Jornal da Tarde
Reconhecido no exterior, Diego Figueiredo apresenta seu 2º álbum lançado no Brasil
George Benson, Pat Metheny, Al Di Meola, Roberto Menescal e o mestre Paulinho Nogueira estão entre os grandes ases das cordas que se encantaram com o estilo e a sofisticação da guitarra de Diego Figueiredo. Paulista nascido em Franca, ele foi premiado duas vezes em Montreux, é figura constante nos grandes festivais de jazz no Hemisfério Norte, gravou dez discos em nove anos, mas só agora tem um segundo trabalho em edição nacional, Vivência (Biscoito Fino), o oitavo da carreira. Uma oportunidade de conhecer esse fenômeno é o show que fará hoje no Auditório Ibirapuera, com dois convidados: o pianista André Mehmari e o cantor Jair Rodrigues.
Diego também toca com Eduardo Machado (contrabaixo), que participou da gravação do CD, e Alex Reis (bateria). O roteiro do show dá ênfase ao repertório do CD, que tem um acento mais jazzístico que o primeiro lançado no Brasil, Segundas Intenções, de 2001. “É basicamente o lançamento de Vivência no Brasil, mas também vou tocar repertório da música brasileira e do jazz. Farei uma mescla do que já apresento nos meus espetáculos”, diz Diego.
Aos 29 anos, ele reconhece que o novo trabalho tem uma linguagem mais internacional, digamos. Tanto é que no exterior os elogios partem justamente por esse diferencial: a formação de baixo, guitarra acústica e bateria e a maneira que Diego toca a guitarra, sem palheta, misturando acordes com melodia. “Esse lado jazzístico foi mais exposto aí, porém em clima de raízes brasileiras. A maioria dos temas é de bossa, baião, samba”, observa Diego.
Depois de Vivência, Diego já gravou outros dois CDs, encontráveis na internet. Reouvindo Segundas Intenções, sobre o qual Pat Metheny fez uma dissertação, ele lembra que foi elogiado pela “maturidade” artística, apesar de ter na época de 19 para 20 anos. Hoje Diego tem base fixa em Portugal e passa quatro temporadas por ano na Europa e três nos Estados Unidos. Quando vem a São Paulo, hospeda-se sempre no mesmo flat, mas nunca de fato se mudou de Franca, onde nasceu. “Este ano quero intensificar meu trabalho no Brasil”, adianta. L.L.G.
DIVIRTA-SE
Diego Figueiredo.
Auditório Ibirapuera:
Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n.º, portão 2, Parque do Ibirapuera.
3629-1075.
Hoje, às 21 h.
Preço: R$ 30
sexta-feira, 5 de março de 2010
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