terça-feira, 9 de março de 2010

JB - “As gravadoras não queriam nossas inéditas”, diz Luís Carlos Sá

Jornal do Brasil

RIO DE JANEIRO - Luís Carlos Sá – o Sá do trio – fala sobre o novo disco de SR&G e da saudade do parceiro Zé Rodrix.

Quando começaram a burilar este novo trabalho?

- Depois que gravamos um DVD ao vivo como trio, em 2001, começamos a planejar um álbum de inéditas. Fizemos uma série de canções, mas as gravadoras se recusavam sistematicamente a abraçar o projeto. Queriam releituras, enquanto nós desejávamos mostrar o nosso trabalho atual. Fomos adiando até que, em 2007, conseguimos apoio através de um edital da Caixa e começamos a gravar.

Como funcionava a criação entre vocês e Rodrix?

- Sempre vivemos juntos. Era o meu companheiro de viagens. O Zé estava no auge de sua criatividade e fez grandes arranjos para o disco. Éramos muito parceiros e nada me levava a pensar que algo do tipo pudesse ocorrer, ou que ele estivesse com algum problema.

E como reagiram à morte? Chegaram a pensar em abandonar o trabalho?

- Ficamos realmente abalados. Algum tempo depois nos sentamos e decidimos que deveríamos lançá-lo e continuar como dupla.

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