quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

JT - Nem tudo são flores na nova 'We Are the World'

Jornal da Tarde

Uma das imagens mais fortes dos anos 80 é a do videoclipe da canção We Are the World, do projeto USA for Africa, de janeiro de 1985. Inspirado pela reunião que ficou conhecida como Band Aid, na Inglaterra, We Are the World apresentava 44 vocalistas diferentes, incluindo Michael Jackson, Lionel Ritchie, Bruce Springsteen, Tina Turner, Cyndi Lauper, Diana Ross, Ray Charles e Stevie Wonder e foi produzido por Quincy Jones. A vendagem do disco e do single foi revertida para a África e arrecadou, ao todo, mais de 55 milhões dólares.
A nova versão foi feita para comemorar o aniversário de 25 anos da campanha e com o objetivo de ajudar as vítimas dos terremotos no Haiti. A estreia ocorreu no dia 12 de fevereiro de 2010, na abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2010, em Vancouver.
Com artistas da nova e velha geração, a empreitada conta com nomes como Jamie Foxx, Adam Levine (Maroon 5), Akon, Barbra Streisand, Janeth Jackson, Celine Dion e o próprio Michael Jackson, que é inserido no clipe cantando sua parte da canção de 1985 - Jackson é o autor da letra.
O clipe, que pode ser assistido na página oficial do world25.org no You Tube (http://migre.me/kcWl), tem apresentação do ator Jamie Foxx, que explica seus propósitos. Assim como em 1985, começa com as assinaturas de todos os participantes e foi gravado no estúdio original da primeira investida, em Los Angeles.
À MTV americana, o rapper Jay-Z, marido de Beyoncé, criticou a regravação: “Sei que muitas pessoas vão entender isso de maneira de errada. Amo We Are the World, entendo a razão da regravação e acho ótimo. Mas esta música é como Thriller para mim, é intocável”, disse. “Tenho muito respeito por Quincy Jones (produtor de ambas as gravações), mas acho que é hora de fazermos uma nova música. Tentei isso com Stranded”, retrucou, sobre a canção que apresentou no especial Hope for Haiti Now, ao lado da cantora Rihanna, além de Bono e The Edge, do U2.
Ao comparar as duas versões de We Are the World, é possível entender a diferença de talento entre ontem e hoje. Se dependesse apenas deste clipe, o Haiti continuaria na mesma.

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