DE SÃO PAULO
Responsável por um dos melhores discos de rap lançados no ano passado, o Anti-Pop Consortium faz seu primeiro show no Brasil neste sábado, em São Paulo.
O quarteto nova-iorquino está hoje entre os mais experimentais do hip-hop.
Desde sua estreia, em 2000, o grupo vem buscando novos formatos para o gênero. Gravou um disco com o pianista de free jazz Matthew Shipp e construiu, ao longo de cinco discos, um casamento sólido do rap com a música eletrônica _o que lhe valeu um contrato com a gravadora inglesa Warp, de nomes como Aphex Twin, Prefuse 73 e Flying Lotus.
"O Anti-Pop é uma ponte entre a música eletrônica dos anos 1980 e o hip-hop", diz à Folha, M. Sayyid, um dos três MCs do quarteto, sobre a sonoridade do grupo.
O show terá como base "Fluorescent Black" (2009), disco que marca a volta do grupo depois de uma separação de cinco anos.
"Eu diria, para ser politicamente correto, que nós tivemos diferenças e ainda temos, mas conseguimos lidar com elas de uma maneira produtiva", diz Sayyid.
A separação fez com que os integrantes desenvolvessem novos projetos.
Os outros dois MCs do grupo, Beans e High Priest, lançaram discos em carreira solo --e ambos estiveram no Brasil mostrando esses trabalhos. Priest ainda formou com Sayyid o Airborn Audio, projeto que eles mostram em show hoje à noite no Sesc Santana e que carrega influência do dub jamaicano.
"Por causa de nossas carreiras paralelas, estamos muito mais confiantes e isso se reflete nas letras deste disco do Anti-Pop", diz Sayyid.
A apresentação do quarteto no sábado é precedida pelos shows de Rodrigo Brandão & Mauricio Takara e Afasia, que também trazem influência da eletrônica ao rap.
AIRBORN AUDIO
ONDE: Sesc Santana (av. Luiz Dumont Villares, 579, tel. 2971-8700)
QUANDO: hoje, às 21h
QUANTO: R$ 3 a R$ 12
CLASSIFICAÇÃO: 12 anos
ANTI-POP CONSORTIUM
ONDE: Sesc Pompeia (r. Clelia, 93, tel. 3871-7700)
QUANDO: sábado, às 21h30
QUANTO: R$ 5 a R$ 20
CLASSIFICAÇÃO: 18 anos
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