘agora se vira e faça melhor’

Jornal da Tarde

Entrevista Nasi, ex-vocalista da Banda Ira!

Nasi, ex-vocalista do Ira!, conhece bem os dois lados de um palco. Depois de consagrado, cedeu a abertura de seus shows para várias bandas iniciantes. E agora, em carreira solo, foi escalado para abrir o show da banda AC/DC. Aqui, ele explica as vantagens e desvantagens das bandas de abertura.

Para um público como o do AC/DC você teve de adaptar seu repertório?
Claro. Ninguém foi lá para ver meu show. Para mim foi uma oportunidade legal. Tive 30 minutos e em respeito ao público toquei 25. Fiz um set com músicas conhecidas do Plebe Rude, Iggy Pop, Raul Seixas.

Sabotaram você, abaixaram o volume do seu som?
Isso acontecia muito no início da minha carreira, com o Ira! O show de abertura tem de acontecer de uma forma a não atrapalhar o show principal. No geral, as bandas grandes não gostam de shows de abertura porque desregulam som, dão trabalho para ajustar o palco depois. Mas o pessoal do AC/DC me surpreendeu. Eles foram super receptivos.

Quando a banda principal não te quer lá, o que fazer?
Com a experiência que tenho, posso afirmar que as bandas de abertura têm de tocar fogo nos 30 minutos que têm disponível. Eles têm de dar o recado para a banda principal e dizer: ‘agora se vira e faça melhor do que eu’.

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