Jornal do Brasil
RIO DE JANEIRO - Luís Carlos Sá – o Sá do trio – fala sobre o novo disco de SR&G e da saudade do parceiro Zé Rodrix.
Quando começaram a burilar este novo trabalho?
- Depois que gravamos um DVD ao vivo como trio, em 2001, começamos a planejar um álbum de inéditas. Fizemos uma série de canções, mas as gravadoras se recusavam sistematicamente a abraçar o projeto. Queriam releituras, enquanto nós desejávamos mostrar o nosso trabalho atual. Fomos adiando até que, em 2007, conseguimos apoio através de um edital da Caixa e começamos a gravar.
Como funcionava a criação entre vocês e Rodrix?
- Sempre vivemos juntos. Era o meu companheiro de viagens. O Zé estava no auge de sua criatividade e fez grandes arranjos para o disco. Éramos muito parceiros e nada me levava a pensar que algo do tipo pudesse ocorrer, ou que ele estivesse com algum problema.
E como reagiram à morte? Chegaram a pensar em abandonar o trabalho?
- Ficamos realmente abalados. Algum tempo depois nos sentamos e decidimos que deveríamos lançá-lo e continuar como dupla.
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